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A Colônia Perdida de Sir Walter Raleigh Capítulo II

Continuação do livro “Sir Walter Raleigh Lost Colony”, agora o capítulo mencionado vários documentos oficiais que relatam encontros com possíveis descendentes de colonos ingleses entre os índios norte-americanos

Enseada de Pamlico nos dias atuais

Mas o que realmente aconteceu? O que se sabe é o que o local estava abandonado e muitos documentos oficiais relatam algumas estórias intrigantes.  Em documentos vindos da Virgínia, provavelmente do capitão Francis Nelson que deixou a Virgínia em 2 de junho de 1608, ele relata o que ouviu de homens que vinham de Roanoke e estavam indo para Ocanahawan. Os nativos relataram de pessoas que se vestiam como eles e que construiam casa com paredes de pedras, além de domesticar perus.

Essas pessoas viviam na região entre Peecaracamnick e Ocanahwan. Uma área perto dos rios Tar, Neuse e Roanoke, provavemente Ocamahowan ficava próxima do rio Neuse.

As lendas dessa carta data do ano 1608 e relata incidentes quea conteceram 21 anos após a colônia ter deixado em Roanoke e apontam para o fato de que os homens brancos de Roanoke estavam vivos em Ohanahowan no rio Neuse e em Passarapanick na mesma região, tendo casas de pedra de dois, perus domesticados, minas de sal e outras evidências de civilização, e Machumps diz expressamente que esse povo foram ensinados nessas técnicas pelos colonos que escaparam do massacre em Roanoke. O que significa esse massacre de Roanoke não é sabido, pois como se sabe, não havia sinal de que os colonos tenham deixado sinais que tenham partido às pressas, então se supõe que esses homens brancos sejam outras pessoas.

O nome de Pananiock é mencionado em diversos documentos.  No mapa de DeBry da Expedição Lane Pananiock é escrito como Pomeiock e é  dito que se localiza entre o lago Paquipe ou Mattamuskeet e a enseada de Pamlico, no município atual de Hyde. No mapa de Scroeter de localidade indígenas  há um território designado como Pomouik na parte sudeste do atual condado de Craven.

Baldwin diz : “supõe-se que Madog fixou-se em algum lugar da Carolina, e que sua colônia, sem suporte da Europa, e com as comunicações cortadas desse lado do ocerano, tornou-se vulnerável e, depois de ter sido muito reduzida, foi destruída ou absorvida por alguma poderosa tribo de índios.

Em um documento de 1608, do embaixador espanhol Zuniga, e publicada por Alexandre Brown em “Genêsis dos Estados Unidos” é mencionado um rio que entende-se ser o Neuse e nesse rio está localizado Passarapanick no lado sul de Ohanahowan, onde segundo a lenda “moram quatro homens que vieram de Roanoke”. Essa localidade se localizava no território de Secotan.

De um documento publicado em 14 de dezembro de 1609, em  Londres,”Verdadeira e Sincera Declaração”, se lê o seguinte: “Mas, para explicar o que acontece; o que parece abater ou abalar nossos estoques de suprimentos; o problema nasce a partir de duas fontes principais, das quais uma era é causa da outra: primeiro, a tempestade, e qual homem pode esperar uma resposta para isso? Em seguida, a ausência do governador White, um efeito da primeira, para a ausência dele nos deixa no suspense e não sabemos de sua segurança e temos algumas dúvidas, e nas mãos de Deus repousa a todos na Terra. Agora, se essas duass serão as únicas cruzes, que desconcertam o lógico, consideram-se que nas três viagens sempre se encontrou o caminho e que todas  dependem desta, os homens estão em desgoverno, doentes, a espera pela frota e não há retorno. Há de se considerar outras alternativas, vantagens e desvantagens (…) podemos adentrar cinquenta milhas do nosso forte, como foi testemunhado por dois de nossos colônia enviados para averiguar, e, embora negada pelos nativos, encontraram cruzes e letras e caracteres e que garantiram ser testemunhos de cristãos recém esculpidos em cascas de árvores, se considerarmos a certeza de acomodações, vinhos, sabonete, cinzas, para todos os usos da madeira, ferro, aço, cobre, foi encontrada em grande abundância na casa de suas sepulturas. ”

O trecho mostra que haviam vários relatos dos “homens de Raleigh” eram correntes entre os o povo da Inglaterra. De 1609 até 1660 não há mais menção sobre eles.

Em “Antiga América” de Baldwin, na página 285, encontramos um relato de galeses na América. A história da migração de Madog do País de Gales está relacionado em apoio à teoria de que uma colônia galesa foi criado na Carolina do Norte. Baldwin diz : “supõe-se que Madog fixou-se em algum lugar da Carolina, e que sua colônia, sem suporte da Europa, e com as comunicações cortadas desse lado do ocerano, tornou-se vulnerável e, depois de ter sido muito reduzida, foi destruída ou absorvida por alguma poderosa tribo de índios.

Após um conselho, os indios resolveram executá-los na manhã seguinte. O missionário, desgostoso, fala em galês: “escapei de tantos perigos e agora vou morrer como um cão”. Ou ouvir isso, um chefe (sachem) dos Doegs da tribo diz a ele, em galês, que eles não iriam morrer.

Nos tempos de colônia e, mais tarde, não há falta de relatos sobre relíquias dos galeses de Madog que foram descobertas entre os índios, mas geralmente não se dá nenhum crédito a isso.

O único documento que se considera mas legítimo é do rev. Morgan Jones, de 1686, em uma carta relatando suas aventuras entre os Tuscaroras. Esses índios eram mais claros que os de outras tribos, e essa particularidade era bem perceptível que eles eram freqüentemente mencionados como “índios brancos “.

Ele relato como foi mandado para Port Royal, e em seguida a frota foi enviada para rio acima para um lugar chamado Oyster Point. Faltaram suprimentos e ele e mais cinco homens foram a floresta. Acabaram sendo pegos pelos índios, porque eles foram dizer que eram de Roanoke. Após um conselho, os indios resolveram executá-los na manhã seguinte. O missionário, desgostoso, fala em galês: “escapei de tantos perigos e agora vou morrer como um cão”. Ou ouvir isso, um chefe (sachem) dos Doegs da tribo diz a ele, em galês, que eles não iriam morrer. O sachem vai até o imperador e este resolve salvá-los. Os seis passam quatro meses na tribo e quando vão embora, os índios lhe fornecem suprimentos.

Esse relato foi feito por um ministro da Igreja da Inglaterra, algumas centenas de anos após o desaparecimento da colônia e foi escrita em suporte à estória da emigração do princípe Madgog or Madoc, escrita nas crônicas preservadas nos mosteiros de Conway e Strat Flur em Gales. Essa localidade é descrita como situada no rio Pontigo e perto de Cape Atross. O nome Pontigo é agora conhecido como Pamlico. O velho nome índio é Pamtico. O cabo mencionado agora é Hatteras.

Esses fatos foram citados para demonstrar que em tempos passados colônias foram estabelecidas, e no curso do tempo foram negligenciadas e esquecidas pelos países-mãe e foram absorvidas pelas tribos nativas. Se esta teoria for aceita, responderá por tradições de navios naufragados, prevalente entre os índios, e descrito por Harriot, bem como como a sua fé religiosa, tão diferente do que comumente encontra-se entre os nativos.

O historiador pergunta: “quanto dos remanescentes da colônia do princípe Madog é representado por esses  tuscaroras doegues? Ele é muito explícito ao afirmar sobre a linguagem. Eles entenderam o galês.  Ele foi capaz de
conversar com eles e pregar em galês, se ele tinha uma explicação para a existência da linguagem galesa entre eles ou se procurou algo disso na história tradicional deles, ele omitiu totalmente.

Se tiver localizadou os tuscaroras corretamente, eles residiam ao oeste dos Doegs e habitavam o última fronteira da região conhecida como Secotan. Se os colonos Inglês mudaram-se a cinqüenta milhas da Ilha Croatan eles devem ter habitada a região onde o rev.  Jones encontrou o Doegs.

Em um dos antigos mapas menciona-se uma tribo de índios que viviam nesta
mesma região, que foram chamados Mandoags,  e Doags e Mandoags pode ter sido a mesma tribo.  Os Mandoags poderiam ser remanescente da colônia de Madog.  O nome Madog, no intervalo de quatrocentos e noventa anos, pode ter sido mudado para Mandoag.

O Rev. Jones estava vivendo e pregando para falante da língua inglesa, antes antes dessa experiência entre os tuscaroras, e é razoável inferir que o intérprete que estava com ele compreendia tanto o inglês, quanto a língua nativa.

A crônica galesa diz que Madog deixou País de Gales em 1170 com alguns navios, indo do sul da Irlanda e navegando para o oeste. Ele descreveu uma região agradável e fértil onde um assentamento foi estabelecida. Deixando de 120 pessoas, ele voltou ao País de Gales, preparou dez navios, juntando uma grande companhia, alguns dos quais eram irlandeses e partiu novamente para a América.

A crônica galesa diz que Madog deixou País de Gales em 1170 com alguns navios, indo do sul da Irlanda e navegando para o oeste. Ele descreveu uma
região agradável e fértil onde um assentamento foi estabelecida. Deixando de 120 pessoas, ele voltou ao País de Gales, preparou dez navios, juntando uma grande companhia, alguns dos quais eram irlandeses e partiu novamente para a América.

Nós não podemos deduzir da declaração do rev. Jones se os doegs eram uma parte da tribo tuscarora. Da sua pregação nos deduzimos que eles tiveram algum contato com a religião cristã antes de seu aparecimento entre eles. A história dessa tribo, como descrito por Morgan Jones é interessante e digna de nota. Harriot, que acompanhou a expedição de Lane até a Virgínia, nos descreve os índios do local: “Eles são pessoas vestidas com camisas soltas feitas de peles de veado e aventais do mesmo material em torno de suas cinturas,  de tal diferença de estatura como nós da Inglaterra, não tendo nenhuma ferramentas ou armas de ferro ou aço para nos ferir, nem sabem como fazê-las.”

“A linguagem de cada tribo das outras, e quanto maior a distância, maior é a diferença.  Eles acreditam que há muitos deuses, que eles chama Mantoac convite, mas de diferentes tipos e graus, um único grande Deus, que tem sido desde toda a eternidade.

Eles também acreditam na imortalidade da alma, após esta vida, assim como a alma abandona o corpo, que ou é levada para o céu, a morada dos deuses, lá para desfrutar a felicidade perpétua e felicidade, ou então para um grande poço ou abismo, que eles pensam estar em outra parte do mundo em direção ao sol, lá para lá queimar perpetuamente, o lugar que eles chamam de Popogusso “.

Ao ler este relato da religião dos índios que com quem Harriot entrou em contato, podemos habilmente concluir que em algum período eles tiveram de comunicação com raças civilizadas do Oriente, que lhes deram alguma idéia de fé mais exaltada do que a comum entre os  selvagens. Alguns podem estar dispostos a aceitar os absurdos da fantasia do pregador e facilmente acreditar que eles sejam descendentes de ”tribos perdidas “, que tenham retido alguma coisa da antiga fé judaica. A diferença de cor, idioma e outras
características torna difícil aceitar tal teoria.

O conhecimento das terras ocidentais é tão antigo como o tempo de Platão e Sólon, que mencionou uma ilha no oeste chamado Atlantis. Dr. McCausland, em “Adão e as Adamite”  diz que os persas estabeleceram uma colônia nas Índias Ocidentais mil anos atrás, que, “abstendo-se de todo o contato com os os aborígenes, pouco difere de seus progenitores no país de origem, “Muito antes” da descoberta América por Colombo, os bascos enviaram navios de pesca essa parte norte da América.

Os registros dos vikings descreve viagens para a costa americana, relatando fatos e datas que são confirmadas pelas crônicas irlandesas e árabes, e também pelo registro em Woman´s Island, no nosso litoral norte, na data de de 25 de abril de 1135 (vide Antiguidades Nórdicas de Mallett).

Se forem desacreditados esses relatos de viagens da Europa para a América, nós podemos desacreditar qualquer coisa registrads na história. A sílaba sânscrita ap e a raiz latina ak, ambos significando água, são detectados em
centenas de nomes de rios e baías da costa atlântica de frente à Europa, onde os navios impulsionada pelos ventos alísios provavelmente atingiriam as costas americanas.

Esses fatos foram citados para demonstrar que em tempos passados colônias foram estabelecidas, e no curso do tempo foram negligenciadas e esquecidas pelos países-mãe e foram absorvidas pelas tribos nativas. Se esta teoria for aceita, responderá por tradições de navios naufragados, prevalente entre os índios, e descrito por Harriot, bem como como a sua fé religiosa, tão diferente do que comumente encontra-se entre os nativos.

Prescott, como citado pelo Dr. Hawks, ao falar dos índios encontrados na costa atlântica da América do Norte, diz: ‘eles tinham atingido a concepção sublime de um Grande Espírito, o criador do universo, que, indiferente em sua própria natureza, não era para ser desonrado por uma tentativa de visível representação, e que, permeia todo o espaço, e não era para ser
circunscrito dentro das paredes de um templo. ”

(continua…)

Capítulo I:

https://casadecha.wordpress.com/category/a-colonia-perdida-de-sir-walter-raleigh/

https://casadecha.wordpress.com/2009/06/08/a-colonia-perdida-croatoan/

https://casadecha.wordpress.com/2009/11/10/a-colonia-perdida-de-raleigh/

http://www.archive.org/stream/genesisunitedst03browgoog/genesisunitedst03browgoog_djvu.txt

http://www.archive.org/stream/historynorthcar01ashegoog/historynorthcar01ashegoog_djvu.txt

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A Colônia Perdida de Raleigh

RoanokeIsland

Mostra a área da ilha de Roanoke, incluindo Croatan, Roanoke e a enseada de Pamlico

  • A postagem é parte traduzida e resumida do livro “A Colônia Perdida de Sir. Walter Raleigh” que aos poucos pretendo colocar no site. Todas as partes anteriores até esta correspondem ao capítulo I, páginas 5 a 12 do livro. Seguindo com a estória…

A partir da história do governador White, é evidente que Croatan estava situada a sul da Ilha de Roanoke e ao longo da costa, porque os veleiros aportavam lá vindo do mar aberto.

É provável que a ilha mencionada esteja dentro do Condado de Carteret no presente.  Ela é vista nos mapas mais antigos, datados de 1666. Em um mapa publicado pelo ordem dos Lordes Proprietários em 1671, a península dentro do condado de  Dare é chamado Croatan.  O nome da ilha ocupada
pela tribo amiga era Croatoan, enquanto outras localidades ao redor são
chamado Croatan.

A diferença entre os dois nomes que não podemos explicar, possivelmente só a forma de pronunciar é diferente.  Devemos lembrar que os ingleses deram esse nome à tribo, que provavelmente era de origem cherokee .

Mas nada confirma que eles viviam no local, aparantemente qualquer tribo ficava lá para caçar e pescar. A palavra escrita no tronco, deu a entender a White que eles tinham se dirigido para lá. Como ele disse:  “Manteo nasceu lá e os selvagens(1) da ilha são nossos amigos.”

Segundo o mapa Scrocter de localidades da Carolina do Norte, a distância de Ilha de Roanoke para Croatan é de cerca de sessenta e cinco milhas em uma linha direta a partir da enseada de Pamlico.

Para se chegar Croatan por mar a distância era grande e os navios tinham de passar pelo cabo Hatteras, perigoso para a navegação.  Esta ilha era chamada de “Ilha do Meu Senhor Almirante”, por Mestre Ralf Lane, em sua carta a M. Hakluyt.

Havia um entedimento entre White e os colonos de que a ilha de Croatan estava a cinquenta milhas de Roanoke, se esse entendimento era verdade, então os colonos estavam se preparando mover-se em território hostil, para a região a oeste de Roanoke, povoada de tribos inimigas.

Mas para que os índios iriam levar os colonos dentro de território hostil se esse lugar não era sua aldeia apenas uma estação de caça e pesca?

Na verdade, o fato deles dizerem “cinquenta milhas daqui” demonstra que sim, havia um lugar onde eles deveriam ficar com mais frequência. Esse ponto fica na região do chamada de Secotan, entre os rios Keuse e  Pamlico e que era ocupada por uma tribo chamada Mandoags ou Doegs(1), como veremos.

Notas:

(1) Selvagens, era apra a época a maneira mais comum para se referir às tribos. Mesmo mencionando uma tribo amiga, White usa o termo.

(2) Também chamados de Dogues, Taux, Dogi, Tacci. Eles podem ser um ramo da tribo Nanticoke.

O Capitão John Smith visitou o rio Potomac em 1608, e indicou que eles viviam naquela área, acima de um racho de nome Aquia, sua capital era Tauxenent, localizada na  “Doggs Island” (também conhecida como Miompse ou May-Umps, agora Mason Neck, Virginia), onde eles viviam da pesca e da plantação de milho. Outras vilas ficavam em Pamacocack (depois anglicizado para “Quantico”), perto do rio Quantico, Yosococomico (agora rio Powell) e Niopsco (rio Neabsco).

A colonia perdida: Croatoan

Antes da partida de White, os índios Croatoan visitaram a ilha de Roanoke e convidaram os colonos a morarem com eles. Os colonos aceitaram a proposta e disseram a white. Então combinaram o seguinte: se eles tivessem de partir escreveriam a palavra CROATOAN em uma árvore e se por acaso, a partida fosse feita sob condições hostis e adversas, escreveriam uma cruz acima de CROATOAN (portanto, não há nada de misterioso nessa palavra, mas com certeza a venda de livros aumenta se semear o mistério).

Em 27 de agosto de 1590, ele partiu e encontrou um cenário de guerra na Inglaterra. Todos foram convocadas para a defesa da Inglaterra. E sob o comando de Raleigh, a Armada Formidável da Espanha foi derrotada.

Em 22 de abril de 1588, White retornou para o Novo Mundo, mas no caminho foi orbigado a retornar devido a um embate com navios de guerra. Nenhuma nova tentativa foi feita até 20 de março de 1590, quando eles voltaram con três veleiros. Eles só alcançaram Roanoke em agosto.

Agora, de acordo com o relatórios da viagem, escrita pelo escritor Richard Hakluyt, “durante a tarde de 15 de agosto eles ancoraram em * Hattorask, a uma profunidade de 9,15 metros longe da margem. Assim que eles aportaram, White viu uma grande coluna de fumaça vinda do lugar onde ele deixou a colônia em 1587. Na manhão seguinte, dois botes com White e os capitães Cook e Spicer foram à terra. Ele deu instruções ao mestre canhonheiro para deixar prontos dois * minions e um falcão para disparar, dentro de um certo espaço de tempo entre um tiro e outro, assim avisando aos remanescentes da colônia que eles estavam chegando.

Eles rumaram com os botes na direção da grande fogueira, até que eles resolveram soltar a âncora próximo da praia. Então eles chamaram, tocaram trombetas, cantaram e nada de resposta.

Quando amanheceu eles ancoraram e encontraram grama e árvores queimadas de onde vinha a luz. Continuaram até Dasamonguepeuk, caminhando próximo à praia, até o lado norte da ilha. Durante todo o caminho eles viram pegadas de nativos, de dois ou três tipos.

Quando eles atingiram um banco de areia, encotraram misteriosas palavras romanas escritas na árvore, C.R.O., de acordo com um código secreto entre eles e o governador, assim ele saberia que eles se mudaram para um local cinquenta milhas longe dali. Ele ficou preocupado, mas como não encontrou nenhuma cruz acima das siglas, então eles tinham partid sem maiores problemas. Rumando para o vilarejo, ele encotrou as casas demolidas e tudo  cercado por uma grande paliçada, como se fosse uma fortaleza. E em um dos troncos usados na paliçada, encontraram a palavra CROATOAN. Feito isso, entraram no lugar, onde encontraram diversos objetos e barras de metal espalhados pelo chão, quase cobertos por grama e ervas daninhas.

E apesar dele ter ficado desgostoso “com toda a mercadoria espalhada por ai”, ele se alegrou que eles tivessem se dirigido para Croatoan, que era o lugar onde Manteo tinha nascido e onde eles tinham amigos.

Um tempo ruim obrigou-os a voltar para o veleiro e devido a perda de três âncoras, fora uma eles decidiram abandonar a idéia de ira naquele instante para Croatoan e foram para a ilha de Saint John. Então passaram o inverno nas Índias Ocidentais e depois rumaram para Croatoan. Um dos veleiros voltou para a Inglaterra, pois estava em péssimas condições.

Os outro dois veleiros ficaram um tempo procurando saquear navios espanhóis, até que em voltaram para a Inglaterra e aportaram em Plymouth em 24 de outubro de 1590.

* Alguns estudiosos dizem que Croatoan era o nome do lugar, e que os ingleses deram esse nome depois aos índios que lá moravvam.  O verdadeiro nome da tribo seria Hatteras (ou Hattorask, como chamam os croatoans.) Esses índios estavam em Roanoke quando a colônio aportou. Os indios não moravam na ilha, na verdade lá seria um acampamento de caça e pesca ou talvez um local mais fresco para ficarem durante o verão.

Minion e Falcão – dois tipos de canhões do século 15 e 17.

Dasamonguepeuk, no lado ocidental de Croatoan, parece ser o condado de Dare hoje em dia. Era possivelmente a sede da tribo de Roanoke, os quais devem ter uma vaga conexão com Chowanoke e Secotan.

Leia mais em:

https://casadecha.wordpress.com/category/a-colonia-perdida-de-sir-walter-raleigh/

https://casadecha.wordpress.com/2009/11/10/a-colonia-perdida-de-raleigh/

https://casadecha.wordpress.com/2010/06/07/a-colonia-perdida-de-sir-walter-raleigh-capituloii/

A Colônia Perdida de Sir Walter Raleigh

Nessas andanças pela internet esse livro encontrei no archive.org um livro muito bom sobre a estória da “colônia perdida” de Roanolke, mas conhecida por Croatoan, apesar de Croatoan não ser o nome do lugar mas apenas uma palavra escrita se referindo a um lugar.

Se você quiser ler o original a url é http://www.archive.org/details/sirwalterraleigh00mcmil

Croatoan? Mas que mistério é esse? A primeira vez que ouvi isso foi numa estória em quadrinhos de um escocês. Não me admira os escoceses, assim como os bretões em geral, tem fama de estar ligados a esse sobrenatural  bem intimamente… Por exemplo, estórias de fantasmas: parece que toda a população de fantasmas foi morar na Grã-Bretanha e não sobrou nenhum por resto do mundo…

Essa estória também é fantasmagórica: aonde foram parar 114 pessoas? Sir Walter voltou para resgatá-los e nada sobrou, além da palavra escrita na árvore. No quadrinhos, Sete Soldados da Vitória, eles se miscigenaram com um tipo de raça demoníaca e deram origem a uma vila de bruxos nos subterrâneos da terra.

Mas e a estória real? Foi isso que encontrei nesse livro de 1888, e pensei em compartilhar um pouquinho aqui. Pela curiosidade e pra me lembrar depois do que li. Mas vou logo dizendo que não se trat de estórias de fantasmas, mas uma interessante estória do destino da colônia.

Tudo começou em 1583, a Inglaterra de Elizabeth estava num período turbulento, ela tinha rejeitado a proposta de matrimônio do rei Felipe da Espanha e tinha sido favorável a Holanda, que estava em guerra com Espanha,f ornecendo armas e exércitos para que eles reconquistassem o território holandês.

Enquanto a Inglaterra se preparava para a eminente guerra, a rainha deu a Sir Walter uma carta em que tornava ele dono de territórios na América do Norte, isso tudo por ele ser um militar altamente qualificado.  Durante as preparações para o conflito, ele organizou uma expedição para a América, que foi comandada por Philipe Amadas and Arthur Barlowe. Lá eles aportaram e tomaram posse de várias áreas, inclusive a ilha de Roanoke. Eles voltaram para a Inglaterra com os nativos Manteo e Wanchese, a intenção deveria ser impressionar eles com a grandiosidade da Inglaterra, além claro de estabelecer relações amigáveis e conseguir ajudar para colonizar as terras.

Eles retornaram noutra expedição. Manteo se tornou Lord de Roanoke e Dasanguepeuk. Já Wanchese  se tornou um ferrenho inimigo dos ingleses. Hoje em dia existe uma cidadezinha com o nome dele dentro do condado de Dare (por sinal Dare é o sobrenome da primeira criança “inglesa” nascida no território americano).

A segunda expedição foi em 1585, sob o comando de Sir Richard Grenville. Ele voltou com seis veleiros e chegou em Roanoke no mês de julho de 1585. Levou uns quatro meses para chegar, se ele saiu em 9 de abril. As viagens era realmente demoradas… Ao retornar em agosto, ele deixou uma colônia na ilhade Roanoke, sob o comando de Ralf Lane.

O problema é que apesar de ter feito muitas descobertas, os colonos se sentiram abandonados e embarcaram de volta para a Inglaterra com Frances Drake, que tinha dado uma parada ali e estava retornando para a Grã Bretanha e deu uma carona a eles.  Com isso, não ficou nenhum inglês nas terras americanas.

Depois de um mês que os colonos partiram, chega Richard Grenville com suprimentos e não encontrando ninguém, deixou por lá quinze homens. Eles nunca mais foram vistos.

Mas Raleigh não desistiu e mando John White para lá,  junto com outros colonos, eles tinham o encargo de comandar e assistir na fundação da cidade de Raleigh, que deveria ser fundada na baía de Chesapeak.

Mas os comandantes do navio estavam mais preocupados em ir para as Índias ocidentais e ir até a baía custava tempo, então “convenceram” o governador a ficar na Ilha de Roanoke.

De acordo com seus relatórios, eles batizaram Manteo, que dali em diante se tornou senhor de Dasamonguepeuk, pelos seus inestimáveis serviços. Ao mesmo tempo nascida a neta do governador nasceu, filha de Eleanor e Ananias Dare. Foi batizada como Virgínia, por ser a primeira criança a nascer no territória da Virgínia.

Mas aconteceu que em 21 de agosto daquele ano,  1585, um violenta tempestade que destruiu um dos veleiros. Os colonos pediram que ele voltasse para pedir suprimentos e interceder por eles.