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A Última Missão

Bombardeiro Boston

A guerra cria mais morte do que qualquer outra atividade humana, e também gera muitas estórias de fantasma. Causos de aeronaves fantasmas são bem documentadas,  mas poucos se comparam ao conto da tripulação de três  bombardeiros Douglas DB-7 Boston da segunda guerra mundial, que voltaram para preencher seus relatórios,  depois que tinha sido abatidos e mortos.

Após a queda da França, um esquadrão da British Boston´s foram mandados para uma missão de ataque das defesas costeiras alemãs. Na base dos bombardeiros, um marechal de ar da RAF estava presente para acompanhar o ataque e colher das tripulações das aeronaves, dados vitais para a Inteligência  sobre as posições inimigas.

O marechal do ar esperou, calculando cuidadosamente quando as aeronaves  estariam de  volta.

Eventualmente, na hora que ele esperava, ele ouviu o som de três, possivelmente quatro se aproximando.

Ele ouviu os aviões aterrisando.

Ele ouviu os motores sendo desligados.

Ele ouviu os  veículos vindo até o prédio de operações, as portas se abrindo e fechando e o som de passos dentro do prédio.

Finalmente, a tripulação dos três aviões estavam diante do marechal, com os rostos transtornados pelo terror  que eles tinham acabado de passar.

Não querendo perder tempo o marechal mandou as tripulações preencher seus relatórios de campo, certificando-se que incluíram seus nomes, classificação, número de série, data e hora.

Ele então disse-lhes para sair e beber uma merecida cerveja.

Quando o ajudante do marechal de ar entrou logo depois, ele teve uma grande dificuldade em convencer o oficial que todo o esquadrão tinha sido abatido sobre os seus alvos.

A Inteligência confirmou a tragédia, mas o marechal  tinha o relaorio escrito dos pilotos.

Mais tarde, foi confirmado que as tripulações dos bombardeiros foram mortos.  Não houve presos,  nem sobreviventes.

O que é particularmente notável neste caso é a prova escrita.

As pessoas que morrem de repente e violentamente frequentemente aparecem aos vivos.  Muitas vezes eles aparecem para os entes queridos ou pessoas que estão esperando por eles.

Alguns pesquisadores sugerem que isso se deve aos mortos não  acreditar que eles estão mortos,  e continua a pensar que ainda estão vivos.

Mas quando os espíritos descobrem que não eles têm nenhuma influência neste mundo – que  incapazes de escrever ou comunicar-se – eles geralmente entendem que já faleceram.

A morte, ao que parece, não apresentou nenhuma impecilho para esses homens incríveis.  Eles  tinham de completar sua missão – e assinar a papelada para torná-la oficial.

Fonte: http://hubpages.com/hub/GHOSTS-COMPLETE-THEIR-MISSION

Links:

http://www.boeing.com/history/mdc/havoc.htm

http://www.historyofwar.org/pictures_Douglas_A-20_Havoc_Boston.html

http://wiki.wwiionline.com/index.php/DB7

http://segundaguerramundialww2.blogspot.com/2010/06/junho-de-1940-queda-da-franca.html

Caronista da Segunda Guerra

Eu era um mecânico de aviões e estava trabalhando na Inglaterra em 92. Sempre me disseram que a Inglaterra é o país mais mal-assombrado da Terra, então não se surpreenda se você ver alguma coisa estranha se viajar para lá.

Toda a noite ele precisa atravessar um local ermo e sombrio - os pântanos cobertos de nevoeiro. Numa dessas noites, ele encontrou uma figura solitária no meio da névoa. Parecia perdido...

Me contaram todas as histórias locais e ouvi atentamente, alguns eram bem improváveis e algumas foram bastante interessantes. Eu tive que alugar uma casa fora da base, porque não havia casas dentro da área da base para os empregados.  O local mais próximo que pude encontrar foi no povoado de March.  Esta vila fica de cerca de 35 quilômetros ao norte da base e está na outra extremidade dos pântanos.  Os charcos são pântanos drenados que são usados pelos agricultores ingleses para plantar beterraba e batata. A terra é plana e vazia em todas as direções, mas tem partes de sebes e de floresta para proteger a terra de erosões provocadas pelo vento.  Esta terra está sempre coberta com um nevoeiro pesado durante a noite e não é um lugar bom para um carro pifar.  Eu sempre deu um suspiro de alívio depois de passar esses charcos.

Eu sempre pegava os caronistas nessas charnecas, isso porque há uma tradição na vila (dito a mim pelo meu vizinho inglês) que esta é a única maneira de muitos fazendeiros que voltam do trabalho em seus campos  chegar em casa e também é o único transporte para alguns trabalhadores de fábricas poder ir para o emprego (eu nunca daria carona nos Estados Unidos…).  Eu fiz bons amigos na Inglaterra fazendo este pequeno favor e eles ainda me escrevem até hoje.

Heinkel He 111 durante a Batalha da Grã-Bretanha

Uma noite eu estava voltando do trabalho por volta de duas horas e eu estava a meio caminho de casa através dos pântanos. A neblina estava pesada naquela noite e eu dirigia  cerca de 300 metros sem visão nenhuma. Eu tinha acabado de sair de uma parte do nevoeiro, quando notei um homem parado à beira da estrada.  Ele estava vestido com um macacão cinza-azulado e parecia estar usando um capacete de soldador.  Sob o seu braço parecia haver um lençol rasgado branco-acinzentado que ele vinha arrastando atrás de si. Eu dirigi devagar mas ele não deu indicações de que eu estava lá e ele olhava para mim como se estivesse perdido. Eu estava pensando comigo mesmo, que isso era estranho, era tarde da noite, será que eu deveria parar e pegá-lo?

Eu, pelo menos, não gostaria de ser pego de surpresa no pântano durante a noite. Então eu parei e esperei.  Eu vi ele começar a se aproximar do carro pela janela traseira esquerda (eu tinha um carro britânico na época, um Austin Mini).  Estendi a mão para destravar a porta do passageiro para deixá-lo entrar. As luzes e faróis de repente ficaram fracos e o carro correu.  Examinei o carroo procurando um vazamento de óleo ou algo incomum.  De repente, todo a força voltou e o  carro começou a andar normalmente de novo.  Eu olhei para trás para ver o que o mochileiro estava fazendo e ele tinha ido.  Eu disse a mim mesmo (O que está acontecendo? Onde ele foi?). Então, fiz uma idiotice,  tirei uma lanterna do porta-luvas e sai do carro.  Olhei em volta pensando que ele poderia ter caído em uma vala e precisava de ajuda. Eu procurei por cerca de 2 minutos e não conseguiu encontrar ninguém.

Os cabelos na parte de trás do meu pescoço começaram a arrepiar e eu fiquei em estad0 de choque. Voltei para o carro pensando que eu precisava sair dos pântanos depressa. Alguns dias se passaram e eu não contei a ninguém da minha experiência.  Eu pensei que estava cansado das longas horas no trabalho e da viagem para casa.

Então um dia, eu estava voltando do trabalho, alguns dias depois e a polícia havia bloqueado a estrada no caminho paraos pântanos.  Eu saí do carro para ver o que estava acontecendo. A polícia disse-me que um fazendeiro encontrou um velho bombardeiro alemão da Segunda Guerra Mundial (Hienkel 111), com a tripulação ainda a bordo. Aproximei-me do local do acidente por ser curioso e mórbido.  Notei que os membros da tripulação do bombardeiro (ou o que restava deles…) estavam vestindo macacão cinza-azulado e usando um capacete de vôo feito de couro que se parecia com os de soldadores. Também um dos membros da tripulação tinha um pára-quedas rasgado e desfiado perto dele e que já estava branco-acinzentado, uma ponta estava presa e esticada atrás dele.

Eu acho que a única coisa que ele queria era ir para casa …

http://library.thinkquest.org/04oct/01038/Dangerfield%20Newby.htm

Fantasmas alemães da Segunda Guerra

Um post meio sem jeito hoje, mas que tive a idéia ao ler sobre um filme que está em produção, “Panzer 88″, onde soldados alemães, durante a Segunda Guerra, encontram algo realmente macabro nas florestas russas!… Para quem curte o mix de sobrenatural e Segunda Guerra, também vale dar uma conferida em “The Bunker” . onde sete soldados ficam abrigados numa casamata e acabam descobrindo que lá eles não estão tão seguros quanto esperavam e que alguma coisas podem ser piores que metralhadoras e fuzis…

Todo o lugar onde ocorreram massacres, mortes, segundo se conta, são locais onde se costuma ver aparições, fantasmas e afins… E claro, locais onde algo de ruim aconteceu durante a Segunda Guerra não são diferentes! É só verificar as inúmeras estórias de fantasmas, incluindo de aviões, vistos em antigas bases aéreas usadas nessa época.

Então só pra terminar a semana, traduzi alguns “causos” que encontrei nesse site e espero pelo filme!

Babenhausen – museu da caserna Babenhausen – luzes apagando e acendendo sozinhas, vozes no porão. No campo de treinamento aparecem fantasmas de  soldados. Na área destinado aos barracões do quartel se ouvem passos mas ninguém é visto, e muitas vezes se atende o telefone e uma voz de mulher é ouvida – falando ao contrário! Além disso, as descargas dos banheiros funcionam sozinhas.  Dizem que em 1800 uma bruxa foi enforcada no local e que em nas primeiras décadas do século 20, ela voltou e seduziu cinco sodados. Eles desapareceram, por isso se diz que elas os matou.

Cölbe – rua Lückenstrasse (Lückenstrasse) – estranhos ruídos como passos podem ser na casa nº 8, pois uma senhora que morava lá morreu.

Campo de concentração de Dachau. Aparecem estranhas figuras em vermelho e preto quando se tira fotos na área externa perto dos barracões, mesmo perto de câmaras de gás nunca usadas.  Não há problemas em fotos tiradas em outros locais do campos, somente ali.

Dresden – várias ruas – estórias de lamentos e gritos na área que costumava ser um hospital e onde muitas crianças e mulheres morreram durante a segunda guerra.

O anfiteatro nazista de Heidelberg, onde se acredita que há aparição de fantasmas. Segundo os populares, é um lugar com uma "aura" muito pesada, que chega a dar arrepios em que o visita. Foto pot Cory Wendorf.

Heidelberg – Torre das Bruxas/Anfiteatro nazista – dizem que é um local de convergência de energia espiritual, perto do rio Neckar até o castelo Heidelberg Castle. Este local tem um magnetismo espiritual desde o tempo dos celtas. Há muitas ruínas celtas, ruínas de um monastério romano (600 depois de Cristo) em um anfiteatro nazista construídos nos anos 30 para o recrutamento da juventude nazista.  Estórias falam de aparições e lamúrias e de tudo um pouco. Pessoas contam de estranhas sensações elétricas em noites sem lua e a vontade de correr de lá, depressa!

Keansburg – castelo de Kranzberg Castle – aparições, esferas, e todo o tipo de coisas estranhas tem sido visto e fotografada ali. Lá foi usado comoo quartel da 92ª divisão de Hitler, durante a Segunda Guerra.

Kaiserslautern – Caserna Panzer Kaserne – passos pesados, passos na escada e papel sendo rasgando podem ser ouvido nas salas durante a noite quando as luzes se apagam.  Um sentimento de terror e frio habitam esse local que antes era usado como escritório, especialmente no terceiro andar.

Scwheinfurt Quartel Conn – – lugar de um antigo hospital nazistal, no setor psiquiátrico da cidade e que também era um refeitório de uma fábrica nazista. Hoje serve como quartel para soldados do exército americano. Em duas ocasiões diferentes,  duas pessoas que não se conheciam, dormiram nesse quatro e tiveram o mesmo sonho assustador. Os soldados estavam acordados em suas camas, num quarto local acima de outro quarto que naquela época era o local onde estocavam o corpo antes de embalsamar. No quarto apareceu um soldado nazista, olhando para eles e fazendo comentários a uma enfermeira ao seu lado, com o uniforme coberto de sangue.  Ela tem uma aparência muito triste. O soldado ordena que ela faça algo, mas não se entende porque ele fala em alemão. Logo em seguida, ela sufoca o soldado que acordo do sonho. Este dois soldados nunca se encontraram antes.

Worms – quartel Taukkunen  – foi um quartel americano durante a guerra fria. Hoje em dia é um propriedade privada. Se localiza na rua Mainzer Strasse.  Foi construído no século 19 e usado pelo exército alemão durante a segunda guerra. Tem uma série de túneis e bunkers, mas foram lacrados.  Aparentemente é assombrados por soldados alemães da segunda guerra. Eles fazem festas no local e fazem um bocado de barulho.

Tradução e fonte:

http://theshadowlands.net/places/germany.htm

Mais links:

http://www.bloody-disgusting.com/interview/624

http://www.cinematical.com/2010/08/24/could-weta-make-panzer-88-the-next-big-thing/

http://portugalparanormal.com/index.php?topic=1955.0

Foto do anfiteatro nazista (muito estranho esse lugar!):

http://www.zoot.org.uk/gallery/v/random_11_06/HPIM1016.jpg.html

O noivo da rã

Hansl procurava uma noiva e não podia imaginar que uma rã o ajudaria

Era uma vez havia um pai que tinha três filhos. Ele mandou dois procurar noivas para eles, entretanto,  o terceiro, a que chamavam Hansl O Estúpido, resolveu ficar em casa e alimentar os animais.  O pai não estava satisfeito com isso, assim finalmente disse: “Apenas vá! Você pode procurar uma noiva também!”

Então Hansl se foi, e ele chegou a uma grande floresta.  Do outro lado da floresta havia um lago.  Um sapo estava sentado nas margens da lagoa, e ele perguntou:  “E agora, Hansl,  aonde você está indo?”

“Oh, eu estou procurando uma noiva!”

“Case comigo!”  disse o sapo, e para Hansl estava tudo bem,  porque ele não sabia onde poderia encontrar uma noiva.  O sapo pulou na lagoa,  e Hansl voltou para casa.

Seus irmãos já estavam lá, e eles queriam saber se o tolo encontrou uma noiva. “Sim”, disse Hansl, “eu já tenho uma!”

No dia seguinte, o pai deu a cada um um monte de linho,  dizendo: “Vou dar uma casa aquele cuja noiva seja capaz de tecer o mais bonitos dos fios emtrês dias.” Em seguida, cada um foi embora, incluindo Hansl.

O sapo estava novamente sentado no banco da lagoa. “Agora, meu noivo, onde você está indo?”

“Falar com você. Você pode tecer?”

“Sim”, disse o sapo. Basta amarrar o linho em minhas costas.”

Hansl fez isso, e o sapo pulou na lagoa. Um fio de linho estava aparecendo na superfície e outra ponta estava no fundo do lago. “É uma pena sobre o linho. Se estragou”, pensou Hans, e ele, infeliz, voltou para casa.

Mas, mesmo assim, no terceiro dia ele voltou para a lagoa. O sapo estava novamente sentado no banco, e ele perguntou: “Agora, noivo, onde você está indo?”

“Já teceu?”

“Sim”, disse o sapo pulando na lagoa, e voltou com a meada de um fio de linho que era o mais bonito do que qualquer outro que tenha sido fiado. Hans estava feliz, e ele correu de volta para casa alegre, e ele com certeza tinha  o mais lindo dos fios.

Os irmãos se queixaram, e então o pai disse: “Vou dar a casa para aquele que trouxer para casa a noiva mais bonita.”

Os irmãos se foram mais uma vez, mas desta vez Hansl levou uma jarra de água com ele.

Os outros dois queriam saber: “Por que você está levando essa garrafa de água com você?”

“Para colocar a minha noiva dentro”

Os dois riram, “Ele deve ter mesmo uma noiva linda!”

A rã já estava sentada perto da lagoa. “Agora, meu noivo, onde você está indo?”

“Hoje eu estou voltando por você!”

Então a rã pulou na lagoa e voltou com três chaves. “Vá lá em cima”, disse. “Há um castelo lá.  Uma das três chaves abre a sala de estar, uma abre o estábulo, e outra a carruagem. N a sala há três túnicas:  uma vermelha, uma verde e uma branca.  No estábulo, há dois cavalos brancos,  dois pretos e dois marrons.  No estábulo você encontrará três coches:  um de ouro, um de prata e um de vidro.  Em cada lugar que você pode pegar aquele que você quiser”.

Uma vez dentro do castelo Hansl primeiro tentou o manto vermelho, mas ele não gostou: “Isso me faz parecer um açougueiro.” Ele não gostou do verde também: “Faz-me parecerum caçador.”  O branco bem caiu melhor.  Então ele foi para o estábulo e levou os cavalos marrons.  Na casa da carruagem, ele primeiro quis pegar a de ouro, mas era demasiado nobre para ele.  A de prata era muito pesada, então ele pegou a de vidro.  Ele engatou a parelha com os cavalo marrons e foi para o lago.

Uma bela e jovem mulher estava lá.  Ela disse, “Você me redimiu. Se você pegasse a melhor coisa em cada lugar, então eu teria que continuar a ser um sapo.  E essa floresta é um grande pomar e, a lagoa é um jardim de rosas. Tudo isso pertence a você.  Deixe o seu irmãos ficar com a casa. Você poderá se casar com quem quiser. ”

“Não, você deve vir comigo, assim meu pai e meus irmãos, poderão te ver.”

Então, ela partiu com ele. O pai e os irmãos ficaram espantados quando viram Hansl com a linda e jovem mulher no coche.  Mas de súbito ela desapareceu e voou para os ceús na f orma de uma pomba branca.  Hansl deu a casa a seus irmãos.  Ele se casou com uma mulher local e foi muito feliz.  E se ele não morreu, então ele ainda deve estar vivo.

Fonte: Jungbauer Gustav, Märchen-Böhmerwald (Passau, 1923).

Site: http://www.pitt.edu/~dash/type0402.html#jungbauer

Mais sobre noivas em forma de animal: http://www.pitt.edu/~dash/type0402.html

Notas:

Sobre a foto do lago: a foto foi tirada pelo Serviço de Parques Nacionais (National Park Service) e e interessante a nota que se lê no site da Wikimedia, que a foto, sendo um trabalho do Governo dos Estados Unidos, o trabalho está em domínio público.  Mais informações no site citado acima e  na política de copyright do NPS .

Isso é importante de mencionar porque já vi muitos usuários da blogsfera atribuindo o copyright de fotos antigas a si mesmos, e na verdade as fotos que eles baixaram que pertencem a site federais dos EUA. É um caso de estudar mais sobre a lei do copyright. Muito bom que o site do serviços de parques esclarecesse bem o assunto.

Vale a pena dar uma conferida no site do NPS.

O fantasma do U-boat

haunted Submarine UB65
The U-Boat e Kapitänleutnant Walther Schwieger  COMMANDER OF U 14-20-88 (ver Nota 1) blog it

Nós ouvimos muitas estórias de casas assombradas, mas dificilmente ouvimos a respeito de submarinos assombrados. Nesse caso um U-boat (1) alemão. Esse caso clássico se refere ao U-65, um submarino U-boat de classe 24 designado para operar nos portos ocupados da Bélgica durante a Primeira Guerra Mundial.

Sua tripulação completa consistia de 3 oficiais e 31 subalternos. A quilha do U-boat em construção estava no estaleiro de Wilhelmshaven em junho de 1916, e sua onda de azar estava para começar.

Sua primeira vítima morreu logo no começo de sua construção, quando uma viga de metal pesado, que estava sendo baixada para o casco, escapou do guindaste e caiu no esqueleto do navio, matando um dos operários alemãos instantaneamente.  Um segundo trabalhador morreu dias depois no hospital em consequência dos ferimentos. Três homens morreram na sala de máquina envenenados por vaporer venenosos. Um total de cinco homens já haviam morrido antes mesmo do barco ir para o mar.

Em teste no mar mais um desastre aconteceu, quando um marinheiro, mandado para inspecionar as escotilhas, foi tragado pelo mar e desapareceu. Os testes decorrera sem mais incidentes, até que o capitão deu ordens para o primeiro mergulho do submarino. Em vez de nivelar a 30 pés como o capitão havia ordenado, o bote afundou totalmente, acontecendo uma rachadura em um dos tanques de lastro frontais. A inundação alcançou as baterias gigantes e na hora em que o U-65 finalmente emergiu, depois de 12 horas, toda a tripulação estava sofrendo os efeitos da fumaça tóxica criada pela inundação das baterias. Dois homens morreram no hospital logo após chegarem em terra. No total oito homens morreram antes de suas operações.

Finalmente no começo de fevereiro de 1917, o U-65 foi comissionado na Marinha Imperial Alemã e para seu comando foi designado Oberleutnant Karl Honig. Não demorou muito e ele experimentou o azar que acompanhava o navio. Enquanto torpedos estavam sendo carregados antes do U-65 sair em sua primeira patrulha, uma ogiva explodiu, matando o segundo oficial e oito marinheiros. Outros nove ficaram seriamente feridos. Enquanto o U-boat estava sendo rebocado para a doca para reparos, um tripulante, em completa histeria, jurou que tinha visto o fantasma do segundo oficial em pé na proa, com os braços cruzados. Outro marinheiro, chamado Petersen, afirmou ter visto a mesma aparição fantasmagórico do oficial. Um dia antes da primeira patrulha, Petersen deserta.

Finalmente, após um total de 17 mortos, o submarino foi mandado em sua primeira missão. Durante o curso da patrulha diversos homens relataram ter visto o fantasma do oficial novamente e em uma ocasião, um oficial foi encontrado chorando histericamente sobre a ponte, depois de ter visto a mesma aparição na proa. Três marinheiros, que se juntaram ao submarino em Zeebrugge, viram a figura antes mesmo de alguém dizer que o barco era assombrado.

Em fevereiro de  1918, depois de uma patrulha em the Dover Straits, e após várias outras aparições do oficial fantasma, incluindo uma ocasiçao em que ele falou com um dos marinheiros da parte frontal da sala de torpedos, o U-65 ancorou em Bruges. A tripulação ficou aliviada em estar em terra novamente, mesmo sabendo que as docas estavam sob ataque dos avisões ingleses. O capitão Oberleutnant Honig, quando estava deixando o barco para ir ao Clube dos Oficiais, foi decapitado por estilhaços quando ele descia pela prancha. Seu corpo sem cabeça foi carregado de volta para o U-65. Aquela noite, nove homens, incluindo um oficial, viram o fantasma do segundo oficial junto ao corpo do capitão. Um homem pediu transferência para um submarino reserva em Bruges. Um padre foi chamado para fazer um exorcismo.

Em junho de 1918, as perdas do U-65 estavam se tornando um problema para o Comando Naval Alemão e o submarino foi obrigado a fazer serviços de patrulha. Em 30 de junho, ele foim mandado para o que seria sua última patrulha. Na manhã de 10 de julho, o submarino americano L-2 estava patrulhando nove milhas ao longo de Cape Clear, na Irlanda, na profunidade de periscópio. O capitão americano estava estudando o local quando ele avistou o submarino que emergia. O capitão do submarino americano estava prestes a dar ordem de disparar dois torpedos, quando foi surpreendido por uma devastadora explosão que rasgou o U-65 de popa à proa.

O capitão mais tarde disse que imediatamente antes da explosão, ficou espantado ao ver a figura solitária de um oficial alemão em pé na proa.

Nota:

(1)

De acordo com o site  Paranormaland, a foto do militar que vemos é do comandante Schwieger do U-88. Ele ficou famoso pelo afundamento do Lusitania. O submarino que ele comandava, o U-88, foi afundado em 5 de setembro de 1917, muito antes do afundamento do U-65. Penso que usaram a foto dele no site apenas para ilustrar como seria um comandante alemão da época.

(2)

Significado de U-boat: U-Boot (Inglês: U-Boat, também utilizado em português) é originado da palavra alemã Unterseeboot (literalmente “barco debaixo-de-água”). …Ou seja, submarino.

Traduzido do site:

http://www.subsim.com/radioroom//archive/index.php/t-94969.html

Mais sobre:

http://socyberty.com/history/we-all-live-in-a-haunted-submarine-2/

www.scaryforkids.com/haunted-submarine/

http://www.subsim.com/radioroom/archive/index.php/t-83769.html

http://www.uboat.net/wwi/boats/index.html?boat=65

Mais sobre U-boats:

http://en.wikipedia.org/wiki/UB-65

http://en.wikipedia.org/wiki/U-boat

http://www.wisegeek.com/what-is-a-u-boat.htm

O Lobisomem de Morbach

Lobisomem

A Lenda do Monstro de Morbach se refere a um lobisomen visto nos anos 80, na cidade de Wittlich (hoje Bernkastel Wittilich) Morbach é uma vila, onde ese localiza um depósito de munição. É perto da vila de Wittlich. Trata-se de vilas vizinhas, do distrito de Wittilich.

Segundo diz a lenda, em 1812 houve uma deserção em massa do exército de Napoleão, após sua derrota em Moscou. Thomas Johannes Baptist Schwytzer era um desses desertos, e junto com alguns russos com quem fez amizade, estava voltando para a Alsácia, seu estado natal. No caminho, estando mortos de fome, viram uma fazendo e a saqueram. Entretanto, foram descobertos pelo fazendeiro e seus filhos. Thomas e sua gang matou a todos. A mulher do fazendeiro viu tudo e antes que ele abrisse o crânio dela, ela lançou uma maldição sobre ele, toda lua cheia ela se transformaria em um lobisomem sanguinário.

Capa do Livro "The Werewolf In Lore and Legend" de Montague Summers. Dover Publications.

A maldição parece que funcionou, porque ele se tornou totalmente incontrolável. Seus roubos, assassiantos e estupros assustaram até seus amigos russos, que o abandonaram. Ele se juntou a alguns bandidos e vagabundos, mas nem essse tiveram estômago para sua violência.

Um dia, em suas andanças, ele avistou a linda filha de um fazendeiro local, Elizabeth Beierle. Esperou a noite e voltou para estuprá-la. Logo, os moradores suspeitaram dele e procurando-o na floresta, o encontraram junto ao fogo em seu acampamento. Perseguiram e mataram o desertor, enterrando-o em uma encruzilhada. Nesse mesmo local, ergueram um templo, e nesse templo sempre havia uma vela acesa. Nunca poderiam deixar essa vela se apagar. Se isso acontecesse, o lobisomem voltaria a assombrar as paragens de Wittlich. Elizabeth deu à luz a um menino nove meses mais tarde, deu a ele o nome de Martin e ele e sua descendência nunca deram sinais de licantopria, pelo contrário, foram sempre cidadãos honrados e amados por todos.

Séculos se passam e na década de 80 do século 20, mais precisamente em 1988, um grupo de guardas de segurança estavam a caminho de seu posto em Morbach, quando notou que a vela estava apagada. Todos fizeram piadinhas, dizendo “olha, o lobisomem vai voltar a atacar!”…

Mais tarde naquela noite, perceberam uma movimentação junto à cerca do depósito (1). Quando o guarda foi investigar viram um enorme cão ou lobo parado junto à cerca, de pé sobre as patas traseiras. A criatura pulou facilmente a cerca de 2 ou 3 metros. Foi trazido um cão para farejar a trilha da criatura, mas ele ficou aterrorizado e se recusou a seguir os rastros.

Diz-se que na verdade, conforme pude ler em vários fóruns e sites, o relato de 1988 trata-se de uma estória inventada pelos guardar entediados. Imagino que deve ser extremamente chato ficar vigiando munição em uma pequena vila alemã. Mas quanto ao relato do desertor, o lobisomen original por assim dizer, trata-se de um relato histórico ou lenda conhecida.

De qualquer forma, os bons cidadãos de Morbach com certeza vão preferir que a vela permaneça acesa, afinal prevenção e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém…

Nota:

(1) No original, é relatado que o sensor do perímetro acusou a presença do lobisomem, mas segundo algumas fontes, não há sensor de perímetro naquela base. Optei por excluir esse detalhe.


  • Fontes:

Para ler um conto sobre uma mulher lobo da Croácia:

https://casadecha.wordpress.com/2010/06/10/a-mulher-lobo/

Canibalismo e Poder

Uma da grande perguntas para quem assiste ao seriado Heroes, desde que vilão Sylar  (Zachary Quinto) fez sua aparição é: Ele é canibal? Ele come o cérebro de suas vítimas?

Sylar (o verdadeiro nome é Gabriel Gray). Um dia ele descobriu que poderia absorver a habilidades de outros “heroes” quando comia o cérebro destes… Apesar da se supor isso, nunca se viu uma cena em que ele “canibalizava” alguém. Porém quem assiste ao seriado vê que sempre que ele mata alguém a caixa craniana está aberta, mas parecendo que ele realmente praticou o canibalismo com a finalidade de se tornar mais poderoso.

sylar

Depois de algumas temporadas a personagem Mohinder concluiu que Sylar, ao examinar o cérebro das vítimas,  descobria a conexão do cérebro com o poder, assim absorvendo a habilidade das vítimas. O fato de ele ser um relojoeiro habilidoso é uma metáfora para a sua habilidade de absorção de poderes.

Mas essa idéia de comer partes humanas para sugar poder, coragem  e habilidade é nova?

Na verdade, além de usar a carne humana para matar a fome, em casos de extrema necessidade  há o canibalismo ritual, que pode ser praticado tanto pelo amor ao morto, como nos casos dos Wari no Brasil, como para adquirir o seu poder.

Nesse casos o consumo de partes humanas traria habilidades especiais a quem consome, como no caso dos “homens-leopardo” africanos. O culto ao leopardo é praticado desde  Egito Antigo, o leopardo era associado com o Deus Osíris e para muitos tribos africanas ele é um totem poderoso, que seria o guia dos mortos para outra vida.

Na África, o culto ao leopardo era praticado principalmente em Serra Leoa e Nigéria. Os membros do culto matavam suas vítimas com facas e garras de aço. Depois bebiam o sangue na frente dos outros membros. Eles acreditava que consumindo a carne e o sangue eles ganhariam superpoderes e poderiam eles mesmos se transformam em leopardos. Comer a carne de um inimigo era um meio de absorver a força vital ou o espírito deste, quanto mais corajoso mais valorizada a carne. No século 20 o culto ainda existia. Houveram várias matanças, durante a Primeira Guerra Mundial e em 1946 eles mataram 48 pessoas em um só ano.

Fora os casos citados, há várias culturas que acreditam que praticar canibalismo seria uma forma de adquirir poderes….

No caso do vilão mais amado de Heroes, talvez não seja uma verdade. Mas sabiamente os roteiristas insinuaram esse que é um dos maiores tabus da humanidade.

Notas:

Canibal:

O termo canibal deriva de Carib ou Caniba, uma tribo que supostamente praticava o canibalismo. Esse costume é muito antigo na estória humana, e tem sido encontrado entre várias pessoas na maior parte dos continentes.

O canibalismo é um assunto considerado tabu, mesmo entre os antropologistas. Quando os europeus colonizaram as Américas, eles diziam que o canibalismo era a expressão da selvageria dos povos que viviam aqui, e isso servia de justificativa para usar métodos violentos para subjugar esses povos. Por isso o papa Inocêncio IV tratou de dizer que era pecado e dizendo que todos aqueles que fossem canibais podiam ser escravizados…

Mas os próprios europeus praticavam um tipo de canibalismo. Haviam remédios feitos de sangue, que era usado para epilepsia e partes humanas (de criminosos executados) eram ingredientes para remédios contra artrite, dificuldade de reprodução e outras. Muito popular era improtar parte de múmias para a produção de medicamentos.

Canibalismo por escassez de comida:

O canibalismo pode acontecer por diversas razões, entre elas o homem pode atacar outro pela falta de outra presa. Isso aconteceu em várias ocasiões durante a estória.

Foi comprovado que durante a grande fome no Egito no ano 1064-1072 antes de Cristo. Os cruzados praticaram o canibalismo após o cerco de Ma’arrat al-Numan em 1098.

Na Europa, haviam relatos de casos de canibalismo no século 14, mas eles eram sempre desacreditados. Mas quem pode afirmar que não eram verdadeiros? O homem quando acossado pela fome, acaba por esquecer o que é socialmente aceitável e pode retornar ao canibalismo. Isso seria uma questão de sobrevivência. Por isso, a fome é sempre motivo para comer carne humana.

Nos tempos mais modernos, houveram dois casos famosos de naufrágio e prática canibal: s sobreviventes do navio francês Medusa em 1816 praticaram o canibalismo após quatro dias à deriva. Assim como os sobreviventes do balleiro Essex também concordaram com a prática.

Nos Estados Unidos, em 1870, Alfred Packer matou e comeu seus companheiros de viagem. Ele acabou sendo solto por falta de provas, mas muito tempo depois a evidência forense provou que ele realmente tinha cometidos os crimes.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foram citados muitos casos de canibalismo entre outros entre os russos e japoneses. Na União Soviética, devido ao isolamento provocado pela guerra, muitas aldeias ficaram sem abastecimento de comida. Houveram relatos de corpos de pessoas achados sem partes da carne. Também há o casos dos militares japoneses que executaram e comeram prisioneiros norte-americanos.

Um dos casos mais famosos é do time de rúgbi uruguaio, que após a queda do avião nos Andes foram obrigados a comer carne humana. Nesse caso, até o papa os perdoou.

Links:

http://en.wikipedia.org/wiki/Carib

http://exploration.vanderbilt.edu/news/news_cannibalism_pt2.htm

http://www.unexplainedstuff.com/Secret-Societies/The-Leopard-Men.html

http://www.warriors.egympie.com.au/cannibalism.html

http://www.experiencefestival.com/cannibalism_dictionary

http://en.wikipedia.org/wiki/Cannibalism

http://en.wikipedia.org/wiki/Sylar

http://www.zacharyquinto.com/

Sobre gatos

Arensnuphis (Ari-hes-Nefer, Arsnuphis, Harensnuphis)

Um deus benigno da Núbia e Egito.

Ele tinha um templo em Philae, onde era conhecido como o companheiro de Ísis, a principal divindade local. Ele é representado sob a forma de um leão, ou como um homem usando uma coroa de plumas.

Bast Bast

A deusa egípcia da lua,  gatos e sexualidade, ela é representada tanto como um gato com cabeça de mulher ou como um gato.

Dedun (Dedwen) Dedun (Dedwen)

O deus  núbio e/ou egípcio da riqueza e do incenso.

Ele está associado com as terras do sul. Dedun (Dedwen) é normalmente representado na forma humana, mas também como um leão.

Freya (or Freija) Freya (ou Freija)

Freya, deusa nórdica do amor e da beleza, tinha uma carruagem puxada por dois enormes gatos cinzentos. Ela é freqüentemente retratada com gatos brincalhões.

Grimalkin Grimalkin

O gato cinza de poderes mágicos da tradição celta. Apontado em várias fonte como familiar  às bruxas.

Mafdet Mafdet

Uma deusa egípcia em formato felino, possivelmente de uma pantera. Ela foi observada, principalmente, como um destruidor de serpentes e escorpiões.

Mahes Mahes

A personificação egípcio do calor do verão, chamado de “Senhor do massacre”. Ele é representado como um leão ou um homem com uma cabeça de leão. Ele era adorado principalmente na área do Delta do Nilo.

Malaysia Malásia

Malaios venerado o gato como uma criatura divina que conduziria a sua vida futura viagem do inferno ao paraíso. Anyone who killed a cat was required to carry and stack as many coconut tree trunks as the cat had hairs. Qualquer um que matasse um gato era obrigada a transportar e empilhar troncos de coqueiro no mesmo número de pelos da gato morto.

Menhit (Menchit) Menhit (Menchit)

Uma antiga deusa leoa, e uma deusa da guerra. Ela é a esposa do deus Chnum Deus, e seu filho é o deus Hike. Os três eram adorados como uma tríade de Latopolis (a Esna atual), no Alto Egito.  Seu nome significa “ela que abate”.

Narasinha Narasinha

O homem-leão, quarta encarnação de Vishnu.

Para Pará

Antigo espíritos familiares finlandês que aparecem na forma de um gato, cobra, lebre, ou sapo.

Eles multiplicam a quantidade de comida e dinheiro que eles roubam da casa.

Ra Ra

O deus egípcio do Sol, Ra, transformou-se em um gato para fazer guerra à escuridão-serpente.

Raiju Raijū

Um demônio japonês cujo nome significa “animal trovão”. É um demônio do relâmpago na forma de um gato, um texugo ou fuinha. Durante trovoadas, torna-se extremamente agitado e salta de árvore em árvore. If a tree shows the marks of lightning, people say that Raiju’s claws have scratched it open. Se uma árvore mostra as marcas de raios, as pessoas dizem que que as garras do raijū a arranharam.

Sakhmet, Sekhmet Sakhmet, Sekhmet

Deusa da guerra com cabeça de leão.

Siam Siam

Deuses-rei siameses que usaram um gato para transportar suas almas além da morte. It was believed that the soul rested for the cat’s natural life span before entering Paradise. Acreditava-se que a alma descansaria pois a vida natural do gato aumentava antes de entrar de entrar no Paraíso.

Singa Singa

Um dragão mítico do povo indonésio Batak que vivem nas montanhas no norte de Sumatra. Singa aparece na forma de um leão e mostra muitas semelhanças com os benéficos Nagas hindu.

Tjilpa Tjilpa

O homem-gato totêmico ancestral dos aborígenes da Austrália.

Tsun-Kyanske Tsun-Kyanske

Esta Deusa birmanês da transmutação das Almas, foi venerado por sacerdotes e os seus gatos, acreditava se que os animais podiam  se comunicar diretamente com a deusa.

fonte wuzzle.org/cave/catbits.html

SAPINHA – PUDDOCKY

Tree Frog

SAPINHA – PUDDOCKY

Era uma vez mediante uma mulher muito pobre que tinha uma filha pequena chamada ‘Salsa’. Ela era chamada assim porque gostava mais de comer salsa do que qualquer outra coisa, na verdade dificilmente ela comia algo além disso. Sua pobre mãe não tinha dinheiro suficiente para comprar salsa para ela todo dia, mas a criança era tão bela que ela não podia recusar nada a ela, e assim toda noite ela roubava grandes ramos do cobiçado vegetal do jardim de uma velha bruxa que vivia perto, para satisfazer sua filha.

O notável gosto pela salsa logo se tornou conhecido, e assim foi descoberto o furto. A bruxa chamou a mãe da menina e propôs que ela deveria entregar sua filha para que ela a criasse, assim ela poderia comer quanta salsa ela quisesse. A mãe ficou satisfeita com esta sugestão, e assim a bela Salsa foi morar com a bruxa.

Um dia três príncipes, a quem o pai tinha enviado para o estrangeiro, chegaram à cidade onde viveu e Salsa perceberam a linda garota penteando seus longos cabelos na janela. Nesse momento todos irremediavelmente caíram de amor por ela, e eles ardentemente desejaram ter a garota para a sua esposa, mas mal eles manifestaram o seu desejo com um suspiram, ficaram loucos de ciúme e brandiram suas espadas uns contra os outros. A luta foi tão violenta e o barulho tão alto que a velha bruxa quando ouviu isso, disse: “Claro que Salsa é culpada disso tudo”.

E quando ela se convenceu disso, ela deu um passo em frente e cheia de ira por causa das brigas e discussões por causa da beleza de Salsa, amaldiçôo a menina e disse:

“Eu desejo que você vire um sapo, sentado debaixo de uma ponte no fim do mundo!”

Mas essas palavras foram pronunciadas e Salsa se transformou num sapo e desapareceu da vista. Os príncipes, assim que a causa da briga desapareceu, guardaram as suas espadas, beijaram carinhosamente uns aos outros, e voltaram para o castelo.

O rei estava cada vez mais velho e fraco, e quis que o seu cetro e coroa fossem passados para um dos seus filhos, mas ele não conseguia imaginar qual dos três que ele deveria nomear como seu sucessor. Ele determinou que a sorte deve decidir por ele. Então, ele chamou seus três filhos ele e disse:

“Meu caro filhos, estou cada vez mais idoso, e estou cansado de reinar, mas eu não consigo pensar em qual de vocês deveria herdar minha coroa, pois amo vocês todos igualmente. Ao mesmo tempo eu gostaria de que o melhor e mais inteligente reinasse sobre o meu povo. Estou determinado a lhes impor três tarefas e quem as desempenhar melhor será o meu herdeiro. A primeira coisa que vou pedir-lhes para fazer é trazer-me uma peça de roupa de cem metros de comprimento, tão fina que irá passar por um anel dourado”.

Os filhos se curvaram, e, prometendo fazer o seu melhor, eles começaram a sua viagem sem mais demora.

Os dois irmãos mais velhos tomaram muitos servos e carruagens com eles, mas o mais novo saiu sozinho. Em pouco tempo eles chegaram a três estradas; dois deles eram verdejantes e lotados de gente, mas o terceiro foi escuro e solitário.

Os dois irmãos mais velhos escolheram o mais agitado, porém o mais jovem disse adeus a eles, se lançou na estrada sombria..

Tinha muita roupa a ser comprada, então os dois irmãos mais velhos se apressaram. Eles encheram seus carrinhos com fardos de roupa da melhor que podiam encontrar e, em seguida, voltaram para casa.

O irmão mais novo, por outro lado, ficou no seu caminho sombrio por muitos dias, e ele em parte alguma encontrou qualquer roupa. Assim, ele viajou, e o seu espíritos se afundava a cada passo. Enfim, ele alcançou uma ponte que esticada ao longo de um rio que fluia através de um profundo e pantanoso terreno. Antes de atravessar a ponte ele sentou às margens do riacho e suspirou triste pensando na sua triste sorte. De repente um sapo feioso rastejou para fora do pântano, e, sentou em frente dele, perguntando:

“Qual o problema com você, meu caro príncipe?”

O Príncipe respondeu impaciente:

“Não há nada que eu possa dizer para você, Sapo, pois você não poderia me ajudar se eu dissesse.”

“Não esteja tão certo disso,” respondeu a sapinha; “diga-me o seu problema e nós vamos ver ‘.

Em seguida, o príncipe se tornou mais confiante e disse à pequena criatura porque ele tinha sido enviado do reino de seu pai.

“Príncipe, eu certamente vou ajudá-lo,” disse a sapa, e, rastejando de volta para seu pântano, ela retornou arrastando uma peça de roupa não maior do que um dedo, que ela deixou diante do Príncipe, dizendo: “Leve isto para casa e você verá que irá ajudá-lo.”

O príncipe não tinha vontade de levar o insignificante retalho com ele, mas ele não queria magoá-la recusando, então ele pegou o pequeno pacote, colocou no seu bolso e disse adeus. A sapa viu o príncipe se afastando e depois pulou de volta na água.

Quanto mais o príncipe se afastava mais ele percebia que o rolo no seu bolso se tornava mais pesado, e seu coração ficava proporcionalmente mais leve. E assim, muito confortado, voltou para a corte, e chegou ao mesmo tempo que as caravanas de seus irmãos. O rei era encantado por vê-los todos de novo, tirou de uma vez o anel de seu dedo para começar o julgamento. Em todos os lotes não havia uma só peça de roupa em que a décima parte passasse pelo anel, e os dois irmãos mais velhos, que tinham zombado do mais novo por vê-lo sem bagagem, começou a sentir bastante envergonhados. Mas quais foram os seus sentimentos quando ele tirou para fora do bolso um tecido tão em que a finura, suavidade e pureza da cor eram insuperáveis! Os fios eram dificilmente visíveis, e passou através do anel sem a menor dificuldade, e a medida era a correta.

O pai abraçou seu afortunado filho e disse que resto da roupa fosse atirada na água e depois virando-se para eles, disse:

“Agora, queridos princípes, preparai-vos para a segunda tarefa. Vocês deve me trazer de volta um pequeno cão que poderá se deitar confortavelmente em uma casca de noz “.

Os filhos entraram em total desespero por causa da demanda, mas como todos queriam ganhar a copa, eles estavam determinados a fazer o seu melhor, e depois de alguns poucos dias iniciaram suas viagens de novo.

Ao atravessar a estrada eles se separaram mais uma vez. O mais jovem foi pelo mesmo caminho solitário, mas desta vez ele sentiu muito mais alegre. Mal ele se sentou debaixo da ponte e suspirou, a sapa apareceu e sentado à frente dele, perguntou: “O que há de errado com você agora, caro príncipe?”

O Príncipe, que desta vez não duvidou que o poder do pequena sapinha poderia ajudá-lo, disse-lhe a sua dificuldade de uma só vez. “Príncipe posso ajudá-lo,” disse ela novamente, e rastejou para dentro do pântano tão rápido como ela poderia com suas pernas curtinhas. Ela retornou, arrastando uma casca de avelã com ela, que ela jogou aos pés do príncipe e disse, “Leve esta noz com você e diga ao seu pai para quebrá-la com muito cuidado, e então você verá o que vai acontecer.”

O príncipe agradeceu calorosamente e ela partiu em seu caminho no melhor dos espíritos, enquanto que a pequena sapa voltou lentamente para a água.

Quando o Príncipe voltou para casa ele encontrou seus irmãos que tinha acabado de chegar com grandes carregamentos de cães de todos os tipos. O rei tinha uma noz casca esperando, e iniciou o julgamento, mas nenhum dos cães trazidos por eles cabia na noz.Quando eles tinham tentado todos os cachorrinhos, o filho mais novo entregou seu pai a noz de avelã, e uma flecha e ele implorou que o pai a quebrasse com cuidado. Mal o velho rei fez isso e um lindo e minúsculo cão apareceu e correu pela mão do rei, agitando sua cauda e ladrando alegremente para todos os outros cães. A alegria da corte foi grande. O pai novamente abraçou feliz o seu filho, e ordenou que o resto dos cães fossem jogados na água para morreram afogados, e mais uma vez se dirigiu a seus filhos e disse:

“As duas tarefas mais difíceis foram realizados. Agora, ouçam a terceira e última: quem trouxer a esposa mais bela será o meu herdeiro”’.

Esta tarefa parecia a mais fácil e agradável e com certeza a recompensa seria grande, assim os príncipes não perderam tempo em iniciar as suas viagens. Ao cruzar a estrada os dois irmãos mais velhos se perguntaram se eles deveriam seguir o caminho do mais jovem, mas quando viram como era assustador e deserto, surgiu em suas mentes que seria impossível de encontrar aquilo que eles procuravam neste sertão, e assim eles tomaram o seu antigo caminho.

O mais jovem estava muito deprimido desta vez, e disse para si próprio, ‘”Em todo o resto o sapinho podia me ajudar, mas essa tarefa está além do seu poder. Como ela nunca poderia encontrar uma linda esposa para mim? Seus e pântanos são vastos e vazios, e seres humanos não habitam ali; só rãs e sapos e outras criaturas do mesmo tipo.”

No entanto, ele sentou como de costume debaixo da ponte, e desta vez ele suspirou do fundo do seu coração.

Em poucos minutos o sapo se sentava em frente a ele e perguntava: “Qual é o problema com você agora, meu caro príncipe?”


”Oh sapo desta vez você não pode me ajudar, pois a tarefa está além do seu poder” respondeu o príncipe.

“Ainda assim,” respondeu o sapo, “você poderá dizer-me qual a sua dificuldade, pois quem sabe se eu não posso ajudá-lo desta vez também.”

O príncipe disse-lhe então a tarefa que tinham sido mandado fazer. “Eu vou ajudá-lo muito bem, meu caro Príncipe,” disse o pequeno sapo, ‘basta você ir para casa, e em breve vou seguir você. ” Com estas palavras, sapo, ao contrário de seus usuais movimentos pulou como uma mola para dentro da água e desapareceu.

O príncipe levantou-se e foi triste pelo seu caminho, pois ele não acreditava que fosse possível que o pequeno sapo poderia realmente ajuda-lo. Mal ele tinha andado uns poucos passos e ouviu um som atrás dele, e, se virando, ele viu uma carruagem feita de papelão, puxada por seis grandes ratos, vindo direto para ele. Dois porcos espinhos levavam a carruagem como cavalariços, e sobre a caixa sentava-se um rato como cocheiro, e atrás vinham duas pequenas rãs como lacaios. Dentro da carruagem vinha a própria sapinha que jogou um beijo da janela para o príncipe e foi-se embora.

Afundado nos pensamentos profundos a cerca da instabilidade da fortuna, que primeiro lhe havia concedido dois de seus desejos e agora parecia prestes a negar-lhe o último e melhor, o príncipe nem sequer notou o absurdo da carruagem, e ainda menos ele se sentia inclinado a rir de sua ridícula aparência.


O carro foi em frente a ele por algum tempo e depois, virou uma esquina. Mas qual foi a sua alegria e surpresa quando de repente, na mesma esquina, mas indo em direção a ele, apareceu uma bela carruagem puxada por seis magníficos cavalos, com cavalariços, cocheiros e lacaios e outros servos em todas as mais deslumbrantes roupas, e sentado dentro dela estava a mais bela mulher que o príncipe jamais tinha visto, e em quem ele reconheceu como a bela Salsa, por quem o seu coração tinha antes se apaixonado. A carruagem parou quando o alcançou, e os lacaios desceram e abriram a porta para ele. Ele entrou e se sentou ao lado da bela Salsa, e agradeceu sua vivamente a sua ajuda, e disse-lhe o quanto ele a amava.

E assim ele chegou ao castelo do seu pai, capital, no mesmo momento em que seus irmãos que haviam retornado com carruagens de belas mulheres. Mas, quando elas foram levadas até ao Rei, toda a corte concordou que o prêmio da beleza era de Salsa.

O velho rei estava encantado, e abraçou seu filho afortunado pela sorte três vezes e sua nova nora ternamente, e nomeou-os como seus sucessores ao trono. Porém, ele ordenou que as outras mulheres fossem lançados na água e morressem afogadas, tal como os fardos de roupa e os pequenos cães. O príncipe casou com a sapinha e reinou longamente e feliz com ela, e se eles não estão mortos suponho que ainda estão vivos.

Siegfried e o Dragão

Foto: Image:BürgerPark Bremen 21-04-2006 0044.jpg by Rami Tarawneh

Os contos de fadas estão cheios de estórias de príncipes e dragões. Hoje me veio à mente a estória de Siegfried… Na verdade existem uma dezena de versões para esse personagem. Ele até inspira o nome de um dos personagens de um famoso anime.

Ele é aquele que mata o dragão Fafnir e se banha em seu sangue. Só que para azar dele uma folinha cai e deixa um lugar vulnerável, nas costas… Muito semelhante à estória de Aquiles, só que o lugar vulnerável do herói grego era o calcanhar. Fafnir na verdade era um anão transformado em dragão, e era o filho do rei Hreidmar e irmão de Regin e Ötr.

Na verdade existem dois poemas épicos, a Saga dos Volsungos e o Anel dos Nibelungos. A Saga dos Volsungos, data do século 13 e é baseado em poemas mais antigos, um deles a Prose Edda. Vale lembrar que os vikings não tinham escrita e tudo era transmitido oralmente. Nessa saga o nome do herói matador de dragões é Sigurd, filho póstumo de Sigmund com a segunda esposa, Hiordis. O poema tem 42 capítulos.

Já o Anel dos Nibelungos é um poema alemão do século 13 e o nome de Sigurd é mudado para Siegfried. O poema tem 39 capitulos.

Gostaria de traduzir tudo, ou pelo menos a versão alemão dos tempos medievais… Mas é muita coisa, acho que seria interessante traduzir a estória de Sigurd, que é a versão escandinava (viking) para Siegfried.

A saga dos Volsungos é uma saga legendária, uma interpretação do século 13 para o conto islandês a respeito da origem e declínio do clã Volsung (e aí se incluem a estória de Sigurd e Brynhild e a destruição dos Burgundianos). É baseada na poesia épica. A representação mais conhecida está na forma pictórica do inscrições de Ramsund, na Suécia, que datam de 1.000 antes de cristo.

O tema é considerado bem antigo e é vagamente baseado em eventos reais ocorridos na Europa no século 5 e 6

Vale a pena cita a famosa ópera de Vagner, O Anel dos Nibelungos, que se inspirou nesse contos, mas deu uma roupagem apropriada para os interesses nacionalistas da Alemanha da época. A ópera se tornou a sagração do orgulho nacional e estereotipou os vikings. Vale dizer que os contos originais não são racistas, mas sim a ópera de Wagner. Moral da estória: tudo pode ser uma arma… Inclusive contos.