Arquivo mensal: novembro 2009

As misteriosas ruínas submersas de Okinawa

A idéia de um continente perdido no fundo dos oceanos não é nova. Augustus Le Plongeon (1825–1908), depois de suas investigações da ruínas maias em Yucatán concluiu que essa civilização era muito mais antiga que a grega e a egípcia e narrou a estória de um novo continente de nome “Mu”(1). Esse nome ele emprestou de Charles Étienne Brasseur de Bourbourg, que identificou essa terra como Atlântida e afirmou que a civilização egípcia começou com o reinado da rainha Moo, que era uma sobrevivente do continente. Outros refugiados foram para a América Central e fundaram a civilização maia.

Mas Kihachiro Aratake, um mergulhador profissional,  nunca pensou que encontraria tão fantástico quanto uma pirâmide submersa. Procurando por tubarões em Yonaguni, Okinawa, em 1986 ele descobriu estruturas gigantescas que mais pareciam ter sido feitas por humanos. Desde essa época o professor Masaaki Kimura da Universidade de Ryukyus em Okinawa tem se dedicado ao estudo dessas estranhas formações. Segundo ele, são dez estruturas submersas, que incluem um templo, um arco do triunfo, um estádio e várias ruas e talvez muralhas.

Estranhamente, apesar de ser um mistério bem divulgado no mundo oriental, e tamém Austrália e Nova Zelândia, nada se vê sobre as formações na mídia em outros lugares do mundo. Nem documentários ou menções nos veículos de comunicação.

Alguns cientistas já foram até o doutor Kimura para investigar as formações, como Robert M. Schoch, da Universidade de Boston famoso por dizer que as pirâmides do Egito foram construídas pelos atlantes. Ele afirma que talvez algum processo geológico possa fazer esse tipo de estrutura mas elas parecem perfeitas demais para serem fruto de um acidente geolígico.

Mas estudiosos como o geólogo alemão Wolf Wichmann disse que a pirâmide nada mais é que um bloco sedimentar.  Fazendo coro com ele, há muitos cientistas do outro lado do mundo que dizem que essas “ruínas” são apenas uma tentativa de promover o local e que se você olhar atentamente vai ver que são placas sedimentares em que nada lembram estruturas feitas pelo homem. Segundo eles, somente pessoas crédulas e que querem a todo custo acreditar no “continente perdido” vêem algo extraordinário aqui.

Na verdade, vendo bem as fotos, as linhas são realmente muito retas e parecem sim ter sido feitas pelo homem. Certo que é a o opinião de um leigo, mas é o caso de julgar por você mesmo. Aliás, se tudo é uma fantasia porque não divulgar mais sobre elas? Seria interessante. Mais interessante foi ter lido em algum lugar que se as ruínas fossem mesmo verdadeiras obrigaria a uma revisão total de conceitos e da datação geológica.

Então, talvez para alguns cientistas ocidentais seja melhor que as estruturas continuem sendo apenas formações geológicas naturais…

Notas:

(1) H. P. Lovecraft (1890–1937) já citou Mu na sua mitologia de Cthulhu. O pai de Conan, Robert E. Howard, em seus contos cita Lemuria como o que sobrou do continente de Mu, sendo a Lemuria apenas o topo da montanha do continente submerso.  O conceito de Lemúria data do século 19 e diz respeito a um continente submerso na Índia e no Oceano Pacífico.

Sites relacionados:

http://heritageofjapan.wordpress.com/just-what-was-so-amazing-about-jomon-japan/the-mystery-of-yonaguni-is-there-a-5000-year-old-underwater-pyramid-and-city/

http://ahotcupofjoe.net/2009/03/the-ancient-underwater-ruins-of-yonaguni-japan/

http://www.associatedcontent.com/article/1804320/the_yonaguni_monument_man_made_or_natural.html?cat=37

http://en.wikipedia.org/wiki/Yonaguni

http://www.altarcheologie.nl/underwater_ruins/yonaguni/linkmap.htm

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A lagoa da Sereia

A Piscina da Sereia. Foto por BinaryApe

Kinder Scout é o nome de uma montanha e de um plateau. É um local desolado em Peak District na Inglaterra.

Alguns dizem que o nome “Kinder” possa ser céltico vir do germânico “Kunder”, que significa prodígio, ser ou criatura. Isso porque perto da Cachoeira de Kinder, se encontra um lago, não mais que uma poça, onde dizem que habita uma sereia.

Aqueles que se atrevem a ir até lá vêem que é um local triste e solitário, que deixa o visitante crente de que alguma presença maligna vive no local. Mesmo sendo um lugar interessante para se visitar, os locais dizem ser uma péssima idéia ir até lá à noite.

O lugar é pantanoso, e a dita lagoa é feita de uma água lodosa e que não é potável. Mesmo assim, dizem que se você ficar encarando a lagoa sem vida vai ser recompensado com a visão do seu futuro.

Outros dizem que se você for até lá na Páscoa, mais exatamente à meia-noite, vai encontrar uma sereia nas suas águas negras. Ela te estenderá a mão fria e té dará o presente da vida eterna ou então te puxará para o fundo para te afogar.  Tudo depende do capricho da criatura.

Talvez o seu ar carregado seja resultado de antigas cerimônias céltas que haviam lá. Eles usavam a piscina para esses ritos, que envolviam provavelmente sacríficios humanos. Para eles, a água era um portal entre nosso mundo e outros, tendo um signficado espiritual muito grande.

Além disso, eles usavam o local para enterrar seus mortos, acreditando que se os enterrassem nos pântanos, onde havia água, eles iriam direto para o outro mundo. Não haveria possibilidade de voltar, já que eles já havia passado pelo “portal das águas”. Semelhante estória pode ser vista no filme “The Dark”, onde se menciona o local mítico Annwn, que estaria localizado em alto mar e que é retratado como outro mundo.

Fontes:

http://www.flickr.com/photos/binaryape/155635682/

http://www.cressbrook.co.uk/towns/hayfield.php

www.haunted-britain.com/Haunted_North_Midlands.htm

O ancião de Cury

Leighton. O Pescador e A Sereia

Mais de cem anos atrás, em um belo dia de verão, quando o sol brilhava em  um céu sem nuvens, um velho da freguesia de Cury, ou, como era chamado  outrora, Corantyn, estava andando nas areias em uma das enseadas perto de um lugar chamado Ponto do Lagarto. O velho estava meditando, ou pelo menos estava caminhando, sem pensar profundamente, ou sem pensar em nada – isto é, ele estava “perdido em pensamentos” – quando, de repente ele subiu em uma rocha sobre a qual estava sentado um linda moça com cabelos louros, tantos que praticamente a cobriam inteira. No interior da rocha havia uma poça de água transparente, que havia sido deixado pela maré vazante na no oco da areia que as águas tinham feito.  A jovem estava tão absorta em sua ocupação – penteando seus cabelos na água espelhada, ou admirando o seu próprio rosto,  que ela não notou o intruso.

O velho ficou olhando para ela por algum tempo antes que ele imaginasse como agir.  Finalmente ele resolveu falar com a moça. “Como vai jovem?” , disse ele, “o que você está fazendo aqui, a essa hora do dia?” Assim que ela ouviu a voz, ela deslizou da rocha afundando na água.

O velho não pôde esboçar reação.  Ele pensou que ela iria afogar-se, então ele correu para a rocha para ajudá-la, conceber que em seu medo de ser encontrada nua por um homem ela tinha caído na poça e possivelmente, que era profunda o suficiente para afogá-la. Ele olhou para a água, e, com certeza, ele viu a cabeça e os ombros de uma mulher, cabelos longos e flutuantes como delicadas algas marinhas por todo o lago, escondendo o que lhe pareceu ser uma cauda de peixe.  Ele não pôde, no entanto, ver nada distintamente, devido à abundância de cabelo flutuando em torno da figura. O velho tinha ouvido falar de sereias de pescadores do Gunwalloe, assim ele concebeu esta mulher deveria ser uma, e ele se assustou.  Ele viu que a moça estava tão apavorada como ele, e que, por vergonha ou medo, ela tentou esconder-se nas fendas das rochas, e enterrar-se sob as algas.

Criando coragem, o homem finalmente  se dirigiu a ela: “Não tenha medo, minha querida. Você não precisa se importar comigo.  Eu não lhe farei nenhum mal.  Sou um homem velho, e não a feriria mais que o seu avô. ”

Depois que ele falou dessa maneira suava por algum tempo, a jovem tomou coragem e ergueu a cabeça acima da água.  Ela chorava amargamente, e, logo que ela pôde falar, ela implorou ao velho para ir embora.

“Eu preciso saber, minha querida, algo sobre vós, agora que eu vi você.  Não é todo dia que um homem velho pega uma sereia, e eu ouvi alguns contos estranhos a respeito de vocês, mulheres do mar.  Agora, minha cara, não tenha medo, eu não iria machucar um único fio de cabelo de sua linda cabeça.  Como você chegou aqui? ” Depois de  mais alguma adulação ela disse ao velho a seguinte história:  Ela e seu marido e os pequeninos tinham andando ocupados no mar toda a manhã, e eles estavam muito cansados por nadar sob o sol quente, de modo que o tritão propôs que eles deveriam retirar-se para uma caverna, que eles tinham o hábito de visitar em Kynance Cove.  Eles nadaram longe, e entraram na caverna no meio da maré.  Como lá havia um pouco de uma gradável alga macia, e a caverna era deliciosamente fresca, o tritão se dispôs a dormir, e disse-lhes para não acordá-lo até a subida da maré.  Ele foi logo dormindo, roncando  vigorosamente.  As crianças rastejaram para fora e estavam brincando na areia encantadora, assim a sereia achou que deveria ivestigar um pouco o mundo.  Ela olhou com prazer nas crianças rolando para lá e para cá nas ondas rasas, e ela riu na luta dos caranguejos, engraçada à sua própria maneira.  “O perfume das flores, descia  sobre a falésia tão docemente”, disse ela, “que eu ansiava por chegar mais perto das coisas encantadoras que emitiam esses ricos odores, e eu flutuava de pedra em pedra até que eu vim para esta, e concluindo que eu não poderia avançar ainda mais, pensei que eu deveria aproveitar a oportunidade de arrumar o meu cabelo “.  Ela passou os dedos por seus lindos cachos, e sacudiu alguns pequenos caranguejos e muitas algas marinhas.  Ela passou a contar que ela tinha sentado sobre a rocha admirando a si mesma até que a voz de um mortal apavorou dela, e até então não tinha idéia de que o mar estava tão longe, com uma enorme faixa de terra entre ela e o mar. “O que devo fazer? O que devo fazer?  Oh, eu daria o mundo para voltar para o mar! Oh, Oh! O que devo fazer?”

O velho tentou consolá-la, mas suas tentativas foram em vão. Ela disse que seu marido iria agir terrivelmente se ele acordasse e a encontrasse ausente, e ele com certeza ele iria acordar na virada da maré, uma vez que era a hora do seu jantar.  Ele era muito selvagem quando ele estava com fome, e comeria as crianças se não houvesse outro alimento à mão.  Ele também era terrivelmente ciumento, e se ela não estava ao seu lado quando  ele acordasse, ele iria suspeitar que ela teria fugido com algumas outro tritão. Ela implorou que o velho a carregasse parao mar.  Se ele o fizesse ela daria a  ele quaisquer três coisas que ele desejasse.  Seus pedidos finalmente prevaleceram e, de acordo com seu desejo, o velho ajoelhou-se na rocha, de costas para ela.  Ela apertou os braços junto ao pescoço dele, e firmou os dedos membranosos em sua garganta.  Ele levantou-se da rocha com o seu fardo, e levou assim a sereia pela areia.  Enquanto era conduzida desta forma, ela pediu o velho para lhe dizer o que ele desejava.

“Eu não desejo”, disse ele, “prata e ouro, mas me dê o poder de fazer o bem aos meus vizinhos:  em primeiro lugar, para quebrar os feitiços de bruxaria; segundo, e encantamentos para afastar doenças, e em terceiro lugar, para descobrir os ladrões e restaurar bens roubados. ”

Tudo isso ela prometeu que ele possuiria, mas ele precisa chegar a uma rocha coberta até a metade pela maré no dia seguinte, e ela iria instruí-lo como fazer as três coisas que ele desejava. Tinham chegado à água, e pegando o pente do cabelo dela,  ela deu para o velho, dizendo que ele tinha apenas que pentear a água e chamá-la a qualquer momento, que ela viria até ele. A sereia afrouxou seu abraço, e deslizou do pescoço do velho de volta ao mar, ela jogou-lhe um beijo e desapareceu.  Na hora marcada o velho estava na rocha – conhecida até o hoje como a Rocha da Sereia – e ele foi devidamente instruído em muitos mistérios.  Entre outros, ele aprendeu a quebrar os feitiços de bruxas sobre homem ou animal, comoa preparar um vaso de água, para mostrar a qualquer um que teve seus bens roubados o rosto do ladrão; curar herpes, doenças de pele, fogo de Santo Antônio(1), e dança de São Vito, e ele também aprendeu todos os mistérios das folhas de amora, e assim por diante.

A sereia que a curiosidade de uma mulher,  convenceu seu velho amigo a levá-la a um lugar secreto, de onde ela podia ver mais da terra seca e do povo engraçado que vivia nela, “que tinham suas caudas arrancadas, e assim podiam andar. ” Ao levar a sereia de volta para o mar, ela desejou que seu amigo a visitasse em seu lar, e até prometeu fazê-lo jovem se ele fizesse isso,  favores que o velho respeitosamente declinou.  A família, muito conhecida na Cornualha, por algumas gerações têm exercido o poder de enfeitiçar.  Eles tem em a posse deste poder da maneira como foi relatada.  Alguns remoto tataravô  foi o indivíduo que recebeu o pente da sereia, que existe até os dias atuais, e mostrar-nos provas da verdade do seu poder sobrenatural. Algumas pessoas são descrentes o suficiente para dizer o pente é apenas uma parte da mandíbula de um tubarão.  Pessoas pessoas céticas nunca não são pessoas amáveis.

Fonte: Popular Romances of the West of England, collected and edited by Robert Hunt, 1903, 3rd. edition.

Notas:

(1)

Saint Anthony’s fire (também conhecido historicamente como Ignis Sacer e Fogo Sagrado),  pode se referir a uma das seguintes doenças: ergostimo, erysipelas, e herpes zoster (cobreiro).

O Primeiro Canguru

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Soldado americano brinca com a mascote do regimento, um canguru. Ano de 1942, durante a Segunda Guerra Mundial.

O primeiro canguru

De acordo com os moradores da região sudeste do  país, no distrito de Monaro, Monte Kosciusko, Goulburn, da cordilheira de Currockbilly, Mittagong, Burragorang e para o norte até o rio Nepean, houve época em que os cangurus não estavam no terra.

É dito por aquele povo que  o primeiro canguru foi levado  para a Austrália sobre o maior vento que já soprou.

Aquele vento tinha vindo das planícies. Ele soprava em volta do distrito da cordilheira de Macdonnell, formava um redemoinho que voltava para o noroeste da Austrália, provavelmente em algum lugar entre Perth e Fremantle, varrendo o golfo australiano e  finalmente desembocando em algum lugar do mar da Tasmânia. Durante todo esses terríveis sopros e andanças o primeiro canguru teve dias estressantes.

Ele não podia aterrisar. Ele foi pego pelo vento errante e jogado para cima e para baixo. Em seus esforços para conseguir uma posição segura as patas traseiras se esticaram, e se elas não tivessem crescido desse jeito ele nunca teria descido,  exceto no mar, onde ele teria sido afogado.

Enquanto isso, um chefe aborígene estava procurando por uma nova terra. Sua tribo havia abandonado o local onde haviam acampado durante muitos meses e onde a caça tinha se tornado escassa. Assim, o chefe usou a pintura que trazia boa sorte (1), e saiu para encontrar um pasto novo e prolífico.  Ele tinha viajado muitos dias sem ver um lugar melhor, e estava prestes a regressar ao seu povo, mas a abelinha nativa que colhia o pólen da acácia perto dele atraiu a sua atenção, e enquanto ele olhava ele a viu mergulhar até uma piscina que estava no solo negro aos pés de uma árvore que floria.

O aborígene se inclinou e com uma destreza que só ele possuía, apertando o inseto, as asas ficaram entre o indicador e o polegar da mão direita. Ele levou a abelha para onde ele tinha visto um ninho de vespas, e tirando um dos favos, ele embebeu os dedos com a substância e colocou um pouco dele no traseiro da da abelha. Então ele procurou cerca de um arbusto de algodão e logo encontrou um. As vagens estavam estourado e as bolas brancas e estavam prontas para cair. Enfiando um chumaço de algodão na cera de abelha ele a liberou. A sensação estranha e a carga pesada fez o pequeno inseto zigzaguear para casa, e não era foi problema para o chefe  mantê-lo à vista.

Indo e indo ele caminhou, nunca olhando para baixo, nem para a direita nem para a esquerda, mas sempre para cima, seguindo o vôo da abelha.

No entanto, ele não estava destinado a ver o ninho. Acima nos céus algo chamou sua atenção e ele perdeu a abelha.

Na verdade, ele esqueceu.

A mais estranho massa de nuvens que ele nunca tinha visto estava pairando no ar. Era de cor sépia com bordas pretas. Fervia e ondulava e deslizava. Ondulava e enrolava e explodia e esfiapava. Longas espirais de cor mais clara trabalhavam formas maravilhosas contra o marrom, mas desenhando e contraindo, e em ondas como uma rio de bandeiras ondulantes, agora em linha reta como lanças, agora dobrado como milhões de bumerangues, agora destacando, em seguida, aderindo, a temível e  impressionante massa de vapor vinha do Ocidente. Pedras grandes foram caindo lá. Grandes construções e paredes cambalearam e cairam e bateram. Florestas gigantes nasceram e acenaram durante uma tempestade gigante e foram derrubadas. E mesmo com todo o tumulto de vapor no ar, a terra abaixo estava calma e serena. Enfrentava o inevitável, e o inevitável era uma catástrofe.

De repente, começou a escurecer.

A noite dentro do dia desceu em um segundo, apagando tudo. Mas no céu uma luz maravilhosa apareceu. Longos fluxos líquidos de fogo começaram a partir do sul, e atirou rajadas  pelos céus de pólo a pólo. Eles deslizaram de oeste para leste. Vermelho e amarelo, roxo e marrom, rosa e cinza, dourado e preto, branco e verde pálido. Todas essas cores em longos dedos esticados em linha reta de pólo a pólo, enrolaram-se e cruzaram, e morreram em direção a leste. O infeliz aborígene nunca tinha visto tal visão.

Mas ele tinha ouvido falar dele.

Pareceu-lhe que talvez uma vez na vida um homem teria o privilégio de ver uma coisa dessas. Ele se encolheu diante do fenômeno.

Depois veio o furacão. Com o vento as luzes e as nuvens se foram e a noite (pois era realmente noite então) se mostrou estrelada e clara.

Mas o vento continuava a rugir. Logo acima das árvores passou uma forma negra.  Ela tinha pernas longas da quais pendiam e garras. As garras não estavam muito acima da cabeça do nativo. Era claramente um animal. Ele podia ver o corpo e o pescoço, a cabeça, as orelhas e os olhos, mas em poucos minutos ela tinha ido embora.

De algum jeito ele parecia saber que era coisa de comer. Então, ele tomou coragem.  Ele realmente acreditou que o animal foi enviado pelo grande espírito, porque ele tinha se pintado com os sinais, e ele estava com fome de carne, e ele estava caçamdo, e não por si próprio, mas à procura de alimento para seu povo.

Então ele se deitou para dormir, acreditando que pela manhã ele iria encontrar carne.

Toda a noite o vento soprou. Ainda estava soprando pela parte da manhã.

E ele tinha tanta certeza de que era para trazer-lhe alguma coisa boa que ele não moveu um centímetro.

As abelhas voltaram em grandes enxames. Mas ele esperava pela criatura.

Ela veio.

Ela flutuava como antes, sendo carregada pelo vento. As longas pernas e garras ainda balançavam. O aborígene a seguiu. Ele enfrentou uma viagem terrível, mas, finalmente, ele a vi agarrar suas garras na copa de árvore, o vento passou e ela caiu. Mas, como um relâmpago ela se pôs de pé, e com grandes saltos sobre as pernas longas ela se lançou na mata e se perdeu de vista.

O chefe voltou para a tribo, memorizando o caminho para a nova terra. Lá havia abelhas e pássaros, e havia muitas plantas que davam raízes suculentas. E abundavam de sementes de gramíneas.  Então, para lá a tribo mudou seu acampamento e ficaram por muitos dias. Aqui e acolá eles  avistavam o novo animal que tinha feito crescer as suas pernas longas para tenta agarrar o chão, mas se passou muito tempo antes de ser capturado. Deve ter acontecido de um companheiro ter vindo de algum lugar, porque o que foi avistado provou ser jovem e outros foram vistos.  A carne era boa e a pele estava coberta com um pelo muito quente.

Anos depois, alguém descobriu como curtir a pele.  A resina vermelho sangue da árvore Bloodwood foi embebido em água para tingir a pele. Uma mulher queria que ela fosse tingida. A pele foi imersa na água colorida  por alguns dias, e quando ele foi removido, não só foi as peles foram tingidas de vermelho, mas a própria pele tinha mudado.  Estava mais adequada para uso.  Desde então,  os aborígenes encharcavam todas suas peles de animais em uma solução nessa goma, e assim eles as curtiam.

Todo mundo que tinha visto o fenômeno das nuvens  acreditaram que seu chefe tinha sido atendido pelo Grande Espírito e o canguru foi enviado por sobre o mar para socorrê-los.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/aus/peck/peck13.htm

C. W. Peck. Australian Legends. 1925.

Notas:
(1) A pintura corporal aborígene é uma tradição muito antiga e tem sido praticada por milhares de anos e como outros aspectos da cultura varia dependendo da tribo e local. A pintura do corpo, rosto, os ornamentos, plumas tem mais do que aspecto decorativo, mas tem um significado relacionado com as leis, religiões e convenções sociais. Também têm um significado espiritual muito grande, sendo usado em diversas cerimônias religiosas. A dança e a pintura juntas indicam o relacionamento da tribo com a natureza, a terra, ancestrais, animais e o seu meio ambiente.

Eles são um meio de comunicar a idade, grupo social, o parentesco. Combinações de símbolos podem contar uma estória . Uma pessoa não pode mudar sua pintura e nem pode se pintar, isso é tarefa de um parente.

Fazer cicatrizes no corpo também faz parte dessa linguagem, geralmente eles usam materiais cortante e jogam cinzas em cima para deixar uma cicatriz permanente.

traduzido de: http://www.gondwananet.com/aboriginal-body-painting.html

Link da foto:

http://www.awm.gov.au/collection/013225/

A Colônia Perdida de Raleigh

RoanokeIsland

Mostra a área da ilha de Roanoke, incluindo Croatan, Roanoke e a enseada de Pamlico

  • A postagem é parte traduzida e resumida do livro “A Colônia Perdida de Sir. Walter Raleigh” que aos poucos pretendo colocar no site. Todas as partes anteriores até esta correspondem ao capítulo I, páginas 5 a 12 do livro. Seguindo com a estória…

A partir da história do governador White, é evidente que Croatan estava situada a sul da Ilha de Roanoke e ao longo da costa, porque os veleiros aportavam lá vindo do mar aberto.

É provável que a ilha mencionada esteja dentro do Condado de Carteret no presente.  Ela é vista nos mapas mais antigos, datados de 1666. Em um mapa publicado pelo ordem dos Lordes Proprietários em 1671, a península dentro do condado de  Dare é chamado Croatan.  O nome da ilha ocupada
pela tribo amiga era Croatoan, enquanto outras localidades ao redor são
chamado Croatan.

A diferença entre os dois nomes que não podemos explicar, possivelmente só a forma de pronunciar é diferente.  Devemos lembrar que os ingleses deram esse nome à tribo, que provavelmente era de origem cherokee .

Mas nada confirma que eles viviam no local, aparantemente qualquer tribo ficava lá para caçar e pescar. A palavra escrita no tronco, deu a entender a White que eles tinham se dirigido para lá. Como ele disse:  “Manteo nasceu lá e os selvagens(1) da ilha são nossos amigos.”

Segundo o mapa Scrocter de localidades da Carolina do Norte, a distância de Ilha de Roanoke para Croatan é de cerca de sessenta e cinco milhas em uma linha direta a partir da enseada de Pamlico.

Para se chegar Croatan por mar a distância era grande e os navios tinham de passar pelo cabo Hatteras, perigoso para a navegação.  Esta ilha era chamada de “Ilha do Meu Senhor Almirante”, por Mestre Ralf Lane, em sua carta a M. Hakluyt.

Havia um entedimento entre White e os colonos de que a ilha de Croatan estava a cinquenta milhas de Roanoke, se esse entendimento era verdade, então os colonos estavam se preparando mover-se em território hostil, para a região a oeste de Roanoke, povoada de tribos inimigas.

Mas para que os índios iriam levar os colonos dentro de território hostil se esse lugar não era sua aldeia apenas uma estação de caça e pesca?

Na verdade, o fato deles dizerem “cinquenta milhas daqui” demonstra que sim, havia um lugar onde eles deveriam ficar com mais frequência. Esse ponto fica na região do chamada de Secotan, entre os rios Keuse e  Pamlico e que era ocupada por uma tribo chamada Mandoags ou Doegs(1), como veremos.

Notas:

(1) Selvagens, era apra a época a maneira mais comum para se referir às tribos. Mesmo mencionando uma tribo amiga, White usa o termo.

(2) Também chamados de Dogues, Taux, Dogi, Tacci. Eles podem ser um ramo da tribo Nanticoke.

O Capitão John Smith visitou o rio Potomac em 1608, e indicou que eles viviam naquela área, acima de um racho de nome Aquia, sua capital era Tauxenent, localizada na  “Doggs Island” (também conhecida como Miompse ou May-Umps, agora Mason Neck, Virginia), onde eles viviam da pesca e da plantação de milho. Outras vilas ficavam em Pamacocack (depois anglicizado para “Quantico”), perto do rio Quantico, Yosococomico (agora rio Powell) e Niopsco (rio Neabsco).

Bem vindo ao lar irmão

Quão díficil é esperar por alguém? Será que o corpo precisa ser enterrado para que a alma descanse?

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Um avião do tipo B-24 Liberator

Era dia 1 de setembro de 1944, e o bombadeiro Liberator B-24 J, o “Babes in Arms”(1), estava numa de suas missões para atingir alvos japoneses no arquipélago de Palau, Oceano Pacífico.

Um de seus tripulantes era o sargento Robert Stinson, de 24 anos, um dos seis filhos de Vella Stinson. Ele tinha se juntando à Aeronáutica mal terminou o segundo grau e já havia sido condecorado várias vezes, sendo quase um vetereno de guerra àquela altura. Mas o destino está traçado e desta vez eles foram atingidos. O B-24 com 11 pessoas a bordo caiue dos seus tripulantes, oito morreram e três conseguiram saltar a tempo, um deles sem pára-quedas.

A partir daí, pacientemente, por duas vezes ao mês sua mãe escreveu a governo. Esperava por notícias. Esperava que ele fosse encontrado.  Porém a resposta era sempre negativa.  Foram-se então 65 anos. Nesse meio tempo, ela morreu, e nunca soube o que mais queria.

Seus irmãos não conseguiam descansar. Uma esperança vã dizia que talvez ele fosse um desses três que pularam do avião e que estivesse vivo por aí. Mas dizem que os três sobreviventes foram capturados pelos japoneses e executados.

Em 1994, um grupo de aventureiros e mergulhadores, chamado BentProp,  iniciou sua própria busca nas águas de Koror, a maior ilha de Palau. Todos os anos por um mês inteiro eles fazem buscas nessa área, procurando por 200 aviões desaparecidos durante a Segunda Guerra. Os restos estão espalhados por 300 pequenas ilhas.

Eles se reuniram com veterenos do esquadrão de Stinson que disseram o local onde viram o avião cair. Eles procurarm por seis anos até que em 2000 eles acharam fotos antiga feita por um tripulante de outra aeronave, momentos antes do avião dele cair. Afinal para que as fotos se somente se fotografam os locais que seriam bombardeados? Eles pensaram que alguém queria tentar registrar onde o aeroplano tinha caído.

Graças a essas fotos, eles restringiram as buscas a oito milhas de onde eles estiveram procurando. Aí a sorte veio na figura de um velho pescador que, quinze anos anos, tinha visto restos de um avião naquela área. O grupo fio para lá e logo descobriu um motor do  B-24 a 9 metros e então o avião quebrado em dois pedaços.

Dentro do avião, sepultado no mar por todos esses anos estava restos de um óculos, uma corda de pára-quedas, um sapato, uma identificação de um cachorro, um cadarço e vários pequenos fragmentos de ossos, entre outras dezenas de itens.

Amostras de DNA de Edward e Richard Stinson foram tiradas em 2006 e se confirmaou que dois pedaços de ossos da perna pertenciam ao irmão deles. Outros quatro membros foram identificados. Três ficaram sem identificação e serão enterrados juntos no cemitério de Arlington.  Stinson será enterrado no Cemitério Nacional de Riverside, no dia 30 de outubro.

Nas palavras de Richard: “Finalmente isso vai terminar. Nós nunca esperamospor isso. Nós sabíamos que três tinham saltado e… Você sempre tem a esperança de que ele foi um deles e sobreviveu”.

As memórias do irmão vêm, coisas que foram ditas sobre ele, que gostava de jogar pôquer, que era brincalhão. Parece que para que ele tivesse paz, ele precisaria ser resgatado de onde estava, para que seus restos fossem enterrados, como se de alguma forma sua alma estivesse pairando em algum lugar e não pudesse repousar.

Essa estória é ao mesmo tempo estranha e comovente. Talvez na verdade fossem os vivos que não estivessem em paz.(2)

Agora Richard sabe que seu irmão estava sozinho no fundo do oceano, mas agora ele vai descansar em paz. “Ele não esteve só nessas duas, três semanas. Ele emergiu.”

“Bem vindo ao lar, irmão”

Notas:

(1)

O avião era o 42-73453 do  Grupo Bombardeiro 307, Esquadrão 424.

O piloto era Jack Arnett e os outros tripulantes: William B. Simpson, Frank J. Arhar, Arthur J.  Schumaker, Robert J.  Stinson, Jimmie  Doyle, Charles T. Goulding, John Moore, Leland J. Price, Earl E. Yoh, Alexander R. Vick

(2)

Muitas culturas acreditam que é necessário um enterro e ritos funerários.  É uma maneira de demonstrar respeito e prevenir que aquele corpo volte a vida, como um morto-vivo ou como um fantasma. Acredita-se também que é uma maneira de encerrar o ciclo daquela pessoa nesse mundo, e com o sepultamento,  a pessoa segue para um outro plano de existência.

Fontes:

http://www.wavy.com/dpp/military/military_ap_california_Remains_of_WWII_airman_welcomed_home_20091028

http://www.capeargus.co.za/index.php?fArticleId=5223281

http://forum.armyairforces.com/m148619-print.aspx

http://www.307bg.org/

Gykia, a heroína de Quersonesos

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Sino de Quersonesos foto por Dmitry A. Mottl

Lamachos era um rico morador da cidade de Quersonesos. Era tão rico que seu gado tinha uma porta exclusiva para entrar na cidade. Ele tinha uma filha única, de nome Gykia, ela era a mais linda e inteligente da cidade, tendo o seu pai se esmerado em educá-la com os mais sábios professores.Gykia era uma boa moça e queria de alguma forma ser útil pra a sua cidade.

Entretanto, na província de Bósporo reinava Asandros, que louco de ganância queria a cidade de Quersonesos para si. Ele tinha tentando tomar à força uma vez, só que falhou. Então armou o plano de casar seu filho com Gykia, assim quando Lamacho morresse o filho dele governaria e depois seu neto.

Tudo aconteceu de acordo com a o plano, Gykia casou com o filho de Asandros. Mas havia uma cláusula que dizia que se o marido saísse da cidade para encontrar o pai, seria executado. Gykia amava o marido sinceramente. Ele parecia ser uma boa pessoa, um fiel cidadão e era cheio de boas ações. Só que Lamachos morreu dois anos mais tarde e o Conselho da cidade decidiu entregar o governo não para o seu marido, mas para Zethos, um cidadão de destaque da cidade. O marido não desistiu, e ficou esperando uma oportunidade para tomar o poder.

No aniversário da morte de seu pai, Gykia organizou uma comemoração, regada a muita comida e bebida. O marido dela resolveu usar um dos aniversários de morte do sogro para tomar a cidade. Ele enviou um escravo dedicado a Panticapaion (a capital do reino do Bósforo) com uma mensagem que ele tinha encontrado uma maneira de tomar o controle sobre Quersonesos.

O pai enviou navios a seu filho com guerreiros dentro, como se eles estivessem trazendo presentes para a festa. Os barcos bósforo chegaram na Baía de Símbolos, e o filho de Asandros enviou cavalos para eles. Eles foram a cidade, entregaram os presentes, e alguns ficaram escondidos na casa de Gykia, enquanto os remadores partiam dando a impressão de que eles tinham partido.

Os escravos que o filho de Asandros trouxe de Bósporos o ajudaram, dizendo para todos que eles tinha deixado a cidade e dando comida e água para eles. Tudo foi feito secretamente. Gykia não suspeitava o que estava acontecendo em sua própria casa.

O prazo para o cumprimento do plano era o terceiro aniversário da morte Lamachos. Por dois anos ele reuniu em segredo cerca de duzentos guerreiros de Bósporos. O filho de Asandros supôs que no dia da comemoração todos iriam divertir-se até tarde da noite e ficar totalmente bêbados, e quando dormissem, ele levaria seus guerreiros para realizar seu ato traiçoeiro. Nessa altura, a frota de seu pai estaria pronta para o ataque contra Quersonesos.

A trama foi descoberta por acidente, isso porque uma das servas de Gykia estava de castigo em um aposento, e sem querer deixou cair um grampo, quando foi pegá-lo no chão, ele viu os soldados escondidos no andar de baixo. Imediatamente ele pediu para alguém trazer sua patroa e falou a ela o que estava acontecendo. Gykia não teve dúvidas, o amor pela cidade era maior que qualquer coisa, e decidiu matar a todos, inclusive seu próprio marido, que acabou por ser um traidor.

Ela pediu a seus parentes para reunir os mais valentes cidadãos. Ela fez eles jurarem que se tudo fosse verdade, depois da morte dela, ela deveria ser enterrada dentro d perímetro da cidade. Eles juraram cumprir seu desejo, Gykia satisfeita revelou a traição do marido. Quando eles ouviram a estória, congelaram de medo.

Ela combinou que as comemorações deveriam ocorrer de maneira normal. Todos beberiam, dançariam, cantariam, mas de maneira comedida e sem esquecer o perigo. Deveriam também juntar mato em suas casas. Assim, quando a festa terminasse, os portões seriam fechados e todos iram para suas casas, pegariam os galhos e folhas e iriam a casa dela, colocariam tudo lá e ateariam fogo, assim que ela saísse, é claro. Cuidando para que ninguém mais saísse vivo de lá.

Como havia sido combinado, no dia do memorial de Lamachos , os habitantes da cidade se divertiram durante todo o dia nas ruas. Gykia generosamente distribuiu vinho na festa em sua casa, entreteve seu marido, mas ela mesma não bebeu e ordenou o mesmo de sua servas. Gykia bebia água de uma tigela púrpura que parecia vinho.

Quando a noite chegou, e os cidadãos retornaram a suas casas e Gykia convidou seu marido para dormir. Ele concordou prontamente. Ela ordenou que os portões e entradas fossem fechadas, como de costume, e imediatamente enviou servas de confiança para levar roupas, ouro e decorações diversas para fora da casa.

Tudo ficou silencia na casa e o marido bêbado adormeceu, então Gykia saiu do quarto, fechou a porta atrás de si, e chamando de servas, deixou a casa. Na rua, ela disse que ateassem fogo em cada lado da sua casa. Logo a casa estava envolta em chamas. Os guerreiros bósforos tentaram fugir, mas foram imediatamente mortos. Em um instante todos os conspiradores foram executados.

Desta forma Gykia manteve Quersoneso fora do perigo, os cidadãos ergueram duas estátuas em sua homenagem.

Quando, mais tarde, Gykia lembrou o conselho da cidade sobre a sua promessa de enterrá-la dentro do perímetro da cidade , mas alguns ficaram contra dizendo que a necrópole de Quersonesos estava longe das muralhas da cidade, e eles nunca enterravam os mortos em bairros residenciais. Em vez disso, eles propuseram reconstruir a casa dela, em troca.

Ela não desistiu. Alguns anos mais tarde a sábio Gykia decidiu testar se seus concidadãos se eles iriam manter sua palavra na prática. Ela disse a seus escravos para espalhar a notícia de que ela tinha morrido. Todos ficaram tristes. As pessoas lotaram a praça da casa de Gykia. Seus escravos e parentes prepararam o corpo para o rito fúnebre.

Após uma longa reunião da anciãos eles decidiram não infringir o rito antigo dos gregos, e sim quebrar o juramento, e ordenaram levar o corpo dela para fora da cidade e para enterrá-la na necrópole.

Quando o cortejo parou diante do túmulo aberto, Gykia levantou-se do sarcófago, e começou a acusar os cidadãos amargamente. Os anciãos ficaram envergonhados e juraram pela terceira vez realizar o seu desejo. Ela foi autorizada a encontrar um local de sepultamento dentro da cidade, que foi marcado com um busto em cobre dourado da heroína.

E aqueles que quisessem admirar a beleza dela, poderiam escova o pó do busto de cobre e ler na placa a estória de seu feito corajoso.

Tradução do grego por N. Khrapunov

fonte: http://www.chersonesos.org/?p=history_tls1&l=eng