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O inafundável Sam

Schlachtschiff Bismarck

Navio Bismarck onde o Sam trabalhava

O” inafundável Sam” era um gato que primeiramente de mascote no navio alemão Bismark, durante sua primeira e única missão em 18 de maio de 1941, quando ele partiu na Operação Rheinübung. Ele foi afundado no dia 27 de maio, após uma feroz batalha. Dos seus 2.200 tripulantes, apenas 115 sobreviveram. Depois de horas de busca, um gatinho foi encontrado flutuando nos destroços pelo pessoal do Cossaco. Sem saber o nome que ele tinha antes, eles o batizaram de Oscar.

O gato ficou a bordo alguns meses, enquanto o navio Cossaco realizava missões de  escolta  entre o Mediterrâneo e o Atlântico norte. Em 24 de outubro de 1941, este estava escoltando um comboio de Gibraltar para o Reino Unido quando foi severamente danificado por um torpedo disparado pelo submarino alemão U-563.  A tripulação foi transferida para o destróier HMS Legion, sendo  feita uma tentativa para rebocar o navio de volta para Gibraltar, mas a piora das condições meteorológicas tornou a tarefa impossível e o navio foi abandonado. Em 27 de outubro, um dia após uma tentativa de reboque o navio afundou a oeste de Gibraltar. A explosão inicial arrancou um terço da secção dianteira do navio, matando 159 da tripulação, mas o Oscar sobreviveu.

Depois de tantas tragédias, ele agora tinha sido renomeado para “inafundável Sam” (para ver se dava mais sorte), e trataram de transferí-lo para o porta-aviões HMS Ark Royal, que coincidentemente tinha sido fundamental na destruição de Bismarck. No entanto, Sam foi para não encontrou melhor sorte lá, e quando retornaram de Malta em 14 de Novembro de 1941, este navio também foi torpedeado, desta vez por um submarino U-81. Também foram feitas tentativas de rebocar o  Ark Royal para Gibraltar, mas as ondas gigantescas impediram a tarefal.  O rebocador  virou e afundou 30 milhas a partir de Gibraltar. O ritmo lento em que o navio afundou no entanto fez com que todos, menos um dos tripulantes pudessem ser salvas. Os sobreviventes, incluindo Sam, que havia sido encontrado agarrado a uma tábua flutuante por uma lancha a motor, e descrito como “zangado, mas perfeitamente  ilesoforam transferidos para HMS relâmpago e ao mesmo HMS Lightning e HMS Legion que haviam resgatado a tripulação de Cossaco. O Legion

Algumas autoridades afirmam que a biografia do Oscar pode muito bem ser uma dessas “estórias do mar”, porque, por exemplo, há imagens de dois gatos diferentes identificados como Oskar / Sam. No naufrágio do Bismarck, houve o resgate de um número limitado de sobreviventes, porque ocorreu em condições desesperadoras e navios britânicos receberam ordens para não parar pois se acreditava que um U-boat (classe de submarino) estava na área e muitos sobreviventes humanos foram deixados para se afogar. Não há menção a este incidente do naufrágio no relato detalhado do navio Ludovic Kennedy.

Fontes:

http://www.omg-facts.com/lists/32/8-Bizarre-Facts-About-World-War-II/4

http://en.wikipedia.org/wiki/Unsinkable_Sam

http://www.purr-n-fur.org.uk/featuring/war02.html#oscar

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O Grito do Papagaio

Meu tio John era um tenente da força aérea (1), servindo na RAF (Royal Air Force) durante a guerra e foi enviado para a Gâmbia.

Uma parte da floresta havia sido desmatada para colocar criar uma pista de pouso para aviões pesados ​​e havia tendas para acomodar os homens. John dormia em uma barraca dormitório com alguns dos outros pilotos, enquanto outros estavam treinando ou em missões. Eles nunca estavam todos reunidos os mosquitos infernizavam todo mundo e mesmo que eles tomassem doses diárias de quinino a maioria deles pegava malária. Mais assustador do que a malária era o pensamento de pegar a “febre da água negra” (2).

Um dos pilotos havia comprado papagaio africano cinza para servir de mascote e ele o pôs para morar em uma vara na tenda. Eles são de um tipo pequeno, bem inteligente e segundo se diz, os que melhor aprender a falar.

No início da manhã, quase de madrugada, a aeronave que havia saído naquela noite tinha voltado zumbido muito, um após o outro, os pilotos adormecidos acordaram com o barulho.  Aqueles na tenda não conseguiam distinguir um motor do outro, mas a Polly conhecia o som do avião de seu dono. Quando ele o ouviu se aproximando, ela desceu do seu poleiro, para fora da tenda, e começam a andar à beira da pista. Quando o seu piloto saía do carro e entregava o avião para a equipe de terra, ele encontrava a Polly à espera e logo ela subia em seu ombro.

John tinha aprendido a dormir com o barulho dos vôos retornando.  Uma manhã, a Polly estava ouvindo  uma aeronave após outra, e em seguida, ouviu o que ela estava procurando e começou a descer de seu pedestal.  Naquele momento, o motor parou e foi seguido por um estrondo. O papagaio gritou um som sobrenatural que nunca ninguém tinha ouvido antes. John acordou assustado. Anos depois, quando ele me falou, ele disse que ele ainda acordado no meio da noite, por vezes, ao som de gritos.  O avião caiu, pegou fogo e todas as vidas foram perdidas.

Os outros pilotos passaram a cuidar do papagaio e quando a guerra acabou, infelizmente, a única coisa que se arranjou para ele foi ir para o zoológico de Londres. Após isso sempre que algum deles esteva em Londres iam ver o papagaio. Eles podiam sumir por anos, mas o papagaio sempre os reconhecia de longe e começam a dançar com alegria para frente e para trás em seu poleiro. E  ela só fazia isso para eles.

Notas:

(1) uma patente de RAF, intermediário entre oficial de vôo e líder de esquadrão, de uma pessoa de uma pessoa no comando de aeronaves.

(2) Essa febre é uma complicação da malária caracterizada por hemólise intravascular, hemoglobinúria e insuficiência renal. É causada por parasitismo pesados ​​dos glóbulos vermelhos por Plasmodium falciparum. Houve pelo menos um caso, no entanto, atribuída ao Plasmodium vivax.

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‘WW2 People’s War é um arquivo online archive de meórias de guerra e contribuição de membros do público reunido pela  BBC. O arquivopode ser encontrado no site http://www.bbc.co.uk/ww2peopleswar.

Estória de  ‘heathlibrary, WW2 People’s War’

A Última Missão

Bombardeiro Boston

A guerra cria mais morte do que qualquer outra atividade humana, e também gera muitas estórias de fantasma. Causos de aeronaves fantasmas são bem documentadas,  mas poucos se comparam ao conto da tripulação de três  bombardeiros Douglas DB-7 Boston da segunda guerra mundial, que voltaram para preencher seus relatórios,  depois que tinha sido abatidos e mortos.

Após a queda da França, um esquadrão da British Boston´s foram mandados para uma missão de ataque das defesas costeiras alemãs. Na base dos bombardeiros, um marechal de ar da RAF estava presente para acompanhar o ataque e colher das tripulações das aeronaves, dados vitais para a Inteligência  sobre as posições inimigas.

O marechal do ar esperou, calculando cuidadosamente quando as aeronaves  estariam de  volta.

Eventualmente, na hora que ele esperava, ele ouviu o som de três, possivelmente quatro se aproximando.

Ele ouviu os aviões aterrisando.

Ele ouviu os motores sendo desligados.

Ele ouviu os  veículos vindo até o prédio de operações, as portas se abrindo e fechando e o som de passos dentro do prédio.

Finalmente, a tripulação dos três aviões estavam diante do marechal, com os rostos transtornados pelo terror  que eles tinham acabado de passar.

Não querendo perder tempo o marechal mandou as tripulações preencher seus relatórios de campo, certificando-se que incluíram seus nomes, classificação, número de série, data e hora.

Ele então disse-lhes para sair e beber uma merecida cerveja.

Quando o ajudante do marechal de ar entrou logo depois, ele teve uma grande dificuldade em convencer o oficial que todo o esquadrão tinha sido abatido sobre os seus alvos.

A Inteligência confirmou a tragédia, mas o marechal  tinha o relaorio escrito dos pilotos.

Mais tarde, foi confirmado que as tripulações dos bombardeiros foram mortos.  Não houve presos,  nem sobreviventes.

O que é particularmente notável neste caso é a prova escrita.

As pessoas que morrem de repente e violentamente frequentemente aparecem aos vivos.  Muitas vezes eles aparecem para os entes queridos ou pessoas que estão esperando por eles.

Alguns pesquisadores sugerem que isso se deve aos mortos não  acreditar que eles estão mortos,  e continua a pensar que ainda estão vivos.

Mas quando os espíritos descobrem que não eles têm nenhuma influência neste mundo – que  incapazes de escrever ou comunicar-se – eles geralmente entendem que já faleceram.

A morte, ao que parece, não apresentou nenhuma impecilho para esses homens incríveis.  Eles  tinham de completar sua missão – e assinar a papelada para torná-la oficial.

Fonte: http://hubpages.com/hub/GHOSTS-COMPLETE-THEIR-MISSION

Links:

http://www.boeing.com/history/mdc/havoc.htm

http://www.historyofwar.org/pictures_Douglas_A-20_Havoc_Boston.html

http://wiki.wwiionline.com/index.php/DB7

http://segundaguerramundialww2.blogspot.com/2010/06/junho-de-1940-queda-da-franca.html

Caronista da Segunda Guerra

Eu era um mecânico de aviões e estava trabalhando na Inglaterra em 92. Sempre me disseram que a Inglaterra é o país mais mal-assombrado da Terra, então não se surpreenda se você ver alguma coisa estranha se viajar para lá.

Toda a noite ele precisa atravessar um local ermo e sombrio - os pântanos cobertos de nevoeiro. Numa dessas noites, ele encontrou uma figura solitária no meio da névoa. Parecia perdido...

Me contaram todas as histórias locais e ouvi atentamente, alguns eram bem improváveis e algumas foram bastante interessantes. Eu tive que alugar uma casa fora da base, porque não havia casas dentro da área da base para os empregados.  O local mais próximo que pude encontrar foi no povoado de March.  Esta vila fica de cerca de 35 quilômetros ao norte da base e está na outra extremidade dos pântanos.  Os charcos são pântanos drenados que são usados pelos agricultores ingleses para plantar beterraba e batata. A terra é plana e vazia em todas as direções, mas tem partes de sebes e de floresta para proteger a terra de erosões provocadas pelo vento.  Esta terra está sempre coberta com um nevoeiro pesado durante a noite e não é um lugar bom para um carro pifar.  Eu sempre deu um suspiro de alívio depois de passar esses charcos.

Eu sempre pegava os caronistas nessas charnecas, isso porque há uma tradição na vila (dito a mim pelo meu vizinho inglês) que esta é a única maneira de muitos fazendeiros que voltam do trabalho em seus campos  chegar em casa e também é o único transporte para alguns trabalhadores de fábricas poder ir para o emprego (eu nunca daria carona nos Estados Unidos…).  Eu fiz bons amigos na Inglaterra fazendo este pequeno favor e eles ainda me escrevem até hoje.

Heinkel He 111 durante a Batalha da Grã-Bretanha

Uma noite eu estava voltando do trabalho por volta de duas horas e eu estava a meio caminho de casa através dos pântanos. A neblina estava pesada naquela noite e eu dirigia  cerca de 300 metros sem visão nenhuma. Eu tinha acabado de sair de uma parte do nevoeiro, quando notei um homem parado à beira da estrada.  Ele estava vestido com um macacão cinza-azulado e parecia estar usando um capacete de soldador.  Sob o seu braço parecia haver um lençol rasgado branco-acinzentado que ele vinha arrastando atrás de si. Eu dirigi devagar mas ele não deu indicações de que eu estava lá e ele olhava para mim como se estivesse perdido. Eu estava pensando comigo mesmo, que isso era estranho, era tarde da noite, será que eu deveria parar e pegá-lo?

Eu, pelo menos, não gostaria de ser pego de surpresa no pântano durante a noite. Então eu parei e esperei.  Eu vi ele começar a se aproximar do carro pela janela traseira esquerda (eu tinha um carro britânico na época, um Austin Mini).  Estendi a mão para destravar a porta do passageiro para deixá-lo entrar. As luzes e faróis de repente ficaram fracos e o carro correu.  Examinei o carroo procurando um vazamento de óleo ou algo incomum.  De repente, todo a força voltou e o  carro começou a andar normalmente de novo.  Eu olhei para trás para ver o que o mochileiro estava fazendo e ele tinha ido.  Eu disse a mim mesmo (O que está acontecendo? Onde ele foi?). Então, fiz uma idiotice,  tirei uma lanterna do porta-luvas e sai do carro.  Olhei em volta pensando que ele poderia ter caído em uma vala e precisava de ajuda. Eu procurei por cerca de 2 minutos e não conseguiu encontrar ninguém.

Os cabelos na parte de trás do meu pescoço começaram a arrepiar e eu fiquei em estad0 de choque. Voltei para o carro pensando que eu precisava sair dos pântanos depressa. Alguns dias se passaram e eu não contei a ninguém da minha experiência.  Eu pensei que estava cansado das longas horas no trabalho e da viagem para casa.

Então um dia, eu estava voltando do trabalho, alguns dias depois e a polícia havia bloqueado a estrada no caminho paraos pântanos.  Eu saí do carro para ver o que estava acontecendo. A polícia disse-me que um fazendeiro encontrou um velho bombardeiro alemão da Segunda Guerra Mundial (Hienkel 111), com a tripulação ainda a bordo. Aproximei-me do local do acidente por ser curioso e mórbido.  Notei que os membros da tripulação do bombardeiro (ou o que restava deles…) estavam vestindo macacão cinza-azulado e usando um capacete de vôo feito de couro que se parecia com os de soldadores. Também um dos membros da tripulação tinha um pára-quedas rasgado e desfiado perto dele e que já estava branco-acinzentado, uma ponta estava presa e esticada atrás dele.

Eu acho que a única coisa que ele queria era ir para casa …

http://library.thinkquest.org/04oct/01038/Dangerfield%20Newby.htm

Normandia Negra

A LCVP (Desembarque de Pessoal e Veículo - Landing Craft, Vehicle, Personnel) navio USS Samuel Chase da guarda costeira americana desembarca tropas da 1a. divisão do exército americanos no dia D (manhã de 6 de junho de 1944) em Omaha Beach.

Essa estória é uma das estórias “reais” que encontrei no site Castelo dos Espíritos. Como em muitos relatos lá encontrados, a pessoa não se identifica, mas vamos ao começo…

De acordo com ele, no ano de 2000, o navio em que trabalhava como marinheiro estava em Le Havre, França. Estavam carregando e descarregando e por volta das 23:45 da noite, quase meia noite ele foi até a ponte para render o companheiro. Essa troca de turno é muitas vezes chamada de troca do túmulo (graveyard shift) na marinha. Acho que dão esse nome por que acontece um pouco antes da meia-noite, hora dos fantasmas…

Ao entrar na ponte, viu o companheiro e o mestre matutando sobre informes metereológicos, o mestre lembrou que não tinha lançado âncora e e estavam esperando ventos fortes para a madrugada. Ele também queria evitar que o navio batesse em algum resto de navio da segunda guerra mundial, ou outra relíquia qualquer dessa guerra, já que haviam muitas espalhadas na área.

O mestre disse a ele que ele ficaria de vigia, já que falava um inglês fluente e seria a melhor pessoa para se comunicar com o porto e ouvir informes e instruções deles, se fosse o caso.

Então começou o turno dele, o tempo passou.  Passada algumas horas, ele recebeu uma chamado do controle portuário. Estranho é que o operador do porto falou com ele em inglês, e ele não esperava por isso. Talvez ele (o operador) pensasse que ele fosse americano… Não sei. Depois da comunicação pelo rádio, e recebido os informes, ele foi para o merecido descanso.

Entãso ele sonhou um tipo de sonho vívido, que segundo ele, não é normal ele ter, assim como não foi normal ele ter lembrado de tudo depois. No sonho ele viu um pelotão de cinco ou seis homens vestidos em uniformes americanos da segunda guerra, e jaquetas padrão de inverno. Era uma tarde um pouco nebulosa, e muito tranquila. Não havia sinais de conflito armado em qualquer lugar, corpos, casas queimadas, tanques destruídos, nada. Era apenas uma estrada enlameada com as árvores altas, em uma pacífica zona rural e este pequeno grupo de soldados marchando.

Eles estavam marchavam de forma relaxada e casual. Um deles era um oficial, ele percebeu isso por causa da faixa branca na parte frontal do capacete . Eram todos jovens, ninguém acima dos 25. Todos estavam armados, com exceção do oficial.

Os soldados tinham expressões graves e sombrias.  Parecia que eles tinham os olhos fixos em algo à frente, além da estrada. Eles não parecia percebê-lo e  eles estavam marchando lentamente para ele.   O pelotão chegou cada vez mais perto, e então parou. O oficial o olhos nos olhos e disse de forma clara, calma e baixa: ” Normandia Negra”.

Segundo ele, ele nunca esteve na França antes, mas podia jurar que pelo local, vegetação que era a França e que os soldados eram marines. Então, o cenário mudou, ele viu algo que parecia base americana, e ele sabia que estava em algum lugar da França. Ele viu cerca de 150 soldados, divididos em três colunas, totamente alertas.  No sonho, eles estava a uns 50 metros de distância, à esquerda.  Enquanto olhava, eles gritaram alto: “Glória! Glória! Glória.”

Após esse estranho sonho, ele pensou que nada se encaixava.  Primeiro, ele não era um nativo da língua inglesa, ele não americano, britânico, ou o que valha. Mas o sonho foi em inglês! E ele não sonhava em inglês, que lembrasse. Segundo ele, nem mesmo se lembrava de sonhos.

A teoria é que os fantasmas dos soldados americanos de alguma forma o ouviram falar em inglês para o operador de rádio do porto e eles decidiram aparecer e dizer “Olá”.

Talvez eles estivessem com saudades de casa, ou ansiosos para enviar um recado de que “ainda estamos aqui”?

Talvez eles ainda não saibam que a guerra acabou. Uma coisa é certa embora: alguns deles, pelo menos,  ainda estão lá.

De qualquer forma, ao contar essa experiência, ele se sente melhor, porque para ele, é incompreensível porque soldados mortos há mais de 60 anos iam gritar “glória, glória, glória” ou dizer “Normandia Negra”.

Ele nunca mais sonhou em inglês. Nunca mais sonhou com a França e Le Havre. Nunca mais sonhou com soldados da segunda guerra. Mas se eles queriam passar um recado, talvez agora eles consigam através dele.

Fonte:

http://www.castleofspirits.com/stories04/blacknormandy.html

Fantasmas alemães da Segunda Guerra

Um post meio sem jeito hoje, mas que tive a idéia ao ler sobre um filme que está em produção, “Panzer 88″, onde soldados alemães, durante a Segunda Guerra, encontram algo realmente macabro nas florestas russas!… Para quem curte o mix de sobrenatural e Segunda Guerra, também vale dar uma conferida em “The Bunker” . onde sete soldados ficam abrigados numa casamata e acabam descobrindo que lá eles não estão tão seguros quanto esperavam e que alguma coisas podem ser piores que metralhadoras e fuzis…

Todo o lugar onde ocorreram massacres, mortes, segundo se conta, são locais onde se costuma ver aparições, fantasmas e afins… E claro, locais onde algo de ruim aconteceu durante a Segunda Guerra não são diferentes! É só verificar as inúmeras estórias de fantasmas, incluindo de aviões, vistos em antigas bases aéreas usadas nessa época.

Então só pra terminar a semana, traduzi alguns “causos” que encontrei nesse site e espero pelo filme!

Babenhausen – museu da caserna Babenhausen – luzes apagando e acendendo sozinhas, vozes no porão. No campo de treinamento aparecem fantasmas de  soldados. Na área destinado aos barracões do quartel se ouvem passos mas ninguém é visto, e muitas vezes se atende o telefone e uma voz de mulher é ouvida – falando ao contrário! Além disso, as descargas dos banheiros funcionam sozinhas.  Dizem que em 1800 uma bruxa foi enforcada no local e que em nas primeiras décadas do século 20, ela voltou e seduziu cinco sodados. Eles desapareceram, por isso se diz que elas os matou.

Cölbe – rua Lückenstrasse (Lückenstrasse) – estranhos ruídos como passos podem ser na casa nº 8, pois uma senhora que morava lá morreu.

Campo de concentração de Dachau. Aparecem estranhas figuras em vermelho e preto quando se tira fotos na área externa perto dos barracões, mesmo perto de câmaras de gás nunca usadas.  Não há problemas em fotos tiradas em outros locais do campos, somente ali.

Dresden – várias ruas – estórias de lamentos e gritos na área que costumava ser um hospital e onde muitas crianças e mulheres morreram durante a segunda guerra.

O anfiteatro nazista de Heidelberg, onde se acredita que há aparição de fantasmas. Segundo os populares, é um lugar com uma "aura" muito pesada, que chega a dar arrepios em que o visita. Foto pot Cory Wendorf.

Heidelberg – Torre das Bruxas/Anfiteatro nazista – dizem que é um local de convergência de energia espiritual, perto do rio Neckar até o castelo Heidelberg Castle. Este local tem um magnetismo espiritual desde o tempo dos celtas. Há muitas ruínas celtas, ruínas de um monastério romano (600 depois de Cristo) em um anfiteatro nazista construídos nos anos 30 para o recrutamento da juventude nazista.  Estórias falam de aparições e lamúrias e de tudo um pouco. Pessoas contam de estranhas sensações elétricas em noites sem lua e a vontade de correr de lá, depressa!

Keansburg – castelo de Kranzberg Castle – aparições, esferas, e todo o tipo de coisas estranhas tem sido visto e fotografada ali. Lá foi usado comoo quartel da 92ª divisão de Hitler, durante a Segunda Guerra.

Kaiserslautern – Caserna Panzer Kaserne – passos pesados, passos na escada e papel sendo rasgando podem ser ouvido nas salas durante a noite quando as luzes se apagam.  Um sentimento de terror e frio habitam esse local que antes era usado como escritório, especialmente no terceiro andar.

Scwheinfurt Quartel Conn – – lugar de um antigo hospital nazistal, no setor psiquiátrico da cidade e que também era um refeitório de uma fábrica nazista. Hoje serve como quartel para soldados do exército americano. Em duas ocasiões diferentes,  duas pessoas que não se conheciam, dormiram nesse quatro e tiveram o mesmo sonho assustador. Os soldados estavam acordados em suas camas, num quarto local acima de outro quarto que naquela época era o local onde estocavam o corpo antes de embalsamar. No quarto apareceu um soldado nazista, olhando para eles e fazendo comentários a uma enfermeira ao seu lado, com o uniforme coberto de sangue.  Ela tem uma aparência muito triste. O soldado ordena que ela faça algo, mas não se entende porque ele fala em alemão. Logo em seguida, ela sufoca o soldado que acordo do sonho. Este dois soldados nunca se encontraram antes.

Worms – quartel Taukkunen  – foi um quartel americano durante a guerra fria. Hoje em dia é um propriedade privada. Se localiza na rua Mainzer Strasse.  Foi construído no século 19 e usado pelo exército alemão durante a segunda guerra. Tem uma série de túneis e bunkers, mas foram lacrados.  Aparentemente é assombrados por soldados alemães da segunda guerra. Eles fazem festas no local e fazem um bocado de barulho.

Tradução e fonte:

http://theshadowlands.net/places/germany.htm

Mais links:

http://www.bloody-disgusting.com/interview/624

http://www.cinematical.com/2010/08/24/could-weta-make-panzer-88-the-next-big-thing/

http://portugalparanormal.com/index.php?topic=1955.0

Foto do anfiteatro nazista (muito estranho esse lugar!):

http://www.zoot.org.uk/gallery/v/random_11_06/HPIM1016.jpg.html

O vôo

Indo Para o Outro Mundo

Hoje só um post rápido, talvez eu chegue a escrever mais sobre isso. Como estive surfando na net, acabei dando de cara com “O Paciente Inglês”. Talvez alguns já tenham visto o filme.

É uma estória que se passa na Segunda Guerra, homem totalmente desfigurado por queimaduras vai para em um hospital dos Aliados. Como ninguém descobre o nome dele, anotam na ficha médica que ele é o “paciente inglês” . O pelotão atravessa a Itália rumo a algum lugar, que não me lembro agora e o paciente é obrigado a ficar em um mosteiro abandonado junto com uma enfermeira canadense, Hanna. Isso porquê ele está doente demais para continuar a viagem.

Hanna e Kip

O caminho desse dois se cruzam com o de um ladrão, Caravaggio, e um sikh, de nome Kip. Enquanto no mosteiro, o paciente começa a contar sua estória em flashback, a estória de como ele se apaixonou e de como essa paixão se tornou sua perdição e a dela. Paralelo a isso, Hanna se apaixona por Kip.

Mas já contei muito do filme e talvez alguém queira ver ou ler o livro. Bem, mas o quero contar é de como a cena final do filme me emocionou e até hoje me faz lembrar de uma crença arquetípica.

No final, o paciente morre e tem uma visão final, uma lembrança na verdade, onde ele recorda que carregara Katherine morta em seus braços até o avião. Então vemos eles partindo para um vôo sobre o deserto. O avião plana mansamente para uma viagem que parece que não terá fim.

O Paciente Inglês carregando sua amada

Interpretei essa cena como uma metáfora da morte, e o avião representaria o mensageiro, aquele que carrega a alma dos mortos para o outro mundo. No lugar de um passáro que levaria a alma, temos um avião que o leva junto com sua amada para Outro Mundo.

Os passáros são creditados como mensageiros do outro plano, o que implica que eles também tem poder para transportar a alma dos mortos em sua jornada desse para o mundo espiritual.

Alguns acreditam que a alma migra de um corpo para outro e que muitas vezes um humano pode ter habitado anteriormente o corpo de uma passáro. Além disso, alguns acreditam que eles trazem algum tipo de presságio e muitas vezes, um mau presságio.

Gaivota do Pacífico

Gaivota do Pacífico

Um exemplo desse mau presságio seria o pio do passáro chamado storm petrel ( Hydrobates pelagicus ). Segundo a wikipedia, é chamada de “painho“, mas também somente de petrel. No original em inglês, ele é chamado de petrel da tempestade, porque os marinheiros acreditavam que ver um deles significava um sinal de grande tempestade se aproximando uma espécie.  Atirar num deles daria azar. Alguns também acreditavam que não deveriam ser feridos porque dentro deles estaria a alma de marinheiros mortos.

Assim também aconteceria com as gaivotas, que seriam sinal de tempestade e seus gritos seria sinal de que alguma desgraça iria acontecer e que almas de marinheiros e pescadores habitariam o corpo das gaivotas, especialmente se um deles tivesse morrido afogado.

Isso me lembra um quadrinhos do Hellboy. O quadrinhos “Hellboy – Paragens Exóticas”, mostra o personagem no fundo do mar. Ele encontra com diversos personagens, mas logo no começo da estória ele luta com uma bruxa do mar e consegue libertar a alma de marinheiros que serviam de fonte de poder para ela. Se não em engano, estavam presas em ânforas (tenho de rever o quadrinho…). De qualquer forma, após as almas serem libertadas do feitiço, elas voam para a liberdade em forma de passáro… Interessante referência à crença de que os passáros “retém” almas dos mortos.

Outras passáros também seriam hospedeiros de almas como acreditam os pescadores de uma região da Inglaterra, chamada East Anglian. Para eles, o ganso patola ( Morus bassanus ) é um deles.

Nos Estados Unidos, dizem que um homem atirou em três patos e quando foi procurar os corpos não os encontrou. Após isso uma cotovia piou por três dias. Quando ela parou, ele foi ao pântano e encontrou o corpo de três marinheiros.

Enquanto isso, na Europa os corvos sempre foram mensageiros de mau presságio. Alguns diziam que eles eram bispos maléficos que ao morrer, viravam corvos (porque usavam vestimentas pretas). Ouvir um pio de corvo significava que algo ruim iria acontecer. Almas de crianças não batizadas também poderiam virar corvos.

Outras lendas conectam o corvo com o Rei Artur. Alguns dizem que o rei foi transportado para Avalon. Outros que ele dorme em uma caverna em algum lugar da Grã Bretanha. Mas o escritor espanhol Julian del Castillo deu outra explicação, que foi logo assimilada pelos ingleses, a de que Artur foi encantando em um corvo, e que um dia reinará de novo e para provar isso, ele diz: será que algum inglês matou um corvo depois disso?

Torre de Londres

Até o século 18 matar um corvo era um tabu na Inglaterra. A idéia do corvo associada ao rei parece explicar porque sempre são mantidos seis corvos na Torre de Londres.

Os corvos são uma espécie de protetores da Inglaterra, porque são associados ao rei Artur. Imagine o desespero que tomou conta da Inglaterra quando, durante a Segunda Guerra mundial, os corvos ficaram em silêncio durante cinco dias? Muitos imaginariam que a Grã Bretanha iria desaparecer.

Referências:

http://www.mythencyclopedia.com/Be-Ca/Birds-in-Mythology.html

http://www.deathreference.com/Sh-Sy/Soul-Birds.html

Uma fábula de sangue

As fábulas não foram feitas para crianças. Elas mostram o que de mais sombrio habita no coração dos homens

"Faça o digo e voltará para a sua casa"

No filme “O Labirinto do Fauno”, o cenário é a Espanha pós Segunda Guerral Mundial. A Espanha governada por Franco. Uma garotinha e sua mãe vão ao encontro do seu novo lar. A garota aparenta somente tristeza. Com ela, seus vários livros de contos de fada. De repente, o carro quebra e ela aproveita para fugir por um momento, afinal o lugar é belo. Uma floresta ancestral. No seu novo lar, no meio da floresta, ela vai encontra seu padastro.

Ao chegar em sua nova casa, ela encontra um labirinto muito antigo, sendo advertida a não entrar lá. Mas claro, sendo uma criança, isso só aguça a sua curiosidade. A partir daí,  garotinha encontra todo tipo de figura surreal. Fadas, um fauno, monstros. Enquanto que no mundo real, os rebeldes contra o governo Franco também encontram os seus próprios monstros, um deles personificado no cruel padastro da garotinha. Ele é comandante das forças fascistas de Franco. Uma figura dura, um militar enviado para lá para acabar com os maquis, rebeldes que atuavam desde antes 1939.

Ela está sozinha no meio de uma guerra, com uma mãe frágil que é totalmente submissa ao padastro, sem forças o bastante para se rebelar contra aquele a quem a mãe insiste que ela chame de pai.

O filme nos traz estranhas figuras, conhecidas de nós, mas todas com toques sombrios. O fauno, surge das sombras, propondo provas a ela para que ela consiga voltar “ao seu reino”. É extremamente desconfortante vê-lo devorar um pedaço de carne crua e ficar imaginando de que seria aquela carbe. As fadas deveriam ser figuras fofinhas, mas aqui elas são estranhas, e também abocanham carne crua… Mas afinal, os contos de fadas originais eram sombrios, lidos ao redor de fogueiras, e com certeza naqueles

Não há como desconfiar da figura do fauno e tentar imaginar se ele realmente tem boas intenções com a menina. Afinal, essas criaturas são conhecidas por enganar os humanos. Mas ela não se importa, porque no meio dos adultos, são somente essas criaturas que estão lá, para ouví-la e a consolar.

Será que eles existem? Seriam frutos da imaginação dela? O filme jamais responde. Você vai tentar adivinhar, mas não vai conseguir. Aqui a ilusão e a realidade se misturam em meio a acontecimentos. E você percebe que os homens é que são os verdadeiros monstros dessas estória.

Coisas típicas dos contos estão lá, a heroína que precisa fazer uma busca para atingir determinado objetivo, muitas vezes a custa de muito sacríficio. Figuras arquetípicas: uma floresta sombria e encantada, o sapo, o vilão, fadas e faunos.

No desfecho do filme, se fica pensando se realmente ela conseguiu o que queria e finalmente chegou ao seu reino encantado.

Notas:

1) O sapo é símbolo de transformação e fertilidade em muitas culturas, e também um símbolo o incosciente. Interessante notar que em uma das missões da menina ela encontra um sapo gigante, talvez uma pista de que a partir daí ela está mergulhada no seu próprio inconsciente e que a partir daí ela sofrerá uma transformação em seu destino.

2) O fauno era deus de chifres da antiga religião romana, que habitava as florestas, campos e planícies, quando ele fertilizava o gado era chamado Inuus. Em literatura ela acabou sendo associado ao deus grego Pan.

Sendo uma das mais antigas divindades romanas, conhecidas como di indigetes, e revelava o futuro em sonhos e vozes para aqueles que dormiam nos locais sagrados dos faunos.

3) O labirinto é símbolo da busca por sabedoria e também do inconsciente. Muitos são atraídos pelo labirinto como uma meio de alcançar auto conhecimento e criatividade, pois ele é um desafio a ser enfrentado para alcançar uma evolução. Caminhar no labirinto clareia a mente. Para os que sofrem, traz alívio e paz.

4) A guerrilha anti Franco começou antes de 1939 no fim da Guerra Civil Espanhola. O coneço da Segunda Guerra Mundial logo após a guerra civil surpreendeu grande parte da Espanha Republicana exilada na França; muitos deles se juntaram à Resistência Francesa. Por volta de 1944, com as forças alemãs em retirada, muitos dos guerrilheiros, voltaram seus focos para a Espanha. Apesar do fracasso da invasão de Val d’Arán naquele ano, alguns pelotões continuaram até o interior da Espanha para se juntar a grupos que permaneciam nas montanhas desde 1939.

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O apogeu da guerrilha foi entre 1945 and 1947. Depois disso, a repressão franquista aumentou, e um a um os grupos foram exterminados. Muitos de seus membros morreram ou foram presos. Outros fugiram para a França ou Marrocos. Em 1952, os últimos e mais importantes contingentes saíram da Espanha. Depois disso, aqueles que resistiram nas montanhas recusaram a escolher o exílio ou se render, lutavam apenas por sua própria sobrevivência.

Links:

http://www.bellaonline.com/articles/art13554.asp

http://www.archive.org/details/romanfestivalsof00fowluoft

http://www.experiencefestival.com/meaning_of_dreams_about_labyrinth

http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/c/a/2006/12/29/DDGH7N4LSM22.DTL&type=movies

Bem vindo ao lar irmão

Quão díficil é esperar por alguém? Será que o corpo precisa ser enterrado para que a alma descanse?

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Um avião do tipo B-24 Liberator

Era dia 1 de setembro de 1944, e o bombadeiro Liberator B-24 J, o “Babes in Arms”(1), estava numa de suas missões para atingir alvos japoneses no arquipélago de Palau, Oceano Pacífico.

Um de seus tripulantes era o sargento Robert Stinson, de 24 anos, um dos seis filhos de Vella Stinson. Ele tinha se juntando à Aeronáutica mal terminou o segundo grau e já havia sido condecorado várias vezes, sendo quase um vetereno de guerra àquela altura. Mas o destino está traçado e desta vez eles foram atingidos. O B-24 com 11 pessoas a bordo caiue dos seus tripulantes, oito morreram e três conseguiram saltar a tempo, um deles sem pára-quedas.

A partir daí, pacientemente, por duas vezes ao mês sua mãe escreveu a governo. Esperava por notícias. Esperava que ele fosse encontrado.  Porém a resposta era sempre negativa.  Foram-se então 65 anos. Nesse meio tempo, ela morreu, e nunca soube o que mais queria.

Seus irmãos não conseguiam descansar. Uma esperança vã dizia que talvez ele fosse um desses três que pularam do avião e que estivesse vivo por aí. Mas dizem que os três sobreviventes foram capturados pelos japoneses e executados.

Em 1994, um grupo de aventureiros e mergulhadores, chamado BentProp,  iniciou sua própria busca nas águas de Koror, a maior ilha de Palau. Todos os anos por um mês inteiro eles fazem buscas nessa área, procurando por 200 aviões desaparecidos durante a Segunda Guerra. Os restos estão espalhados por 300 pequenas ilhas.

Eles se reuniram com veterenos do esquadrão de Stinson que disseram o local onde viram o avião cair. Eles procurarm por seis anos até que em 2000 eles acharam fotos antiga feita por um tripulante de outra aeronave, momentos antes do avião dele cair. Afinal para que as fotos se somente se fotografam os locais que seriam bombardeados? Eles pensaram que alguém queria tentar registrar onde o aeroplano tinha caído.

Graças a essas fotos, eles restringiram as buscas a oito milhas de onde eles estiveram procurando. Aí a sorte veio na figura de um velho pescador que, quinze anos anos, tinha visto restos de um avião naquela área. O grupo fio para lá e logo descobriu um motor do  B-24 a 9 metros e então o avião quebrado em dois pedaços.

Dentro do avião, sepultado no mar por todos esses anos estava restos de um óculos, uma corda de pára-quedas, um sapato, uma identificação de um cachorro, um cadarço e vários pequenos fragmentos de ossos, entre outras dezenas de itens.

Amostras de DNA de Edward e Richard Stinson foram tiradas em 2006 e se confirmaou que dois pedaços de ossos da perna pertenciam ao irmão deles. Outros quatro membros foram identificados. Três ficaram sem identificação e serão enterrados juntos no cemitério de Arlington.  Stinson será enterrado no Cemitério Nacional de Riverside, no dia 30 de outubro.

Nas palavras de Richard: “Finalmente isso vai terminar. Nós nunca esperamospor isso. Nós sabíamos que três tinham saltado e… Você sempre tem a esperança de que ele foi um deles e sobreviveu”.

As memórias do irmão vêm, coisas que foram ditas sobre ele, que gostava de jogar pôquer, que era brincalhão. Parece que para que ele tivesse paz, ele precisaria ser resgatado de onde estava, para que seus restos fossem enterrados, como se de alguma forma sua alma estivesse pairando em algum lugar e não pudesse repousar.

Essa estória é ao mesmo tempo estranha e comovente. Talvez na verdade fossem os vivos que não estivessem em paz.(2)

Agora Richard sabe que seu irmão estava sozinho no fundo do oceano, mas agora ele vai descansar em paz. “Ele não esteve só nessas duas, três semanas. Ele emergiu.”

“Bem vindo ao lar, irmão”

Notas:

(1)

O avião era o 42-73453 do  Grupo Bombardeiro 307, Esquadrão 424.

O piloto era Jack Arnett e os outros tripulantes: William B. Simpson, Frank J. Arhar, Arthur J.  Schumaker, Robert J.  Stinson, Jimmie  Doyle, Charles T. Goulding, John Moore, Leland J. Price, Earl E. Yoh, Alexander R. Vick

(2)

Muitas culturas acreditam que é necessário um enterro e ritos funerários.  É uma maneira de demonstrar respeito e prevenir que aquele corpo volte a vida, como um morto-vivo ou como um fantasma. Acredita-se também que é uma maneira de encerrar o ciclo daquela pessoa nesse mundo, e com o sepultamento,  a pessoa segue para um outro plano de existência.

Fontes:

http://www.wavy.com/dpp/military/military_ap_california_Remains_of_WWII_airman_welcomed_home_20091028

http://www.capeargus.co.za/index.php?fArticleId=5223281

http://forum.armyairforces.com/m148619-print.aspx

http://www.307bg.org/