Arquivo da categoria: Primeira Guerra Mundial

O fantasma do U-boat

haunted Submarine UB65
The U-Boat e Kapitänleutnant Walther Schwieger  COMMANDER OF U 14-20-88 (ver Nota 1) blog it

Nós ouvimos muitas estórias de casas assombradas, mas dificilmente ouvimos a respeito de submarinos assombrados. Nesse caso um U-boat (1) alemão. Esse caso clássico se refere ao U-65, um submarino U-boat de classe 24 designado para operar nos portos ocupados da Bélgica durante a Primeira Guerra Mundial.

Sua tripulação completa consistia de 3 oficiais e 31 subalternos. A quilha do U-boat em construção estava no estaleiro de Wilhelmshaven em junho de 1916, e sua onda de azar estava para começar.

Sua primeira vítima morreu logo no começo de sua construção, quando uma viga de metal pesado, que estava sendo baixada para o casco, escapou do guindaste e caiu no esqueleto do navio, matando um dos operários alemãos instantaneamente.  Um segundo trabalhador morreu dias depois no hospital em consequência dos ferimentos. Três homens morreram na sala de máquina envenenados por vaporer venenosos. Um total de cinco homens já haviam morrido antes mesmo do barco ir para o mar.

Em teste no mar mais um desastre aconteceu, quando um marinheiro, mandado para inspecionar as escotilhas, foi tragado pelo mar e desapareceu. Os testes decorrera sem mais incidentes, até que o capitão deu ordens para o primeiro mergulho do submarino. Em vez de nivelar a 30 pés como o capitão havia ordenado, o bote afundou totalmente, acontecendo uma rachadura em um dos tanques de lastro frontais. A inundação alcançou as baterias gigantes e na hora em que o U-65 finalmente emergiu, depois de 12 horas, toda a tripulação estava sofrendo os efeitos da fumaça tóxica criada pela inundação das baterias. Dois homens morreram no hospital logo após chegarem em terra. No total oito homens morreram antes de suas operações.

Finalmente no começo de fevereiro de 1917, o U-65 foi comissionado na Marinha Imperial Alemã e para seu comando foi designado Oberleutnant Karl Honig. Não demorou muito e ele experimentou o azar que acompanhava o navio. Enquanto torpedos estavam sendo carregados antes do U-65 sair em sua primeira patrulha, uma ogiva explodiu, matando o segundo oficial e oito marinheiros. Outros nove ficaram seriamente feridos. Enquanto o U-boat estava sendo rebocado para a doca para reparos, um tripulante, em completa histeria, jurou que tinha visto o fantasma do segundo oficial em pé na proa, com os braços cruzados. Outro marinheiro, chamado Petersen, afirmou ter visto a mesma aparição fantasmagórico do oficial. Um dia antes da primeira patrulha, Petersen deserta.

Finalmente, após um total de 17 mortos, o submarino foi mandado em sua primeira missão. Durante o curso da patrulha diversos homens relataram ter visto o fantasma do oficial novamente e em uma ocasião, um oficial foi encontrado chorando histericamente sobre a ponte, depois de ter visto a mesma aparição na proa. Três marinheiros, que se juntaram ao submarino em Zeebrugge, viram a figura antes mesmo de alguém dizer que o barco era assombrado.

Em fevereiro de  1918, depois de uma patrulha em the Dover Straits, e após várias outras aparições do oficial fantasma, incluindo uma ocasiçao em que ele falou com um dos marinheiros da parte frontal da sala de torpedos, o U-65 ancorou em Bruges. A tripulação ficou aliviada em estar em terra novamente, mesmo sabendo que as docas estavam sob ataque dos avisões ingleses. O capitão Oberleutnant Honig, quando estava deixando o barco para ir ao Clube dos Oficiais, foi decapitado por estilhaços quando ele descia pela prancha. Seu corpo sem cabeça foi carregado de volta para o U-65. Aquela noite, nove homens, incluindo um oficial, viram o fantasma do segundo oficial junto ao corpo do capitão. Um homem pediu transferência para um submarino reserva em Bruges. Um padre foi chamado para fazer um exorcismo.

Em junho de 1918, as perdas do U-65 estavam se tornando um problema para o Comando Naval Alemão e o submarino foi obrigado a fazer serviços de patrulha. Em 30 de junho, ele foim mandado para o que seria sua última patrulha. Na manhã de 10 de julho, o submarino americano L-2 estava patrulhando nove milhas ao longo de Cape Clear, na Irlanda, na profunidade de periscópio. O capitão americano estava estudando o local quando ele avistou o submarino que emergia. O capitão do submarino americano estava prestes a dar ordem de disparar dois torpedos, quando foi surpreendido por uma devastadora explosão que rasgou o U-65 de popa à proa.

O capitão mais tarde disse que imediatamente antes da explosão, ficou espantado ao ver a figura solitária de um oficial alemão em pé na proa.

Nota:

(1)

De acordo com o site  Paranormaland, a foto do militar que vemos é do comandante Schwieger do U-88. Ele ficou famoso pelo afundamento do Lusitania. O submarino que ele comandava, o U-88, foi afundado em 5 de setembro de 1917, muito antes do afundamento do U-65. Penso que usaram a foto dele no site apenas para ilustrar como seria um comandante alemão da época.

(2)

Significado de U-boat: U-Boot (Inglês: U-Boat, também utilizado em português) é originado da palavra alemã Unterseeboot (literalmente “barco debaixo-de-água”). …Ou seja, submarino.

Traduzido do site:

http://www.subsim.com/radioroom//archive/index.php/t-94969.html

Mais sobre:

http://socyberty.com/history/we-all-live-in-a-haunted-submarine-2/

www.scaryforkids.com/haunted-submarine/

http://www.subsim.com/radioroom/archive/index.php/t-83769.html

http://www.uboat.net/wwi/boats/index.html?boat=65

Mais sobre U-boats:

http://en.wikipedia.org/wiki/UB-65

http://en.wikipedia.org/wiki/U-boat

http://www.wisegeek.com/what-is-a-u-boat.htm

Maoris na Primeira Grande Guerra

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Inscrições feitas por maoris em uma trincheira de Gallipoli, Turquia. Foto por Bean, Charles Edwin Woodrow, em 25 July 1915

Quando procurava por uma determinada foto no site do Memorial de Guerra Australiano, encontrei essa estranha foto. Insrições maoris em um barranco? A foto foi tirada em Gallipoli, um lugar da Turquia que descobri que existia através do filme de mesmo nome, estrelado por Mel Gibson. Então, resolvi fazer esse post, meio fora do assunto principal.

Apesar de muitos maoris se oporem ao Império Britânico, alguns se juntaram ao batalhões que foram para os campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. A política imperial se opunha a ida dos voluntários maoris, eles não queriam nativos entre os homens brancos. Mas enfim, as baixas começaram a ser grandes e eles foram obrigados a ceder.

Um contingente nativo deixou a Nova Zelândia em 1915. Eles combateram em Gallipoli antes de serem mandados para o front ocidental.

No final da guerra, 2227 maoris e 458 nativos do Pacífico tinham servido no Maori Pioneer Battalion (Batalhão dos Pioneiros Maoris). Destes, 336 morreram em combate e 734 foram feridos. Os maoris atuaram em outros batalhões.

Os maoris fazem gravuras em madeira para representar seus ancestrais e deuses. Talvez a figura no barranco seja a de um deus guardião, ou um deus da guerra. O simbolismo de suas gravuras é muito complexo e interessenta. Pretendo voltar a falar sobre ele em um outro tópico.

Mas o que realmente me atraiu na figura foi como ela parece fantasmagórica, evocando um passado distante. Quem seriam aqueles maori que evocaram seu deus ou antepassado num momento tão crítico quanto esse?

Jamais saberemos, mas suas almas estão gravadas nessa foto.

Fontes:

http://www.nzhistory.net.nz/war/maori-in-first-world-war/introduction

http://christchurchcitylibraries.com/Heritage/WarsAndConflicts/WorldWar1/MaoriAndPacificIslander/

http://www.woodcarving.co.nz/maori-wood-carving

Sobre Gallipoli:

http://en.wikipedia.org/wiki/Gallipoli_%281981%29

http://en.wikipedia.org/wiki/Gallipoli

http://en.wikipedia.org/wiki/Gallipoli_Campaign

http://www.anzacsite.gov.au/

Obs.: atualizei o link da foto, direcionado para o site onde a encontrei. Ainda farei uma busca para localizar o local exato da foto.