Lendas e Contos

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Os dois jovens no monte das fadas

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

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Fada

Dois jovens, estavam voltando para casa numa noite de Halloween, cada um com um barril de uísque. De repente, ouviram música e vendo uma casa aberta, toda iluminada e com dança e risos vindo de lá, foram na direção dela e entraram.

Um dos dois se juntou ao grupo que dançava, assim que ele colocou no chão o pacote que levava. O outro, suspeitando do lugar e das pessoas, espetou uma agulha na porta assim que ele entrou, e foi embora quando ele quis. Passaram-se vinte meses e ele voltou procurando por seu companheiro e o encontrou ainda dançando com o barril de uísque nas costas. Embora estivesse mais vivo do que morto, o dançarino enfeitiçado implorou que ele deixasse terminar a dança. Quando ele saiu ele era apenas pele e osso.

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Variedades de Dragão Chinês

Setembro 21, 2009 · Deixe um comentário

Variedades de Dragão Chinês
Para a maioria das pessoas a palavra “dragão” denota um só animal. Há, no entanto, pelo menos oito espécies de animais a que se atribuem esse nome: Lung Wang, Shen Lung, Li Lung, Chiao Lung, Ying Lung, Chiu Lung, Tsao Lung e TuLung. Todos pertencem ao gênero dragão (Lung), mas cada um tem uma ou mais características que o diferencia dos demais.

Lung Wang

Por exemplo, Li Lung ou Chih Lung, como também é conhecido tem e é a única espécie possui asas. Vamos considerar agora somente a espécie Shen Lung, que é a mais conhecida. Shen Lung ou espírito dragão, seria o dragão real, mencionados desde o tempo de Yao e Shun. Dr. Williams, em seu “Reino Médio”, menciona apenas três variedades e diz que estes são, respectivamente, os dragões do céu, do mar, e de pântanos. No entanto, mas os chineses catalogam muito mais espécies

DSC09367Eles consideram que Shen Lung controla todas essas três esferas. A maioria dos outros  variedades são criaturas menores que são praticamente desconhecidas. A exceção é Wang Lung, o rei dragão. A diferença desta espécie para outras é que seus membros possuem uma cabeça de dragão e um corpo humano. Por isso é que alguns dizem que esse dragão chinês é a versão do Netuno da mitologia ocidental.
Todos os dragões verdadeiros são de dois tipos: aqueles que são de tal ordem pelo nascimento e aqueles que se

foto por: http://picasaweb.google.com/quanshijei

tornaram dragões por se transformarem de peixes das espécies carpa para dragões.

Esta variedade de dragões (originados de carpas) transformaram-se ao saltar as águas de uma catarata de um determinado córrego das montanhas ocidentais.  Um grande número de carpas faz isso uma vez por ano e  esta cachoeira é conhecida como “Portal do Dragão”. Lá elas tentam pular, mas poucas tem sucesso porque a altura é muito grande.

Esse fato, o das carpas tentarem saltar a cachoeira, é conhecido de todos os chineses, e se tornou parte da cultura popular. Há um ditado a respeito dos escolares que passam de ano que eles “passaram o Portal do Dragão”.

Essa figura é usada para ilustrar o quão difícil deve ser ultrapassar as altas águas de uma cachoeira, assim como deve ser difícil passar nesses exames… E acrescentando, é bom saber que mesmo uma carpa comum pode se tornar um poderoso dragão. Isso quer dizer que todos nós podemos alcançar um objetivo que se poderíamos ver como “impossível”.

Para finalizar temos o “dragão preguiçoso”, cuja tarefa seria conduzir nuvens de chuva pelo céu para criar chuva. Só que em vez disso, eles podem preferir mudar de tamanho até ficar pequeninos, descer até à superfície da terra e se esconder em árvores, sob telhados das casas e até em roupas de camponeses.

Quando o deus do trovão descobre que eles abandonaram seus postos, manda mensageiros procurar por eles e os extermina com rajadas de raios, à maneira do deus grego Zeus. Isso explicaria a destruição de vidas e bens durante tempestades. Tudo isso porque o Lan Lung ou dragão preguiçoso estaria se escondendo naquele local.

As cores dos dragões variam bastante, mas no caso do dragão chiao type suas costas tem uma faixa verde,  as laterais amarela, e vermelho na barriga.

As nove características de um dragão do tipo lung incluem cabeça de camelo, chifres de veado, olhos de lebre, orelhas de touro, pescoço de iguana, barriga de sapo, escamas de carpa, patas de tigre, e garras de águia. Longos caninos na mandíbula superior. A longa barba deve ter a função de tatear o caminho em locais lamacentos.

No restante, as cores variam de verde ao dourado, com uma série de espinhos longas Ou pequenas vindo das costas até a cauda, sendo maiores os da cauda. Uma espécie tem asas, e caminha sobre as águas. Outra sacode sua juba pra lá e pra cá fazendo barulhos como o som de uma flauta.

Dragões com cabeças de vaca são comuns. Um de dez pernas, encontrado nos bancos de areais de do rio Yang Tsé era diferente porque tinha sobracenlhas grossas e longas. Uma variedade do rio Yan Tsé vista nas margens em 1920 por um professor chinês era azul e grande como cinco vacas. Ambas as espécies, engatinham sobre as águas assim que começa a chover.

Fontes: http://www.crystalinks.com/chinadragons.html

HAYES, Newton. The Chinese Dragon. 3rd. Edition. 1923.

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Jormungand A Serpente de Midgard

Setembro 1, 2009 · Deixe um comentário

Quando o fogo e o gelo se encontram as conseqüências podem ser nefastas. Loki, deus do fogo casou com a deusa Angrboda. Da união com Angrboda nasceram Fenrir, um lobo gigantesco com força extraordinária; Jormungand (ou Jormungandr), uma serpente gigante e Hel, a rainha do Inferno.

Odin, o pai dos deuses, os pegou e levou para sua fortaleza, temeroso do que eles pudessem fazer. Decidiu ele atirar Jormungand (que significa serpente lobo) em Midgard, ou seja a Terra. Caindo no oceano, lá ela ficou, sem que ninguém ousasse incomodá-la… Cresceu cada vez mais, tanto que seu corpo dá a volta ao mundo… Os marinheiros a chamaram de serpentede de Midgard, a serpente que mora na Terra, o local entre a morada dos deuses e a terra dos mortos.

Em um desses encontros, a serpente foi transformada em gato gigante pelo rei gigante Útgarða-Loki que desafiou Thor a levantá-la… Ele tentou mas o máximo que conseguiu foi erguer o gato o bastante para tirar um de suas quatro patas do chão, mesmo assim o gigante reconheceu que foi um grande feito!

Segundo o poema escandinavo Edda, quando chegar o Apocalipse (Ragnarok) ela vai ser cuspida do mar de volta à terra, onde vai envenenar os céus. Thor vai acertar sua cabeça com seu martelo, mas antes de morrer Jormungand vai cuspir veneno no deus do trovão, que vai caminhar exatos nove passos e morrer. Com todos os antigos deuses mortos, outros vão nascer para ocupar seus lugares.

Fontes:

en.wikipedia.org/wiki/Jörmungandr

http://www.scribd.com/doc/12755580/Lake-and-Sea-Monsters

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A briga de cão e gato

Agosto 28, 2009 · Deixe um comentário

A Briga de cão e gato

Olhos de Gato

No começo do mundo, quando Adão de nome a todos os animais e governava sobre eles, o cão e o gato eram os maiores amigos. Eles eram companheiros inseparáveis de brincadeiras, parceiros fiéis em suas transações, e camaradas dedicados em todas as suas aventuras, seus prazeres e suas dores. They lived together, shared each other’s food and confided their secrets to none but themselves. Eles viviam juntos, compartilhando da comida um do outro e confiando os seus segredos a ninguém, a não ser para eles mesmos. Parecia que não pudesse surgir diferença que pudesse causar problemas entre eles.

Então chegou o inverno. Foi uma experiência nova para eles para sentir o vento frio gelando suas peles e fazendo-os tremer. A perspectiva sombria das árvores sem folhas e o chão duro e frio pesava sobre seus corações, e, pior ainda, havia menos comida. A escassez tornou-se séria, e a fome os mergulhou na tristeza e desespero.. Doggie tornou-se melancólico, enquanto Pussie ficou mais perverso, em seguida, petulante e, finalmente, desenvolveu um temperamento horrível.

“Nós não podemos continuar assim”, lamentou-se o gato. “Acho que seria melhor acabar com a parceiria. Nós não podemos encontrar o suficiente para compartilhar quando estamos juntos, mas separadamente, devemos descobrir presas suficiente durante a caça.”

“Eu acho que posso ajudá-lo, porque eu sou o mais forte”, disse o cão.

Pussie não o contradisse, mas pensou que o cão era um pouco tolo e de uma natureza bondosa. Ela sabia ser astuta e intencionava invocar essa qualidade para o seu sustento futuro. Doggie ficou profundamente magoado com o desejo de Pussie de pôr fim a sua dupla feliz, mas ele disse calmamente: “Mas claro, se você insistir em separa-se, eu concordo.”

“Está tudo acertado então,” ronronou Pussie.

“Para onde você vai?” perguntou Doggie.

“Para a casa de Adão”, respondeu prontamente a gata, que, evidentemente, disfarçou suas intenções. “Há ratos lá. Adão será grato se eu enxotá-los. Lá vou ter o que comer.”

“Muito bem”, concordou o cão.” “Eu vou andar mais para longe.”

Então o gato disse solenemente: “Temos de jurar que nunca atravessaremos o caminho um do outro. Essa é a maneira certa de encerrar um acordo comercial. A serpente disse isso, e ela é a mais sábia de todos os animais.”

Eles colocaram suas patas dianteiras direita juntas e solenemente, repetiram um juramento de nunca interferir um com o outro ao ir para o mesmo lugar. Então eles se separaram. Doggie trotted off sorrowfully with his head hanging down. Doggie trotou tristemente cabisbaixo. Ele olhou uma vez para trás, mas a gata não fez o mesmo. Ela saiu de alcance o mais rápido que pôde para a casa de Adam.

Mas Pussie não seria acalmada. Ela arreganhou os dentes feios e tentou arranhar seu antigo parceiro. O cão manteve-se fora do seu caminho tanto quanto possível, mas ela brigou com ele em cada oportunidades e, finalmente, ele decidiu não mais tolerar sua conduta.

“Pai Adão”, ela gritou, “Eu vim para ser sua escrava. Você está incomodado com os ratos na casa. Posso te livrar deles, e eu não quero nada pelos meus serviços.”

“Tu és bem-vinda”, disse o Pai Adão, acariciando o pêlo quente de Pussie.

Puss esfregou a cabeça dela contra os seus pés, ronronou contente, e correu a procurar os ratos. She found plenty and soon grew fat and comfortable. Ela encontrou muitos e  logo ficou gorda e acomodada. . Adam a tratava gentilmente, e ela logo esqueceu tudo sobre seu ex-companheiro.

O pobre Doggie não se saiu tão bem. Na verdade, ele teve tempos difíceis. Ele vagou a esmo na terra gelada e não conseguiu encontrar o menor pedaço de comida. Depois de três dias, desanimado, cansado e com as patas doloridas, ele chegou à toca de um lobo pedindo abrigo. Doggie ficou grato era mais grato, e dormir com os seus ouvidos em alerta, ele ouviu passos furtivos no meio da noite. Ele disse ao lobo.

“Afugente os intrusos”, disse o anfitrião, em tom ríspido.

Doggie o fez  obedientemente. Mas os saqueadores era, animais selvagens e quase o mataram. Ele teve sorte de escapar com vida. Após banhar suas feridas em uma poça no início da manhã, ele vagou durante todo o dia, mas novamente não conseguiu encontrar nada. Durante a noite, quando ele mal podia arrastar seu corpo faminto e ferido, ele viu um macaco em uma árvore.

“Bondoso macaco”, suplicou, “dê-me abrigo para a noite. Estou exausto e morrendo de fome.”

“Vá embora, vá embora, vá embora” gritava o macaco, pulando e balançando rapidamente de galho em galho, seus lábios se movendo rapidamente e abrindo e fechando os olhos comicamente. Doggie hesitou, e, para assustá-lo embora, o macaco pegou côcos da árvore e atirou nele.

O pobre Doggie rastejou miseravelmente longe.

“O que devo fazer?” ele gemeu.

Ouvindo o balido de uma ovelha, ele caminhou até elas e lhes pediu para ter compaixão por ele.

“Nós temos”, responderam: “Se você vigiar-nos e nos avisar quando o lobo vier.”

Doggie concordou de bom grado, e, depois de ter comido um pouco, ele estendeu-se para dormir como fiel cão pastor, com um olho aberto e outro fechado.

No meio da noite, ele ouviu lobos se aproximando, e, ansioso para auxiliar as ovelhas que o trataram bem, saltou nos seus pés e começou a latir alto. Isto alertou as ovelhas, que acordaram e correram em todas as direções. Some of them ran right into the pack of wolves and were killed and eaten. Alguns deles correram direto para a matilha de lobos e foram mortas e devoradas. O pobre Doggie estava de coração partido.

“É minha culpa, minha culpa”, lamentou ele. “Eu lati muito cedo. Oh, que criatura infeliz sou. Vou me manter afastado de todos os animais agora.”

Mais uma vez, partiu em suas viagens. Sempre que ele encontrou um animal ele corria na direção oposta. Ele teve que fazer a sua viagem pelos caminhos mais solitários e as rotas menos usadas, e a dificuldade de encontrar comida cresceu progressivamente. Enfim, ele ficou tão magro e fraco que ele mal teve forças para rastejar e tinha dificuldade de escapar de ser uma presa de animais ferozes.

Uma noite ele chegou a uma casa e pediu um pouco de alimento. A comida lhe foi dada, e durante a noite ele acordou o homem e lhe avisou que os animais selvagens estavam fazendo uma emboscada. O homem pulou, pegou o arco e flecha e os ladrões fugiram. Então ele deu um tapinha em Doggie.

“Bom cão”, disse ele. “Você é um animal sábio. Fique comigo sempre. Você vai ficar com Pai Adão”.

“Pai Adão!” Doggie gritou, em alarme. “Não devo ficar aqui.”

“Bobagem. Eu digo que você deve”, respondeu Adão, e Doggie foi obrigado a obedecer.

Pela manhã, Pussie descobriu que o cão se juntou à família e ela queixou-se a Adão.

“O cão quebrou o juramento que fez de não ficar no lugar onde eu estiver”, disse ela.

“Ele não sabia que você estava aqui”, disse Adam, desejosos de manter a paz. “Ele é muito útil. Eu quero que ele permaneça. Ele não vai te machucar. Existe muito espaço para todos nós”

“Não, não existe”, disse a gato acintosamente, arqueando-se para trás e ficando zangada. “Ele quebrou o seu juramento. Ele é uma criatura má. Você não ouse negligenciar a ofensa dele.”

O pobre Doggie se sentiu muito rejeitado, ficando com o rabo entre as pernas.

“Eu não sabia que era a casa de Adão, e eu estava tão faminto, miserável e cansado”, disse ele.

Mas Pussie não seria acalmada. Ela arreganhou os dentes feios e tentou arranhar seu antigo parceiro. O cão manteve-se fora do seu caminho tanto quanto possível, mas ela brigou com ele em cada oportunidades e, finalmente, ele decidiu não mais tolerar sua conduta.

“Eu devo deixar você, Pai Adão”, disse ele.”Pussie está fazendo minha vida insuportável.”

“Mas eu preciso de você”, disse Adão.

“Sinto muito”, disse Doggie, com firmeza, “mas é realmente impossível para mim continuar a seu serviço. A situação será diferente na casa de Seth. Ele também me quer”.

“Você não vai ficará amigo de Pussie?” perguntou Adão.

“Com prazer, se ela vai me deixasse, mas ela não vai.”

“Você se culpam”, disse Adam, perdendo a paciência. “Eu não posso convencê-los. Vocês brigarão para sempre”.

As palavras de Adão ter provado ser verdade. Desde aquele dia o cão e o gato não conseguiram chegar a acordo, e Pussie nunca consentiu em ser amiga de Doggie novamente.

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Glastonbury e o Dragão

Agosto 28, 2009 · Deixe um comentário

Zmey

As “linhas do campo” de Glastonbury, são linhas imaginárias de energia que atravessam o planeta. Diz-se que todo o planeta tem essas linhas, que são linhas ou rodovias de energia que atravessam o planeta e que são invisiveis a olho nu. Essas energias eletromagnéticas atravessam Glastonbury em três lugares: as ruínas do mosteiro de Abbey, entre o altar principal e tuba de Guinevere’s tomb. os jardins do poço de Chalice, e o Glastonbury Tor). As linhas são masculinas (Michael) e feminina (Mary) they merge together near the High Altar in the Abbey.

No Tor se encontram várias espirais, sendo que esas simbolizam a serpente ou dragão, criatura sagrada da velha religião. O dragão é a energia primária da terra e do céu – poder que deve ser usado com sabedoria e reverência.  If visualizarmos o morro como o dragão símbolo da “Mãe Original” o lugar seria palco de cerimoniais de renascimento e iniciação, onde os participantes se encontrariam cara a cara com a “Mãe”, entrando em seus subterrâneos escuros, e renascendo pelos seus poderes vitais.

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Quem assistiu ao filme de 1981, “Excalibur” viu que em uma das cenas, quando Arthur pergunta a Merlin onde está o dragão, ele responde “aqui, ali, em todo lugar”… Você não vê nenhum dragão no filme, mas percebe que ele está em todo o lugar, e é a força do poder de Merlin e ao mesmo tempo sua maldição, quando Morgana usa o poder do dragão para o aprisionar. E esse poder que dizem está multiplicado nesse lugar, já que as linhas do dragão se encontram três vezes em Glastonbury.

A paisagem do lugar já passou por várias mudanças, naturais e provocadas Challice Well by Daharjapelo homem, como  no tempo dos romanos. Mas até hoje prevalece um misto de terra seca com áreas inundadas, o que confere ao lugar um tom mágico, que acrescentado a lenda de ser um lugar cheio de energia, chama a atenção de muitos, turistas e hippies. É comum ver hippies cantarolando e fumando nos pontos de encontro energético, principalmente no alto do morro de Tor.

Há dois mil anos atrás, o mar alcançava o Tor (pedra, pilha, marco) de Glastonbury, formando uma pequena ilha ao redor da colina. Aos poucos, o mar virou um lago. Nessa época, o Tor deveria parecer um ilha de qualquer ponto que se olhasse, por isso o nome céltico para Glastonbury é Ynys-witrin, a Ilha de Vidro.

Glastonbury_Abbey_03A Ilha de Avalon, muitas vezes identificada como Glastonbury, se origina de uma lenda céltica do sem semi-deus Avalloc or Avallach, governador do submundo. No folclore celta, Avalon era uma ilha encantada e era o ponto de encontro para os mortos e onde eles passavam para um outro nível de existência. O Tor era considerado o lar de Gwyn ap Nudd, Senhor do Submundo, e o lugar onde viviam as fadas.

Um dos maiores mistérios são os setes níveis ou terraçosque circulam a colina. Não se sabe se foram feitos pelo homem ou com que propósito, mas foram datados do tempo Neolítico. Alguns acreditam que era um labirinto ritual e que seu formato corresponde a um diagrama mágico.

A lenda mais antiga sobre o Tor de Glastonbury é um estória do século treze sobre São Patrick (387-460), que  narra que ele se tornou um líder de ermitões depois que ele voltou da Irlanda e descobriu um antigo oratório depois de escalar uma densa floresta. Diz a lenda que o oratório foi construído por José de Arimatéia quando ele chegou lá depois da crucifixão de Cristo.

Outra lenda citada por  Llancarfan, em Vida de São Gildas, e escrita por volta de 1130, diz que o santo interveio entre o rei Artur e o rei Melwas da “Terra do Verão”, quando este rei raptou Guinevere, ferindo Sir Keu (Cei) no processo e a aprisionando em sua fortaleza em Glastonbury. Arthur foi buscá-la e o santo convenceu Melwas a soltá-la, promovendo a paz entre todos. A estória também pode ser lida no poema gal~es conhecido como O Diálogo de Melwas e Gwenhwyfar (Guinivere), o manuscrito data do século 16.

São dezenas de lendas relacionadas ao lugar, que o torna , como já citado, atraente para turistas, hippies e além disso local de peregrinação. No verão, os católicas fazem o percurso até as ruínas do mosteiro de Glastonbury, começando pelo Tor. Além disso há um festival de música e artes, que inclui até a aparição de um dragão.

Sendo um lugar de magia e governado pelo dragão da terra, ele não poderia deixar de aparecer…

www.dragoncircle.co.uk/page3.html

http://www.sacred-destinations.com/england/glastonbury-tor

http://www.bbc.co.uk/somerset/content/articles/2005/09/14/earth_energies_in_glastonbury_feature.shtml

http://www.celtnet.org.uk/gods_m/melwas.html

http://www.gothicimage.co.uk/books/makerofmyths1.html

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Desaparecendo na Quarta Dimensão

Agosto 26, 2009 · Deixe um comentário

On February 5, 1923, six hundred inhabitants of the settlement Hoer-Verde in Brazil disappeared. The police thoroughly examined the small town. At the town school, they found a gun, which was apparently used the day before, lying on the floor and the words “there is no salvation” written on a blackboard.

English version after the portuguese

O trecho acima eu copiei de um site na internet sobre estórias verdadeiras de fantasmas, http://www.trueghosttales.com/paranormal/vanishing-into-the-4th-dimension/, nesse post em particular são mencionados vários desaparecimentos desde um prisioneiro prussiano que foi desaparecendo do pátio, até ficar somente seus grilhões jogados no chão até uma aldeia inteira de esquimós que sumiu do mapa.

Mas o que mais chamou minha atenção e me fez crer que realmente a internet está cheia de lendas fabricadas é esse caso de um tal assentamento chamado Hoer-Verde. Mais de 600 habitantes sumiram, a polícia não encontrou nada, os únicos vestígios foram uma arma, que pareceu ter sido disparada no dia anterior e as palavras “não há salvação” escritas num quadro negro… Isso me lembrou a lenda de Croatan, estranho que até o detalhe da mensagem gravada na árvore (no caso o quadro) é igual…espantado

Claro, fiquei abismada, mas procurei mais sobre o assunto na internet. Se você digitar hoer verde, do jeito que for, junto, separado, acrescentados mais termos para filtrar resultados, vai sempre achar os mesmos tipos de sites, com nenhuma informação adicional à do site anterior que mencionei…

Muito estranhio, não? Ao que parece o tal desaparecimento foi fabricado e muitos só fazem copiar e colar, acrescentando ou subtraindo alguma coisa, mas o texto é sempre o mesmo.

Assim, se criou uma lenda que nunca ouvi mencionar em lugar algum em jornais do Brasil… Talvez seja ignorância minha. Talvez tenha acontecido esse mistério e falte um blogueiro pra postar aqui e me esclarecer… Será?

Abandoned_Building_(158612937)Só sei que lá fora, em sites em inglês, o tal assentamento realmente sumiu e está deixando muitos blogueiros de fora chocados… Postei meu comentário, e alguém me respondeu realmente aconteceu, e que tinha ouvido sobre numa visita a um museu no Brasil. Só que esqueceu o nome do museu e que informações sobre o caso são raras.

Hmmmmm…. Por essas e por outras, é que se deve confiar desconfiar de certas lendas…

English Version

The above excerpt I found in a website about “true stories of ghosts”, http://www.trueghosttales.com/paranormal/vanishing-into-the-4th-dimension/ in the post they mentioned strange disappearances as a prisoner Prussian or an entire village of Eskimos …
But what really caught my attention and made me really believe internet is full of silly legends made is that one about Hoer-Verde settlement called Hoer-Verde. More than 600 people disappeared, no trace, only saw a lost gun and, which appeared to have been shot the day before and the words “no salvation” written on a chalkboard … It reminded me of the legend of Croatan, remind the words written in the tree?
If you type hoer green, hoer-green, separately, add more terms to filter results, you’ll always find the same information, with no additional information to the previous site I mentioned … Strange,no? It´s a kind of  endless “copy and past”.
Everything I know is out there on sites in English, there´s no mention of this in any brazilian site, in my school days I never heard of this. We never saw in radio, televison, books… What is happening???

I went to “true ghost tales” site and post a comment. Someone told me this is true and herad about in a visit to a museum in Brazil. When I asked the name of museum, it was said he (or maybe she)  forgot the name of the museum. It was said the information about Hoer Verde is a quite rare…  Rare??? There´s no information!!!

So, my friend, take care of what you read in internet… Maybe it´s only a legend.

Thanks to the site http://thesop.org/ and R.J. Smith

Some sites about:

http://thesop.org/paranormal/2009/10/21/mass-disappearances-what-really-happened

http://english.pravda.ru/science/19/94/377/12624_Holes.html

http://aboutfacts.net/Mysterious54.htm

http://www.trueghosttales.com/paranormal/vanishing-into-the-4th-dimension/

http://www.analogsf.com/aspnet_forum/messages.aspx?TopicID=111

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Ne Hwas, a sereia

Agosto 21, 2009 · Deixe um comentário

Ne Hwas, a sereia.

Há muito tempo atrás, havia um índio, com sua esposa e duas filhas. Eles viviam perto de um grande lago, ou no mar e a mãe avisou às meninas para nunca ir para a água, pois se assim o fizessem  algo que aconteceria com elas.

Elas, no entanto, enganavam a mãe repetidamente. Quando nadar é proibido torna-se ainda mais agradável. A beira do lago acabava em uma ilha. Um dia elas nadaram até lá, deixando suas roupas na praia. Os pais as perderam.

O pai tentou encontrá-las. Ele as viu nadando ao longe e chamou por elas. As meninas nadaram até a areia, mas não foram longe. Seu pai perguntou-lhes porque não podiam. Elas gritaram que tinha ficado tão pesadas que era impossível. Elas estavam muito viscosas, e tinham virado serpentes cintura para baixo. Após mergulhar algumas vezes neste lodo estranho elas se tornaram muito bonitas, com longos cabelos e olhos negros e luminosos, com faixas de prata em seu pescoço e braços.

Quando o pai foi buscar as suas roupas, elas começaram a cantar em tons mais maravilhosos:

“Deixe-as lá
Não lhes toque
Deixe-as lá! “

Ouvindo isso, sua mãe começou a chorar, mas as meninas continuaram:

“É tudo culpa nossa,
Mas não nos culpem
Isso não será nada o pior para você.
Quando você estiver na sua canoa,
Então você não precisará de remo
Vamos levá-lo junto!”

E assim foi: quando seus pais foram na canoa, as meninas a levaram para  todo lugar.

Elas as encontraram na água, e as perseguiu para tentou capturá-las, mas elas eram tão escorregadias que era impossível segurá-las, até que um, pegando a sereia pelos longos cabelos negros, conseguiu cortá-lo.

Então a menina começou a balançar a canoa e ameaçou virá-la, a menos que seu cabelo fosse devolvido. O índio que havia ludibriado a sereia a princípio recusou, mas como as sereias ou donzelas serpentes, prometeram que todos eles se afogariam a menos que isso fosse feito eles devolveram e assim sendo, foi desfeito o bloqueio que a impedia de continuar. E no dia seguinte, elas foram ouvidas onde elas tinha sido vistas pela última vez e o cabelo da sereia que havia sido cortado, estava crescendo novamente.

fontes:

http://www.sacred-texts.com/nam/ne/al/al57.htm

http://www.firstpeople.us/FP-Html-Legends/Ne-Hwas-The-Mermaid-Passamaquoddy.html

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Como o tigre adquiriu suas listras

Maio 22, 2009 · Deixe um comentário

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Manu, a eight-year-old male standard royal Bengal tiger

Bengal tigers: Manu, a 8 year old male Standard Royal Bengal Tiger
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Jannaki, a two-year-old female standard royal Bengal

Bengal tigers: Jannaki, a 2 year old female Standard Royal Bengal Tiger
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Kanja, a six-year-old female standard royal Bengal

Bengal tigers: Kanja, a 6 year old female Standard Royal Bengal Tiger
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Matsu, a two-year-old female standard royal Bengal

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Karupa, a two-year-old female, one of only 30 golden tabby Bengal tigers in the world

Bengal tigers: Karupa, one of only 30 Golden Tabby Bengal Tigers in the world
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Bhara, a 10-year-old male, one of only 30 golden tabby Bengal tigers left in the world

Bhara, a 10-year-old male, one of only 30 golden tabby Bengal tigers left in the world

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Muktan, a two-year-old male, one of only 30 golden tabby Bengal tigers left in the world

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Loka, a two-year-old female royal white Bengal tiger

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Ganga, an eight-year-old female royal white Bengal

Bengal tigers: Ganga, a 8 year old female, Royal White Bengal Tiger
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Samasta, a two-year-old female royal white Bengal

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Sundari, a two-year-old female snow white Bengal tiger

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Kaylash, an eight-year-old male snow white Bengal tiger

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Ohjas, a one-year-old male snow white Bengal tiger

Bengal tigers: Ohjas, a 1 year old male, Snow White Bengal Tiger
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Há muito tempo atrás os tigres eram verdes, amarelos, vermelhos, brancos ou até mesmo na cor, mas eles não tinham listras. Eram de um única cor.

Um dia, um tigre cor de areia estava vagando em um campo de arroz, procurando por comida. Lá ele viu um enorme búfalo d´água s puxando um arado para um homenzinho. A mesma cor alaranjada do casaco do tigre aparecia no morrinho arenoso onde o tigre se agachou para ver a cena abaixo dele. Ele agitava o rabo enquanto o búfalo. De vez em quando o agricultor estalava um feixe na costa do búfalo de volta, e o tigre via o animal puxar ainda mais rápido.

O tigre assistiu o búfalo se esforçando e puxando e sofrendo. À medida que o tigre se tornava mais faminto, o búfalo lhe parecia. Finalmente, o tigre caminhou até o búfalo e o parou.

“Porque é que uma criatura poderosa como você permite que um homem pequeno e franzino como ele o faça sofrer?” ele perguntou. “Por que você não pode pegá-lo e comê-lo, tão facilmente como eu posso te comer.”

“Esta pequena criatura,” o búfalo disse, “tem a inteligência para fazer o trabalho. É por isso que me submeto a ele.”

“Inteligência?” o tigre perguntou. “O que é inteligência?”

“Eu não sei por que eu não tenho isso”, respondeu o búfalo. “Pergunte ao homem.”

Agora, o tigre estava orgulhoso de ser o mais temido dos animais na selva, mas ele nunca tinha ouvido falar dessa coisa chamada de inteligência. Ele olhou para o pequeno e magro agricultor e o enorme búfalo.

Inteligência, ele pensou, torna possível para o homem para controlar a enorme criatura. Ah, o que ele poderia fazer com que a inteligência, ele pensou. Ele nunca teria de se preocupar com a próxima refeição.

O tigre tinha que descobrir o que era inteligência. Ele se aproximou do homem.

“O que é inteligência?” o tigre perguntou o homem. “Eu quero vê-la.”

“Eu posso explicar o que é, mas eu não posso mostrá-la a você,” disse o homem. “Eu a deixei em casa. Se eu voltar para casa para buscá-la, você vai comer o meu búfalo”.

“Não vou comer o seu animal,” disse o tigre. “Eu prometo”.

“Eu não confio em você. Logo que eu me virar, você vai comer o meu búfalo”.

“Então o que eu posso fazer para convencê-lo de que não vou?”

“Deixa-me amarrar a você um tronco de árvore, enquanto eu vou para casa para pegar a minha inteligência. Quando eu voltar, vou te soltar.”

O tigre aceitou o plano do agricultor e se encostou na árvore. O homem coçou a cabeça e olhou para o tigre. “Não posso você se deitar.”

“Então você quer que eu me sente?”

“Sim”, disse o agricultor “, é melhor, agora basta segurar o tronco de árvore com suas pernas. Lá!”

Com o tigre de pé contra a árvore, o agricultor o amarrou firme ao tronco. Ele voltou com um punhado de erva seca, que ele colocou ao pé da árvore.

Então o homem pegou o feixe e começou a bater o tigre. “Esta é a minha inteligência”, disse ele. “E já que você é tão estúpido, vou queimá-lo e comer sua carne.”

Ele incendiou a erva seca. Quando as chamas alcançaram a árvore, queimaram a corda e o tigre se libertou. O tigre rugiu de dor. Ele lutou para se libertar e amaldiçoou-se por perguntar pela inteligência. Ele sacudiu o último nó queimado e, gemendo, cambaleando pela floresta.

Desde esse dia, tigres têm listras escuras em todo o seu corpo das marcadas deixadas pela corda chamuscada.

http://legends-folktales.blogspot.com/2007/01/how-tiger-got-its-stripes.html

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Kay Nielsen

Setembro 10, 2008 · Deixe um comentário

Navegando pela internet, após ter postado o último conto de fada, Sapinha, de repente me veio a idéia de falar sobre os ilustradores dos contos de fadas… Um tema muito amplo, realmente, mas li que há uma certa época que costumam chamar de “época de ouro” da ilustração, assim como costumam dizer a respeito de outras áreas, como quadrinhos, televisão, cinema…

Sim, vendo muitas das ilustrações fiquei de queixo caído… Os temas, a mídia utilizada, os detalhes.  Gostaria de fazer trabalhos assim.

Ontem, li sobre o Kay Nielsen, do qual retirei uma breve biografia e aonde se pode ler mais nos site indicados.

No link para Kay Nielsen no site Children´s Books Illustrator and Illustrations há uma série de fotos de seu trabalho. O que me chamou a atenção foi principalmente os detalhes, cores e as figuras longilíneas. Interessante como mesmo sendo ilustrações para crianças elas te passam uma coisa meio adulta, mais sombria.

Kay Nielsen foi um ilustrador americano de origem dinamarquesa, nascido em 1886. O começo de sua carreiro foi em 1913. Seu traçoé bem ornamental e suas criações em pastel são cheias de detalhes e bem estilizadas, como mostra a figura.

Suas influências foram Aubrey Beardsley, Burne-Jones. Ele também teve muita influência do arte noveau e dos trabalhos de John Bauer… Muitas das florestas por ele desenhadas lembram as de Bauer.

Quanto mais fecho os olhos,
melhor vejo…
Meu dia é noite quando estás ausente…
E à noite eu vejo o sol
se estás presente…

Shakespeare

Fonte: http://www.animationarchive.org/bio/2005/12/nielsen-kay.html

http://www.nocloo.com/

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O Livro Violeta dos Contos de Fadas2

Março 14, 2008 · Deixe um comentário


Lendo sobre os contos de fadas, achei algo que resolvi traduzir… Ele resume muito bem o que eles significavam e o que ainda significam para alguns… Para mim, esse contos sempre falaram mais alto para a minha parte consciente e principalmente para a subconsciente. Também não podia deixar de ser assim. Eles tem milênios e são como uma voz do passado te chamando para o teu lado mais selvagem. Olho para o céu e está negro como a noite lá fora, como se houvesse no céu um portal para outro mundo. Eu não sei, mas acho que se fechar os olhos eu poderei ouvir o uivo dos lobos lá fora.

 

Bons sonhos para vocês todos…

As estórias contidas no Livro Violeta dos Contos de Fadas, como todos os outros da série, foram compilados das estórias tradicionais populares de uma série de diferentes linguagens. Estas estórias são velhas como tudo que o homem inventou. Elas foram narradas por homens selvagens nus para crianças nuas selvagens. Elas foram herdadas por nossos ancestrais mais antigos, que realmente acreditavam que animais e árvores e pedras podem falar se quiser, e que poderiam ser bons ou maus. As estórias são cheias das velhas idéias de eram quando a ciência não existia e a mágica tomava o lugar da ciência. Qualquer um que tiver a curiosidade de ler as “Estórias Australianas Legendárias”, as quais a sra. Langloh Parker coletou dos lábios dos próprios aborígenes, que achavam que aqueles contos eram partes deles próprios. Quem eram os autores dessas estórias ninguém sabia – provavelmente os primeiros homens e mulheres. Eva talvez tenha contado essas estórias para divertir Caim e Abel. À medida que as pessoas se tornavam mais civilizadas e tinham reis e rainhas, príncipes e princesas, essas festejadas pessoas eram escolhidas como os heróis e heropinas. Mas originalmente os personagens eram apenas “um homem”, e “uma mulher”, e “um menino” e “uma menina”, com multidões de bestas, pássaros, e peixes, todos se comportando como seres humanos. Quando os nobres e outras pessoas tornarem-se ricas e educadas, eles esqueceram as velhas estórias, mas as pessoas dos sertões não, e elas as guardaram, com mudanças ao seu bel-prazer, de geração para geração Eles aprenderam a colecionar e pintar as estórias desse povo, e aquelas nós traduzimos, para divertir as crianças. Os gostos delas permanecem como os gostos de nossos ancestrais pelados, milhares de anos depois, e elas parecem gostar mais de contos de fadas que de história, poesia, geografia ou aritmética, assim como os adultos preferem romances que outra coisa.

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