Arquivo da categoria: canadá

A estória da criação

Uma lenda dos Pimas

Introdução:
O ancião, Comalk Hwak-Kih (Carmurça Fina) começou dizendo que estas eram estórias que ele costumava ouvir seu pai contar, sendo passada de pai para filho, e quando ele era pequeno ele não dava muita atenção, mas quando ele se tornou homem ele decidiu que iria aprendê-las, e pediu a seu pai que as ensinasse, o que o seu pai fez, e agora ele sabia todas elas.

A estória da criação

No começo, não havia terra, água – nada. Havia apenas uma Pessoa, Juh-wert-a-Mai-kai (O Curandeiro da Terra).

Ele apenas flutuava, pois nã havia lugar para ele pisar. Não havia sol, nem luz, e ele apenas flutuava na escuridão, que era a própria Escuridão.

Ele vagava por lugar nenhum até que ele decidiu que já tinha vagado demais. Então ele esfregou em seu peito e  tirou moah-hahttach, que é a respiração, ou terra gordurosa. Isto ele esfregou na palma e sua mão e equilibrou. Ela caiu três vezes, mas na quarta vez ficou suspensa no meio do ar e lá permanece até agora como o que chamamos de Terra.

O primeiro arbusto ele criou foi o arbusto greasewood (1).

E ele fez formigas, formigas pequeninas, para viver naquele arbusto, sobre a seiva que saia de seu tronco.

Mas essas formiguinhas não faziam nada de bom, então ele criou as formigas brancas, e estas trabalhavam e aumentavam a Terra; e elas a mantinham crescendo, maior e maior, até que que ficou grande o suficiente para ele permanecer sobre ela.

Então ele cirou a Pessoa. Ele o fêz de seu olho, tirado da sombra de seus olhos, para o ajudá-lo, para ser como ele, e para ajudá-lo a criar árvores e seres humanos e tudo o que estava sobre a Terra.

O nome deste ser era Noo-ee (o Abutre).

A Nooee foi dado todo o poder, mas ele não trabalhou para o que ele foi criado. Ele não ligava em ajudar Juhwertamahkai, mas ele o deixou por sua própria conta.

E assim o Curandeiro da Terra criou ele mesmo as montanhas e tudo o que foi semeado e bom de comer. Pois se ele tivesse criado os seres humanos primeiro eles não teriam nada para se sustentar.

Mas depois de fazer Nooee e antes de fazer as montanhas e sementes para comida, Juhwertamahkai fez o sol.

A fim de fazer o sol ele primeiro fez a água, e então ele a colocou num vaso oco, como um prato de barro (hwas-hah-ah) para ficar duro como gelo. E esta bola dura ele colocou no céu. Primeiro ele colocou ela no Norte, mas isso não funcionou; então ele a colocou no Oeste, mas isto não funcionou; então ele a colocou no Sul, mas isto não funcionou; então ele a colocou no Oeste e lá ele funcionou como ele queria.

E a lua ele fez do mesmo jeito e ele tentou nos mesmo lugares, como os mesmos resultados.

Mas quando ele fez as estrelas ele encheu a boca de água e cuspiu nos céus. Mas na primeira noite as estrelas não iluminaram o bastante. Então ele pegou a Pedra Curandeira (diamante), o tone-dum-hw-teh, e a despedaçou, e pegou os pedaços e os jogou nos céus para se misturar com a água nas estrelas, e então houve luz bastante.

E assim Juhwertamahkai, esfregou o seu peito novamente, e dessa subtância ele obteve dois bonequinhos, e ele os colocou na Terra. E eles eram seres humanos, homem e mulher.

E assim por um tempo as pessoas se multiplicaram até que encheram a Terra. Pois os primeiros pais era perfeitos, e não havia doença e nem morte. Mas quando a Terra se encheu, então não havia nada para comer, então eles mataram e comeram uns aos outros.

Mas Juhwertamahkai não gostou do jeito que seu povo agiu, matando-se uns aos outros, e então ele deixou que o céu caísse sobre eles e os matasse. Mas quando o céu caiu ele pegou uma estaca e quebrou um buraco nele, através do qual ele e Nooee emergiram e escaparam, deixando atrás deles toda a gente morta.

E Juhwertamahkai, estando agora no topo do céu caído, fez de novo o homem e a mulher, do mesmo jeito que antes. Mas esse homem e mulher ficaram cinzas quando velhos, e suas crianças ficaram cinzas mesmo jovens, e seus filhos ficaram cinzas ainda mais jovens, e assim foi até que os bebês ficaram cinzas ainda no berço.

E Juhwertamahkai não gostou disso, e deixou o céu cair de novo, e criou tudo de novo do mesmo jeito, e dessa vez ele criou a tera como é hoje.

Mas no início a inclinação do mundo estava para o ocidente, e não havia montanhas subindo dessa inclinação e não havia verdadeiros vales, e toda a água cáia e não havia água para o povo beber. Então Juhwertamahkai mandou Nooee para voar entre as montanhas, e sobre a terra, para cortar vales com suas asas, assim a água poderia ser contida e distribuída e haveria bastante para as pessoas beberem.

Assim o sol era macho e a lua era fêmea e eles se encontravam uma vez por mês. E a lua se tornou mãe e foi para uma montanha chamda Tahs-my-et-tahn Toe-ahk (montanha do sol maravilhoso) e lá deu à luz a um bebê. Mas ela tinha tarefas para fazer, virar-se e prover luz, assim ela fez um cantinho para sua criança juntando arbustos de ervas daninhas e o deixou lá. E a criança, não tendo leite, foi nutrida pela terra.

E essa criança era o coiote, e quando ele cresceu, ele saiu para caminhar e nessas andanças ele chegou até a casa de Juhwertamahkai e Nooee, onde ele ficou vivendo.

E quando ele chegou lá Juhwertamahkai reconheceu ele e o chamo de Toe-hahvs, porque ele esta deitado nos arbustos com esse nome.

Mas agora lá do Norte veio outro poderoso personagem, que tinha dois nomes, See-ur-huh e Ee-ee-toy.

Assim Seeurhuh significa irmão mais velho, e quando esse personagem veio até Juhwertamahkai, Nooee e Toehahvs ele chamou eles de seus irmãos mais novos. Mas eles afirmara que eles estavam aqui primeiro e eram mais velhos que ele, e havia uma disputa entre eles, Mas finalmente ele insistiu tanto, e apenas para agradá-lo, eles o deixaram ser chamado de irmão mais velho.

Fonte:  LLOYD, J. Williams. Aw-Aw-Tam Indian Nights, 1911.

Links:

http://www.sacred-texts.com/nam/sw/ain/index.htm

http://www.nativeamericanembassy.net/SACRED_TEXTS/www.sacred-texts.com/stbib.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Pima

http://www.gilariver.org/

Estórias de coiote:

http://www.mesacc.edu/~tomshoemaker/mourningdove/

Notas:

Greasewood é um arbusto encontrado em solos alcalinos e salinos desde o Canadá até o México. Os indígenas usam as sementes e folhas como alimento, pois tem gosto salgado. Os Hope e outros antivos as usam para combustível e varas de plantação. que tem gosto Indians used the seeds and leaves, which taste salty, for food (Elmore, 1976). The Hopi and other Native Americans use greasewood for fuel and for planting sticks (USDA Plant Profiles). No Parque Histórico Nacional da Cultura Chaco é utilizado para a construção, especialmente de vergas, de combustível, sendo uma das madeira preferida para fogueiras usado pelo povo Kiva.

http://www.explorenm.com/plants/Chenopodiaceae/Sarcobatus/vermiculatus/

A Criação do Mundo

*Lenda Wyandot

Foto: Estátuas de tartarugas em um memorial em Quoc Tu Giam (Vietnam).

 

Haviam pessoas que viviam além do céu.  Eles eram os Wyandots. Um dia, o pajé disse para o povo a cavar em volta das raízes da macieira selvagem perto da cabana do chefe e os índios começaram a cavar. A filha do chefe estava deitada próximo.  Assim que os homens cavaram,  um barulho repentino os assustou.  Eles pularam para trás.  Eles haviam quebrado o piso do País dos Céus, e a árvore e a filha do chefe caíram através do buraco.

Nessa época o mundo não era nada mais do que um grande lençol de água. Não havia nenhuma terra em lugar nenhum.  Alguns cisnes nadando sobre a água no ouvido um estrondo de trovão. Foi a primeira vez que se ouviu um trovão no mundo.  Quando olharam para cima, eles viram a árvore e uma mulher estranha caindo da a mulher estranha cair do País dos Céus. Um deles disse: “Que coisa estranha está caindo?”  Então, ele acrescentou, “a água não vai sustentá-la. Vamos nadar em conjunto para que ela possa cair sobre nossas costas. “Então, a filha do chefe caiu sobre suas costas, e se deitou.

Depois de algum um tempo um cisne disse: “Que faremos com ela? Não podemos nadar desse jeito por muito tempo. Os outros disseram: ” Vamos para perguntar à Grande Tartaruga.  Ele provavelmente vai convocar um Conselho.  Então saberemos o que fazer.

Eles nadaram em torno da Grande Tartaruga e perguntaram-lhe o que fazer com a mulher em suas costas. Grande Tartaruga rapidamente enviou um mensageiror com um mocassim para os animais, então eles vieram de uma só vez para um grande Conselho. O Conselho se reuniu por um bom tempo. Então alguém se levantou e perguntou sobre a árvore. Ele disse que talvez os mergulhadores pudessem descer e ficar um pouco de terra de suas raízes, se eles descobrissem onde a árvore havia afundado. Grande Tartaruga disse: “Sim.  Se conseguirmos pegar terra, talvez possamos fazer um ilha para esta mulher. Então, os cisnes levaram todos para o local onde a árvore havia caído no fundo das águas.

Grande Tartaruga convocou mergulhadores. Primeiro foi a lontra, o melhor de todos eles.  Ele afundou de uma só vez para longe da visão.  Ele passou um longo, longo tempo.  Finalmente ele apareceu, mas ele engasgou e estava morto.  Então o rato almiscarado foi enviado. Ele também passou um longo, longo tempo. Muskrat também morreu.  Em seguida o castor foi mandado para baixo para obter a terra das raízes da árvore.  O castor também se afogou. Muitos animais morreram afogados.

Grande Tartaruga bradou:  “Quem vai se oferecer para ir para baixo para buscar a terra?” Ninguém quis se oferecer, até que no último minuto uma velha rã disse que iria tentar.  Todos os animais riram. A velho rã era muito pequena e feia.  Grande Tartaruga observou ela atentamente, mas enfim ele disse: “Bem, você tenta então.”

Para baixo nadou a velha rã.  Enfim ninguém podia mais vê-la, apesar dela descer muito lentamente. Então eles esperaram que ela voltasse. Eles esperaram e esperaram e esperaram.  Eles começaram a dizer: “Ela nunca vai voltar.”  Então eles viram uma pequena bolha na água. Grande Tartaruga disse: “Vamos nadar até lá. Lá é onde a velha rã está vindo. Assim foi feito. Então a velha rã veio lentamente à superfície, perto de Grande Tartaruga. Ela abriu a boca e cuspiu alguns grãos de terra que caíram no casco de Grande Tartaruga. A velha rã morreu também.

Pequena Tartaruga logo começou a esfregar a terra ao redor das bordas do casco de Grande Tartaruga.  A terra começou a crescer e virou uma ilha. Os animais olhavam à medida que crescia.  Em seguida, a ilha se tornou grande o suficiente para a mulher para viver, assim ela pisou na terra.  A ilha cresceu mais e mais,  até que se tornou tão grande quanto o mundo é hoje.

Quando um terremoto acontece, é porque grande tartaruga moveu seu pé. Às vezes ele fica cansado de carregar o mundo.(1)

Fonte:

UDSON, Katherine B. Myths and Legends of British America. 1917.

Notas:

(1)

Nos mitos cosmológicos de muitas culturas uma tartaruga sustenta o muno nas costas ou até mesmo sustenta os céus.

links:

http://www.wendake.ca/

http://www.wyandotofanderdon.com/wyandotofanderdon.com/Welcome.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Wyandot

http://en.wikipedia.org/wiki/Cultural_depictions_of_turtles_and_tortoises

Crenças dos Haida

Uma aldeia Haida. Segundo a lenda, quando uma orca aparece em frente de uma aldeia Haida, ela está tentando dizer que ele já foi humana

O Mundo da Terra é plano, e acima há um céu sólido como uma grande bola. Em cima do topo do céu está o País dos Céus. O céu se levanta regularmente, e assim as as nuvens se chocam contra as montanhas e fazem barulho.

O Mundo da Terra está suspenso, mas descansa sobre O Sagrado Que Pára e Se Move, e ele repousa sobre uma caixa de bronze. Sobre o peito dele está um poste que alcança os céus.  Quando o Sagrado Que Pára e Se Move está para se mover, uma marta escala o poste fazendo o barulho de trovão que é sempre ouvido antes do terremoto. Porque quando este Sagrado se move, causa um terremoto.

Um totem dos Kwakwaka'wakw represetando um Pássaro Trovão (no topo). Para os Kwakwaka'wakw, eles descendem de vários pássaros-trovão.

No País dos Céus, o poder maior é de Poder-do-Céu-Iluminado. Ele dá poder a todas as coisas.  As nuvens são seus lençóis. Nuvens de chuva são o disfarce do Pássaro Trovão(1). Quando as penas do Pássaro Trovão farfalham fazem um barulho muito alto.

O Vento Sudeste vive debaixo do mar. O Vento Nordeste permanece ao longo das montanhas do norte.

Há muitas tribos do Povo do Oceano. Agora, na terra dos Haida, que são as ilhas Queen Charlotte a terra e o mar são emaranhadas de uma extraordinária maneira.

Assim é com a terra do Povo do Oceano – o Povo Octopus (2), o Povo Golfinho, o Povo Orca, e o povo Cachalote. De todos os povos do oceano, o povo Orca é o mais poderoso. Eles tem cidades dispersas ao longo da costa, debaixo da água, assim como os índios tem suas aldeias acima, ao longo da costa.

Quando um homem morre na terra dos Haida, ele segue uma trilha até que ele alcança a praia de uma baía. No outro lado da baía está a Terra Fantasma. Então ele chama, e logo aparece do lado oposto uma pessoa empurrando uma balsa. Essa balsa é feita de cascas de cedro de qualidade, como aquelas usadas nos anéis da sociedade secreta. Então a balsa vem de onde estava para o lugar onde o homem está de pé, e carrega ele.

Lá na Terra Fantasma existem inúmeras aldeias, e muitas cabanas em cada uma. Assim, se um homem procura por sua mulher lá, vai levar um longo tempo fazendo isso. Essas aldeias estão em inúmeras enseadas, perto da água, assim como estão as aldeias dos Haida na terra.

Quando comida ou gordura é colocada na fogueira de uma família de uma homem que acabou de morrer, essa comida aparece para ele de imediato, por isso ele não fica com fome. E, se sua família canta canções bem alto quando ele morre, então ele entra orgulhoso na Terra Fantasma, com sua cabeça erguida. É dado a ele um bom nome nessa terra. Mas se os parente não fazem isso, ele entra cabisbaixo na Terra Fantasma, e as pessoas não vêem importância nele. Quando um homem entra na Terra Fantasma há sempre uma dança em sua homenagem.

Pessoas que são afogados vão para a Terra das Orcas.  Nas primeiro eles vão para o Supremo-do-Mar que dá a eles suas barbatanas e então eles vão para as casas de outras orcas. Quando as orcas se reúnem na frente de uma aldeia, se deduz que eles são seres humanos que morreram afogados e agem desse modo para informar às pessoas.

Um homem que foi para a Terra Fantasma, após ter estado lá por um certo tempo, põem todos os seus pertences numa canoa e vai para Xada, que é a segunda Terra Fantasma. Então ele vai para uma terceira, e depois para uma quarta, e então volta para a terra na forma de uma mosca azul. Portanto, quando uma mosca azul esbarra em um homem na terra, ele diz: “este é meu amigo, que me diz dessa maneira que ele me reconhece.”

Em um lugar além da Terra Fantasma, e apenas visível de lá, vive um chefe chamado Grande Nuvem Andarilha.  Ele possui todo o salmão (3 ). Quando um jogador morre, ele vai até Grande Nuvem e joga com ele. Os prêmios são o salmão e fantasmas. Quando Grande Nuvem Andarilha ganha, muitos fantasmas entravam na Terra Fantasma. Quando o jogador ganha, há uma grande grande migração de salmão.

Fonte:

UDSON, Katherine B. Myths and Legends of British America. 1917.

Notas:

(1)

Na mitologia indígena norte-americana, um poderoso espírito em forma de pássaro. Pela sua obra, a terra se encheu de água e vegetação. Se crê que o raio é uma faísca de seu bico, e o bater de suas asas produz o trovão. Muitas vezes é representado com uma cabeça extra em seu peito. Ele é frequentemente acompanhado de pássaros espíritos menores, muitas vezes em forma de águias ou falcões. Embora sua lenda seja muito conhecido na América do Norte, muitas figuras similares são encontradas na mitologia da África, Ásia e Europa (onde é associado com o pica-pau).

(2)

O nome devilfish se aplica tanto à manta (arraia gigante), quanto à uma espécie de polvo.

(3)

O salmão chum, Oncorhynchus keta, é uma espécie de  peixe anadromo da família do salmão. É um salmão do pacífico, e também é conhecido como salmão cachorro e salmão Keta , and is often marketed under the name  salmão Silverbrite. O nome salmão chun vem do dialeto Chinook que se originou como uma gíria de comerciantes da pacífico nordeste e que espalhava desde o rio Columbia até o Alaska.  O chum significa “localizado” ou “marcado”, enquanto “Keta” vem dos evenkis da Sibéria oriental.

Sites:

http://www.snowwowl.com/peoplehaida.html

http://www.haidanation.ca/Pages/Haida_Nation/History.html

http://www.answers.com/topic/thunderbird

http://answers.encyclopedia.com/question/devilfish-142128.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Chum_salmon

Origem da Terra dos Haida

O corvo saiu da Terra e escalou o céu, causando grande confusão entre o Povo Celestial. Por isso, eles acabaram jogando ele nas águas.

Antes dos dias de nossos avós não havia nada, além de água. Era tudo água, com exceção de um único recife. Lá viviam seres sobrenaturais.  Mas eles ficavam todos amontoados. O corvo vôou tentando arrumar um lugar onde pudesse ficar de pé,  mas ele não podia imaginar aonde.

Então ele olhou para o céu. Era sólido. Era tão lindo e o corvo estava fascinado por ele. Ele disse: “vou até lá!”, então ele correu o bico pelo céu e o escalou.

Ele viu que a Cidade dos Céus era um lugar bem grande. O chefe vivia lá e na casa do chefe havia um bebê.  Quando a noite chegou,  o corvo pegou o bebê pelo calcanhar e balançou os ossos para fora. Então ele vestiu a pele e fingiu que era o bebê.  Porém, mais tarde ele saiu da pele do bebê e virou corvo novamente.  Ele vôou de casa em casa e fez muita bgunça. Enfim uma mulher o viu e avisou para todos.

Então o chefe reuniu sua gente e eles cantaram uma canção para o corvo. Erauma canção mágica, e no meio da canção o corvo deixou de se segurar, e caiu do Cidade dos Céus até que atingiu as grandes águas;

Então o berço ficou a deriva nas águas por um bom tempo. O corvo chorou, então ele mandou a si mesmo que dormisse, mas quando o corvo dormiu, alguma coisa disse: “Seu poderoso pai manda você entrar”. O corvou se recobrou rápido. Ele olhou em direção ao som, mas não viu nada, não havia coisa alguma ali. Logo a voz repetiu as palavras.

Corvo olhou através do buraco em seu lençol de pele de marta. Então, através das águas veio um mergulhão dizendo, “Seu poderoso pai diz para você entrar!”.

O corvo desceu pelo totem até chegar a uma casa submersa, onde encontrou o Homem Gaivota, seu pai. Figura: Totem de uma casa Haida.

O corvo se levantou. Seu berço estava indo ao encontro de uma grande alga marinha. Ele caminhou sobre ela, e olhem! Na verdade era um totem de duas cabeças feito de pedra. Quando o corvo desceu, descobriu que ele podia respirar tão facilmente quando no ar acima.

Abaixo do totem havia uma  casa. Alguém disse, “venha, entre meu filho, eu ouvi falar que você quer emprestar algo de mim”. O corvo entrou. No fundo da casa estava sentado um velho Homem Gaivota(1). O ancião mandou ele até uma caixa que estava pendurada em um canto. O corvo a aberiu e tirou de dentro dois grandes pedaços de alguma coisa. Uma era preta e a outra estava coberta com pontas brilhantes.

O Homem Gaivota pegou os dois pedaços e mostrou para o corvo. Ele disse. “coloque este pedra pontuda na água primeiro, e depois coloque a preta. Então tire um pedaço de cada e cuspa fora e os pedaços vão se reunir;” assim ele falou.

Quando o corvo saiu, ele colocou o pedaço preto na água primeiro. Quando ele bicou um pedaço da pedra com pontos brilhantes e jogou na água, as pontas se juntaram novamente. Ele não fez como tinha sido orientado. Então ele voltou para a pedra preta, bicou e cuspiu fora de novo. Os pedaços ficaram presos. Então eles começaram a se transformar em terra. Ele colocou isso na água, e isso se esticou até se tornar a terra dos Haida(2). Do outro pedaço ele fez o continente.

Fonte: JUDSON, Katherine B. Myths and Legends of British America. 1917.

Notas:

(1)

Para os haida, os animais são seres muito poderosos, que podem se transformar a seu bel-prazer, provavelmente o homem gaivota deveria ser uma gaivota que no momento estava assumindo a forma humana.

(2)

A tribo haida é um tribo norte-americana, cujos territórios se estendem desde os Estados Unidos até o Canadá. A nação é dividida em clã das Águias e clã dos Corvos. Eles são hábeis em construir canoas e outras tribos sempre tiveram medo de guerrear com eles no mar.

http://www.native-languages.org/haida_culture.htm

http://wiki.answers.com/Q/What_is_the_English_meaning_of_Haida

http://www.answers.com/topic/haida