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Como Thor e Loki iludiram Thrym o gigante

Loki começou a contar outra estória sobre Thor – uma a respeito de Thor e Thrym, um gigante estúpido que ainda tinha um pouco de astúcia. Loki e Thor ido na casa desse gigante. Ele tinha feito uma celebração para eles e Thor tinha sido descuidado.

Então, quando eles estavam longe de Jotunheim Thor notou a perda de Mjölnir, ele perdeu o martelo que era a defesa de Asgard e o auxílio dos Deuses. Ele não conseguia se lembrar de como ou onde ele o tinha perdido. Mas Loki logo lembrou de Thrym, o gigante estúpido que ainda tinha alguma astúcia. Thor, que tinha perdido o martelo o qual ele havia jurado que nunca deixaria fora de suas vistas e não sabia o que fazer.

Mas Loki pensou que valeria a pena ver se Thrym não tinha algo a ver com isso. Mas primeiro ele voltou para Asgard.

Ele atravessou a ponte do arco-íris correndo e passou por Heimdall sem falar com ele. Para nenhum dos moradores de Asgard que encontrou pelo caminho ele ousou dizer sobre a perda de Thor. Ele não falou com ninguém até que chegou ao palácio de Frigga.

Para Frigga, ele disse, “Você deve me emprestar a sua roupa de falcão para que eu possa voar para a casa de Thrym e descobrir se ele sabe onde está Mjölnir”.

“Mesmo se cada pena fosse de prata eu o daria para você fosse para sua missão”, disse Frigga.

Então, Loki colocou a roupa de falcão e voou para Jotunheim e chegou perto da morada de Thrym. Ele encontrou o gigante em cima de uma colina colocando colares de ouro e prata nos pescoços dos seus cães. Loki, com a plumagem do falcão,  empoleirou-se na rocha acima dele, observando o o gigante com seus olhos de pássaro.

E enquanto ele estava lá ouviu o Gigante falar palavras arrogantes. “Eu coloquei colares de prata e ouro em vocês, meus caezinhos”, disse ele, “mas logo os gigantes terão o ouro de Asgard para enfeitar nossos cães e os nossos cavalos, sim, mesmo o colar de Freya para colocar em você, o melhor dos meus cães. Porque Mjölnir, a Defesa de Asgard, é agora de Thrym “.

Loki então falou com ele. “Sim, nós sabemos que Miölnir está na tua posse, Ó Thrym”, disse ele, “saiba, porém que os olhos dos deuses estão atentos sobre ti.”

“Ha! Loki, O Transmorfo!”, disse Thrym, “você está aí! Mas toda a sua vigilância não vai ajudá-lo a encontrar Mjölnir.”

Eu enterrei o martelo de Thor a oito milhas de profundidade na terra. Tente encontrá-lo se você puder. Esta abaixo das cavernas dos anões. ”

“É inútil para nós para procurarmos o martelo de Thor”, disse Loki, “É, Thrym?”

“É inútil para você procurar por ele”, disse de mau humor o gigante.

“Mas qual seria sua recompensa se você restaurasse o martelo de Thor aos habitantes de Asgard,” Loki disse.

“Não, astuto Loki, eu nunca vou devolvê-lo, não por qualquer recompensa”, disse Thrym.

”Medite bem, Thrym “, disse Loki.” Não existe nada em Asgard que você gostaria de possuir? Nenhum tesouro, nenhuma posse? O anel de Odin ou navio de Frey, Skidbladnir? ”

“Não, não”, disse Thrym. “Só há uma coisa que os moradores em Asgard podem me oferecer que eu aceitaria em troca de Mjölnir, o Martelo de Thor”.

“E o que seria isso, Thrym?” disse Loki, voando em direção a ele.

“Ela,  a quem os gigantes muitos se esforçaram para possuir – Freya, para minha esposa”, disse Thrym.

Loki observou Thrym por muito tempo com seus olhos de falcão. Ele viu que o gigante não alteraria a sua demanda. “Eu vou dizer aos moradores em Asgard de sua demanda”, disse ele, finalmente, e voou para longe.

Loki sabia que os moradores em Asgard nunca deixariam Freya ser tomada deles para se tornar a esposa de Thrym, o mais estúpido dos gigantes. E pensando nisso, ele voou de volta.

Por esta altura todos em Asgard tinham ouvido falar da perda  de Mjolnir, o Auxílio dos Deuses. Heimdall gritou para ele quando Loki atravessou a Ponte do Arco Íris para perguntar que notícia ele trouxe de volta. Mas Loki não parou para falar com o Guardião da Ponte, e sim foi direto para o salão onde os Deuses reuniam-se em Conselho.

Para aesires e vanires ele informou a condição imposta por Thrym. Nenhum concordou em deixar a belíssima Freya ir viver em Jotunheim como esposa do mais estúpida dos gigantes. Todos no Conselho estavam cabisbaixos. Os deuses nunca mais seriam capaz de ajudar os mortais, pois agora que Miölnir estavanas mãos dos gigantes toda a sua força teria que ser usada na defesa de Asgard.

Então eles se sentaram no Conselho com a aparência abatida. Mas Loki disse com astúcia: “Pensei em um truque que pode ganhar de volta o martelo de Thrym. Vamos fingir que enviaremos Freya para Jotunheim como uma noiva para ele. Mas ao invés vamos enviar um dos deuses usando o véu e o vestido deFreya.”

“Qual dos Deuses vai fazer uma coisa vergonhosa dessa?” disseram todos no Conselho.

“Oh, ele que perdeu o martelo, Thor, deve estar preparado para fazer o máximo para ganhá-lo de volta”, disse Loki.

“Thor, Thor! Deixe Thor pegar o martelo de Thrym com o estrategema de Loki”, disseram aesires e vanires. Eles Loki preparar com Thor deveria ir para Jotunheim como uma noiva para Thrym.

Loki deixou o Conselho dos Deuses e foi para onde ele havia deixado Thor. “Há apenas uma maneira de pegar o martelo, Thor,” ele disse, “e os Deuses do Conselho ter decretado que você deve tomá-lo.”

“Qual é o jeito?” disse Thor. “Mas não importa qual seja, diga-me e eu vou fazer como tu dizer.”

“Então”, disse Loki rindo: “Eu vou levá-lo para Jotunheim como uma noiva para Thrym. Tu deves ir vestido com o véu e vestido de noiva de Freya.”

“O quê! Eu vestido em trajes de mulher?” gritou Thor.

“Sim, Thor, dever um véu sobre a cabeça e uma guirlanda de flores sobre ela.”

“Eu uso uma guirlanda de flores?”

“E os anéis nos teus dedos. E um molho de chaves na tua cintura.”

“Cessa teu escárnio, Loki”, disse Thor rispidamente “, ou vou esmagar-te.”

“Não é gozação. Tu tem que fazer isso para ganhar Mjölnir de volta para a defesa de Asgard. Thrym não aceitará nenhuma outra recompensa a não ser Freya. Gostaria de zombar dele, trazendo-te a ele usando o véu e o vestido de Freya. Quando tu estiveres no salão do gigante e ele te pedir para segurar tuas as mãos, tu deves dizer que não vai segurar até que ele coloque Miölnir em tuas mãos. Então, quando o teu poderoso martelo estiver no teu poder tu podes acabar com ele e com todos em seu salão. E eu, devo estar contigo como a tua dama de honra! Ó doce, doce donzela Thor! ”

“Loki”, disse Thor, “tu inventou tudo isso para zombar de mim. Eu em um vestido de noiva! Eu com véu de uma noivana minha cabeça! Os habitantes de Asgard nunca vão deixar de rir de mim.”

“Sim”, disse Loki “, mas nunca haverá riso novamente em Asgard, a menos que tu seja capaz de trazer de volta o martelo que teu perdeu por descuido.”

“É verdade”, disse Thor, tristemente”,  é isso, pensastes tu, Loki, que essa a única forma de reconquistar Miölnir de Thrym? ”

“É a única maneira, Ó Thor”, disse o astuto Loki.

Então, Thor e Loki partiram para Jotunheim, a morada de Thrym. Um mensageiro tinha ido a frente para dizer a Thrym que Freya estava chegando com sua dama de honra, e que a festa de casamento devia ser preparada e os convidados reunidos, e que Miölnir deveria estar à mão para que ela pudesse ser entregue aos moradores de Asgard . Thrym e sua mãe giganta apressaram-se para ter tudo pronto.

Thor e Loki chegaram à casa do Gigante vestidos como noiva e dama de honra. Um véu sobre a cabeça de  Thor escondia  sua barba e seus olhos ferozes. Ele usava uma túnica vermelha bordada, onde do lado pendia um molho de chaves. Loki estava disfarçado também. O grande salão da casa de  Thrym fora decorado com grandes mesas com o banquete da festa. E mãe de Thrym estava indo de um convidado para o outro, alardeando que seu filho tinha ficado com uma das mais belas moradoras de Asgard como noiva, Freya, a quem muitos dos gigantes tinha tentado ganhar.

Quando Thor e Loki cruzaram o portão, Thrym foi recebê-los. Ele queria levantar o véu de sua noiva e dar-lhe um beijo. Loki rapidamente colocou a mão no ombro do Gigante.

“Pára”, ele sussurrou. “Não levante o véu. Nós habitantes de Asgard somos reservados e tímidos. Freya seria muito ofendida sendo beijada na frente de seus companheiros.”

“Sim, sim”, disse a velha mãe de Thrym. “Não levante o véu a tua noiva, meu filho. Estas pessoas de Asgard são mais refinadas em suas maneiras do que nós, os Gigantes. “Então, a velha levou Thor pela mão e oconduziu para a mesa.

O tamanho e a grossura da noiva não surpreenderam os gigantes enormes que estavam na festa de casamento. Olharam para Thor e Loki, mas não conseguiam ver nada de seus rostos e pouco de suas formas por causa de seus véus.

Thor se sentou à mesa com Thrym de um lado dele e Loki, de outro. Em seguida, a festa começou. Thor, não percebendo que o seu comportamento era impróprio para uma refinada donzela, comeu oito salmão de uma vez. Loki cutucou e chutou o pé dele, mas ele nem ligou para ele. Depois do salmão comeu um boi inteiro.

“Essas donzelas de Asgard”, disseram os gigantes uns aos outros, “elas podem ser refinadas, como a mãe de Thrym diz, mas o seu apetite são exagerados.”

“Não é à toa que ela come, coitadinha”, disse Loki para Thrym. “São oito dias desde que saímos de Asgard. E Freya não comeu no caminho, ela estava tão ansiosa para ver Thrym e chegar a sua casa.”

“Pobre querida, pobre querida”, disse o gigante. “O que ela está comendo é muito pouco, afinal.”

Thor acenou com a cabeça em direção à cuba de hidromel. Thrym ordenou a seus servos para trazer um pouco para sua noiva. Os servos ficavam ocupados trazendo comida para Thor. Enquanto o gigante observava, e, enquanto Loki cutucava ele e balançou a cabeça, ele bebia três barris de hidromel.

“Oh”, disseram os gigantes para a mãe de Thrym, “agora não estamos tão triste assim por não conseguimos ganhar uma noiva de Asgard.”

E de repente um pouco do véu caiu de lado e os olhos de Thor foram vistos por um instante. “Oh, como é que Freya tem olhos tão ferozes?” Thrym disse.

“Coitadinho, coitadinho”, disse Loki, “não é de admirar seus olhos estejam brilhando e penetrantes. Ela não dormiu durante oito noites, tão ansiosa que ela estava para vir para você e para sua casa, Thrym. Mas agora chegou a hora para você unir as mãos com sua noiva. Primeiro, coloque em suas mãos o amrtelo Miölnir para que ela possa ver a grande recompensa que os gigantes deram por ela. ”

Então Thrym, o mais estúpido dos gigantes, levantou-se e trouxe Miölnir, a defesa de Asgard, para o salão de festa. Thor mal podia se conter de se revelar e pegar o martelo do gigante. Mas Loki foi capaz de mantê-lo quieto. Thrym trouxe o martelo e colocar a alça dele nas mãos daquela a quem ele pensava ser sua noiva. As mãos de Thor estavam fechados em seu martelo. Imediatamente ele se levantou. O véu caiu. Seu rosto e seus olhos em chamas foram vistas por todos. Ele atingiu um golpe na parede da casa. Ele caiu. Thor, então foi caminhando para fora da ruína com Loki ao lado dele, enquanto de dentro da casa os gigantes berravam enquanto o telhado e as paredes caíam sobre eles. E assim foique  Miölnir, a Defesa de Asgard, foi perdida e ganha de volta.

Fonte: Sacred Texts

Outros links:

Thir Great Fishing

Thor Myths

O homem que saiu para pescar em um barco Huldu

O pessoal da aldeia de Gasadalur, não tinham barcos, porque o lugar ficava em um grande despenhadeiro. Então eles pescavam com os homens da aldeia vizinha, Bour.

Uma noite, um homem de Gásadalur fui ao promontório de Akranes, onde um barco de Bour iria pegá-lo.  Enquanto ele estava em seu caminho, viu uma embarcação indo para o despenhadeiro, e como ele não quis esperar por eles, ele correu para o barco.  Ele notou que havia sete homens lá, e havia um assento livre em um dos bancos. Ainda assim, ele não podia enxergar bem os seus ocupantes, porque ainda estava escuro. Ele não suspeitou de nada e pulou no barco, que logo deixou a costa, rumo ao mar aberto.

Assim que ele sentou em seu lugar, ele viu que tinha entrado em um barco huldu, porque não reconheceu nenhum dos homens, mas escondeu o seu medo para que eles não notasse, pegando um remo.

Eles navegaram longe até um banco de besca chamado Vágoy, lá os homens huldu se preparam para pescar, colocando isca nos seus anzóis e lançando-os ao mar. O homem de Gásadalur não fez nada, ele apenas ficou quieto e olhou para baixo. Ele trouxe sua linha de pesca, mas seus anzóis e iscas ainda estava em Bour.

De repente, o chefe do barco perguntou por que ele não estava pescando, eo homem respondeu que era porque não tinha anzol ou isca.
O huldu deu tudo o que ele precisava e, assim que ele lançou a isca, o homem sentiu que havia algo no anzol. Ele puxou um grande peixe do mar, e logo que ele o matou, o chefe o marcou e assim o fez com cada peixe que o homem pegou naquela manhã.

Por fim, o barco estava cheio de peixe, e remaram para terra. Eles desembarcaram em Akranes, o mesmo lugar de onde ele embarcou, e eles jogaram todos os peixes que ele tinha pego na terra.

Quando o homem desembarcou, ele percebeu que tinha esquecido a faca no barco. Ele gritou ao huldu, dizendo:

“A coisa afiada  (1) ainda está a bordo!”

O hulduman pegou a faca e jogou em cima dele, mas não o acertou.

O huldu gritou:

“Maldito seja, seu sortudo. Você se comporta como um cão, e eu não ouvi você agradecer-nos por levá-lo a bordo. ”

Notas:

Se você encontrar os huldufólk, você não deve chamar uma faca, espada, machado etc, pelo seu próprio nome. Em vez disso, você tem que usar outras palavras, por exemplo, se referir a uma faca como “coisa pontuda”.

Também é perigoso de agradecer ao huldufolk pelos seus favores, porque se fizer isso, eles vão ter poder sobre você.

Similar lendas são contadas sobre um homem da aldeia de Strendur e um homem de Eiði, que ambos pescavam em conjunto com huldumen. O homem de Eiði navegou com a huldumen para um inverno inteiro

Foto de Gasadalur por Skygge Von Helvetesdalen

fonte:

http://www.tjatsi.fo/index.php?sprog=&side=23b8f72dad918e3a24af38feea927ac3

atenção o site acima foi descontinuidade, existe somente um backup no webarchive:

http://web.archive.org/web/20111110104716/http://www.tjatsi.fo/?side=78af618ccbcea6b098cdad7fa5cfe106


Mais em:

Huldufolk

Land of the Huldufolk

Fotos de Faroé

Jutuls e os Gigantes das Montanhas

Torhatten visto de perto

O Jutul (gigante, também chamado de Jotul, e Jutun, e assim definido no filme Thor) é grande e forte, e habita as mais altas montanhas, onde ricos e preciosos tesouros são encontrados em abundância. Ele é mau por natureza, odeia igrejas e o som de sinos, e, tem ganância por sangue cristão. Quando uma tempestade está acontecendo, ou o redemoinho rodopia entre as rochas, ele se joga contra a montanha, tanto que os potes e chaleiras vibram, nos quais sua esposa Gyvri ou Giogra prepara a comida deles. Por todas as tradições do país se encontra relatos desse monstruoso ser. Marcas de suas pegadas são vistas muitas vezes nas montanhas.

De todos os seres sobrenaturais do Norte, nenhum outro mostra marca mais evidente de grande antiguidade como os gigantes Jutuls. As tradições a respeito deles sempre os mostram como monstruosidades, e se harmonizam com as montanhas enevoadas entre as quais eles habitam. Se comparadas com as tradições da mitologia vulgar com a velha mitologia, nós encontramos uma grande similaridade entre elas, e logo reconhecemos nos Jutuls e Rosers (giants) os Jotuns e Risar, os inimigos dos deuses e dos homens, nos quais Thor, o poderoso deus do trovão, encontrou um inimigo perigoso. O Jotuns na mitologia do Norte são considerados como seres caóticos, governando as regiões escuras e frias da Terra, temendo a luz do dia e os raios do sol que os fazem transformar em pedra.(1)

Em Hestmandoe na Nordlands há uma montanha que se assemelha à distância a um cavaleiro com um grande manto sobre ele. Esta montanha foi uma vez um Jutul  que morava no local. Doze quilômetros ao sul, em Lekoe em Nummedal, viveu ao mesmo tempo, uma donzela a quem ele jurou amor, mas a moça arrogante, que era hábil em todos os tipos de magia, não só rejeitou-o, mas transformou todos os seus mensageiros em pedra, que são essa pedras redondas que são vistas até hoje na parte norte da ilha. Exasperado com sua conduta, o Jutul pegou seu arco, para se vingar.

O Jutul quis se vingar da mulher, porque ela transformou seus mensageiros em pedra. Pegou seu arco e disparou a flecha que atravessou a montanha deixando um buraco que pode ser visto até hoje.

A  poderosa flecha voou e passou direto através da montanha sublime chamada Torgehat, onde ainda se vê um  grande buraco feito pela flecha através da rocha sólida. “Que a palha fique no caminho”, exclamou o Jutul. Sendo afetada por algo em seu vôo, por forçar seu caminho através do Torgehat, a seta não logrou chegar ao seu destino, mas caiu aos pés da moça do lado norte da Lekoe, onde ainda está,  na forma de uma pedra enorme e comprida. Por ambos usarem suas magias, acabaram os dois se transformando pedra, e assim irão permanecer, olhando um para o outro até o Juízo Final. Mesmo na época atua, um nortista raramente navega sem antes tirar o chapéu para a donzela de Lekoe.

Em Spirillen, na maré baixa, uma espécie de ponte de pedra pode ser vista, mais ou menos a um oitavo de uma milha de distância. Ele deve sua origem a um Jutul que morava em Elsrudkolle. Este Jutul cortejou uma Huldra em Engerkolle, que morava na margem oposta. Para que pudesse visitá-la sem se molhar, o que dexava sua amada aborrecida, ele resolveu construir uma ponte, ele se partiu em pedaços, quando o sol surgiu e o surpreendeu em seu trabalho.

Se você gostou desse post leia também:

https://casadecha.wordpress.com/2011/04/29/tradicoes-relacionadas-a-thor/

Notas:

(1)

Quem assistiu ao “Senhor dos Anéis – Sociedade do Anel” , pode ver uma cena onde há dois trolls transformados em pedra, quando a sociedade pára para descansar em uma clareira. No livro é explicado claramente que o troll vira pedra, se atingido pela luz solar.

Mais sobre os Huldu/Huldra:

http://www.tjatsi.fo/index.php?side=1a9fe70161bab408838374b28c54a8dd

Outros links:

Linguagem nórdica

http://www.freefictionbooks.org/books/d/22031-due-north-or-glimpses-of-scandinavia-and-russia?start=54

Viagem pelos países escandinavos

Os Gigantes

Tradições relacionadas a Thor

O gigante golpeou Thor, que revidou com seu martelo, matando a criatura. Agora o corpo dele jaz sob uma grande pedra."A Batalha de Thor com os Ettins" (1872), pintura de Mårten Eskil Winge.

Thor,assim como Odin, O Ancião, chegou ao norte através da imigração, que em tempos remotos tiveram lugar na Ásia e Asgard. Aqui ele teve de lutar com os primeiros habitantes da terra, que por causa de seus esconderijos em montanhas e tocas, bem como de sua estatura gigantesca e ferocidade, eram chamados de Jattar (Giants), Trolls e Bergs-boar (moradores das montanhas). Daí vindo todas as tradições sobre gigantes e coisas do gênero.  Aquelas pedras lisas, em forma de cunha, que às vezes são encontrados na terra, são chamadas Thorwiggar, isto é, cunhas de Thor: segundo se conta, por estas terem sido arremessadas por Thor em algum troll. Em muitos lugares onde as pradarias são vizinhas das montanhas, histórias eram contadas de como trolls se enchiam de terror quando trovejava, e como eles, então, trasformados em diversas formas, embora a maioria freqüentemente como grandes bolas ou novelos, rolavam das montanha, procurando abrigo entre os camponeses,
que, bem ciente do perigo, sempre os mandavam de volta com suas foices; e em diversas ocasiões acontecia que o trovão golpeava e estremecia a foice, e assim o trolll com um gemido, voltava para a montanha.

Meteoritos são encontradas em muitos lugares e são monumentos a Thor. Embora nem sempre de grande magnitude, eles são, no entanto, tão pesado que quase nenhum homem pode levantá-los.  Estes, diz-se, Thor usa como brinquedos.  Dos meteoritos em Linneryd em Smaland
se diz, que Thor, passando por ali com seu pajem, encontrou com um gigante, e perguntou a ele para onde ele ia. ”Para Valhalla”, respondeu o gigante,” para lutar com Thor, que com seu raio queimou meu gado e casa.”

“É pouco aconselhável para ti, para medir forças com ele,” Thor respondeu,”porque eu não posso imaginar que tu és o homem o bastante para levantar essa pequena pedra em cima dessa maior.” O gigante indignado, pegou a pedra com toda sua força, mas não foi capaz de tirá-la do chão, pois Thor tinha jogado um encanto sobre ela. O pajem de  Thor, em seguida, fez uma tentativa, e levantou a pedra como se tivesse sido uma luva. O gigante desferiu um golpe em Thor que o deixou de  joelhos, mas Thor com seu martelo revidou e matou o gigante. Ele agora jaz  sob a grande pilha de pedras do lugar.

Thor era adorado na alta Gothland junto com outros deuses. O Thorbagge (Stercorarius scarabseus) era sagrado para ele. Existe uma supertição relativo a este besouro que ainda existe, que tem sido transmitida de pai para filho, que se qualquer um em seu caminho encontrar um thorbagge repousando desamparado em suas costas, e colocá-lo em seus pés, ele expiará sete pecados; isso porque Thor no tempo do paganismo foi considerado como um mediador com uma força sobrenatural, ou o Todo Poderoso. Na introdução do cristianismo, os sacerdotes se esforçaram para aterrorizar as pessoas no culto aos antigos deuses, dizendo a seus adeptos que eles eram maus espíritos pertencentes ao inferno.  E o pobre thorbagge pobres, foi então renomeado como Thordjefvul ou Thordyfvel (o diabo de Thor), nome pelo qual ainda é conhecida na Suécia. Ninguém agora pensa em Thor, quando encontra a criatura indefesa descansando em seus costas, mas o compatriota de boa índole raramente pensa em passá-lo a seus pés, tentando a expiação de seus pecados “.

Bohuslän

Que a lembrança e a veneração por Thor eram longamente  retidas na Noruega e em Bohuslän, aparece de muitas tradições. De alguns marujos de Bohuslän, cerca de cem anos desde atrás, é relatado, que, enquanto a serviço de um navio holandês de Amsterdam, caçando baleiras perto da Groenlândia, eles foram afastados de seu curso conhecido, e  observaram por muitas noites luzes de uma fogueira em uma ilha ou na terra, e entre alguns dos marinheiros, estavam homens de Bohuslän, que foram tomados pelo desejo de visitar o local e ver o que as pessoas faziam lá. Assim, tomaram o bote do navio barco e remaram para o local.

Tendo desembarcado e se aproximado do fogo, eles encontraram um velho sentado se aquecendo perto da fogueira, que imediatamente perguntou-lhes onde eles vieram.

“Da Holanda”, respondeu o homem de Bohuslän.

‘Mas de que lugar de lá você veio?” perguntou o velho.

” De Safve em Hisingen” respondeu o marinheiro.

“Tu conheces Thorsby?”

“Sim, também.”

“Sabes onde fica Ulfveberg ‘

” Sim, muitas vezes tenho passado por lá, porque há um caminho direto de Gotemburgo para Marstrand através Hisingen para Thorsby.”

“Aquelas grandes pedras e montes de terra ainda estão em seus lugares?”

”Sim, todos, mas uma das pedra que está prestes a cair”

“Conte-me mais” –  disse o velho pagão – “Tu sabe onde o altar de Glosshed está e se ele ainda está são e salvo?”

Ao ouvir do marinheiro que não, o velho disse:

“Faça com que o povo em Thorsby e Thores-bracka não destruam as pedras e os montes sob  Ulfveberg e  acima de tudo mantenham  o altar Glosshed seguro e intacto, e assim terás um bom vento para o local para o qual viajas.”

Tudo isso o marujo prometeu cumprir na sua volta para casa.  Ao perguntar ao velho o seu nome, e por que ele tão ansiosamente perguntava por esses objetos, ele respondeu o marinheiro:

“Meu nome é Thorer Brack, e minha morada é lá, mas agora sou um fugitivo.  No grande monte ao lado de Ulfvesberg minha raça inteira está enterrada, e no altar de Glosshed nós realizamos nossa adoração aos deuses.”

Eles então se separaram do velho e tiveram ventos favoráveis de volta para casa.

O Poço de Thor

Desde a época do paganismo existe um poço em Smaland, na freguesia de Skatelof (2), que é notável para um deplorável evento. No local onde o poço está agora, uma moça, diz-se, encontrava-se com seu amante, e de depois de suspeitar de sua infidelidade, o assassinou. O deus Thor fez com que o poço cuspisse o sangue de suas águas.

Em conseqüência da mudança que a religião pagã tinha sofrido na cabeça  das pessoas (3), o nome do deus Thor foi mudado para “Hehge Thor” (Santo Thor), o festival da Ascensão de Nosso Salvador(1), foi chamado de “Helig Thor’s-dag” , literalmente Holy Thor ‘s-day, Dia Sagrado de Thor, (Quinta-feira Santa), e Skatelofs Kalla foi chamado de ‘Helige Kalle Thor.

Pesquisa em documentos antigos, apontam que uma determinada música  era cantada nas cercanias desse poço, quando a população do país, toda véspera de quinta-feira Santa, reuniam-se ali para jogar e fazer oferendas.

Fonte:

[item image]

Northern mythology : comprising the principal popular traditions and superstitions of Scandinavia, North Germany, and the Netherlands, compilado por Benjamin Thorpe. Londre, 1851.

Links:

Tradução Sueco para Inglês

Northern mythology : comprising the principal popular traditions and superstitions of Scandinavia, North Germany, and the Netherlands

http://www.walkingworld.com/home/index.asp?id=33&nid=195

http://nordiskamytologin.blogg.se/2010/january/jattejattar.html

O que são meteoritos?

http://www.iconkuznetsov.com/index.php?sid=342

Significado de Quinta-Feira, inglês

http://www.godchecker.com/pantheon/norse-mythology.php?deity=THOR

Notas:

(1)

A Ascensão do Senhor é um dos doze festas cristãs estabelecidas depois da memória da Ascensão do Salvador. O Festival está relacionada com o Ciclo da Páscoa e celebrada no quadragésimo dia após a Ressurreição de Cristo (Páscoa). O Festival da “Ascensão de Cristo” é uma introdução e preparação para as festividades relacionadas com a descida do Espírito Santo, para o dia da Santíssima Trindade .

(2)

Pouca coisa existe sobre Skatelof na internet, indica que é uma paróquia da Suécia, e só.  Mais alguma coisa é citado no livro “Swedish Legends e Folktale”, página 98.

(3)

Explica-se que a mudança da religião pagão na cabeça das pessoas quer dizer que o catolicismo fez com que eles mudassem aspectos do paganismo adaptando ao cristianismo, ou seja, pelo sincretismo.

O elfo da luz um conto nórdico

Thule sonhava em morrer no campo de batalha e ser levado ao paraíso, o Valhalla, pela valquírias, damas guerreiras que levam a alma dos valentes soldados até os salões de Odin

Na estranha ilha da Islândia, cuspida para a superfície pelo fogo das profundezas do mar, vivia um rapaz que cultuava o deus Odin (1), e que aprendeu isso depois de ler dois livros absurdos chamado “Os Eddas”(2). Ele queria lutar e morrer em um campo de batalha, de modo que sua alma pudesse atravessar a ponte do arco-íris, e habitar nos belíssimos salões de Valhalla. Pois era assim que os heróis eram escolhidos, segundo o livro dos Eddas dizem que são os heróis escolhidos, e eles passam o dia inteiro lutando lá no paraíso e de noite, festejam até o raiar do dia.

Assim, ao invés de uma Bíblia, o jovem Thules ficava estudando esses  contos de fadas, como um incentivo ao seu treinamento pagão, e até que ele tinha alguns traços nobres, que um bom rapaz cristão poderia imitar.

Ele morava com a mãe viúva na beira de uma floresta. A neve empilhada-se aos montes, e o vento uivava entre as árvores, e se arrastave-sepelas janelas, pois a casa era muito velha, e  poderia muito bem ser confundida com uma pilha de madeira velha. Mas Thule era muito feliz como se a cabana fosse um palácio. Ele amava a beleza invernal do rosto de sua mãe, e o seu cebelo prateado quase todo escondido pelo seu capuz preto. Todo a fogueira que eles faziam era feita de galhos secos que eles recolhiam na floresta, e mais da mais de metade do dinheiro que eles ganhavam era com o esforço de sua  próprias mãos.

Nos meses gelados do ano, quando o tempo estava mais afiado do que um dente de serpente, Thule chegava de um duro dia de trabalho, e, quanto mais frio ficava, mais ele mantinha seu coração valente. Olhando para o horizonte à sua frente, ele viu o brilho frio que chamamos de aurora boreal, mas que ele sabia ser o elmos, escudos e lanças cintilando.

“As donzelas guerreiras (3)saíram esta noite”, pensou o rapaz: “eles estão indo para campos de batalha para decidir quem é digno de ser morto. Como gosto de ver o céu iluminando-se com o brilho de suas armaduras! Odin, permita que um dia eu possa ser um herói, e possa caminhar sobre a ponte do arco-íris! ”

Depois Thule voltou para o seu caminho novamente, mas, assim que ele adentrou na floresta onde as sombras se tornam perigosamente profundas, ele ouviu um gemido, que soou como uma voz humana, ou poderia ter sido uma rajada de vento repentina em uma árvore oca.

“Possivelmente é alguma pobre criatura com mais frio do que eu”, pensou o rapaz: “Tomara que não seja um troll!”

Correndo para o local de onde vinha o som, ele encontrou um anão feio e de nariz comprido no chão, quase morrendo de frio. Estava ficando tarde, e o próprio garoto estava ficando com o corpo entorpecido, mas ele foi rápido, esfregando as mãos e pés do desconhecido, até mesmo tirando sua jaqueta azul para envolvê-lo no pescoço do anão.

O anão estava morrendo de frio e Thule o ajudou. Grato ele presenteou o rapaz com um amieiro. Mal sabia Thule que ele ia passar por muitas aventurar ainda...

Pobre boa alma, você não morrerá de frio”, depois ele alegremente disse, ajudando-o a levantar-se: “Iremos para a casa da minha mãe e vamos comer um belo mingau de aveia, bolos e arenques, e nosso fogo de ramos secos irá lhe fazer bem, ”

O nobre rapaz sabia que mal havia ceia sufficiente para dois, mas não se importava de ir para a cama com fome para ser caridoso. No fundo de seu coração, ele ouviu as palavras de sua mãe:

“Nunca se preocupe com a fome, meu filho, mas compartilhe de boa vontade o seu último pão com os necessitados.”

Eles caminharam pela floresta, o velho homem apoiado fortemente no ombro do jovem.

“Por que você deve ajudar um pobre coitado que não pode pagar?” Choramingou o anão com uma voz rouca que assustou Thule, era como o eco devolvido por uma montanha ou uma pedra.

“Eu não peço ou quero ser recompensado”, foi a resposta. “Você não sabe o que diz o provérbio” Faça o bem, e jogue-o no mar, se os peixes não souberem disso, Odin vai! ‘? ”

“Sim: Odin deve saber, não tenhas medo”, respondeu o anão”, mas, como já sei que sua mesa de chá não é suficiente para três, acho que vou recusar o convite para jantar. Realmente, meu rapaz “, continuou ele,” seria do meu agrado fazer-lhe um pequeno favor, pois, embora eu seja apenas um pobre anão, eu sei como ser grato. A propósito, você já viu por aqui uma coisa assim como uma árvore verde de amieiro?”

“A um amieiro verde em tempo de inverno”, gritou Thule.

“Uma coisa curiosa, na verdade,” disse o anão “, mas por acaso eu vi uma outro dia em minhas andanças Ah, olha, aqui está bem diante dos seus olhos!”.

Todas as outras árvores da floresta estavam duros e secas, os seus corações congelados dentro deles, mas esta árvore estava viva, escondida atrás de uma moita de abetos. Quando Thule começaram a cavar em suas raízes, parecia que a árvore saía do chão de sua livre vontade, e se acomodou em seus ombros como se estivessem o acariciando.

“Leve para casa a pequena árvore, e a plante diante de sua porta, meu rapaz”’

O jovem virou-se para agradecer o estranho, mas ele havia desaparecido. Em seguida, Thule correu para casa com toda a velocidade para contar à mãe sobre o pequeno anão que havia desaparecido de sua vista como uma nuvem de fumaça.

“Agora me pergunto o que é que você já viu”, disse a boa mulher, levantando as mãos em surpresa. “Ele era marrom, meu filho, com um nariz comprido?

“Marrom como uma noz, mãe, sem a ponta do nariz.”

“Era como eu supunha, meu filho! Esse anão é uma criatura maravilhosa, uma dos elfos da noite, uma raça dotada de grande sabedoria. Sabe, meu filho, que ele entalhou runas nas pedras, e ele sem dúvida ajudou a fazer o martelo de Thor, esse terrível  instrumento que pode esmagar o crânio de um gigante. ”

“Uma coisa que observei”, disse o rapaz: “Ele piscou quando céu brilhou, o céu que as pessoas chamam de Luzes do Norte, ele tinha de proteger seus olhos com sua pequenas mãos. ”

“Ele fez isso? Pobre elfo, a luz é dolorosa a sua raça  e eu tenho ouvido dizer que um raio de sol é capaz de transformá-los em pedras. Estou quase com medo dessa pequena árvore, acrescentou a boa mãe pensativo. “Você  sabe o que lemos nos santos Eddas: Ambos os amieiros e os freixos devem ser considerado sagrado, pois Odin formou o homem da cinza, e mulher do amieiro. No entanto, o elfo da noite não poderia ter feito uma travessura. Vamos plantar a árvore como ele instruiu “.

“O quê?, no solo congelado, sob a neve?”

Mas agora, pela primeira vez, parecia que havia um pedaço de terra perto da janela ao sul da casa, que deveria ter estado à espera da árvore, pois era tão macia e quente, como se o sol estava brilhando naquele lugar o ano todo. Aqui eles plantaram o amieiro, e Thule trouxe a água, e molhou as raízes.

Na manhã seguinte, a árvore parecia ter crescido, e à luz do dia mostrou as suas folhas prateadas.

“Possa Odin progetegê-la”, disse Thule, “nem deixe que o gelo a congelar, nem os ventos matar seus brotos verdes!”

Thule entrou na floresta de novo, e enquanto ele estava no seu caminho, ele olhou para baixo, e ali, no chão, aos seus pés, estava uma bolsa, revestida de ouro. Ele contou as moedas: cinqüenta, todas brilhantes e novas.

“Eu vou para a cidade”, pensou o menino, balançando a cabeça e suspirando (pois era muito tentador), “Eu vou para a cidade e perguntar que mperdeu uma bolsa com cinqüenta peças de ouro precioso. Ora eu! Eu gostaria de ficar com ela! “Então poderíamos ter arenques e óleo, e quem sabe, mas, pela primeira vez na minha vida, eu poderia até saborear carne de veado? ”

Mas no momento em que sua ganância quase impediu sua missão, ele pensou: “Não importa quão lindamente brilhe o ouro! Não é meu ouro! E é muito pesado para eu carregar. O dinheiro roubado é pior que uma pedra de moinho amarrado no pescoço, assim que minha mamãe diz. ”

Mantenha-se no caminho, menino “, disse uma voz doce ao seu lado. Ele se virou e viu uma criança linda, radiante como um raio de sol, e vestida em roupas de textura delicada e transparente.

“Eu vou ser sua amiga, rapazinho. Essa bolsa foi perdida por uma dama que veste um casaco de peles e longo véu.  Se ela perguntar pelo seu tesouro, eu posso dizer que caiu em um buraco no chão. Todo mundo vai acreditar em mim:… Não tenha medo!”
medo! ”

“Pobre anjo confuso!”, disse o rapaz, maravilhado com sua beleza maravilhosa e não menos pela sua aparente falta de caráter. “Isto é, de fato, uma tentação adorável, mas eu tenho uma querida mãe em casa, e eu a amo mais que um milhão de peças de ouro. Devo ir à cidade, e buscar essa dama que você menciona, que veste um casaco de peles e longo véu. ”

“Ah não! Você não seriatão estúpido”, disse a criança reluzente, “mas mesmo assim vou com você, e te mostrar o caminho.”

Então, deslizando graciosamente diante do desnorteado jovem, ela o levou para fora da floresta, na parte mais frequentada da cidade, até a porta de uma casa magnífica, mas, quando Thule virou a cabeça apenas um instante, ela se foi, e nenhum traço dela foi visto: ela parecia ter derretido com o sol.

A dona da casa recebeu a bolsa com os agradecimentos, e ficaria feliz em ter dado uma moeda de ouro a Thule, mas, mesmo o rapaz ansiando por ela, ele a colocou de lado, dizendo: “Não, senhora: a minha mãe me diz que devo ser honesto, sem esperança de recompensa. Ela não gostaria que ganhasse um salário por não ser um ladrão! ”

Na manhã seguinte, o árvore de amieiro cresceu mais um pouco, e Thule e sua mãe observavam as folhas em crescimento, e as tocaram com os dedos reverentes. Eles eram certamente de um verde tenro, com linhas brilhantes cor de prata.

“Possa Odin deixar belo meu amieiro”, disse Thule, “não deixe que o gelo afetá-lo e nem os ventos matar seus brotos verdes!”

Então Thule beijou sua mãe, e marchou para fora da floresta, como de costume. Mas ele parecia condenado a aventuras, pois desta vez ele se encontrou com três homens armados, que estavam vagando pelo país, como se procurassem alguma coisa.

“Belo rapaz”, disseum dos homens, “você pode nos dizer o que aconteceu com um jovem amieiro cujas folhas verdes tem linhas de prata?”

“Eu desenterrei um amieiro-mato, bondosos senhores”, respondeu o rapaz, tremendo, e lembrando que sua mãe tinha dito que ela estava quase com medo da pequena árvore.

“Há muitos amieiros selvagens, disse outro dos homens rispidamente,” mas apenas essa verde nesta época do ano, e tem folhas prateadas. Ela foi colocada aqui por ordem do gigante Loki, e ninguém deveria tocá-la, sob pena de morte, porque, quando o jardim de Loki na montanha florisse na primavera, a árvore deveria ser arrancadas, e plantada lá ”

Thule ficou duro e branco como se  um gigante de gelo de repente soprasse sobre ele. Ele sabia que Loki era um deus impiedoso, temido por todos, e amado por ninguém, um deus que tinha um rancor especial contra toda a raça humana.

“Vou manter a minha calma”, pensou Thule.

“Eu nunca vou confessar que a árvore que levei tinha folhas prateadas. Eu vou correr para casa, arrancá-la e queimá-la… Então quem é o mais esperto? ”

Mas Thule, apesar de estar tremendo, não podia esquecer o conselho de sua boa mãe:

“Suas palavras, meu rapaz, devem ser verdade, e nada mais que a verdade, embora uma espada esteja balançando sobre sua cabeça.”

Então, logo que a voz dele voltou, ele confessou que a árvore que ele tinha arrancada era tal como os homens haviam descrito, e implorou por misericórdia, porque, como ele disse, ele tinha cometido o pecado por ignorância, não sabendo a ordem do terrível gigante.

Mas os homens Thule mandarm levá-los a casa de sua mãe, e mostrar o seu tesouro roubado, declarando que eles poderiam mostrar-lhe misericórdia, pois quando Loki baixava um decreto, nenhum homem deve alterá-lo por um jota ou um til.

“Oh!”, pensou o menino rapaz, torcendo as mãos, e tremendo dos pés a cabeça, “ah, se o cruel elfo da noite, que me levou a este mal, aparecesse na minha frente agora, e me ajudesse com isso! “Mas, infelizmente, não há sentido em invocá-lo, pois é agora plena luz do dia e o sol pode transformá-lo em uma imagem de pedra num piscar de olhos “.

Quando Thule, seguidos pelos mensageiros de Loki, tinha chegado à porta de sua cabana, ele encontrou a mãe de cabelos grisalhos aguando as raízes do belo amieiro, e acariciando suas folhas com prazer inocente. À vista dos homens armados, ela começou a se assustar.

“É de fato a árvore do gigante”, disseram os homens a Thule. “Arranque-a, e siga-nos com ela para o castelo de Loki na montanha.”

“Para o castelo de Loki!” gritou a mãe infeliz. “Então, ele deve passar por um deserto terrível, ser atacado por gigantes de gelo, e, sobrar fôlego nele, Loki vai matá-lo num piscar de olhos! Tenha piedade de uma pobre mãe pobre, bons soldados!”

O menino infeliz tocou na árvore, e ela saiu da terra de sua livre e espontânea vontade, e, num instante, estava em seus pés, se livrando dos galhos em seus ombros, num momento já não era uma árvore, mas uma criança, com uma beleza tão deslumbrante quanto a da luz solar.

“Infelizes homens!”, disse ela, em uma voz cujos tons zangados era mais doce do que a música de uma harpa, “infelizes são vocês por serem servos de Loki! Vão, e digam ao seu mestre cruel que os encantamentos que ele jogou em mim e os meus falharam:  Meu encantamento foi quebrado por todo o sempre, maravilhoso rapaz “, disse ela, apontando para o pequeno Thule, “você me salvou,  eu fui e ainda permanecem, um elfo de luz, tão brincalhona e inofensiva como a luz solar. O impiedoso Loki, irritado com o amor que eu carrego pelos filhos dos homens, transformou-me em árvore de emieiro, que é o emblema da juventude. Mas ele não tinha poder para me manter nessa forma para sempre. Ele foi obrigado a dar uma condição, e ele fez a mais difícil que a sua mente astuta poderia inventar: Como você ama os mortais tanto, ele disse, ninguém, a não ser um mortal deve livrá-lo de sua prisão. Você deve continuar a ser uma  árvore até um bom filho toque em você, uma criança que é generoso o suficiente para compartilhar seu último pão com um estranho, honesto o suficiente para devolver um recompensa apenas por sua honestidade, corajoso o suficiente para falar a verdade mesmo quando uma mentiria puder salvar sua vida. Quanto tempo esperei po você.”
“Como Loki ficará espantado quando ele descobrir que este menino foi tentando de todas as maneiras, mas foi fiel. Meus pobres soldados, vocês podem retornar de onde vocês vieram, pois aquele amieiro jamais irá balançar sua folhas de prata no jardim da montanha de Loki “.

Em seguida, os homens desapareceram, aborrecidos que o bom menino escapou seu horrível destino.

Thule olhando para a bela elfa que recentemente foi uma árvore, não poderia confiar em seus próprios olhos, e imagino que muitos garotos, até mesmo no presente dia, teria ficado um pouco perplexo com as circunstâncias.

“Reluzente criança!” disse ele: “você se parece muito como o maravilhoso pequeno ser que me conduziu para fora da floresta à noite.”

“Isso pode muito bem ser”, respondeu a elfo da luz;. “pois ela é minha irmã. O anão marrom que indicou o amieiro é também um excelente amigo meu, no entanto, por estranho que pareça, nunca o vi. Nós amamos a ajudar uns aos outros em todas as formas possíveis, mas nunca poderemos nos conhecer, pois a luz  nos meus olhos iria matá-lo. Ele tinha ouvido falar de Thule, o pequeno lenhador que era conhecido por ser corajoso, generoso e verdadeiro. Ele tentou você, você viu, e assim fez a minha irmã brincalhona, que ficou louca de felicidade por descobrir que você não poderia ser tentado a roubar! ”

A  mãe de Thule  tinha ficado o tempo todo próximo, intimidada e muda.  Agora, ela se aproximou, e disse:

“Estou mais orgulhosa hoje do que ficaria se meu filho tivesse matado dez homens no campo de batalha!”

A bela elfa da luz, cheia de gratidão e admiração, permaneceu amiga de Thule enquanto ele viveu. Ela deu ao menino e sua mãe uma excelente casa, e os fez felizes todos os dias de suas vidas.

Fonte: Fairy Book. Sophie May. Boston, Lee and Shepard, 1866.

Notas:

(1)

Eddas, Edas ou simplesmente Edda, é o nome dado ao conjunto de textos encontrados na Islândia (originalmente em verso) e que permitiram iniciar o estudo e a compilação das histórias referentes aos personagens da mitologia nórdica. São partes fragmentarias de uma antiga tradição escáldica de narração oral (atualmente perdida) que foi recompilada e escrita por eruditos que preservaram uma parte destas histórias.

São duas as compliações: a Edda prosaica (conhecida também como Edda Menor ou Edda de Snorri) e a Edda poética (também chamada Edda Maior ou Edda de Saemund).

Na Edda poética se recompilam poemas muito antigos, de caráter mitológico e heroico, organizada por um autor anônimo até 1250.

A Edda de Snórri foi composta por Snorri Sturluson (11791241) até os anos 1220 ou 1225. Não são poemas, dado o fato de estarem em prosa. Conta com muitas recomendações para poetas, já que o poeta guerrero islandês Snorri tentava, com essas recompliações em prosa, ajudar na formação de poetas no estilo tradicional escáldico, uma forma de poesia que data do século IX, muito popular na Islândia.

Existe um número de teorias referentes a origem do termo Edda. Uma teoria sustenta que é idêntica a palavra que, em um antigo poema nórdico (Rígthula), parece significar “a bisavó”. Outra teoria argumenta que Edda significa “poética”. Uma terceira teoria defende que significa “O livro de Oddi”, sendo Oddi o lugar onde Snorri Sturluson foi educado.(fonte: wikipedia)

(2) Odin é o principal deus do panteão nórdico. Para ganhar a sua suprema sabedoria, Odin deu um dos olhos a Mímir, seu tido. sua montaria é o garanhão Sleipnir, um cavalo de oito patas.

(3) Essas donzelas guerreiras são as  Valquírias que aparecem nos campos de batalha para levar a alma dos guerreiros mais corajosos. Odin as manda buscar guerreiros para que futuramente lutem ao lado dos deuses no Ragnarók. Quando elas cavalgam, suas armaduras reluzentes produzem a luz brilhante que vemos como Aurora Boreal.

Os Sons das Profundezas

Desde o colapso da antiga União Soviética em 1989, muitos bizarros arquivos secretos da KGB foram inspecionados tanto pelos Estados Unidos quando pela Inglaterra. In 1990, um desses arquivos antigos foi enviado por fax ao Departamento D11 do Serviço Secreto em Whitehall London, mas o que o dossiê continha era tão extraordinário e inacreditável, que a informação vazou.

A informação contida naquele arquivo, incluindo informação colhida do artigo de uma revista finlandesa chamada Ammennusatia, é mostrada abaixo.

Em 2006, o projeto Kola na estação Zapolyarny perto de Murmansk, no Ártico comemorou o seu vigésimo quinto aniversário. Apesar de ter alcançado uma profundidade de 12 quilómetros em 1983, levou-se mais dez anos para perfurar outro 262 metros.

Kola_zaliv

Baía de Kola: Copyright by Autotravel.org.ru.

Os cientistas já tinham descoberto dezenas de fósseis de microrganismos a uma grande profundidade, e então para surpresa de todos, a uma profundidade de quatro quilômetros, eles perceberam que todos os estudos estvam errados pois não havia basalto  mas uma grande quantidade de granito e a temperatura era muito maior do que se previa.

A uma profundidade de dez quilômetros os cientistas descobriram depósitos fantásticos de ouro e diamantes. A temperatura a uma profundidade de doze quilômetros era de 220 graus Celsius, e havia uma grande quantidade de radiação que destruiu dezenas de brocas de titânio.

Todos os projetos em todo o mundo que procuraram cavar buracos até o centro da Terra parou a três quilômetros. Cerca de 600 tentativas foram feitas pelos norte-americanos, alemães e  japoneses, mas logo que chegavam à “maldita profundidade” coisas estranhas começaram a acontecer. Às vezes as brocas queimavam misteriosamente, às vezes eram puxadas para baixo por forças invisíveis e desapareciam.

Em todo o mundo apenas cinco buracos foram perfurados além de três quilômetros, quatro destes foram feitos na antiga União Soviética. Dos buracos, todos furados em áreas de depósitos de petróleo e gás, só o buraco Kola foi mais além de sete quilômetros.

Nessa profundidade levou  cerca de setenta horas para se trazer amostras do material da terra. Os dados sobre a temperatura, radiação e ruído levaram um minuto para chegar à superfície. Além de tudo isso, muitos incidentes estranhos ocorreram logo que o superburaco de Kola atingiu uma profundidade de dez quilômetros.

Em duas ocasiões, as pontas de broca derreteram, apesar do fato de que as pontas de titânio só derretem se as temperaturas foram iguais às da superfície do sol. Várias vezes a broca parecia ser arrastada para baixo e quebrada, nunca as pontas de broca foram encontradas. E estes foram apenas alguns dos incidentes inexplicáveis.

Em 1994, quando a broca atingiu treze quilômetros e eles estavam prestes a cobrir as sondas de perfuração e a broca, o dr Azzakov resolveu enviar um microfone ultrassensível para captar os ruídos das placas tectônicas.  Ele reuniu sua equipe de pesquisadore em uma sala para verificar a gravação. Em em vez de ruído de placas, se escutou a voz de milhões de pessoas gritando. Eles tentatam ajustar a gravação, achando que era algum erro, mas o ruído permanecia. Fizeram novas gravações e o resultando era o mesmo. O dr Azzakov disse que todas as vezes se podia se ouvir claramente uma voz gritando de dor e desespero, e no fundo milhões de outras…

Todos ficaram muito assustados e logo, metade dos cientistas deixaram o projeto por causa do medo. O líder da equipe, dr. Azzakov, disse que devem haver pessoas lá embaixo, mas isso não seria possível!

Ele disse que enquanto ateísta não acredita em Deus e no Céu, mas como cientista, ele disse que agora acreditava no Inferno. Ele afirmou que com certeza, eles “atingiram os Portões do Inferno” quando cavaram a tão distante profundidade.

Segundo outra lenda a respeito do caso teria se ouvido uma enorme e inexplicável explosão e um demônio que teria saído das profundezas da Terra pelo buraco.  As escavações foram canceladas em 1995 quando perfuradores se recusaram a trabalhar por mais tempo, porque “demônios estavam subindo do fundo da Terra”. Os trabalhadores diziam apavorados dizem que os sons que vinham até a superfície se assemelhavam a gritos e berros.

Além disso, os soviéticos temiam que essa descoberta confirmasse a existência do Inferno fazendo ruir as teorias ateístas do seu regime. Hoje apenas cinco cientistas vive na estação de pesquisa em Kola, onde está o mais profundo buraco no planeta, mas o trabalho é apenas analisar as amostras que já tinham sido retiradas durante a escavação.

Na primavera deste ano cientistas do Instituto de Geofísica foram para Kola e fizeram outra descoberta surpreendente: a uma profundidade de três quilômetros  os sons da atividade humana pode ser ouvidos lá embaixo.  Sons da superfície estão tão altos que abafam o ruído da atividade geoacústica do planeta.

Em outras palavras, aqueles que vivem no inferno sabem exatamente o que está acontecendo entre os seres humanos na superfície do planeta.

Curiosamente, há uma outra lenda que diz que Jacques Costeau desistiu de explorar cavernas subaquáticas nas profundezas do oceano porque ao explorar uma delas ouviu sons como o grito dos condenados. Dizem que um de seus homens teve experiência semelhante quando explorava fendas nos Triângulo das Bermudas e se assustou tanto que pediu para ser retirado imediatamente do mar. O que le ouviu? Sons de pessoas gritando de dor.

Traduzido por Fr. Andrew do artigo “Eles cavaram até os demônios” da revista Argumenty Nedeli (circulação 570.000), n º 34 (60) 26 julho – 1 agosto de 2007, com o acréscimo das saguintes fontes:

1) http://www.orthodoxengland.org.uk/demonsscr.htm

2) http://www.monitor.co.ug/artman/publish/sunday_life/Did_Russian_scientists_drill_into_hell_93131.shtml

Estórias de trolls

800px-Troll1figura: Placa norueguesa avisando que ali é uma travessia de trolls…

autor: Hesse1309

O troll é uma criatura sobrenatural do folclore escandinavo (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Ilhas Faroe, Groelândia e Islândia) . Eles podem ser tanto amigáveis como hostis ao homem. Seu tamanho e descrição varia bastante, tanto podem se gigantes como anões, Podem ser peludos, ter mais de uma cabeça, ter um terceiro olho na cabeça, olhos brilhantes.

Também podem ser parecidos com o homem, muitas vezes se apresentando como um rapaz ou moça muito bonitos e elegantes.  Há até lendas em que se eles casam com humanos, so que nada é falado sobre o que nasce dessa relação.

Se por um acaso você estiver passeando na floresta e der de cara com um homem ou mulher elegante tome cuidado, principalmente se tiver pés peludos, um rabo. Isso é um troll. Há tambémquem diga que o troll é igual ao ser humano, a única diferença é que ele nunca entra na igreja e foge de todos os símbolos cristãos.

Às vezes, caminhando pela floresta, se sente o cheio de comida vindo do nada, então a casa de algum troll deve estar por perto. De qualquer jeito, dizem que eles dão ótimos vizinhos às vezes, é só tratá-los com respeito… Eles comem mais ou menos o que comemos, salvo aqueles trolls que comem gente…

O legal de ter um como vizinho é que eles mantém a prosperidade da casa. Você empresta um pão e eles te trazem trigo de ótima qualidade e por aí vai.

Parece que a lenda dos trolls se originou de algum tipo de cultos aos antepassados que era popular até a introdução do cristianismo nos séculos 10 e 11. O culto era praticado nos bosques e florestas. Uma das coisas que as pessoas faziam no culto era sentar a noite toda no túmulo do antepassado, talvez como uma forma de tentar entrar em contato.  Foi baixada uma lei que proíbia alguém de acordar em lápides…

Uma das precauções que se deve ter é evitar que o troll tenha algo que te pertença, algo pessoal. Se ele conseguir, ele terá total poder sobre você.

Algumas vezes eles podem raptar bebês e mulheres para se tornarem seus escravos.  Eles podem colocar os seus próprios bebês no lugar do raptado, só que a criança nunca se desenvolve mentalmente e fisicamente. Alguma crianças ainda acreditam neles e mães advertem os filhos a escovar bem os dentes senão os pequenos “troll do dentes” vão aparecer e fazer buracos neles.

Eles habitam na flroesta, em cavernas e debaixo de pedras e quando são surpreendidos pela luz do dia se transformam em pedra. Aliás eles podem se transformar em troncos, pedaços de madeiras, gatos e cachorros, para passar desapercebidos aos humanos. O aço e ferro são usados para afugentá-los e quando se quer deixar o bebê a salvo deles se põe um objeto desses metais debaixo da porta, assim ele não pode ultrapassá-la.

Atualmente, o mito do troll mudou um pouquinho, descrevendo-os como espíritos da Natureza que defendem o meio-ambiente contra a ganância dos seres humanos.

fontes:

http://www.answers.com/topic/troll

http://www.educypedia.be/education/mythology.htm

http://www.trollmoon.com/

http://www.tjatsi.fo/?sprog=&side=85bb0b0084ed7c75787b5c9d466a13ca

Siegfried e o Dragão

Foto: Image:BürgerPark Bremen 21-04-2006 0044.jpg by Rami Tarawneh

Os contos de fadas estão cheios de estórias de príncipes e dragões. Hoje me veio à mente a estória de Siegfried… Na verdade existem uma dezena de versões para esse personagem. Ele até inspira o nome de um dos personagens de um famoso anime.

Ele é aquele que mata o dragão Fafnir e se banha em seu sangue. Só que para azar dele uma folinha cai e deixa um lugar vulnerável, nas costas… Muito semelhante à estória de Aquiles, só que o lugar vulnerável do herói grego era o calcanhar. Fafnir na verdade era um anão transformado em dragão, e era o filho do rei Hreidmar e irmão de Regin e Ötr.

Na verdade existem dois poemas épicos, a Saga dos Volsungos e o Anel dos Nibelungos. A Saga dos Volsungos, data do século 13 e é baseado em poemas mais antigos, um deles a Prose Edda. Vale lembrar que os vikings não tinham escrita e tudo era transmitido oralmente. Nessa saga o nome do herói matador de dragões é Sigurd, filho póstumo de Sigmund com a segunda esposa, Hiordis. O poema tem 42 capítulos.

Já o Anel dos Nibelungos é um poema alemão do século 13 e o nome de Sigurd é mudado para Siegfried. O poema tem 39 capitulos.

Gostaria de traduzir tudo, ou pelo menos a versão alemão dos tempos medievais… Mas é muita coisa, acho que seria interessante traduzir a estória de Sigurd, que é a versão escandinava (viking) para Siegfried.

A saga dos Volsungos é uma saga legendária, uma interpretação do século 13 para o conto islandês a respeito da origem e declínio do clã Volsung (e aí se incluem a estória de Sigurd e Brynhild e a destruição dos Burgundianos). É baseada na poesia épica. A representação mais conhecida está na forma pictórica do inscrições de Ramsund, na Suécia, que datam de 1.000 antes de cristo.

O tema é considerado bem antigo e é vagamente baseado em eventos reais ocorridos na Europa no século 5 e 6

Vale a pena cita a famosa ópera de Vagner, O Anel dos Nibelungos, que se inspirou nesse contos, mas deu uma roupagem apropriada para os interesses nacionalistas da Alemanha da época. A ópera se tornou a sagração do orgulho nacional e estereotipou os vikings. Vale dizer que os contos originais não são racistas, mas sim a ópera de Wagner. Moral da estória: tudo pode ser uma arma… Inclusive contos.