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O São Jorge de Hertfordshire

O dragão de Hatfield Park, Hertfordshire. Por coincidência, essa rocha se encontra na mesma cidade da lenda. Talvez seja o dragão petreficado...

A seguir, é a tradução completa do livro “A Hertfordshire St. Jorge” de W. B Gerish de 1905. 

Variantes de São Jorge e o Dragão, o verme de Lambton, Laidley e Dragão de Linton ou lendas sobre vermes são, penso eu, mais raras na parte leste e sul da Inglaterra do que no norte. No “Folk-Lore Record”, vol. i. 1878, p. 247-249, casos isolados de lendas de dragões e serpentes são apontadas em de Essex, Herefordshire, Oxfordshire e Sussex, e provavelmente há outros. As matas e pântanos que existiam nos tempos ancestrais, na porção norte do país, onde essas bestas parcialmente mitológicas, poderiam refugiar-se, parecem ter produzido tais relatos em grande abundância e detalhe.

Brent Pelham (1) ou Pelham Arsa, que um incêndio destruiu durante o reinado do rei Henrique I, ou Pelham Sarners (a) é uma pequena aldeia situada a cerca de cinco quilômetros de distância da estação ferroviária de Buntingford, e 10 milhas de Bishop’s Stortford.  O herói da história, O Piers Shonks, viveu na mansão, e era o senhor da casa, que ainda leva seu nome, e diz-se que floresceu  ” Anno a Conquiestu 21. ” (b) O único registro de qualquer descendente de mesmo nome, nos arredores é Gilbert Sank, o qual no décimo sexto ano do rei Eduardo I,  foi penhorada por Simon de Furneaux, lorde de Pelhams, por sua “Lealdade e Serviço e quarenta xelins e seis pences alugar ao ano, jurado e acordado no Tribunal de Pelham Arsa de três semanas a três semanas.(c)

A Tumba de O Piers Shonkes em Brent Pelham

Entre as doações da igreja é uma parcela das florestas chamadas de Beches e Shonks (d), e, de acordo com Weever(e), “a velha casa decadente, com fosso, chamada de O. Piers Shonkes,” existia em seu tempo. Nos tempos de Salmon(f)  (1728) havia um celeiro neste lugar protegido chamado celeiro Shonks, e que o escritor afirma que a mansão paga proteção ao bispo de Stortford,  uma relíquia do sistema feudal, que é, creio eu, paga ao lorde da propriedade de Stortford atualmente.  Pode ser que Shonks fosse o titular de uma mansão nos tempos saxões, e que ele foi substituído por Godfrey de Beche, um normando, de modo que a propriedade foi posteriormente conhecida como Beches e Shonkes. É provável que o nome Piers Shonks era o mais adotado pelo povo e, possivelmente, o nome do fundador da igreja, cujo edifício saxão original foi queimado com o resto da vila, como anteriormente mencionado. O lugar onde o túmulo de Shonks está agora está se dizia ser uma antiga entrada(g), provavelmente da estrutura original, mas isto é, penso eu, equivocado. Há, porém, uma antiga entrada bloqueada mais ao oeste, exatamente sob a janela central norte. O arco do túmulo não é diferente de uma porta de arco, e era de uma altura suficiente para ser, provavelmente, uma entrada.  Salmono engenhosamente sugere que Gilbert Sank poderia ser o pai de Peters ou Piers (devemos desconsiderar a uma diferença de dois séculos para isso), que “sendo oprimidos pelo poder tirânico de De Furneaux, seu filho pode tomar a causa para si e mostrar as que exigências do seu adversário eram injustificáveis, e combatê-lo através da lei. Pelo qual ele poderia estar a serviço da comunidade, e salvá-los dessas mesmas imposições exorbitantes. E isso foi suficiente para canonizá-lo.” Se bem me lembro, algo semelhante aconteceu ao gigante Hickathrift de Norfolk(h).

Salmon conclui seu relato afirmando que ele precisa sair terminar o seu “O argumento Nisi Prius (2)  com a relação ao caso me foi dada por um velho agricultor na freguesia, que se vangloriava a si mesmo por ter nascido no mesmo ar que respirava Shonk. Ele disse, ‘Shonk era um gigante que habitava neste comarca, que lutou com um gigante de Barkway chamado Cadmus(i) e derrotou ele, e por causa disso Barkway pagou uma quantia (3)a Pelham desde então(j).  Então essa regra de Horácio (4) ainda é observada em Pelham.

“Aut scqucre famam, aut sibi convcnicntia fingc “.

(ou uso o boato, ou supunho por minha própria conveniência)

Sir Henry Chauncy (1700), além da alusão antes mencionada, não tem nada a dizer a respeito da lenda, mas apenas cita as inscrições em latim e inglês no túmulo. Cussans (1872), nosso historiador mais atual dá o o relato a seguir.

“O mais intrigante registro monumental na igreja de Pelham Brent é o sepulcro num altar dentro do recesso de arcos da parede norte, que dizem ter sido erguido por um tal de Piers Shonks, que morreu no ano de 1086. A tumba é de grande antiguidade (apesar de pouco mais antiga que 1300 e, provavelmente, mais posterior), mas foi, evidentemente, construído muitos anos depois do período que se atribui a morte do Shonks. É constituída por uma grossa laje de mármore de Petworth, na qual está esculpida em relevo uma representação emblemática da ressurreição. À frente estão São Marcos e São João, com São Mateus e São Lucas, em ambos os lados, simbolizadas na forma usual. (l)  No centro está uma cruz floral, cuja haste está entrando na boca de uma figura grotesca, ao pé da laje, o que significa o triunfo do cristianismo sobre o pecado(m). Simples e belos como estes símbolos são, eles deram órigem às tradições mais absurdas. A mais popular é que Piers Shonks (em cuja memória é dito ter sido erguido o monumento) era um poderoso caçador, e sempre era acompanhado, em suas expedições por um servo e três cães favoritos,

tão rápida de pés que eram dito serem alados, e é assim são representados no túmulo(n). Esperando a chance de um dia matar um dragão, que parecia estar sob a proteção direta de Satanás, este último declarou que iria se vingar de Shonks, e pegaria sua alma na morte, se esse fosse enterrado dentro ou fora da igreja.  Shonks, para evitar o seu destino, determinou que ele não deveria ser enterrado nem dentro nem fora do edifício sagrado, mas na parede, e sentindo-se perfeitamente seguro nessa posição, ordenou que uma representação de seu feito deveria ser gravadas em seu túmulo. Na parede do fundo da tumba é pintada esta inscrição, que dizem ter sido escrita pelo reverendo Raphael Keen, que morreu em 161 4.  Ele foi Vigário pora setenta e cinco anos e meio.”

Tantum Fama manet  Cadmi Sanctique Georgii,

Posthuma Tempus edax Ossa sepulchra vorat.

Hoc tamen, in Mura tutus qui perdidit Anguem

Invito positus, Demone, Shonkus crat.

O Piers Shonkes

Quem morreu no ano de 1086.

Nada de Cadmus, nem São Jorge, os nomes

de grande renome, não sobrevivems, mas suas famas,

O tempo foi tão cruel que não deixou nem os ossos dele,

Nem mesmo seus monumentos de pedra,

Mas Shonks uma serpente mata, para os outros desafiar,

E nesta parede, como numa fortaleza, ele jaz

É possível que o último verso possa ter dado origem ao tradição, ou o autor, o reverendo, possa ter incorporado a crença à ele.

As estórias locais variam em detalhes, como acontece normalmente.  A variante principal é que, quando Piers estava em seu leito de morte, ele pediu pelo seu arco e uma flecha, e atirou a esmo pela janela, ordenando que ele deveria ser enterrado onde a flecha caisse(5).  A flecha atravessou uma das janelas da igreja e se fixou na parede aonde está o túmulo agora.

Cerca de trinta ou quarenta anos atrás, um velho patriarca da vila dosse  a Mr. W.H.N., de Watford, que ele se lembrava ou ouviu dizer que em uma escavação que foi feita sob a parede perto do monumento, que ossos, que provavelmente eram de Shonks, foram encontradas, e por suas proporções teriam pertencido a um homem de 2,80 a 3 metros de altura.  Se estes tinha sido colocados ou não no túmulo ou não, ele não sabia.

O relato a seguir, escrito há alguns anos pelo então vigário de Brent Pelham (o Rev. W. Wigram, MA), vale a pena citar aqui. Ele diz:

“O local da casa do herói é marcada pelo fosso que antes o cercava, em uma pastagem ainda chamada de Jardim de Shonkcs acima de  Beeches  Farm. O túmulo está na parede norte da igreja e do estilo do século treze.  A cruz está direcionada como uma lança através da boca do dragão. Na folhagem da cruz há uma figura pequena, aparentemente bem ferida, o que pode representar a alma humana.  A capela-mor da igreja foi reconstruída cerca de quarenta anos atrás, e agora está em uma linha reta com a nave. A ntigamente era tão inclinada para o norte que havia uma pequena sacristia, cosntruída no espaço entre a parede norte original (que foi deixado como estava) e a linha da parede norte hoje existente, daí que a janela sul da capela-mor olhava diretamente através do arco da capela, e uma seta entrando na janela sul poderia apontar para a parede norte da nave.

Um dragão terrível habitava sob um teixo que se situava entre o que foi depois de dois campos chamados Great e Little Pepsells, e o entrada para o no caminho que atravessava eles foi feita na haste do desta árvore, quando ela foi dividida ao meio, tais árvores de extrema antiguidade. Este dragão foi morto por Shonkes e enquanto a fera morria, Satanás em pessoa  levantou-se e reinvidicou o corpo e a alma de Shonkes por matar seu dragão. O cavaleiro cristão desafiou ele, respondendo de imediato que sua alma estava sob a guarda do Céu, e que seu corpo deveria descansar onde a flecha, atirade de seu arco, deveria cair.  Ele atirou conforme disse, e a flexha entrou na janela sul da capela mor, atravessou o arco do cruzeiro e atingiu a parede norte, no lugar em que ainda repousa Shonkes(6).

“Invito Daemone.”

Desafio o Mal

Em épocas posteriores o teixo foi cortado por um camponês conhecido de meu informante. O homem começou a trabalhar na parte da manhã, mas parou na hora do almoço, e ao retornar, descobriu que a velha árvore que tinha caído, desmoronando em uma grande cavidade debaixo de suas raízes.

Que tais buracos foram encontrados em velhos teixos em outras ocasiões me foi dito. Se este foi simplesmente ampliado pelo dragão para sua própria conveniência, ou se foi cavada pelas garras da criatura não há nenhuma evidência que mostre. Eu conto a estória como foi contada para mim e aponta para a parede da capela-mor de idade e para o túmulo como provas.”

É esta  lenda de Shonks e o Dragão meramente uma história alegórica do triunfo do cristianismo sobre o paganismo, ou é uma metáfora da estória da aldeia de Hampden que suportava o pequeno tirano da vila, tal como sugerido pelo historiador Salmon? Ou era o dragão uma realidade concreta, atacando, como o tigre indiano faz, aterrorizando a  aldeia, até que um, mai valentes e inteligente que o resto, por uma estratégia supera a besta repugnante e depois é para sempre idolatrado como um herói pelos aldeões. Restos fósseis de animais extintos foram frequentemente encontrados nos poços de barro de Hertfordshire oriental, nenhum dos quais é de uma data tão recente como os séculos X ou XI. Mas a estória pode ser, como eu acho que possivelmente, muito mais antiga, que remontam, talvez, a tempos pré-históricos, mas, mais provavelmente ao período celta. A história, portanto, transmitida de pai para filho acabou se tornando ligada de forma habitual à a monumental laje, auxiliada durante os últimos dois séculos, como diz Cussans, pelo epitáfio(p).

Vale a pena notar que grandes cruzes de Malta são cortadas na aduelas de pedra do norte dos dois contrafortes no exterior do igreja, entre os quais a tumba de Shonks está situado. Eles são muito recentes e foram, eu penso, remodelados na restauração.

Para Canon Wigram e Ed. Exton Barclay sou erternamente grato pela valiosa assistência na elaboração deste trabalho.

Fonte: GERISH, W.B. A Hertfordshire St. Jorge. 1905. 

Notas do livro:

(a) Sarners era o intermediário do bispo de Londres no reinado de William I.

(b) Isso não é corroborado pelo Domesday Book.

(c) Veja o livro Chauncy´s “History of Herts,” ‘Chauncy 1700, vol. i. p. 278.

(d) Canon Wigram é um condado que pagava o dízimo a Beeches (outro condado), nada mais. Havia talvez quarenta acres de terra perto daquela fazenda

(e) ver livro   Weever. “Funeral Monuments”, p. 549

(f) ver livro Salmon. ” History of Herts”, p. 289.

(g) Veja a ilustração.

(h) “Gentleman’s Magazine” de janeiro de 1896.

(i) O Cadmus que é citado nesse4 livro, não era o gigante que vivia na cidade, mas o lendário matador de dragões fenício.

(j) Tipo de pagamento a senho feudal.

(l) Os símbolos são o leão, o anjo, o touro e a águia

(m) Veja ilustração

(n) Os quatro símbolos evangélicos, como citados acima (leão, anjo, touro, águia).

(o) essa passagem é idêntica à estória da morte de Robin Hood;

(p) Salmon diz certamente “E a fama de Shonk … poderia influenciar as pessoas a idolatrá-lo, e a lenda de que ele matou o draqgão, tornaria a coisa mais “visível”(7), e através dessa estória a fama dele seria transmitida para a posteridade.”

Notas do post:

(1) Brent Pelham é uma vila ou freguesia em Hertfordshire, Inglaterra. A aldeia é uma das cidades apelidadas de Pelhams, juntamente com Stocking Pelham e Furneaux Pelham. Perto da igreja St Mary’s há antigos casebres que poderiam acomodar até três pessoas de uma vez.[1] Um moinho de vento abandonado ainda sobrevive na aldeia.

(2) É uma expressão usada para designar os tribunais inferiores (assim chamado de “tribunais de jurisdição original”), onde o caso era ouvido pelo juiz e do júri, independentemente do local onde está sendo julgado agora. Um significado comum é “a menos que antes”.

(3) A renda paga por um homem livre por serviços, feitos a um senhor feudal.

(4) Utilizada com freqüência durante o século XIX: “as noções transmitidas através da visão seriam sedimentadas de maneira mais rápida e eficaz na memória, enquanto aquelas adquiridas por meio da audição seriam facilmente esquecidas”

(5) Essa parte do livreto me lembra o filme “Robin e Marian” com Sean Connery, de 1976. Na cena final, quando Robin está em seu leito de morte, com a também moribunda Marian, ele pede por seu arco e flecha, atira a esmo e pede a Little John para que enterre o corpo dele e de Marian aonde a flecha cair. A câmera segue a flecha, mas não mostra aonde ela cairá… Assim, segundo a lenda, foi que Robin Hood morreu, “a ele foi permitido sangrar até a morte nos braços da prioresa de Kirkless, onde, usando de suas últimas forças, ele desferiu uma flecha para determinar aonde ele deveria ser sepultado(…)

(6) A tumba de Shonkes está na igreja de St. Mary The Virgin em Brent Pelham, a tumba está lá para quem quiser ver. Não há fotos atuais sem copyright, mas se você quiser dar uma olhada clique aqui.

(7) Quer dizer, que o túmulo seria visível e que seria prova da veracidade da lenda, fazendo como que cresse e o saudasse como santo.

Links:

Animação da estória do dragão de Hertfordshire

https://casadecha.wordpress.com/2008/09/18/o-verme-de-linton/

http://en.wikipedia.org/wiki/Hertfordshire

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Cães Negros Guardiães do Outro Mundo

Black_Dog_Pub_Sign,_Bouley,_JerseyMais uma vez tenho de mencionar a série sobrenatural, pois em vários de seus episódios são mencionados os “cães do inferno” que vêm buscar a alma das pessoas condenadas, como no episódio dedicado a Robert Johnson, Crossroads Blues. Eles são recorrentes na série e toda vez que chega “a hora” de alguém que vendeu a alma, eles vêm levá-los.

A figura do cachorro através da mitologia mundial parece ter sofrido uma evolução até chegar na figura do guardião do mundo inferior.

Na mitologia pré-islmâmica há três interessantes representaçoes do cachorro. Primeiro como fiel companheiro do homem. Em uma lenda ele é criado por Deus para proteger Adão e  e Eva dos outros animais, que foram convocados por Satanás para atacá-los. Em outra, ele é feito do mesmo barro que Adão, tanto é assim que a palavra sag (dog) deriva do termo she-yak (o terceiro, um terceiro) que indica o senso de humanidade do animal. Mas um outro mito o traz como resultado do pecado.

Isso começa a conectar o cão com forças ocultas. Já no Antigo Egito Anubis que é o guardião e condutor para o outro mundo.  Essa associação também aparece no épico Mahabarata e entre os gregos, pois a deusa Hecate tem como bichinho de estimação o cão Cérbero, guardião dos portais do inferno.

A idéia do cachorro como guardião de almas já vem de observações de sítios arqueológicos, pois parece que o homem primitivo usava o cachorro para destruir corpos. Isso deve ter conectado a idéia de que o cão também estava devorando a alma do morto.

Já para os Parsis indianos e escoceses das ilhas Orkney, fazer os cães devorarem a carne de mortos fazia parte dos ritos funerários. Para os romanos ele eram usados para os mortos sem nenhuma importância que nao mereciam um enterro melhor.

O cachorro, principalmente o de cor negra, passou a ter uma percepção muito negativa. Havia um decreto do profeta Maomé que mandava matar todos os cães que fossem totalmente negro. E com o desenvolvimento do cristianismo, ele passou a ser associado com pecado, prostitiução, o mal.

Não é de admirar então que cães negros passaram a ser associados com o mal encarnado.

Na tradição anglo-saxã ele pode ter vários nomes * que sempre são associados com a treva. Eles é descrito como tendo olhos vermelhos brilhantes, pêlo eriçado, são enormes e tem cheiro de enxofre. Eles são vistos em locais isolados, como trilhas, encruzilhadas, sítios pré-históricos, igrejas abandonadas.  Eles passam através de objetos sólidos, desaparecem ou se auto-incendeiam.

O relato mais antigo data de 1127, quando dois padres viram caçadores negros montados em cavalos ou bodes negros,seguidos por uma matilhas de cães negros com horríveis olhos enormes.

O pior relato é de 1157, quando houve ataques durante duas missas. Em ambos os locais houveram mortes e sinais de arranhões nas portas das igrejas.

A evolução do cão negro como figura sombria e punitiva continua com o advento da literatura gótica, como no conto de Ian McEwan, Cães Negros, uma metáfora da tristeza interior e perda da esperança.

Notas:

1) * Nomes a ele atribuído:  Barghest, Barghaist, Barguest, Barguest, Barn-ghaist, Skriker (Yorkshire), Shuck, Black Shuck, Old Shuck (Norfolk), Witch Hounds (Sul da Inglaterra), Kirkgrim (Escandinávia), Gwyllgi, o cachorro das trevas (Gales), Padfoot (Devon), Old Shock, Shucky Dog, Black Shuck, o Monstro Shug (East Anglia), Scarfe, Gally-trot, Gallytrot, Galley Trot, Moddey Dhoe (Suffolk),  Moddey Dhoo,que significa “cão negro” e é pronunciado “Mauther Thoo”  em gaélico de Manx  (Isle of Man), Trash, Guytrash, Skriker (Lancashire), CappelWestmorland), hooter (Warwickshire), Jack Peludo (Lincolnshire), shag dog (Leicestershire),  Gurt Dog ou ‘cachorro grande’ (Somerset), cachorro negro conhcido como o Muckle Black Tyke e gaélico como Choin Dubh. Cu Sith ou cachorro das fadas mais comumente verde ou branco (Escócia).

2) cachorros sem cabeça foram vistos em in Dartmoor, Cumbria, Sussex, Shropshire, Suffolk, Devon e Norfolk (Bord & Bord, 1985; Brown, 1958; Farson, 1978). Cachorros de duas cabeças são visto ocasionalmente  (Bord & Bord, 1985; Brown, 1958). Algumas vezes os cães negros tem cabeça e pernas de outros animais ou humanas sendo relatadas que às vezes também lhes faltam algumas partes (Brown, 1958; McEwan, 1986).

3) “Le Tchan de Bouôlé” (figura acima) significa cachorro de Bouley, sua aparição  é um presságio de tempestades e é vistona Baía de Bouley, Jersey, nas Ilhas Channel.

traduzido de:

www.blackdoginstitute.org.au/docs/Raphael.pdf

Outros sites:

http://www.indigogroup.co.uk/edge/bdogfl.htm

http://www.mysterymag.com/earthmysteries/?page=category&subID=74

Jormungand A Serpente de Midgard

Quando o fogo e o gelo se encontram as conseqüências podem ser nefastas. Loki, deus do fogo casou com a deusa Angrboda. Da união com Angrboda nasceram Fenrir, um lobo gigantesco com força extraordinária; Jormungand (ou Jormungandr), uma serpente gigante e Hel, a rainha do Inferno.

Odin, o pai dos deuses, os pegou e levou para sua fortaleza, temeroso do que eles pudessem fazer. Decidiu ele atirar Jormungand (que significa serpente lobo) em Midgard, ou seja a Terra. Caindo no oceano, lá ela ficou, sem que ninguém ousasse incomodá-la… Cresceu cada vez mais, tanto que seu corpo dá a volta ao mundo… Os marinheiros a chamaram de serpentede de Midgard, a serpente que mora na Terra, o local entre a morada dos deuses e a terra dos mortos.

Em um desses encontros, a serpente foi transformada em gato gigante pelo rei gigante Útgarða-Loki que desafiou Thor a levantá-la… Ele tentou mas o máximo que conseguiu foi erguer o gato o bastante para tirar um de suas quatro patas do chão, mesmo assim o gigante reconheceu que foi um grande feito!

Segundo o poema escandinavo Edda, quando chegar o Apocalipse (Ragnarok) ela vai ser cuspida do mar de volta à terra, onde vai envenenar os céus. Thor vai acertar sua cabeça com seu martelo, mas antes de morrer Jormungand vai cuspir veneno no deus do trovão, que vai caminhar exatos nove passos e morrer. Com todos os antigos deuses mortos, outros vão nascer para ocupar seus lugares.

Fontes:

en.wikipedia.org/wiki/Jörmungandr

http://www.scribd.com/doc/12755580/Lake-and-Sea-Monsters

Leia mais:

https://casadecha.wordpress.com/2011/04/29/tradicoes-relacionadas-a-thor/

https://casadecha.wordpress.com/2011/05/02/jutuls-e-os-gigantes-das-montanhas/

Kongamato

A primeira menção do nome Kongamato, foi no ano de 1923, quando viajante pelo nome de Frank H. Melland estava trabalhando para uma vez em Zâmbia, recolhendo relatos de nativos sober uma misteriosa ave, sem pelos, que atacava os nativos naquela região. Eles a chamavam de “Kongamato” (siginificando “dominador de barcos”).

kongamato

Essa palavra é parte de um encantamento usado pelos Koandes para se proteger contra enchentes, que dizem ser provocadas por essa criatura. Eles usam o amuleto chamado “muchi wa Kongamato” para os os proteger quando atravessam certos rios habitados pela criatura. Dr. J.L.B. Smith, que ficou famoso por sua participação no descobrimento do celacanto, escreveu sobre lendas de dragões alados que habitam no Monte Kilimanjaro. Sua idéia é de que espécies extintas podem ser descoberta nos lagos, pântanos, rios e selvas da África do Sul. Marjorie Courtenay-Latimer, que descobriu o fóssil vivo celacanto compilou diversas estórias de répteis da Namímbia. De acordo com esse rumores, esses dragões voadores deixavam um cheiro de grama queimada quando eles pousavam.

Em 1920, o chefe da tribo Kanyinga morador da área de Jiwundu Swamp próximo da fronteira do Zaire identificou uma figura do pterodátilo como um Kongamato… Em 1958, o jornalista científico Maurice Burton escreveu para uma revista que vários relatos na África diziam de uma criatura parecida como um pterodátilo que vivia nos pântanos de Bangweulu. Ela vive nos pântanos de Jiundu até o oeste de Zâmbia, Congo e Angola e há muitos relatos de ataques contra os nativos. Criaturas similares são encontradas no Camarão, onde são chamadas de Olitiau, e em Gana são denominadas de Sasabonsam. Alguns dizem que ele tem a habilidade de brilhar à noite. Suas cores variam, mas é dito que é principalmente de cor vermelha ou negra, tanto que muitos cientistas dizem que se trata na verdade é de um morcego ou uma cegonha, mas que os criptologistas teimam em dizer que é um pterodátilo.

Também é descrito como um dragão voador de mais ou menos 1,22 m, em cores que variam de verde a azulado, mas em linhas gerais é sempre descrito como de corpo alongado, com pés pequenos, e grandes asas semelhantes a de um morcego. Algumas tribos os adoram como deuses. Imaginação ou não, houve até um estudante do Kenya que ligou para dizer que esses reptéis voadores não estavam extintos, descrevendo-os perfeitamente e dizendo que ele eram considerados pragas, semelhantes aos urubus e que se não se enterrasse profundamente os cadáveres ele os desenterravam para comer os restos de nativos e animais mortos. Eles não acreditavam que seja uma coisa sobrenatural como um demônio (molumbe), as algo muito real como um leão ou um búfalo.

Lendas de pterodátilos que tenham sobrevivido não é incomum, tanto é assim que dizem que um garoto de nome Oliver Thomas foi raptado por um deles… Isso aconteceu em 1909, ele foi até um poço pegar água quando da casa, todos ouviram seus gritos desesperados. Quando correram eles não vira nada lá fora, mas conseguiram ouvir seus gritos cada vez mais distantes… Depois se verificou que as pegadas iam até um determinado ponto e de lá sumiam! E mais adiante encontraram o balde, como se ele tivesse soltado de uma determinada altura… Para esse sumiço, há até quem culpe o Wendigo, lendário monstro faminto das lendas dos índios algonquinos.

Há inclusive em um dos sites, um pterodátilo abatido durante a guerra civil. Muito interessante e logo se vê que é uma montagem da época. Para finalizar há muitos relatos de criaturas aladas estranhas que sobrevoam também a América do Norte, descritas como grande pássaros, abutres, demônios, como o Homem Mariposa, que foi visto várias vezes e em 1966, provocou uma histeria coletiva no oeste da Virgínia e o caso foi mote do filme Mothman Propehecies, com Richard Gere… Mas isto é outra estória….

http://pt.wikipedia.org/wiki/Algonquinos http://pt.wikipedia.org/wiki/Wendigo

http://tejiendoelmundo.wordpress.com/2009/01/22/el-enigma-de-oliver-thomas/

http://everything2.com/index.pl?lastnode_id=124&node=kongamato&searchy.x=1&searchy.y=1

http://www.genesispark.com/genpark/konga/konga.htm

http://www.trueauthority.com/cryptozoology/kongamato.htm

http://www.unknownexplorers.com/kongamato.php Homem mariposa:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mothman http://www.imdb.com/title/tt0265349/

Mais sobre o Kongamato:

http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2009/07/kongamato-dominador-de-barcos-tambem-em.html

Mais sobre monstros perdidos nos pântanos da África:

https://casadecha.wordpress.com/2009/05/08/mokele-mbembe-e-mapinguari/

Mokele Mbembe e Mapinguari

Mokele_Mbembe_in_the_News

O assunto aqui são duas criaturas míticas. O mokele mbembe e o mapinguari. Um assombra as selvas do Congo e outro as selvas da Amazônia. Os dois foram “vistos” por muitas pessoas ou ouvidos e dizem até que eles já fizeram pessoas de refeição… Dizem.

Nas selvas do Congos, bem lá no fundo dos pântanos existe uma criatura parecida com o elefante e que deixa pegadas redondas. Alguns dizem que parece um dinossauro… Ele ganhou o nome de Mokele Mbembe… Segundo a língua Lingala é “aquele que para o curso dos rios”, mas também pode ser interpretado de diversas maneiras: aquele que come o topo das árvores, animal monstruoso, meio-deus,meio-besta e por aí vai… Já ouvi falar dessas lenda em vários programa de tv, mas comecei a pensar nela novamente ontem, quando falava do Mapinguari…

Interessante, mas esse relato de criaturas estranhas existem em todo o lugar do mundo… Mas to fugindo do assunto… Vamos voltar para o brontossauro… Dizem que ele tem pele lisa, cor cinza amarronzada ou nestes tons e que os pigmeus e os ocidentais que já o “viram” dizem que o bichinho se alimenta de um tipo de castanho e que se esconde ou moro em buracos no rio e pântanos, qualquer lugar coberto de água e longe da presença humana. Há mais de duzentos anos se fala dessa criatura tipo brontossauro e por mais que alguém seja incrédulo, acho difícil alguém não ter visto alguma coisa muito estranha pra surgir esse boato… Principalmente se foi visto por mais de uma pessoa.

Várias expedições que estiveram nessa região da África Ocidental, estudando outras coisas que não tem anda a ver com o mokele fazem relatos sobre a criatura, sons e visões de algo que parece um dinossauro. Uma das mais interessantes é do relato de Ivan T. Sanderson e Gerald Russel, que dizem ter ouvido um som assustador e depois ter visto a critatura, que saiude algum lugar de dentro do rio e ficou encarando os dois, por segundos que pareceu uma eternidade.”

Em 1981 a expedição de Herman Regusters voltou com material tipo pegadas e até o som de um animal desconhecido… Que você pode ouvir aqui: http://www.genesispark.com/genpark/mokele/mokelesound.wav… Mas, sinceramente, esse som é muito parecido com o uivo do vento, você decide.

Aqui na Amazônia, onde moro, é muito comum a gente ouvir as estórias do Mapinguari, o homem coisa com uma enorme boca na barriga… A estória é que ele seria peludo e vermelho, mas já houve gente que disse que ele tem uma carapaça de tartaruga nas costas, ou a pele de jacaré… Cada um tem sua versão. Quando anda, deixa pegadas redondas no mato, devem ser parecidas com as de elefante e são bem grandes, por volta de 40 cm ou 50. Já houveram também expedições procurando por ele, mas nada se encontrou… Penso que se uma criatura está escondida, deve querer permanecer desconhecida.

Muitos já disseram que se trata talvez de uma preguiça gigante pré histórica, que ainda vive nas matas. Os relatos dos índios há muito tempo falam dele, mas se acha que se havia algum remanescente já deve ter morrido. Provavelmente as antigas gerações indígenas talvez tenham convivido com o animal, daí o surgimento das lendas. Cientistas dizem que os índios criaram a estória quando viram grandes ossos de animais, daí deduziram a existência do monstro, mas há quem creia (eu também) que eles realmente viram alguma coisa.

Nos dias atuais, a lenda já está morrendo, na cidade grande ninguém acredita, mas no interior do Amazonas ainda existe a crença. Sei de gente, avô de alguém, tio-avô que já viveu algo muito estranho e é essa estória que quero contar no meu próximo post… Mesmo sendo um “bicho da cidade” ainda acredito no fantástico e nada é mais maravilhoso do que as estórias que o povo conta.

Por isso, todas as criaturas míticas desse mundo ainda vão viver muito tempo. Quem sabe um dia viveremos para ver o mokele mbembe do Congo ou o mapinguari. Assim como vivemos para ver que o celacanto ainda existia.

http://www.trueauthority.com/cryptozoology/mokele.htm

www.genesispark.org/genpark/mokele/mokele.htm

Mais informações sobre monstros perdidos na África:

https://casadecha.wordpress.com/2009/08/18/kongamato/