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A estória da garota de queixo tatuado

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Olive Oatman nasceu em Illinois em 1837. Em 1850, quando ela tinha 14 anos, sua família (os pais Royce e Mary Oatman e suas sete crianças) se juntaram a uma caravana para viajar de Utah para a Califórnia. Depois de algumas confusões, a família se separou do grupo para viajar sozinha. E isso custo caro, pois no quarto dia eles foram atacados por índios que mataram todos, menos Olive e sua irmã, que foram levadas como escravas.

Porém, o irmão de Olive Lorenzo apesar de muito ferido, sobreviveu conseguindo chegar a uma vila e acabou retornando à caravana original. Ele voltou ao local do ataque e enterrou os corpos de seus familiares.

Enquanto isso, Olive e Mary Ann, após um ano na tribo, foram vendidas aos Mohaves. Nessa aldeia, elas foram melhor tratadas e inclusive se deduziu que elas foram adotadas pelo chefe. Os mohave costumavam tatuar os queixos e apesar de alguns dizerem que uma marca dos escravos, se sabe que eles faziam isso para conseguir uma “boa passagem” para o outro mundo no momento da morte.

Por volta de 1855, quando Olive tinha 19 anos, houve uma seca violenta e Mary Ann morreu de fome, juntamente com muitos mohaves. Neste momento, começaram a surgir rumores de uma mulher branca vivendo entre os índios. Um mensageiro chegou à aldeia pedindo o retorno dela, e, após intensas negociações, da qual ela fazia parte, foi acertado  que ela iria viajar para Fort Yuma. Quando ela chegou, Olive teve de trocar suas tradicionais roupas mohaves (que constitua apenas uma espécie de saia e nada mais além da cintura) por roupas de branco. Depois de alguns dias ela descobriu que seu irmão Lorenzo estava procurando por ela

Mas vale a pena dizer que ela não queria voltar, mas provavelmente, ela foi forçada a isso. Se conta que ela chorou uma noite inteira ao chegar ao forte, e é descrita como muitos como uma garota triste. Também se sabe que o chefe dos mohaves sempre disse lhe disse que ela era livre, e que eles só não a deixaram com os “brancos” antes porque tinham muito medo de represálias.

Olive tornou-se uma celebridade instantânea. Em 1857, a Royal B. Stratton escreveu o livro ”A Vida Entre os Índios”  sobre Olive e Mary Ann que se tornou-se um best-seller e com esse dinheiro ela pagou por seus estudos e o de seu irmão. Em 1865 casou-se com John B. Olive Fairchild, um pecuarista, eles adotaram uma menina. Fairchild acabou queimando todos os livros de Stratton e mandou que ela parasse suas palestras. Mais tarde, ela teria ido para Nova York para falar com um líder Mohave sobre “os velhos tempos.” Ela sempre manteve um frasco de avelãs, como uma lembrança de sua experiência. Ela morreu em 1903, com 65 anos

traduzido de: http://mashable.com/2015/02/28/olive-oatman-capture/

Para ler mais (em inglês):

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2010920/True-Grit-How-abducted-Texan-frontier-woman–abducted-aged-9–gave-birth-Comanche-Indian-commander.html

http://www.truewestmagazine.com/jcontent/history/history/history-features/2999-10-myths-about-olive-oatman

traduzido de: http://mashable.com/2015/02/28/olive-oatman-capture/

O Goanna e Suas Listras

Novamente foi nos dias em que os animais andavam sobre duas pernas e eram em todos os sentidos iguais aos seres humanos. Havia duas tribos que viviam juntas, Mungoongali os Goannas (1) e Piggiebillah os Équidnas (2). Era uma associação desconfortável, pois seus antepassados, que vieram de terras distantes no oeste, eram de diferentes espécies. Os Goannas nasceram ladrões, enquanto os porcos eram uma tribo muito mais auto-suficientes, e eram caçadores especializados.

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Os goanas mandaram os équidnas dormir, assaram a comida e depois queriam roubar tudo, subindo com a caça nas árvores

 

Na planície oriental para a qual as duas tribos tinham migrado, os Piggiebillahs ou équidnas ocupavam-se da caça, mas a comida dos Mungoongalis ou goanas comiam somente os favos das abelhas nativas, que eles coletavam subindo em árvores, e comida que roubavam da aldeia dos dos Porcos.

É triste relatar que suas depredações ia além disso, pegando as crianças desprotegidas dos équidnas que eram mortas e comidas em segredo.

Em certa ocasião, os goannas convidaram seus vizinhos para se juntar a eles em uma expedição de caça. Os porcos riram com desdém.

‘Vocês se tornaram especialistas na perseguição desde ontem, ou no dia anterior? eles perguntaram ‘Obrigado por sua oferta, mas vamos fazer muito melhor sem vocês. “

“Por favor, venha com a gente”, pediram. “Nós sabemos que não podemos caçar, mas enquanto vocês estiverem ocupados, vamos reunir favos de mel das árvores,” um dos équidnas mais jovens disse ao seu povo:  “isto pode funcionar. Vamos nos juntar a eles?

“Tendo em conta o fato de que somos notoriamente mal sucedidos em subir em árvores, eu acho garoto que você está mostrando mais do que sua sagacidade habitual”, o équidna mais velho observou ao jovem sarcasticamente.

Os homens das duas tribos saíram juntas. Os équidnas fizeram uma grande matança, mas no final do dia, e os goannas não haviam catado um único favo de mel. Embora fossem hábeis em escalada de árvores, eles estavam com preguiça de trabalhar sob o sol quente. Quando eles viam que estavam sendo observados, eles fingiam fazer buracos nos troncos das árvores para subir, mas tão logo os équidnas lhes davam as costas, eles se deitavam e dormiam.

“Não importa”, os goannas disseram no final do dia. ‘Favos estão escassos neste ano. Agora é hora de vocês descansarem. Vamos cozinhar a caça. Vão dormir. Vamos chamá-lo quando a comida estiver pronta.”

“A luz do fogo piscavam sobre as folhas das árvores e sobre as formas adormecidas dos équidnas. De vez em quando um deles se virava e perguntava sonolento: “A janta não está pronta ainda?”

“Ainda não. Vão dormir. Vamos acordá-los quando estiver pronta. “

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Os équidnas partiram pra cima deles pra recuperar a caça!

 

Quando a comida ficou pronta os goanas correram até as árvores e se esconderam nas folhagens. Um deles ficou para trás e jogou os corpos assados dos animais um por um para seus companheiros nas árvores. Mas fazendo isso ele passou muito perto do fogo, batendo contra um tronco queimado de modo que caiu sobre um sobre um équidna, que acordou com um grito. Os outros ficaram de pé e viram a comida desaparecer entre as árvores.

Um dos équidnas pegou um pedaço de lenha acesa e atacou o goana. As cinzas caíram sobre seu corpo dourado, queimando a carne e deixando um rastro de listras pretas e amarelas, que tem sido desde a coloração que distingue os goannas de outros lagartos monitores.

Não é de estranhar, portanto, que os goanas e équidnas se evitem, pois eles não tem os pensamentos mais felizes um sobre o outro.

Nota:

1) Tipo de lagarto monitor australiano;

2) Os équidnas são mamíferos que põe ovos que habitam a Austrália.

Fonte:

http://www.artistwd.com/joyzine/australia/dreaming/goanna.php#.UjB72z8iz5k

Site da imagem do goana:

http://www.flickr.com/photos/81715383@N00/5013128806/

Uma Segunda Estória de Canguru

Uma segunda estória de Canguru

Lá longe no Kowmung e ao redor dos picos escarpados em que se encontram os grandes filões contendo a  prata de Yarranderie(1), vagavam uma tribo de negros que têm a sua própria estória do primeiro canguru.

Essas pessoas diziam que certo dia uma mulher se escondeu do marido. Esse homem era um caçador muito inteligente. Seu bumerangue infalível derrubava todos os goanna (2). Os bumerangues que ele fazia só para diversão, voavam às distâncias mais longas, e voltavam e giravam uma e outra vez por cima da cabeça do lançador antes de pousar rapidamente a seus pés, e foi o que ele fez como uma arma e, claro, não voltaria, poie era o mais pesado e mais mortal, seja na caça ou na guerra.

Ele poderia habilmente virar o porco-espinho e não erraria um pássaro se ele tentasse derrubá-lo. Portanto, a bolsa de sua esposa estava sempre cheio de caudas de goannas, com grandes porcos-espinhos,  pássaros e larvas, embora a mulher tivesse ela mesmo catado as larvas, bem como as raízes de samambaia. As larvas eram de uma bela cor branca e se encontravam em buracos de troncos podres e eram chamados de “nuttoo”.

Se diz que o primeiro canguru era uma grande besta e era capaz de comer pequenas crianças. Se uma criança caminhava para longe de seu tapete ou sua caminha de folhas sua sua mãe sempre a ameaçava com o chamado do canguru gigante.

Agora, a mulher com a sacola carregada se rebelou. Ela jogou fora o saco pesado e saiu correndo. Ela estava de pé, também, para que ninguém pudesse pegá-la.

Ao redor dessa parte do país se encontram muitas áreas pantanosas, que são densamente arborizadas com o Melaleuca Maideni (3) e foram igualmente cobertas com essas árvores nos dias distantes do primeiro canguru.

A esposa fugitiva se escondeu atrás do tronco de uma das maiores dessas árvores. Sua casca era branca, e em manchas largas, suave, irregular e com aparência de papel. E descascava em grandes pedaços.

O marido dela, muitas vezes conseguia alcançá-la e ela tinha que ser muito, muito rápida quando saia do esconderijo e começava a correr.

Dias se passaram e ela ainda não tinha sido capturado. Mas ela estava ficando cansada, e ela começou a pensar que carregar um pesado saco de carne estragada não era uma tarefa tão terrível como a ficar brincando de esconde-esconde pela vida inteira, em que ela era obrigada a fazer constantemente.

Se ela não tivesse sido uma das mulheres que tinham aprendido os segredos que apenas os homens deveriam possuir, ela nunca teria tido coragem de se rebelar. Se as coisas ficassem ainda pior ela poderia invocar a ajuda do espírito, e algo aconteceria a seu favor. Ela sabia onde o barro que era necessário para a magia podia ser encontrado. O único problema era que ela não tinha conhecimento do paradeiro de seu povo. No entanto, ela arriscou tudo, e ao escalar o lado íngreme do monte, viu fumaça de fogueira.

Ela estava muito feliz ao perceber que ele estava na direção da montanha agora chamada de “Werong” (4), escapando sob as “Rochas de Alum.” E entre ela e as Rochas de Alum havia um depósito de argila  vermelho, amarelo, e branco. E lá foi ela, e logo ela que ela marcou um local cuidadosamente, colocando ainda o algodão selvagem nas linhas da argila para ter certeza de que ela iria receber a ajuda que ela precisava.

Por essa altura já era noite, e ela dormiu.

Pela manhã os alimentos vieram para ela. A larva de nuttoo enfiou a cabeça no tronco da árvore grama, e ela não teve dificuldade em atraí-lo para fora, e, torrado, ele a larva era muito doce. O sabor da larva nuttoo, que quase sempre podem ser encontrados em acácias,  a fez querer muito mais.

É bem conhecido que um grande número de insetos muito destrutivos habitam as acácias. O eucalipto ou coolibah(5), também, é outro hospedeiro para larvas de pragas. E acácias e coolibabs crescem em abundância, pois em menos de duas horas ela tinha recolhido um saco enorme, em logo em seguida, ela procurou um lugar para fazer um outro fogo.

Este fogo foi sua ruína. A fumaça foi logo vista por seu marido. Ele era persistente e nunca deixou de observar e procurar por ela.

Com toda a sua astúcia, ele aproximou-se das pequenas espirais azuis de fumaça.

Mas a mulher não era de forma nenhuma irresponsável. Seus ouvidos estavam atentos, e ela ouviu claramente um galho se quebrando e o roçar de olhas mortas perturbando o ar. A mulher então apelou ao Espírito, batendo nos seus seios ao mesmo tempo. Entre ela e o homem rastejando furtivamente havia um toco de árvore do chá. O topo tinha sido arrancado por uma ventania e ele caira morto no chão. Ela se lançou ao tronco, e se endireitando ela apertou os braços ao redor dele, suplicando ao Espírito, ao mesmo tempo, para protegê-la e guiá-la.

O toco de árvore ganhou vida. Ele pulsava. Tinha quase se separado de suas raízes, pois havia muito tempo desde que o seus ramos tinham sido arrancados dele.

O homem viu isso muito claramente. Para ele era só um toco de árvore do chá. Os grandes pedaços de casca eram bastante visíveis para ele.

Portanto, ele não viu nada de mais. Ele foi se aproximando até que ele pudesse ver o fogo ardente e suas narinas se enchessem do cheiro da refeição a cozinhar. Não havia nenhum sinal de sua esposa.

Bem, pensou ele, não importa neste momento. Ele iria comer sua refeição e, em seguida, ele iria espionar as trilhas e segui-la.

Ele passou a poucos metros do toco do árvore de chá, e assim ele estava tão distraído de sua guarda e estava prestes a começar a refeição, quando o toco saltou. Ele lançou um olhar para a ele.  A surpresa o manteve paralisado. Lá, agarrado ao tronco, o que quer que fosse, estava sua esposa.

Ele teve um vislumbre das linhas brancas do tronco, e ele desistiu da idéia de o seguir.

Portanto, desde que o tempo é difícil dizer distinguir um canguru de um toco. Quando ele ainda está de pé no mato pode-se facilmente imaginar que é uma mulher aborígene, coberta nas costas com barro e algodão selvagems. As patas dianteiras escuras do canguru são seus braços. A  costa escura é o seu corpo. Sua cabeça escura é seu rosto. Mas sua frente desgrenhada e branca é toco da árvore.

A obsessão do canguru por bebês aborígenes,  nasceu dessa mulher fugitiva que originou o seu ser. Alguns acreditam que ele os come, mas outros negam isso, mas esse mistério nunca será desvendado.

Mesmo sem acreditar, as mães aborígenes assustam seus filhos com essa estória, dizendo que o canguru o faz.

Fonte:

 

http://www.sacred-texts.com/aus/peck/peck14.htm

Notas:

(1) http://en.wikipedia.org/wiki/Yerranderie

Yerranderrie é uma cidade fantasma localizada próximo do Kanangra-Boyd National Park de New South Wales, Australia em Wollondilly Shire.

Yerranderie era antes uma cidade mineira de aproximadamente duas mil pessoas, mas a indústria da mineração entrou em em 1927, e, desed 1959,  a cidade não teve mais acesso direto para a cidade de  Sydney pelas terras da represa de Warragamba e o lago Lake Burragorang. O posto do correio de Yerranderie abriu em 1 de novembro de 1899 e fechou em 1958.

Agora a cidade é dividida em duas partes, as adjacências residenciais próximas a uma pista de pouso e o sítio histórico um quilômetro mais a oeste. A área é cercada por relíquias e entradas de minas abandonadas. Acessada principalmente por uma estrada de terra de Oberon, New South Wales 70 km ao oeste, embora haja uma rota raramento utilizada através do Oakdale ao leste. Aviões voam ocasionalmente vindos do aeroporto de Camden . A cidade foi fundada nos arredores do Pico de Yerranderrie Peak, que são os restos de um dique vulcânica dique e a fonte da riqueza mineral da região. Yerranderrie provém de duas palavras aborígenes,  que significa encosta e topo.

(2) Tipo de lagarto monitor encontrado na Austrália. Das trinta espécie conhecidas, vinte e cinco são australianas.

http://en.wikipedia.org/wiki/Goanna

(3)

Tipo de árvore:  http://www.prowebcanada.com/taxa/displayspecies.php?&species_name=Melaleuca%20maidenii

(4) Monte localizado no Blue Mountains National Park.

http://nexttriptourism.com/blue-mountains-tourism-in-australia/

(5) É um tipo de eucalipto de zonas alagadas que é encontrado por toda a Austráilia. A árvore é comumente chamada de  coolibah or coolabah.

http://en.wikipedia.org/wiki/Eucalyptus_coolabah

 

A estória da criação: mitos dos maias

A história da criação

O início deste livro interessante é retomada com a história Kiche da criação, e o que ocorreu diretamente depois da criação do mundo. Dizem-nos que o deus Hurakan, O Poderoso Vento, uma divindade em quem podemos dizer um equivalente Kiche para Tezcatlipoca, flutuou sobre o Universo, ainda envolto em trevas. Ele gritou “Terra!”, e a terra sólida apareceu.

Em seguida, os principais deuses fizeram um conselho entre si quanto ao próximo passo. Estes foram Hurakan, Gucumatz ou Quetzalcoatl, e Xpiyacoc e Xmucane, a mãe e o pai deuses. Eles concordaram que os animais deveriam ser criados. Isto foi feito, e depois se voltou a atenção para a como deveria ser a forma do homem. Eles fizeram uma série de homúnculos esculpidos em madeira. Mas estes eram irreverentes e provocaram a ira dos deuses, que resolveu eliminá-los.

Então Hurakan (O Coração dos Céus) fez as águas correrem, e uma inundação poderosa veio sobre os homúnculos. Também uma chuva grossa resinosa desceu sobre eles.

A ave Xecotcovach arrancaram seus olhos, o pássaro Camulatz  cortou suas cabeças, o pássaro Cotzbalarn pássaro devorou ​​suas carnes, a ave Tecumbalam quebrou seus ossos e tendões e os reduziu a pó. Então todos os tipos de seres, grandes e pequenos, abusaram dos homúnculos. Os utensílios domésticos e animais domésticos zombavam deles, e fizeram deles sua caça. Os cães e galinhas, disseram: “Vocês fizeram muita mal a todos nos e nos moderam, agora nós vamos morder vocês…”

A pedra falou disse: “Muito fomos atormentados por você, diariamente, noite, dia e dia, vocês nos usavam e era guincho, guincho, guincho, holi, holi, huqi, huqi, por sua causa.  Agora você deve sentir a nossa força, e  vamos moer sua carne e fazer comida de seus corpos. “E os cães rosnaram para as imagens infelizes porque não tinham sido alimentados, e as rasgaam com os dentes. Os copos e pratos, disseram: “A dor e a miséria que você nos deram, nos usando nosso corpos, cozinhando-nos sobre o fogo, queimando e ferindo-nos como se não tivéssemos nenhum sentimento Agora é sua vez, e você queimarão”. Os homúnculos infelizes correram lá e cá em seu desespero.

Eles montaram em cima dos telhados das casas, mas as casas desmoronaram sob seus pés, eles tentaram escalar até o topo das árvores, mas as árvores atiravam eles para baixo, eles foram repudiados até pelas cavernas, que fecharam diante deles. Assim, esta raça malfadada foi finalmente destruída e derrubada, e os únicos vestígios que permanecem são alguns dos seus descendentes, os macaquinhos que habitam na floresta.

fonte: http://www.sacred-texts.com/nam/mmp/index.htm

http://www.sacred-texts.com/nam/mmp/mmp08.htm

O mistério de Everett Ruess

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No filme “Na Natureza Selvagem”, conta-se a estória de Christopher McCandless. Ele era um rapaz que se achava insastisfeito com tudo e procurou na natureza, um sentido para sua vida, morrendo no Alasca aos 24 anos. Mas, antes dele houve outro sonhador romântico que também procurava por um sentido na solidão selvagem. Ele era Everet Ruess, um artista e explorador americano. Ele nasceu em 28 de março de 1914 em Los Angeles, California,  filho de um pastor e uma dona de casa. Sua família se mudava constantemente e ainda criança, ele esculpia em carvão e barro e desenhava.

Ao se formar na escola secundária, em Hollywood, ele percebeu que não era isso que queria pra sua vida. Aparentemente, ele encontrou consolo de sua tristeza na vasta solidão dos Estados Unidose passou a viajar muito, invariavelmente sozinho. Ele cruzava o país de uma ponta a outra, a pé, mandando cartas apaixonadas para sua família, e amigos, narrando suas aventuras e descrevendo a beleza natural dos caniôns de Colorado. Ele tinha uma admiração muito grande pela região de Monument Valley e  Escalante area, e desenhou muitas paisagens em madeira.

Ele morava na Califórnia durante os meses de inverno e foi amigo de Edward Weston, Ansel Adams, Dorothea Lange, e do pintor Maynard Dixon.  Todos viram que ele muito talentoso e o encorajaram a seguir carreira.

No outono de 1934, com a idade de 20 anos, Ruess viajou para Escalante no sudete de Utah. Ele pretendia ir para o sul do Arizona para passar  inverno, porém em fevereiro de 1935 seu burrico foi encontrado em Davis Gulch. Seu último acampamento provavelmente foi em Cottonwood Canyon. O corpo dele nunca foi encontrado.

Mas segundo a lenda, sua morte foi testemunhada por um jovem navajo chamado, Aneth Nez, que depois de 37 anos disse a sua neta, Daisy Johnson, o que ele testemunhou. Ele estava em Comb Ridge perto da fronteira de Utah com  Arizona quando viu três índios Utes assassinando um jovem branco e levando suas mulas.  Ele pediu a sua enta para levá-lo até o local onde ele tinha enterrado o corpo numa fenda.  Ele precisava pegar uma mecha do cabelo para fazer uma cerimônia de cura.

Testes de DNA concluíram que os restos era dele, entretanto em junho de 2009, o arqueólogo Kevin Jones, verificou que os restos do crânio não correspondiam ao registros dentários de Ruess. Novos testes conduzidos pel Instituto de Patologia das Forças Armadas mostraram que os restos não eram dele, e família de Ruess teve de aceitar os novos resultados.

Seu desaparecimento continua ummistério, e apesar dele não ser considerado um suicida, ele sempre se mostrou muito desconfortável entre os homens, preferindo estar sozinho, vagando. Segundo o pai, ele escreveu a palavra “Nemo” em uma caverna e uma casa Moqui – ele vivia com uma mulher navajo… E essa palavra sempre assombrou o pai dele, pois ele pensava que o significado dela talvez o ajudasse a entender o que aconteceu… Era um jovem sonhador, talvez com um futuro brilhante como escritor, mas algo no destino dele dizia que o caminho dele não seria muito longo…

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Ruess, devia ser uma espécie de espírito livre, pois mesmo amando a vida, ele também não sentia medo de morrer… Ele talvez procurasse por alguém para partilhar esses seus anseios, como ele mesmo falou, mas segundo ele, ele nunca achou ninguém que se interessasse por ele. Ele queria alguém para partilhar, alguém que lhe segurasse a mão e estivesse com ele, mas ele não achava que alguém que no mundo fosse capaz de o aconselhar e às vezes, ele tinha medo dele mesmo. E penso que nem sua própria mãe o entendia, porque muito do que ele escreveu foi apagado por ela, e nunca saberemos de tudo que ele realmente deixou para a posteridade.

Ele é lembrado por seu espírito aventureiro e por seus escritos, tais como: “Há uma esplêndida liberdade na solidão, e depois de tudo, é pela solidão que eu vou para as montanhas e desertos, e não para a civilização. Na solidão, eu posso desnudar a minha alma para as ousadas montanhas. Eu posso trabalhar ou pensar, agir ou reclinar pela minha vontade, e nada se interpõe entre mim e a Natureza.”

http://www.media.utah.edu/UHE/r/RUESS,EVERETT.html

http://www.footnote.com/page/93442123_everett_ruess/

http://www.angelfire.com/sk/syukhtun/everett.html

http://www.nationalgeographic.com/adventure/9904/story.html

http://articles.latimes.com/2009/may/02/science/sci-ruess2

http://adventure.nationalgeographic.com/2009/04/everett-ruess/david-roberts-text

http://en.wikipedia.org/wiki/Everett_Ruess

http://pt.wikipedia.org/wiki/Christopher_McCandless

A estória da criação

Uma lenda dos Pimas

Introdução:
O ancião, Comalk Hwak-Kih (Carmurça Fina) começou dizendo que estas eram estórias que ele costumava ouvir seu pai contar, sendo passada de pai para filho, e quando ele era pequeno ele não dava muita atenção, mas quando ele se tornou homem ele decidiu que iria aprendê-las, e pediu a seu pai que as ensinasse, o que o seu pai fez, e agora ele sabia todas elas.

A estória da criação

No começo, não havia terra, água – nada. Havia apenas uma Pessoa, Juh-wert-a-Mai-kai (O Curandeiro da Terra).

Ele apenas flutuava, pois nã havia lugar para ele pisar. Não havia sol, nem luz, e ele apenas flutuava na escuridão, que era a própria Escuridão.

Ele vagava por lugar nenhum até que ele decidiu que já tinha vagado demais. Então ele esfregou em seu peito e  tirou moah-hahttach, que é a respiração, ou terra gordurosa. Isto ele esfregou na palma e sua mão e equilibrou. Ela caiu três vezes, mas na quarta vez ficou suspensa no meio do ar e lá permanece até agora como o que chamamos de Terra.

O primeiro arbusto ele criou foi o arbusto greasewood (1).

E ele fez formigas, formigas pequeninas, para viver naquele arbusto, sobre a seiva que saia de seu tronco.

Mas essas formiguinhas não faziam nada de bom, então ele criou as formigas brancas, e estas trabalhavam e aumentavam a Terra; e elas a mantinham crescendo, maior e maior, até que que ficou grande o suficiente para ele permanecer sobre ela.

Então ele cirou a Pessoa. Ele o fêz de seu olho, tirado da sombra de seus olhos, para o ajudá-lo, para ser como ele, e para ajudá-lo a criar árvores e seres humanos e tudo o que estava sobre a Terra.

O nome deste ser era Noo-ee (o Abutre).

A Nooee foi dado todo o poder, mas ele não trabalhou para o que ele foi criado. Ele não ligava em ajudar Juhwertamahkai, mas ele o deixou por sua própria conta.

E assim o Curandeiro da Terra criou ele mesmo as montanhas e tudo o que foi semeado e bom de comer. Pois se ele tivesse criado os seres humanos primeiro eles não teriam nada para se sustentar.

Mas depois de fazer Nooee e antes de fazer as montanhas e sementes para comida, Juhwertamahkai fez o sol.

A fim de fazer o sol ele primeiro fez a água, e então ele a colocou num vaso oco, como um prato de barro (hwas-hah-ah) para ficar duro como gelo. E esta bola dura ele colocou no céu. Primeiro ele colocou ela no Norte, mas isso não funcionou; então ele a colocou no Oeste, mas isto não funcionou; então ele a colocou no Sul, mas isto não funcionou; então ele a colocou no Oeste e lá ele funcionou como ele queria.

E a lua ele fez do mesmo jeito e ele tentou nos mesmo lugares, como os mesmos resultados.

Mas quando ele fez as estrelas ele encheu a boca de água e cuspiu nos céus. Mas na primeira noite as estrelas não iluminaram o bastante. Então ele pegou a Pedra Curandeira (diamante), o tone-dum-hw-teh, e a despedaçou, e pegou os pedaços e os jogou nos céus para se misturar com a água nas estrelas, e então houve luz bastante.

E assim Juhwertamahkai, esfregou o seu peito novamente, e dessa subtância ele obteve dois bonequinhos, e ele os colocou na Terra. E eles eram seres humanos, homem e mulher.

E assim por um tempo as pessoas se multiplicaram até que encheram a Terra. Pois os primeiros pais era perfeitos, e não havia doença e nem morte. Mas quando a Terra se encheu, então não havia nada para comer, então eles mataram e comeram uns aos outros.

Mas Juhwertamahkai não gostou do jeito que seu povo agiu, matando-se uns aos outros, e então ele deixou que o céu caísse sobre eles e os matasse. Mas quando o céu caiu ele pegou uma estaca e quebrou um buraco nele, através do qual ele e Nooee emergiram e escaparam, deixando atrás deles toda a gente morta.

E Juhwertamahkai, estando agora no topo do céu caído, fez de novo o homem e a mulher, do mesmo jeito que antes. Mas esse homem e mulher ficaram cinzas quando velhos, e suas crianças ficaram cinzas mesmo jovens, e seus filhos ficaram cinzas ainda mais jovens, e assim foi até que os bebês ficaram cinzas ainda no berço.

E Juhwertamahkai não gostou disso, e deixou o céu cair de novo, e criou tudo de novo do mesmo jeito, e dessa vez ele criou a tera como é hoje.

Mas no início a inclinação do mundo estava para o ocidente, e não havia montanhas subindo dessa inclinação e não havia verdadeiros vales, e toda a água cáia e não havia água para o povo beber. Então Juhwertamahkai mandou Nooee para voar entre as montanhas, e sobre a terra, para cortar vales com suas asas, assim a água poderia ser contida e distribuída e haveria bastante para as pessoas beberem.

Assim o sol era macho e a lua era fêmea e eles se encontravam uma vez por mês. E a lua se tornou mãe e foi para uma montanha chamda Tahs-my-et-tahn Toe-ahk (montanha do sol maravilhoso) e lá deu à luz a um bebê. Mas ela tinha tarefas para fazer, virar-se e prover luz, assim ela fez um cantinho para sua criança juntando arbustos de ervas daninhas e o deixou lá. E a criança, não tendo leite, foi nutrida pela terra.

E essa criança era o coiote, e quando ele cresceu, ele saiu para caminhar e nessas andanças ele chegou até a casa de Juhwertamahkai e Nooee, onde ele ficou vivendo.

E quando ele chegou lá Juhwertamahkai reconheceu ele e o chamo de Toe-hahvs, porque ele esta deitado nos arbustos com esse nome.

Mas agora lá do Norte veio outro poderoso personagem, que tinha dois nomes, See-ur-huh e Ee-ee-toy.

Assim Seeurhuh significa irmão mais velho, e quando esse personagem veio até Juhwertamahkai, Nooee e Toehahvs ele chamou eles de seus irmãos mais novos. Mas eles afirmara que eles estavam aqui primeiro e eram mais velhos que ele, e havia uma disputa entre eles, Mas finalmente ele insistiu tanto, e apenas para agradá-lo, eles o deixaram ser chamado de irmão mais velho.

Fonte:  LLOYD, J. Williams. Aw-Aw-Tam Indian Nights, 1911.

Links:

http://www.sacred-texts.com/nam/sw/ain/index.htm

http://www.nativeamericanembassy.net/SACRED_TEXTS/www.sacred-texts.com/stbib.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Pima

http://www.gilariver.org/

Estórias de coiote:

http://www.mesacc.edu/~tomshoemaker/mourningdove/

Notas:

Greasewood é um arbusto encontrado em solos alcalinos e salinos desde o Canadá até o México. Os indígenas usam as sementes e folhas como alimento, pois tem gosto salgado. Os Hope e outros antivos as usam para combustível e varas de plantação. que tem gosto Indians used the seeds and leaves, which taste salty, for food (Elmore, 1976). The Hopi and other Native Americans use greasewood for fuel and for planting sticks (USDA Plant Profiles). No Parque Histórico Nacional da Cultura Chaco é utilizado para a construção, especialmente de vergas, de combustível, sendo uma das madeira preferida para fogueiras usado pelo povo Kiva.

http://www.explorenm.com/plants/Chenopodiaceae/Sarcobatus/vermiculatus/

A isca de sapos e o Bunyip

Abaixo do billabong  (1) tinha uma cabeça entre os juncos. E assim permaneceu sem que ninguém tenha notado. Três patos passaram. Na escuridão, não houve movimento brusco. Duas mãos saltaram e agarraram suas pernas, puxando os patos para o lago e torcendo o pescoço de modo tão rápido e silencioso que o terceiro pato afastou sem saber o que tinha acontecido com os outros.

Mascote do Jogos das Escolas do Pacífico, que aconteceu em 2008, Bidja the Bunyip.

Mascote do Jogos das Escolas do Pacífico, que aconteceu em 2008, Bidja the Bunyip.

O homem sapo se levantou, tremendo um pouco por causa da brisa fresca da noite. Amarrou os patos seu cinto e estava prestes a ir para a terra, onde sua esposa estava esperando por ele, quando ele viu um vulto enorme e cinza sair do pântano. Era um Bunyip (2), o monstro terrível dos pântano e billabongues.

O rapaz não desperdiçou o fôlego gritando. Ele nadou na água rasa numa pressa frenética em direção à margem. Sua esposa também tinha visto o Bunyip.

“Dê-me os patos”, ela disse assim que ele se aproximou.

Ele os entregou a ela, jogando-se na areia, ofegante.

“Não há tempo para esperar aqui”, disse ela. “O monstro está se aproximando.”

“Espere até eu recuperar o fôlego”, ele suspirou.

“Vamos”, ela pediu a ele. “O Bunyip vai nos pegar se você não se apressar.”

Ela puxou ele pelos pés, mas assim que ela o fez o  Bunyip esticou o braço longo, e suas garras fecharam no corpo dela. O marido a agarrou pelo braço e tentou salvá-la, mas o Bunyip a levantou, a enfiou debaixo do braço, e desapareceu na escuridão.

O homem estava desesperado. Ele mergulhou na água e nadou entre os juncos, mas se fechavam atrás do monstro, sem deixar vestígios de sua passagem.

Assim como que a  manhã luziu o homem rã reuniu um fornecimento de pequenas criaturas que eram o seu totem e as amarrou a uma longa vara que ele prendeu na lama.  Elas choravam e grasnavam miseravelmente, agitando os braços e as pernas em uma luta para libertar-se.

“Isso vai atrair o Bunyip,” pensou o homem rã.  Ele estava agachado entre as canas, com sua lança de guerra ao lado dele, pronto para enfiá-la no Bunyip assim que ele aparecesse.  As horas passavam lentamente. A única coisa que ele conseguia ver era as pernas das rãs se contorcendo. A luz enfraqueceu e lá pelo meio da noite, o coaxar dos sapos ficaram mais fracos. Pela manhã, eles estavam todos mortos. Cabisbaixo, ele os desamarrou, pegoui um pouco mais, e os amarrou ao poste. O ar estava cheio com o doce murmúrio dos sons, ele foi para seu acampamento para dormir.

O Bunyip saiu da água, com o olho ferido e foi em direção às árvores. A mulher o acompanhava, apesar do marido gritar para ela parar. Isso porque ela estava sob o encantamento da criatura, e não tinha vontade própria.

Quando ele voltou naquela noite os sapos foram embora, e a vara estava jogada ao lado dos juncos. Com esperança renovada, ele pegou um fornecimento adicional, erguido o poste mais uma vez, amarrou os sapos no lugar, e sentou-se para esperar.

Manhã após manhã, o homem colocava iscas de rã em sua armadilha, mas nada de avistar o Bunyip. Mas só quando ele não conseguia manter os olhos abertos pela falta de sono que elas foram pegas.  Mas por fim a sua paciência foi recompensada. Era de manhã cedo. O jovem marido estava prestes a terminar sua vigília solitária, quando se uma grande forma separou os véus de neblina, e o Bunyip estendeu suas garras para tirar as rãs.  Atrás dele, a jovem seguiu com os olhos distante, sujo e despenteado, com os cabelos espalhados pelo seu rosto.

“Fique longe,” o marido gritou, e atirou sua lança contra o monstro. Ele mergulhou na carne macia de modo que somente a extremidade do cabo estava mostrando. O Bunyip gemeu e jogou os sapos no sua agressor. Um deles atingiu o homem rã no olho, cegando-o por um momento. Ele ainda tinha a sua vara de arremesso. Ele atirou-a Bunyip, e teve a satisfação de vê-la acertar em um dos olhos do Bunyip é. A criatura contorceu-se de dor, e nadou de volta de onde veio.

“Vem comigo mulher,” o homem rã implorou. “Você estará segura comigo.

Para seu espanto, a jovem não deu atenção, mas seguiu o Bunyip na neblina. O marido correu atrás dela. Não havia como esconder a trilha agora. Com apenas um olho, o Bunyip escorregou e caiu, se levantou e cambaleou, deixando um rastro de vegetação esmagada por trás dele. A mulher acompanhou de perto, nos seus calcanhares, pois o Bunyip tinha lançado um feitiço sobre ela, o que a deixou ligada a ele.

Eles chegaram ao outro lado da lagoa. O Bunyip saiu da água e começou a subir em uma árvore de goma. Ele chegou ao topo, sentado em um galho, e olhou para baixo para o homem rã com seu único olho maligno. A jovem estava no pé da árvore, como se petrificada.

“Você está segura agora”, disse o marido, segurando seus braços. “Venha comigo e vamos voltar ao nosso acampamento.

Ela colocou os braços ao redor dele, mas não conseguia mover os pés, que pareciam ter congelado no chão.

Ele deu um passo em direção a ela, e de repente parou. Ele tinha entrado no círculo do poder que unia a sua esposa ao Bunyip, e ele foi incapaz de se mover.

Os corpos petrificados do homem rã e a sua mulher ficoaram como tocos de árvores finos. O dia se tornou noite, noite se tornou dia, tempestades varreram o Billabong, a água subiu e caiu com a mudança das estações, mas ainda assim o cenário ainda era o mesmo na árvoren. Os corpos petrificados do homem rã e a sua esposa  ficaram como tocos finos de árvores, com braços estendidos para o outro no desejo de se alcançarem, enquanto acima deles, permanecia o olho único do Bunyip encarando-os do meio das folhas da árvore.

Depois veio uma grande tempestade que derrubou a árvore de goma. O olho ficou onde estava, mas o encanto foi quebrado e, finalmente, o casal foi reunido. Seus descendentes nunca  mais tocaram os sapos.  Eles os deixarams como alimento para o bunyips de modo que os monstros do pântano, não iria molestá-los.

E onde o rio Murray agora flui, o aborígenes dizem que a lua é o olho do Bunyip que uma vez roubou a esposa de um homem rã de sua tribo.

Fontes:

http://www.skepdic.com/bunyips.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bunyip

http://en.wikipedia.org/wiki/Bunyip

http://www.aboriginalartcentre.com.au/dreamtime%20stories/frog_bunyip.htm

http://www.yowiehunters.com/index.php?option=com_content&task=view&id=904&Itemid=69

http://www.artistwd.com/joyzine/australia/dreaming/frog_bunyip.php

http://en.wikipedia.org/wiki/Billabong

http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Bunyip

http://medievallegends.blogspot.com/2011/03/bunyip.html

http://www.flickr.com/photos/37996586683@N01/2727152714

http://www.pacificschoolgames.edu.au/

Notas:

(1)

Billabong é uma palavra do inglês da Austrália que significa lago, especificamente um lago oxbow (lago em forma de cana de boi), um seção de água parada adjacente a um rio, cortada por uma mudança de curso da água. Os billabongs são geralmente formados quando o curso de um riacho ou rio muda, formando um beco sem saída.  Billabongs, refletem o clima árido australiano onde esses “rios mortos” são encontrados, cheio em uma estação do ano e seco nas demais.

(2)

O bunyip é um espírito ou criatura lendária do folclore aborígene australiano. Bunyips assombrar rios, brejos, riachos e billabongues. Seu principal objetivo na vida é para causar terror comendo pessoas ou animais na sua vizinhança. Eles são famosos por seus berros aterrorizantes e gritos nturnos e é conhecido por assustar os aborígines ao ponto onde não deixar eles se aproximar de qualquer fonte de água onde um bunyip podem estar esperando para devorá-los.

Há muitos relatos de colonos brancos que viram Bunyips, assim como cryptologistas, que ainda estão procurando por essas criaturas. Eles podem ter alguma dificuldade em localizar um dessa criaturas, pois as tribos aborígenes dão as mais variadas descrições dela. Alguns dizem que o bunyip parece uma cobra enorme, com uma barba e uma juba, outros dizem que parece uma enorme criatura humanóide e peluda, com um pescoço longo e uma cabeça como a de um pássaro. No entanto, a maioria dos australianos consideram a existência do bunyip como lenda. Alguns cientistas acreditam que o bunyip era um animal real, o diprotodon , extinto há 20 mil anos, e que talvez ainda existisse na época dos colonizadores, assustando os primeiros colonos.

De acordo com Oodgeroo Noonuccal (Kath Walker) em Stradbroke Dreamtime , o bunyip é uma punição ou espírito mau do “Tempo de Sonhar” – Dreamtime aborígene. Hoje, o bunyip aparece principalmente na literatura australiana para as crianças e é mencionado em comerciais de televisão.

A tartaruga com uma linda filha

Era uma vez um rei que era muito poderoso. Ele tinhae grande influência sobre as feras e os animais. Nessa época, a tartaruga era encarada como o mais sábio entre homens e  animais. Este rei tinha um filho chamado Ekpenyon, a quem ele deu cinqüenta jovens como esposas, mas o príncipe não gostava de nenhuma delas. O rei ficou muito irritado com isso, e baixou uma lei que, se algum homem tivesse uma filha que fosse mais bela  do que as esposas do príncipe, e que achasse graça aos olhos do seu filho, a moça e seu pai e sua mãe deveriam ser mortos.

Por coincidência, a tartaruga e sua esposa tinham uma filha que era lindíssima.  A mãe achava que não era seguro manter uma criança tão bela, porque o príncipe poderia se apaixonar por ela, então ela disse ao marido que a filha deveria ser morta e o corpo jogado no mato. A tartaruga, porém, não estava disposto, e a escondeu até que ela tivesse três anos. Um dia, quando tanto a tartaruga e sua esposa estavam ausentes em sua fazenda, aconteceu do filho do rei estar caçando perto da casa deles, e viu um pássaro empoleirado no topo da cerca em volta da casa. O pássaro estava observando a menina, e estava tão encantado com sua beleza que ele não percebeu o príncipe chegar. O príncipe matou o pássaro com o seu arco e flecha, e o corpo caiu dentro da cerca, de modo que o príncipe mandou o seu servo para pegá-lo. Enquanto o servo estava olhando para o pássaro se deparou com a menina e ficou tão impressionado com suas formas, que ele imediatamente voltou ao seu mestre e lhe disse que ele tinha visto. O príncipe, então, pulou a cerca e encontrou a criança, e se apaixonou de imediato por ela. Ele ficou e conversou com ela por um longo tempo, até que finalmente ela concordou em se tornar sua esposa. Ele então foi para casa, mas escondeu de seu pai, o fato de que ele tinha se apaixonado pela bela filha da tartaruga.

Mas na manhã seguinte, ele foi até a tesouraria, e pegou sessenta peças de roupa e trezentos rods, [1] e os enviou para a tartaruga. Então, no início da tarde ele foi até a casa da tartaruga, e disse que ele desejava se casar com sua filha. A tartaruga viu imediatamente que o que ele temia veio a acontecer, e que sua vida estava em perigo, então ele disse ao príncipe que se o rei soubesse, ele ia matar não só ele (a tartaruga), mas também sua esposa e filha. O príncipe respondeu que ele preferiria morrer a permitir que a tartaruga , sua esposa e filha fossem mortos. Eventualmente, depois de muita discussão, a tartaruga consentiu, e concordou em entregar a mão de sua filha para o príncipe, para que ela casasse com ele quando ela chegasse na idade adequada. Então o príncipe voltou para casa e contou à mãe o que tinha feito. Ela se afligiu grandemente ao pensar que ela iria perder o filho, de quem era muito orgulhosa, pois ela sabia que, quando o rei ouvisse da desobediência do filho, ele o mataria. No entanto, a rainha, embora soubesse da raiva que marido teria, queria que seu filho se casasse com a moça por quem ele tinha se apaixonado, e assim ela foi para a casa da tartaruga e deu-lhe algum dinheiro, roupas, inhame, e óleo de palmeira como dote  em nome de seu filho, para que a tartaruga não desse a sua filha para outro homem. Pelos próximos cinco anos, o príncipe visitava constantemente a filha da tartaruga, cujo nome era Adet, e quando ela estava prestes a ser posta na casa engorda, [2], o príncipe disse ao pai que ele iria tomar Adet como sua esposa . Ao ouvir isso o rei ficou muito zangado e ordenou a todo o seu reino que todas as pessoas devem vir em um dia determinado para o mercado local para ouvir o seu pronunciamento. Quando o dia marcado chegou o mercado estava lotado, e as pedras que pertencem ao rei e a rainha foram colocados no meio da praça do mercado.

Quando o rei e a rainha chegaram todo o povo levantou-se e o cumprimentou, e depois eles sentaram em suas pedras. O rei então disse a seus servos [3] para trazer o menina Adet diante dele. Quando ela chegou, o rei ficou bastante surpreso com sua beleza. Ele então disse ao povo que ele os havia chamado para lhes dizer que ele estava irritado com seu filho por sua desobediência e por ter tomado Adet como sua esposa, sem seu conhecimento, mas que agora que ele mesmo a tinha visto ele tinha de reconhecer que ela era extremamente bela, e que seu filho tinha feito uma boa escolha. Ele seria, portanto, perdoado.

Quando o povo viu a garota eles concordaram que ela era muito fina e muito digna de ser esposa do príncipe, e imploraram ao rei para cancelar a lei por completo, e o rei concordou, e como a lei tinha sido feita sob o título ” Egbo lei “, ele mandou um aviso para oito Egbos , e disse-lhes que o decreto estava cancelado em todo o seu reino, e que no futuro ninguém seria morto porque tinha uma filha mais bonita do que as esposas do príncipe, e deu aos Egbos vinho de palma e dinheiro para cancelar a lei, e , os dispensou. Então, ele declarou que a filha da tartaruga, Adet, deveria se casar com seu filho, e ele os fez  casar no mesmo dia. Uma grande festa foi dada então, que durou cinqüenta dias, e o rei matou cinco vacas e deu a todas as pessoas muito foo foo [3] e óleo de palmeira, e colocou um grande número de potes de vinho de palma nas ruas que o povo bebesse à vontade. As mulheres fizeram uma grande dança no complexo do rei, e lá ficaram cantando e dançando dia e noite durante todo o tempo. O príncipe e seus companheiros também festejaram na praça do mercado. Quando a festa acabou, o rei deu a metade de seu reino para a tartaruga governar, e trezentos escravos para trabalhar em sua fazenda. O príncipe também deu a seu sogro duas centenas de mulheres e cem meninas para trabalhar para ele, e foi assim que a tartaruga se tornou um dos homens mais ricos do reino. O príncipe e sua esposa viveram juntos por muitos anos até que o rei morreu, e o príncipe se tornou rei em seu lugar. E tudo isso mostra porque a tartaruga é a mais sábia de todos os homens e animais.

Moral.- Sempre tenha filhas bonitas, pois não importa quão pobres você seja, há sempre a chance de que o filho do rei se apaixonar por elas, e você pode assim tornar-se membros da casa real e obter muita riqueza.

Notas de Rodapé:

[1] antiga moeda corrente do país, ainda em uso em Cross River

[2] A casa engorda é uma cabana onde uma garota é mantida por algumas semanas antes do casamento. Ela é dada  abundância de alimentos, para que ela fique o mais gorda possível, pois a gordura é vista como um grande atrativo pelo povo Efik.

[3] Foo foo = inhame amassado e cozido.

Links:

http://en.wikipedia.org/wiki/Efik_people

http://goodlife.com.ng/gltourism.php?gltourism=read&id=151

http://esopefik.tripod.com/efiktradition.html

O Caso do hipopótamo e da tartaruga ou por que o hipopótamo vive na água

Muitos anos atrás, o hipopótamo, cujo nome era Isantim, foi um dos maiores reis da terra, perdendo apenas para o elefante. O hipopótamo tinha sete mulheres gordas, de quem ele gostava muito. De vez em quando ele dava uma grande festa para o seu povo, mas uma coisa curiosa era que, embora todo mundo conhecesse o hipopótamo, ninguém, exceto suas sete esposas, sabia seu nome.

Em uma das festas, quando as pessoas estavam prestes a se sentar, o hipopótamo disse: “Vocês vieram para comer em minha mesa, mas nenhum de vocês sabe o meu nome. Se você não puderem advinhar o meu nome, vocês todos devem ir embora sem o seu jantar.”

Como não podiam adivinhar o seu nome, eles tiveram que ir embora e deixar toda aquela comida boa pra trá.  Mas antes de saírem, a tartaruga se levantou e perguntou o que hipopótamo faria se ela dissesse seu nome na próima festa? De pronto, o hipopótamo respondeu que ficaria com tanta vergonha de si mesmo, que ele e toda sua família deixaria a terra, e no futuro eles habitariam a água.

Naquela época era o costume do hipopótamo e suas sete mulheres descer todas as manhãs e à noite para o rio para tomar banho e beber água.  A tartaruga sabia desse hábito.  O hipopótamo costumava caminhar na frente e suas sete mulheres o seguiam.  Um dia, quando eles tinham ido até o rio para se banhar, a tartaruga fez um pequeno buraco no meio do caminho, e então esperou.  Quando o hipopótamo e suas esposas retornaram, duas das esposas estavam a alguma distância  atrás, de modo a tartaruga saiu de onde estava escondida,  metade enterrado no buraco que havia cavado, deixando a maior parte de seu casco exposto.  Quando as duas mulheres do hipopótamo vieram, a primeiro bateu o pé contra o casco da tartaruga, e imediatamente chamou seu marido,  “Oh! Isantim, meu marido, eu machuquei meu pé.”  Ouvindo isso, a tartaruga ficou muito contente, e foi alegremente para casa, pois havia descoberto o nome do hipopótamo.

Quando a próxima festa do hipopótamo aconteceu, ele fez a mesma pergunta sobre seu nome, assim a tartaruga se levantou e disse: “Você promete que não vai me matar se eu te disser o seu nome?” e o hipopótamo prometeu.  A tartaruga então gritou tão alto quanto ele foi capaz, “Seu nome é Isantim”, então uma grande ovação veio de todos, e então eles se sentaram para o jantar.

Quando a festa acabou, o hipopótamo, com suas sete esposas, de acordo com sua promessa, desceram para o rio, e eles viveram na água a partir desse dia até agora, e apesar de sair do rio para se alimentar à noite , você nunca encontrará um hipopótamo na terra durante o dia.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/fssn/fsn24.htm

A Banshee dos Sertões

A Banshee aparece com os cabelos esvoaçantes no alto do planalto, parece querer dizer algo, mas se alguém pergunta o que ela quer, ela grita e foge. Foto: Planalto de Fajada, Novo México por Fritz Swanson

“O inferno, com suas chamas”, é assim que os sertões de Dakota sempre foram chamados. A nomenclatura  se encaixa no lugar. É um local onde antes era o fundo do mar, com suas camadas de barro moldadas pelas geadas e inundações em formas como pagodes, pirâmides e cidades geminadas. Cânions em forma de labirinto varridos pelo vento aparecem entre esses picos fantásticos, que são brilhantes na cor, mas sombrios, selvagens, e opressivos.  Cursos traiçoeiros sobre as colinas acasteladas, cascavéis se aquecem nas bordas das cratera que ficam acima de jazidas de carvão, e os homens selvagens estavam aqui, desesperados tentando se esconder contra o avanço da civilização. A banshee (1) que aqui habita, pode ter sido alguma mulher branca vítima do ciúme um pele vermelha e agora assombra a região da chapada chamada de “Watch Dog”, ou ela pode ter sido uma mulher índia que foi morta por lá. De qualquer forma,  há uma banshee no deserto cujos gritos têm congelado o sangue daqueles que não temeriam a visão de um urso ou uma pantera.  Ao luar, quando o cenário é mais sugestivo e sobrenatural, e os ruídos de lobos e corujas inspiram sentimentos desconfortáveis, o fantasma é visto em uma colina uma milha a sul de Watch Dog, os cabelos soprando ao vento, lançando os braços em gestos estranhos e desconexos.

Se o grupos de guerreiros,  emigrantes,  vaqueiros, caçadores, qualquer um que bem ou mal estiver passando por este lugar, acabar passar pelo chapadão assombrado durante a noite, as rochas são iluminados por flashes de fósforo e a banshee corre para cima delas.  Como se quisesse dizer, ou como se espera de uma pergunta que tenha ocorrido a ninguém a pedir, ela fica ao lado deles, em atitude de apelo, mas se perguntam o que ela quer ela arremessa os braços no ar e com um grito que ecoa através das ravinas amaldiçoadas por um quilômetro, ela desaparece e um instante depois se vê torcendo as mãos no topo da colina. Gado não pasta perto dessa colina assombrada e os vaqueriso mantém distância dela, pois até agora não foi dita a palavra que vai resolver o mistério da região ou acalmar a infeliz banshee.

A criatura às vezes tem um companheiro, às vezes, que é um esqueleto desencarnado que cambaleia sobre as cinzas e argila e assombra os acampamentos em busca de música. Se ele ouvir alguma melodia ele vai sentar-se à sua porta e fica acenando a cabeça para ela um tempo, se um violino é deixado ao seu alcance, é avidamente pego e será tocado até o meio da noite. A música é maravilhosa:  tão suave como a agitação do vento nas árvores,  mas tão dura como o grito de um lobo ou surpreendente como o agitar de uma cascavel. Quando o leste começa a clarear a música vai ficando fraca, e fica leve até que cessa completamente.  Mas quem a escuta não deve  seguir o violinista, porque o esqueleto se afasta, é vai levá-lo para uma  armadilha rochosa, de onde é impossível escapar, e a música vai te intoxicar, enlouquecer, e finalmente arrancar a alma de seu corpo.

Fonte: Myths And Legends Of Our Own Land, Charles M. Skinner.

http://www.gutenberg.org/files/6615/6615-h/6615-h.htm#2H_4_0205

Notas:

(1)

Um espírito feminino da folclore gaélico que se acredita, que ao uivar, está pressagiando a morte de alguém na família.  Origem do termo: gaélico irlandês bean sídhe, mulher das fadas; banshee: bean, mulher (do irlandês arcaico ben) + sídhe, fada (do irlandês arcaico síde)

links:

http://en.wikipedia.org/wiki/Banshee

http://www.movilleinishowen.com/history/mythology/legend_of_the_banshee.htm

http://www.irishcultureandcustoms.com/ACalend/CreepyCreatures.html

http://www.yourdictionary.com/banshee