Arquivo mensal: março 2010

Rembrandt e a Teoria da Conspiração

O aluno

Há algum tempo, vi um documentário na Tv Cultura sobre os grandes pintores da humanidade, entre os episódios havia um sobre Rembrandt, pintor famoso e “top-de-linha” no século 17, na Holanda… Qual foi minha supresa quando em uma determinada parte, disseram que ele tinha um discípulo muito talentoso e que segundo as línguas da época, pintava tanto ou melhor que o próprio Rembrandt… Sempre que ouvia falar de Rembrandt, ouvi que ele tinha discípulos que só o imitavam, tanto é assim que muitas obras atribuídas a ele, na verdade seriam de algum aluno seu.

Mas esse caso é diferente, Carel Fabritius, o aluno tinha alcançado ou superado o mestre…

O mestre

Fabritius nasceu em Beemster polder, era filho de um professor. O nome artístico, fabritius, veio de sua antiga profissão, no caso o nome fabritius significa carpinteiro. Na década de 40, do século 17, ele se tornou aluno de Rembrandt, junto com seu irmão Barent Fabritius. No começo da década de 50, ele se mudou para Delft.

A principal diferença entre as pinturas do mestre e dele é que Carel preferia fundos mais claros e pinceladas mais delicadas.

Mas uma explosão na cidade de Delft, que ficou conhecida como “Delft Thunderclap” ou o Trovão de Delft acabou com os sonhos de Carel. Era o dia 12 de outubro de 1654, quando um armazém de pólvora destruiu um quarto da cidade. Morreram mais de mil pessoas e outras milhares ficaram feridas.

Eram 30 toneladas de pólvora estocadas  num armazém de um antigo convento no distrito de Doelenkwartier district.  Cornelis Soetens, o vigia, abriu o local para checar uma amostra da pólvora e uma grande explosão se seguiu. A tragédia só não foi maior porque boa parte da população estava visitnado uma feira em Schiedam ou em HagueCarel Fabritius foi ferido na explosão e morreu dias depois. Egbert van der Poel pintou vários quadros mostrando a devastação.

Logo pensei: “e se Rembrandt tivesse dado um jeito de explodir com o discípulo”… Afinal, ele ganhava  muito dinheiro com as pinturas, estava no auge, e concorrência pode ser péssimo para os negócios…

Eu sei que se trata de um delírio, mas nada impediria de ser real. Já vi muitas estórias até piores que essa. E não se sabe o que se  passa na cabeça de alguém. De qualquer forma, o trágico incidente foi ótimo para o mestre, já que ele passou a monopolizar as atenções de novo…

Além disso, por coincidência, a maior parte da população tinha ido para cidades próximas, para passear em feiras ou mercados, então o efeito de uma explosão não seria tão terrível assim. Seria pior se a cidade estivesse apinhada de gente… Se alguém estivesse planejando algo do gênero, talvez achasse que essa seria a melhor ocasião…

The Goldfinch

Apenas 12 de suas pinturas sobreviveram para servirem de testamento para ele. Carel poderia ter sido um dos mais pintores da Holanda ao lado de Rembrandt, e  sua morte permanece envolta em um mistério.

Fonte: en.wikipedia.org/wiki/Carel_Fabritius

Outros links:

www.artcyclopedia.com/artists/fabritius_carel.html

http://www.artcyclopedia.com/artists/fabritius_carel.html

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Os Cães Que Eram na Verdade Serpentes

Luar sobre a Baía de Hobart

Bahloo, o deus da lua, esperou até que todos estavam dormindo antes de levar seus três cães para um passeio. Bahloo era um sujeito simpático, muito querido por todos os seus companheiros, mas o mesmo não podia ser dito de seus cães. Foi por isso que ele costumava escolher as horas de escuridão para exercitá-los.

Às vezes Bahloo saia durante o dia. Todos nós viamos a sua face redonda e brilhante velejando através do céu da tarde. Foi num dia como esse que Bahloo estava levando seus cães através do matagal, quando ele chegou num riacho muito largo. Um grupo de homens estava acampado na margem.

“Um dia muito agradável,” Bahloo disse. Todos sorriram quando viram o seu rosto redondo. “Bem dito, Bahloo”‘, eles gritavam. “Por que você veio aqui? ”

“Estou levando meus cachorros para passear, mas agora eu quero atravessar para o outro lado do rio. Vocês podem atravessá-los para mim? ”

“Não”, gritaram em uníssono. “Não, não vamos tocar seus cães, Bahloo. ”

“Por que isso?” perguntou a Lua.

Ninguém lhe respondeu.

“Ora, vamos! Se vocês não vão me ajudar, vocês devem me dizer por quê. ”

Um, mais corajoso que os outros, falou em nome de todos eles.

“Bahloo, todos nós admiramos você. Nós faríamos tudo por você, menos nos aproximar de seus cães. Eles não são perigosos par você, mas se nós os tocarmos eles nos matarão. ”

Bahloo estava irritado.

“Eu fiz um pedido simples”, disse ele,” e vocês recusaram. Vejam! ”

Ele pegou um pedaço da casca do tronco de uma árvore e jogou no rio. Ela afundou, e então subiu à superfície.

‘Vocês viram a casca? Se vocês fizerem como eu lhes pedi, você serão como aquele pedaço de casca quando vocês morrerem. Vocês vão voltar para a vida na terra novamente, assim como eu morro e vivo novamente em minha casa no céu. Mas se você desobedecerem – vejam de novo! ”

Ele jogou uma pedra na água. Não houve necessidade de lhe dizer mais nada, pois seu significado era claro para todos.

Crotalus scutulatus

“Oh, Bahloo, nós te amamos, e temos medo de você, mas temos mais medo ainda de seus cães. Eles não são realmente cães. Eles são cobras – a serpente tigre, a serpente mortal e a cobra marrom. Cada um tem dentes de veneno que não ousamos tocá-los. ”

“Então, quando vocês morrerem vocês permanecerão mortos. Seus corpos perderão sua carne, e, no final, seus ossos se desintegrarão em poeira.

Com estas palavras soando em seus ouvidos, ele pegou as cobras, que ele chamava de seus cães, envolveu-as em volta do pescoço com suas caudas caídas sobre os ombros e enroladas seus braços, e entrou na água.

Depois disso nunca Bahloo nunca mais conversou com o povo da terra novamente, mas vingativamente enviou seus “cães” para atormentá-los. Onde quer que estivessem, os homens as matavam, mas era inútil, pois Bahloo estava sempre observando, e enviando outras cobras para lembrá-los de suas palavras terríveis sobre a morte.

Fonte:

http://www.artistwd.com/joyzine/australia/dreaming/dogs_snakes.php

http://en.wikipedia.org/wiki/Bahloo

Nota:

Uma lenda aborígene conta como Yhi, a deusa do Sol e da luz, courtejou Bahloo, mas ele recusou suas propostas. O mito diz que até hoje Yhi está correndo atrás de Bahloo, atravessando os céus procurando por ele. Yhi ameaçou os espíritos que governam o céu que se deixassem ele escapar para a Terra, iria punir o mundo com trevas eternas.

Apesar disso, Bahloo é visto caminhando sobre a Terra algumas vezes nos mitos aborígenes. Um desses mitos é o descrito acima, que explica a inimizade entre homens e cobras, assim como na mitologia cristã, na estória do Jardim do Éden.

Ouroboros O eterno Retorno

Não pensava em postar nada, mas quando vi o símbolo Ouroboros (ou oroboros) associado ao Mal em “A Sétima Vítima” ( Darkness), não pude resistir a escrever.

A serpente que engole a própria cauda

Sempre conheci o oroboros, ou a serpente que engole o próprio rabo (ou cauda para ser mais elegante), com um símbolo de eternidade e eterno retorno… E por um momento, vendo esse filme, achei que tinha aprendido tudo errado.

Oroboros é um símbolo antigo que mostra uma serpente ou dragão engolindo a propria cauda, criando assim um círculo.  É associado com alquimia, gnose, and hermeticismo. Representa o ciclo interminável das coisas, assim que um ciclo se encerra, começa outro. Em algumas representações, a serpente é mostra com um parte iluminada e outro nas sombras, representando a dicotomia de símbolos similares como o  Yin Yang. Dizem que talvez os antigos tenham criado a estória da serpente ao olhar para Via Láctea, pois em alguns manuscritos se menciona uma serpente de luz que mora nos Céus.

O símbolo vem de tempos antigos, desde o antigo Egito, cerca de 1.600 antes de Cristo, citado na Fenícia e os filósofos gregos, que deram a ela o nome de  Ouroboros (“o devorador da cauda”).

Na mitologia nórdica nós encontramos a serpente Jormungand, que é um dos filhos de  Loki, ela cresceu tanto que seu corpo circulou o mundo e com ses dentes mordeu a própria cauda. Na mitologia hindu, onde há um dragão que circunda uma tartaruga que carrega em suas costas quatro elefantes, que carregam o mundo. A serpente e o dragão também aparecem na mitologia asteca, chinesa, japonese e até mesmo entre os nativos americanos.

Os cristãos adotaram o o Ouroboros como um símbolo da limitação do mundo (que há um ser superior que demarca os limites), e a natureza transitória e que se auto consome da existência terrena (seguindos os passos do pastor em Ecclesiastes).

Na alquimia, é símbolo de eterna unidade de todos as coisas, o ciclo de nascimento e morte que os alquimistas procurar libertar. Para eles, simboliza a natureza circular das coisas, o consciente e o consciente.

Já no filme, uma seita ou seja o que for, têm de matar sete crianças para libertar o Mal. As crianças tem de ser mortas numa espécie de container ou pira talhado como um oroboros. Quando a protagonista descobre o oroboros escondido debaixo do piso da sala, vai até a biblioteca e encontra um livro que diz que o símbolo representa “as trevas”… Ora, em nenhum lugar encontrei nada que associe o oroboros ao mal…

Na verdade, como já explicado acima, é um símbolo associado às idéias de retorno, eternidade, reencarnação, etc… Talvez o que tenha ocorrido com o roteirista do filme foi ligar a figura do oroboros com o mal, já que para os cristão um dos símbolos das trevas é a serpente e o dragão.

Links/tradução:

http://fact-archive.com/encyclopedia/Ouroboros

Rugarou o Homem Lobo

No episódio 4 da quarta temporada de Sobrenatural, Sam e Dean são chamados por um caçador de nome Travis para ajudá-lo a matar um rugaru. Ele conta aos irmãos que há alguns anos ele matou um rugaru, pensandoque tinha terminado com a “maldição”, mas infelizmente ele descobriu que a esposa dele tinha tido um bebê e agora essa criança era um homem adulto que em breve se transformaria, pois a maldição do rugaru seria transmitida aos seus descendentes.

Logo o filho do rugaru sofreria uma metamorfose, ficaria com uma fome insaciável e logo provaria carne humana, a partir daí nunca mais deixaria de ser um canibal. Bem, ao contrário do descrito nas lendas, o rugaru do Sobrenatural mais parce um zumbi, com sua pele putrefata parecendo soltar-se do corpo.

Lobo do Ártico (Canis lupus arctos)

Mas nas diversas versões da lenda original,  um rugaru ou rugarou(Roux-Ga-Roux, Rugaroo, or Rugaru) seria uma espécie de lobisomem. O mito começou a ser disseminado nas comunidades americanas de origem francesa e por isso se confunde com a lenda do lupgarou, o homem lobo. Essas estórias vem tanto dos imigrantes canadenses como de franceses que imigraram para a Louisiana.

Loup é a palavra francesa para logo e garou, do franco arcaico garulf, cognato da palavra inglesa werewolf). O loupgarou é um homem que se transforma em animal. É mais comumente descrito como um ser humano com cabeça de lobo, lembrando muito a lenda do lobisomem.

No folclore da Louisiana ele representa uma variante da pronúncia original do francês loup-garou. As estórias de rugaru seriam comum na Louisiana francesa. Ambas as palavras são usados como se tivessem o mesmo significado no sudeste da  Louisiana.  Alguns o chama de rougarou, outros de  loup garou.

Nas lendas dos cajun (1) é uma criatura que caga pelos pântanos de Acadiana e Greater New Orleans, e nos campos e florestas da região.

Acredita-se que seja uma dessas estórias que se diga pra inspirar medo e obediência, para crianças ou para que católicos não deixem de ir à igreja. É dito que os católicos que desobedecerem a quaresma serão perseguidos e mortos pelo rugaru. Na lenda do loupgarou, aqueles que deixarem de observar a quaresma por sete anos seguidos, serão transformados em lobisomem.

Uma lenda comum, diz que o rugaru está sob feitiço por 101 dias, depois disso a maldição é transferida para outra pessoa, se o rugaru sugar o sangue dela. Isso lembra o mito do vampiro, em que a maldição é transmitida para outro pelo ato de sugar o sangue, com a diferença de que o vampiro não consegue se livrar de sua condição.

Outras estórias mostram o rugaru desde como um cavaleiro sem cabeça até o ser derivado da bruxaria.  Em algumas versões, somente uma bruxa pode criar um rugaru – tornando-se ela mesma um lobo ou por amaldiçoar pessoa com a licantropia.

A criatura rugaru é tema de muitas lendas dos nativos norte-americanos. Algumas versões variam do pé grande (sasquatch) ao wendigo.

Alguns estudam a ligação da palavra rugaru, de origem francesa, dentro do folclore dos índios norte-americanos. A palavra não é de origem Ojibwa , mas notadamente de origem francesa. Talvez tenha sido assimilada pelos Ojibwa de Turtle Mountain e os Chippewa da Dokota do Norte, devido ao contato deles com missionários e mercadores de origem francesa, para poderem nomear uma criatura humanóide e peluda.

Enquanto que o wendigo é uma critura temida, o rugaru é  visto como sagrado ligado à  Mãe Terra, assim como o pé-grande.

Notas:

(1) Os cajun são um grupo étnico,  descendentes de canadense da Acadia ou Nova Escócia, provincías do Canadá, com traços de cultura predominantemente francesa, inclusive o idioma.

Webgrafia e links para o assunto:

http://en.wikipedia.org/wiki/Rougarou

www.monstropedia.org/index.php?title=Rugaru

http://fr.wikipedia.org/wiki/Lycanthrope

http://www.sobrenaturalbrasil.com.br/?page_id=876

Os Nio Os Reis Benevolentes

Há diversos tipos de barreiras simbólicas e reais que existem nos templos, com o objetivo de protegê-los tantos dos seres sobrenaturais, como demônios, como de pessoas mau intencionadas, como ladrões. Duas estátuas, muito comuns em templos da China, Coréia e Japão, reperesentam os Deus Benevolentes ou Nio.

Eles são retratados como deuses de aparência forte, um deles extremamente ameaçador, às vezes armado e o outro mais contido, embora também retratado de forma a amendrontar quem quer que seja.

Os Niō (Deuses Benevolentes ou Deuses Benévolos),  seriam dois deuses e  são encontrados no porta da maior parte dos templos budistas japoneses.  No Japão, o portal de um templo é chamado muitas vezes de Nio-mon (literalmente portal dos Nio). Também há os templos que em vez de deuses de aparência humana  usam dois seres míticos Shishi Lion-Dogs com aparência de cachorro ou talvez de cães com trejeitos leoninos – um com a boca aberta e outro, com a boca fechada.(1)

Os mais famosos Niō do Japão são encontrados em Nara no templo de Tōdaiji. Essas estátuas foram esculpidas em 1.203, pelo famoso escultor Unkei.

Nota-se que um deles está de boca aberta e outro de boca fechada. Eles estão emitindo um som cósmico. O som representa o início e o fim, a vida e a morte.

“Agyo” é o deus de boca aberta, ele está dizendo “ah,” significando nascimento do universo. Também é chamado de Agyō, Agyo, Agyou, Naraen Kongō, Kongō Rikishi.

Ah” é o primeiro som do alfabeto japonês, enquanto que o “n” (pronounced “un” ) é o último, então eles simbolicamente representam o alfa e o ômega na danç cósmica da existência. Em sânscrito “Ah” é a primeira letra, mas a última é  “Ha.”

“Ungyo” está de boca fechada,  ele diz “un” ou “om,” significando a morte do universo. É também chamado Ungyō, Ungyo, Ungyou, Misshaku Kongō, Misshaku Rikishi.

Também são considerados manifestações de Vajrapani(2), Vajradhara Vairocana (Dainichi Nyorai) para os esotéricos e até  do deus hindu Vishnu. Bodhisattva Vajrapāṇi é uma divindade protetora do panteão Maaiaana ou mahayana. A filosofia maaiana pode ser descrita como uma estrutura religiosa e fislófica vasta. É uma das principais tradições do budismo, além da tetraveda. É equivalente a Guhyapāda(3).

Em algumas lendas, eles seriam protetores de Buddha em suas viagens pela India.

Notas:

(1) Otutros termos japoneses para os guardiães incluem  Kongo, Kongou, Kongō, Rikishi, Kongo Rikishi, Kongō Rikishi, Shitsukongō-shin, Shukongōshin Niten e Niōson.

(2) Vajrapani, na tradição Sutra do budismo mahayana Vajrapan é um oito filhos “adotivos” de Shakyamuni Buda e é retratado com uma aparência pacífica. Na tradição do budismo vajrayana, ele é retratado como uma figura furiosa e mais conhecido como Guhyapati – O Senhor dos Segredos. Historicamente ele é o principal receptáculo e protetor dos textos tântricos e ensinamentos do Buda Shakyamuni – o Buda histórico (na forma de Vajradhara).

(3) “Guhyapada”  significa protetor do Dharma Protector, em sânscrito. De acordo com o Maha-ratnakuta-sutra no capítulor 8, “Guhyapada” nasceu como um príncipe de nome “Fa Yi”. Ele pediu para ser transformado em macaco assim ele ficaria mais perto de  Buddha. O tempo passou e ele se tornou o líder dos protetores Vajra.

http://www.himalayanart.org/search/set.cfm?setID=169

http://worldvisitguide.com/oeuvre/O0034308.html

http://www.onmarkproductions.com/html/nio.shtml

http://www.buddhist-artwork.com/html/nio-statues.html

http://www.art-and-archaeology.com/japan/horyuji2.html

http://www.flickr.com/photos/alberttnt/4072070288/

Skinwalkers

Essa estória aconteceu no Arizona há 20 anos atrás, mais ou menos de ano de 1983. Frances e sua família, haviam se mudado para o Arizona em 1978. Eles costumavam fazer viagens para rever parentes e amigos. Numa dessas ocasiões, estavam ela, seus pais e seu irmão mais novo em sua pick-up, estrada era a Route 163, que atravessava a reserva Navajo e a cidade de Kayenta, de onde se poderia ver o Parque Navajo em Monument Valley. O lugar é cercado de lendas e é muito temido pelos navajos, principalmente à noite. Diz-se que certas criaturas perambulam por lá.

Um navajo com roupas cerimoniais, incluindo máscara e corpo pintado

Quando eles voltavam atravessando a reserva, France sentiu um estranho nervosismo, talvez por causa das estórias estranhas a respeito do vale. Era uma noite de verão, por volta de 10 horas e não havia lua, deixando a noite ainda mais escura. De repente, o pai de Frances sentiu que estavam sendo seguidos.

Quando Frances e mãe olharam pelo retrovisor viram as luzes de outro carro e disseram que não era nada de mais. Era bem melhor que estivessem na companhia de outras pessoas, caso necessitassem de ajuda.  Algum tempo depois, já que estava trovejando, chamou o irmão mais novo que estava na parte de trás da pick up, para que entrasse, abrindo o vidro da traseira da cabine. Mas foi então que notou que as luzes (do carro talvez) continuavam a segui-los. As luzes desceram o morro até desaparecer, ela ficou esperando para que elas surgissem, mas não reapareceram. O carro já deveria ter subido o morro…

O pai de Frances teve de diminuir a velocidade porque estavam atravessando uma parte perigosa da estrada. Ela ficou preocupada por eles estarem andando tão devagar agora, o seu instinto estava dizendo que alguma coisa estava errada… De repente ela gritou. Tinha visto algo lá fora.

Institivamente segurou a porta para que não se abrisse e protegeu seu irmão com o corpo, sem saber exatamente porquê.

O irmão gritava querendo saber o que era e o pai estava mortalmente assustado e ela jurava que nunca tinha visto o pai assustado em toda a sua vida. Ele estava branco. Sua mãe estava tão assustada que ela gritava em sua língua nativa, o japonês.

Alguma coisa (1) tinha aproveitado que eles estavam devagar e agarrou um lado do carro, puxando eles para a vala no lado da estrada, o pai de Frances freiou para evitar que eles caíssem. Ela viu o que era.

A coisa era preta, peluda e usava roupas humanas. Seus olhos eram amarelos e sua boca estava aberta. Estava na mesma altura que eles na cabine, encarando-os. Se era um homem, era um monstruoso. Seus braços estavam levantados, quase tocando o topo da cabine. Mas logo deixaram a criatura para trás.

Assim que eles chegaram a um posto, se acalmaram. O pai verificou se havia indícios de ataque, mas incrivelmente não havia nada, nem pelo, arranhões,qualquer marca. Eles continuaram até sua cidade de  Flagstaff.

Mas quando eles pensaram que tudo tinha acabado, por volta de 11 horas da noite, alguns dias depois, Frances e seu irmão acordaram com sons de tambores. Tentaram ver o que era no quintal, e os tambores foram aumentando até que três ou quatro coisas apareceram, tentando pular a cerca do quintal. Não conseguindo, eles começaram a cantar.

Frances procurou sua amiga navajo para tentar entender o que aconteceu. Ela explicou que eles eram skinwalkers, e tentaram atacar sua família. Diz-se que eles não atacam seres humanos, principalmente não nativos. Nesse caso, eles não conseguiram porque algo os protegeu. Parece que os skinwalkers queriam a família porque eles tinham algum tipo de poder. Frances explicou que sua família são conhecidos por serem sensitivos. Talvez isso tenha atraído os skinwalkers a tal ponto deles se arriscarem a serem visto, já que dizem que eles procuram se esconder de todos.

A amiga navajo abençoou a casa, o perímetro e família para evitar novos ataques. A partir daí eles evitaram passar por Kayenta, passando por outras cidades da reserva para viajar.

extraído de: http://paranormal.about.com/od/othercreatures/a/aa061801.htm

Notas:

1) Os skinwalkers são poderosos feiticeiros que podem se transformar em qualquer animal que quiserem. Há lendas em que pessoas viram skinwalkers com enormes olhos vermelhos e aparência monstruosa de alce. Eles são muitos temidos e dizem que roubam corpos humanos para fazer suas poções. Outros dizem que trituram os ossos para esse fim.

Eles seriam então correlacionados às criaturas lendárias que tem poder de transformação, como o lobisomem, vampiro, o loupgarou e o rugaru.

– Existe um filme com o nome de Skinwalkers, datado de 2.006. Trata-se da estória de criaturas que comem carne humana e andam à velocidade da luz (isso seria um wendigo, não um skinwalker).  O filme conta a estória de lobisomens e de um garoto meio-lobisomem que vai se transformar na lua cheia do seu 13º aniversário… Skinwlakers não são lobisomens, e sim feiticeiros. A única coisa em comum é a metamorfose.

Mais sobre lobisomens:

https://casadecha.wordpress.com/2009/05/26/o-mito-do-predador/

Akkorokamui a Lula Gigante

Lula Gigante - selo das Ilhas Faroe

Akkorokamui é um monstro em forma de peixe ou octopus do folclore Ainu, que supostamente habita na baía de Funka Bay em Hokkaidō. É dito que seu enorme corpo vermelho e incandescente pode ser visto de uma longa distância e que brilha ainda mais sob a luz do sol. Dizem que alcança 110 metros. Possivelmente é uma lula gigante ou um octopus.

O povo Ainu o teme pois acredita que ele pode virar os barcos. Os pesacadores, sempre carregam foices, caso seja necessário defender-se do monstro.

Não só Ainus viram a critura. No século 19, um missionário de nome John Batchelor, que vivia com os Ainu e estudava sua cultura, escreveu uma artigo sobre a criatura no seu livro The Ainu and their Folklore, descrevendo um encontro com o animal. Segundo ele, a vila estava coberta por um nevoeiro, e três pescadores tentavam pegar um peixe espada, quando um monstro de olhos brilhantes apareceu em frente ao barco e os atacou. Eles lutaram com a besta. O monstro era de forma arredondada e soltava uam tinta preta com um odor horrível. Eles fugiram, mas não de medo, mas porque o cheio era insuportável. Eles ficaram tão assustados que não queriam sair de casa e nem comer.

Outro caso, também no século 19, foi o relato de um pescado japonês que viu algo grande e escarlate cruzando as ondas, e percebeu que era um monstro de 80 metros, com tentáculos tão largos quanto as costas de um homem. Ele me encarou por uns momentos com um olho enorme e mergulhou nas profundezas.

http://www.monstropedia.org/index.php?title=Akkorokamui

http://en.wikipedia.org/wiki/Akkorokamui

Eng e Chang Os Gêmeos Siameses

Chang e Eng

Chang and Eng nasceram na vila de pescadores de Meklong, em 11 de maio de 1811 no antigo Sião (Tailândia), na província de  Samutsongkram. Eles eram ligados pelo esterno apenas por um pedaço de  cartilagem. Seus fígados eram ligados mas eram completamente independentes um do outro.

Seu nascimento foi visto como um mau presságio e ninguém queria chegar perto deles com medo de ser amaldiçoado. Assim que a notícia chegou aos ouvidos do rei, ele decretou sentença de morte para os gêmeos, mas a mãe deles foi incapaz de abandoná-los à própria sorte, e por fim o rei esqueceu o seu decreto. Mesmo assim eles continuavam ameaçados, dessa vez por médicos que em busca de fama queria separá-los a qualquer custo, até usando fios aquecidos.

Mas eles aceitaram seu destino e logo aprenderam a nadar, correr, pular, enfim, viver uma vida normal. Tendo o pai deles morrido cedo eles trabalhavam para ajudar a sustentar a casa. Foi vendedo patos, aos 14 anos,  que eles acabaram sendo descobertos por Robert Hunter, um comerciante britânico. Ele convenceu a mãe deles que o futuro deles seria melhor no exterior. Levou três anos que o rei liberasse seus vassolas para a viagem. A mãe deles os vendeu por três mil dólares, mas no final Hunter pagou somente 500 dólares por eles.

Hunter, junto com seu sócio americano, Captain Abel Coffin, gerenciava a carreira deles. Eles começaram a fazer shows em 1829, viajando pela Europa, Estados Unidos, Canadá, Caribe. Somente na França não foi permitido a exibição porque o governo alegou que a imagem deles fazia mal às crianças e poderia provocar o nascimento de deformidades. Junto com Tom Thumb, Chang and Eng eram uma dos curiosidades de P. T. Barnum mais populares. Depois deles, todos os gêmeos conjugados passaram a ser chamados de siameses.

O espetáculo a princípio era somente ver os irmãos sentados, depois eles passaram a fazer alguns malabarismos. Tudo isso eles enfrentavam com bom humor, mesmo quando alguém da platéia fazia alguma pergunta que os irritava. Mas com o passar do tempo, algumas coisas começaram a aborrecê-los. Uma das ocasiões, foi quando em uma viagem de trem na Inglaterra, Coffin foi de primeira classe e deixou os gêmeos viajar de terceira classe. Somado a isso, eles recebiam apenas 10 doláres por mês mais despesas, e as receitas recebidos por seus “gerentes” era de mil dólares por mês.

Eles continuaram sendo gerenciados até os 21 anos, quando passaram a fazer shows por sua própria conta. Em 1839, eles visitaram Wilkesboro, na Carolina do Norte, e decidiram ficar por lá, compraram terras, gado e escravos e abandonaram a carreira. Após algum tempo, eles se naturalizaram americanos, adotando o nome Bunker.

Eles conheceram as irmãs Adelaide e Sarah Yates in 1843. Chang se apaixonou e decidiu se casar, e Eng resolveu casar com a outra irmã.  Casar com irmãs era ideal, porque resolvia uma série de problemas, que incluia a intimidade do casal. A princípio os pais delas e a comunidade se opuseram, mas tiveram de aceitar.

Chang, Eng e filhos

Família Bunker (1865)

Pensando em sua vida de casados, eles tentaram uma cirurgia de separação, mas eles desistiram após os apelos histéricos das irmãs. Devido a problemas financeiros, eles fizeram algumas turnês em 1860 e 1868. Durante a Guerra Civil Americana os filhos de Chang e Eng, Christopher e  Stephen lutaram pelos  confederados. Chang and Eng perderam parte da propriedade depois da guerra. Chang acabou por prosperar bem mais que Eng (eles mantinham propriedades em separados) tanto é assim que os descendentes de Eng se consideram o lado pobre da família. Eles foram pais de 21 crianças, sendo que algumas morreram antes da idade adulta.

Em 1870, eles fizeram shows na Europa e aproveitaram a acasião para tentar uma nova operação. Quanto à cirurgia, os médicos disseram ser impossível, mas eles conseguiram dinheiro com os shows.

Quanto ao gênio, eles eram pessoas amáveis, mas também perdiam a calma facilmente, e brigavam com certa frequencia. Seus últimos anos foram marcados por brigas, tanto que Chang ameaçou Eng com uma faca. Não suportando mais a presença um do outro, chhamaram o médico da família para separá-los. Quando chegou o doutor disse “vocês preferem que eu corte a carne que os une ou corte a cabeça de vocês, porque o resultado vai ser o mesmo”… Eles desistiram, mas o doutor prometeu que se um deles morresse, eles faria a operação.

A morte deles é cercada de lendas. Eles morreram em janeiro de 1874, aos 63 anos. Dizem que não houve tempo para a cirurgia.  Chang já tinha uma saúde debilitada, devido a um ataque de coração ocorrido durante a turnê européia e ele acabou por contrair pneumonia. Ele morreu durante o sono, e ao ver o irmão morto, dizem que Eng morreu de susto. Outra versão diz que Eng se recusou a ser operado. Morreu três horas depois do irmão.

Após a morte deles, as viúvas receberam propostas indecentes de compra dos corpos. Eles eram famosos e muita gente queria ganhar dinheiro com a morte deles. Elas simplesmente acharam de extremo mau gosto as diversas ofertas e esperaram pela volta do filho mais velho dos Bunker, para decidir o que fazer. Claro que nesse meio tempo, elas foram atormentados por todo tipo de gente.

Túmulo dos Bunker

Por razões de segurança, temendo proganadores de túmulos, eles foram entrerrados primeiro no piso, depois em frente da casa de Chang em 1917, após a morte de Adelaide, eles foram enterrados na igreja batista de White Plains. Havia um lugar no túmulo para Sally, mas ela preferiu ser enterrada na fazenda de Eng. Afinal, ela finalmente teria privacidade.

O fígado dos Bunker está no Museu Mütter em Philadelphia, Pennsylvania. Muitos pertences estão expostos na cidade de Chapel Hill, na coleção referente à Carolina do Norte da Biblioteca Wilson pertencente à Universidade da Carolina do Norte, incluindo o retrato em aquarela de Chang e Eng datado de 1836.

Entre seus descendentes está o major da Força Aérea Americana, general Caleb V. Haynes, neto de Chang Bunker por parte de mãe.  O filho de Haynes é Vance Haynes , doutor em arqueologia, que estuda a área de Sandia Cave visando determinar a linha de tempo da migração humana na América do Norte, e é professor em diversas universidades.

Os gêmeos na ficção

O conto Os Irmãos Siameses de Mark Twain foi baseado nos Bunkers.  Mark Slouka escreveu God´s Fool também sobre os irmãos. Há um livro de 2.000, Chang and Eng escrito Darin Strauss . Quanto aos livros de Slouka e Strauss, eles têm em comum o uso do realismo fantástico. Chang e Eng é uma narrativa em primeira pessoa do ponto de vista de Eng. God´s Fool é narrado por Chang. Os dois livros carecem de veraciade histórica, mas mesmo assim tratam bem o tema. Gary Oldman comprou os direitos do livro de Strauss para transformá-lo em filme.

Ainda sobre o tema há o documentário de Josh Gibson,  The Siamese Connection.

Webgrafia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Chang_and_Eng_Bunker

http://www.blueridgecountry.com/archive/a-hyphenated-life.html

http://www.scifidimensions.com/main/2009/07/25/chang-eng-in-fiction/

http://www.scifidimensions.com/main/2009/03/09/conjoined-twins-the-medical-text/

http://www.librarything.com/subject/Conjoined+twins%09Fiction

Uma fábula de sangue

As fábulas não foram feitas para crianças. Elas mostram o que de mais sombrio habita no coração dos homens

"Faça o digo e voltará para a sua casa"

No filme “O Labirinto do Fauno”, o cenário é a Espanha pós Segunda Guerral Mundial. A Espanha governada por Franco. Uma garotinha e sua mãe vão ao encontro do seu novo lar. A garota aparenta somente tristeza. Com ela, seus vários livros de contos de fada. De repente, o carro quebra e ela aproveita para fugir por um momento, afinal o lugar é belo. Uma floresta ancestral. No seu novo lar, no meio da floresta, ela vai encontra seu padastro.

Ao chegar em sua nova casa, ela encontra um labirinto muito antigo, sendo advertida a não entrar lá. Mas claro, sendo uma criança, isso só aguça a sua curiosidade. A partir daí,  garotinha encontra todo tipo de figura surreal. Fadas, um fauno, monstros. Enquanto que no mundo real, os rebeldes contra o governo Franco também encontram os seus próprios monstros, um deles personificado no cruel padastro da garotinha. Ele é comandante das forças fascistas de Franco. Uma figura dura, um militar enviado para lá para acabar com os maquis, rebeldes que atuavam desde antes 1939.

Ela está sozinha no meio de uma guerra, com uma mãe frágil que é totalmente submissa ao padastro, sem forças o bastante para se rebelar contra aquele a quem a mãe insiste que ela chame de pai.

O filme nos traz estranhas figuras, conhecidas de nós, mas todas com toques sombrios. O fauno, surge das sombras, propondo provas a ela para que ela consiga voltar “ao seu reino”. É extremamente desconfortante vê-lo devorar um pedaço de carne crua e ficar imaginando de que seria aquela carbe. As fadas deveriam ser figuras fofinhas, mas aqui elas são estranhas, e também abocanham carne crua… Mas afinal, os contos de fadas originais eram sombrios, lidos ao redor de fogueiras, e com certeza naqueles

Não há como desconfiar da figura do fauno e tentar imaginar se ele realmente tem boas intenções com a menina. Afinal, essas criaturas são conhecidas por enganar os humanos. Mas ela não se importa, porque no meio dos adultos, são somente essas criaturas que estão lá, para ouví-la e a consolar.

Será que eles existem? Seriam frutos da imaginação dela? O filme jamais responde. Você vai tentar adivinhar, mas não vai conseguir. Aqui a ilusão e a realidade se misturam em meio a acontecimentos. E você percebe que os homens é que são os verdadeiros monstros dessas estória.

Coisas típicas dos contos estão lá, a heroína que precisa fazer uma busca para atingir determinado objetivo, muitas vezes a custa de muito sacríficio. Figuras arquetípicas: uma floresta sombria e encantada, o sapo, o vilão, fadas e faunos.

No desfecho do filme, se fica pensando se realmente ela conseguiu o que queria e finalmente chegou ao seu reino encantado.

Notas:

1) O sapo é símbolo de transformação e fertilidade em muitas culturas, e também um símbolo o incosciente. Interessante notar que em uma das missões da menina ela encontra um sapo gigante, talvez uma pista de que a partir daí ela está mergulhada no seu próprio inconsciente e que a partir daí ela sofrerá uma transformação em seu destino.

2) O fauno era deus de chifres da antiga religião romana, que habitava as florestas, campos e planícies, quando ele fertilizava o gado era chamado Inuus. Em literatura ela acabou sendo associado ao deus grego Pan.

Sendo uma das mais antigas divindades romanas, conhecidas como di indigetes, e revelava o futuro em sonhos e vozes para aqueles que dormiam nos locais sagrados dos faunos.

3) O labirinto é símbolo da busca por sabedoria e também do inconsciente. Muitos são atraídos pelo labirinto como uma meio de alcançar auto conhecimento e criatividade, pois ele é um desafio a ser enfrentado para alcançar uma evolução. Caminhar no labirinto clareia a mente. Para os que sofrem, traz alívio e paz.

4) A guerrilha anti Franco começou antes de 1939 no fim da Guerra Civil Espanhola. O coneço da Segunda Guerra Mundial logo após a guerra civil surpreendeu grande parte da Espanha Republicana exilada na França; muitos deles se juntaram à Resistência Francesa. Por volta de 1944, com as forças alemãs em retirada, muitos dos guerrilheiros, voltaram seus focos para a Espanha. Apesar do fracasso da invasão de Val d’Arán naquele ano, alguns pelotões continuaram até o interior da Espanha para se juntar a grupos que permaneciam nas montanhas desde 1939.

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O apogeu da guerrilha foi entre 1945 and 1947. Depois disso, a repressão franquista aumentou, e um a um os grupos foram exterminados. Muitos de seus membros morreram ou foram presos. Outros fugiram para a França ou Marrocos. Em 1952, os últimos e mais importantes contingentes saíram da Espanha. Depois disso, aqueles que resistiram nas montanhas recusaram a escolher o exílio ou se render, lutavam apenas por sua própria sobrevivência.

Links:

http://www.bellaonline.com/articles/art13554.asp

http://www.archive.org/details/romanfestivalsof00fowluoft

http://www.experiencefestival.com/meaning_of_dreams_about_labyrinth

http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/c/a/2006/12/29/DDGH7N4LSM22.DTL&type=movies