Arquivo mensal: fevereiro 2010

Little Chicken Hawk rouba o fogo

E tudo começou quando Djungaraba, Bygaidjma e Mojin precisaram de fogo para cozinhar a refeição…

Uma rara imagem de um dingo branco por Dave

Little Chicken Hawk (Djungarabaja), Big Hawk (Bugaidjma) e Dingo (Mojin) foram acampar junto a um monte elevado, nos terras de  Dolg Mdngala e Maranunggus.  Dingo saiu para recolher inhames doce e azedo. Retornando, ele disse: “Irmão, vamos quebrar uma madeira especial para fazer fogo. Torcendo o graveto o fogo começa e vamos cozinhar essa comida.” Dingo torceu, mas quebrou-o, torceu de novo e quebrou.  Ele não conseguia acertar.  “É melhor eu sair e pegar uma brasa viva vara para que possamos ter um bom fogo.”

Ele deixou o acampamento e se escondeu atrás de um pândano.  Um monte de mulheres havia saído para coletar  inhame e comida, e agora elas voltaram do campo com tudo.  Elas fizeram um fogo, preparando um forno e organizando as pedras para o cozimento.  Quando a madeira queimou elas botaram de lado os pedaços queimados, deixando somente a brasa. Dingo saltou para a frente para pegar uma brasa, mas as mulheres viram e o perseguiram, dizendo:  “Não há fogo por você.”  Ele voltou para casa e disse aos outros: “Oh não, eu sou muito grande, e todas elas me viram.”

“Tente de novo”, eles exigiram.  Ele voltou para o acampamento das mulheres e se escondeu atrás do pândano novamente. Como antes, as mulheres voltaram a recolher alimentos e começaram a fazer um forno. Dingo tentou novamente pegar a brasa, mas mais uma vez que elas expulsaram ele.  Ele voltou para os amigos.  “Oh não, eu sou muito grande. Eles sempre me vêem.”  As mãos de Dingo mãos estavam tão doloridos de tocer os palitos que ele disse, “Você vai, Djungarabaja!”

Então Little Chicken Hawk (1) foi para o acampamento das mulheres e se escondeu atrás da árvore pandanus.  As mulheres voltaram do mato, como antes, e começou a preparar o forno. Mas desta vez elas olharam em volta procurando por Dingo, e, sabendo que ele morava com Big Hawk Bugaidjma, procuraram por ele também.  A presença de Djungarabaja não foi notada,  pois ele era pequeno.  Satisfeito, eles continuaram a fazer o forno, elas rasparam a madeira e colocaram os troncos grandes brilhante dos lados.

Assim que eles fizeram isso Djungarabaja desceu e pegou um pedaço de madeira acesa, clamando: “… Consegui! Consegui!” As mulheres correram, mas ele voou com o palito.  Assim que ele alçou vôo, deixou cair alguns pedaços de carvão, quebrando seu bico porque ele segurava a brasa, hoje existem manchas de carvão que se estende desde Birangma em direção à Djungarabaja Hill (quase paralela a Dilg Hills).

Voltar no acampamento ele descobriu que Dingo, impaciente com a espera, comeu o inhame cru. “Ah”,  Djungarabaja repreendeu: “você comeu o inhame cru, e eu trouxe o fogo!” E é por que o Dingo não fala, como os Chicken Hawk, e come a comida crua: porque ele não ele não esperou. Mas esses três ainda permanecem naquele lugar, sonhando; em Djungarabaja, em homenagem a Little Chicken Hawk.

Notas:

extraída de: http://burlveneer.blogspot.com/2006/02/jimmy-pike.html

Segundo o blog não existe um chicken hawk (falcão galinha, literalmente), mas é um termo genérico usado na Austrália para qualquer ave de rapina pequena, mais comumente o brown goshawkcollared sparrowhawk.

Deduzo então que qualquer ave de rapina grande seja chamada Big Hawk, se bem que não tenho idéia do que sea considerado uma grande ou pequena ave de rapina para um australiano.

links:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pandanus

http://www.aboriginalartcentre.com.au/dreamtime%20stories/chicken_hawk.htm

Bush tucker:

http://encyclopedia.thefreedictionary.com/bush+Tucker

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Gremlins?! Eles voam!!!

Acho que ninguém viu um filme de 1984 chamado Gremlins, dirigido por Joe Dante… Esse filme teve uma continuação e 1990, ainda mais doida que a primeira. Eles fizeram a alegria da molecada da década de 80 e realmente, os bichinhos eram muito, muito despirocados…

Dia desses fiquei imaginando se esse termo realmente existia, pesquisei e não achei nada sobre, até que resolvi fazer uma pesquisa mais detalhada…

Resumindo tudo que li em alguns sites, a lenda tem um passado bem recente, ao contrário das estórias de goblins e trolls, que contam com centenas de anos. Seus aparentados, os gremlins nasceram no século 20, dizem que talvez lá pela primeira guerra mundial, um termo usado pela Real Força Aérea Britânica (Royal Air Force) ou RAF para designar um aviador de baixo escalão designado para as piores tarefas. Relatos de suas aparições e comportamento circulavam entre os britânicos baseados em Malta, Oriente Médio Índia durante os anos 20 e 30.

Mas há controvérsias e o que se tem certeza mesmo é que a palavra tem seu primeiro registro escrito em documentos durante a Segunda Guerra Mundial, mas com certeza se originou entre os aviadores da RAF, em particular os homens das unidades de reconhecimento fotográfico de grandes altitudes(PRU) de RAF Benson, RAF Wick e RAF St Eval.

Alguns aviadores acusaram os gremlins de tomarem partido do inimigo, mas depois se constatou que os inimigos tinham os mesmos problemas inexplicáveis em seus aviões.  Na verdade a figura do gremlin era uma maneira de botar a culpa em outra pessoa, nesse caso coisa (buck passing), sendo “um novo fenômeno, o produto da era da máquina – a era do ar”.

Gremlin seria a designação para uma criaturinha com aparência de goblin e que provocaria defeitos nos aviões. Dizem que a palavra tem origem no termo goblin , ou no gaélico irlandês gruaimín, “camaradinha mau humorado”. Embora John W. Hazen declare que algumas pessoas digam que o nome derive do inglês arcaico gremian, “to vex”.[1]

O primeiro relato escrito saiu no periódico Aeroplane em  10 de abril de 1929. Eles foram mencionados tanto pela RAF como pelo Fleet Air Arm, uma divisão da marinha britânica responsável por aviões.  Os civis começaram a se interessar pelos gremlins, sendo ele mencionados no Punch (11 de novembro de 1942), Spectator (1 de janeiro de 1943), diversas edições de N&Q, em 1943), e alcançando os Estados Unidos (New York Times Magazine (11de abril de 1943), Time (28 de setembro de 1943)).

Mas a provável e mais divertida origem seria a que diz que o termo vem de fremlin, uma famosa cerveja… Só trocaram o f pelo g… Isso porque dizem que o primeiro gremlin avistado pelos aviadores estaria nadando num tanque de fremlin ou que os aviadores estaria bebendo cerveja e lendo contos de fadas dos irmãos Grimm e por coincidência, deram de cara com gremlins nesse dia.

Muitos aviadores juraram que viram as criaturas mexendo nos seus equipamentos. Um tripulante diz que viu um antes de uma disfunção que causou a perda de altitude de seu bombardeiro B-25 Mitchell, forçando o avião a retornar a base. O próprio John Hazen, um conhecido folclorista, deu seu próprio testemunho quando afirma que em uma ocasião ele viu um cabo partido e com marcas de dente, em um lugar totalmente inacessível do avião, nesse ponto ele afrima que ouviu uma vozinha rude dizendo “Quantas vezes devem dizer que você deve apenas obedecer ordens e não fazer tarefas se você não é qualificado para elas? Assim é que se deve fazer!” então a coisa assoviu uma melodia e outro cabo se partiu.

Os descrentes da existência dos camaradinhas verdes dizem que o stress do combate produziu essas alucinações, como um meio de explicar os problemas com os aviões durante o combate. Na minha opinião, o stress junto com a cerveja e mais o tédio de esperar asw missões, devem ter produzido boas estórias também. Afinal pra que levar a sério a vida, se você podia morrer no momento seguinte?

Como é um gremlin?

Esse camaradinha teria de 15 a 60 centímetros de altura, seria esverdeado ou cinza, com chifres ou orelhas peluadas, algumas vezes e usando todo tipo de roupa excêntrica que você puder imaginar, afinal ele é bem humorado. Ele é um especialista em causa inexplicáveis mau funcionamento em aparelhos, circuitos elétricos, e outros partes do avião. Além de ter o costume esquisito de beber gasolina e usar a gasosa para lambuzar pistas de pouso nos aeroportos.

A partir daí parece que eles passaram a mexer em todo tipo de máquina, quanto mais complicada melhor, e assim que terminam o serviço, riem tão furiosamente que parecde indicar que eles são parente de Puck e Robin Goodfellow.

Os Gremlins foram pra Disney

O autor Roald Dahl levou as criaturas para além do campo de combate.  Ele ficou sabendo do mito enquanto servindo no 80th squadron of the Royal Air Force no Oriente Médio, ele teve sua própria experiência em um pouso forçado no deserto da Líbia. Em janeiro de 1942, ele foi transferido para  Washington. Ele escreveu o livro The Gremlins, no qual ele descreve os gremlins machos como “widgets” e as fêmeas como “fifinellas“. Ele mostrou o manuscrito a Sidney Bernstein, o chefão do Serviço de Informação Britânico, que disse para ele enviar o trabalho paraq Walt Disney.

Disney pensou em usar o material para um filme, que nunca foi feito, mas a estória foi publicada em dezembro de 42 na revista Cosmopolitan.  Um ano e meio depois uma versão revisada foi publicada em um livro de ilustrações editado pela Random House (saindo uma republicação em 2006 pela Dark Horse Comics.) Graças a Disney, a estória se espalhou por uma audiência maior. Edições 33 e 41 da Walt Disney’s Comics and Stories publicadas em junho de 1943 e fevereiro de 1943, continham uma série de nove episódios apresentando o gremlin Gus como protagonista. A primeira foi desenhada por Vivie Risto e as outras por Walt Kelly.

Tipos de Gremlins.

A imagem que me fica desses gremlins são de vários relatos dos aviadores daquela época, um em especial me chamou a atenção: um gremlin de perninha cruzada, sentado entre as asas de uma gaivota, fazendo a ave voar contra o avião e pulando no último momento antes do choque da gaivota com o avião, rindo de sua maldade enquanto voa entre as nuvens.

De acordo com Hubbert Griffith em The Gremlin Question, eles sempre eram mencionados no coletivo, e nunca no singular, demonstrando que os bichinhos sempre agiam em bandos.  Enquanto servia no nordeste da Russia, ele ouviu de dois jovens aviadores como os gremlins apareciam do nada vindo das nuvens e batiam  no nariz da aeronava e se estivesse pousando bateriam no nariz do aviao, fazendo voce bater uma helice, e nao coisa pior…

Dizem que os gremlins pertubam somente em terra ou em baixas altitudes, mas um tipo alcanca ate 10.000 metros de altitude, o Spandule ou gremlin do gelo. Gremlins tamb’em gostam de sentar em bandos na cauda do aviao para depois corer para o nariz, e vice-versa, desiquilibrando o avião até ele cair no mar. E até mesmo alguns tripulantes, em busca de se aquecer, convidam o bando para ficar com eles em suas cabines. Será que vale a pena? Quanto aos gremlins visto em Gilbratar e no Oriente, na verdade seriam aparentados destes, mas um outro tipo de goblin.

Fruto da imaginação ou não, eles fizeram parte da vida dos aviadores da época, e na grande tela, foram protagonistas de dois filmes…

Foi nos filmes que aprendi que nao se deve dar banho, deixá-los comer após a meia-noite, e expô-los a luz, alem disso eles na verdade sao Mogwais, que se transformam em gremlins se você descumprir as regras…

Esqueça, na verdade, gremlins sempre foram gremlins… Como todos descobiram na RAF…

links:

http://www.toonopedia.com/gremlins.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Gremlin

Royal Air Force Journal, 1942, The Gremlin Question:

http://www.angelfire.com/id/100sqn/gremlins.html

O legado de um povo

Nos tempos antigos, eles tinham um belo costume de capturar um pássaro (1), para liberá-lo sobre a sepultura na noite do enterro, assim o pássaro carregaria o espírito do morto para o descanso celestial. E a sua ansiedade de resgatar os corpos dos guerreiros mortos em batalha, e a impossibilidade de deixar os velhos e indefesos para morrerem sozinhos no deserto, foi  o resultado de uma crença de que as almas daqueles que não receberam os ritos funerários vagariam inquietos e infelizes.

Pode-se facilmente imaginar que um povo que tanto amou o seu lar e reverenciou o túmulo de seus pais, ficaria indignado e com raiva, ao ver-se tratados desumanamente e tendo suas relíquias sagradas dos mortos arrancadas e espalhadas com indiferença como se fossem pedras, ou ossos dos alces e os veados da floresta.

Foi este sentimento que muitas vezes os levou a atos de hostilidade, que aqueles que testemunharam atribuíram a eles grande crueldade e barbárie. Um exemplo ocorreu em
Nova Inglaterra, onde as peles postas na sepultura da mãe de um Sachem foram roubadas e, o cacique reuniu seu povo e os convocou para a vingança. Ele se inspirou em sua piedade filial, e os ditames de sua religião. Ele assim ele falou:

“Quando a última das gloriosas luzes de todo o céu ficam debaixo deste mundo, e as aves ficaram em silêncio, eu começo meu repouso, como é de meu costume. Antes que os meus olhos se fechassem, julguei ver uma visão, em que meu espírito estava muito perturbado, e tremendo nessa visão triste o espírito gritou, “Eis, meu filho, aquele em que me alegrei, veja os seios que te amamentaram, as mãos que te mantiveram quente, e alimentaram. Podes esquecer de se vingar daqueles povos selvagens que desfiguraram o meu túmulo, desdenhando de nossa relíquias e honrados costumes? Veja agora que a sepultura de um Sachem é igual a de pessoas comuns, desfigurada por uma raça ignóbil. Tua mãe queixa-se, e implora tua ajuda contra essas pessoas gatunas, que recentemente invadiram a nossa terra. Se isso não for feito não vou descansar tranqüila no meu eterno descanso.”

Essa tribo tem sido conhecida a visitar o local que havia habitado, em tempos antigos, e o lugar do enterro de seu povo, apesar de abandonado há eras, e passar horas em silenciosa meditação, e fará isso até que toda a esperança tenha morrido em seus peitos, ou a última gota de sangue seja derramada, não deixam a grama que cobre o pó de qualquer de seus parentes seja pisado por estranhos.

Sobre sua hospitalidade  a qual me referi várias vezes,  há muitas anedotas para ilustrar esse traço de seu caráter. O egoísmo que continuamente vi naqueles que estavam ávidos de lucro, era algo que eles não poderiam compreender. Em muitas das suas aldeias, existia uma casa para hospedar visitantes, onde eles eram acomodados, enquanto os anciãos iam à coleta de peles para eles pudessem dormir, e comida para eles comerem, sem esperar recompensa.

Era rude para as pessoas ficar encarando os forasteiros quando eles passavam nas ruas, e  eles tinham tanta curiosidade quanto os brancos, mas eles não ficariam felizes em se intrometer entre eles e examiná-los. Eles, às vezes, escondiam-se atrás de árvores, a fim de olhar para estranhos, mas nunca se olhou abertamente para eles. Sua respeitosa atenção aos missionários era freqüentemente o resultado de suas regras de polidez, como é uma parte do código do índio, que cada pessoa deve ter uma audiência respeitosa.

Seus conselhos tem uma regra de decoro, e nenhuma pessoa é interrompida durante um discurso. Alguns índios, depois de respeitosamente ouvir um missionário, pensaram que eles deveriam relatar algumas de suas lendas. Mas o bom homem branco não pôde conter a sua indignação, e chamou-as de fábulas tolas, enquanto afirmava que o que ele tinha dito a tribo era uma verdade sagrada.

O índio, por sua vez, se ofendeu e disse: “Nós escutamos suas histórias. Porque você não ouvir as nossas? Você não sabe nada sobre as regras de civilidade!”

Em outra estória, um caçador, em suas andanças por presas, acabou em uma assentamento de brancos na Virgínia, e em virtude da inclemência do tempo, buscou refúgio na casa de uma agricultor, que ele viu na porta de casa. Foi recusada a sua entrada na casa. Estando ele com muita fome e sede, pediu um pedaço de pão e um copo de água fria. Mas a resposta a pedido foi:

“Não, você não terá nada aqui. Vá embora cachorro índio!”

Alguns meses depois, este mesmo fazendeiro se perdeu na mata, e depois de um dia cansado de andanças, chegou a uma cabana indígena, em que ele foi bem acolhido. Perguntando sobre a distância mais próxima de um assentamento, e encontrando-se longe demais para ele pensar em ir naquela noite, ele perguntou se ele poderia pernoitar. Muito cordialmente os donos da casa responderam que ele tinha liberdade para ficar, e todos eles estavam a seu serviço. Deram-lhe comida, eles fizeram uma fogueira para animar e aquecê-lo, e lhe deram pele de veado limpa para servir de cama, e prometeram conduzi-lo no dia seguinte em sua jornada. De manhã, o caçador índio e o fazendeiro partiam através da floresta. Quando chegaram à vista de uma habitação do homem branco, o caçador, antes de ir embora, voltou-se para seu companheiro, e disse: “Você não me reconhece?”

O branco homem foi tomado por horror que ele tinha ficado em poder de quem ele tinha maltratado a um tempo atrás, e esperava agora a experimentar a sua vingança. Mas, quando começava a pedir desculpas, o índio interrompeu, dizendo:

“Quando você ver pobres índios desmaiando por um copo de água fria, não lhes diga mais uma vez: “vá embora, seu cachorro índio” e voltou para suas terras.

Qual deles foi mais cristão e seguiu mais o preceito que dizia “Na medida em que vos fizestes vos ao menor destes, o fizestes para Mim? ”

(1)

Os pássaros são ligados a jornada da alma depois da morte. Para os tribos norte-americanas, soltar um pássaro durante o enterro, significa que ele está levando a alma do morto para o seu repouso eterno.

Links:

http://www.mythencyclopedia.com/Be-Ca/Birds-in-Mythology.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Assiniboine