Arquivos do Blog

A Lenda do Cervo Branco

Virginia_dare_stampMuitas lendas surgiram devido ao desaparecimento da colônia inglesa de Roanoke. Livros, contos, quadros, séries, filmes falam sobre o assunto.

O livro de Sallie Southall Cotten, “O Cervo Branco: O Destino de Virgina Dare” é uma tentativa de explicar o destino da colônia e de Virgina Dare,a primeira criança de descendência inglesa nascida nas Américas.

Quanto à chegada de europeus à província de Terra Nova, no Canadá, há muito já se descobriu que os vikings foram os primeiros a chegar aqui, 500 anos antes de Colombo.  Graças às pesquisas de Helge Ingstad, descobriu-se as ruínas de L’Anse aux Meadows no Canadá, e segunda os contos nórdicos, uma mulher de nome Gudrun deu à luz um filho que seria o primeiro descendente de europeus nessa terra…

Mas voltando ao livro, ele narra como Virginia cresceu na tribo de Manteo, winona significa “primeira filha” em Sioux e ska, significa branca. Ela cresceu e se tornou uma linda mulher. Okisko um jovem chefe índio queria casar com ela, só que Chico um velho feiticeiro também queria a mesma coisa.

O velho tentou em vão convencê-la a se casar com ele. Rejeitado ele lançou um feitiço sobe ela e a transformou em um cervo branco.604px-Doe_1_(PSF)

Okisko estava decidido a reverter a maldição e pediu ajuda a um feiticeiro do bem chamado Wenokan. Okisko fez um flecha com uma concha de ostra e Wenokan a banhou em uma fonte mágica, transformando-a em uma pérola. Para quebrar o feitiço Okisko deveria acertar a flecha mágica no cervo branco e ela se tornaria novamente Winona-Ska.

Nesse meio tempo, o jovem Wanchese, filho daquele que foi à Inglaterra com Manteo, resolveu matar o cervo encantando para ter fama. Para matar esse animal especial seria necessário uma flecha de prata. Por coincidência o pai dele tinha ganhado uma da rainha Elizabeth I quando ele visitou a Inglaterra.

Um dia, Okisko viu o cervo branco próxima das ruínas de Fort Raleigh, na ilha de Roanoke. Mais que depressa ele apontou sua flecha de pérola para o animal. Infelizmente, Manteo também disparou sua flexha de prata no cervo.

As duas flechas acertaram o cervo ao mesmo tempo. A flecha de Okisko transformou-o em uma linda mulher novamente, só que a flecha de Manteo também acertou seu coração.  Okisko correu até ela, mas Virginia morreu em seus braços.

Desesperado ele corre até a fonte mágica e banha as duas flechas nas águas, implorando pela vida de Winona. Quando ele voltou para o local, não havia sinal nem de Virginia, nem de cervo. Mais tarde, o cervo branco reaparece olhando para ele com olhos lindos e tristes. Então ela corre para as matas.

Desde esse dia, até hoje muitas pessoas dizem que vêem um cervo branco fantasmagórico próximo da área onde a Colônia Perdida fez seu primeiro assentamento.

E essa foi uma das lendas sobre Virgina Doe, talvez o mistério nunca seja explicado, nem mesmo com o projeto de análise do DNA dos índios da área, mas talvez seja mais interessante imaginar o que teria sido feito de todos…

Fonte:

http://www.learnnc.org/lp/pages/1647

Notas:

Para os indígenas norte-americanos o branco tem um significado muito especial. Animais brancos são manifestações sagradas do Grande Espírito ou Criador (Wakan Tanka, Tankashilah). É um símbolo de pureza, vida, renovação, bondade e paz.

Palavra ska:

http://www.geocities.com/cheyenne_language/origin.htm

Cidade de Wanchese:

http://wapedia.mobi/en/Wanchese,_North_Carolina

Glastonbury e o Dragão

Zmey

As “linhas do campo” de Glastonbury, são linhas imaginárias de energia que atravessam o planeta. Diz-se que todo o planeta tem essas linhas, que são linhas ou rodovias de energia que atravessam o planeta e que são invisiveis a olho nu. Essas energias eletromagnéticas atravessam Glastonbury em três lugares: as ruínas do mosteiro de Abbey, entre o altar principal e tuba de Guinevere’s tomb. os jardins do poço de Chalice, e o Glastonbury Tor). As linhas são masculinas (Michael) e feminina (Mary) they merge together near the High Altar in the Abbey.

No Tor se encontram várias espirais, sendo que esas simbolizam a serpente ou dragão, criatura sagrada da velha religião. O dragão é a energia primária da terra e do céu – poder que deve ser usado com sabedoria e reverência.  If visualizarmos o morro como o dragão símbolo da “Mãe Original” o lugar seria palco de cerimoniais de renascimento e iniciação, onde os participantes se encontrariam cara a cara com a “Mãe”, entrando em seus subterrâneos escuros, e renascendo pelos seus poderes vitais.

800px-Glastonbury_Tor_4

Quem assistiu ao filme de 1981, “Excalibur” viu que em uma das cenas, quando Arthur pergunta a Merlin onde está o dragão, ele responde “aqui, ali, em todo lugar”… Você não vê nenhum dragão no filme, mas percebe que ele está em todo o lugar, e é a força do poder de Merlin e ao mesmo tempo sua maldição, quando Morgana usa o poder do dragão para o aprisionar. E esse poder que dizem está multiplicado nesse lugar, já que as linhas do dragão se encontram três vezes em Glastonbury.

A paisagem do lugar já passou por várias mudanças, naturais e provocadas Challice Well by Daharjapelo homem, como  no tempo dos romanos. Mas até hoje prevalece um misto de terra seca com áreas inundadas, o que confere ao lugar um tom mágico, que acrescentado a lenda de ser um lugar cheio de energia, chama a atenção de muitos, turistas e hippies. É comum ver hippies cantarolando e fumando nos pontos de encontro energético, principalmente no alto do morro de Tor.

Há dois mil anos atrás, o mar alcançava o Tor (pedra, pilha, marco) de Glastonbury, formando uma pequena ilha ao redor da colina. Aos poucos, o mar virou um lago. Nessa época, o Tor deveria parecer um ilha de qualquer ponto que se olhasse, por isso o nome céltico para Glastonbury é Ynys-witrin, a Ilha de Vidro.

Glastonbury_Abbey_03A Ilha de Avalon, muitas vezes identificada como Glastonbury, se origina de uma lenda céltica do sem semi-deus Avalloc or Avallach, governador do submundo. No folclore celta, Avalon era uma ilha encantada e era o ponto de encontro para os mortos e onde eles passavam para um outro nível de existência. O Tor era considerado o lar de Gwyn ap Nudd, Senhor do Submundo, e o lugar onde viviam as fadas.

Um dos maiores mistérios são os setes níveis ou terraçosque circulam a colina. Não se sabe se foram feitos pelo homem ou com que propósito, mas foram datados do tempo Neolítico. Alguns acreditam que era um labirinto ritual e que seu formato corresponde a um diagrama mágico.

A lenda mais antiga sobre o Tor de Glastonbury é um estória do século treze sobre São Patrick (387-460), que  narra que ele se tornou um líder de ermitões depois que ele voltou da Irlanda e descobriu um antigo oratório depois de escalar uma densa floresta. Diz a lenda que o oratório foi construído por José de Arimatéia quando ele chegou lá depois da crucifixão de Cristo.

Outra lenda citada por  Llancarfan, em Vida de São Gildas, e escrita por volta de 1130, diz que o santo interveio entre o rei Artur e o rei Melwas da “Terra do Verão”, quando este rei raptou Guinevere, ferindo Sir Keu (Cei) no processo e a aprisionando em sua fortaleza em Glastonbury. Arthur foi buscá-la e o santo convenceu Melwas a soltá-la, promovendo a paz entre todos. A estória também pode ser lida no poema gal~es conhecido como O Diálogo de Melwas e Gwenhwyfar (Guinivere), o manuscrito data do século 16.

São dezenas de lendas relacionadas ao lugar, que o torna , como já citado, atraente para turistas, hippies e além disso local de peregrinação. No verão, os católicas fazem o percurso até as ruínas do mosteiro de Glastonbury, começando pelo Tor. Além disso há um festival de música e artes, que inclui até a aparição de um dragão.

Sendo um lugar de magia e governado pelo dragão da terra, ele não poderia deixar de aparecer…

www.dragoncircle.co.uk/page3.html

http://www.sacred-destinations.com/england/glastonbury-tor

http://www.bbc.co.uk/somerset/content/articles/2005/09/14/earth_energies_in_glastonbury_feature.shtml

http://www.celtnet.org.uk/gods_m/melwas.html

http://www.gothicimage.co.uk/books/makerofmyths1.html

Amytiville

800px-Pequot_warimagem: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pequot_war.jpg

Em 1644, as relações entre os ingleses e os holandeses em Long Island, Nova Iorque, eram próximas, e um dos problemas dos problemas era que os dois grupos não conseguiam chegar a um acordo de como lidar com os índios Massapequa, o chefe deles afirmava que ele não tinha vendido a terra para eles, mas apenas “emprestado”… Os holandeses então mandaram John Underhill para resolver a questão. Ele tinha comandado o massacre de Mystic River, em 1637, durante a Guerra Pequot, onde morreram 400íindios, entre homens, mulheres e crianças.

Nessa nova ação, em 1953,  ele matou 120 índios e enterrou os corpos em uma fossa comum. O capitão Underhill e seus homens pegaram os ossos e jogaram nos pés de uma colina, e sentaram-se lá para comer sua refeição. Os ossos de 24 foram encontrados durante uma obra de um ferrovia em forte Neck Essa ferrovia passava justamente em cima do local onde estavam enterrados e lá a terra tinha uma coloração muito mais vermelha.

Coincidência ou não, os locais próximos são conhecidos como locais assombrados. Em Amytiville, em 1958, a família Herrmanns. A atividade sobrenatural ocorreu em com muitas testemunhas como um repórter de  Newsday repórter, um detetive, a família e outros. Coisas estranhas aconteciam como tampas de garrafa pulando no ar, coisas quebravam e voavam pela casa. A estória se espalhou rápido como haviam muitas testemunhas.

Em 1958, a família Herrmanns. A casa ficava em Seaford, Long Island, na Travessa . A atividade sobrenatural ocorreu em com uitas testemunhas como um repórter de  Newsday repórter, um detetive, a família e outros. Coisas estranhas aconteciam como tampas de garrafa pulando no ar, coisas quebravam e voavam pela casa. A estória se espalhou rápido como haviam muitas testemunhas.

Em outro endereço, 112 da Avenia Ocean, Butch DeFeo matou seus pais e cinco irmãos, em 14 de novembro de 1974, ele alegou que tinha sido possuído pelo espírito de um chefe índio. Os Lutzes, outra família que vivia ali, mudaram-se para lá em dezembro de 1975. Depois de 28 dias, eles fugiram depois de um mês, assustado com atividades paranormais como crucifixos virados de cabeça pra baixo. Além disso, acharam um quarto secreto no porão, que não estava na planta original e tinha um mau cheio insuportável.

Há quem diga que todas essas estórias foram inventadas, por um motivo ou por outro, quem sabe até para atrair turistas para a cidade. De qualquer forma, parece que muitos lugares onde ocorreram massacres ficam “malditos” ou pelo menos para muitos há uma energia estranha no lugar e talvez seja melhor não mexer com essa energia.

Fontes:

http://aslendasemitos.blogspot.com/2009/05/verdadeira-historia-sobre-terror-em.html

http://historicpelham.blogspot.com/2006/11/signature-of-captain-john-underhill.html

http://truelegends.info/amityville/poltergeist.htm

http://www.ghostvillage.com/legends/2005/legends36_04122005.shtml

http://www.historicpelham.com/

http://truelegends.info/amityville/indians.htm

O Demônio Também Chora

shot_12_529

Na série “Devil May Cry” nós acompanhamos a estória de Dante, meio-homem, meio-demônio.  Sua herança demoníaca é ao mesmo tempo uma vantagem e uma maldição. Ele é um híbrido, fruto de um casamento entre o demônio Sparda e a humana Eva.  Ele é dotado de poderes extraordinários que só aumentam quando ele “encarna” o lado demoníaco que tem dentro de si.

Mas o tema de híbridos não é novidade no campo das lendas, é só lembrar dos nefilins, fruto de casamentos entre anjos caídos e humanas. “E os filhos de Deus vendo que as filhas dos  homens eram belas, tomaram para si esposas entre as que mais lhe agradaram” (Gênesis 16: 1-4)… Muitos interpretam que esse versículo fala dos anjos que se casaram com mulheres e daí geraram nefilins. Se eles eram “caídos” então eram demônios que geraram os primeiros híbridos dessa “raça”.

Então a estória desse tipo de cruzamento não é novidade e foi aproveitada como mote para o game… No Tv Tropes, se tem uma interminável lista dessas hibridizações e muitas outras! Até mesmo de humanos com dragões…Quem passeia pela cultura japonesa sabe que as games e animes estão cheios desse tipo de criatura.  A aproximação entre humanos e outros entes é muito comum na cultura japonesa. A raposa (kitsune) está sempre circulando entre humanos e casando-se com eles.

Como é explicado no Tv Tropes, parece que ser um ser meio-algo com alguma coisa dá muitos poderes para a descendência, mesmo que os filhos se queixem de sua má sorte de um ter um pai ou mãe sobrenatural. E em toda a literatura que tive acesso parece que é muitos mais comum a mãe ser uma humana e o pai, um ser sobrenatural. Já é muito difícil que o pai seja um humano e mãe uma entidade qualquer.

Uma exceção é a lenda de Lilith, no livro Tree of Souls: the mythology of Judaism, se explica a lenda de Lilith e como ela seduz homens e dá nascimento a seres meio humano e meio demônio. Essas “crianças” escolhem um lugar da casa para morar, como um guarda-roupa e lá ficam até a morte do pai, quando eles seguem o cortejo fúnebre. Inclusive, diz-se que é preciso despistar as híbridos para que eles não o sigam até o cemitério.

Dante em sua forma demoníaca

Outra personagem lendário, Merlin, também era apontada como filho de uma freira com um íncubus... Segundo a tradição, sendo gerado por uma serva de Deus e por um demônio, ele possuia sabedoria e poderes sem iguais, vindos de duas forças opostas,  Deus e o diabo. Diz-se que para impedir que a bebê manifeste seu lado demoníaco, é necessário banhá-lo em água benta assim que nascer. Provavelmente foi o que fizeram com Merlin, para que ele continuasse poderoso, sem se transformar em demônio.

No caso de Dante, ele precisa se transformar em demônio, para ganhar mais poder ainda.  Mas ele mantém o seu lado humano, o que pode ser encarado tanto como fraqueza como virtude. Interessante notar que tanto em lendas, como em games ou filmes, geralmente o híbrido sempre está tentanto matar o seu lado não-humano ou caçando seus parentes não-humanos, como D, de Vampire Hunter D.

D, segundo o primeiro anime da série, datado de 1985, dá a entender que ele seria o próprio Drácula, porque no confronto final, o vampiro olha para um quadro muito antigo e percebe que D é muito mais velho do que ele, insinuando-se que talvez D seja Drácula. Já no segundo filme, a “mão falante” diz bem claramente que ele seria fruto de um relacionamento entre uma humana e um vampiro.

Parece que os híbridos tentam se agarrar a sua parte humana, assim como o personagem Hellboy, fruto de uma união com uma bruxa e um princípe infernal. Ele é outro híbrido que também caça os seus parentes do inferno e tenta desesperadamente não deixar que a sua parte negra o arraste para o outro lado (se bem que Dante é totalmente cínico e não fica tão desesperado assim quando o seu lado infernal vem à tona).

Assim como Dante e outros, o seu lado humano sempre vence, mesmo que o poder herdado de seu pai os faça sobrehumanos, é o seu lado materno que lhes confere a humanidade e o coração, que os liga ao resto dos seres humanos.

Tanto é assim que em Devil May Cry 2, já no final do game, Dante chora pelo seu irmão Virgil, que ficou preso no inferno… Ao ver isso, Mary (Lady), pegunta se ele está chorando. Ele afirma que não, é a chuva. Ela conclui, que “até mesmo o diabo pode chorar…”

A colonia perdida: Croatoan

Antes da partida de White, os índios Croatoan visitaram a ilha de Roanoke e convidaram os colonos a morarem com eles. Os colonos aceitaram a proposta e disseram a white. Então combinaram o seguinte: se eles tivessem de partir escreveriam a palavra CROATOAN em uma árvore e se por acaso, a partida fosse feita sob condições hostis e adversas, escreveriam uma cruz acima de CROATOAN (portanto, não há nada de misterioso nessa palavra, mas com certeza a venda de livros aumenta se semear o mistério).

Em 27 de agosto de 1590, ele partiu e encontrou um cenário de guerra na Inglaterra. Todos foram convocadas para a defesa da Inglaterra. E sob o comando de Raleigh, a Armada Formidável da Espanha foi derrotada.

Em 22 de abril de 1588, White retornou para o Novo Mundo, mas no caminho foi orbigado a retornar devido a um embate com navios de guerra. Nenhuma nova tentativa foi feita até 20 de março de 1590, quando eles voltaram con três veleiros. Eles só alcançaram Roanoke em agosto.

Agora, de acordo com o relatórios da viagem, escrita pelo escritor Richard Hakluyt, “durante a tarde de 15 de agosto eles ancoraram em * Hattorask, a uma profunidade de 9,15 metros longe da margem. Assim que eles aportaram, White viu uma grande coluna de fumaça vinda do lugar onde ele deixou a colônia em 1587. Na manhão seguinte, dois botes com White e os capitães Cook e Spicer foram à terra. Ele deu instruções ao mestre canhonheiro para deixar prontos dois * minions e um falcão para disparar, dentro de um certo espaço de tempo entre um tiro e outro, assim avisando aos remanescentes da colônia que eles estavam chegando.

Eles rumaram com os botes na direção da grande fogueira, até que eles resolveram soltar a âncora próximo da praia. Então eles chamaram, tocaram trombetas, cantaram e nada de resposta.

Quando amanheceu eles ancoraram e encontraram grama e árvores queimadas de onde vinha a luz. Continuaram até Dasamonguepeuk, caminhando próximo à praia, até o lado norte da ilha. Durante todo o caminho eles viram pegadas de nativos, de dois ou três tipos.

Quando eles atingiram um banco de areia, encotraram misteriosas palavras romanas escritas na árvore, C.R.O., de acordo com um código secreto entre eles e o governador, assim ele saberia que eles se mudaram para um local cinquenta milhas longe dali. Ele ficou preocupado, mas como não encontrou nenhuma cruz acima das siglas, então eles tinham partid sem maiores problemas. Rumando para o vilarejo, ele encotrou as casas demolidas e tudo  cercado por uma grande paliçada, como se fosse uma fortaleza. E em um dos troncos usados na paliçada, encontraram a palavra CROATOAN. Feito isso, entraram no lugar, onde encontraram diversos objetos e barras de metal espalhados pelo chão, quase cobertos por grama e ervas daninhas.

E apesar dele ter ficado desgostoso “com toda a mercadoria espalhada por ai”, ele se alegrou que eles tivessem se dirigido para Croatoan, que era o lugar onde Manteo tinha nascido e onde eles tinham amigos.

Um tempo ruim obrigou-os a voltar para o veleiro e devido a perda de três âncoras, fora uma eles decidiram abandonar a idéia de ira naquele instante para Croatoan e foram para a ilha de Saint John. Então passaram o inverno nas Índias Ocidentais e depois rumaram para Croatoan. Um dos veleiros voltou para a Inglaterra, pois estava em péssimas condições.

Os outro dois veleiros ficaram um tempo procurando saquear navios espanhóis, até que em voltaram para a Inglaterra e aportaram em Plymouth em 24 de outubro de 1590.

* Alguns estudiosos dizem que Croatoan era o nome do lugar, e que os ingleses deram esse nome depois aos índios que lá moravvam.  O verdadeiro nome da tribo seria Hatteras (ou Hattorask, como chamam os croatoans.) Esses índios estavam em Roanoke quando a colônio aportou. Os indios não moravam na ilha, na verdade lá seria um acampamento de caça e pesca ou talvez um local mais fresco para ficarem durante o verão.

Minion e Falcão – dois tipos de canhões do século 15 e 17.

Dasamonguepeuk, no lado ocidental de Croatoan, parece ser o condado de Dare hoje em dia. Era possivelmente a sede da tribo de Roanoke, os quais devem ter uma vaga conexão com Chowanoke e Secotan.

Leia mais em:

https://casadecha.wordpress.com/category/a-colonia-perdida-de-sir-walter-raleigh/

https://casadecha.wordpress.com/2009/11/10/a-colonia-perdida-de-raleigh/

https://casadecha.wordpress.com/2010/06/07/a-colonia-perdida-de-sir-walter-raleigh-capituloii/

A Colônia Perdida de Sir Walter Raleigh

Nessas andanças pela internet esse livro encontrei no archive.org um livro muito bom sobre a estória da “colônia perdida” de Roanolke, mas conhecida por Croatoan, apesar de Croatoan não ser o nome do lugar mas apenas uma palavra escrita se referindo a um lugar.

Se você quiser ler o original a url é http://www.archive.org/details/sirwalterraleigh00mcmil

Croatoan? Mas que mistério é esse? A primeira vez que ouvi isso foi numa estória em quadrinhos de um escocês. Não me admira os escoceses, assim como os bretões em geral, tem fama de estar ligados a esse sobrenatural  bem intimamente… Por exemplo, estórias de fantasmas: parece que toda a população de fantasmas foi morar na Grã-Bretanha e não sobrou nenhum por resto do mundo…

Essa estória também é fantasmagórica: aonde foram parar 114 pessoas? Sir Walter voltou para resgatá-los e nada sobrou, além da palavra escrita na árvore. No quadrinhos, Sete Soldados da Vitória, eles se miscigenaram com um tipo de raça demoníaca e deram origem a uma vila de bruxos nos subterrâneos da terra.

Mas e a estória real? Foi isso que encontrei nesse livro de 1888, e pensei em compartilhar um pouquinho aqui. Pela curiosidade e pra me lembrar depois do que li. Mas vou logo dizendo que não se trat de estórias de fantasmas, mas uma interessante estória do destino da colônia.

Tudo começou em 1583, a Inglaterra de Elizabeth estava num período turbulento, ela tinha rejeitado a proposta de matrimônio do rei Felipe da Espanha e tinha sido favorável a Holanda, que estava em guerra com Espanha,f ornecendo armas e exércitos para que eles reconquistassem o território holandês.

Enquanto a Inglaterra se preparava para a eminente guerra, a rainha deu a Sir Walter uma carta em que tornava ele dono de territórios na América do Norte, isso tudo por ele ser um militar altamente qualificado.  Durante as preparações para o conflito, ele organizou uma expedição para a América, que foi comandada por Philipe Amadas and Arthur Barlowe. Lá eles aportaram e tomaram posse de várias áreas, inclusive a ilha de Roanoke. Eles voltaram para a Inglaterra com os nativos Manteo e Wanchese, a intenção deveria ser impressionar eles com a grandiosidade da Inglaterra, além claro de estabelecer relações amigáveis e conseguir ajudar para colonizar as terras.

Eles retornaram noutra expedição. Manteo se tornou Lord de Roanoke e Dasanguepeuk. Já Wanchese  se tornou um ferrenho inimigo dos ingleses. Hoje em dia existe uma cidadezinha com o nome dele dentro do condado de Dare (por sinal Dare é o sobrenome da primeira criança “inglesa” nascida no território americano).

A segunda expedição foi em 1585, sob o comando de Sir Richard Grenville. Ele voltou com seis veleiros e chegou em Roanoke no mês de julho de 1585. Levou uns quatro meses para chegar, se ele saiu em 9 de abril. As viagens era realmente demoradas… Ao retornar em agosto, ele deixou uma colônia na ilhade Roanoke, sob o comando de Ralf Lane.

O problema é que apesar de ter feito muitas descobertas, os colonos se sentiram abandonados e embarcaram de volta para a Inglaterra com Frances Drake, que tinha dado uma parada ali e estava retornando para a Grã Bretanha e deu uma carona a eles.  Com isso, não ficou nenhum inglês nas terras americanas.

Depois de um mês que os colonos partiram, chega Richard Grenville com suprimentos e não encontrando ninguém, deixou por lá quinze homens. Eles nunca mais foram vistos.

Mas Raleigh não desistiu e mando John White para lá,  junto com outros colonos, eles tinham o encargo de comandar e assistir na fundação da cidade de Raleigh, que deveria ser fundada na baía de Chesapeak.

Mas os comandantes do navio estavam mais preocupados em ir para as Índias ocidentais e ir até a baía custava tempo, então “convenceram” o governador a ficar na Ilha de Roanoke.

De acordo com seus relatórios, eles batizaram Manteo, que dali em diante se tornou senhor de Dasamonguepeuk, pelos seus inestimáveis serviços. Ao mesmo tempo nascida a neta do governador nasceu, filha de Eleanor e Ananias Dare. Foi batizada como Virgínia, por ser a primeira criança a nascer no territória da Virgínia.

Mas aconteceu que em 21 de agosto daquele ano,  1585, um violenta tempestade que destruiu um dos veleiros. Os colonos pediram que ele voltasse para pedir suprimentos e interceder por eles.

Mais dragões

Estive lendo sobre os dragões novamente… Sim, porque de acordo com a marioria de textos que li o Wirm também é um tipo de dragão. Hoje eu encontrei um blog interessante, o Farofa de Batata, que também fala sobre a lenda.

E tem muita coisa pra ler no site archive.org… Hoje fiz o download de um livro sobre dragões chinese. Talvez se der tempo, eu vou fazer um resumão do livro.

Parece que os dragões nunca vão sair de moda. Isso desde o tempo em que se viu ossos de dinossauro e os homens pensaram que era alguma besta mitológica. Por isso, segundo os cientistas, há sempre um relato sobre o animal em toda parte do mundo, justamente por causa desses ossos.

Queria aproveitar pra responder a um email que recebi aqui no post. Ninguém é muito de comentar, mas adorei o email que recebi. Quanto a de onde tirei os textos, é tudo uma mistureba de tudo que li na internet. Os contos são de domínio público, já tem mais de centenas de anos… Quanto Às outras versões sobre o Verme de Linto, realmente têm muitas versões… A minha foi traduzida de um dos sites e sim, os ingleses têm um dragão tipo verme também, só que ele atacava em Lambton… E como é mencionado em vários sites, essa cidade é muito próxima da outra (Linton).

Será que ele realmente andou por ali? Pode até ser, afinal pra quê o padre (ou seja lá quem for) ia mandar esculpir aquele cena de luta bem em cima da entrada da igreja… No mínimo, seria uma forma de marketing. Não, não posso esquecer que as lendas sempre se confundiram com a realidade… E isso é que as torna imortais.

O verme de Linton

Somerville Stone

A Igreja de Linton. Na entrada há os dizeres:

The wode Laird of Laristoune
Slew the worm at Wormes Glen
and wan all of Linton Parochine

O insano Lorde de Laristoune

Matou o dragão no Covil dos Vermes

e ganhou a gratidão da paróquia de Linton

O Verme de Linton

Apesar do Monstro do Lago Ness ser o monstro mais conhecido da Escócia, há uma lenda escocesa que fala do verme de Linton, um dragão que morava em uma caverna em Linton Hill, um morro em Roxburgshire hoje conhecido como “Buraco do Verme.

Antes de qualquer coisa é bom esclarecer porque ele é chamado de verme. Verme é outro termo usado para dragão. Orme or worme é o antigo termo nórdico para serpente, assim como no inglês arcaico, “Wyrm”tem o mesmo significado. Parece ser atribuído a todos os dragões sem pata, embora algumas lendas sobre o dragão de Linton afirmar que ele tinha pequenas patas e asinhas. De qualquer forma, há o mais variado tipo de dragões.

Verme é outro termo usado para dragão. Orme or worme é o antigo termo nórdico para serpente, assim como no inglês arcaico, “Wyrm”tem o mesmo significado.

Segundo algumas lendas, na verdade o dragão seria um cruzamento entre um dragrão e uma serpente.

Essa besta mítica e mencionada por Sir Walter Scott e é uma das lendas da região conhecida como Scottish Borders, que fica na fronteira da Inglaterra. Data do século 12. O mito é muito similar à famosa lenda inglesa do Verme de Lambton. Interessante notar que Linton não ficava muito longe da Inglaterra, inclusive sendo citado por alguns “que estava a apenas a um passo de distância da vila”.

O animal aparecia ao nascer e pôr do sol, devorando tudo o que via pela frente e era invulnerável a qualquer tio de arma. O local se tornou inóspito e sem vida devido à predação da besta.

Um lorde local, John de Somerville de tanto que ouviu falar do animal, que tinha várias formas nas versões contadas: alado, sem asas, com pés e etc, resolveu ir até Linton para ver ele mesmo. Foi até a caverna, ficou espreitando de um local seguro, estudando os hábitos do dragão.

Ele verificou que ele mantinha a boca aberta durante algum tempo, se a presa fosse grande demais para ser engolida. Baseado nisso, bolou um plano, foi até o ferreiro local e pediu para colocar rodas na ponta de uma lança e na ponta da lança colocou uma rodinha embebida em breu para acender quando fosse necessário. O menor toque da ponta da lança faria a roda cair. Passou um tempo praticando o uso da arma com o cavalo, assim ele se acostumaria com a fumaça.

Dizem que os espasmos de morte do dragão é que deram origem à estranha topografia do lugar e fez a região ser conhecida como “wormington”.

Armado da engenhoca partiu da vila. As pessoas, principalmente os velhos, lançavam sobre ele um olhar piedoso, como que acreditando que ele era um tolo que não voltaria de sua empreitada.

Ao anoitecer ele e seu servo se aproximaram do covil do animal. Ele montou o seu cavalo e quando a besta saiu da caverna o servo acendeu o fogo. Como numa justa, ele tocou seu cavalo em direção do dragão e o movimento fez com que a roda de fogo entrasse na garganta do animal, assim que ele abriu a boca tentando engolir cavalo e cavaleiro.

Dizem que os espasmos de morte do dragão é que deram origem à estranha topografia do lugar e fez a região ser conhecida como “wormington”. O animal voltou para a caverna e morreu, sua cauda trouxe abaixo a montanha e o enterrou para sempre.

Sommerville foi nomeado Falconeiro real e se tornou o primeiro Barão de Lintoune. A linhagem se encontra extinta atualmente. Na Igreja de Linton há um dragão esculpido que seria uma homenagem à bravura do herói.

Mais estórias sobre vermes:

https://casadecha.wordpress.com/2009/05/13/rei-verme/

1) Wormington

Nome para um local em Gloucestershire, inscrito no livro de Domesday (livro de 1086, editado no reinado de WIlliam I da Inglaterra, algo como um censo). O siginificado é propriedade de Wermetune (Wermetune´estate). Sendo que o tune vem do inglês arcaico tūn (barril ou medida de líquido equivalente a 954 litros) associado com um homem chamado Wyrma’.

Sobrenome: Wormald

Este nome interessante e incomum de origem anglo-saxônica, e é um sobrenome local derivado de lugares chamados “Wormald” ‘nas paróquias de Barkisland e Rishworth em West Yorkshire, ou a partir do local denominado’ Wormhill ” em Derbyshire. O nome local “Wormald”, ‘significa “nascente ou riacho de Wulfrun”, derivadas do nome próprio feminino derivado do inglês arcaio do século 7o Século, “Wulfrun”, nome composto pelos elementos “Wulf ‘, lobo e “run”, segredo, aglutinado com o inglês nortista “waell (a)”, riacho, córrego, o sufixo “d” de Wormald não aparece até o séc. 17.

O local chamado ‘Wormhill “é registrado no livro de Domesday de 1086 como “Wruenete”, e significa tanto “colina de Wyrma” ou “colina freqüentada pelos répteis”, que veio do inglês arcaico “Wyrma”, ” serpente “, ou “wyrm ‘, serpente, réptil, aglutinado com “hyll”, colina. O sobrenome pode ser encontrado como Wormald, Wormhall, Wormal, Wormell, Warmoll ou Wormull.

O casamento de John Wormald e Mary Maud foi registrado em Halifax, Yorkshire, em 16 de janeiro de 1658. A primeira grafia desse nome de família é mostrado como o de Alexander de Wormwall, que foi datado 1379 de acordo com a Pesquisa de Declarações Fiscais de Yorkshires, feita durante o reinado do Rei Ricardo XI, Richado de Bordeaux , 1377-1399. Sobrenomes se tornaram necessários quando os governos introduziram impostos individuais. Na Inglaterra este era conhecido como Pesquisa de Imposto. Ao longo dos séculos, sobrenomes em todos o país continuaram a se “desenvolver” muitas vezes levando a espantosa variantes da grafia original.

fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Worm_of_Linton

www.somerville.me.uk/lintonworm.htm

www.mysteriousbritain.co.uk/legends/linton_worm.html

www.morebattle.bordernet.co.uk/history/linton-worm.html

http://www.surnamedb.com/surname.aspx?name=Wormald

p.s.: Fomos homenageados no artigo O Verme De Linton escrita por Sai-konohaa que foi obviamente baseada neste post.

Vila de Zennor

clipped from www.zennor.org.uk
Zennor Parish
Pendour Cove
Zennor Headland
blog it

A vila de Cornwall se localiza entre St. Just e St. Ives, na costa atlântica de Cornwall. A economia da vila no passado era baseado em agricultura, mineração, pesca e exploração de predreiras.

Durante a I Guerra Mundial, D. H. Lawrence se hospedou no local com sua esposa alemã. O povo ficou tão desconfiado deles, achando que eram espiões alemãos, que eles foram convidados a deixar o local… Mas o próprio Lawrence provocou isso, dizendo que os locais eram nada mais que insetos, sujos e que só pensavam em dinheiro. Mereciam só morrer”… Depois de algum tempo ele admitiu que na verdade ele mal tinha visto alguém na cidade, pois passava a maior tempo na cama.

A lenda da sereia é muito famosa no local. Segundo a população, Matthew Trewhella foi enfeitiçado por uma sereia e nunca mais apareceu. O sobrenome Trewhella é muito comum no local.

A Sereia de Zennor

A Sereia de Zennor

Mermaid_by_DanteLinete

A vila de Zennor fica na Cornualha.Em tempos passados, o mar era a principal fonte de renda para essa cidade e caminho de ir de cidade para cidade. As horas eram contados pelo fluxo da maré. Muitos pescadores acabavam perdidos em alguma tempestade no mar. Quando a pesca era farta, eles iam agradecer na igreja local. Eles rezavam para ter sorte no dia seguinte também. Entre eles, havia um rapaz chamado Mathew Trewella melhor. Ele era muito belo e tinha uma voz doce e melodiosa.


Uma noite, muito cedo ainda, quando todos os barcos de pesca estavam ancorados, as famílias estavam na igreja e as aves em seus ninhos, e até mesmo as próprias ondas repousavam calmamente nas praias, alguma coisa apareceu calmamente à luz do crepúsculo. Das ondas surgiu um som, e abaixo delas, apareceu uma criatura, que subiu em uma pedra,, lá na enseada de Zennor.

Ela parecia ser uma bela moça mas no lugar de pernas tinha uma longa cauda prateada. Era uma sereia, uma das filhas de Llyr, rei do oceano, e seu nome era Morveren. Morveren sentou sobre a rocha e debruçou-se na água calma e, em seguida, tirou todos os pequenos caranguejos e conchas de seus longos cabelos. Enquanto ela penteava os cabelos, ouvia o murmúrio das ondas e do vento e carregadas pelo vento vinha a canção de Mathew’.

“Que canção é esta que a brisa está trazendo?” perguntou Morveren. Mas quando o ventou morreu a canção desapareceu. Então Morveren deslizou de volta para o mar, porque já era noite.

Na outra noite ela veio novamente, mas desta vez ela nadou mais próxima à costa para melhor ouvir. E mais uma vez a ela ouviu a voz da Mathew trazida para o mar.

“Qual pássaro canta tão doce?” perguntou-se. Mas trevas havia chegado, e seus olhos viam apenas sombras. No dia seguinte Morveren chegou mesmo mais cedo, e foi mais ousada. Ela se lançou direto até barcos de pescadores. E quando ela ouviu a voz do Mathew, ela chamou, “Que maestro é esse que conduz essa música?” Não houve qualquer resposta salvar o barulho das ondas sobre os recifes.

Morveren decidiu saber mais sobre aquela canção. Ela tentou se aproximar e pôde ver a igreja e ouvir a música a partir de verter sua portas abertas. Ms toda a vez que a maré baixava ela tinha que voltar, senão ela ficaria encalhada.

Ela decidiu mergulhar sob as ondas, até a caverna escura onde ela vivia com seu pai, o rei. E aí ela falou com Llyr o que ela tinha ouvido. Llyr era tão velho que ele parecia ser esculpido no rochedo, seus cabelos emaranhados eram verdes como algas. Ao ouvir as palavras dela, ele balançou a cabeça.
“Ouvir é suficiente, minha criança. Ver seria demasiado.”

“Eu preciso ir, papai”, ela implorou, “esta música é mágica”. “O quê?!”, Ele respondeu: “A música é feita pelos humanos. Nós do povo do mar não caminhamos sobre a terra dos homens.”

Uma lágrima, maior do que uma pérola, caiu dos olhos de Morveren.

“Então, certamente eu hei de morrer”.

Llyr suspirou, e como era o seu suspirar estrondava como ondas gigantes sobre as rochas; uma sereia chorando era uma coisa rara e isso incomodou o velho rei do mar.

“Vá então”, disse ele, finalmente, “mas vá com cuidado. Cubra sua cauda com um vestido, tais como as humanas usam. Vá calmamente, e tenha certeza que ninguém irá vê-la. Retorne com a maré alta, ou você nunca mais voltará para nós.”

“Vou tomar cuidado, pai!” chorou Morveren, animada. “Ninguém vai me pegar como um arenque!” Llyr lhe deu um lindo vestido com pérolas, jades, corais do mar e outras jóias oceânicas. Cobriu sua cauda e seu cabelo brilhante com uma rede, e foi disfarçada para a igreja.

Mas escamas e caudas de peixes da cauda não são feitas para andar a pé, e era difícil para Morveren ir até a igreja. Mas ela foi até lá, arrastando-se e puxando as árvores até a igreja. Era o último hino, as pessoas estavam olhando para baixo ou para o coro e ninguém a viu. Mas ela os viu e também a Mathew. Ele era lindo com um anho e cantava como uma harpa celestial, embora Morveren sendo uma sereia, nada soubesse disso.

Então, nas outras noites, ela ia até lá e fugiu antes da última nota do hino, enquanto a maré ainda estava alta. Isso durante o período de um ano e cada vez mais a voz de Mathew crescia no coração dela. Mathew cresceu e sua voz ficou mais profunda e mais forte (embora Morveren permanecesse a mesma, porque assim era o jeito das sereias).

Um dia ela permaneceu mais que o habitual. Ouviu Mathew cantar um versículo, e depois outro, e começar um terceiro. Cada refrão foi mais adorável que o primeiro e ela suspirou.

Foi apenas um pequeno suspiro, mais suave do que um murmúrio, mas foi o suficiente para Mathew ouvir, e ele olhou para trás e viu os olhos da sereia. Morveren brilhando, e a rede de sua cabeça escapou deixando ver seus cabelos brilhantes. Ele parou seu cantar. Ele foi silenciado pelo olhar dela – e pelo seu amor por ela. Por estas coisas acontecem. Morveren estava assustado. Mathew tinha visto ela, e seu pai tinha avisado que ninguém deveria olhar para ela. Além disso, a igreja estava quente e seca, e o povo do mar deve estar em lugares frios e úmidos.

Morveren sentiu-se encurralada, e correu.

“Pare!” implorou Mathew. “Espere!” E ele correu para a gôndola da igreja e pela porta afora. Então todo o povo virou, livros de hino caindo pelo chão. Morveren enrolou-se no seu vestido e teria caído se Mathew não tivesse a segurado.

“Fique!” ele implorou. “Quem quer que seja você, não vá!”

Lágrimas, lágrimas reais como o mar, salgadas como ela própria, escorriam pelas bochechas de Morveren.

“Eu não posso ficar. Eu sou uma criatura do mar, e tenho de voltar onde eu pertenço.”

Mathew a encarou e viu a ponta de sua cauda aparecendo por baixo do vestido. Mas isso não importava para ela.

“Então vou com você. Porquê eu pertenço ao lugar onde você estiver.”

Ele levantou Morveren, e ela a segurou contra o peito. E correu com ela até o oceano. As pessoas da igreja vendo isso gritaram para ele parar.

“Não! Não, Mathew!” chorou a mãe do garoto. Mas Mathew foi enfeitiçado pelo amor da sereia, e correu com ela o mais rápido que pôde em direção ao mar. Em seguida, os pescadores de Zennor o perseguiram, até mesmo a mãe de Mateus. Mas Mathew foi rápido e forte e se distanciou.

Morveren foi rápida e inteligente. Ela arrancou as pérolas e os corais de seu vestido e jogou-os no caminho. Os pescadores foram gananciosos e pararam para pega-las. Apenas a mãe de Mateus continuou correndo. A maré estava baixando. Grandes rochas apareciam da água escura. Já era muito raso para Morveren nadar, mas Mathew mergulhou. Rapidamente a mãe dele tentou segura-lo. O mar subiu até altura da cintura de Mathew, e depois, seus ombros. Em seguida, as águas se fecharam sobre Morveren e Mateus, e sua mãe ficou com apenas um pedaço de fio em sua mão, como uma linha de pesca e mais nada.

Nunca mais ninguém viu Mathew e Morveren. Eles tinham ido viver na terra de Llyr, construir castelos na areia dourada muito abaixo das águas de um mundo azul-verde. Mas o povo de Zennor ouvia Mathew. Para ela ele cantava dia e noite, canções de amor e canções de ninar. Não cantava só para ela, pois Mathew aprendeu canções do mar também. Sua voz ficava macia e alta se o dia fosse bom, profundo e baixa se Llyr fosse fazer as águas ferverem. Com suas músicas, os pescadores de Zennor sabiam quando era seguro ir para o mar, e quando era sensato ficar em casa. Ainda há alguns que continuam a encontrar significados nas vozes das ondas e compreender os sussurros dos ventos. Estes são os que dizem que Mathew canta ainda, para que eles saibam ouvir.

Mais sobre sereias, mas dessa vez uma versão da tribo Passamaquoddy

https://casadecha.wordpress.com/2009/08/21/ne-hwas-a-sereia/.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 126 outros seguidores