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A estória da garota de queixo tatuado

olive

Olive Oatman nasceu em Illinois em 1837. Em 1850, quando ela tinha 14 anos, sua família (os pais Royce e Mary Oatman e suas sete crianças) se juntaram a uma caravana para viajar de Utah para a Califórnia. Depois de algumas confusões, a família se separou do grupo para viajar sozinha. E isso custo caro, pois no quarto dia eles foram atacados por índios que mataram todos, menos Olive e sua irmã, que foram levadas como escravas.

Porém, o irmão de Olive Lorenzo apesar de muito ferido, sobreviveu conseguindo chegar a uma vila e acabou retornando à caravana original. Ele voltou ao local do ataque e enterrou os corpos de seus familiares.

Enquanto isso, Olive e Mary Ann, após um ano na tribo, foram vendidas aos Mohaves. Nessa aldeia, elas foram melhor tratadas e inclusive se deduziu que elas foram adotadas pelo chefe. Os mohave costumavam tatuar os queixos e apesar de alguns dizerem que uma marca dos escravos, se sabe que eles faziam isso para conseguir uma “boa passagem” para o outro mundo no momento da morte.

Por volta de 1855, quando Olive tinha 19 anos, houve uma seca violenta e Mary Ann morreu de fome, juntamente com muitos mohaves. Neste momento, começaram a surgir rumores de uma mulher branca vivendo entre os índios. Um mensageiro chegou à aldeia pedindo o retorno dela, e, após intensas negociações, da qual ela fazia parte, foi acertado  que ela iria viajar para Fort Yuma. Quando ela chegou, Olive teve de trocar suas tradicionais roupas mohaves (que constitua apenas uma espécie de saia e nada mais além da cintura) por roupas de branco. Depois de alguns dias ela descobriu que seu irmão Lorenzo estava procurando por ela

Mas vale a pena dizer que ela não queria voltar, mas provavelmente, ela foi forçada a isso. Se conta que ela chorou uma noite inteira ao chegar ao forte, e é descrita como muitos como uma garota triste. Também se sabe que o chefe dos mohaves sempre disse lhe disse que ela era livre, e que eles só não a deixaram com os “brancos” antes porque tinham muito medo de represálias.

Olive tornou-se uma celebridade instantânea. Em 1857, a Royal B. Stratton escreveu o livro ”A Vida Entre os Índios”  sobre Olive e Mary Ann que se tornou-se um best-seller e com esse dinheiro ela pagou por seus estudos e o de seu irmão. Em 1865 casou-se com John B. Olive Fairchild, um pecuarista, eles adotaram uma menina. Fairchild acabou queimando todos os livros de Stratton e mandou que ela parasse suas palestras. Mais tarde, ela teria ido para Nova York para falar com um líder Mohave sobre “os velhos tempos.” Ela sempre manteve um frasco de avelãs, como uma lembrança de sua experiência. Ela morreu em 1903, com 65 anos

traduzido de: http://mashable.com/2015/02/28/olive-oatman-capture/

Para ler mais (em inglês):

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2010920/True-Grit-How-abducted-Texan-frontier-woman–abducted-aged-9–gave-birth-Comanche-Indian-commander.html

http://www.truewestmagazine.com/jcontent/history/history/history-features/2999-10-myths-about-olive-oatman

traduzido de: http://mashable.com/2015/02/28/olive-oatman-capture/

O inafundável Sam

Schlachtschiff Bismarck

Navio Bismarck onde o Sam trabalhava

O” inafundável Sam” era um gato que primeiramente de mascote no navio alemão Bismark, durante sua primeira e única missão em 18 de maio de 1941, quando ele partiu na Operação Rheinübung. Ele foi afundado no dia 27 de maio, após uma feroz batalha. Dos seus 2.200 tripulantes, apenas 115 sobreviveram. Depois de horas de busca, um gatinho foi encontrado flutuando nos destroços pelo pessoal do Cossaco. Sem saber o nome que ele tinha antes, eles o batizaram de Oscar.

O gato ficou a bordo alguns meses, enquanto o navio Cossaco realizava missões de  escolta  entre o Mediterrâneo e o Atlântico norte. Em 24 de outubro de 1941, este estava escoltando um comboio de Gibraltar para o Reino Unido quando foi severamente danificado por um torpedo disparado pelo submarino alemão U-563.  A tripulação foi transferida para o destróier HMS Legion, sendo  feita uma tentativa para rebocar o navio de volta para Gibraltar, mas a piora das condições meteorológicas tornou a tarefa impossível e o navio foi abandonado. Em 27 de outubro, um dia após uma tentativa de reboque o navio afundou a oeste de Gibraltar. A explosão inicial arrancou um terço da secção dianteira do navio, matando 159 da tripulação, mas o Oscar sobreviveu.

Depois de tantas tragédias, ele agora tinha sido renomeado para “inafundável Sam” (para ver se dava mais sorte), e trataram de transferí-lo para o porta-aviões HMS Ark Royal, que coincidentemente tinha sido fundamental na destruição de Bismarck. No entanto, Sam foi para não encontrou melhor sorte lá, e quando retornaram de Malta em 14 de Novembro de 1941, este navio também foi torpedeado, desta vez por um submarino U-81. Também foram feitas tentativas de rebocar o  Ark Royal para Gibraltar, mas as ondas gigantescas impediram a tarefal.  O rebocador  virou e afundou 30 milhas a partir de Gibraltar. O ritmo lento em que o navio afundou no entanto fez com que todos, menos um dos tripulantes pudessem ser salvas. Os sobreviventes, incluindo Sam, que havia sido encontrado agarrado a uma tábua flutuante por uma lancha a motor, e descrito como “zangado, mas perfeitamente  ilesoforam transferidos para HMS relâmpago e ao mesmo HMS Lightning e HMS Legion que haviam resgatado a tripulação de Cossaco. O Legion

Algumas autoridades afirmam que a biografia do Oscar pode muito bem ser uma dessas “estórias do mar”, porque, por exemplo, há imagens de dois gatos diferentes identificados como Oskar / Sam. No naufrágio do Bismarck, houve o resgate de um número limitado de sobreviventes, porque ocorreu em condições desesperadoras e navios britânicos receberam ordens para não parar pois se acreditava que um U-boat (classe de submarino) estava na área e muitos sobreviventes humanos foram deixados para se afogar. Não há menção a este incidente do naufrágio no relato detalhado do navio Ludovic Kennedy.

Fontes:

http://www.omg-facts.com/lists/32/8-Bizarre-Facts-About-World-War-II/4

http://en.wikipedia.org/wiki/Unsinkable_Sam

http://www.purr-n-fur.org.uk/featuring/war02.html#oscar

O fantasma de Errol Flynn

Flynn em Capitão Blood

Errol Flynn foi uma lenda em Hollywood e mesmo que os mais jovens não lembrem dele, o primeiro filme que ele estreou nos EUA, Capitão Blood, se tornou uma referência eterna para filmes de pirata. Digamos que, muito antes do pirata cínico e divertido de Johhny Depp, já existia Peter Blood, o avô de todos eles… Belo, língua afiada, corajoso, divertido e derretendo corações à esquerda, à direita e ao centro dos cinemas…

Flynn foi a escolha de Jack Warner para viver o papel de Peter Blood, no clássico Capitão Blood. Ele era uma aposta arriscada, principalmente porque não tinha experiência… Mas Warner disse do  ator: “… Ele era todos os heróis em um só pacote, magnífico, sexy e animal” .. Ele tinha um jeito canalha e com um brilho irresistível em seu olhar.  Errol Flynn era o que toda mulher queria e o que todo homem almejava ser.

Do anonimato ele foi para a fama instantânea e se tornou o astro em Hollywood.  Para comemorar sua boa sorte, Flynn projetou sua casa dos sonhos – “um teatro” – como ele chamou. Ele comprou onze acres em Hollywood Hills, e construiu uma casa de campo. Uma casa misteriosa, cheia de passagens secretas, espelhos que permitiam bisbilhotar as mulheres e com  janelas de vista panorâmica da cidade abaixo. Além disso tinha uma piscina com um fundo preto, e que causava medo em algumas pessoas…

Flynn viveu uma boa vida por muitos anos em Mullholland. Em 1957, ainda não divorciado da terceira esposa, Patrice Wymore,  Flynn de 48 anos de idade, começou a ter um caso com Beverly Aadland, de 15 anos. E pasmem, a mãe de Beverly, Florence também frequentava a casa, e passava muitas noite por lá.

Errol viveu uma vida agitada, entregue a mulheres, bebidas e drogas. Suas festas selvagens eram conhecidas por todos em Hollywood. Isso cobrou um preço caro a ele. Fisicamente,  sua beleza se esvaiu depressa e ele envelheceu precocemente. Financeiramente, ele faliu.  Ele perdeu sua casa em 1959, e morreu numa festa que estava dando no iate que tinha acabado de vender. Segundo se conta, o legista que examinou  corpo disse que aquele parecia o corpo de um velho de 80 anos. Mas como ele mesmo disse um dia, “o público não quer me ver coimo um cara tranquilo…”

Mas vamos ao fantasma,  Ricky Nelson um famoso cantor,  comprou a propriedade de Flynn do artista Stuart Hamblin, o outro único proprietário.  Rick e sua esposa, a atriz Chris Nelson mudaram-se para a casa com seus quatro filhos apenas 18 anos depois da morte de Flynn.

“A casa era uma casa de fazenda de dois andares.”, disse a filha Tracy. “A porta da frente estava em um lugar onde não deveria estar por isso nunca usei e por isso nunca eu realmente senti que a casa tinha um coração, tinha um centro. Eu normalmente só entrava e ia direto para o meu quarto.

“Meu quarto era onde costumava ser o quarto de Beverly Aadland e lá sempre sentia esse cheiro de perfume barato. Todos os tipos de coisas estranhas me perseguiam: a porta do chuveiro abria e fechava no meio da noite, coisas caiam sem nenhum motivo “O fantasma em meu quarto era feminino… Aadland ou a mãe estavam lá.  Instintivamente, Tracy sentiu que era uma presença antiga e cínica.  Poderiam ser essas presenças algumas das inúmeras mulheres que lynn tinha amado e abandonado?  Quem ou o que estava lá, seus amigos sentiam isso também. “Quando eu estava indo para a escola, as meninas faziam festas do pijama, mas ninguém queria ficar na minha casa. Tinha uma energia estranha  na casa. ”

O casal Rick e Chris Nelson era atormentado por problemas – com o seu casamento, com suas carreiras e com drogas. No início dos anos 80, Chris saiu de casa com o filho mais novo, mas  Tracy permaneceu com seu pai.

“Uma noite, cheguei em casa do trabalho. Estava escuro. Eu olhei para a sala de jantar e a luz estava acesa e havia um homem parado lá.Pensei que papai estava em casa, subi para o quarto e chamei-o sem resposta. Notei que o carro não estava. Então o telefone tocou e era meu pai dizendo que  ele estaria em casa amanhã. ”

Tracy disse-lhe que ela tinha acabado de ver e Rick respondeu: “Oh isso é só Errol”.

Rick Nelson adorava viver na casa de Errol Flynn e ele não ligava para a presença do espírito, ele dizia que sentia uma forte afinidade com o espírito de Flynn e talvez Flynn sentisse também.

No dia seguinte, Tracy chegou do trabalho quando ainda estava claro. Ela foi direto para seu quarto, mas depois de alguns minutos, ouviu um barulho do andar de baixo. Parecia que alguém tinha quebrado algo.

“Meu pai tinha uma sala cheia de seus discos de ouro e prêmios, todos pendurados nas paredes. Parecia que quem estava lá estava quebrando todos os discos de ouro e outras coisas do papai e eu lembro de ter pensado, ‘Oh meu Deus, quebre tudo, menos isso. ”

“Eu me escondi no armário e esperei o barulho parar. Era muito alto, a casa estava tremendo. Parecia que as pessoas estavam jogando coisas contra as paredes, quebrando cadeiras e vidros. O sol finalmente se pôs. O barulho cessou e pensei que seria finalmente seguro para descer. ”

Tracy esperava encontrar o lugar em ruínas, mas não havia nenhum vidro ou móveis quebradoa. Em vez disso, todas as luzes haviam sido ligadas. Dois gatos de estimação estavam no quarto de Rick e a porta tinha sido trancada por dentro. Nada mais na casa tinha sido tocado. Tracy decidiu se mudar.

Pouco tempo depois que ela se mudou para, Rick e sua namorada ligaram para ela. “A coisa mais estranha aconteceu”, disseram-lhe. “Nós estávamos lá embaixo e ouvimos todo esse barulho vindo do seu quarto. Pensávamos que estávamos sendo assaltados. As coisas estavam caindo e quebrando. Nós chamamos a polícia, corremos  para fora e esperamos por eles. Quando eles chegaram aqui “, o casal continuou,” subiram para investigar. Sua porta estava trancada por dentro. “Quando abriu, eles descobriram que todas as luzes da sala havia ligadas, mas nada tinha sido tocado.’

Rick Nelson viveu na casa por mais dois anos, até sua morte em um acidente de avião em 1985. Tracy lembra que o espírito da casa mudou radicalmente depois disso. “Foi divertido antes, mas depois que meu pai morreu, ela se tornou malévolo. Meus irmãos e eu pudemos literalmente sentir quando a presença de meu pai se foi, a presença se tornou  feia e assustadora na casa. O meu (agora) ex-marido sempre teve dificuldade em acreditar em fantasma. Depois que papai morreu, estávamos removendo alguns móveis e ele saiu e se recusou a voltar para dentro da casa. Ele me disse: “Alguma coisa está naquela casa e eu não quero nem estar perto daquele lugar. ”

Richard Dreyfuss, colega de Tracy em Down and Out in Beverly Hills, pensou em comprar a casa, mas Tracy advertiu-o a desistir. “É uma casa ruim e ela tem algo ruim nela.”

Mulholland ficou vazia após a morte de Rick Nelson. Durante esse tempo, a escuridão pareceu envolver completamente o lugar. Uma gangue invadiu a casa e assassinou uma jovem na sala de estar. Em seguida, um misterioso incêndio queimou metade da casa.

“Eu tentei saber mais sobre isso. Havia um monte de coisas realmente malucas acontecendo em termos de uso de drogas na casa quando eu estava crescendo. Acredito que tudo isso cria o caos energético – Eu não sei mais do que chamá-lo. Então, era um lugar maluco de viver de qualquer maneira.

“Todas as mulheres do lado da minha mãe são muito psíquicas:  a minha avó, minha mãe, eu mesma. Desde que eu era criança, eu sempre fui muito aberto à possibilidade de fantasmas, porque eu sempre os senti. Nunca vi nada, mas pudia senti-los. Tudo o que posso dizer é que era definitivamente mal-assombrada. ”

Tracy tem uma teoria sobre os dois episódios em que as coisas pareciam se quebrar. Talvez Flynn ou a  mulher cínica estavam tentando alertar Rick de tragédia iminente. Quando as advertências falharam e Rick foi morto aos 45 anos – precocemente, como Errol – o espírito tornou-se negro. “A morte de meu pai foi uma coisa tão catastrófica para a família … talvez aquilo tivesse sido um aviso … talvez fosse … quem sabe?”

A casa foi demolida anos atrás e a área dividida em lotes separados, mas Tracy ainda tem pesadelos com ela o tempo todo. “É tudo tão real nos sonhos … mas meu irmão me deu alguns bons conselhos. Ele me disse, ‘Tracy, o único lugar que a casa existe agora está em nossas mentes.

fonte:

http://www.lauriejacobson.com/hollywood_haunted_ex.php

Outros links:

Filme completo (em inglês):

http://www.dailymotion.com/video/x1vb5po_captain-blood-1935-full-movie_shortfilms

http://www.youtube.com/watch?v=YGQSBd7mSw8

http://fan.tcm.com/_The-Ghost-of-Errol-Flynn-Please-read-this-its-actually-a-good-story/blog/2519802/66470.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Errol_Flynn

O mistério de Everett Ruess

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No filme “Na Natureza Selvagem”, conta-se a estória de Christopher McCandless. Ele era um rapaz que se achava insastisfeito com tudo e procurou na natureza, um sentido para sua vida, morrendo no Alasca aos 24 anos. Mas, antes dele houve outro sonhador romântico que também procurava por um sentido na solidão selvagem. Ele era Everet Ruess, um artista e explorador americano. Ele nasceu em 28 de março de 1914 em Los Angeles, California,  filho de um pastor e uma dona de casa. Sua família se mudava constantemente e ainda criança, ele esculpia em carvão e barro e desenhava.

Ao se formar na escola secundária, em Hollywood, ele percebeu que não era isso que queria pra sua vida. Aparentemente, ele encontrou consolo de sua tristeza na vasta solidão dos Estados Unidose passou a viajar muito, invariavelmente sozinho. Ele cruzava o país de uma ponta a outra, a pé, mandando cartas apaixonadas para sua família, e amigos, narrando suas aventuras e descrevendo a beleza natural dos caniôns de Colorado. Ele tinha uma admiração muito grande pela região de Monument Valley e  Escalante area, e desenhou muitas paisagens em madeira.

Ele morava na Califórnia durante os meses de inverno e foi amigo de Edward Weston, Ansel Adams, Dorothea Lange, e do pintor Maynard Dixon.  Todos viram que ele muito talentoso e o encorajaram a seguir carreira.

No outono de 1934, com a idade de 20 anos, Ruess viajou para Escalante no sudete de Utah. Ele pretendia ir para o sul do Arizona para passar  inverno, porém em fevereiro de 1935 seu burrico foi encontrado em Davis Gulch. Seu último acampamento provavelmente foi em Cottonwood Canyon. O corpo dele nunca foi encontrado.

Mas segundo a lenda, sua morte foi testemunhada por um jovem navajo chamado, Aneth Nez, que depois de 37 anos disse a sua neta, Daisy Johnson, o que ele testemunhou. Ele estava em Comb Ridge perto da fronteira de Utah com  Arizona quando viu três índios Utes assassinando um jovem branco e levando suas mulas.  Ele pediu a sua enta para levá-lo até o local onde ele tinha enterrado o corpo numa fenda.  Ele precisava pegar uma mecha do cabelo para fazer uma cerimônia de cura.

Testes de DNA concluíram que os restos era dele, entretanto em junho de 2009, o arqueólogo Kevin Jones, verificou que os restos do crânio não correspondiam ao registros dentários de Ruess. Novos testes conduzidos pel Instituto de Patologia das Forças Armadas mostraram que os restos não eram dele, e família de Ruess teve de aceitar os novos resultados.

Seu desaparecimento continua ummistério, e apesar dele não ser considerado um suicida, ele sempre se mostrou muito desconfortável entre os homens, preferindo estar sozinho, vagando. Segundo o pai, ele escreveu a palavra “Nemo” em uma caverna e uma casa Moqui – ele vivia com uma mulher navajo… E essa palavra sempre assombrou o pai dele, pois ele pensava que o significado dela talvez o ajudasse a entender o que aconteceu… Era um jovem sonhador, talvez com um futuro brilhante como escritor, mas algo no destino dele dizia que o caminho dele não seria muito longo…

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Ruess, devia ser uma espécie de espírito livre, pois mesmo amando a vida, ele também não sentia medo de morrer… Ele talvez procurasse por alguém para partilhar esses seus anseios, como ele mesmo falou, mas segundo ele, ele nunca achou ninguém que se interessasse por ele. Ele queria alguém para partilhar, alguém que lhe segurasse a mão e estivesse com ele, mas ele não achava que alguém que no mundo fosse capaz de o aconselhar e às vezes, ele tinha medo dele mesmo. E penso que nem sua própria mãe o entendia, porque muito do que ele escreveu foi apagado por ela, e nunca saberemos de tudo que ele realmente deixou para a posteridade.

Ele é lembrado por seu espírito aventureiro e por seus escritos, tais como: “Há uma esplêndida liberdade na solidão, e depois de tudo, é pela solidão que eu vou para as montanhas e desertos, e não para a civilização. Na solidão, eu posso desnudar a minha alma para as ousadas montanhas. Eu posso trabalhar ou pensar, agir ou reclinar pela minha vontade, e nada se interpõe entre mim e a Natureza.”

http://www.media.utah.edu/UHE/r/RUESS,EVERETT.html

http://www.footnote.com/page/93442123_everett_ruess/

http://www.angelfire.com/sk/syukhtun/everett.html

http://www.nationalgeographic.com/adventure/9904/story.html

http://articles.latimes.com/2009/may/02/science/sci-ruess2

http://adventure.nationalgeographic.com/2009/04/everett-ruess/david-roberts-text

http://en.wikipedia.org/wiki/Everett_Ruess

http://pt.wikipedia.org/wiki/Christopher_McCandless

Estórias irlandesas de fantasmas

Essa é uma das estórias do livro “Estórias Irlandesas de Fantasmas Verdadeiros”, de John. D. Seymour.

Eu abri a porta mas não havia ninguém lá. De onde vieram os passos?

“Na quarta-feira, 17 de outubro, 1879, eu tinha recebido uma carta muito alegre de meu amigo, anunciando que o seu filho havia nascido, e que que tudo estava progredindo satisfatoriamente. Na  noite de quarta-feira seguinte, 22 de outubro, retirei-me para a cama por votla de dez horas. Minha esposa, os filhos, e duas empregadas estavam dormindo no andar de cima, e eu tinha uma pequena cama no meu escritório, que estava no térreo. A casa estava envolta em trevas, e os únicos sons que quebravam o silêncio era o tique-taque do relógio da sala.

“Eu estava me preparando silenciosamente para ir dormir, quando para minha surpresa ouvi com a mais inquestionável certeza, o som de passos suaves e apressados, que sugeriam exatamente passos de uma jovem dama, vindo da porta da sala e atravessando o corredor. Os passos seguiram, com alguma hesitação, à porta do escritório, e ao chegar lá,  parou. Então eu ouvi o som de uma mãozinha agitada, mas suave, aparentemente procurando a maçaneta da porta.

Eu tinha achado que era minha esposa que tinha descido e queria falar comigo, eu sentei na cama, e chamei-a pelo nome, perguntando qual era o problema. Como não houve resposta, e os sons cessaram, eu risquei um fósforo, acendi uma vela, e abri a porta. Não escutei nada nem vi ninguém. Subi as escadas, encontrei todas as portas fechadas e todos adormecidos.

Extremamente perplexo, voltei para a saleta e fui para a cama, deixando a vela acesa. Imediatamente tudo recomeçou, mas dessa vez a maçaneta da porta foi aberta pela mão invisível, e abrindo a porta parcialmente, desistiu de entrar. Procurei novamente pela pessoa, com resultados igualmente fúteis. O relógio bateu onze horas, e então todos os distúrbios cessaram.

“Na manhã de sexta-feira eu recebi uma carta informando que a esposa do meu amigo havia morrido à meia-noite da quarta-feira anterior. Viajei apra Adere para falar com o meu amigo.  Eu vou terminar a estória com um item de nossa conversa. Ele me disse que sua esposa piorou rapidamente na quarta-feira, até quando a noite chegou, e ela tornou-se delirante. Ela falava de forma incoerente, como se lembrando de cenas e lugares, uma vez familiares. “Ela pensou que estava em sua casa”, disse ele, e aparentemente conversando com você, e ela costumava manter o silêncio em intervalos como se estivesse ouvindo as suas respostas.

Perguntei-lhe se ele poderia lembrar da hora em que a conversa imaginária ocorreu. Ele respondeu que, curiosamente, ele poderia dizer com precisão, pois ele olhou para seu relógio, e vi que era entre dez e meia e onze horas – o horário exato das manifestações misteriosas ouvida por mim.”

Links:

Um vídeo interessante sobre o Dia de Finados – filmado em Manaus:

http://avvarelafilmes.blogspot.com/2011/01/dia-dos-mortos-filmado-em-2007-autor.html

Cidades Fantasmas:

http://www.oldiesmusicradio.com/

Lugares assombrados:

http://ghoststoriesandhauntedplaces.blogspot.com/

O fantasma de Dangerfield Newby

Um dos rebeledes comandados por John Brown, era um homem negro chamado Dangerfield Newby. Ele foi libertado por seu pai branco, mas sua mulher e sete filhos ainda estavam escravizados perto de Warrenton, VA.  O dono de sua esposa disse a Dangerfield, que pelo valor de $ 1.500,00 (mil e quinhentos dólares) iria vendê-la e os seus filhos mais novos. Quando Newby levantou a soma com o pai branco para comprá-los, o capitão subiu o preço. Ele ficou angustiado e ainda mais pensando na carta que recebeu da esposa:

“Querido marido: Eu quero que você me compre logo que possível, pois se você não o fizer, alguém fará. Os empregados são ruins e fazem de tudo para me jogar contra a patroa. Querido marido. . . Nos últimos dois anos foram como um pesadelo para mim. Diz-se que o dono está com falta de dinheiro. Se assim for, não sei quando ele pode me vender, e depois todas as minhas esperanças brilhantes no futuro são destruídas, pois se há uma coisa que me ilumina em meus problemas, é estar com você, porque se eu penssar que eu nunca mais iria vê-lo, esta terra não teria encantos para mim. Faça tudo que puder por mim, e eu não tenho nenhuma dúvida que você vai. Eu quero vê-lo tanto.”

Desesperado, então ele se juntou a John Brown, um abolicionista, na esperança de libertar sua mulher e filhos.

Mas os rebeldes não foram felizes, pois os cidadãos se armaram contra eles  na madrugada do dia 17.  Havia uma grande quantidade de armas na cidade pois eram fabricadas lá, mas não havia muita munição, e os habitantes da cidade atiravam em qualquer coisa.

Um tiro atingiu Dangerfield Newby na garganta, matando-o instantaneamente. Ele se tornou o primeiro a morrer na revolta. O povo se lembrou da Rebelião de Nat Turner 30 anos antes, em South Hampton e eles se ficaram tão enfurecidos em seu medo e ignorância, que descontaram a frustração no corpo do Newby. Ele foi mutilado e arrastado para um beco próximo, onde foi deixado aos porcos. Inclusive há um livro da época que cita, que “os bons cidadãos da cidade nem deram bola ao gosto da carne dos porcos nessa época”.

Desse dia em diante o beco foi chamdo de “Beco do porco”. Algumas noites, se você andar pelas ruas de Harpers Ferry, pode acontecer de você encontrar um homem negro de aproximadamente 45 anos, vestindo calças largas eum velho chapéu, com uma terrível cicatriz em sua garganta, e você vai saber que você encontrou Dangerfield Newby, ainda tentando libertar sua esposa e filhos.

Fontes:

http://www.pbs.org/wgbh/aia/part4/4p2941.html

http://en.wikipedia.org/wiki/John_Brown_%28abolitionist%29

http://www.blackamericaweb.com/?q=articles/news/the_black_diaspora_news/25750&page=190

O Grito do Papagaio

Meu tio John era um tenente da força aérea (1), servindo na RAF (Royal Air Force) durante a guerra e foi enviado para a Gâmbia.

Uma parte da floresta havia sido desmatada para colocar criar uma pista de pouso para aviões pesados ​​e havia tendas para acomodar os homens. John dormia em uma barraca dormitório com alguns dos outros pilotos, enquanto outros estavam treinando ou em missões. Eles nunca estavam todos reunidos os mosquitos infernizavam todo mundo e mesmo que eles tomassem doses diárias de quinino a maioria deles pegava malária. Mais assustador do que a malária era o pensamento de pegar a “febre da água negra” (2).

Um dos pilotos havia comprado papagaio africano cinza para servir de mascote e ele o pôs para morar em uma vara na tenda. Eles são de um tipo pequeno, bem inteligente e segundo se diz, os que melhor aprender a falar.

No início da manhã, quase de madrugada, a aeronave que havia saído naquela noite tinha voltado zumbido muito, um após o outro, os pilotos adormecidos acordaram com o barulho.  Aqueles na tenda não conseguiam distinguir um motor do outro, mas a Polly conhecia o som do avião de seu dono. Quando ele o ouviu se aproximando, ela desceu do seu poleiro, para fora da tenda, e começam a andar à beira da pista. Quando o seu piloto saía do carro e entregava o avião para a equipe de terra, ele encontrava a Polly à espera e logo ela subia em seu ombro.

John tinha aprendido a dormir com o barulho dos vôos retornando.  Uma manhã, a Polly estava ouvindo  uma aeronave após outra, e em seguida, ouviu o que ela estava procurando e começou a descer de seu pedestal.  Naquele momento, o motor parou e foi seguido por um estrondo. O papagaio gritou um som sobrenatural que nunca ninguém tinha ouvido antes. John acordou assustado. Anos depois, quando ele me falou, ele disse que ele ainda acordado no meio da noite, por vezes, ao som de gritos.  O avião caiu, pegou fogo e todas as vidas foram perdidas.

Os outros pilotos passaram a cuidar do papagaio e quando a guerra acabou, infelizmente, a única coisa que se arranjou para ele foi ir para o zoológico de Londres. Após isso sempre que algum deles esteva em Londres iam ver o papagaio. Eles podiam sumir por anos, mas o papagaio sempre os reconhecia de longe e começam a dançar com alegria para frente e para trás em seu poleiro. E  ela só fazia isso para eles.

Notas:

(1) uma patente de RAF, intermediário entre oficial de vôo e líder de esquadrão, de uma pessoa de uma pessoa no comando de aeronaves.

(2) Essa febre é uma complicação da malária caracterizada por hemólise intravascular, hemoglobinúria e insuficiência renal. É causada por parasitismo pesados ​​dos glóbulos vermelhos por Plasmodium falciparum. Houve pelo menos um caso, no entanto, atribuída ao Plasmodium vivax.

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‘WW2 People’s War é um arquivo online archive de meórias de guerra e contribuição de membros do público reunido pela  BBC. O arquivopode ser encontrado no site http://www.bbc.co.uk/ww2peopleswar.

Estória de  ‘heathlibrary, WW2 People’s War’

A Última Missão

Bombardeiro Boston

A guerra cria mais morte do que qualquer outra atividade humana, e também gera muitas estórias de fantasma. Causos de aeronaves fantasmas são bem documentadas,  mas poucos se comparam ao conto da tripulação de três  bombardeiros Douglas DB-7 Boston da segunda guerra mundial, que voltaram para preencher seus relatórios,  depois que tinha sido abatidos e mortos.

Após a queda da França, um esquadrão da British Boston´s foram mandados para uma missão de ataque das defesas costeiras alemãs. Na base dos bombardeiros, um marechal de ar da RAF estava presente para acompanhar o ataque e colher das tripulações das aeronaves, dados vitais para a Inteligência  sobre as posições inimigas.

O marechal do ar esperou, calculando cuidadosamente quando as aeronaves  estariam de  volta.

Eventualmente, na hora que ele esperava, ele ouviu o som de três, possivelmente quatro se aproximando.

Ele ouviu os aviões aterrisando.

Ele ouviu os motores sendo desligados.

Ele ouviu os  veículos vindo até o prédio de operações, as portas se abrindo e fechando e o som de passos dentro do prédio.

Finalmente, a tripulação dos três aviões estavam diante do marechal, com os rostos transtornados pelo terror  que eles tinham acabado de passar.

Não querendo perder tempo o marechal mandou as tripulações preencher seus relatórios de campo, certificando-se que incluíram seus nomes, classificação, número de série, data e hora.

Ele então disse-lhes para sair e beber uma merecida cerveja.

Quando o ajudante do marechal de ar entrou logo depois, ele teve uma grande dificuldade em convencer o oficial que todo o esquadrão tinha sido abatido sobre os seus alvos.

A Inteligência confirmou a tragédia, mas o marechal  tinha o relaorio escrito dos pilotos.

Mais tarde, foi confirmado que as tripulações dos bombardeiros foram mortos.  Não houve presos,  nem sobreviventes.

O que é particularmente notável neste caso é a prova escrita.

As pessoas que morrem de repente e violentamente frequentemente aparecem aos vivos.  Muitas vezes eles aparecem para os entes queridos ou pessoas que estão esperando por eles.

Alguns pesquisadores sugerem que isso se deve aos mortos não  acreditar que eles estão mortos,  e continua a pensar que ainda estão vivos.

Mas quando os espíritos descobrem que não eles têm nenhuma influência neste mundo – que  incapazes de escrever ou comunicar-se – eles geralmente entendem que já faleceram.

A morte, ao que parece, não apresentou nenhuma impecilho para esses homens incríveis.  Eles  tinham de completar sua missão – e assinar a papelada para torná-la oficial.

Fonte: http://hubpages.com/hub/GHOSTS-COMPLETE-THEIR-MISSION

Links:

http://www.boeing.com/history/mdc/havoc.htm

http://www.historyofwar.org/pictures_Douglas_A-20_Havoc_Boston.html

http://wiki.wwiionline.com/index.php/DB7

http://segundaguerramundialww2.blogspot.com/2010/06/junho-de-1940-queda-da-franca.html

Morte

A morte é um assunto que não sai da cabeça de todos nós. Dia desses, uma senhora conhecida minha falou sobre o marido dela, após lhe perguntar: “Como ele está?”, ela respondeu “ih, ele está viajando!…”… Quanta não foi minha supresa, pois sabia que ele tinha uma doença muito grave.

Após alguns minutos, vendo minha cara de espanto, ela explicou melhor: “ele já está viajando de volta! Ele está relembrando os amigos, as viagens que fez, quando ele trabalhava no barco. Passa o dia inteiro gritando pra fulano e cicrano fazer algo no navio…”

Fiquei sem ação, primeiro, por não ter percebido logo o que ela quis dizer, segundo, ela contou de um jeito tão despreocupado, tão calmo… Acho que ela já está conformado por ele estar se preparando para sua última viagem, de volta ao tempo em que ele era um jovem marujo.

Fiquei pensando muito sobre isso. A morte sempre desconcerta a gente. Ficamos meio sem ação. Pelo menos eu fico. Fico pensando em quanto a morte realmente se parece uma última viagem. E sabe, mesmo sendo triste, acho meio poético que ele esteja partindo desse jeito. Pelo menos ela falou que ele parece realmente feliz.

Afinal tudo isso é ainda um mistério para nós que ainda não estamos fazendo nossa própria viagem.

Encontrei isso num site e de repente achei que tinha a ver com o que andava matutando…

Morte

Fonte: O Talmud: Seleções, por H. Polano, [1876].
O homem nasce com mãos fechadas, ele morre com as mãos abertas. Em vida ele deseja agarrar tudo, deixando o mundo, tudo o que possuía desaparece.

O homem se parece com uma raposa; como uma raposa vendo um bela videira e desejando seus frutos. Mas cercas foram colocadas e a raposa era muito grande para rastejar entre elas.  Por três dias ela jejuou e, quando ela emagreceu entrou na vinha.  Ela deleitavam-se as uvas, esquecendo o dia de amanhã, e de todas as coisa, e eis que ela tinha engordado novamente e foi incapaz de deixar a cena de seu festim.  Então, por mais três dias ele jejuou e, quando ele tinha emagrecido bastante, ela passou pelo cerca e saiu da vinha, magra como quando ele entrou.

Assim é o homem,  pobre e nu, ele entra no mundo, pobre e nu ele sai.

Muito expressiva é uma lenda tecida em torno do nome de Alexandre.

Ele vagou até os portões do Paraíso e bateu na  entrada.

“Quem bate?” gritou o anjo da guarda.

“Alexandre”.

“Quem é Alexandre? ”

“Alexandre – o Alexandre – Alexandre, o Grande. – O conquistador do mundo”

“Nós não o conhecemos”, respondeu o anjo, “esta é a porta do Senhor, e somente os justos entram aqui.”

Alexandre pediu alguma coisa para provar que ele realmente estava às portas do Paraíso, e um pequeno pedaço de um crânio foi dado a ele.  Ele mostrou para os seus sábios, que o colocou em uma balança.  Alexandre derramou ouro e prata na balança, mas o pequeno osso era mais pesado, ele teve de encher com mais coisas, acrescentando jóias de sua coroa, seu diadema, mas ainda assim o osso superado em peso a toda a riqueza.  Então, um dos homens sábios, pegandondo um grão de poeira do chão colocou de cima do osso, e eis que a balança mexeu.

O osso é o que rodeia os olhos do homem, aqueles que nunca se satisfazem a não ser quando a poeira cobre os olhos do homem em sua cova.

A vida é uma sombra que passa, dizem as Escrituras. A sombra de uma torre ou uma árvore. A sombra dura para sempre? Não, assim como a sombra de um pássaro em vôo, ela some de nossa visão, e nem pássaro nem sombra permanecem.

http://www.sacred-texts.com/jud/pol/pol32.htm

Caronista da Segunda Guerra

Eu era um mecânico de aviões e estava trabalhando na Inglaterra em 92. Sempre me disseram que a Inglaterra é o país mais mal-assombrado da Terra, então não se surpreenda se você ver alguma coisa estranha se viajar para lá.

Toda a noite ele precisa atravessar um local ermo e sombrio - os pântanos cobertos de nevoeiro. Numa dessas noites, ele encontrou uma figura solitária no meio da névoa. Parecia perdido...

Me contaram todas as histórias locais e ouvi atentamente, alguns eram bem improváveis e algumas foram bastante interessantes. Eu tive que alugar uma casa fora da base, porque não havia casas dentro da área da base para os empregados.  O local mais próximo que pude encontrar foi no povoado de March.  Esta vila fica de cerca de 35 quilômetros ao norte da base e está na outra extremidade dos pântanos.  Os charcos são pântanos drenados que são usados pelos agricultores ingleses para plantar beterraba e batata. A terra é plana e vazia em todas as direções, mas tem partes de sebes e de floresta para proteger a terra de erosões provocadas pelo vento.  Esta terra está sempre coberta com um nevoeiro pesado durante a noite e não é um lugar bom para um carro pifar.  Eu sempre deu um suspiro de alívio depois de passar esses charcos.

Eu sempre pegava os caronistas nessas charnecas, isso porque há uma tradição na vila (dito a mim pelo meu vizinho inglês) que esta é a única maneira de muitos fazendeiros que voltam do trabalho em seus campos  chegar em casa e também é o único transporte para alguns trabalhadores de fábricas poder ir para o emprego (eu nunca daria carona nos Estados Unidos…).  Eu fiz bons amigos na Inglaterra fazendo este pequeno favor e eles ainda me escrevem até hoje.

Heinkel He 111 durante a Batalha da Grã-Bretanha

Uma noite eu estava voltando do trabalho por volta de duas horas e eu estava a meio caminho de casa através dos pântanos. A neblina estava pesada naquela noite e eu dirigia  cerca de 300 metros sem visão nenhuma. Eu tinha acabado de sair de uma parte do nevoeiro, quando notei um homem parado à beira da estrada.  Ele estava vestido com um macacão cinza-azulado e parecia estar usando um capacete de soldador.  Sob o seu braço parecia haver um lençol rasgado branco-acinzentado que ele vinha arrastando atrás de si. Eu dirigi devagar mas ele não deu indicações de que eu estava lá e ele olhava para mim como se estivesse perdido. Eu estava pensando comigo mesmo, que isso era estranho, era tarde da noite, será que eu deveria parar e pegá-lo?

Eu, pelo menos, não gostaria de ser pego de surpresa no pântano durante a noite. Então eu parei e esperei.  Eu vi ele começar a se aproximar do carro pela janela traseira esquerda (eu tinha um carro britânico na época, um Austin Mini).  Estendi a mão para destravar a porta do passageiro para deixá-lo entrar. As luzes e faróis de repente ficaram fracos e o carro correu.  Examinei o carroo procurando um vazamento de óleo ou algo incomum.  De repente, todo a força voltou e o  carro começou a andar normalmente de novo.  Eu olhei para trás para ver o que o mochileiro estava fazendo e ele tinha ido.  Eu disse a mim mesmo (O que está acontecendo? Onde ele foi?). Então, fiz uma idiotice,  tirei uma lanterna do porta-luvas e sai do carro.  Olhei em volta pensando que ele poderia ter caído em uma vala e precisava de ajuda. Eu procurei por cerca de 2 minutos e não conseguiu encontrar ninguém.

Os cabelos na parte de trás do meu pescoço começaram a arrepiar e eu fiquei em estad0 de choque. Voltei para o carro pensando que eu precisava sair dos pântanos depressa. Alguns dias se passaram e eu não contei a ninguém da minha experiência.  Eu pensei que estava cansado das longas horas no trabalho e da viagem para casa.

Então um dia, eu estava voltando do trabalho, alguns dias depois e a polícia havia bloqueado a estrada no caminho paraos pântanos.  Eu saí do carro para ver o que estava acontecendo. A polícia disse-me que um fazendeiro encontrou um velho bombardeiro alemão da Segunda Guerra Mundial (Hienkel 111), com a tripulação ainda a bordo. Aproximei-me do local do acidente por ser curioso e mórbido.  Notei que os membros da tripulação do bombardeiro (ou o que restava deles…) estavam vestindo macacão cinza-azulado e usando um capacete de vôo feito de couro que se parecia com os de soldadores. Também um dos membros da tripulação tinha um pára-quedas rasgado e desfiado perto dele e que já estava branco-acinzentado, uma ponta estava presa e esticada atrás dele.

Eu acho que a única coisa que ele queria era ir para casa …

http://library.thinkquest.org/04oct/01038/Dangerfield%20Newby.htm