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Como o Tigre se Tornou Parte do Horóscopo Chinês

Nos tempos antigos, o leão era parte do horóscopo chinês, não havia tigre nesse zodíaco. No entanto, o leão era muito cruel, de modo que o deus supremo queria tirar o leão do horóscopo. Mas o deus supremo não podia fazê-lo porque o leão é o rei de todos os animais. Se o deus supremo se livrsse dele, ele precisaria de um novo animal para comandar todos os animais. Logo, o deus supremo lembrou do tigre.

O tigre era apenas uma criatura insignificante vivendo no mundo humano, mas quando aprendeu técnicas de luta com o gato, o tigre se tornou um guerreiro feroz. Todos os animais que o desafiaram ou estavam mortos ou mortalmente feridos. Após o tigre sair vitorioso de todas as batalhas, o ele se tornou muito famooso mundo afora por suas habilidades. Na verdade o tigre se tornou tão conhecido que o deus supremo o chamou para o céu. Quando o tigre lá chegou, derrotou todos os guerreiros divinos. Após essa batalha, o tigre se tornou um dos guerreiros do deus supremo.

Mas, depois de tigre se tornar um guerreiro deus supremo, os animais começaram a atacar os seres humanos porque ninguém os controlava. Isso chamou a atenção do deus supremo, ele então envia o tigre para baixo para proteger os humanos. Após cada batalha ganha, o tigre pede uma recompensa. O deus supremo aceita cada pedido seu.

Quando o tigre voltou ao mundo humano, descobriu que os animais mais poderosos eram o leão, o urso e o cavalos. Então, o tigre desafiou todos eles e os venceu. Mal os outros perversos animais ouviram isso, foram se esconder em uma floresta de onde ninguém saía ou era visto. Os homens agradeceram o tigre por derrotar todos eles.

O tigre foi então chamado de volta ao céu e  porque o tigre ganhara três vezes, o deus supremo colocou três linhas horizontais em sua testa. Algum tempo depois, o mundo humano foi novamente perturbado por uma tartaruga maligna com poderes mágicos. O mundo humano foi inundada pela água convocada pela tartaruga. O tigre novamente desceu à terra e matou a tartaruga. Em seguida, o deus supremo acrescentou uma linha vertical no centro das três linhas horizontais, criando a palavra chinesa “rei”. A palavra pode ainda ser visto hoje na testa de todos os tigres.

Quando a infâmia do leão foi ouvida pelo deus supremo, ele decidiu tirar o status do leão do Zodíaco chinês e o tigre foi escolhido para substituir o leão no horóscopo chinês, como o rei de todos os animais.

O Tigre por William Blake

22 mai

Tigre Tigre Olhos Incandescentes

Tigre, tigre, brilho incandescente

dentro das florestas à noite

Que imortais mãos ou olhos

Poderiam moldar tão temível simetria?

2

Em que distante profundezas ou céus

Queimam o fogo dos teus olhos?

Em que asas veio essa chama?

Que mãos ousam tocar nesse fogo?

3

E qual ombro e qual arte?

Poderia mudar as fibras do teu coração?

E quando teu coração começou a bater

Qual horrível mão teria forjado seus pavorosos pés?

4

Qual martelo? Qual corrente?

Em que fornalha estava teu cérebro?

Que bigorna? Que terrível abraço

Ousou conter teu horrível terror?

5

E quando as estrelas desferiram seus raios,

e inundaram os céus com as lágrimas delas,

Ele sorriu por Seu trabalho ver?

Aquele que criou o cordeiro também Te fez?

6

Tigre, tigre, brilho incandescente

dentro das florestas à noite

Que imortais mãos ou olhos

Ousaram moldar tão temível simetria?

 

fonte: http://socyberty.com/folklore/the-legend-of-how-tiger-become-a-chinese-zodiac/

Links:

http://www.oldandsold.com/books/hindu/hindu-5.shtml

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Ouroboros O eterno Retorno

Não pensava em postar nada, mas quando vi o símbolo Ouroboros (ou oroboros) associado ao Mal em “A Sétima Vítima” ( Darkness), não pude resistir a escrever.

A serpente que engole a própria cauda

Sempre conheci o oroboros, ou a serpente que engole o próprio rabo (ou cauda para ser mais elegante), com um símbolo de eternidade e eterno retorno… E por um momento, vendo esse filme, achei que tinha aprendido tudo errado.

Oroboros é um símbolo antigo que mostra uma serpente ou dragão engolindo a propria cauda, criando assim um círculo.  É associado com alquimia, gnose, and hermeticismo. Representa o ciclo interminável das coisas, assim que um ciclo se encerra, começa outro. Em algumas representações, a serpente é mostra com um parte iluminada e outro nas sombras, representando a dicotomia de símbolos similares como o  Yin Yang. Dizem que talvez os antigos tenham criado a estória da serpente ao olhar para Via Láctea, pois em alguns manuscritos se menciona uma serpente de luz que mora nos Céus.

O símbolo vem de tempos antigos, desde o antigo Egito, cerca de 1.600 antes de Cristo, citado na Fenícia e os filósofos gregos, que deram a ela o nome de  Ouroboros (“o devorador da cauda”).

Na mitologia nórdica nós encontramos a serpente Jormungand, que é um dos filhos de  Loki, ela cresceu tanto que seu corpo circulou o mundo e com ses dentes mordeu a própria cauda. Na mitologia hindu, onde há um dragão que circunda uma tartaruga que carrega em suas costas quatro elefantes, que carregam o mundo. A serpente e o dragão também aparecem na mitologia asteca, chinesa, japonese e até mesmo entre os nativos americanos.

Os cristãos adotaram o o Ouroboros como um símbolo da limitação do mundo (que há um ser superior que demarca os limites), e a natureza transitória e que se auto consome da existência terrena (seguindos os passos do pastor em Ecclesiastes).

Na alquimia, é símbolo de eterna unidade de todos as coisas, o ciclo de nascimento e morte que os alquimistas procurar libertar. Para eles, simboliza a natureza circular das coisas, o consciente e o consciente.

Já no filme, uma seita ou seja o que for, têm de matar sete crianças para libertar o Mal. As crianças tem de ser mortas numa espécie de container ou pira talhado como um oroboros. Quando a protagonista descobre o oroboros escondido debaixo do piso da sala, vai até a biblioteca e encontra um livro que diz que o símbolo representa “as trevas”… Ora, em nenhum lugar encontrei nada que associe o oroboros ao mal…

Na verdade, como já explicado acima, é um símbolo associado às idéias de retorno, eternidade, reencarnação, etc… Talvez o que tenha ocorrido com o roteirista do filme foi ligar a figura do oroboros com o mal, já que para os cristão um dos símbolos das trevas é a serpente e o dragão.

Links/tradução:

http://fact-archive.com/encyclopedia/Ouroboros

Os Nio Os Reis Benevolentes

Há diversos tipos de barreiras simbólicas e reais que existem nos templos, com o objetivo de protegê-los tantos dos seres sobrenaturais, como demônios, como de pessoas mau intencionadas, como ladrões. Duas estátuas, muito comuns em templos da China, Coréia e Japão, reperesentam os Deus Benevolentes ou Nio.

Eles são retratados como deuses de aparência forte, um deles extremamente ameaçador, às vezes armado e o outro mais contido, embora também retratado de forma a amendrontar quem quer que seja.

Os Niō (Deuses Benevolentes ou Deuses Benévolos),  seriam dois deuses e  são encontrados no porta da maior parte dos templos budistas japoneses.  No Japão, o portal de um templo é chamado muitas vezes de Nio-mon (literalmente portal dos Nio). Também há os templos que em vez de deuses de aparência humana  usam dois seres míticos Shishi Lion-Dogs com aparência de cachorro ou talvez de cães com trejeitos leoninos – um com a boca aberta e outro, com a boca fechada.(1)

Os mais famosos Niō do Japão são encontrados em Nara no templo de Tōdaiji. Essas estátuas foram esculpidas em 1.203, pelo famoso escultor Unkei.

Nota-se que um deles está de boca aberta e outro de boca fechada. Eles estão emitindo um som cósmico. O som representa o início e o fim, a vida e a morte.

“Agyo” é o deus de boca aberta, ele está dizendo “ah,” significando nascimento do universo. Também é chamado de Agyō, Agyo, Agyou, Naraen Kongō, Kongō Rikishi.

Ah” é o primeiro som do alfabeto japonês, enquanto que o “n” (pronounced “un” ) é o último, então eles simbolicamente representam o alfa e o ômega na danç cósmica da existência. Em sânscrito “Ah” é a primeira letra, mas a última é  “Ha.”

“Ungyo” está de boca fechada,  ele diz “un” ou “om,” significando a morte do universo. É também chamado Ungyō, Ungyo, Ungyou, Misshaku Kongō, Misshaku Rikishi.

Também são considerados manifestações de Vajrapani(2), Vajradhara Vairocana (Dainichi Nyorai) para os esotéricos e até  do deus hindu Vishnu. Bodhisattva Vajrapāṇi é uma divindade protetora do panteão Maaiaana ou mahayana. A filosofia maaiana pode ser descrita como uma estrutura religiosa e fislófica vasta. É uma das principais tradições do budismo, além da tetraveda. É equivalente a Guhyapāda(3).

Em algumas lendas, eles seriam protetores de Buddha em suas viagens pela India.

Notas:

(1) Otutros termos japoneses para os guardiães incluem  Kongo, Kongou, Kongō, Rikishi, Kongo Rikishi, Kongō Rikishi, Shitsukongō-shin, Shukongōshin Niten e Niōson.

(2) Vajrapani, na tradição Sutra do budismo mahayana Vajrapan é um oito filhos “adotivos” de Shakyamuni Buda e é retratado com uma aparência pacífica. Na tradição do budismo vajrayana, ele é retratado como uma figura furiosa e mais conhecido como Guhyapati – O Senhor dos Segredos. Historicamente ele é o principal receptáculo e protetor dos textos tântricos e ensinamentos do Buda Shakyamuni – o Buda histórico (na forma de Vajradhara).

(3) “Guhyapada”  significa protetor do Dharma Protector, em sânscrito. De acordo com o Maha-ratnakuta-sutra no capítulor 8, “Guhyapada” nasceu como um príncipe de nome “Fa Yi”. Ele pediu para ser transformado em macaco assim ele ficaria mais perto de  Buddha. O tempo passou e ele se tornou o líder dos protetores Vajra.

http://www.himalayanart.org/search/set.cfm?setID=169

http://worldvisitguide.com/oeuvre/O0034308.html

http://www.onmarkproductions.com/html/nio.shtml

http://www.buddhist-artwork.com/html/nio-statues.html

http://www.art-and-archaeology.com/japan/horyuji2.html

http://www.flickr.com/photos/alberttnt/4072070288/

Variedades de Dragão Chinês

Variedades de Dragão Chinês
Para a maioria das pessoas a palavra “dragão” denota um só animal. Há, no entanto, pelo menos oito espécies de animais a que se atribuem esse nome: Lung Wang, Shen Lung, Li Lung, Chiao Lung, Ying Lung, Chiu Lung, Tsao Lung e TuLung. Todos pertencem ao gênero dragão (Lung), mas cada um tem uma ou mais características que o diferencia dos demais.

Lung Wang

Por exemplo, Li Lung ou Chih Lung, como também é conhecido tem e é a única espécie possui asas. Vamos considerar agora somente a espécie Shen Lung, que é a mais conhecida. Shen Lung ou espírito dragão, seria o dragão real, mencionados desde o tempo de Yao e Shun. Dr. Williams, em seu “Reino Médio”, menciona apenas três variedades e diz que estes são, respectivamente, os dragões do céu, do mar, e de pântanos. No entanto, mas os chineses catalogam muito mais espécies

DSC09367Eles consideram que Shen Lung controla todas essas três esferas. A maioria dos outros  variedades são criaturas menores que são praticamente desconhecidas. A exceção é Wang Lung, o rei dragão. A diferença desta espécie para outras é que seus membros possuem uma cabeça de dragão e um corpo humano. Por isso é que alguns dizem que esse dragão chinês é a versão do Netuno da mitologia ocidental.
Todos os dragões verdadeiros são de dois tipos: aqueles que são de tal ordem pelo nascimento e aqueles que se

foto por: http://picasaweb.google.com/quanshijei

tornaram dragões por se transformarem de peixes das espécies carpa para dragões.

Esta variedade de dragões (originados de carpas) transformaram-se ao saltar as águas de uma catarata de um determinado córrego das montanhas ocidentais.  Um grande número de carpas faz isso uma vez por ano e  esta cachoeira é conhecida como “Portal do Dragão”. Lá elas tentam pular, mas poucas tem sucesso porque a altura é muito grande.

Esse fato, o das carpas tentarem saltar a cachoeira, é conhecido de todos os chineses, e se tornou parte da cultura popular. Há um ditado a respeito dos escolares que passam de ano que eles “passaram o Portal do Dragão”.

Essa figura é usada para ilustrar o quão difícil deve ser ultrapassar as altas águas de uma cachoeira, assim como deve ser difícil passar nesses exames… E acrescentando, é bom saber que mesmo uma carpa comum pode se tornar um poderoso dragão. Isso quer dizer que todos nós podemos alcançar um objetivo que se poderíamos ver como “impossível”.

Para finalizar temos o “dragão preguiçoso”, cuja tarefa seria conduzir nuvens de chuva pelo céu para criar chuva. Só que em vez disso, eles podem preferir mudar de tamanho até ficar pequeninos, descer até à superfície da terra e se esconder em árvores, sob telhados das casas e até em roupas de camponeses.

Quando o deus do trovão descobre que eles abandonaram seus postos, manda mensageiros procurar por eles e os extermina com rajadas de raios, à maneira do deus grego Zeus. Isso explicaria a destruição de vidas e bens durante tempestades. Tudo isso porque o Lan Lung ou dragão preguiçoso estaria se escondendo naquele local.

As cores dos dragões variam bastante, mas no caso do dragão chiao type suas costas tem uma faixa verde,  as laterais amarela, e vermelho na barriga.

As nove características de um dragão do tipo lung incluem cabeça de camelo, chifres de veado, olhos de lebre, orelhas de touro, pescoço de iguana, barriga de sapo, escamas de carpa, patas de tigre, e garras de águia. Longos caninos na mandíbula superior. A longa barba deve ter a função de tatear o caminho em locais lamacentos.

No restante, as cores variam de verde ao dourado, com uma série de espinhos longas Ou pequenas vindo das costas até a cauda, sendo maiores os da cauda. Uma espécie tem asas, e caminha sobre as águas. Outra sacode sua juba pra lá e pra cá fazendo barulhos como o som de uma flauta.

Dragões com cabeças de vaca são comuns. Um de dez pernas, encontrado nos bancos de areais de do rio Yang Tsé era diferente porque tinha sobracenlhas grossas e longas. Uma variedade do rio Yan Tsé vista nas margens em 1920 por um professor chinês era azul e grande como cinco vacas. Ambas as espécies, engatinham sobre as águas assim que começa a chover.

Fontes: http://www.crystalinks.com/chinadragons.html

HAYES, Newton. The Chinese Dragon. 3rd. Edition. 1923.

Sobre gatos

Arensnuphis (Ari-hes-Nefer, Arsnuphis, Harensnuphis)

Um deus benigno da Núbia e Egito.

Ele tinha um templo em Philae, onde era conhecido como o companheiro de Ísis, a principal divindade local. Ele é representado sob a forma de um leão, ou como um homem usando uma coroa de plumas.

Bast Bast

A deusa egípcia da lua,  gatos e sexualidade, ela é representada tanto como um gato com cabeça de mulher ou como um gato.

Dedun (Dedwen) Dedun (Dedwen)

O deus  núbio e/ou egípcio da riqueza e do incenso.

Ele está associado com as terras do sul. Dedun (Dedwen) é normalmente representado na forma humana, mas também como um leão.

Freya (or Freija) Freya (ou Freija)

Freya, deusa nórdica do amor e da beleza, tinha uma carruagem puxada por dois enormes gatos cinzentos. Ela é freqüentemente retratada com gatos brincalhões.

Grimalkin Grimalkin

O gato cinza de poderes mágicos da tradição celta. Apontado em várias fonte como familiar  às bruxas.

Mafdet Mafdet

Uma deusa egípcia em formato felino, possivelmente de uma pantera. Ela foi observada, principalmente, como um destruidor de serpentes e escorpiões.

Mahes Mahes

A personificação egípcio do calor do verão, chamado de “Senhor do massacre”. Ele é representado como um leão ou um homem com uma cabeça de leão. Ele era adorado principalmente na área do Delta do Nilo.

Malaysia Malásia

Malaios venerado o gato como uma criatura divina que conduziria a sua vida futura viagem do inferno ao paraíso. Anyone who killed a cat was required to carry and stack as many coconut tree trunks as the cat had hairs. Qualquer um que matasse um gato era obrigada a transportar e empilhar troncos de coqueiro no mesmo número de pelos da gato morto.

Menhit (Menchit) Menhit (Menchit)

Uma antiga deusa leoa, e uma deusa da guerra. Ela é a esposa do deus Chnum Deus, e seu filho é o deus Hike. Os três eram adorados como uma tríade de Latopolis (a Esna atual), no Alto Egito.  Seu nome significa “ela que abate”.

Narasinha Narasinha

O homem-leão, quarta encarnação de Vishnu.

Para Pará

Antigo espíritos familiares finlandês que aparecem na forma de um gato, cobra, lebre, ou sapo.

Eles multiplicam a quantidade de comida e dinheiro que eles roubam da casa.

Ra Ra

O deus egípcio do Sol, Ra, transformou-se em um gato para fazer guerra à escuridão-serpente.

Raiju Raijū

Um demônio japonês cujo nome significa “animal trovão”. É um demônio do relâmpago na forma de um gato, um texugo ou fuinha. Durante trovoadas, torna-se extremamente agitado e salta de árvore em árvore. If a tree shows the marks of lightning, people say that Raiju’s claws have scratched it open. Se uma árvore mostra as marcas de raios, as pessoas dizem que que as garras do raijū a arranharam.

Sakhmet, Sekhmet Sakhmet, Sekhmet

Deusa da guerra com cabeça de leão.

Siam Siam

Deuses-rei siameses que usaram um gato para transportar suas almas além da morte. It was believed that the soul rested for the cat’s natural life span before entering Paradise. Acreditava-se que a alma descansaria pois a vida natural do gato aumentava antes de entrar de entrar no Paraíso.

Singa Singa

Um dragão mítico do povo indonésio Batak que vivem nas montanhas no norte de Sumatra. Singa aparece na forma de um leão e mostra muitas semelhanças com os benéficos Nagas hindu.

Tjilpa Tjilpa

O homem-gato totêmico ancestral dos aborígenes da Austrália.

Tsun-Kyanske Tsun-Kyanske

Esta Deusa birmanês da transmutação das Almas, foi venerado por sacerdotes e os seus gatos, acreditava se que os animais podiam  se comunicar diretamente com a deusa.

fonte wuzzle.org/cave/catbits.html

Kitsune

Estátua de kitsune no portal principal de Fushimi Inari-taisha , Kyoto.

Kitsune é a palavra japonesa para raposa. Ela pode se transformar na cópia exata de qualquer pessoa, enganando a todos ao seu redor.

Elas podem viver tanto livres nos campos, como nas cidades. Algumas raposas casam-se com humanos, mas durante a noite se transformam novamente em raposas. Outras podem decidir ser servos na casa de alguém, trabalhando na cozinha. Uma desculpa muito usada para evitar que alguém da família se casa com uma pessoa de uma família indesejada é dizer que uma kitsune trabalha na casa dela. Assim a pessoa desiste de casar.

A kitsune pode produzir fogo (kitsune-bi ou fogo de raposa), se duas esfregarem suas caudas ao mesmo tempo. Ela também pode, até certo ponto, respirar fogo. A kitsune pode também fazer “lanternas de raposa”‘, produzindo pequenas bolas de fogo que flutuam ao seu redor, iluminando o seu caminho. Esse fogo pode ser usado como arma ou como um brinquedo.

De acordo com com Kiyoshi Nozaki, a palavra kitsune era uma onomatopéia. Kitsu representava o ganido da raposa e acabou tornando-se o nome para raposa. Kitsu é uma palava arcaica, hoje se usa kon kon ou gon gon para se designar raposa.

A kitsune possuem uma jóia chamada “bolas de kitsune” (hoshi no tama – bolas das estrelas) . É uma bola pequena, branca, não tem luz própia (apesar de alguma estórias dizerem que ela brilha com o fogo da raposa) e nem tem poder algum. Jóias são um símbolo comum de Inari, e representações das raposas sagradas de Inari sem as jóis são raras.

Algumas pessoas dizem que essas bolas carregam parte da alma da kitsune e também de suas habilidades mágicas. Se separadas por muito tempo da jóia, elas morrem. Essa também é a única parte delas que elas carregam quando se transforam em raposas e humanos. A raposa vai carrega a bola em sua boca ou em suas caudas e enquanto em forma humana, elas vão carregá-las em qualquer lugar, preferencialmente em um cinto. Se alguém surrupiar a bola de uma kitsune, ela pode obter favores desta, se fizer a kitsune prometer que vai dar ajuda pela devolução da bola.

kitsune-bi

Muitas vezes a raposa é dita como mensageira de Inari, principalmente se for branca. Podem ser tão poderosas que quase chegam a ser deuses. Geralmente, quando os empregados vêm de outra província, as pessoas ficam desconfiadas de que podem ser raposas… Mas algumas vivem praticamente icógnitas, indo e vindo das aldeias quando bem entendem. Mas mesmo em forma humana, pode acontecer que a sombra projetada no chão seja de uma raposa, ou pode acontecer que mesmo transformada, ela ainda tenha cauda de raposa. E também os espelhos podem revelar sua verdadeira identidade.

De acordo com com Kiyoshi Nozaki, a palavra kitsune era uma onomatopéia. Kitsu representava o ganido da raposa e acabou tornando-se o nome para raposa. Kitsu é uma palava arcaica, hoje se usa kon kon ou gon gon para se designar raposa.

Uma das mais velhas estórias a respeito da raposa provém uma definição etimológica para a palavra. Hoje em dia se sabe que o conto é “falso”.

Ono, um habitante de Mino passou muito tempo pensado em achar uma mulher de beleza ideal. Um dia ele encontrou uma linda mulher no pântano e casou com ela. Assim que nasceu seu filho, o homem resolviu criar um cachorrinho, que à medida que crescia ficava mais hostil com a esposa. Ela implorou para  o marido matá-lo, mas ele se recusou. Um dia o cão a atacou com tanta ferocidade, que ela se transformou em raposa e fugiu.

“Você pode ser uma raposa,” Ono gritou para ela, “mas você é mãe de meu filho e eu te amo. Volte sempre que quiser, você será sempre bem vinda”

Assim toda noite ela voltava para os braços dele.

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Porque a raposa retornava toda a noite como humana mas de dia deixava a casa como raposa, ela foi chamada Kitsune. Em japonês clássico, kitsu-ne significa venha e durma, e ki-tsune significa venha sempre.

A kitsune pode produzir fogo (kitsune-bi ou fogo de raposa), se esfregarem suas caudas ao mesmo tempo. Ela também pode, até certo ponto, respirar fogo.

A kitsune é divida em dois grupos, Kitsune e Nogitsune, “Kitsune” seria a raposa bondosa e  “Nogitsune” (lit. “raposa selvagem”) significa raposa má ou renegada.

Edifício Principal do templo Fushimi Inari-taisha

Edifício Principal do templo Fushimi Inari-taisha

As raposas seguem certas regras de conduta, geralmente estabelecidas pela raposa mãe de dez caudas, Inari ou mesmo outras, e que podem incluir nunca ferir alguém a não ser se ameaçada, nunca matar, manter a palavra a qualquer custo e outras coisas relacionadas.  Mas além dessas raposas de boa índole temos aquelas que gostam de pregar truques em samurais orgulhosos e nobre corruptos, e etc. Para distinguir aqueles que servem Inari das que não servem, é só procurar por aquelas que tem cachecóis vermelhos no pescoço.

Uma kitsune pode se manifestar de diferentes formas: uma raposa, uma pessoa com cabeça de raposa uma pessoa normal mas extremamente atrativa. Cada uma das formas absorve muito energia da kitsune, principalmente a última. Em todos os casos, a cauda será visível, a menos que ela faça um esforço adicional.

“Nogitsune” são kitsune que não seguem nenhuma regra e vivem de acordo com sua vontade, elas não obedecem a Inari ou a ninguém e são consideradas más. Podem ferir inocentes, matar mortais, fazer fazendeiros não ter sucesso em sustentar a família. A raposa de nove caudas da lenda chinesa e outros países, como o Japão, é identificada como uma provável “Nogitsune.”

A maior parte das estórias de kitsunes, citam somente kitsunes fêmeas, mas a proporção deve ser a mesma, é que sendo o Japão uma país patriarcal é muito mais comum que se escrevem estórias que citem a mulher como uma espécie de femme fatalle.  Mas há estórias de kitsunes seduzindo donzelas, e o relacionamento com kitsunes deixa a mulher sofrendo de um terrível mal físico. O mesmo acontece com os homens. É uma sensação parecida com a de exaustão, daí deduzindo que talvez elas absorvam a força vital, como os súcubos. Mas deve notar que esse tipo de exaustão não acontece com humanos que se relacionam as kitsunes de boa índole.

Uma kitsune pode se manifestar de diferentes formas: uma raposa, uma pessoa com cabeça de raposa uma pessoa normal mas extremamente atrativa. Cada uma das formas absorve muito energia da kitsune, principalmente a última. Em todos os casos, a cauda será visível, a menos que ela faça um esforço adicional. Se ela ficar bêbada, pode se descuidar e a cauda pode aparecer. A metamorfose vai fazer ela ficar com fome, porque absorveu muita energia dela.

Alguns acreditam que a verdadeira forma da kitsune é de um espírito ou fantasma e pode interagir com humanos de três formas: possuindo um mortal, manifestando-se ou criando um “avatar.” Manifestação implica na criação de corpo físico que acaba consumindo muito chi (energia vital) da kitsune, criando um corpo ágil e forte, mas não deixando muito mais espaço para outras ações.

Criar um avatar cria um corpo mais fraco com menos chi, só que facilmente destrutível, mas com economia de chi para realizar outras proezas. Quando o corpo da kitsune é destruído ela volta a sua verdadeira forma espiritual, essa sua mais vulnerável forma, apesar de que nessa forma espiritual os ataques físicos surtem pouco efeito.

Criar um avatar significa possuir um corpo de um defunto ou uma criança não nascida. Este seria o melhor meio de permanecer no mundo dos humanos. Há estórias de pessoas que morrem e se tornam kitsunes. Isso significa ou que a kitsune possuiu o corpo ou a pessoas se libertou do círculo de nascimento e renascimento e se tornou imortal. Em qualquer desses casos, o corpo ficou sem alma e a kitsune pode tomar posse dele. Para fazer isso é necessário que o corpo não tenha sido propriamente sepultado e santificado.

Alguns acreditam que a verdadeira forma da kitsune é de um espírito ou fantasma e pode interagir com humanos de três formas: possuindo um mortal, manifestando-se ou criando um “avatar.” Manifestação implica na criação de corpo físico que acaba consumindo muito chi (energia vital) da kitsune, criando um corpo ágil e forte, mas não deixando muito mais espaço para outras ações.

Enquanto em um corpo mortal, ela tem algumas habilidades que possuiria enquanto espírito verdadeiro. Isso significa metamorfose até certo ponto, e muitas vezes a cauda vai aparecer. Também poderá criar ilusões, causando má sorte a quem as vê.

Possuir uma criança ainda não nascida traz outros problemas. A mãe pode ficar doente ou fraca e quando a criança nascer é mais provável que a mãe morra. A kitsune irá crescer normalmente e se adaptar à vida mortal, e eventualmente ganhar muito dos seus poderes. Uma kitsune com corpo mortal pode mudar de forma.

Parece que muitas kitsunes, quando tomam conta de um corpo mortal, preferem tomar a forma de uma raposa, em vez de um mortal.

A kitsune, cuja verdadeira forma é espiritual, não consideradas mais do que almas com uma certa carga de chi, então matar uma kitsune é algo meio difícil de entender, já que elas já fazem parte do mundo espiritual e estão só se manifestado entre os humanos, mas de acordo com alguns, se pode “matar” uma kitsune. Essas formas só se aplicam às kitsunes “mortais”.

1) Devorados por um Dragão ou Oni (Demônio). Elas podem escapar de serem devorados por qualquer ser, se mudarem para sua forma espiritual e passarem através da criatura, mas não escapam de dragões e oni. Quando comidas por eles sua energia espiritual (chi) é absorvida e digerida até o ponto em que ela fica faminta e morre.

2) Exorcismo: uma kitsune pode ser totalmente destruída se for feito um determinado tipo de poderoso exorcismo.

4) Uso de armas mágicas ou sagradas: isso é muito raro e a fraqueza menos conhecida das kitsunes e depende da interpretação da pesoa. Algumas armas sagradas podem agir sobre elas como as balas de prata agem em lobisomens, outros dizem que matam até a forma espiritual ou o efeito pode variar.

Nota:

Para  ler uma lenda sobre a kitsune: “A estória de um jovem samurai que copiou o Sutra de Lótus em troca do descanso da alma de uma raposa” clique aqui

fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Kitsune

http://www.jh-author.com/kitsune.htm

http://www.narutobase.net/forums/naruto-manga/26515-japanes-myth-nine-tail-fox-kistune-kyuubi.html

http://www.scribd.com/doc/3870634/Kitsune-Japans-Fox-of-Mystery-Romance-and-Humor-by-Kiyoshi-Nozaki?autodown=pdf

http://starfox.wikia.com/wiki/Fox_McCloud

http://en.wikifur.com/wiki/Kitsune

http://www.arizonaenergy.org/Analysis/MakingSense/Chi%20&%20Energy.htm

http://www.cyberus.ca/~foxtrot/kitsune/kitsune6.htm

O Dragão na Mitologia Ocidental

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O Dragão na Mitologia Ocidental

O dragão não é um conceito apenas dos chineses. Ele ocupa um lugar de destaque nas lendas e literatura da maior parte dos países da Europa. Cicero em seu” de Divinatione ” Capítulo, parágrafo 30), Euripides em seu ‘Thilostratus”(Capítulo I, parágrafo 2), e Homero em “Íliada” (Capítulo II, parágrafo 309), todos mencionam dragões. A Bíblia, tem vinte e duas referências no Velho Testamento e trinta no Novo Testamento, e se refere ao dragão tanto alegoricamente ou como um animal real; entretanto, em muitos destas passagens, especialmente no Novo Testamento, a palavra “dragão” é um conceito infeliz, pois é evidente que em muitas das citações os autores das Escrituras evidentemente tinham a concepção de um animal que muito provavelmente se tratava do jacal.

Os mitos e lendas da Europa tem lugar para diversas estórias de dragão com o qual somos mais ou menos familiares. Entre outras está a lenda de Perseu, que salvou Andrômeda de um dragão e a estória de São Jorge e o Dragão; o conto de Sigfried, que matou um dragão em Worms e a estória de Beowulf, que no primórdios da História, despachou um dragão depois de matar Grendel.

O Rei Artur que foi chamado de temível Pendragon,” é descrito por Tennyson, em seu “Idills of the King”, sentado em um autêntico trono de dragão o qual rivalizaria em esplender àqueles do imperadores Manchu. A imaginação vívida do poeta nos deu essa descrição:

“A coroa real o dragão dourado sustentava
E embaixo no seu manto o dragão contorciam-se em ouro
E do entalhe atrás do trono surgem
Dois dragões ornados, deslizando para fazer
Braços para seu trono, enquanto o resto deles
Através de laços e fitas e dobraduras inumeráveis
Passando sobre os entalhes até se encontrarem
A nova forma na qual eles se perdiam.”

Muitas cidades costeiras e localizadas perto de rios na Inglaterra, França, Itália, Egito ainda recontam orgulhosamente suas lendas locais de dragões crués que foram mortos, após batalhas amgníficas, perto de bancos de rios ou do mar. Nós podemos ler sobre o Dragão Verde de Mordiford, o Dragão de Norwich, o Grande Dragão de Pittempton, o Dragão de Naples, o Dragão de Aries, o Dragão de Lyons, o Dragão de Marselha, Sebec, o Dragão do Nilo e muito mais. Estas estórias são orgulhosamente guardadas como tradições sagradas de suas cidades e países.

A concepção chinesa dos dragões apresenta uma criatura muito diferente destas nações na fronteira do Mediterrâneo e Atlântico. É verdade que há alguns pontos de semelhança, mas vamos chamar a atenção de apenas um, aquele à respeito sua visão aguçada. Ambos os tipos são dotados com uma ótima visão. O dragão chinês é surdo e isso explica, porque seus olhos, através de uma compensação natural, tenham alcançado um poder extraordinário. Sua visão é tão boa que ele pode facilmente distinguir um pedaço de grama milhas adiante. Em adição a isso é interessante lembrar que a palavra “dragão” em inglês é derivado do grego “drakon”, que significa “encarar” ou “ver”, e os clássicos mais que uma vez se referem ao animal como “dotado de aguda visão”. Nós não sabemos quem primeiro ligou o nome inglês “dragon” à concepção chinesa de dragão, lung, mas é dificilmente aceitável ao mestre Oriental dos mares ser identificado com o estigma que acompanha o seu companheiro inglês. Desde a recente revolução, muitos religiosos tem sido ouvidos para expressar sua grande satisfação em ver que a bandeira do dragão desapareceu para sempre.

O erro do uso da palavra dragão fez com que as pessoas confundisse o monstro maligno mencionado no livro das Revelações com o animal tão reverenciado pelos chineses. O dragão chinês da idéia ocidental generalizada em três pontos principais: na aparência, na personalidade e em consideração ao que se acredita. Na aparência, a concepção européia varia muito pouco da criatura da qual é o seu provável protótipo, salvo pela adição de um par de asas. As espécies chinesas estão em um patamar mais alto. O último tem uma cabeça maciça de onde emergem dois chifres galhados. Estas espécies, com a exceção de Chib Lung, ou Li Lung, não tem asas mas viagem de lugar em lugar pelas nuvens. Ainda, umas das grandes diferenças entre as duas variedades está na personalidade. O europeu é geralmente retratado com um monstro cruel, a personificação de tudo que é mal e inimigo do homem. A arte cristã o representa como o oposto da lei, harmonia e progresso e símbolo do pecado e paganismo. Nesse sentido alegórico, ele é retratado lutando contra São Jorge, São Miguel e São Silvestre, o qual personificavam a cristandade e a iluminação. Santos e mártires são retratados no ato de esmagar dragões sob seus pés. Ao passo que os dragões chineses, são sua antítese. É uma criatura benéfica, um amigo do homem. Ela traz a chuva que produz as colheitas e que por sua vez, traz comida. O terceiro ponto de distinção entre os dois dragões reside na consideração dispensada a eles. As espécies ocidentais eram criaturas horríveis, abjetas, evitadas e temidas pelos mortais, enquanto que os dragões asiáticos são objetos de reverência e mesmo culto pelos chineses. Esta criatura é de fato tão reverenciada que um dos mais sagrados títulos concedidos aos imperados era “O Dragão Verdadeiro”.

Mais sobre dragões:

http://www.crystalinks.com/chinadragons.html

https://casadecha.wordpress.com/2009/09/21/variedades-de-dragao-chines