Arquivo da categoria: Inglaterra

O inafundável Sam

Schlachtschiff Bismarck

Navio Bismarck onde o Sam trabalhava

O” inafundável Sam” era um gato que primeiramente de mascote no navio alemão Bismark, durante sua primeira e única missão em 18 de maio de 1941, quando ele partiu na Operação Rheinübung. Ele foi afundado no dia 27 de maio, após uma feroz batalha. Dos seus 2.200 tripulantes, apenas 115 sobreviveram. Depois de horas de busca, um gatinho foi encontrado flutuando nos destroços pelo pessoal do Cossaco. Sem saber o nome que ele tinha antes, eles o batizaram de Oscar.

O gato ficou a bordo alguns meses, enquanto o navio Cossaco realizava missões de  escolta  entre o Mediterrâneo e o Atlântico norte. Em 24 de outubro de 1941, este estava escoltando um comboio de Gibraltar para o Reino Unido quando foi severamente danificado por um torpedo disparado pelo submarino alemão U-563.  A tripulação foi transferida para o destróier HMS Legion, sendo  feita uma tentativa para rebocar o navio de volta para Gibraltar, mas a piora das condições meteorológicas tornou a tarefa impossível e o navio foi abandonado. Em 27 de outubro, um dia após uma tentativa de reboque o navio afundou a oeste de Gibraltar. A explosão inicial arrancou um terço da secção dianteira do navio, matando 159 da tripulação, mas o Oscar sobreviveu.

Depois de tantas tragédias, ele agora tinha sido renomeado para “inafundável Sam” (para ver se dava mais sorte), e trataram de transferí-lo para o porta-aviões HMS Ark Royal, que coincidentemente tinha sido fundamental na destruição de Bismarck. No entanto, Sam foi para não encontrou melhor sorte lá, e quando retornaram de Malta em 14 de Novembro de 1941, este navio também foi torpedeado, desta vez por um submarino U-81. Também foram feitas tentativas de rebocar o  Ark Royal para Gibraltar, mas as ondas gigantescas impediram a tarefal.  O rebocador  virou e afundou 30 milhas a partir de Gibraltar. O ritmo lento em que o navio afundou no entanto fez com que todos, menos um dos tripulantes pudessem ser salvas. Os sobreviventes, incluindo Sam, que havia sido encontrado agarrado a uma tábua flutuante por uma lancha a motor, e descrito como “zangado, mas perfeitamente  ilesoforam transferidos para HMS relâmpago e ao mesmo HMS Lightning e HMS Legion que haviam resgatado a tripulação de Cossaco. O Legion

Algumas autoridades afirmam que a biografia do Oscar pode muito bem ser uma dessas “estórias do mar”, porque, por exemplo, há imagens de dois gatos diferentes identificados como Oskar / Sam. No naufrágio do Bismarck, houve o resgate de um número limitado de sobreviventes, porque ocorreu em condições desesperadoras e navios britânicos receberam ordens para não parar pois se acreditava que um U-boat (classe de submarino) estava na área e muitos sobreviventes humanos foram deixados para se afogar. Não há menção a este incidente do naufrágio no relato detalhado do navio Ludovic Kennedy.

Fontes:

http://www.omg-facts.com/lists/32/8-Bizarre-Facts-About-World-War-II/4

http://en.wikipedia.org/wiki/Unsinkable_Sam

http://www.purr-n-fur.org.uk/featuring/war02.html#oscar

Anúncios

O São Jorge de Hertfordshire

O dragão de Hatfield Park, Hertfordshire. Por coincidência, essa rocha se encontra na mesma cidade da lenda. Talvez seja o dragão petreficado...

A seguir, é a tradução completa do livro “A Hertfordshire St. Jorge” de W. B Gerish de 1905. 

Variantes de São Jorge e o Dragão, o verme de Lambton, Laidley e Dragão de Linton ou lendas sobre vermes são, penso eu, mais raras na parte leste e sul da Inglaterra do que no norte. No “Folk-Lore Record”, vol. i. 1878, p. 247-249, casos isolados de lendas de dragões e serpentes são apontadas em de Essex, Herefordshire, Oxfordshire e Sussex, e provavelmente há outros. As matas e pântanos que existiam nos tempos ancestrais, na porção norte do país, onde essas bestas parcialmente mitológicas, poderiam refugiar-se, parecem ter produzido tais relatos em grande abundância e detalhe.

Brent Pelham (1) ou Pelham Arsa, que um incêndio destruiu durante o reinado do rei Henrique I, ou Pelham Sarners (a) é uma pequena aldeia situada a cerca de cinco quilômetros de distância da estação ferroviária de Buntingford, e 10 milhas de Bishop’s Stortford.  O herói da história, O Piers Shonks, viveu na mansão, e era o senhor da casa, que ainda leva seu nome, e diz-se que floresceu  ” Anno a Conquiestu 21. ” (b) O único registro de qualquer descendente de mesmo nome, nos arredores é Gilbert Sank, o qual no décimo sexto ano do rei Eduardo I,  foi penhorada por Simon de Furneaux, lorde de Pelhams, por sua “Lealdade e Serviço e quarenta xelins e seis pences alugar ao ano, jurado e acordado no Tribunal de Pelham Arsa de três semanas a três semanas.(c)

A Tumba de O Piers Shonkes em Brent Pelham

Entre as doações da igreja é uma parcela das florestas chamadas de Beches e Shonks (d), e, de acordo com Weever(e), “a velha casa decadente, com fosso, chamada de O. Piers Shonkes,” existia em seu tempo. Nos tempos de Salmon(f)  (1728) havia um celeiro neste lugar protegido chamado celeiro Shonks, e que o escritor afirma que a mansão paga proteção ao bispo de Stortford,  uma relíquia do sistema feudal, que é, creio eu, paga ao lorde da propriedade de Stortford atualmente.  Pode ser que Shonks fosse o titular de uma mansão nos tempos saxões, e que ele foi substituído por Godfrey de Beche, um normando, de modo que a propriedade foi posteriormente conhecida como Beches e Shonkes. É provável que o nome Piers Shonks era o mais adotado pelo povo e, possivelmente, o nome do fundador da igreja, cujo edifício saxão original foi queimado com o resto da vila, como anteriormente mencionado. O lugar onde o túmulo de Shonks está agora está se dizia ser uma antiga entrada(g), provavelmente da estrutura original, mas isto é, penso eu, equivocado. Há, porém, uma antiga entrada bloqueada mais ao oeste, exatamente sob a janela central norte. O arco do túmulo não é diferente de uma porta de arco, e era de uma altura suficiente para ser, provavelmente, uma entrada.  Salmono engenhosamente sugere que Gilbert Sank poderia ser o pai de Peters ou Piers (devemos desconsiderar a uma diferença de dois séculos para isso), que “sendo oprimidos pelo poder tirânico de De Furneaux, seu filho pode tomar a causa para si e mostrar as que exigências do seu adversário eram injustificáveis, e combatê-lo através da lei. Pelo qual ele poderia estar a serviço da comunidade, e salvá-los dessas mesmas imposições exorbitantes. E isso foi suficiente para canonizá-lo.” Se bem me lembro, algo semelhante aconteceu ao gigante Hickathrift de Norfolk(h).

Salmon conclui seu relato afirmando que ele precisa sair terminar o seu “O argumento Nisi Prius (2)  com a relação ao caso me foi dada por um velho agricultor na freguesia, que se vangloriava a si mesmo por ter nascido no mesmo ar que respirava Shonk. Ele disse, ‘Shonk era um gigante que habitava neste comarca, que lutou com um gigante de Barkway chamado Cadmus(i) e derrotou ele, e por causa disso Barkway pagou uma quantia (3)a Pelham desde então(j).  Então essa regra de Horácio (4) ainda é observada em Pelham.

“Aut scqucre famam, aut sibi convcnicntia fingc “.

(ou uso o boato, ou supunho por minha própria conveniência)

Sir Henry Chauncy (1700), além da alusão antes mencionada, não tem nada a dizer a respeito da lenda, mas apenas cita as inscrições em latim e inglês no túmulo. Cussans (1872), nosso historiador mais atual dá o o relato a seguir.

“O mais intrigante registro monumental na igreja de Pelham Brent é o sepulcro num altar dentro do recesso de arcos da parede norte, que dizem ter sido erguido por um tal de Piers Shonks, que morreu no ano de 1086. A tumba é de grande antiguidade (apesar de pouco mais antiga que 1300 e, provavelmente, mais posterior), mas foi, evidentemente, construído muitos anos depois do período que se atribui a morte do Shonks. É constituída por uma grossa laje de mármore de Petworth, na qual está esculpida em relevo uma representação emblemática da ressurreição. À frente estão São Marcos e São João, com São Mateus e São Lucas, em ambos os lados, simbolizadas na forma usual. (l)  No centro está uma cruz floral, cuja haste está entrando na boca de uma figura grotesca, ao pé da laje, o que significa o triunfo do cristianismo sobre o pecado(m). Simples e belos como estes símbolos são, eles deram órigem às tradições mais absurdas. A mais popular é que Piers Shonks (em cuja memória é dito ter sido erguido o monumento) era um poderoso caçador, e sempre era acompanhado, em suas expedições por um servo e três cães favoritos,

tão rápida de pés que eram dito serem alados, e é assim são representados no túmulo(n). Esperando a chance de um dia matar um dragão, que parecia estar sob a proteção direta de Satanás, este último declarou que iria se vingar de Shonks, e pegaria sua alma na morte, se esse fosse enterrado dentro ou fora da igreja.  Shonks, para evitar o seu destino, determinou que ele não deveria ser enterrado nem dentro nem fora do edifício sagrado, mas na parede, e sentindo-se perfeitamente seguro nessa posição, ordenou que uma representação de seu feito deveria ser gravadas em seu túmulo. Na parede do fundo da tumba é pintada esta inscrição, que dizem ter sido escrita pelo reverendo Raphael Keen, que morreu em 161 4.  Ele foi Vigário pora setenta e cinco anos e meio.”

Tantum Fama manet  Cadmi Sanctique Georgii,

Posthuma Tempus edax Ossa sepulchra vorat.

Hoc tamen, in Mura tutus qui perdidit Anguem

Invito positus, Demone, Shonkus crat.

O Piers Shonkes

Quem morreu no ano de 1086.

Nada de Cadmus, nem São Jorge, os nomes

de grande renome, não sobrevivems, mas suas famas,

O tempo foi tão cruel que não deixou nem os ossos dele,

Nem mesmo seus monumentos de pedra,

Mas Shonks uma serpente mata, para os outros desafiar,

E nesta parede, como numa fortaleza, ele jaz

É possível que o último verso possa ter dado origem ao tradição, ou o autor, o reverendo, possa ter incorporado a crença à ele.

As estórias locais variam em detalhes, como acontece normalmente.  A variante principal é que, quando Piers estava em seu leito de morte, ele pediu pelo seu arco e uma flecha, e atirou a esmo pela janela, ordenando que ele deveria ser enterrado onde a flecha caisse(5).  A flecha atravessou uma das janelas da igreja e se fixou na parede aonde está o túmulo agora.

Cerca de trinta ou quarenta anos atrás, um velho patriarca da vila dosse  a Mr. W.H.N., de Watford, que ele se lembrava ou ouviu dizer que em uma escavação que foi feita sob a parede perto do monumento, que ossos, que provavelmente eram de Shonks, foram encontradas, e por suas proporções teriam pertencido a um homem de 2,80 a 3 metros de altura.  Se estes tinha sido colocados ou não no túmulo ou não, ele não sabia.

O relato a seguir, escrito há alguns anos pelo então vigário de Brent Pelham (o Rev. W. Wigram, MA), vale a pena citar aqui. Ele diz:

“O local da casa do herói é marcada pelo fosso que antes o cercava, em uma pastagem ainda chamada de Jardim de Shonkcs acima de  Beeches  Farm. O túmulo está na parede norte da igreja e do estilo do século treze.  A cruz está direcionada como uma lança através da boca do dragão. Na folhagem da cruz há uma figura pequena, aparentemente bem ferida, o que pode representar a alma humana.  A capela-mor da igreja foi reconstruída cerca de quarenta anos atrás, e agora está em uma linha reta com a nave. A ntigamente era tão inclinada para o norte que havia uma pequena sacristia, cosntruída no espaço entre a parede norte original (que foi deixado como estava) e a linha da parede norte hoje existente, daí que a janela sul da capela-mor olhava diretamente através do arco da capela, e uma seta entrando na janela sul poderia apontar para a parede norte da nave.

Um dragão terrível habitava sob um teixo que se situava entre o que foi depois de dois campos chamados Great e Little Pepsells, e o entrada para o no caminho que atravessava eles foi feita na haste do desta árvore, quando ela foi dividida ao meio, tais árvores de extrema antiguidade. Este dragão foi morto por Shonkes e enquanto a fera morria, Satanás em pessoa  levantou-se e reinvidicou o corpo e a alma de Shonkes por matar seu dragão. O cavaleiro cristão desafiou ele, respondendo de imediato que sua alma estava sob a guarda do Céu, e que seu corpo deveria descansar onde a flecha, atirade de seu arco, deveria cair.  Ele atirou conforme disse, e a flexha entrou na janela sul da capela mor, atravessou o arco do cruzeiro e atingiu a parede norte, no lugar em que ainda repousa Shonkes(6).

“Invito Daemone.”

Desafio o Mal

Em épocas posteriores o teixo foi cortado por um camponês conhecido de meu informante. O homem começou a trabalhar na parte da manhã, mas parou na hora do almoço, e ao retornar, descobriu que a velha árvore que tinha caído, desmoronando em uma grande cavidade debaixo de suas raízes.

Que tais buracos foram encontrados em velhos teixos em outras ocasiões me foi dito. Se este foi simplesmente ampliado pelo dragão para sua própria conveniência, ou se foi cavada pelas garras da criatura não há nenhuma evidência que mostre. Eu conto a estória como foi contada para mim e aponta para a parede da capela-mor de idade e para o túmulo como provas.”

É esta  lenda de Shonks e o Dragão meramente uma história alegórica do triunfo do cristianismo sobre o paganismo, ou é uma metáfora da estória da aldeia de Hampden que suportava o pequeno tirano da vila, tal como sugerido pelo historiador Salmon? Ou era o dragão uma realidade concreta, atacando, como o tigre indiano faz, aterrorizando a  aldeia, até que um, mai valentes e inteligente que o resto, por uma estratégia supera a besta repugnante e depois é para sempre idolatrado como um herói pelos aldeões. Restos fósseis de animais extintos foram frequentemente encontrados nos poços de barro de Hertfordshire oriental, nenhum dos quais é de uma data tão recente como os séculos X ou XI. Mas a estória pode ser, como eu acho que possivelmente, muito mais antiga, que remontam, talvez, a tempos pré-históricos, mas, mais provavelmente ao período celta. A história, portanto, transmitida de pai para filho acabou se tornando ligada de forma habitual à a monumental laje, auxiliada durante os últimos dois séculos, como diz Cussans, pelo epitáfio(p).

Vale a pena notar que grandes cruzes de Malta são cortadas na aduelas de pedra do norte dos dois contrafortes no exterior do igreja, entre os quais a tumba de Shonks está situado. Eles são muito recentes e foram, eu penso, remodelados na restauração.

Para Canon Wigram e Ed. Exton Barclay sou erternamente grato pela valiosa assistência na elaboração deste trabalho.

Fonte: GERISH, W.B. A Hertfordshire St. Jorge. 1905. 

Notas do livro:

(a) Sarners era o intermediário do bispo de Londres no reinado de William I.

(b) Isso não é corroborado pelo Domesday Book.

(c) Veja o livro Chauncy´s “History of Herts,” ‘Chauncy 1700, vol. i. p. 278.

(d) Canon Wigram é um condado que pagava o dízimo a Beeches (outro condado), nada mais. Havia talvez quarenta acres de terra perto daquela fazenda

(e) ver livro   Weever. “Funeral Monuments”, p. 549

(f) ver livro Salmon. ” History of Herts”, p. 289.

(g) Veja a ilustração.

(h) “Gentleman’s Magazine” de janeiro de 1896.

(i) O Cadmus que é citado nesse4 livro, não era o gigante que vivia na cidade, mas o lendário matador de dragões fenício.

(j) Tipo de pagamento a senho feudal.

(l) Os símbolos são o leão, o anjo, o touro e a águia

(m) Veja ilustração

(n) Os quatro símbolos evangélicos, como citados acima (leão, anjo, touro, águia).

(o) essa passagem é idêntica à estória da morte de Robin Hood;

(p) Salmon diz certamente “E a fama de Shonk … poderia influenciar as pessoas a idolatrá-lo, e a lenda de que ele matou o draqgão, tornaria a coisa mais “visível”(7), e através dessa estória a fama dele seria transmitida para a posteridade.”

Notas do post:

(1) Brent Pelham é uma vila ou freguesia em Hertfordshire, Inglaterra. A aldeia é uma das cidades apelidadas de Pelhams, juntamente com Stocking Pelham e Furneaux Pelham. Perto da igreja St Mary’s há antigos casebres que poderiam acomodar até três pessoas de uma vez.[1] Um moinho de vento abandonado ainda sobrevive na aldeia.

(2) É uma expressão usada para designar os tribunais inferiores (assim chamado de “tribunais de jurisdição original”), onde o caso era ouvido pelo juiz e do júri, independentemente do local onde está sendo julgado agora. Um significado comum é “a menos que antes”.

(3) A renda paga por um homem livre por serviços, feitos a um senhor feudal.

(4) Utilizada com freqüência durante o século XIX: “as noções transmitidas através da visão seriam sedimentadas de maneira mais rápida e eficaz na memória, enquanto aquelas adquiridas por meio da audição seriam facilmente esquecidas”

(5) Essa parte do livreto me lembra o filme “Robin e Marian” com Sean Connery, de 1976. Na cena final, quando Robin está em seu leito de morte, com a também moribunda Marian, ele pede por seu arco e flecha, atira a esmo e pede a Little John para que enterre o corpo dele e de Marian aonde a flecha cair. A câmera segue a flecha, mas não mostra aonde ela cairá… Assim, segundo a lenda, foi que Robin Hood morreu, “a ele foi permitido sangrar até a morte nos braços da prioresa de Kirkless, onde, usando de suas últimas forças, ele desferiu uma flecha para determinar aonde ele deveria ser sepultado(…)

(6) A tumba de Shonkes está na igreja de St. Mary The Virgin em Brent Pelham, a tumba está lá para quem quiser ver. Não há fotos atuais sem copyright, mas se você quiser dar uma olhada clique aqui.

(7) Quer dizer, que o túmulo seria visível e que seria prova da veracidade da lenda, fazendo como que cresse e o saudasse como santo.

Links:

Animação da estória do dragão de Hertfordshire

https://casadecha.wordpress.com/2008/09/18/o-verme-de-linton/

http://en.wikipedia.org/wiki/Hertfordshire

A Última Missão

Bombardeiro Boston

A guerra cria mais morte do que qualquer outra atividade humana, e também gera muitas estórias de fantasma. Causos de aeronaves fantasmas são bem documentadas,  mas poucos se comparam ao conto da tripulação de três  bombardeiros Douglas DB-7 Boston da segunda guerra mundial, que voltaram para preencher seus relatórios,  depois que tinha sido abatidos e mortos.

Após a queda da França, um esquadrão da British Boston´s foram mandados para uma missão de ataque das defesas costeiras alemãs. Na base dos bombardeiros, um marechal de ar da RAF estava presente para acompanhar o ataque e colher das tripulações das aeronaves, dados vitais para a Inteligência  sobre as posições inimigas.

O marechal do ar esperou, calculando cuidadosamente quando as aeronaves  estariam de  volta.

Eventualmente, na hora que ele esperava, ele ouviu o som de três, possivelmente quatro se aproximando.

Ele ouviu os aviões aterrisando.

Ele ouviu os motores sendo desligados.

Ele ouviu os  veículos vindo até o prédio de operações, as portas se abrindo e fechando e o som de passos dentro do prédio.

Finalmente, a tripulação dos três aviões estavam diante do marechal, com os rostos transtornados pelo terror  que eles tinham acabado de passar.

Não querendo perder tempo o marechal mandou as tripulações preencher seus relatórios de campo, certificando-se que incluíram seus nomes, classificação, número de série, data e hora.

Ele então disse-lhes para sair e beber uma merecida cerveja.

Quando o ajudante do marechal de ar entrou logo depois, ele teve uma grande dificuldade em convencer o oficial que todo o esquadrão tinha sido abatido sobre os seus alvos.

A Inteligência confirmou a tragédia, mas o marechal  tinha o relaorio escrito dos pilotos.

Mais tarde, foi confirmado que as tripulações dos bombardeiros foram mortos.  Não houve presos,  nem sobreviventes.

O que é particularmente notável neste caso é a prova escrita.

As pessoas que morrem de repente e violentamente frequentemente aparecem aos vivos.  Muitas vezes eles aparecem para os entes queridos ou pessoas que estão esperando por eles.

Alguns pesquisadores sugerem que isso se deve aos mortos não  acreditar que eles estão mortos,  e continua a pensar que ainda estão vivos.

Mas quando os espíritos descobrem que não eles têm nenhuma influência neste mundo – que  incapazes de escrever ou comunicar-se – eles geralmente entendem que já faleceram.

A morte, ao que parece, não apresentou nenhuma impecilho para esses homens incríveis.  Eles  tinham de completar sua missão – e assinar a papelada para torná-la oficial.

Fonte: http://hubpages.com/hub/GHOSTS-COMPLETE-THEIR-MISSION

Links:

http://www.boeing.com/history/mdc/havoc.htm

http://www.historyofwar.org/pictures_Douglas_A-20_Havoc_Boston.html

http://wiki.wwiionline.com/index.php/DB7

http://segundaguerramundialww2.blogspot.com/2010/06/junho-de-1940-queda-da-franca.html

Caronista da Segunda Guerra

Eu era um mecânico de aviões e estava trabalhando na Inglaterra em 92. Sempre me disseram que a Inglaterra é o país mais mal-assombrado da Terra, então não se surpreenda se você ver alguma coisa estranha se viajar para lá.

Toda a noite ele precisa atravessar um local ermo e sombrio - os pântanos cobertos de nevoeiro. Numa dessas noites, ele encontrou uma figura solitária no meio da névoa. Parecia perdido...

Me contaram todas as histórias locais e ouvi atentamente, alguns eram bem improváveis e algumas foram bastante interessantes. Eu tive que alugar uma casa fora da base, porque não havia casas dentro da área da base para os empregados.  O local mais próximo que pude encontrar foi no povoado de March.  Esta vila fica de cerca de 35 quilômetros ao norte da base e está na outra extremidade dos pântanos.  Os charcos são pântanos drenados que são usados pelos agricultores ingleses para plantar beterraba e batata. A terra é plana e vazia em todas as direções, mas tem partes de sebes e de floresta para proteger a terra de erosões provocadas pelo vento.  Esta terra está sempre coberta com um nevoeiro pesado durante a noite e não é um lugar bom para um carro pifar.  Eu sempre deu um suspiro de alívio depois de passar esses charcos.

Eu sempre pegava os caronistas nessas charnecas, isso porque há uma tradição na vila (dito a mim pelo meu vizinho inglês) que esta é a única maneira de muitos fazendeiros que voltam do trabalho em seus campos  chegar em casa e também é o único transporte para alguns trabalhadores de fábricas poder ir para o emprego (eu nunca daria carona nos Estados Unidos…).  Eu fiz bons amigos na Inglaterra fazendo este pequeno favor e eles ainda me escrevem até hoje.

Heinkel He 111 durante a Batalha da Grã-Bretanha

Uma noite eu estava voltando do trabalho por volta de duas horas e eu estava a meio caminho de casa através dos pântanos. A neblina estava pesada naquela noite e eu dirigia  cerca de 300 metros sem visão nenhuma. Eu tinha acabado de sair de uma parte do nevoeiro, quando notei um homem parado à beira da estrada.  Ele estava vestido com um macacão cinza-azulado e parecia estar usando um capacete de soldador.  Sob o seu braço parecia haver um lençol rasgado branco-acinzentado que ele vinha arrastando atrás de si. Eu dirigi devagar mas ele não deu indicações de que eu estava lá e ele olhava para mim como se estivesse perdido. Eu estava pensando comigo mesmo, que isso era estranho, era tarde da noite, será que eu deveria parar e pegá-lo?

Eu, pelo menos, não gostaria de ser pego de surpresa no pântano durante a noite. Então eu parei e esperei.  Eu vi ele começar a se aproximar do carro pela janela traseira esquerda (eu tinha um carro britânico na época, um Austin Mini).  Estendi a mão para destravar a porta do passageiro para deixá-lo entrar. As luzes e faróis de repente ficaram fracos e o carro correu.  Examinei o carroo procurando um vazamento de óleo ou algo incomum.  De repente, todo a força voltou e o  carro começou a andar normalmente de novo.  Eu olhei para trás para ver o que o mochileiro estava fazendo e ele tinha ido.  Eu disse a mim mesmo (O que está acontecendo? Onde ele foi?). Então, fiz uma idiotice,  tirei uma lanterna do porta-luvas e sai do carro.  Olhei em volta pensando que ele poderia ter caído em uma vala e precisava de ajuda. Eu procurei por cerca de 2 minutos e não conseguiu encontrar ninguém.

Os cabelos na parte de trás do meu pescoço começaram a arrepiar e eu fiquei em estad0 de choque. Voltei para o carro pensando que eu precisava sair dos pântanos depressa. Alguns dias se passaram e eu não contei a ninguém da minha experiência.  Eu pensei que estava cansado das longas horas no trabalho e da viagem para casa.

Então um dia, eu estava voltando do trabalho, alguns dias depois e a polícia havia bloqueado a estrada no caminho paraos pântanos.  Eu saí do carro para ver o que estava acontecendo. A polícia disse-me que um fazendeiro encontrou um velho bombardeiro alemão da Segunda Guerra Mundial (Hienkel 111), com a tripulação ainda a bordo. Aproximei-me do local do acidente por ser curioso e mórbido.  Notei que os membros da tripulação do bombardeiro (ou o que restava deles…) estavam vestindo macacão cinza-azulado e usando um capacete de vôo feito de couro que se parecia com os de soldadores. Também um dos membros da tripulação tinha um pára-quedas rasgado e desfiado perto dele e que já estava branco-acinzentado, uma ponta estava presa e esticada atrás dele.

Eu acho que a única coisa que ele queria era ir para casa …

http://library.thinkquest.org/04oct/01038/Dangerfield%20Newby.htm

A Colônia Perdida de Sir Walter Raleigh Capítulo II

Continuação do livro “Sir Walter Raleigh Lost Colony”, agora o capítulo mencionado vários documentos oficiais que relatam encontros com possíveis descendentes de colonos ingleses entre os índios norte-americanos

Enseada de Pamlico nos dias atuais

Mas o que realmente aconteceu? O que se sabe é o que o local estava abandonado e muitos documentos oficiais relatam algumas estórias intrigantes.  Em documentos vindos da Virgínia, provavelmente do capitão Francis Nelson que deixou a Virgínia em 2 de junho de 1608, ele relata o que ouviu de homens que vinham de Roanoke e estavam indo para Ocanahawan. Os nativos relataram de pessoas que se vestiam como eles e que construiam casa com paredes de pedras, além de domesticar perus.

Essas pessoas viviam na região entre Peecaracamnick e Ocanahwan. Uma área perto dos rios Tar, Neuse e Roanoke, provavemente Ocamahowan ficava próxima do rio Neuse.

As lendas dessa carta data do ano 1608 e relata incidentes quea conteceram 21 anos após a colônia ter deixado em Roanoke e apontam para o fato de que os homens brancos de Roanoke estavam vivos em Ohanahowan no rio Neuse e em Passarapanick na mesma região, tendo casas de pedra de dois, perus domesticados, minas de sal e outras evidências de civilização, e Machumps diz expressamente que esse povo foram ensinados nessas técnicas pelos colonos que escaparam do massacre em Roanoke. O que significa esse massacre de Roanoke não é sabido, pois como se sabe, não havia sinal de que os colonos tenham deixado sinais que tenham partido às pressas, então se supõe que esses homens brancos sejam outras pessoas.

O nome de Pananiock é mencionado em diversos documentos.  No mapa de DeBry da Expedição Lane Pananiock é escrito como Pomeiock e é  dito que se localiza entre o lago Paquipe ou Mattamuskeet e a enseada de Pamlico, no município atual de Hyde. No mapa de Scroeter de localidade indígenas  há um território designado como Pomouik na parte sudeste do atual condado de Craven.

Baldwin diz : “supõe-se que Madog fixou-se em algum lugar da Carolina, e que sua colônia, sem suporte da Europa, e com as comunicações cortadas desse lado do ocerano, tornou-se vulnerável e, depois de ter sido muito reduzida, foi destruída ou absorvida por alguma poderosa tribo de índios.

Em um documento de 1608, do embaixador espanhol Zuniga, e publicada por Alexandre Brown em “Genêsis dos Estados Unidos” é mencionado um rio que entende-se ser o Neuse e nesse rio está localizado Passarapanick no lado sul de Ohanahowan, onde segundo a lenda “moram quatro homens que vieram de Roanoke”. Essa localidade se localizava no território de Secotan.

De um documento publicado em 14 de dezembro de 1609, em  Londres,”Verdadeira e Sincera Declaração”, se lê o seguinte: “Mas, para explicar o que acontece; o que parece abater ou abalar nossos estoques de suprimentos; o problema nasce a partir de duas fontes principais, das quais uma era é causa da outra: primeiro, a tempestade, e qual homem pode esperar uma resposta para isso? Em seguida, a ausência do governador White, um efeito da primeira, para a ausência dele nos deixa no suspense e não sabemos de sua segurança e temos algumas dúvidas, e nas mãos de Deus repousa a todos na Terra. Agora, se essas duass serão as únicas cruzes, que desconcertam o lógico, consideram-se que nas três viagens sempre se encontrou o caminho e que todas  dependem desta, os homens estão em desgoverno, doentes, a espera pela frota e não há retorno. Há de se considerar outras alternativas, vantagens e desvantagens (…) podemos adentrar cinquenta milhas do nosso forte, como foi testemunhado por dois de nossos colônia enviados para averiguar, e, embora negada pelos nativos, encontraram cruzes e letras e caracteres e que garantiram ser testemunhos de cristãos recém esculpidos em cascas de árvores, se considerarmos a certeza de acomodações, vinhos, sabonete, cinzas, para todos os usos da madeira, ferro, aço, cobre, foi encontrada em grande abundância na casa de suas sepulturas. ”

O trecho mostra que haviam vários relatos dos “homens de Raleigh” eram correntes entre os o povo da Inglaterra. De 1609 até 1660 não há mais menção sobre eles.

Em “Antiga América” de Baldwin, na página 285, encontramos um relato de galeses na América. A história da migração de Madog do País de Gales está relacionado em apoio à teoria de que uma colônia galesa foi criado na Carolina do Norte. Baldwin diz : “supõe-se que Madog fixou-se em algum lugar da Carolina, e que sua colônia, sem suporte da Europa, e com as comunicações cortadas desse lado do ocerano, tornou-se vulnerável e, depois de ter sido muito reduzida, foi destruída ou absorvida por alguma poderosa tribo de índios.

Após um conselho, os indios resolveram executá-los na manhã seguinte. O missionário, desgostoso, fala em galês: “escapei de tantos perigos e agora vou morrer como um cão”. Ou ouvir isso, um chefe (sachem) dos Doegs da tribo diz a ele, em galês, que eles não iriam morrer.

Nos tempos de colônia e, mais tarde, não há falta de relatos sobre relíquias dos galeses de Madog que foram descobertas entre os índios, mas geralmente não se dá nenhum crédito a isso.

O único documento que se considera mas legítimo é do rev. Morgan Jones, de 1686, em uma carta relatando suas aventuras entre os Tuscaroras. Esses índios eram mais claros que os de outras tribos, e essa particularidade era bem perceptível que eles eram freqüentemente mencionados como “índios brancos “.

Ele relato como foi mandado para Port Royal, e em seguida a frota foi enviada para rio acima para um lugar chamado Oyster Point. Faltaram suprimentos e ele e mais cinco homens foram a floresta. Acabaram sendo pegos pelos índios, porque eles foram dizer que eram de Roanoke. Após um conselho, os indios resolveram executá-los na manhã seguinte. O missionário, desgostoso, fala em galês: “escapei de tantos perigos e agora vou morrer como um cão”. Ou ouvir isso, um chefe (sachem) dos Doegs da tribo diz a ele, em galês, que eles não iriam morrer. O sachem vai até o imperador e este resolve salvá-los. Os seis passam quatro meses na tribo e quando vão embora, os índios lhe fornecem suprimentos.

Esse relato foi feito por um ministro da Igreja da Inglaterra, algumas centenas de anos após o desaparecimento da colônia e foi escrita em suporte à estória da emigração do princípe Madgog or Madoc, escrita nas crônicas preservadas nos mosteiros de Conway e Strat Flur em Gales. Essa localidade é descrita como situada no rio Pontigo e perto de Cape Atross. O nome Pontigo é agora conhecido como Pamlico. O velho nome índio é Pamtico. O cabo mencionado agora é Hatteras.

Esses fatos foram citados para demonstrar que em tempos passados colônias foram estabelecidas, e no curso do tempo foram negligenciadas e esquecidas pelos países-mãe e foram absorvidas pelas tribos nativas. Se esta teoria for aceita, responderá por tradições de navios naufragados, prevalente entre os índios, e descrito por Harriot, bem como como a sua fé religiosa, tão diferente do que comumente encontra-se entre os nativos.

O historiador pergunta: “quanto dos remanescentes da colônia do princípe Madog é representado por esses  tuscaroras doegues? Ele é muito explícito ao afirmar sobre a linguagem. Eles entenderam o galês.  Ele foi capaz de
conversar com eles e pregar em galês, se ele tinha uma explicação para a existência da linguagem galesa entre eles ou se procurou algo disso na história tradicional deles, ele omitiu totalmente.

Se tiver localizadou os tuscaroras corretamente, eles residiam ao oeste dos Doegs e habitavam o última fronteira da região conhecida como Secotan. Se os colonos Inglês mudaram-se a cinqüenta milhas da Ilha Croatan eles devem ter habitada a região onde o rev.  Jones encontrou o Doegs.

Em um dos antigos mapas menciona-se uma tribo de índios que viviam nesta
mesma região, que foram chamados Mandoags,  e Doags e Mandoags pode ter sido a mesma tribo.  Os Mandoags poderiam ser remanescente da colônia de Madog.  O nome Madog, no intervalo de quatrocentos e noventa anos, pode ter sido mudado para Mandoag.

O Rev. Jones estava vivendo e pregando para falante da língua inglesa, antes antes dessa experiência entre os tuscaroras, e é razoável inferir que o intérprete que estava com ele compreendia tanto o inglês, quanto a língua nativa.

A crônica galesa diz que Madog deixou País de Gales em 1170 com alguns navios, indo do sul da Irlanda e navegando para o oeste. Ele descreveu uma região agradável e fértil onde um assentamento foi estabelecida. Deixando de 120 pessoas, ele voltou ao País de Gales, preparou dez navios, juntando uma grande companhia, alguns dos quais eram irlandeses e partiu novamente para a América.

A crônica galesa diz que Madog deixou País de Gales em 1170 com alguns navios, indo do sul da Irlanda e navegando para o oeste. Ele descreveu uma
região agradável e fértil onde um assentamento foi estabelecida. Deixando de 120 pessoas, ele voltou ao País de Gales, preparou dez navios, juntando uma grande companhia, alguns dos quais eram irlandeses e partiu novamente para a América.

Nós não podemos deduzir da declaração do rev. Jones se os doegs eram uma parte da tribo tuscarora. Da sua pregação nos deduzimos que eles tiveram algum contato com a religião cristã antes de seu aparecimento entre eles. A história dessa tribo, como descrito por Morgan Jones é interessante e digna de nota. Harriot, que acompanhou a expedição de Lane até a Virgínia, nos descreve os índios do local: “Eles são pessoas vestidas com camisas soltas feitas de peles de veado e aventais do mesmo material em torno de suas cinturas,  de tal diferença de estatura como nós da Inglaterra, não tendo nenhuma ferramentas ou armas de ferro ou aço para nos ferir, nem sabem como fazê-las.”

“A linguagem de cada tribo das outras, e quanto maior a distância, maior é a diferença.  Eles acreditam que há muitos deuses, que eles chama Mantoac convite, mas de diferentes tipos e graus, um único grande Deus, que tem sido desde toda a eternidade.

Eles também acreditam na imortalidade da alma, após esta vida, assim como a alma abandona o corpo, que ou é levada para o céu, a morada dos deuses, lá para desfrutar a felicidade perpétua e felicidade, ou então para um grande poço ou abismo, que eles pensam estar em outra parte do mundo em direção ao sol, lá para lá queimar perpetuamente, o lugar que eles chamam de Popogusso “.

Ao ler este relato da religião dos índios que com quem Harriot entrou em contato, podemos habilmente concluir que em algum período eles tiveram de comunicação com raças civilizadas do Oriente, que lhes deram alguma idéia de fé mais exaltada do que a comum entre os  selvagens. Alguns podem estar dispostos a aceitar os absurdos da fantasia do pregador e facilmente acreditar que eles sejam descendentes de ”tribos perdidas “, que tenham retido alguma coisa da antiga fé judaica. A diferença de cor, idioma e outras
características torna difícil aceitar tal teoria.

O conhecimento das terras ocidentais é tão antigo como o tempo de Platão e Sólon, que mencionou uma ilha no oeste chamado Atlantis. Dr. McCausland, em “Adão e as Adamite”  diz que os persas estabeleceram uma colônia nas Índias Ocidentais mil anos atrás, que, “abstendo-se de todo o contato com os os aborígenes, pouco difere de seus progenitores no país de origem, “Muito antes” da descoberta América por Colombo, os bascos enviaram navios de pesca essa parte norte da América.

Os registros dos vikings descreve viagens para a costa americana, relatando fatos e datas que são confirmadas pelas crônicas irlandesas e árabes, e também pelo registro em Woman´s Island, no nosso litoral norte, na data de de 25 de abril de 1135 (vide Antiguidades Nórdicas de Mallett).

Se forem desacreditados esses relatos de viagens da Europa para a América, nós podemos desacreditar qualquer coisa registrads na história. A sílaba sânscrita ap e a raiz latina ak, ambos significando água, são detectados em
centenas de nomes de rios e baías da costa atlântica de frente à Europa, onde os navios impulsionada pelos ventos alísios provavelmente atingiriam as costas americanas.

Esses fatos foram citados para demonstrar que em tempos passados colônias foram estabelecidas, e no curso do tempo foram negligenciadas e esquecidas pelos países-mãe e foram absorvidas pelas tribos nativas. Se esta teoria for aceita, responderá por tradições de navios naufragados, prevalente entre os índios, e descrito por Harriot, bem como como a sua fé religiosa, tão diferente do que comumente encontra-se entre os nativos.

Prescott, como citado pelo Dr. Hawks, ao falar dos índios encontrados na costa atlântica da América do Norte, diz: ‘eles tinham atingido a concepção sublime de um Grande Espírito, o criador do universo, que, indiferente em sua própria natureza, não era para ser desonrado por uma tentativa de visível representação, e que, permeia todo o espaço, e não era para ser
circunscrito dentro das paredes de um templo. ”

(continua…)

Capítulo I:

https://casadecha.wordpress.com/category/a-colonia-perdida-de-sir-walter-raleigh/

https://casadecha.wordpress.com/2009/06/08/a-colonia-perdida-croatoan/

https://casadecha.wordpress.com/2009/11/10/a-colonia-perdida-de-raleigh/

http://www.archive.org/stream/genesisunitedst03browgoog/genesisunitedst03browgoog_djvu.txt

http://www.archive.org/stream/historynorthcar01ashegoog/historynorthcar01ashegoog_djvu.txt

O vôo

Indo Para o Outro Mundo

Hoje só um post rápido, talvez eu chegue a escrever mais sobre isso. Como estive surfando na net, acabei dando de cara com “O Paciente Inglês”. Talvez alguns já tenham visto o filme.

É uma estória que se passa na Segunda Guerra, homem totalmente desfigurado por queimaduras vai para em um hospital dos Aliados. Como ninguém descobre o nome dele, anotam na ficha médica que ele é o “paciente inglês” . O pelotão atravessa a Itália rumo a algum lugar, que não me lembro agora e o paciente é obrigado a ficar em um mosteiro abandonado junto com uma enfermeira canadense, Hanna. Isso porquê ele está doente demais para continuar a viagem.

Hanna e Kip

O caminho desse dois se cruzam com o de um ladrão, Caravaggio, e um sikh, de nome Kip. Enquanto no mosteiro, o paciente começa a contar sua estória em flashback, a estória de como ele se apaixonou e de como essa paixão se tornou sua perdição e a dela. Paralelo a isso, Hanna se apaixona por Kip.

Mas já contei muito do filme e talvez alguém queira ver ou ler o livro. Bem, mas o quero contar é de como a cena final do filme me emocionou e até hoje me faz lembrar de uma crença arquetípica.

No final, o paciente morre e tem uma visão final, uma lembrança na verdade, onde ele recorda que carregara Katherine morta em seus braços até o avião. Então vemos eles partindo para um vôo sobre o deserto. O avião plana mansamente para uma viagem que parece que não terá fim.

O Paciente Inglês carregando sua amada

Interpretei essa cena como uma metáfora da morte, e o avião representaria o mensageiro, aquele que carrega a alma dos mortos para o outro mundo. No lugar de um passáro que levaria a alma, temos um avião que o leva junto com sua amada para Outro Mundo.

Os passáros são creditados como mensageiros do outro plano, o que implica que eles também tem poder para transportar a alma dos mortos em sua jornada desse para o mundo espiritual.

Alguns acreditam que a alma migra de um corpo para outro e que muitas vezes um humano pode ter habitado anteriormente o corpo de uma passáro. Além disso, alguns acreditam que eles trazem algum tipo de presságio e muitas vezes, um mau presságio.

Gaivota do Pacífico

Gaivota do Pacífico

Um exemplo desse mau presságio seria o pio do passáro chamado storm petrel ( Hydrobates pelagicus ). Segundo a wikipedia, é chamada de “painho“, mas também somente de petrel. No original em inglês, ele é chamado de petrel da tempestade, porque os marinheiros acreditavam que ver um deles significava um sinal de grande tempestade se aproximando uma espécie.  Atirar num deles daria azar. Alguns também acreditavam que não deveriam ser feridos porque dentro deles estaria a alma de marinheiros mortos.

Assim também aconteceria com as gaivotas, que seriam sinal de tempestade e seus gritos seria sinal de que alguma desgraça iria acontecer e que almas de marinheiros e pescadores habitariam o corpo das gaivotas, especialmente se um deles tivesse morrido afogado.

Isso me lembra um quadrinhos do Hellboy. O quadrinhos “Hellboy – Paragens Exóticas”, mostra o personagem no fundo do mar. Ele encontra com diversos personagens, mas logo no começo da estória ele luta com uma bruxa do mar e consegue libertar a alma de marinheiros que serviam de fonte de poder para ela. Se não em engano, estavam presas em ânforas (tenho de rever o quadrinho…). De qualquer forma, após as almas serem libertadas do feitiço, elas voam para a liberdade em forma de passáro… Interessante referência à crença de que os passáros “retém” almas dos mortos.

Outras passáros também seriam hospedeiros de almas como acreditam os pescadores de uma região da Inglaterra, chamada East Anglian. Para eles, o ganso patola ( Morus bassanus ) é um deles.

Nos Estados Unidos, dizem que um homem atirou em três patos e quando foi procurar os corpos não os encontrou. Após isso uma cotovia piou por três dias. Quando ela parou, ele foi ao pântano e encontrou o corpo de três marinheiros.

Enquanto isso, na Europa os corvos sempre foram mensageiros de mau presságio. Alguns diziam que eles eram bispos maléficos que ao morrer, viravam corvos (porque usavam vestimentas pretas). Ouvir um pio de corvo significava que algo ruim iria acontecer. Almas de crianças não batizadas também poderiam virar corvos.

Outras lendas conectam o corvo com o Rei Artur. Alguns dizem que o rei foi transportado para Avalon. Outros que ele dorme em uma caverna em algum lugar da Grã Bretanha. Mas o escritor espanhol Julian del Castillo deu outra explicação, que foi logo assimilada pelos ingleses, a de que Artur foi encantando em um corvo, e que um dia reinará de novo e para provar isso, ele diz: será que algum inglês matou um corvo depois disso?

Torre de Londres

Até o século 18 matar um corvo era um tabu na Inglaterra. A idéia do corvo associada ao rei parece explicar porque sempre são mantidos seis corvos na Torre de Londres.

Os corvos são uma espécie de protetores da Inglaterra, porque são associados ao rei Artur. Imagine o desespero que tomou conta da Inglaterra quando, durante a Segunda Guerra mundial, os corvos ficaram em silêncio durante cinco dias? Muitos imaginariam que a Grã Bretanha iria desaparecer.

Referências:

http://www.mythencyclopedia.com/Be-Ca/Birds-in-Mythology.html

http://www.deathreference.com/Sh-Sy/Soul-Birds.html

Gremlins?! Eles voam!!!

Acho que ninguém viu um filme de 1984 chamado Gremlins, dirigido por Joe Dante… Esse filme teve uma continuação e 1990, ainda mais doida que a primeira. Eles fizeram a alegria da molecada da década de 80 e realmente, os bichinhos eram muito, muito despirocados…

Dia desses fiquei imaginando se esse termo realmente existia, pesquisei e não achei nada sobre, até que resolvi fazer uma pesquisa mais detalhada…

Resumindo tudo que li em alguns sites, a lenda tem um passado bem recente, ao contrário das estórias de goblins e trolls, que contam com centenas de anos. Seus aparentados, os gremlins nasceram no século 20, dizem que talvez lá pela primeira guerra mundial, um termo usado pela Real Força Aérea Britânica (Royal Air Force) ou RAF para designar um aviador de baixo escalão designado para as piores tarefas. Relatos de suas aparições e comportamento circulavam entre os britânicos baseados em Malta, Oriente Médio Índia durante os anos 20 e 30.

Mas há controvérsias e o que se tem certeza mesmo é que a palavra tem seu primeiro registro escrito em documentos durante a Segunda Guerra Mundial, mas com certeza se originou entre os aviadores da RAF, em particular os homens das unidades de reconhecimento fotográfico de grandes altitudes(PRU) de RAF Benson, RAF Wick e RAF St Eval.

Alguns aviadores acusaram os gremlins de tomarem partido do inimigo, mas depois se constatou que os inimigos tinham os mesmos problemas inexplicáveis em seus aviões.  Na verdade a figura do gremlin era uma maneira de botar a culpa em outra pessoa, nesse caso coisa (buck passing), sendo “um novo fenômeno, o produto da era da máquina – a era do ar”.

Gremlin seria a designação para uma criaturinha com aparência de goblin e que provocaria defeitos nos aviões. Dizem que a palavra tem origem no termo goblin , ou no gaélico irlandês gruaimín, “camaradinha mau humorado”. Embora John W. Hazen declare que algumas pessoas digam que o nome derive do inglês arcaico gremian, “to vex”.[1]

O primeiro relato escrito saiu no periódico Aeroplane em  10 de abril de 1929. Eles foram mencionados tanto pela RAF como pelo Fleet Air Arm, uma divisão da marinha britânica responsável por aviões.  Os civis começaram a se interessar pelos gremlins, sendo ele mencionados no Punch (11 de novembro de 1942), Spectator (1 de janeiro de 1943), diversas edições de N&Q, em 1943), e alcançando os Estados Unidos (New York Times Magazine (11de abril de 1943), Time (28 de setembro de 1943)).

Mas a provável e mais divertida origem seria a que diz que o termo vem de fremlin, uma famosa cerveja… Só trocaram o f pelo g… Isso porque dizem que o primeiro gremlin avistado pelos aviadores estaria nadando num tanque de fremlin ou que os aviadores estaria bebendo cerveja e lendo contos de fadas dos irmãos Grimm e por coincidência, deram de cara com gremlins nesse dia.

Muitos aviadores juraram que viram as criaturas mexendo nos seus equipamentos. Um tripulante diz que viu um antes de uma disfunção que causou a perda de altitude de seu bombardeiro B-25 Mitchell, forçando o avião a retornar a base. O próprio John Hazen, um conhecido folclorista, deu seu próprio testemunho quando afirma que em uma ocasião ele viu um cabo partido e com marcas de dente, em um lugar totalmente inacessível do avião, nesse ponto ele afrima que ouviu uma vozinha rude dizendo “Quantas vezes devem dizer que você deve apenas obedecer ordens e não fazer tarefas se você não é qualificado para elas? Assim é que se deve fazer!” então a coisa assoviu uma melodia e outro cabo se partiu.

Os descrentes da existência dos camaradinhas verdes dizem que o stress do combate produziu essas alucinações, como um meio de explicar os problemas com os aviões durante o combate. Na minha opinião, o stress junto com a cerveja e mais o tédio de esperar asw missões, devem ter produzido boas estórias também. Afinal pra que levar a sério a vida, se você podia morrer no momento seguinte?

Como é um gremlin?

Esse camaradinha teria de 15 a 60 centímetros de altura, seria esverdeado ou cinza, com chifres ou orelhas peluadas, algumas vezes e usando todo tipo de roupa excêntrica que você puder imaginar, afinal ele é bem humorado. Ele é um especialista em causa inexplicáveis mau funcionamento em aparelhos, circuitos elétricos, e outros partes do avião. Além de ter o costume esquisito de beber gasolina e usar a gasosa para lambuzar pistas de pouso nos aeroportos.

A partir daí parece que eles passaram a mexer em todo tipo de máquina, quanto mais complicada melhor, e assim que terminam o serviço, riem tão furiosamente que parecde indicar que eles são parente de Puck e Robin Goodfellow.

Os Gremlins foram pra Disney

O autor Roald Dahl levou as criaturas para além do campo de combate.  Ele ficou sabendo do mito enquanto servindo no 80th squadron of the Royal Air Force no Oriente Médio, ele teve sua própria experiência em um pouso forçado no deserto da Líbia. Em janeiro de 1942, ele foi transferido para  Washington. Ele escreveu o livro The Gremlins, no qual ele descreve os gremlins machos como “widgets” e as fêmeas como “fifinellas“. Ele mostrou o manuscrito a Sidney Bernstein, o chefão do Serviço de Informação Britânico, que disse para ele enviar o trabalho paraq Walt Disney.

Disney pensou em usar o material para um filme, que nunca foi feito, mas a estória foi publicada em dezembro de 42 na revista Cosmopolitan.  Um ano e meio depois uma versão revisada foi publicada em um livro de ilustrações editado pela Random House (saindo uma republicação em 2006 pela Dark Horse Comics.) Graças a Disney, a estória se espalhou por uma audiência maior. Edições 33 e 41 da Walt Disney’s Comics and Stories publicadas em junho de 1943 e fevereiro de 1943, continham uma série de nove episódios apresentando o gremlin Gus como protagonista. A primeira foi desenhada por Vivie Risto e as outras por Walt Kelly.

Tipos de Gremlins.

A imagem que me fica desses gremlins são de vários relatos dos aviadores daquela época, um em especial me chamou a atenção: um gremlin de perninha cruzada, sentado entre as asas de uma gaivota, fazendo a ave voar contra o avião e pulando no último momento antes do choque da gaivota com o avião, rindo de sua maldade enquanto voa entre as nuvens.

De acordo com Hubbert Griffith em The Gremlin Question, eles sempre eram mencionados no coletivo, e nunca no singular, demonstrando que os bichinhos sempre agiam em bandos.  Enquanto servia no nordeste da Russia, ele ouviu de dois jovens aviadores como os gremlins apareciam do nada vindo das nuvens e batiam  no nariz da aeronava e se estivesse pousando bateriam no nariz do aviao, fazendo voce bater uma helice, e nao coisa pior…

Dizem que os gremlins pertubam somente em terra ou em baixas altitudes, mas um tipo alcanca ate 10.000 metros de altitude, o Spandule ou gremlin do gelo. Gremlins tamb’em gostam de sentar em bandos na cauda do aviao para depois corer para o nariz, e vice-versa, desiquilibrando o avião até ele cair no mar. E até mesmo alguns tripulantes, em busca de se aquecer, convidam o bando para ficar com eles em suas cabines. Será que vale a pena? Quanto aos gremlins visto em Gilbratar e no Oriente, na verdade seriam aparentados destes, mas um outro tipo de goblin.

Fruto da imaginação ou não, eles fizeram parte da vida dos aviadores da época, e na grande tela, foram protagonistas de dois filmes…

Foi nos filmes que aprendi que nao se deve dar banho, deixá-los comer após a meia-noite, e expô-los a luz, alem disso eles na verdade sao Mogwais, que se transformam em gremlins se você descumprir as regras…

Esqueça, na verdade, gremlins sempre foram gremlins… Como todos descobiram na RAF…

links:

http://www.toonopedia.com/gremlins.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Gremlin

Royal Air Force Journal, 1942, The Gremlin Question:

http://www.angelfire.com/id/100sqn/gremlins.html

A lagoa da Sereia

A Piscina da Sereia. Foto por BinaryApe

Kinder Scout é o nome de uma montanha e de um plateau. É um local desolado em Peak District na Inglaterra.

Alguns dizem que o nome “Kinder” possa ser céltico vir do germânico “Kunder”, que significa prodígio, ser ou criatura. Isso porque perto da Cachoeira de Kinder, se encontra um lago, não mais que uma poça, onde dizem que habita uma sereia.

Aqueles que se atrevem a ir até lá vêem que é um local triste e solitário, que deixa o visitante crente de que alguma presença maligna vive no local. Mesmo sendo um lugar interessante para se visitar, os locais dizem ser uma péssima idéia ir até lá à noite.

O lugar é pantanoso, e a dita lagoa é feita de uma água lodosa e que não é potável. Mesmo assim, dizem que se você ficar encarando a lagoa sem vida vai ser recompensado com a visão do seu futuro.

Outros dizem que se você for até lá na Páscoa, mais exatamente à meia-noite, vai encontrar uma sereia nas suas águas negras. Ela te estenderá a mão fria e té dará o presente da vida eterna ou então te puxará para o fundo para te afogar.  Tudo depende do capricho da criatura.

Talvez o seu ar carregado seja resultado de antigas cerimônias céltas que haviam lá. Eles usavam a piscina para esses ritos, que envolviam provavelmente sacríficios humanos. Para eles, a água era um portal entre nosso mundo e outros, tendo um signficado espiritual muito grande.

Além disso, eles usavam o local para enterrar seus mortos, acreditando que se os enterrassem nos pântanos, onde havia água, eles iriam direto para o outro mundo. Não haveria possibilidade de voltar, já que eles já havia passado pelo “portal das águas”. Semelhante estória pode ser vista no filme “The Dark”, onde se menciona o local mítico Annwn, que estaria localizado em alto mar e que é retratado como outro mundo.

Fontes:

http://www.flickr.com/photos/binaryape/155635682/

http://www.cressbrook.co.uk/towns/hayfield.php

www.haunted-britain.com/Haunted_North_Midlands.htm

O ancião de Cury

Leighton. O Pescador e A Sereia

Mais de cem anos atrás, em um belo dia de verão, quando o sol brilhava em  um céu sem nuvens, um velho da freguesia de Cury, ou, como era chamado  outrora, Corantyn, estava andando nas areias em uma das enseadas perto de um lugar chamado Ponto do Lagarto. O velho estava meditando, ou pelo menos estava caminhando, sem pensar profundamente, ou sem pensar em nada – isto é, ele estava “perdido em pensamentos” – quando, de repente ele subiu em uma rocha sobre a qual estava sentado um linda moça com cabelos louros, tantos que praticamente a cobriam inteira. No interior da rocha havia uma poça de água transparente, que havia sido deixado pela maré vazante na no oco da areia que as águas tinham feito.  A jovem estava tão absorta em sua ocupação – penteando seus cabelos na água espelhada, ou admirando o seu próprio rosto,  que ela não notou o intruso.

O velho ficou olhando para ela por algum tempo antes que ele imaginasse como agir.  Finalmente ele resolveu falar com a moça. “Como vai jovem?” , disse ele, “o que você está fazendo aqui, a essa hora do dia?” Assim que ela ouviu a voz, ela deslizou da rocha afundando na água.

O velho não pôde esboçar reação.  Ele pensou que ela iria afogar-se, então ele correu para a rocha para ajudá-la, conceber que em seu medo de ser encontrada nua por um homem ela tinha caído na poça e possivelmente, que era profunda o suficiente para afogá-la. Ele olhou para a água, e, com certeza, ele viu a cabeça e os ombros de uma mulher, cabelos longos e flutuantes como delicadas algas marinhas por todo o lago, escondendo o que lhe pareceu ser uma cauda de peixe.  Ele não pôde, no entanto, ver nada distintamente, devido à abundância de cabelo flutuando em torno da figura. O velho tinha ouvido falar de sereias de pescadores do Gunwalloe, assim ele concebeu esta mulher deveria ser uma, e ele se assustou.  Ele viu que a moça estava tão apavorada como ele, e que, por vergonha ou medo, ela tentou esconder-se nas fendas das rochas, e enterrar-se sob as algas.

Criando coragem, o homem finalmente  se dirigiu a ela: “Não tenha medo, minha querida. Você não precisa se importar comigo.  Eu não lhe farei nenhum mal.  Sou um homem velho, e não a feriria mais que o seu avô. ”

Depois que ele falou dessa maneira suava por algum tempo, a jovem tomou coragem e ergueu a cabeça acima da água.  Ela chorava amargamente, e, logo que ela pôde falar, ela implorou ao velho para ir embora.

“Eu preciso saber, minha querida, algo sobre vós, agora que eu vi você.  Não é todo dia que um homem velho pega uma sereia, e eu ouvi alguns contos estranhos a respeito de vocês, mulheres do mar.  Agora, minha cara, não tenha medo, eu não iria machucar um único fio de cabelo de sua linda cabeça.  Como você chegou aqui? ” Depois de  mais alguma adulação ela disse ao velho a seguinte história:  Ela e seu marido e os pequeninos tinham andando ocupados no mar toda a manhã, e eles estavam muito cansados por nadar sob o sol quente, de modo que o tritão propôs que eles deveriam retirar-se para uma caverna, que eles tinham o hábito de visitar em Kynance Cove.  Eles nadaram longe, e entraram na caverna no meio da maré.  Como lá havia um pouco de uma gradável alga macia, e a caverna era deliciosamente fresca, o tritão se dispôs a dormir, e disse-lhes para não acordá-lo até a subida da maré.  Ele foi logo dormindo, roncando  vigorosamente.  As crianças rastejaram para fora e estavam brincando na areia encantadora, assim a sereia achou que deveria ivestigar um pouco o mundo.  Ela olhou com prazer nas crianças rolando para lá e para cá nas ondas rasas, e ela riu na luta dos caranguejos, engraçada à sua própria maneira.  “O perfume das flores, descia  sobre a falésia tão docemente”, disse ela, “que eu ansiava por chegar mais perto das coisas encantadoras que emitiam esses ricos odores, e eu flutuava de pedra em pedra até que eu vim para esta, e concluindo que eu não poderia avançar ainda mais, pensei que eu deveria aproveitar a oportunidade de arrumar o meu cabelo “.  Ela passou os dedos por seus lindos cachos, e sacudiu alguns pequenos caranguejos e muitas algas marinhas.  Ela passou a contar que ela tinha sentado sobre a rocha admirando a si mesma até que a voz de um mortal apavorou dela, e até então não tinha idéia de que o mar estava tão longe, com uma enorme faixa de terra entre ela e o mar. “O que devo fazer? O que devo fazer?  Oh, eu daria o mundo para voltar para o mar! Oh, Oh! O que devo fazer?”

O velho tentou consolá-la, mas suas tentativas foram em vão. Ela disse que seu marido iria agir terrivelmente se ele acordasse e a encontrasse ausente, e ele com certeza ele iria acordar na virada da maré, uma vez que era a hora do seu jantar.  Ele era muito selvagem quando ele estava com fome, e comeria as crianças se não houvesse outro alimento à mão.  Ele também era terrivelmente ciumento, e se ela não estava ao seu lado quando  ele acordasse, ele iria suspeitar que ela teria fugido com algumas outro tritão. Ela implorou que o velho a carregasse parao mar.  Se ele o fizesse ela daria a  ele quaisquer três coisas que ele desejasse.  Seus pedidos finalmente prevaleceram e, de acordo com seu desejo, o velho ajoelhou-se na rocha, de costas para ela.  Ela apertou os braços junto ao pescoço dele, e firmou os dedos membranosos em sua garganta.  Ele levantou-se da rocha com o seu fardo, e levou assim a sereia pela areia.  Enquanto era conduzida desta forma, ela pediu o velho para lhe dizer o que ele desejava.

“Eu não desejo”, disse ele, “prata e ouro, mas me dê o poder de fazer o bem aos meus vizinhos:  em primeiro lugar, para quebrar os feitiços de bruxaria; segundo, e encantamentos para afastar doenças, e em terceiro lugar, para descobrir os ladrões e restaurar bens roubados. ”

Tudo isso ela prometeu que ele possuiria, mas ele precisa chegar a uma rocha coberta até a metade pela maré no dia seguinte, e ela iria instruí-lo como fazer as três coisas que ele desejava. Tinham chegado à água, e pegando o pente do cabelo dela,  ela deu para o velho, dizendo que ele tinha apenas que pentear a água e chamá-la a qualquer momento, que ela viria até ele. A sereia afrouxou seu abraço, e deslizou do pescoço do velho de volta ao mar, ela jogou-lhe um beijo e desapareceu.  Na hora marcada o velho estava na rocha – conhecida até o hoje como a Rocha da Sereia – e ele foi devidamente instruído em muitos mistérios.  Entre outros, ele aprendeu a quebrar os feitiços de bruxas sobre homem ou animal, comoa preparar um vaso de água, para mostrar a qualquer um que teve seus bens roubados o rosto do ladrão; curar herpes, doenças de pele, fogo de Santo Antônio(1), e dança de São Vito, e ele também aprendeu todos os mistérios das folhas de amora, e assim por diante.

A sereia que a curiosidade de uma mulher,  convenceu seu velho amigo a levá-la a um lugar secreto, de onde ela podia ver mais da terra seca e do povo engraçado que vivia nela, “que tinham suas caudas arrancadas, e assim podiam andar. ” Ao levar a sereia de volta para o mar, ela desejou que seu amigo a visitasse em seu lar, e até prometeu fazê-lo jovem se ele fizesse isso,  favores que o velho respeitosamente declinou.  A família, muito conhecida na Cornualha, por algumas gerações têm exercido o poder de enfeitiçar.  Eles tem em a posse deste poder da maneira como foi relatada.  Alguns remoto tataravô  foi o indivíduo que recebeu o pente da sereia, que existe até os dias atuais, e mostrar-nos provas da verdade do seu poder sobrenatural. Algumas pessoas são descrentes o suficiente para dizer o pente é apenas uma parte da mandíbula de um tubarão.  Pessoas pessoas céticas nunca não são pessoas amáveis.

Fonte: Popular Romances of the West of England, collected and edited by Robert Hunt, 1903, 3rd. edition.

Notas:

(1)

Saint Anthony’s fire (também conhecido historicamente como Ignis Sacer e Fogo Sagrado),  pode se referir a uma das seguintes doenças: ergostimo, erysipelas, e herpes zoster (cobreiro).

A Colônia Perdida de Raleigh

RoanokeIsland

Mostra a área da ilha de Roanoke, incluindo Croatan, Roanoke e a enseada de Pamlico

  • A postagem é parte traduzida e resumida do livro “A Colônia Perdida de Sir. Walter Raleigh” que aos poucos pretendo colocar no site. Todas as partes anteriores até esta correspondem ao capítulo I, páginas 5 a 12 do livro. Seguindo com a estória…

A partir da história do governador White, é evidente que Croatan estava situada a sul da Ilha de Roanoke e ao longo da costa, porque os veleiros aportavam lá vindo do mar aberto.

É provável que a ilha mencionada esteja dentro do Condado de Carteret no presente.  Ela é vista nos mapas mais antigos, datados de 1666. Em um mapa publicado pelo ordem dos Lordes Proprietários em 1671, a península dentro do condado de  Dare é chamado Croatan.  O nome da ilha ocupada
pela tribo amiga era Croatoan, enquanto outras localidades ao redor são
chamado Croatan.

A diferença entre os dois nomes que não podemos explicar, possivelmente só a forma de pronunciar é diferente.  Devemos lembrar que os ingleses deram esse nome à tribo, que provavelmente era de origem cherokee .

Mas nada confirma que eles viviam no local, aparantemente qualquer tribo ficava lá para caçar e pescar. A palavra escrita no tronco, deu a entender a White que eles tinham se dirigido para lá. Como ele disse:  “Manteo nasceu lá e os selvagens(1) da ilha são nossos amigos.”

Segundo o mapa Scrocter de localidades da Carolina do Norte, a distância de Ilha de Roanoke para Croatan é de cerca de sessenta e cinco milhas em uma linha direta a partir da enseada de Pamlico.

Para se chegar Croatan por mar a distância era grande e os navios tinham de passar pelo cabo Hatteras, perigoso para a navegação.  Esta ilha era chamada de “Ilha do Meu Senhor Almirante”, por Mestre Ralf Lane, em sua carta a M. Hakluyt.

Havia um entedimento entre White e os colonos de que a ilha de Croatan estava a cinquenta milhas de Roanoke, se esse entendimento era verdade, então os colonos estavam se preparando mover-se em território hostil, para a região a oeste de Roanoke, povoada de tribos inimigas.

Mas para que os índios iriam levar os colonos dentro de território hostil se esse lugar não era sua aldeia apenas uma estação de caça e pesca?

Na verdade, o fato deles dizerem “cinquenta milhas daqui” demonstra que sim, havia um lugar onde eles deveriam ficar com mais frequência. Esse ponto fica na região do chamada de Secotan, entre os rios Keuse e  Pamlico e que era ocupada por uma tribo chamada Mandoags ou Doegs(1), como veremos.

Notas:

(1) Selvagens, era apra a época a maneira mais comum para se referir às tribos. Mesmo mencionando uma tribo amiga, White usa o termo.

(2) Também chamados de Dogues, Taux, Dogi, Tacci. Eles podem ser um ramo da tribo Nanticoke.

O Capitão John Smith visitou o rio Potomac em 1608, e indicou que eles viviam naquela área, acima de um racho de nome Aquia, sua capital era Tauxenent, localizada na  “Doggs Island” (também conhecida como Miompse ou May-Umps, agora Mason Neck, Virginia), onde eles viviam da pesca e da plantação de milho. Outras vilas ficavam em Pamacocack (depois anglicizado para “Quantico”), perto do rio Quantico, Yosococomico (agora rio Powell) e Niopsco (rio Neabsco).