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O Violiono do Macaco

A fome e a necessidade de satisfazê-la forçou o macaco a abandonar a sua terra e procurar outro lugar entre estranhos para o tão necessário trabalho. Bulbos, feijões da terra, escorpiões, insetos, e estavam completamente extintas em sua própria terra. Mas, felizmente, ele recebeu, por enquanto, abrigo com um tio-avô dele, Orangotango, que morava em outra parte do país.

Quando ele tinha trabalhado durante certo tempo ele quis voltar para casa e, como recompensa seu tio deu-lhe um violino e um arco e flecha e lhe disse que com o arco e flecha, ele poderia acertar e matar qualquer coisa que ele desejasse, e com o violino ele poderia obrigar qualquer coisa a dançar.

O primeiro que ele encontrou em seu retorno para a sua terra foi o irmão lobo.  Este velho companheiro disse-lhe todas as novidades e também que ele estava desde cedo tentado perseguir um cervo, mas tudo em vão.

Então macaco disse para ele todas as maravilhas do arco e flecha que ele carregava nas costas e lhe garantiu que se avistasse o cervo, ele iria acertá-lo para ele. Quando o lobo mostrou-lhe o veado, macaco estava pronto e derrubou o cervo.

Macaco

O macaco que era sabido que só pegou o violiona, enfeitiçou todo mundo e obrigo o leão a retirar a sentença

 

Eles fizeram uma boa refeição juntos, mas em vez do lobo ser grato, o ciúme se apoderou dele e ele pediu para o arco e flecha. Quando o macaco recusou-se a lhe dar, ele usou sua força para ameaçá-lo, e assim, quando passaram pelo jacal o lobo disse que macaco tinha roubado o seu arco e flecha. O chacal tendo ouvido falar do arco e flecha, declarou-se incompetente para resolver o caso sozinho, e ele propôs que eles levassem a questão para o Tribunal do Leão, Tigre, e os outros animais. Nesse meio tempo, ele declarou que iria ficar tomando conta do que tinha sido a causa de sua discussão, de modo que seria mais seguro, como ele disse. Mas o chacal imediatamente tirou da tudo o que era comestível,  e isso gerou um longo período de matança, antes que o macaco e o lobo concordassem em levar o caso para o tribunal.

As evidências do macaco era frágeis, e para piorar, o testemunho de chacal foi contra ele.  Ele pensou que desta forma seria mais fácil obter o arco e flecha para si mesmo.

E assim a sentença foi contra macaco. O roubo foi encarado como um grande crime: ele seria enforcado.

O violino ainda estava ao seu lado, e ele recebeu como um último desejo do tribunal o direito de tocar uma música nele.

Ele era um mestre dos truques de sua época, e além disso, tinha o maravilhoso poder de sua rabeca encantada. Assim, quando ele emitiu a primeira nota do “Canto do Galo” no violino, o tribunal começou logo a mostrar uma vivacidade incomum e espontânea, e antes de terminar a primeira estrofe da valsa da velha canção toda a corte estava dançando como um redemoinho.

Mais e mais, mais rápido e mais rápido, tocou a melodia do “Canto do Galo” no violino encantado, até que alguns dos bailarinos, exaustos, caíram, embora ainda mantendo seus pés em movimento. Mas o macaco, músico como ele era, ouvi e não vui nada do que tinha acontecido à sua volta. Com a cabeça colocada carinhosamente contra o instrumento, e seus olhos meio fechados, ele tocou, mantendo a cadência com o seu pé.

O lobo foi o primeiro a gritar em tom suplicante, sem fôlego, “Por favor, pare, primo macaco! Pelo amor de Deus, por favor, pare!”

Mas o macaco nem conseguiu sequer ouvi-lo. Mais e mais a valsa “Canto do Galo” parecia irresistível.

Depois de um tempo o leão mostrou sinais de fadiga e, quando ele rodava mais uma vez com a leoa, ele rosnou quando passou do macaco, “Todo o meu reino é vosso, macaco, se você parar com essa música!”

“Eu não quero isso”, respondeu macaco “, mas retire a sentença e devolva o arco e flecha, e você, lobo, reconheça que você o roubou de mim!”

“Eu reconheço, reconheço!” gritou o lobo, e o leão no mesmo instante, chorou anulando a punição.

O macaco ainda deixou-os girando mais uma vez ao som da valsa, e depois recolheu seu arco e flecha, e sentou-se no alto da árvore de espinhos mais próxima.

A corte e outros animais estavam com tanto medo que ele pudesse começar de novo que apressadamente correram para outras partes do mundo.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/saft/sft05.htm

Site da foto:

http://www.flickr.com/photos/lbdphotos/5890475604/sizes/z/in/photostream/

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Como Thor e Loki iludiram Thrym o gigante

Loki começou a contar outra estória sobre Thor – uma a respeito de Thor e Thrym, um gigante estúpido que ainda tinha um pouco de astúcia. Loki e Thor ido na casa desse gigante. Ele tinha feito uma celebração para eles e Thor tinha sido descuidado.

Então, quando eles estavam longe de Jotunheim Thor notou a perda de Mjölnir, ele perdeu o martelo que era a defesa de Asgard e o auxílio dos Deuses. Ele não conseguia se lembrar de como ou onde ele o tinha perdido. Mas Loki logo lembrou de Thrym, o gigante estúpido que ainda tinha alguma astúcia. Thor, que tinha perdido o martelo o qual ele havia jurado que nunca deixaria fora de suas vistas e não sabia o que fazer.

Mas Loki pensou que valeria a pena ver se Thrym não tinha algo a ver com isso. Mas primeiro ele voltou para Asgard.

Ele atravessou a ponte do arco-íris correndo e passou por Heimdall sem falar com ele. Para nenhum dos moradores de Asgard que encontrou pelo caminho ele ousou dizer sobre a perda de Thor. Ele não falou com ninguém até que chegou ao palácio de Frigga.

Para Frigga, ele disse, “Você deve me emprestar a sua roupa de falcão para que eu possa voar para a casa de Thrym e descobrir se ele sabe onde está Mjölnir”.

“Mesmo se cada pena fosse de prata eu o daria para você fosse para sua missão”, disse Frigga.

Então, Loki colocou a roupa de falcão e voou para Jotunheim e chegou perto da morada de Thrym. Ele encontrou o gigante em cima de uma colina colocando colares de ouro e prata nos pescoços dos seus cães. Loki, com a plumagem do falcão,  empoleirou-se na rocha acima dele, observando o o gigante com seus olhos de pássaro.

E enquanto ele estava lá ouviu o Gigante falar palavras arrogantes. “Eu coloquei colares de prata e ouro em vocês, meus caezinhos”, disse ele, “mas logo os gigantes terão o ouro de Asgard para enfeitar nossos cães e os nossos cavalos, sim, mesmo o colar de Freya para colocar em você, o melhor dos meus cães. Porque Mjölnir, a Defesa de Asgard, é agora de Thrym “.

Loki então falou com ele. “Sim, nós sabemos que Miölnir está na tua posse, Ó Thrym”, disse ele, “saiba, porém que os olhos dos deuses estão atentos sobre ti.”

“Ha! Loki, O Transmorfo!”, disse Thrym, “você está aí! Mas toda a sua vigilância não vai ajudá-lo a encontrar Mjölnir.”

Eu enterrei o martelo de Thor a oito milhas de profundidade na terra. Tente encontrá-lo se você puder. Esta abaixo das cavernas dos anões. ”

“É inútil para nós para procurarmos o martelo de Thor”, disse Loki, “É, Thrym?”

“É inútil para você procurar por ele”, disse de mau humor o gigante.

“Mas qual seria sua recompensa se você restaurasse o martelo de Thor aos habitantes de Asgard,” Loki disse.

“Não, astuto Loki, eu nunca vou devolvê-lo, não por qualquer recompensa”, disse Thrym.

”Medite bem, Thrym “, disse Loki.” Não existe nada em Asgard que você gostaria de possuir? Nenhum tesouro, nenhuma posse? O anel de Odin ou navio de Frey, Skidbladnir? ”

“Não, não”, disse Thrym. “Só há uma coisa que os moradores em Asgard podem me oferecer que eu aceitaria em troca de Mjölnir, o Martelo de Thor”.

“E o que seria isso, Thrym?” disse Loki, voando em direção a ele.

“Ela,  a quem os gigantes muitos se esforçaram para possuir – Freya, para minha esposa”, disse Thrym.

Loki observou Thrym por muito tempo com seus olhos de falcão. Ele viu que o gigante não alteraria a sua demanda. “Eu vou dizer aos moradores em Asgard de sua demanda”, disse ele, finalmente, e voou para longe.

Loki sabia que os moradores em Asgard nunca deixariam Freya ser tomada deles para se tornar a esposa de Thrym, o mais estúpido dos gigantes. E pensando nisso, ele voou de volta.

Por esta altura todos em Asgard tinham ouvido falar da perda  de Mjolnir, o Auxílio dos Deuses. Heimdall gritou para ele quando Loki atravessou a Ponte do Arco Íris para perguntar que notícia ele trouxe de volta. Mas Loki não parou para falar com o Guardião da Ponte, e sim foi direto para o salão onde os Deuses reuniam-se em Conselho.

Para aesires e vanires ele informou a condição imposta por Thrym. Nenhum concordou em deixar a belíssima Freya ir viver em Jotunheim como esposa do mais estúpida dos gigantes. Todos no Conselho estavam cabisbaixos. Os deuses nunca mais seriam capaz de ajudar os mortais, pois agora que Miölnir estavanas mãos dos gigantes toda a sua força teria que ser usada na defesa de Asgard.

Então eles se sentaram no Conselho com a aparência abatida. Mas Loki disse com astúcia: “Pensei em um truque que pode ganhar de volta o martelo de Thrym. Vamos fingir que enviaremos Freya para Jotunheim como uma noiva para ele. Mas ao invés vamos enviar um dos deuses usando o véu e o vestido deFreya.”

“Qual dos Deuses vai fazer uma coisa vergonhosa dessa?” disseram todos no Conselho.

“Oh, ele que perdeu o martelo, Thor, deve estar preparado para fazer o máximo para ganhá-lo de volta”, disse Loki.

“Thor, Thor! Deixe Thor pegar o martelo de Thrym com o estrategema de Loki”, disseram aesires e vanires. Eles Loki preparar com Thor deveria ir para Jotunheim como uma noiva para Thrym.

Loki deixou o Conselho dos Deuses e foi para onde ele havia deixado Thor. “Há apenas uma maneira de pegar o martelo, Thor,” ele disse, “e os Deuses do Conselho ter decretado que você deve tomá-lo.”

“Qual é o jeito?” disse Thor. “Mas não importa qual seja, diga-me e eu vou fazer como tu dizer.”

“Então”, disse Loki rindo: “Eu vou levá-lo para Jotunheim como uma noiva para Thrym. Tu deves ir vestido com o véu e vestido de noiva de Freya.”

“O quê! Eu vestido em trajes de mulher?” gritou Thor.

“Sim, Thor, dever um véu sobre a cabeça e uma guirlanda de flores sobre ela.”

“Eu uso uma guirlanda de flores?”

“E os anéis nos teus dedos. E um molho de chaves na tua cintura.”

“Cessa teu escárnio, Loki”, disse Thor rispidamente “, ou vou esmagar-te.”

“Não é gozação. Tu tem que fazer isso para ganhar Mjölnir de volta para a defesa de Asgard. Thrym não aceitará nenhuma outra recompensa a não ser Freya. Gostaria de zombar dele, trazendo-te a ele usando o véu e o vestido de Freya. Quando tu estiveres no salão do gigante e ele te pedir para segurar tuas as mãos, tu deves dizer que não vai segurar até que ele coloque Miölnir em tuas mãos. Então, quando o teu poderoso martelo estiver no teu poder tu podes acabar com ele e com todos em seu salão. E eu, devo estar contigo como a tua dama de honra! Ó doce, doce donzela Thor! ”

“Loki”, disse Thor, “tu inventou tudo isso para zombar de mim. Eu em um vestido de noiva! Eu com véu de uma noivana minha cabeça! Os habitantes de Asgard nunca vão deixar de rir de mim.”

“Sim”, disse Loki “, mas nunca haverá riso novamente em Asgard, a menos que tu seja capaz de trazer de volta o martelo que teu perdeu por descuido.”

“É verdade”, disse Thor, tristemente”,  é isso, pensastes tu, Loki, que essa a única forma de reconquistar Miölnir de Thrym? ”

“É a única maneira, Ó Thor”, disse o astuto Loki.

Então, Thor e Loki partiram para Jotunheim, a morada de Thrym. Um mensageiro tinha ido a frente para dizer a Thrym que Freya estava chegando com sua dama de honra, e que a festa de casamento devia ser preparada e os convidados reunidos, e que Miölnir deveria estar à mão para que ela pudesse ser entregue aos moradores de Asgard . Thrym e sua mãe giganta apressaram-se para ter tudo pronto.

Thor e Loki chegaram à casa do Gigante vestidos como noiva e dama de honra. Um véu sobre a cabeça de  Thor escondia  sua barba e seus olhos ferozes. Ele usava uma túnica vermelha bordada, onde do lado pendia um molho de chaves. Loki estava disfarçado também. O grande salão da casa de  Thrym fora decorado com grandes mesas com o banquete da festa. E mãe de Thrym estava indo de um convidado para o outro, alardeando que seu filho tinha ficado com uma das mais belas moradoras de Asgard como noiva, Freya, a quem muitos dos gigantes tinha tentado ganhar.

Quando Thor e Loki cruzaram o portão, Thrym foi recebê-los. Ele queria levantar o véu de sua noiva e dar-lhe um beijo. Loki rapidamente colocou a mão no ombro do Gigante.

“Pára”, ele sussurrou. “Não levante o véu. Nós habitantes de Asgard somos reservados e tímidos. Freya seria muito ofendida sendo beijada na frente de seus companheiros.”

“Sim, sim”, disse a velha mãe de Thrym. “Não levante o véu a tua noiva, meu filho. Estas pessoas de Asgard são mais refinadas em suas maneiras do que nós, os Gigantes. “Então, a velha levou Thor pela mão e oconduziu para a mesa.

O tamanho e a grossura da noiva não surpreenderam os gigantes enormes que estavam na festa de casamento. Olharam para Thor e Loki, mas não conseguiam ver nada de seus rostos e pouco de suas formas por causa de seus véus.

Thor se sentou à mesa com Thrym de um lado dele e Loki, de outro. Em seguida, a festa começou. Thor, não percebendo que o seu comportamento era impróprio para uma refinada donzela, comeu oito salmão de uma vez. Loki cutucou e chutou o pé dele, mas ele nem ligou para ele. Depois do salmão comeu um boi inteiro.

“Essas donzelas de Asgard”, disseram os gigantes uns aos outros, “elas podem ser refinadas, como a mãe de Thrym diz, mas o seu apetite são exagerados.”

“Não é à toa que ela come, coitadinha”, disse Loki para Thrym. “São oito dias desde que saímos de Asgard. E Freya não comeu no caminho, ela estava tão ansiosa para ver Thrym e chegar a sua casa.”

“Pobre querida, pobre querida”, disse o gigante. “O que ela está comendo é muito pouco, afinal.”

Thor acenou com a cabeça em direção à cuba de hidromel. Thrym ordenou a seus servos para trazer um pouco para sua noiva. Os servos ficavam ocupados trazendo comida para Thor. Enquanto o gigante observava, e, enquanto Loki cutucava ele e balançou a cabeça, ele bebia três barris de hidromel.

“Oh”, disseram os gigantes para a mãe de Thrym, “agora não estamos tão triste assim por não conseguimos ganhar uma noiva de Asgard.”

E de repente um pouco do véu caiu de lado e os olhos de Thor foram vistos por um instante. “Oh, como é que Freya tem olhos tão ferozes?” Thrym disse.

“Coitadinho, coitadinho”, disse Loki, “não é de admirar seus olhos estejam brilhando e penetrantes. Ela não dormiu durante oito noites, tão ansiosa que ela estava para vir para você e para sua casa, Thrym. Mas agora chegou a hora para você unir as mãos com sua noiva. Primeiro, coloque em suas mãos o amrtelo Miölnir para que ela possa ver a grande recompensa que os gigantes deram por ela. ”

Então Thrym, o mais estúpido dos gigantes, levantou-se e trouxe Miölnir, a defesa de Asgard, para o salão de festa. Thor mal podia se conter de se revelar e pegar o martelo do gigante. Mas Loki foi capaz de mantê-lo quieto. Thrym trouxe o martelo e colocar a alça dele nas mãos daquela a quem ele pensava ser sua noiva. As mãos de Thor estavam fechados em seu martelo. Imediatamente ele se levantou. O véu caiu. Seu rosto e seus olhos em chamas foram vistas por todos. Ele atingiu um golpe na parede da casa. Ele caiu. Thor, então foi caminhando para fora da ruína com Loki ao lado dele, enquanto de dentro da casa os gigantes berravam enquanto o telhado e as paredes caíam sobre eles. E assim foique  Miölnir, a Defesa de Asgard, foi perdida e ganha de volta.

Fonte: Sacred Texts

Outros links:

Thir Great Fishing

Thor Myths

O São Jorge de Hertfordshire

O dragão de Hatfield Park, Hertfordshire. Por coincidência, essa rocha se encontra na mesma cidade da lenda. Talvez seja o dragão petreficado...

A seguir, é a tradução completa do livro “A Hertfordshire St. Jorge” de W. B Gerish de 1905. 

Variantes de São Jorge e o Dragão, o verme de Lambton, Laidley e Dragão de Linton ou lendas sobre vermes são, penso eu, mais raras na parte leste e sul da Inglaterra do que no norte. No “Folk-Lore Record”, vol. i. 1878, p. 247-249, casos isolados de lendas de dragões e serpentes são apontadas em de Essex, Herefordshire, Oxfordshire e Sussex, e provavelmente há outros. As matas e pântanos que existiam nos tempos ancestrais, na porção norte do país, onde essas bestas parcialmente mitológicas, poderiam refugiar-se, parecem ter produzido tais relatos em grande abundância e detalhe.

Brent Pelham (1) ou Pelham Arsa, que um incêndio destruiu durante o reinado do rei Henrique I, ou Pelham Sarners (a) é uma pequena aldeia situada a cerca de cinco quilômetros de distância da estação ferroviária de Buntingford, e 10 milhas de Bishop’s Stortford.  O herói da história, O Piers Shonks, viveu na mansão, e era o senhor da casa, que ainda leva seu nome, e diz-se que floresceu  ” Anno a Conquiestu 21. ” (b) O único registro de qualquer descendente de mesmo nome, nos arredores é Gilbert Sank, o qual no décimo sexto ano do rei Eduardo I,  foi penhorada por Simon de Furneaux, lorde de Pelhams, por sua “Lealdade e Serviço e quarenta xelins e seis pences alugar ao ano, jurado e acordado no Tribunal de Pelham Arsa de três semanas a três semanas.(c)

A Tumba de O Piers Shonkes em Brent Pelham

Entre as doações da igreja é uma parcela das florestas chamadas de Beches e Shonks (d), e, de acordo com Weever(e), “a velha casa decadente, com fosso, chamada de O. Piers Shonkes,” existia em seu tempo. Nos tempos de Salmon(f)  (1728) havia um celeiro neste lugar protegido chamado celeiro Shonks, e que o escritor afirma que a mansão paga proteção ao bispo de Stortford,  uma relíquia do sistema feudal, que é, creio eu, paga ao lorde da propriedade de Stortford atualmente.  Pode ser que Shonks fosse o titular de uma mansão nos tempos saxões, e que ele foi substituído por Godfrey de Beche, um normando, de modo que a propriedade foi posteriormente conhecida como Beches e Shonkes. É provável que o nome Piers Shonks era o mais adotado pelo povo e, possivelmente, o nome do fundador da igreja, cujo edifício saxão original foi queimado com o resto da vila, como anteriormente mencionado. O lugar onde o túmulo de Shonks está agora está se dizia ser uma antiga entrada(g), provavelmente da estrutura original, mas isto é, penso eu, equivocado. Há, porém, uma antiga entrada bloqueada mais ao oeste, exatamente sob a janela central norte. O arco do túmulo não é diferente de uma porta de arco, e era de uma altura suficiente para ser, provavelmente, uma entrada.  Salmono engenhosamente sugere que Gilbert Sank poderia ser o pai de Peters ou Piers (devemos desconsiderar a uma diferença de dois séculos para isso), que “sendo oprimidos pelo poder tirânico de De Furneaux, seu filho pode tomar a causa para si e mostrar as que exigências do seu adversário eram injustificáveis, e combatê-lo através da lei. Pelo qual ele poderia estar a serviço da comunidade, e salvá-los dessas mesmas imposições exorbitantes. E isso foi suficiente para canonizá-lo.” Se bem me lembro, algo semelhante aconteceu ao gigante Hickathrift de Norfolk(h).

Salmon conclui seu relato afirmando que ele precisa sair terminar o seu “O argumento Nisi Prius (2)  com a relação ao caso me foi dada por um velho agricultor na freguesia, que se vangloriava a si mesmo por ter nascido no mesmo ar que respirava Shonk. Ele disse, ‘Shonk era um gigante que habitava neste comarca, que lutou com um gigante de Barkway chamado Cadmus(i) e derrotou ele, e por causa disso Barkway pagou uma quantia (3)a Pelham desde então(j).  Então essa regra de Horácio (4) ainda é observada em Pelham.

“Aut scqucre famam, aut sibi convcnicntia fingc “.

(ou uso o boato, ou supunho por minha própria conveniência)

Sir Henry Chauncy (1700), além da alusão antes mencionada, não tem nada a dizer a respeito da lenda, mas apenas cita as inscrições em latim e inglês no túmulo. Cussans (1872), nosso historiador mais atual dá o o relato a seguir.

“O mais intrigante registro monumental na igreja de Pelham Brent é o sepulcro num altar dentro do recesso de arcos da parede norte, que dizem ter sido erguido por um tal de Piers Shonks, que morreu no ano de 1086. A tumba é de grande antiguidade (apesar de pouco mais antiga que 1300 e, provavelmente, mais posterior), mas foi, evidentemente, construído muitos anos depois do período que se atribui a morte do Shonks. É constituída por uma grossa laje de mármore de Petworth, na qual está esculpida em relevo uma representação emblemática da ressurreição. À frente estão São Marcos e São João, com São Mateus e São Lucas, em ambos os lados, simbolizadas na forma usual. (l)  No centro está uma cruz floral, cuja haste está entrando na boca de uma figura grotesca, ao pé da laje, o que significa o triunfo do cristianismo sobre o pecado(m). Simples e belos como estes símbolos são, eles deram órigem às tradições mais absurdas. A mais popular é que Piers Shonks (em cuja memória é dito ter sido erguido o monumento) era um poderoso caçador, e sempre era acompanhado, em suas expedições por um servo e três cães favoritos,

tão rápida de pés que eram dito serem alados, e é assim são representados no túmulo(n). Esperando a chance de um dia matar um dragão, que parecia estar sob a proteção direta de Satanás, este último declarou que iria se vingar de Shonks, e pegaria sua alma na morte, se esse fosse enterrado dentro ou fora da igreja.  Shonks, para evitar o seu destino, determinou que ele não deveria ser enterrado nem dentro nem fora do edifício sagrado, mas na parede, e sentindo-se perfeitamente seguro nessa posição, ordenou que uma representação de seu feito deveria ser gravadas em seu túmulo. Na parede do fundo da tumba é pintada esta inscrição, que dizem ter sido escrita pelo reverendo Raphael Keen, que morreu em 161 4.  Ele foi Vigário pora setenta e cinco anos e meio.”

Tantum Fama manet  Cadmi Sanctique Georgii,

Posthuma Tempus edax Ossa sepulchra vorat.

Hoc tamen, in Mura tutus qui perdidit Anguem

Invito positus, Demone, Shonkus crat.

O Piers Shonkes

Quem morreu no ano de 1086.

Nada de Cadmus, nem São Jorge, os nomes

de grande renome, não sobrevivems, mas suas famas,

O tempo foi tão cruel que não deixou nem os ossos dele,

Nem mesmo seus monumentos de pedra,

Mas Shonks uma serpente mata, para os outros desafiar,

E nesta parede, como numa fortaleza, ele jaz

É possível que o último verso possa ter dado origem ao tradição, ou o autor, o reverendo, possa ter incorporado a crença à ele.

As estórias locais variam em detalhes, como acontece normalmente.  A variante principal é que, quando Piers estava em seu leito de morte, ele pediu pelo seu arco e uma flecha, e atirou a esmo pela janela, ordenando que ele deveria ser enterrado onde a flecha caisse(5).  A flecha atravessou uma das janelas da igreja e se fixou na parede aonde está o túmulo agora.

Cerca de trinta ou quarenta anos atrás, um velho patriarca da vila dosse  a Mr. W.H.N., de Watford, que ele se lembrava ou ouviu dizer que em uma escavação que foi feita sob a parede perto do monumento, que ossos, que provavelmente eram de Shonks, foram encontradas, e por suas proporções teriam pertencido a um homem de 2,80 a 3 metros de altura.  Se estes tinha sido colocados ou não no túmulo ou não, ele não sabia.

O relato a seguir, escrito há alguns anos pelo então vigário de Brent Pelham (o Rev. W. Wigram, MA), vale a pena citar aqui. Ele diz:

“O local da casa do herói é marcada pelo fosso que antes o cercava, em uma pastagem ainda chamada de Jardim de Shonkcs acima de  Beeches  Farm. O túmulo está na parede norte da igreja e do estilo do século treze.  A cruz está direcionada como uma lança através da boca do dragão. Na folhagem da cruz há uma figura pequena, aparentemente bem ferida, o que pode representar a alma humana.  A capela-mor da igreja foi reconstruída cerca de quarenta anos atrás, e agora está em uma linha reta com a nave. A ntigamente era tão inclinada para o norte que havia uma pequena sacristia, cosntruída no espaço entre a parede norte original (que foi deixado como estava) e a linha da parede norte hoje existente, daí que a janela sul da capela-mor olhava diretamente através do arco da capela, e uma seta entrando na janela sul poderia apontar para a parede norte da nave.

Um dragão terrível habitava sob um teixo que se situava entre o que foi depois de dois campos chamados Great e Little Pepsells, e o entrada para o no caminho que atravessava eles foi feita na haste do desta árvore, quando ela foi dividida ao meio, tais árvores de extrema antiguidade. Este dragão foi morto por Shonkes e enquanto a fera morria, Satanás em pessoa  levantou-se e reinvidicou o corpo e a alma de Shonkes por matar seu dragão. O cavaleiro cristão desafiou ele, respondendo de imediato que sua alma estava sob a guarda do Céu, e que seu corpo deveria descansar onde a flecha, atirade de seu arco, deveria cair.  Ele atirou conforme disse, e a flexha entrou na janela sul da capela mor, atravessou o arco do cruzeiro e atingiu a parede norte, no lugar em que ainda repousa Shonkes(6).

“Invito Daemone.”

Desafio o Mal

Em épocas posteriores o teixo foi cortado por um camponês conhecido de meu informante. O homem começou a trabalhar na parte da manhã, mas parou na hora do almoço, e ao retornar, descobriu que a velha árvore que tinha caído, desmoronando em uma grande cavidade debaixo de suas raízes.

Que tais buracos foram encontrados em velhos teixos em outras ocasiões me foi dito. Se este foi simplesmente ampliado pelo dragão para sua própria conveniência, ou se foi cavada pelas garras da criatura não há nenhuma evidência que mostre. Eu conto a estória como foi contada para mim e aponta para a parede da capela-mor de idade e para o túmulo como provas.”

É esta  lenda de Shonks e o Dragão meramente uma história alegórica do triunfo do cristianismo sobre o paganismo, ou é uma metáfora da estória da aldeia de Hampden que suportava o pequeno tirano da vila, tal como sugerido pelo historiador Salmon? Ou era o dragão uma realidade concreta, atacando, como o tigre indiano faz, aterrorizando a  aldeia, até que um, mai valentes e inteligente que o resto, por uma estratégia supera a besta repugnante e depois é para sempre idolatrado como um herói pelos aldeões. Restos fósseis de animais extintos foram frequentemente encontrados nos poços de barro de Hertfordshire oriental, nenhum dos quais é de uma data tão recente como os séculos X ou XI. Mas a estória pode ser, como eu acho que possivelmente, muito mais antiga, que remontam, talvez, a tempos pré-históricos, mas, mais provavelmente ao período celta. A história, portanto, transmitida de pai para filho acabou se tornando ligada de forma habitual à a monumental laje, auxiliada durante os últimos dois séculos, como diz Cussans, pelo epitáfio(p).

Vale a pena notar que grandes cruzes de Malta são cortadas na aduelas de pedra do norte dos dois contrafortes no exterior do igreja, entre os quais a tumba de Shonks está situado. Eles são muito recentes e foram, eu penso, remodelados na restauração.

Para Canon Wigram e Ed. Exton Barclay sou erternamente grato pela valiosa assistência na elaboração deste trabalho.

Fonte: GERISH, W.B. A Hertfordshire St. Jorge. 1905. 

Notas do livro:

(a) Sarners era o intermediário do bispo de Londres no reinado de William I.

(b) Isso não é corroborado pelo Domesday Book.

(c) Veja o livro Chauncy´s “History of Herts,” ‘Chauncy 1700, vol. i. p. 278.

(d) Canon Wigram é um condado que pagava o dízimo a Beeches (outro condado), nada mais. Havia talvez quarenta acres de terra perto daquela fazenda

(e) ver livro   Weever. “Funeral Monuments”, p. 549

(f) ver livro Salmon. ” History of Herts”, p. 289.

(g) Veja a ilustração.

(h) “Gentleman’s Magazine” de janeiro de 1896.

(i) O Cadmus que é citado nesse4 livro, não era o gigante que vivia na cidade, mas o lendário matador de dragões fenício.

(j) Tipo de pagamento a senho feudal.

(l) Os símbolos são o leão, o anjo, o touro e a águia

(m) Veja ilustração

(n) Os quatro símbolos evangélicos, como citados acima (leão, anjo, touro, águia).

(o) essa passagem é idêntica à estória da morte de Robin Hood;

(p) Salmon diz certamente “E a fama de Shonk … poderia influenciar as pessoas a idolatrá-lo, e a lenda de que ele matou o draqgão, tornaria a coisa mais “visível”(7), e através dessa estória a fama dele seria transmitida para a posteridade.”

Notas do post:

(1) Brent Pelham é uma vila ou freguesia em Hertfordshire, Inglaterra. A aldeia é uma das cidades apelidadas de Pelhams, juntamente com Stocking Pelham e Furneaux Pelham. Perto da igreja St Mary’s há antigos casebres que poderiam acomodar até três pessoas de uma vez.[1] Um moinho de vento abandonado ainda sobrevive na aldeia.

(2) É uma expressão usada para designar os tribunais inferiores (assim chamado de “tribunais de jurisdição original”), onde o caso era ouvido pelo juiz e do júri, independentemente do local onde está sendo julgado agora. Um significado comum é “a menos que antes”.

(3) A renda paga por um homem livre por serviços, feitos a um senhor feudal.

(4) Utilizada com freqüência durante o século XIX: “as noções transmitidas através da visão seriam sedimentadas de maneira mais rápida e eficaz na memória, enquanto aquelas adquiridas por meio da audição seriam facilmente esquecidas”

(5) Essa parte do livreto me lembra o filme “Robin e Marian” com Sean Connery, de 1976. Na cena final, quando Robin está em seu leito de morte, com a também moribunda Marian, ele pede por seu arco e flecha, atira a esmo e pede a Little John para que enterre o corpo dele e de Marian aonde a flecha cair. A câmera segue a flecha, mas não mostra aonde ela cairá… Assim, segundo a lenda, foi que Robin Hood morreu, “a ele foi permitido sangrar até a morte nos braços da prioresa de Kirkless, onde, usando de suas últimas forças, ele desferiu uma flecha para determinar aonde ele deveria ser sepultado(…)

(6) A tumba de Shonkes está na igreja de St. Mary The Virgin em Brent Pelham, a tumba está lá para quem quiser ver. Não há fotos atuais sem copyright, mas se você quiser dar uma olhada clique aqui.

(7) Quer dizer, que o túmulo seria visível e que seria prova da veracidade da lenda, fazendo como que cresse e o saudasse como santo.

Links:

Animação da estória do dragão de Hertfordshire

https://casadecha.wordpress.com/2008/09/18/o-verme-de-linton/

http://en.wikipedia.org/wiki/Hertfordshire

O homem que saiu para pescar em um barco Huldu

O pessoal da aldeia de Gasadalur, não tinham barcos, porque o lugar ficava em um grande despenhadeiro. Então eles pescavam com os homens da aldeia vizinha, Bour.

Uma noite, um homem de Gásadalur fui ao promontório de Akranes, onde um barco de Bour iria pegá-lo.  Enquanto ele estava em seu caminho, viu uma embarcação indo para o despenhadeiro, e como ele não quis esperar por eles, ele correu para o barco.  Ele notou que havia sete homens lá, e havia um assento livre em um dos bancos. Ainda assim, ele não podia enxergar bem os seus ocupantes, porque ainda estava escuro. Ele não suspeitou de nada e pulou no barco, que logo deixou a costa, rumo ao mar aberto.

Assim que ele sentou em seu lugar, ele viu que tinha entrado em um barco huldu, porque não reconheceu nenhum dos homens, mas escondeu o seu medo para que eles não notasse, pegando um remo.

Eles navegaram longe até um banco de besca chamado Vágoy, lá os homens huldu se preparam para pescar, colocando isca nos seus anzóis e lançando-os ao mar. O homem de Gásadalur não fez nada, ele apenas ficou quieto e olhou para baixo. Ele trouxe sua linha de pesca, mas seus anzóis e iscas ainda estava em Bour.

De repente, o chefe do barco perguntou por que ele não estava pescando, eo homem respondeu que era porque não tinha anzol ou isca.
O huldu deu tudo o que ele precisava e, assim que ele lançou a isca, o homem sentiu que havia algo no anzol. Ele puxou um grande peixe do mar, e logo que ele o matou, o chefe o marcou e assim o fez com cada peixe que o homem pegou naquela manhã.

Por fim, o barco estava cheio de peixe, e remaram para terra. Eles desembarcaram em Akranes, o mesmo lugar de onde ele embarcou, e eles jogaram todos os peixes que ele tinha pego na terra.

Quando o homem desembarcou, ele percebeu que tinha esquecido a faca no barco. Ele gritou ao huldu, dizendo:

“A coisa afiada  (1) ainda está a bordo!”

O hulduman pegou a faca e jogou em cima dele, mas não o acertou.

O huldu gritou:

“Maldito seja, seu sortudo. Você se comporta como um cão, e eu não ouvi você agradecer-nos por levá-lo a bordo. ”

Notas:

Se você encontrar os huldufólk, você não deve chamar uma faca, espada, machado etc, pelo seu próprio nome. Em vez disso, você tem que usar outras palavras, por exemplo, se referir a uma faca como “coisa pontuda”.

Também é perigoso de agradecer ao huldufolk pelos seus favores, porque se fizer isso, eles vão ter poder sobre você.

Similar lendas são contadas sobre um homem da aldeia de Strendur e um homem de Eiði, que ambos pescavam em conjunto com huldumen. O homem de Eiði navegou com a huldumen para um inverno inteiro

Foto de Gasadalur por Skygge Von Helvetesdalen

fonte:

http://www.tjatsi.fo/index.php?sprog=&side=23b8f72dad918e3a24af38feea927ac3

atenção o site acima foi descontinuidade, existe somente um backup no webarchive:

http://web.archive.org/web/20111110104716/http://www.tjatsi.fo/?side=78af618ccbcea6b098cdad7fa5cfe106


Mais em:

Huldufolk

Land of the Huldufolk

Fotos de Faroé

Jutuls e os Gigantes das Montanhas

Torhatten visto de perto

O Jutul (gigante, também chamado de Jotul, e Jutun, e assim definido no filme Thor) é grande e forte, e habita as mais altas montanhas, onde ricos e preciosos tesouros são encontrados em abundância. Ele é mau por natureza, odeia igrejas e o som de sinos, e, tem ganância por sangue cristão. Quando uma tempestade está acontecendo, ou o redemoinho rodopia entre as rochas, ele se joga contra a montanha, tanto que os potes e chaleiras vibram, nos quais sua esposa Gyvri ou Giogra prepara a comida deles. Por todas as tradições do país se encontra relatos desse monstruoso ser. Marcas de suas pegadas são vistas muitas vezes nas montanhas.

De todos os seres sobrenaturais do Norte, nenhum outro mostra marca mais evidente de grande antiguidade como os gigantes Jutuls. As tradições a respeito deles sempre os mostram como monstruosidades, e se harmonizam com as montanhas enevoadas entre as quais eles habitam. Se comparadas com as tradições da mitologia vulgar com a velha mitologia, nós encontramos uma grande similaridade entre elas, e logo reconhecemos nos Jutuls e Rosers (giants) os Jotuns e Risar, os inimigos dos deuses e dos homens, nos quais Thor, o poderoso deus do trovão, encontrou um inimigo perigoso. O Jotuns na mitologia do Norte são considerados como seres caóticos, governando as regiões escuras e frias da Terra, temendo a luz do dia e os raios do sol que os fazem transformar em pedra.(1)

Em Hestmandoe na Nordlands há uma montanha que se assemelha à distância a um cavaleiro com um grande manto sobre ele. Esta montanha foi uma vez um Jutul  que morava no local. Doze quilômetros ao sul, em Lekoe em Nummedal, viveu ao mesmo tempo, uma donzela a quem ele jurou amor, mas a moça arrogante, que era hábil em todos os tipos de magia, não só rejeitou-o, mas transformou todos os seus mensageiros em pedra, que são essa pedras redondas que são vistas até hoje na parte norte da ilha. Exasperado com sua conduta, o Jutul pegou seu arco, para se vingar.

O Jutul quis se vingar da mulher, porque ela transformou seus mensageiros em pedra. Pegou seu arco e disparou a flecha que atravessou a montanha deixando um buraco que pode ser visto até hoje.

A  poderosa flecha voou e passou direto através da montanha sublime chamada Torgehat, onde ainda se vê um  grande buraco feito pela flecha através da rocha sólida. “Que a palha fique no caminho”, exclamou o Jutul. Sendo afetada por algo em seu vôo, por forçar seu caminho através do Torgehat, a seta não logrou chegar ao seu destino, mas caiu aos pés da moça do lado norte da Lekoe, onde ainda está,  na forma de uma pedra enorme e comprida. Por ambos usarem suas magias, acabaram os dois se transformando pedra, e assim irão permanecer, olhando um para o outro até o Juízo Final. Mesmo na época atua, um nortista raramente navega sem antes tirar o chapéu para a donzela de Lekoe.

Em Spirillen, na maré baixa, uma espécie de ponte de pedra pode ser vista, mais ou menos a um oitavo de uma milha de distância. Ele deve sua origem a um Jutul que morava em Elsrudkolle. Este Jutul cortejou uma Huldra em Engerkolle, que morava na margem oposta. Para que pudesse visitá-la sem se molhar, o que dexava sua amada aborrecida, ele resolveu construir uma ponte, ele se partiu em pedaços, quando o sol surgiu e o surpreendeu em seu trabalho.

Se você gostou desse post leia também:

https://casadecha.wordpress.com/2011/04/29/tradicoes-relacionadas-a-thor/

Notas:

(1)

Quem assistiu ao “Senhor dos Anéis – Sociedade do Anel” , pode ver uma cena onde há dois trolls transformados em pedra, quando a sociedade pára para descansar em uma clareira. No livro é explicado claramente que o troll vira pedra, se atingido pela luz solar.

Mais sobre os Huldu/Huldra:

http://www.tjatsi.fo/index.php?side=1a9fe70161bab408838374b28c54a8dd

Outros links:

Linguagem nórdica

http://www.freefictionbooks.org/books/d/22031-due-north-or-glimpses-of-scandinavia-and-russia?start=54

Viagem pelos países escandinavos

Os Gigantes

Tradições relacionadas a Thor

O gigante golpeou Thor, que revidou com seu martelo, matando a criatura. Agora o corpo dele jaz sob uma grande pedra."A Batalha de Thor com os Ettins" (1872), pintura de Mårten Eskil Winge.

Thor,assim como Odin, O Ancião, chegou ao norte através da imigração, que em tempos remotos tiveram lugar na Ásia e Asgard. Aqui ele teve de lutar com os primeiros habitantes da terra, que por causa de seus esconderijos em montanhas e tocas, bem como de sua estatura gigantesca e ferocidade, eram chamados de Jattar (Giants), Trolls e Bergs-boar (moradores das montanhas). Daí vindo todas as tradições sobre gigantes e coisas do gênero.  Aquelas pedras lisas, em forma de cunha, que às vezes são encontrados na terra, são chamadas Thorwiggar, isto é, cunhas de Thor: segundo se conta, por estas terem sido arremessadas por Thor em algum troll. Em muitos lugares onde as pradarias são vizinhas das montanhas, histórias eram contadas de como trolls se enchiam de terror quando trovejava, e como eles, então, trasformados em diversas formas, embora a maioria freqüentemente como grandes bolas ou novelos, rolavam das montanha, procurando abrigo entre os camponeses,
que, bem ciente do perigo, sempre os mandavam de volta com suas foices; e em diversas ocasiões acontecia que o trovão golpeava e estremecia a foice, e assim o trolll com um gemido, voltava para a montanha.

Meteoritos são encontradas em muitos lugares e são monumentos a Thor. Embora nem sempre de grande magnitude, eles são, no entanto, tão pesado que quase nenhum homem pode levantá-los.  Estes, diz-se, Thor usa como brinquedos.  Dos meteoritos em Linneryd em Smaland
se diz, que Thor, passando por ali com seu pajem, encontrou com um gigante, e perguntou a ele para onde ele ia. ”Para Valhalla”, respondeu o gigante,” para lutar com Thor, que com seu raio queimou meu gado e casa.”

“É pouco aconselhável para ti, para medir forças com ele,” Thor respondeu,”porque eu não posso imaginar que tu és o homem o bastante para levantar essa pequena pedra em cima dessa maior.” O gigante indignado, pegou a pedra com toda sua força, mas não foi capaz de tirá-la do chão, pois Thor tinha jogado um encanto sobre ela. O pajem de  Thor, em seguida, fez uma tentativa, e levantou a pedra como se tivesse sido uma luva. O gigante desferiu um golpe em Thor que o deixou de  joelhos, mas Thor com seu martelo revidou e matou o gigante. Ele agora jaz  sob a grande pilha de pedras do lugar.

Thor era adorado na alta Gothland junto com outros deuses. O Thorbagge (Stercorarius scarabseus) era sagrado para ele. Existe uma supertição relativo a este besouro que ainda existe, que tem sido transmitida de pai para filho, que se qualquer um em seu caminho encontrar um thorbagge repousando desamparado em suas costas, e colocá-lo em seus pés, ele expiará sete pecados; isso porque Thor no tempo do paganismo foi considerado como um mediador com uma força sobrenatural, ou o Todo Poderoso. Na introdução do cristianismo, os sacerdotes se esforçaram para aterrorizar as pessoas no culto aos antigos deuses, dizendo a seus adeptos que eles eram maus espíritos pertencentes ao inferno.  E o pobre thorbagge pobres, foi então renomeado como Thordjefvul ou Thordyfvel (o diabo de Thor), nome pelo qual ainda é conhecida na Suécia. Ninguém agora pensa em Thor, quando encontra a criatura indefesa descansando em seus costas, mas o compatriota de boa índole raramente pensa em passá-lo a seus pés, tentando a expiação de seus pecados “.

Bohuslän

Que a lembrança e a veneração por Thor eram longamente  retidas na Noruega e em Bohuslän, aparece de muitas tradições. De alguns marujos de Bohuslän, cerca de cem anos desde atrás, é relatado, que, enquanto a serviço de um navio holandês de Amsterdam, caçando baleiras perto da Groenlândia, eles foram afastados de seu curso conhecido, e  observaram por muitas noites luzes de uma fogueira em uma ilha ou na terra, e entre alguns dos marinheiros, estavam homens de Bohuslän, que foram tomados pelo desejo de visitar o local e ver o que as pessoas faziam lá. Assim, tomaram o bote do navio barco e remaram para o local.

Tendo desembarcado e se aproximado do fogo, eles encontraram um velho sentado se aquecendo perto da fogueira, que imediatamente perguntou-lhes onde eles vieram.

“Da Holanda”, respondeu o homem de Bohuslän.

‘Mas de que lugar de lá você veio?” perguntou o velho.

” De Safve em Hisingen” respondeu o marinheiro.

“Tu conheces Thorsby?”

“Sim, também.”

“Sabes onde fica Ulfveberg ‘

” Sim, muitas vezes tenho passado por lá, porque há um caminho direto de Gotemburgo para Marstrand através Hisingen para Thorsby.”

“Aquelas grandes pedras e montes de terra ainda estão em seus lugares?”

”Sim, todos, mas uma das pedra que está prestes a cair”

“Conte-me mais” –  disse o velho pagão – “Tu sabe onde o altar de Glosshed está e se ele ainda está são e salvo?”

Ao ouvir do marinheiro que não, o velho disse:

“Faça com que o povo em Thorsby e Thores-bracka não destruam as pedras e os montes sob  Ulfveberg e  acima de tudo mantenham  o altar Glosshed seguro e intacto, e assim terás um bom vento para o local para o qual viajas.”

Tudo isso o marujo prometeu cumprir na sua volta para casa.  Ao perguntar ao velho o seu nome, e por que ele tão ansiosamente perguntava por esses objetos, ele respondeu o marinheiro:

“Meu nome é Thorer Brack, e minha morada é lá, mas agora sou um fugitivo.  No grande monte ao lado de Ulfvesberg minha raça inteira está enterrada, e no altar de Glosshed nós realizamos nossa adoração aos deuses.”

Eles então se separaram do velho e tiveram ventos favoráveis de volta para casa.

O Poço de Thor

Desde a época do paganismo existe um poço em Smaland, na freguesia de Skatelof (2), que é notável para um deplorável evento. No local onde o poço está agora, uma moça, diz-se, encontrava-se com seu amante, e de depois de suspeitar de sua infidelidade, o assassinou. O deus Thor fez com que o poço cuspisse o sangue de suas águas.

Em conseqüência da mudança que a religião pagã tinha sofrido na cabeça  das pessoas (3), o nome do deus Thor foi mudado para “Hehge Thor” (Santo Thor), o festival da Ascensão de Nosso Salvador(1), foi chamado de “Helig Thor’s-dag” , literalmente Holy Thor ‘s-day, Dia Sagrado de Thor, (Quinta-feira Santa), e Skatelofs Kalla foi chamado de ‘Helige Kalle Thor.

Pesquisa em documentos antigos, apontam que uma determinada música  era cantada nas cercanias desse poço, quando a população do país, toda véspera de quinta-feira Santa, reuniam-se ali para jogar e fazer oferendas.

Fonte:

[item image]

Northern mythology : comprising the principal popular traditions and superstitions of Scandinavia, North Germany, and the Netherlands, compilado por Benjamin Thorpe. Londre, 1851.

Links:

Tradução Sueco para Inglês

Northern mythology : comprising the principal popular traditions and superstitions of Scandinavia, North Germany, and the Netherlands

http://www.walkingworld.com/home/index.asp?id=33&nid=195

http://nordiskamytologin.blogg.se/2010/january/jattejattar.html

O que são meteoritos?

http://www.iconkuznetsov.com/index.php?sid=342

Significado de Quinta-Feira, inglês

http://www.godchecker.com/pantheon/norse-mythology.php?deity=THOR

Notas:

(1)

A Ascensão do Senhor é um dos doze festas cristãs estabelecidas depois da memória da Ascensão do Salvador. O Festival está relacionada com o Ciclo da Páscoa e celebrada no quadragésimo dia após a Ressurreição de Cristo (Páscoa). O Festival da “Ascensão de Cristo” é uma introdução e preparação para as festividades relacionadas com a descida do Espírito Santo, para o dia da Santíssima Trindade .

(2)

Pouca coisa existe sobre Skatelof na internet, indica que é uma paróquia da Suécia, e só.  Mais alguma coisa é citado no livro “Swedish Legends e Folktale”, página 98.

(3)

Explica-se que a mudança da religião pagão na cabeça das pessoas quer dizer que o catolicismo fez com que eles mudassem aspectos do paganismo adaptando ao cristianismo, ou seja, pelo sincretismo.

Estórias irlandesas de fantasmas

Essa é uma das estórias do livro “Estórias Irlandesas de Fantasmas Verdadeiros”, de John. D. Seymour.

Eu abri a porta mas não havia ninguém lá. De onde vieram os passos?

“Na quarta-feira, 17 de outubro, 1879, eu tinha recebido uma carta muito alegre de meu amigo, anunciando que o seu filho havia nascido, e que que tudo estava progredindo satisfatoriamente. Na  noite de quarta-feira seguinte, 22 de outubro, retirei-me para a cama por votla de dez horas. Minha esposa, os filhos, e duas empregadas estavam dormindo no andar de cima, e eu tinha uma pequena cama no meu escritório, que estava no térreo. A casa estava envolta em trevas, e os únicos sons que quebravam o silêncio era o tique-taque do relógio da sala.

“Eu estava me preparando silenciosamente para ir dormir, quando para minha surpresa ouvi com a mais inquestionável certeza, o som de passos suaves e apressados, que sugeriam exatamente passos de uma jovem dama, vindo da porta da sala e atravessando o corredor. Os passos seguiram, com alguma hesitação, à porta do escritório, e ao chegar lá,  parou. Então eu ouvi o som de uma mãozinha agitada, mas suave, aparentemente procurando a maçaneta da porta.

Eu tinha achado que era minha esposa que tinha descido e queria falar comigo, eu sentei na cama, e chamei-a pelo nome, perguntando qual era o problema. Como não houve resposta, e os sons cessaram, eu risquei um fósforo, acendi uma vela, e abri a porta. Não escutei nada nem vi ninguém. Subi as escadas, encontrei todas as portas fechadas e todos adormecidos.

Extremamente perplexo, voltei para a saleta e fui para a cama, deixando a vela acesa. Imediatamente tudo recomeçou, mas dessa vez a maçaneta da porta foi aberta pela mão invisível, e abrindo a porta parcialmente, desistiu de entrar. Procurei novamente pela pessoa, com resultados igualmente fúteis. O relógio bateu onze horas, e então todos os distúrbios cessaram.

“Na manhã de sexta-feira eu recebi uma carta informando que a esposa do meu amigo havia morrido à meia-noite da quarta-feira anterior. Viajei apra Adere para falar com o meu amigo.  Eu vou terminar a estória com um item de nossa conversa. Ele me disse que sua esposa piorou rapidamente na quarta-feira, até quando a noite chegou, e ela tornou-se delirante. Ela falava de forma incoerente, como se lembrando de cenas e lugares, uma vez familiares. “Ela pensou que estava em sua casa”, disse ele, e aparentemente conversando com você, e ela costumava manter o silêncio em intervalos como se estivesse ouvindo as suas respostas.

Perguntei-lhe se ele poderia lembrar da hora em que a conversa imaginária ocorreu. Ele respondeu que, curiosamente, ele poderia dizer com precisão, pois ele olhou para seu relógio, e vi que era entre dez e meia e onze horas – o horário exato das manifestações misteriosas ouvida por mim.”

Links:

Um vídeo interessante sobre o Dia de Finados – filmado em Manaus:

http://avvarelafilmes.blogspot.com/2011/01/dia-dos-mortos-filmado-em-2007-autor.html

Cidades Fantasmas:

http://www.oldiesmusicradio.com/

Lugares assombrados:

http://ghoststoriesandhauntedplaces.blogspot.com/

O elfo da luz um conto nórdico

Thule sonhava em morrer no campo de batalha e ser levado ao paraíso, o Valhalla, pela valquírias, damas guerreiras que levam a alma dos valentes soldados até os salões de Odin

Na estranha ilha da Islândia, cuspida para a superfície pelo fogo das profundezas do mar, vivia um rapaz que cultuava o deus Odin (1), e que aprendeu isso depois de ler dois livros absurdos chamado “Os Eddas”(2). Ele queria lutar e morrer em um campo de batalha, de modo que sua alma pudesse atravessar a ponte do arco-íris, e habitar nos belíssimos salões de Valhalla. Pois era assim que os heróis eram escolhidos, segundo o livro dos Eddas dizem que são os heróis escolhidos, e eles passam o dia inteiro lutando lá no paraíso e de noite, festejam até o raiar do dia.

Assim, ao invés de uma Bíblia, o jovem Thules ficava estudando esses  contos de fadas, como um incentivo ao seu treinamento pagão, e até que ele tinha alguns traços nobres, que um bom rapaz cristão poderia imitar.

Ele morava com a mãe viúva na beira de uma floresta. A neve empilhada-se aos montes, e o vento uivava entre as árvores, e se arrastave-sepelas janelas, pois a casa era muito velha, e  poderia muito bem ser confundida com uma pilha de madeira velha. Mas Thule era muito feliz como se a cabana fosse um palácio. Ele amava a beleza invernal do rosto de sua mãe, e o seu cebelo prateado quase todo escondido pelo seu capuz preto. Todo a fogueira que eles faziam era feita de galhos secos que eles recolhiam na floresta, e mais da mais de metade do dinheiro que eles ganhavam era com o esforço de sua  próprias mãos.

Nos meses gelados do ano, quando o tempo estava mais afiado do que um dente de serpente, Thule chegava de um duro dia de trabalho, e, quanto mais frio ficava, mais ele mantinha seu coração valente. Olhando para o horizonte à sua frente, ele viu o brilho frio que chamamos de aurora boreal, mas que ele sabia ser o elmos, escudos e lanças cintilando.

“As donzelas guerreiras (3)saíram esta noite”, pensou o rapaz: “eles estão indo para campos de batalha para decidir quem é digno de ser morto. Como gosto de ver o céu iluminando-se com o brilho de suas armaduras! Odin, permita que um dia eu possa ser um herói, e possa caminhar sobre a ponte do arco-íris! ”

Depois Thule voltou para o seu caminho novamente, mas, assim que ele adentrou na floresta onde as sombras se tornam perigosamente profundas, ele ouviu um gemido, que soou como uma voz humana, ou poderia ter sido uma rajada de vento repentina em uma árvore oca.

“Possivelmente é alguma pobre criatura com mais frio do que eu”, pensou o rapaz: “Tomara que não seja um troll!”

Correndo para o local de onde vinha o som, ele encontrou um anão feio e de nariz comprido no chão, quase morrendo de frio. Estava ficando tarde, e o próprio garoto estava ficando com o corpo entorpecido, mas ele foi rápido, esfregando as mãos e pés do desconhecido, até mesmo tirando sua jaqueta azul para envolvê-lo no pescoço do anão.

O anão estava morrendo de frio e Thule o ajudou. Grato ele presenteou o rapaz com um amieiro. Mal sabia Thule que ele ia passar por muitas aventurar ainda...

Pobre boa alma, você não morrerá de frio”, depois ele alegremente disse, ajudando-o a levantar-se: “Iremos para a casa da minha mãe e vamos comer um belo mingau de aveia, bolos e arenques, e nosso fogo de ramos secos irá lhe fazer bem, ”

O nobre rapaz sabia que mal havia ceia sufficiente para dois, mas não se importava de ir para a cama com fome para ser caridoso. No fundo de seu coração, ele ouviu as palavras de sua mãe:

“Nunca se preocupe com a fome, meu filho, mas compartilhe de boa vontade o seu último pão com os necessitados.”

Eles caminharam pela floresta, o velho homem apoiado fortemente no ombro do jovem.

“Por que você deve ajudar um pobre coitado que não pode pagar?” Choramingou o anão com uma voz rouca que assustou Thule, era como o eco devolvido por uma montanha ou uma pedra.

“Eu não peço ou quero ser recompensado”, foi a resposta. “Você não sabe o que diz o provérbio” Faça o bem, e jogue-o no mar, se os peixes não souberem disso, Odin vai! ‘? ”

“Sim: Odin deve saber, não tenhas medo”, respondeu o anão”, mas, como já sei que sua mesa de chá não é suficiente para três, acho que vou recusar o convite para jantar. Realmente, meu rapaz “, continuou ele,” seria do meu agrado fazer-lhe um pequeno favor, pois, embora eu seja apenas um pobre anão, eu sei como ser grato. A propósito, você já viu por aqui uma coisa assim como uma árvore verde de amieiro?”

“A um amieiro verde em tempo de inverno”, gritou Thule.

“Uma coisa curiosa, na verdade,” disse o anão “, mas por acaso eu vi uma outro dia em minhas andanças Ah, olha, aqui está bem diante dos seus olhos!”.

Todas as outras árvores da floresta estavam duros e secas, os seus corações congelados dentro deles, mas esta árvore estava viva, escondida atrás de uma moita de abetos. Quando Thule começaram a cavar em suas raízes, parecia que a árvore saía do chão de sua livre vontade, e se acomodou em seus ombros como se estivessem o acariciando.

“Leve para casa a pequena árvore, e a plante diante de sua porta, meu rapaz”’

O jovem virou-se para agradecer o estranho, mas ele havia desaparecido. Em seguida, Thule correu para casa com toda a velocidade para contar à mãe sobre o pequeno anão que havia desaparecido de sua vista como uma nuvem de fumaça.

“Agora me pergunto o que é que você já viu”, disse a boa mulher, levantando as mãos em surpresa. “Ele era marrom, meu filho, com um nariz comprido?

“Marrom como uma noz, mãe, sem a ponta do nariz.”

“Era como eu supunha, meu filho! Esse anão é uma criatura maravilhosa, uma dos elfos da noite, uma raça dotada de grande sabedoria. Sabe, meu filho, que ele entalhou runas nas pedras, e ele sem dúvida ajudou a fazer o martelo de Thor, esse terrível  instrumento que pode esmagar o crânio de um gigante. ”

“Uma coisa que observei”, disse o rapaz: “Ele piscou quando céu brilhou, o céu que as pessoas chamam de Luzes do Norte, ele tinha de proteger seus olhos com sua pequenas mãos. ”

“Ele fez isso? Pobre elfo, a luz é dolorosa a sua raça  e eu tenho ouvido dizer que um raio de sol é capaz de transformá-los em pedras. Estou quase com medo dessa pequena árvore, acrescentou a boa mãe pensativo. “Você  sabe o que lemos nos santos Eddas: Ambos os amieiros e os freixos devem ser considerado sagrado, pois Odin formou o homem da cinza, e mulher do amieiro. No entanto, o elfo da noite não poderia ter feito uma travessura. Vamos plantar a árvore como ele instruiu “.

“O quê?, no solo congelado, sob a neve?”

Mas agora, pela primeira vez, parecia que havia um pedaço de terra perto da janela ao sul da casa, que deveria ter estado à espera da árvore, pois era tão macia e quente, como se o sol estava brilhando naquele lugar o ano todo. Aqui eles plantaram o amieiro, e Thule trouxe a água, e molhou as raízes.

Na manhã seguinte, a árvore parecia ter crescido, e à luz do dia mostrou as suas folhas prateadas.

“Possa Odin progetegê-la”, disse Thule, “nem deixe que o gelo a congelar, nem os ventos matar seus brotos verdes!”

Thule entrou na floresta de novo, e enquanto ele estava no seu caminho, ele olhou para baixo, e ali, no chão, aos seus pés, estava uma bolsa, revestida de ouro. Ele contou as moedas: cinqüenta, todas brilhantes e novas.

“Eu vou para a cidade”, pensou o menino, balançando a cabeça e suspirando (pois era muito tentador), “Eu vou para a cidade e perguntar que mperdeu uma bolsa com cinqüenta peças de ouro precioso. Ora eu! Eu gostaria de ficar com ela! “Então poderíamos ter arenques e óleo, e quem sabe, mas, pela primeira vez na minha vida, eu poderia até saborear carne de veado? ”

Mas no momento em que sua ganância quase impediu sua missão, ele pensou: “Não importa quão lindamente brilhe o ouro! Não é meu ouro! E é muito pesado para eu carregar. O dinheiro roubado é pior que uma pedra de moinho amarrado no pescoço, assim que minha mamãe diz. ”

Mantenha-se no caminho, menino “, disse uma voz doce ao seu lado. Ele se virou e viu uma criança linda, radiante como um raio de sol, e vestida em roupas de textura delicada e transparente.

“Eu vou ser sua amiga, rapazinho. Essa bolsa foi perdida por uma dama que veste um casaco de peles e longo véu.  Se ela perguntar pelo seu tesouro, eu posso dizer que caiu em um buraco no chão. Todo mundo vai acreditar em mim:… Não tenha medo!”
medo! ”

“Pobre anjo confuso!”, disse o rapaz, maravilhado com sua beleza maravilhosa e não menos pela sua aparente falta de caráter. “Isto é, de fato, uma tentação adorável, mas eu tenho uma querida mãe em casa, e eu a amo mais que um milhão de peças de ouro. Devo ir à cidade, e buscar essa dama que você menciona, que veste um casaco de peles e longo véu. ”

“Ah não! Você não seriatão estúpido”, disse a criança reluzente, “mas mesmo assim vou com você, e te mostrar o caminho.”

Então, deslizando graciosamente diante do desnorteado jovem, ela o levou para fora da floresta, na parte mais frequentada da cidade, até a porta de uma casa magnífica, mas, quando Thule virou a cabeça apenas um instante, ela se foi, e nenhum traço dela foi visto: ela parecia ter derretido com o sol.

A dona da casa recebeu a bolsa com os agradecimentos, e ficaria feliz em ter dado uma moeda de ouro a Thule, mas, mesmo o rapaz ansiando por ela, ele a colocou de lado, dizendo: “Não, senhora: a minha mãe me diz que devo ser honesto, sem esperança de recompensa. Ela não gostaria que ganhasse um salário por não ser um ladrão! ”

Na manhã seguinte, o árvore de amieiro cresceu mais um pouco, e Thule e sua mãe observavam as folhas em crescimento, e as tocaram com os dedos reverentes. Eles eram certamente de um verde tenro, com linhas brilhantes cor de prata.

“Possa Odin deixar belo meu amieiro”, disse Thule, “não deixe que o gelo afetá-lo e nem os ventos matar seus brotos verdes!”

Então Thule beijou sua mãe, e marchou para fora da floresta, como de costume. Mas ele parecia condenado a aventuras, pois desta vez ele se encontrou com três homens armados, que estavam vagando pelo país, como se procurassem alguma coisa.

“Belo rapaz”, disseum dos homens, “você pode nos dizer o que aconteceu com um jovem amieiro cujas folhas verdes tem linhas de prata?”

“Eu desenterrei um amieiro-mato, bondosos senhores”, respondeu o rapaz, tremendo, e lembrando que sua mãe tinha dito que ela estava quase com medo da pequena árvore.

“Há muitos amieiros selvagens, disse outro dos homens rispidamente,” mas apenas essa verde nesta época do ano, e tem folhas prateadas. Ela foi colocada aqui por ordem do gigante Loki, e ninguém deveria tocá-la, sob pena de morte, porque, quando o jardim de Loki na montanha florisse na primavera, a árvore deveria ser arrancadas, e plantada lá ”

Thule ficou duro e branco como se  um gigante de gelo de repente soprasse sobre ele. Ele sabia que Loki era um deus impiedoso, temido por todos, e amado por ninguém, um deus que tinha um rancor especial contra toda a raça humana.

“Vou manter a minha calma”, pensou Thule.

“Eu nunca vou confessar que a árvore que levei tinha folhas prateadas. Eu vou correr para casa, arrancá-la e queimá-la… Então quem é o mais esperto? ”

Mas Thule, apesar de estar tremendo, não podia esquecer o conselho de sua boa mãe:

“Suas palavras, meu rapaz, devem ser verdade, e nada mais que a verdade, embora uma espada esteja balançando sobre sua cabeça.”

Então, logo que a voz dele voltou, ele confessou que a árvore que ele tinha arrancada era tal como os homens haviam descrito, e implorou por misericórdia, porque, como ele disse, ele tinha cometido o pecado por ignorância, não sabendo a ordem do terrível gigante.

Mas os homens Thule mandarm levá-los a casa de sua mãe, e mostrar o seu tesouro roubado, declarando que eles poderiam mostrar-lhe misericórdia, pois quando Loki baixava um decreto, nenhum homem deve alterá-lo por um jota ou um til.

“Oh!”, pensou o menino rapaz, torcendo as mãos, e tremendo dos pés a cabeça, “ah, se o cruel elfo da noite, que me levou a este mal, aparecesse na minha frente agora, e me ajudesse com isso! “Mas, infelizmente, não há sentido em invocá-lo, pois é agora plena luz do dia e o sol pode transformá-lo em uma imagem de pedra num piscar de olhos “.

Quando Thule, seguidos pelos mensageiros de Loki, tinha chegado à porta de sua cabana, ele encontrou a mãe de cabelos grisalhos aguando as raízes do belo amieiro, e acariciando suas folhas com prazer inocente. À vista dos homens armados, ela começou a se assustar.

“É de fato a árvore do gigante”, disseram os homens a Thule. “Arranque-a, e siga-nos com ela para o castelo de Loki na montanha.”

“Para o castelo de Loki!” gritou a mãe infeliz. “Então, ele deve passar por um deserto terrível, ser atacado por gigantes de gelo, e, sobrar fôlego nele, Loki vai matá-lo num piscar de olhos! Tenha piedade de uma pobre mãe pobre, bons soldados!”

O menino infeliz tocou na árvore, e ela saiu da terra de sua livre e espontânea vontade, e, num instante, estava em seus pés, se livrando dos galhos em seus ombros, num momento já não era uma árvore, mas uma criança, com uma beleza tão deslumbrante quanto a da luz solar.

“Infelizes homens!”, disse ela, em uma voz cujos tons zangados era mais doce do que a música de uma harpa, “infelizes são vocês por serem servos de Loki! Vão, e digam ao seu mestre cruel que os encantamentos que ele jogou em mim e os meus falharam:  Meu encantamento foi quebrado por todo o sempre, maravilhoso rapaz “, disse ela, apontando para o pequeno Thule, “você me salvou,  eu fui e ainda permanecem, um elfo de luz, tão brincalhona e inofensiva como a luz solar. O impiedoso Loki, irritado com o amor que eu carrego pelos filhos dos homens, transformou-me em árvore de emieiro, que é o emblema da juventude. Mas ele não tinha poder para me manter nessa forma para sempre. Ele foi obrigado a dar uma condição, e ele fez a mais difícil que a sua mente astuta poderia inventar: Como você ama os mortais tanto, ele disse, ninguém, a não ser um mortal deve livrá-lo de sua prisão. Você deve continuar a ser uma  árvore até um bom filho toque em você, uma criança que é generoso o suficiente para compartilhar seu último pão com um estranho, honesto o suficiente para devolver um recompensa apenas por sua honestidade, corajoso o suficiente para falar a verdade mesmo quando uma mentiria puder salvar sua vida. Quanto tempo esperei po você.”
“Como Loki ficará espantado quando ele descobrir que este menino foi tentando de todas as maneiras, mas foi fiel. Meus pobres soldados, vocês podem retornar de onde vocês vieram, pois aquele amieiro jamais irá balançar sua folhas de prata no jardim da montanha de Loki “.

Em seguida, os homens desapareceram, aborrecidos que o bom menino escapou seu horrível destino.

Thule olhando para a bela elfa que recentemente foi uma árvore, não poderia confiar em seus próprios olhos, e imagino que muitos garotos, até mesmo no presente dia, teria ficado um pouco perplexo com as circunstâncias.

“Reluzente criança!” disse ele: “você se parece muito como o maravilhoso pequeno ser que me conduziu para fora da floresta à noite.”

“Isso pode muito bem ser”, respondeu a elfo da luz;. “pois ela é minha irmã. O anão marrom que indicou o amieiro é também um excelente amigo meu, no entanto, por estranho que pareça, nunca o vi. Nós amamos a ajudar uns aos outros em todas as formas possíveis, mas nunca poderemos nos conhecer, pois a luz  nos meus olhos iria matá-lo. Ele tinha ouvido falar de Thule, o pequeno lenhador que era conhecido por ser corajoso, generoso e verdadeiro. Ele tentou você, você viu, e assim fez a minha irmã brincalhona, que ficou louca de felicidade por descobrir que você não poderia ser tentado a roubar! ”

A  mãe de Thule  tinha ficado o tempo todo próximo, intimidada e muda.  Agora, ela se aproximou, e disse:

“Estou mais orgulhosa hoje do que ficaria se meu filho tivesse matado dez homens no campo de batalha!”

A bela elfa da luz, cheia de gratidão e admiração, permaneceu amiga de Thule enquanto ele viveu. Ela deu ao menino e sua mãe uma excelente casa, e os fez felizes todos os dias de suas vidas.

Fonte: Fairy Book. Sophie May. Boston, Lee and Shepard, 1866.

Notas:

(1)

Eddas, Edas ou simplesmente Edda, é o nome dado ao conjunto de textos encontrados na Islândia (originalmente em verso) e que permitiram iniciar o estudo e a compilação das histórias referentes aos personagens da mitologia nórdica. São partes fragmentarias de uma antiga tradição escáldica de narração oral (atualmente perdida) que foi recompilada e escrita por eruditos que preservaram uma parte destas histórias.

São duas as compliações: a Edda prosaica (conhecida também como Edda Menor ou Edda de Snorri) e a Edda poética (também chamada Edda Maior ou Edda de Saemund).

Na Edda poética se recompilam poemas muito antigos, de caráter mitológico e heroico, organizada por um autor anônimo até 1250.

A Edda de Snórri foi composta por Snorri Sturluson (11791241) até os anos 1220 ou 1225. Não são poemas, dado o fato de estarem em prosa. Conta com muitas recomendações para poetas, já que o poeta guerrero islandês Snorri tentava, com essas recompliações em prosa, ajudar na formação de poetas no estilo tradicional escáldico, uma forma de poesia que data do século IX, muito popular na Islândia.

Existe um número de teorias referentes a origem do termo Edda. Uma teoria sustenta que é idêntica a palavra que, em um antigo poema nórdico (Rígthula), parece significar “a bisavó”. Outra teoria argumenta que Edda significa “poética”. Uma terceira teoria defende que significa “O livro de Oddi”, sendo Oddi o lugar onde Snorri Sturluson foi educado.(fonte: wikipedia)

(2) Odin é o principal deus do panteão nórdico. Para ganhar a sua suprema sabedoria, Odin deu um dos olhos a Mímir, seu tido. sua montaria é o garanhão Sleipnir, um cavalo de oito patas.

(3) Essas donzelas guerreiras são as  Valquírias que aparecem nos campos de batalha para levar a alma dos guerreiros mais corajosos. Odin as manda buscar guerreiros para que futuramente lutem ao lado dos deuses no Ragnarók. Quando elas cavalgam, suas armaduras reluzentes produzem a luz brilhante que vemos como Aurora Boreal.

Caronista da Segunda Guerra

Eu era um mecânico de aviões e estava trabalhando na Inglaterra em 92. Sempre me disseram que a Inglaterra é o país mais mal-assombrado da Terra, então não se surpreenda se você ver alguma coisa estranha se viajar para lá.

Toda a noite ele precisa atravessar um local ermo e sombrio - os pântanos cobertos de nevoeiro. Numa dessas noites, ele encontrou uma figura solitária no meio da névoa. Parecia perdido...

Me contaram todas as histórias locais e ouvi atentamente, alguns eram bem improváveis e algumas foram bastante interessantes. Eu tive que alugar uma casa fora da base, porque não havia casas dentro da área da base para os empregados.  O local mais próximo que pude encontrar foi no povoado de March.  Esta vila fica de cerca de 35 quilômetros ao norte da base e está na outra extremidade dos pântanos.  Os charcos são pântanos drenados que são usados pelos agricultores ingleses para plantar beterraba e batata. A terra é plana e vazia em todas as direções, mas tem partes de sebes e de floresta para proteger a terra de erosões provocadas pelo vento.  Esta terra está sempre coberta com um nevoeiro pesado durante a noite e não é um lugar bom para um carro pifar.  Eu sempre deu um suspiro de alívio depois de passar esses charcos.

Eu sempre pegava os caronistas nessas charnecas, isso porque há uma tradição na vila (dito a mim pelo meu vizinho inglês) que esta é a única maneira de muitos fazendeiros que voltam do trabalho em seus campos  chegar em casa e também é o único transporte para alguns trabalhadores de fábricas poder ir para o emprego (eu nunca daria carona nos Estados Unidos…).  Eu fiz bons amigos na Inglaterra fazendo este pequeno favor e eles ainda me escrevem até hoje.

Heinkel He 111 durante a Batalha da Grã-Bretanha

Uma noite eu estava voltando do trabalho por volta de duas horas e eu estava a meio caminho de casa através dos pântanos. A neblina estava pesada naquela noite e eu dirigia  cerca de 300 metros sem visão nenhuma. Eu tinha acabado de sair de uma parte do nevoeiro, quando notei um homem parado à beira da estrada.  Ele estava vestido com um macacão cinza-azulado e parecia estar usando um capacete de soldador.  Sob o seu braço parecia haver um lençol rasgado branco-acinzentado que ele vinha arrastando atrás de si. Eu dirigi devagar mas ele não deu indicações de que eu estava lá e ele olhava para mim como se estivesse perdido. Eu estava pensando comigo mesmo, que isso era estranho, era tarde da noite, será que eu deveria parar e pegá-lo?

Eu, pelo menos, não gostaria de ser pego de surpresa no pântano durante a noite. Então eu parei e esperei.  Eu vi ele começar a se aproximar do carro pela janela traseira esquerda (eu tinha um carro britânico na época, um Austin Mini).  Estendi a mão para destravar a porta do passageiro para deixá-lo entrar. As luzes e faróis de repente ficaram fracos e o carro correu.  Examinei o carroo procurando um vazamento de óleo ou algo incomum.  De repente, todo a força voltou e o  carro começou a andar normalmente de novo.  Eu olhei para trás para ver o que o mochileiro estava fazendo e ele tinha ido.  Eu disse a mim mesmo (O que está acontecendo? Onde ele foi?). Então, fiz uma idiotice,  tirei uma lanterna do porta-luvas e sai do carro.  Olhei em volta pensando que ele poderia ter caído em uma vala e precisava de ajuda. Eu procurei por cerca de 2 minutos e não conseguiu encontrar ninguém.

Os cabelos na parte de trás do meu pescoço começaram a arrepiar e eu fiquei em estad0 de choque. Voltei para o carro pensando que eu precisava sair dos pântanos depressa. Alguns dias se passaram e eu não contei a ninguém da minha experiência.  Eu pensei que estava cansado das longas horas no trabalho e da viagem para casa.

Então um dia, eu estava voltando do trabalho, alguns dias depois e a polícia havia bloqueado a estrada no caminho paraos pântanos.  Eu saí do carro para ver o que estava acontecendo. A polícia disse-me que um fazendeiro encontrou um velho bombardeiro alemão da Segunda Guerra Mundial (Hienkel 111), com a tripulação ainda a bordo. Aproximei-me do local do acidente por ser curioso e mórbido.  Notei que os membros da tripulação do bombardeiro (ou o que restava deles…) estavam vestindo macacão cinza-azulado e usando um capacete de vôo feito de couro que se parecia com os de soldadores. Também um dos membros da tripulação tinha um pára-quedas rasgado e desfiado perto dele e que já estava branco-acinzentado, uma ponta estava presa e esticada atrás dele.

Eu acho que a única coisa que ele queria era ir para casa …

http://library.thinkquest.org/04oct/01038/Dangerfield%20Newby.htm

Normandia Negra

A LCVP (Desembarque de Pessoal e Veículo - Landing Craft, Vehicle, Personnel) navio USS Samuel Chase da guarda costeira americana desembarca tropas da 1a. divisão do exército americanos no dia D (manhã de 6 de junho de 1944) em Omaha Beach.

Essa estória é uma das estórias “reais” que encontrei no site Castelo dos Espíritos. Como em muitos relatos lá encontrados, a pessoa não se identifica, mas vamos ao começo…

De acordo com ele, no ano de 2000, o navio em que trabalhava como marinheiro estava em Le Havre, França. Estavam carregando e descarregando e por volta das 23:45 da noite, quase meia noite ele foi até a ponte para render o companheiro. Essa troca de turno é muitas vezes chamada de troca do túmulo (graveyard shift) na marinha. Acho que dão esse nome por que acontece um pouco antes da meia-noite, hora dos fantasmas…

Ao entrar na ponte, viu o companheiro e o mestre matutando sobre informes metereológicos, o mestre lembrou que não tinha lançado âncora e e estavam esperando ventos fortes para a madrugada. Ele também queria evitar que o navio batesse em algum resto de navio da segunda guerra mundial, ou outra relíquia qualquer dessa guerra, já que haviam muitas espalhadas na área.

O mestre disse a ele que ele ficaria de vigia, já que falava um inglês fluente e seria a melhor pessoa para se comunicar com o porto e ouvir informes e instruções deles, se fosse o caso.

Então começou o turno dele, o tempo passou.  Passada algumas horas, ele recebeu uma chamado do controle portuário. Estranho é que o operador do porto falou com ele em inglês, e ele não esperava por isso. Talvez ele (o operador) pensasse que ele fosse americano… Não sei. Depois da comunicação pelo rádio, e recebido os informes, ele foi para o merecido descanso.

Entãso ele sonhou um tipo de sonho vívido, que segundo ele, não é normal ele ter, assim como não foi normal ele ter lembrado de tudo depois. No sonho ele viu um pelotão de cinco ou seis homens vestidos em uniformes americanos da segunda guerra, e jaquetas padrão de inverno. Era uma tarde um pouco nebulosa, e muito tranquila. Não havia sinais de conflito armado em qualquer lugar, corpos, casas queimadas, tanques destruídos, nada. Era apenas uma estrada enlameada com as árvores altas, em uma pacífica zona rural e este pequeno grupo de soldados marchando.

Eles estavam marchavam de forma relaxada e casual. Um deles era um oficial, ele percebeu isso por causa da faixa branca na parte frontal do capacete . Eram todos jovens, ninguém acima dos 25. Todos estavam armados, com exceção do oficial.

Os soldados tinham expressões graves e sombrias.  Parecia que eles tinham os olhos fixos em algo à frente, além da estrada. Eles não parecia percebê-lo e  eles estavam marchando lentamente para ele.   O pelotão chegou cada vez mais perto, e então parou. O oficial o olhos nos olhos e disse de forma clara, calma e baixa: ” Normandia Negra”.

Segundo ele, ele nunca esteve na França antes, mas podia jurar que pelo local, vegetação que era a França e que os soldados eram marines. Então, o cenário mudou, ele viu algo que parecia base americana, e ele sabia que estava em algum lugar da França. Ele viu cerca de 150 soldados, divididos em três colunas, totamente alertas.  No sonho, eles estava a uns 50 metros de distância, à esquerda.  Enquanto olhava, eles gritaram alto: “Glória! Glória! Glória.”

Após esse estranho sonho, ele pensou que nada se encaixava.  Primeiro, ele não era um nativo da língua inglesa, ele não americano, britânico, ou o que valha. Mas o sonho foi em inglês! E ele não sonhava em inglês, que lembrasse. Segundo ele, nem mesmo se lembrava de sonhos.

A teoria é que os fantasmas dos soldados americanos de alguma forma o ouviram falar em inglês para o operador de rádio do porto e eles decidiram aparecer e dizer “Olá”.

Talvez eles estivessem com saudades de casa, ou ansiosos para enviar um recado de que “ainda estamos aqui”?

Talvez eles ainda não saibam que a guerra acabou. Uma coisa é certa embora: alguns deles, pelo menos,  ainda estão lá.

De qualquer forma, ao contar essa experiência, ele se sente melhor, porque para ele, é incompreensível porque soldados mortos há mais de 60 anos iam gritar “glória, glória, glória” ou dizer “Normandia Negra”.

Ele nunca mais sonhou em inglês. Nunca mais sonhou com a França e Le Havre. Nunca mais sonhou com soldados da segunda guerra. Mas se eles queriam passar um recado, talvez agora eles consigam através dele.

Fonte:

http://www.castleofspirits.com/stories04/blacknormandy.html