Arquivo mensal: outubro 2008

Fantasmas da RAF

Sei que isso foge um pouco do assunto do blog, mas há vários dias venho vendo fotos antigas nos Flickr e estranhamente a palavra que me vem à cabeça é fantasma. Fantasma não talvez no sentido mas estrito, mas de uma época que já passou, de um tempo passado. Quem seriam aquelas pessoas e o que teriam vivido?

Pretendo falar mais sobre isso, mas por enquanto só gostaria de citar algumas estórias de fantasmas que encontrei internetando.

A RAF tinha um aerporto chamado Elsham Wold, inaugurado em julho 1941; semelhante ao de Waltham, era uma estação para bombardeiros pesados com os Wellingtons, Halifaxes e Lancaster. Elsham Wold é um local frio e sombrio e os esquadrões lá baseados tiveram muitos prejuízos e acidentes causados por gelo e nevoeiro.

Em janeiro de 1945, o cabo Hilary atravessava o campo de pouso, era meio dia e o nevoeiro estava muito espessoa. Ele parou para tentar se localizar, quando viu saindo do nevoeiro três tripulantes em seus trajes de vôo. Ele perguntou pela direção a seguir, mas eles só passaram por ele e desapareceram na névoa. Nesse dia não haveria vôos por causa do nevoeiro. Seriam fantasmas?

A pista foi fechada em 1947 e uma estrada corta o aeroporto. Durante muitos anos a familia Gregory viveu na torre de controle. Eles muitas vezes ouviram passoas na casa e sons de código morse. Tapas eram ouvidos na parede e eles perceberam que havia um padrão neles, e ex militares confirmaram que era realmente código morse.

Tal como acontece com aeroportos assombrados, um aviador fantasma mantinha a família assustada. Ele era sempre visto aos pés a cama do casal. Um dia o Sr. Gregory o viu sentado na cadeira, sorrindo para ele e quando levantou da cadeira o fantasma se levantou também e foi embora.

Uma noite, a esposa ouviu o filho gritar e foi até o quarto. Ele dizia “você não está ouvindo os motores? Eles estão se afastando e não vão voltar!”. O garoto descreveu em pormenores um avião de quatro motores e seus sete tripulantes.

Hoje em dia a torre não existe mais, sendo demolida para dar lugar a uma avenida. Mas o velho caminho para o aeroporto ainda existe, então quem sabe num dia enevoado se possa ver fantasmas!

Artigo do Mistery Mag

RAF = Royal Air Force

Yamata no Orochi

De acordo com site draconian.com ele é classificado com do tipo hidra oriental. O Yamata no Orichi que siginifica dragão-de-oito cabeças é desse tipo. Nota: (“oito” no Japão também significa “muito” então quando se ouve a palavra pode ser que signifique muitas cabeças em vez de oito… ).

Ele é descrito como tendo pelo menos oito cabeças e oito caudas, sendo um tipo de dragão-serpente que media “oito morros” de comprimento e tinha ciprestes e pinheiros crescendo em sua costa.

Yamata no Orochi é um exemplo de dragão japonês que se assemelha mais aos dragões ocidentais que os orientais.

Este é dragão da lenda de Susa-no-o, o deus do mar e tempestades (no draconian.com citado como um cavaleiro errante que ajudava pessoas necessitadas). Nessa lenda, ele é expulso do reino celestial e acaba encontrando um casal de velinhos chorando as pitangas. Eles explicam que o dragão vai devorar a filha deles e o deus concorda em ajudar se casar com ela depois. Então Susa-no-o enche o bicho de saquê, o mata e ainda ganha uma espada legendária no processo.

Essa lenda deu origem a um anime, que vi quando criança e que nunca me saiu da memória. Uma tremenda aventura. Só que no anime, o deus é retratado como um adolescente e na lenda trata-se de um adulto.

Outra diferença é que Susanoo aparentemente é um semi-deus, sendo que sua mãe é mortal e seu pai é Izanagi e o mote do anime é ele procurando pela mãe, acompanhado de um pequeno roedor e do gigante da Terra do Fogo.

http://en.wikipedia.org/wiki/Orochi

http://en.wikipedia.org/wiki/Wanpaku_Ouji_no_Orochi_Taiji

http://blackdrago.com/fame_y.htm