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O Violiono do Macaco

A fome e a necessidade de satisfazê-la forçou o macaco a abandonar a sua terra e procurar outro lugar entre estranhos para o tão necessário trabalho. Bulbos, feijões da terra, escorpiões, insetos, e estavam completamente extintas em sua própria terra. Mas, felizmente, ele recebeu, por enquanto, abrigo com um tio-avô dele, Orangotango, que morava em outra parte do país.

Quando ele tinha trabalhado durante certo tempo ele quis voltar para casa e, como recompensa seu tio deu-lhe um violino e um arco e flecha e lhe disse que com o arco e flecha, ele poderia acertar e matar qualquer coisa que ele desejasse, e com o violino ele poderia obrigar qualquer coisa a dançar.

O primeiro que ele encontrou em seu retorno para a sua terra foi o irmão lobo.  Este velho companheiro disse-lhe todas as novidades e também que ele estava desde cedo tentado perseguir um cervo, mas tudo em vão.

Então macaco disse para ele todas as maravilhas do arco e flecha que ele carregava nas costas e lhe garantiu que se avistasse o cervo, ele iria acertá-lo para ele. Quando o lobo mostrou-lhe o veado, macaco estava pronto e derrubou o cervo.

Macaco

O macaco que era sabido que só pegou o violiona, enfeitiçou todo mundo e obrigo o leão a retirar a sentença

 

Eles fizeram uma boa refeição juntos, mas em vez do lobo ser grato, o ciúme se apoderou dele e ele pediu para o arco e flecha. Quando o macaco recusou-se a lhe dar, ele usou sua força para ameaçá-lo, e assim, quando passaram pelo jacal o lobo disse que macaco tinha roubado o seu arco e flecha. O chacal tendo ouvido falar do arco e flecha, declarou-se incompetente para resolver o caso sozinho, e ele propôs que eles levassem a questão para o Tribunal do Leão, Tigre, e os outros animais. Nesse meio tempo, ele declarou que iria ficar tomando conta do que tinha sido a causa de sua discussão, de modo que seria mais seguro, como ele disse. Mas o chacal imediatamente tirou da tudo o que era comestível,  e isso gerou um longo período de matança, antes que o macaco e o lobo concordassem em levar o caso para o tribunal.

As evidências do macaco era frágeis, e para piorar, o testemunho de chacal foi contra ele.  Ele pensou que desta forma seria mais fácil obter o arco e flecha para si mesmo.

E assim a sentença foi contra macaco. O roubo foi encarado como um grande crime: ele seria enforcado.

O violino ainda estava ao seu lado, e ele recebeu como um último desejo do tribunal o direito de tocar uma música nele.

Ele era um mestre dos truques de sua época, e além disso, tinha o maravilhoso poder de sua rabeca encantada. Assim, quando ele emitiu a primeira nota do “Canto do Galo” no violino, o tribunal começou logo a mostrar uma vivacidade incomum e espontânea, e antes de terminar a primeira estrofe da valsa da velha canção toda a corte estava dançando como um redemoinho.

Mais e mais, mais rápido e mais rápido, tocou a melodia do “Canto do Galo” no violino encantado, até que alguns dos bailarinos, exaustos, caíram, embora ainda mantendo seus pés em movimento. Mas o macaco, músico como ele era, ouvi e não vui nada do que tinha acontecido à sua volta. Com a cabeça colocada carinhosamente contra o instrumento, e seus olhos meio fechados, ele tocou, mantendo a cadência com o seu pé.

O lobo foi o primeiro a gritar em tom suplicante, sem fôlego, “Por favor, pare, primo macaco! Pelo amor de Deus, por favor, pare!”

Mas o macaco nem conseguiu sequer ouvi-lo. Mais e mais a valsa “Canto do Galo” parecia irresistível.

Depois de um tempo o leão mostrou sinais de fadiga e, quando ele rodava mais uma vez com a leoa, ele rosnou quando passou do macaco, “Todo o meu reino é vosso, macaco, se você parar com essa música!”

“Eu não quero isso”, respondeu macaco “, mas retire a sentença e devolva o arco e flecha, e você, lobo, reconheça que você o roubou de mim!”

“Eu reconheço, reconheço!” gritou o lobo, e o leão no mesmo instante, chorou anulando a punição.

O macaco ainda deixou-os girando mais uma vez ao som da valsa, e depois recolheu seu arco e flecha, e sentou-se no alto da árvore de espinhos mais próxima.

A corte e outros animais estavam com tanto medo que ele pudesse começar de novo que apressadamente correram para outras partes do mundo.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/saft/sft05.htm

Site da foto:

http://www.flickr.com/photos/lbdphotos/5890475604/sizes/z/in/photostream/

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A mensagem perdida

A formiga teve desde tempos imemoriais muitos inimigos, e porque ela é muito pequena e destrutiva, tem havido um grande número de mortes entre elas. Não só a maioria das aves são suas inimigas, mas o tamanduá se alimenta quase que exclusivamente só de formigas, e a centopéia ficava tocaiando elas em todas as oportunidades e lugares que tivessem chance.

Então entre algumas delas surgiu a idéia de fazer um conselho e juntos eles imaginarem uma solução para ver se eles podiam ser mudar para um lugar seguro, quando atacados por pássaros e animais ladrões.

Mas na conferência as opiniões foram as mais discordantes possíveis, e eles não chegavam a nenhuma decisão.

As formigas não se entendiam e cada uma resolveu fazer sua casa onde bem entendesse

 

Lá estavam a formiga vermelha, a formiga do arroz, a formiga preta, a formiga alvéola, a formiga cinza, a formiga brilhante, e outras variedades. A discussão foi uma verdadeira babel de diversidades, que continuou por um longo tempo e não deu em nada.

Uma parte desejava que todos fossem morar em um pequeno buraco na terra, e viver lá, outra parte queria ter uma casa grande e forte construída no chão, onde ninguém pudesse entrar, além de formigas; ainda outros queriam morar nas árvores , de modo a se livrar do tamanduá, esquecendo completamente que eles seriam a presa das aves; outra parte parecia inclinada a ter asas e voar.

E, como já foi dito, não houve acordo quanto a nada, e cada partido resolveu ir trabalhar de sua própria maneira, e sob sua própria responsabilidade.

As facções se dividiram em pequenas partes separadas e se espalharam em todo lugar do mundo, e cada um tinha a sua própria tarefa, e cada uma fez o seu trabalho de forma regular e bem. E todos trabalharam juntos no mesmo caminho. Dentre eles, escolheram um rei, e devemos dizer que alguns dos grupos fez e eles dividiram o trabalho para que tudo corresse tão bem como podia.

Mas cada grupo fez de sua própria maneira, e nenhum deles pensou em se proteger contra o ataque de pássaros ou tamanduá.

As formigas vermelhas construíram sua casa sobre a terra e viveram sobre ela, mas o tamanduá jogou no chão em um minuto o que lhes custou muitos dias de trabalho precioso. As formigas do arroz viviam debaixo da terra, e, com eles, não houve sorte melhor. Pois quando eles saíram, o tamanduá apareceu, tirando eles do buraco e metendo numa mochila. As formiga alvéola fugiram para as árvores, mas em muitas ocasiões a centopéia estava esperando por eles, ou os pássaros os devoravam. As formigas cinza tinha a intenção de salvar-se de extermínio, alçando vôo, mas isso também não lhes valeu de nada, porque o lagarto, a aranha caçadora, e as aves foram muito mais rápidos do que eles.

Quando a formiga rei ouviu que não chegariam a acordo nenhum, ele lhes mandou uma unidade de formigas em segredo, com a mensagem de trabalharem em conjunto. Mas, infelizmente, ele escolheu o besouro como mensageiro, e até hoje ele não chegou às formigas, de modo que eles ainda hoje são a personificação da discórdia e, conseqüentemente, a presa dos inimigos.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/saft/

Foto da formiga:

http://www.flickr.com/photos/tonivc/

Quando os leões podiam voar

O leão, segundo se conta, tinha a capacidade de voar, e naquele tempo nada escapava dele.  Como ele não queria que os ossos de suas presas fossem quebrados em pedaços, ele fez com que um par de corvos brancos os vigiasse, deixando-os para trás no seu covil, enquanto ele caçava Um dia, porém, Sapo Grande foi até lá e quebrou todos os ossos em pedaços e disse: “Por que os homens e animais não tem o direito de viver?” E acrescentou estas palavras: “Quando ele vier diga a ele que eu vivo naquele lago, se ele quiser me ver, ele deve vir aí.”

O Leão, que estava caçando na floresta, tentou voltar para casa e  descobriu que não podia mais voar. Ele se encheu de raiva e pensou que alguma coisa no covil  estava errado. Quando ele chegou em casa, perguntou: “O que vocês fizeram para que eu não voasse?” Então, os corvos responderam: “Alguém veio aqui, quebrou os ossos em pedaços e disse: “Se ele me quiser me ver,  pode procurar por mim naquele lago lá longe!”

O Leão foi até lá e quando chegou o sapo estava sentado na margem. Ele tentou saltar furtivamente em cima dele, mas quando ele estava prestes a pegá-lo, o Grande Sapo disse: “Ah!” e mergulhou. O sapo nadou até o outro lado da piscina e ficou la´sentado. O leão ainda tentou persegui-lo, mas como não conseguiu apanha-lo, retornou para o covil.

A partir desse dia, se diz, o Leão caminhou somente sobre seus pés, e também começou a se arrastar (quando espreitava e caçava. Quantos aos Corvos Brancos tornaram-se totalmente mudos desde o dia em que disseram: “Nada pode ser dito sobre esse assunto.”

Fonte: http://www.sacred-texts.com/afr/saft/sft37.htm

Mais contos sobre leões: Sacred-Texts

 

O Grito do Papagaio

Meu tio John era um tenente da força aérea (1), servindo na RAF (Royal Air Force) durante a guerra e foi enviado para a Gâmbia.

Uma parte da floresta havia sido desmatada para colocar criar uma pista de pouso para aviões pesados ​​e havia tendas para acomodar os homens. John dormia em uma barraca dormitório com alguns dos outros pilotos, enquanto outros estavam treinando ou em missões. Eles nunca estavam todos reunidos os mosquitos infernizavam todo mundo e mesmo que eles tomassem doses diárias de quinino a maioria deles pegava malária. Mais assustador do que a malária era o pensamento de pegar a “febre da água negra” (2).

Um dos pilotos havia comprado papagaio africano cinza para servir de mascote e ele o pôs para morar em uma vara na tenda. Eles são de um tipo pequeno, bem inteligente e segundo se diz, os que melhor aprender a falar.

No início da manhã, quase de madrugada, a aeronave que havia saído naquela noite tinha voltado zumbido muito, um após o outro, os pilotos adormecidos acordaram com o barulho.  Aqueles na tenda não conseguiam distinguir um motor do outro, mas a Polly conhecia o som do avião de seu dono. Quando ele o ouviu se aproximando, ela desceu do seu poleiro, para fora da tenda, e começam a andar à beira da pista. Quando o seu piloto saía do carro e entregava o avião para a equipe de terra, ele encontrava a Polly à espera e logo ela subia em seu ombro.

John tinha aprendido a dormir com o barulho dos vôos retornando.  Uma manhã, a Polly estava ouvindo  uma aeronave após outra, e em seguida, ouviu o que ela estava procurando e começou a descer de seu pedestal.  Naquele momento, o motor parou e foi seguido por um estrondo. O papagaio gritou um som sobrenatural que nunca ninguém tinha ouvido antes. John acordou assustado. Anos depois, quando ele me falou, ele disse que ele ainda acordado no meio da noite, por vezes, ao som de gritos.  O avião caiu, pegou fogo e todas as vidas foram perdidas.

Os outros pilotos passaram a cuidar do papagaio e quando a guerra acabou, infelizmente, a única coisa que se arranjou para ele foi ir para o zoológico de Londres. Após isso sempre que algum deles esteva em Londres iam ver o papagaio. Eles podiam sumir por anos, mas o papagaio sempre os reconhecia de longe e começam a dançar com alegria para frente e para trás em seu poleiro. E  ela só fazia isso para eles.

Notas:

(1) uma patente de RAF, intermediário entre oficial de vôo e líder de esquadrão, de uma pessoa de uma pessoa no comando de aeronaves.

(2) Essa febre é uma complicação da malária caracterizada por hemólise intravascular, hemoglobinúria e insuficiência renal. É causada por parasitismo pesados ​​dos glóbulos vermelhos por Plasmodium falciparum. Houve pelo menos um caso, no entanto, atribuída ao Plasmodium vivax.

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‘WW2 People’s War é um arquivo online archive de meórias de guerra e contribuição de membros do público reunido pela  BBC. O arquivopode ser encontrado no site http://www.bbc.co.uk/ww2peopleswar.

Estória de  ‘heathlibrary, WW2 People’s War’

A tartaruga com uma linda filha

Era uma vez um rei que era muito poderoso. Ele tinhae grande influência sobre as feras e os animais. Nessa época, a tartaruga era encarada como o mais sábio entre homens e  animais. Este rei tinha um filho chamado Ekpenyon, a quem ele deu cinqüenta jovens como esposas, mas o príncipe não gostava de nenhuma delas. O rei ficou muito irritado com isso, e baixou uma lei que, se algum homem tivesse uma filha que fosse mais bela  do que as esposas do príncipe, e que achasse graça aos olhos do seu filho, a moça e seu pai e sua mãe deveriam ser mortos.

Por coincidência, a tartaruga e sua esposa tinham uma filha que era lindíssima.  A mãe achava que não era seguro manter uma criança tão bela, porque o príncipe poderia se apaixonar por ela, então ela disse ao marido que a filha deveria ser morta e o corpo jogado no mato. A tartaruga, porém, não estava disposto, e a escondeu até que ela tivesse três anos. Um dia, quando tanto a tartaruga e sua esposa estavam ausentes em sua fazenda, aconteceu do filho do rei estar caçando perto da casa deles, e viu um pássaro empoleirado no topo da cerca em volta da casa. O pássaro estava observando a menina, e estava tão encantado com sua beleza que ele não percebeu o príncipe chegar. O príncipe matou o pássaro com o seu arco e flecha, e o corpo caiu dentro da cerca, de modo que o príncipe mandou o seu servo para pegá-lo. Enquanto o servo estava olhando para o pássaro se deparou com a menina e ficou tão impressionado com suas formas, que ele imediatamente voltou ao seu mestre e lhe disse que ele tinha visto. O príncipe, então, pulou a cerca e encontrou a criança, e se apaixonou de imediato por ela. Ele ficou e conversou com ela por um longo tempo, até que finalmente ela concordou em se tornar sua esposa. Ele então foi para casa, mas escondeu de seu pai, o fato de que ele tinha se apaixonado pela bela filha da tartaruga.

Mas na manhã seguinte, ele foi até a tesouraria, e pegou sessenta peças de roupa e trezentos rods, [1] e os enviou para a tartaruga. Então, no início da tarde ele foi até a casa da tartaruga, e disse que ele desejava se casar com sua filha. A tartaruga viu imediatamente que o que ele temia veio a acontecer, e que sua vida estava em perigo, então ele disse ao príncipe que se o rei soubesse, ele ia matar não só ele (a tartaruga), mas também sua esposa e filha. O príncipe respondeu que ele preferiria morrer a permitir que a tartaruga , sua esposa e filha fossem mortos. Eventualmente, depois de muita discussão, a tartaruga consentiu, e concordou em entregar a mão de sua filha para o príncipe, para que ela casasse com ele quando ela chegasse na idade adequada. Então o príncipe voltou para casa e contou à mãe o que tinha feito. Ela se afligiu grandemente ao pensar que ela iria perder o filho, de quem era muito orgulhosa, pois ela sabia que, quando o rei ouvisse da desobediência do filho, ele o mataria. No entanto, a rainha, embora soubesse da raiva que marido teria, queria que seu filho se casasse com a moça por quem ele tinha se apaixonado, e assim ela foi para a casa da tartaruga e deu-lhe algum dinheiro, roupas, inhame, e óleo de palmeira como dote  em nome de seu filho, para que a tartaruga não desse a sua filha para outro homem. Pelos próximos cinco anos, o príncipe visitava constantemente a filha da tartaruga, cujo nome era Adet, e quando ela estava prestes a ser posta na casa engorda, [2], o príncipe disse ao pai que ele iria tomar Adet como sua esposa . Ao ouvir isso o rei ficou muito zangado e ordenou a todo o seu reino que todas as pessoas devem vir em um dia determinado para o mercado local para ouvir o seu pronunciamento. Quando o dia marcado chegou o mercado estava lotado, e as pedras que pertencem ao rei e a rainha foram colocados no meio da praça do mercado.

Quando o rei e a rainha chegaram todo o povo levantou-se e o cumprimentou, e depois eles sentaram em suas pedras. O rei então disse a seus servos [3] para trazer o menina Adet diante dele. Quando ela chegou, o rei ficou bastante surpreso com sua beleza. Ele então disse ao povo que ele os havia chamado para lhes dizer que ele estava irritado com seu filho por sua desobediência e por ter tomado Adet como sua esposa, sem seu conhecimento, mas que agora que ele mesmo a tinha visto ele tinha de reconhecer que ela era extremamente bela, e que seu filho tinha feito uma boa escolha. Ele seria, portanto, perdoado.

Quando o povo viu a garota eles concordaram que ela era muito fina e muito digna de ser esposa do príncipe, e imploraram ao rei para cancelar a lei por completo, e o rei concordou, e como a lei tinha sido feita sob o título ” Egbo lei “, ele mandou um aviso para oito Egbos , e disse-lhes que o decreto estava cancelado em todo o seu reino, e que no futuro ninguém seria morto porque tinha uma filha mais bonita do que as esposas do príncipe, e deu aos Egbos vinho de palma e dinheiro para cancelar a lei, e , os dispensou. Então, ele declarou que a filha da tartaruga, Adet, deveria se casar com seu filho, e ele os fez  casar no mesmo dia. Uma grande festa foi dada então, que durou cinqüenta dias, e o rei matou cinco vacas e deu a todas as pessoas muito foo foo [3] e óleo de palmeira, e colocou um grande número de potes de vinho de palma nas ruas que o povo bebesse à vontade. As mulheres fizeram uma grande dança no complexo do rei, e lá ficaram cantando e dançando dia e noite durante todo o tempo. O príncipe e seus companheiros também festejaram na praça do mercado. Quando a festa acabou, o rei deu a metade de seu reino para a tartaruga governar, e trezentos escravos para trabalhar em sua fazenda. O príncipe também deu a seu sogro duas centenas de mulheres e cem meninas para trabalhar para ele, e foi assim que a tartaruga se tornou um dos homens mais ricos do reino. O príncipe e sua esposa viveram juntos por muitos anos até que o rei morreu, e o príncipe se tornou rei em seu lugar. E tudo isso mostra porque a tartaruga é a mais sábia de todos os homens e animais.

Moral.- Sempre tenha filhas bonitas, pois não importa quão pobres você seja, há sempre a chance de que o filho do rei se apaixonar por elas, e você pode assim tornar-se membros da casa real e obter muita riqueza.

Notas de Rodapé:

[1] antiga moeda corrente do país, ainda em uso em Cross River

[2] A casa engorda é uma cabana onde uma garota é mantida por algumas semanas antes do casamento. Ela é dada  abundância de alimentos, para que ela fique o mais gorda possível, pois a gordura é vista como um grande atrativo pelo povo Efik.

[3] Foo foo = inhame amassado e cozido.

Links:

http://en.wikipedia.org/wiki/Efik_people

http://goodlife.com.ng/gltourism.php?gltourism=read&id=151

http://esopefik.tripod.com/efiktradition.html

O Caso do hipopótamo e da tartaruga ou por que o hipopótamo vive na água

Muitos anos atrás, o hipopótamo, cujo nome era Isantim, foi um dos maiores reis da terra, perdendo apenas para o elefante. O hipopótamo tinha sete mulheres gordas, de quem ele gostava muito. De vez em quando ele dava uma grande festa para o seu povo, mas uma coisa curiosa era que, embora todo mundo conhecesse o hipopótamo, ninguém, exceto suas sete esposas, sabia seu nome.

Em uma das festas, quando as pessoas estavam prestes a se sentar, o hipopótamo disse: “Vocês vieram para comer em minha mesa, mas nenhum de vocês sabe o meu nome. Se você não puderem advinhar o meu nome, vocês todos devem ir embora sem o seu jantar.”

Como não podiam adivinhar o seu nome, eles tiveram que ir embora e deixar toda aquela comida boa pra trá.  Mas antes de saírem, a tartaruga se levantou e perguntou o que hipopótamo faria se ela dissesse seu nome na próima festa? De pronto, o hipopótamo respondeu que ficaria com tanta vergonha de si mesmo, que ele e toda sua família deixaria a terra, e no futuro eles habitariam a água.

Naquela época era o costume do hipopótamo e suas sete mulheres descer todas as manhãs e à noite para o rio para tomar banho e beber água.  A tartaruga sabia desse hábito.  O hipopótamo costumava caminhar na frente e suas sete mulheres o seguiam.  Um dia, quando eles tinham ido até o rio para se banhar, a tartaruga fez um pequeno buraco no meio do caminho, e então esperou.  Quando o hipopótamo e suas esposas retornaram, duas das esposas estavam a alguma distância  atrás, de modo a tartaruga saiu de onde estava escondida,  metade enterrado no buraco que havia cavado, deixando a maior parte de seu casco exposto.  Quando as duas mulheres do hipopótamo vieram, a primeiro bateu o pé contra o casco da tartaruga, e imediatamente chamou seu marido,  “Oh! Isantim, meu marido, eu machuquei meu pé.”  Ouvindo isso, a tartaruga ficou muito contente, e foi alegremente para casa, pois havia descoberto o nome do hipopótamo.

Quando a próxima festa do hipopótamo aconteceu, ele fez a mesma pergunta sobre seu nome, assim a tartaruga se levantou e disse: “Você promete que não vai me matar se eu te disser o seu nome?” e o hipopótamo prometeu.  A tartaruga então gritou tão alto quanto ele foi capaz, “Seu nome é Isantim”, então uma grande ovação veio de todos, e então eles se sentaram para o jantar.

Quando a festa acabou, o hipopótamo, com suas sete esposas, de acordo com sua promessa, desceram para o rio, e eles viveram na água a partir desse dia até agora, e apesar de sair do rio para se alimentar à noite , você nunca encontrará um hipopótamo na terra durante o dia.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/fssn/fsn24.htm

O coração do chacal não deve ser comido

Chacal dourado (Canis aureus bea), Serengeti National Park, Tanzania. Os bosquímanos não deixam crianças comer o coração de um chacal. O chacal é um animal medroso e eles acreditam que se uma criança comer o coração dele, vai se tornar uma pessoa medrosa.

Eles (os bosquímanos) consideram que uma criança não deva ser tímida, por isso, as crianças não devem comer coração de chacais “, porque o chacal é muito medroso e foge de medo.

O coração do leopardo é que deve ser comido pelas crianças, pois ele não teme a nada, portanto, se uma criança torna-se covarde por causa do coração do chacal,  e vai ter medo de tudo.

Portanto, nós não damos a uma criança o coração do chacal, porque sabemos que o chacal costuma para fugir, mesmo quando ainda não nos viu, apenas quando ele ouve o farfalhar de nosso pé, ele foge, mesmo quando ainda não nos avistou.

Nota adicionada pelo narrador.

O meu avô, Tssatssi, havia comprado um bando de cães de  gappem-ttu, e ele lhe deu um cão.  E ele pegou o cachorro,  amarrou e levou ele embora, segurando a corda com a qual ele tinha amarrado o cachorro.  Num primeiro momento, ele manteve o cão amarrado, mas depois o soltou para farejar e ele matou alguns chacais.

Ele (meu avô) esfolou os chacais, e minha avó costurou a pele deles e as vestiu.

Ele matou depois outro  chacal e um Lalandii Olocyon, ele os trouxe para casa para os esfolar.

E ele fez uma kaross (1) para gappem -ttu, um kaross de pele de chacal, enquanto ele ficou com o karossos de Otocyon, a pele do Otocyon.

E levou o kaross para gappem-ttu, o kaross de chacais, porque o gappem-ttu foi o único que lhe deu um cachorro. Portanto, ele fez uma kaross para gappem-ttu em troca do cachorro que ganhou. Então gappem-ttu lhe deu um pote em troca do kaross. E meu avô voltou para casa.

Então, meu avô costumava agir dessa maneira, quando ele estava cozinhando um chacal, ele dizia: “Você pensa que nós comemos corações de chacais?  Se fizéssemos isso seríamos covardes, portanto não comemos os corações dos chacais.

Pois, o meu avô não costumava comer o chacal, ele só o cozinhava  para seus filhos.

Nota:

(1)  Kaross é uma casaco feito de pele de carneiro, ou de outros animais, e que mantém o pêlo deles.  Não tem mangas e é usado pelos khoikhoi e bosquímanos da África do Sul. Esses casacos pode ser substituídos por um lençol.  Os chefes dessas tribos usam karosses de peles de gatos selvagens, leopardos ou caracais. A palavra pode ser empregada para designar também aqueles de pele de leopardo usados por chefes e pessoas ilustres da tribo kaffir.  Kaross é provavelmente uma palavra de origem khoikhoi, ou ainda uma adaptação do holandês kura, um cuirass.  No vocabulário datado de  1673 karos é descrita como uma corruptela de uma palavra holandesa. Hoje em dia o kaross é uma lembrança comum para turista, sendo até feito de pele de vaca. O termo é comumente aplicado para designar lençóis de pele vendido como colchonete.

fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/sbf/sbf74.htm

A origem da morte

Lenda bosquímana

Nós, quando a Lua recentemente retorna à vida, quando outra pessoa nos mostrou a Lua, nós olhamos para o lugar em que o outro nos mostrou a Lua e, quando olhamos para lá, percebemos a lua, e quando percebemos isso, fechamos os nossos olhos com nossas mãos, nós exclamamos: “kabbi-á além! Pegue minha cara além! Darás a tua face me lá! tomarás o meu rosto lá! O que não lhe faz sentir beml. Me darás me teu rosto, – (com), com o qual você, quando tiveres morrido, terás um novo regresso, viverás, quando não esperarmos, tu regresserás novamente, – que também pode assemelhar-te. Pois,  além de alegria, que sempre possuirá, ou seja, que tu não vai mais voltar vivo, quando não percebemos ti, enquanto a lebre te disse sobre o assunto, que deves fazer assim. Tu anteriormente disse a nós, que nós retornaremos à vida, quando nós morremos. ”
A lebre foi quem assim o fez. Ele falou, ele disse que não iria ficar em silêncio, pois sua mãe não voltaria a viver, pois sua mãe estava completamente morta. Por isso, ele chorava muito por sua mãe.

A Lua respondeu, dizendo a lebre sobre isso, que a lebre deveria parar de chorar, pois, sua mãe não estava completamente morta. Pois, a mãe queria dizer que ela voltaria a viver.  A lebre disse que não estava disposta a ficar em silêncio, pois, ele sabia que sua mãe não voltaria mais a viver. Pois, ele estava completamente morta.

E a Lua se irritou com isso, que a lebre [1] falou assim, que ele não concordava com ele (a Lua). E ele bateu com o punho, cortando a lebre na boca, e quando ele batia na lebre, exclamou: “Isso, a sua boca, que está bem aqui, será sempre assim, mesmo quando você virar uma lebre ; [2], ele deve ter sempre uma cicatriz na boca, ele será afastado da primavera. Os cães devem persegui-lo e  quando eles pegá-lo, eles devem rasgá-lo em pedaços, ele deve morrer totalmente.

“E os que são homens, eles devem morrer completamente e ir embora, quando morrerem. [4] Com efeito, ele não estava disposto a concordar comigo, quando eu disse a ele sobre isso, que não deveria chorar por sua mãe, pois, sua mãe ele viveria novamente, ele disse-me que, sua mãe não voltaria a viver. Portanto, ele deve transformar-se em uma lebre. E o povo dele deveria morrer também, pois ele falou que a mãe não voltaria.

Eu falei a ele sobre isso,  que eles (o povo) também seriam iguais a mim, seriam como eu sou, que eu, quando eu estou morto, eu retorno a vida novamente.  Ele me contradisse, negou tudo o quanto eu dito sobre ele. ”

Portanto, nossas mães disseram, que a lebre era antigamente um homem, e por ele ter agido dessa forma, então a Lua o amaldiçoou, transformando-o em  lebre. Nossa mãe me disse que, a lebre tem carne humana em si [| | katten TTU (4) e, portanto, nós, quando matamos uma lebre e temos a intenção de comê-la, nós descartamos a carne “biltong” (4), que é a sua parte humana, nós deixamos de lado. Pois mesmo que a vejamos como uma lebre, sua carne não é. Pois a carne pertence ao tempo em que ele foi um homem.

Portanto, nossas mães não davam para nós aquele pedaço da carne, quando elas percebiam que era o pedaço de carne da lebre que antes era a de um homem. Nossas mães nos falaram a respeito, não sentimos que nossos estômagos ficariam incomodados se comêssemos aquele pequeno pedaço de carne, enquanto nós sentimos que era carne humana, não é de carne de lebre, pois, a carne, que ainda está na lebre é a de homem. Portanto, ainda há um homem na lebre, e por causa das obras da lebre é que a Lua nos amaldiçoou; e que devemos morrer para sempre. Pois, nós deveríamos ter uma outra vida, quando morressemos, mas a lebre que não quis concordar com a Lua, e mesmo a Lua estando disposto a conversar com ele sobre isso, ele contradisse a lua.

Portanto, a Lua falou, ele disse: “Vós humanos, vós, quando morrer, desaparecerão completamente. Pois, eu disse que, quando morresssem, deveriam surgir novamente, não morreriam para sempre. Pois, eu, quando eu estou morto, eu vivo novamente. Eu tinha previsto isto, vós que sois homens seriam iguais a mim e fariam as coisas que faço, que eu não morro completamente. Vocês, que são homens, foram o que fizeram esse ato e, portanto, eu tinha pensado que eu lhes daria alegria. Mas a lebre, quando eu pretendi dizer sobre isso, – quando eu senti que eu sabia que a mãe da lebre não tinha realmente morrido, pois, ela dormia, – a lebre foi quem me disse, que a mãe não dormia, pois, sua mãe tinha morrido. Essas foram as coisas que eu me provocaram a ira, enquanto pensei que a lebre diria: ‘Sim, minha mãe está dormindo. ”

Pois, por conta dessas coisas, ele (a Lua) tornou-se irritado com a lebre, pois a lebre que deveria ter falado dessa maneira: “Sim, minha mãe está dormindo, ela vai se levantar.” Se a lebre tivesse concordado com a Lua, então, nós, as as pessoas, deveríamos ter nos assemelhado à Lua, pois, a Lua tinha anteriormente dito, que nós não deveríamos morrer totalmente. A obras da lebre nos fizeram amaldiçoados pela Lua, e nós morremos completamente, de uma única lebre que o contradisse.  Essa história é o relato de porquê morremos e vamos  embora, por conta das ações da lebre, e só ele era o único que não concordava com a Lua.

A Lua falou, dizendo que ele (a lebre) deve cair morta em lugar deserto; parasitas viram mordê-lo, no lugar onde ele estava deitado, ele não deve habitar a mata, pois, ele deveria ficar em algum lugar ermo, enquanto ele não se encontrasse sob uma árvore. Ele deve deitar em algum lugar descampado. Portanto, a lebre costum, quando ele nasce, sacudir a cabeça, enquanto ele sacode, faz cair os vermes de sua cabeça. Portanto, ele balança a sempre a cabeça, para que os parasitas possa cair dele.

(Este, entre as diferentes versões da Lua e a Lebre da estória chamada “A Origem da Morte”, foi escolhida por conta das oração a Lua Nova.)

Notas do conto:

(1) Era um jovem lebre masculino, o narrador explica.

(2) A lebre foi também uma pessoa, mas, a Lua amaldiçoou, ordenando que ele deveria tornar-se umaebre.

(3)  O significado de | | katten TTU, ainda não está clara, e os esforços para nós obtermos uma lebre, que pode ser verificada qual exatamente a seria esse pedaço de carno para os bosquímanos, foram infrutíferas. A TTU no final da palavra indica algum tipo de cavidade do corpo humano.

Depois de mandar estas folhas para a imprensa, o Dr. J.N.W. Loubser, a quem eu tinha pedido informações sobre esta peça de carne, foi tão bondoso que me enviou as seguintes linhas, acompanhado de um diagrama, que infelizmente já era tarde demais para incluir nas ilustrações deste livro:

“No que diz respeito à carne biltong, muitas vezes tenho visto a minha mãe cortando carne seca, e sabemos que cada pedaço de carne contém apenas um biltong verdadeiro, ou seja, o pedaço de carne não precisa ser cortada na forma usual oblongai. Em outras palavras, é um músculo dessa forma.  Do meu conhecimento anatômico só posso encontrar correspondente no femoris bicelis museulus do homem.  É, portanto, um músculo bem no alto da coxa. ”

(4) O narrador explicou | kwaii ser “carne biltong” (ie, carne magra, que pode ser cortada em tiras e secada ao sol, fazendo “biltong”).]

Tradução literal do conto.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/sbf/sbf74.htm

clipped from www.wdl.org
Pintura em Pedra S00568, Belém, ...

Esta pintura rupestre San mostra animais de chuva na postura de cabeça para baixo, uma indicação habitual de morte, na cultura San. Para os San, esta morte era tanto literal quanto metafórica. Metaforicamente, a morte envolvia a passagem de um feiticeiro para o Mundo Espiritual que se acreditava existir por trás da superfície rochosa. A pintura é do Estado Livre da África do Sul oriental, que é conhecida por suas representações de antílopes de cabeça para baixo em uma variedade de contextos incomuns.

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Como a zebra ficou listrada

Como a Zebra Ficou Listrada

Uma Lenda dos Bushmen do Kalahari

Há muito tempo atras havia um Babuíno arrogante que se autodenominava “O Senhor das Águas”. Ela vigiava uma das únicas fontes que  não secava durante a seca, um pequeno poço na verdade. Ele impedia que os outros animais bebessem lá.

Mas um dia a Zebra e seu filho foram atá a fonre. O tempo estava seco e quente demais, e não havia água em canto nenhum. Eles já iam beber quando uma voz gritou: “Caiam fora! Eu sou o Senhor das Águas e esse é o meu poço!”. As zebras olharam, pararam, e viram o Babuíno zangado sentado ao lado do fogo.

“As águas pertencem a todos, não apenas a você, cara de macaco!”, gritou a jovam Zebra. “Então você deve lutar comigo pela água se quiser beber” desafiou, e atacou. Os dois lutaram pelo que parecia ser uma eternidade até que um coice selvagem da jovem Zebra arremesou o Babuíno através do ar até que ele caiu de traseiro sentado entre as rochas. Até o dia de hoje, o Babuíno tem um inchaço vermelho nesse lugar.

A Zebra estancou e caiu sobre a fogueira, chamuscando seu pelo branco e deixando listras negros nela. As Zebras assustadas correram de volta para as planícies onde elas permanecen até hoje.

O arrogante Babuíno e sua família ficaram morando entre as rochas e passam seus dias desafiando os intrusos, erguendo suas caudas o quanto podem para aliviar a a dor na parte pelada de pele onde eles aterrisaram.

Assim é essa a lenda de como a Zebra ficou listrada.

Notas:

Bushmen (povo da mata) – chamados de Bushmen, San, Sho, Basarwa, Kung, or Khwe. São caçadores e coletores do sudeste da África, cujo território inclui também parte da África do Sul.

Mais lendas africanas nesse site

Fonte:

http://www.colours-of-the-rainbow.com/african-legends.html

A Origem da Procriação

Há muito tempo atrás quando apenas os animais viviam sobre a Terra, um homem e uma mulher vieram dos céus. Ao mesmo tempo outro homem e outra mulher vieram dos subterrâneos. Nesse tempo o homem e a mulher não se desejavam. Eles comiam frutas e observavam os animais brincando com seus filhotes, mas não sabiam anda da procriação e do processo de nascimento. O Senhor dos Céus então enviou uma grande Píton* para viver no rio.800px-Liasis_mackloti_savuensis_2

A serpente Píton perguntou aos humanos, “Onde estão suas crianças, se todos os outros animais têm as suas?” Os humanos disseram que eles não tinham nenhuma. “Se vocês quiserem ter filhos, eu posso mostrar como” disse a Píton, e os conduziu para o rio.

Quando eles chegaram às margens do rio ele disse para o homem e a mulher ficaram olhando um para o outro. Ele foi para o rio, e assim que retornou, espalhou um punhado de água em suas barrigas, dizendo “Kuss, Kuss”. Essas palavras são ainda usadas nos rituais das tribos hoje em dia.

A Píton então disse ao homem e à mulher que voltassem para a casa e deitassem juntos. A mulher então concebeu e deu à luz crianças. As crianças que nasceram adotaram o espírito do rio onde a Píton vivia como o seu espírito tribal, e a Píton é considerada sagrada por essas tribos até hoje. Ninguém deve matar uma serpente Píton, pois isso trará uma maldição, e se uma Píton é achada já orta, eles devem cobrir o corpo com barro branco para santificá-lo e dar a ela o apropriado enterro.

Notas:

* o conto se refere a serpente como “he”, ele, então é uma serpente macho.

Fonte

http://www.colours-of-the-rainbow.com/african-legends.html