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O Violiono do Macaco

A fome e a necessidade de satisfazê-la forçou o macaco a abandonar a sua terra e procurar outro lugar entre estranhos para o tão necessário trabalho. Bulbos, feijões da terra, escorpiões, insetos, e estavam completamente extintas em sua própria terra. Mas, felizmente, ele recebeu, por enquanto, abrigo com um tio-avô dele, Orangotango, que morava em outra parte do país.

Quando ele tinha trabalhado durante certo tempo ele quis voltar para casa e, como recompensa seu tio deu-lhe um violino e um arco e flecha e lhe disse que com o arco e flecha, ele poderia acertar e matar qualquer coisa que ele desejasse, e com o violino ele poderia obrigar qualquer coisa a dançar.

O primeiro que ele encontrou em seu retorno para a sua terra foi o irmão lobo.  Este velho companheiro disse-lhe todas as novidades e também que ele estava desde cedo tentado perseguir um cervo, mas tudo em vão.

Então macaco disse para ele todas as maravilhas do arco e flecha que ele carregava nas costas e lhe garantiu que se avistasse o cervo, ele iria acertá-lo para ele. Quando o lobo mostrou-lhe o veado, macaco estava pronto e derrubou o cervo.

Macaco

O macaco que era sabido que só pegou o violiona, enfeitiçou todo mundo e obrigo o leão a retirar a sentença

 

Eles fizeram uma boa refeição juntos, mas em vez do lobo ser grato, o ciúme se apoderou dele e ele pediu para o arco e flecha. Quando o macaco recusou-se a lhe dar, ele usou sua força para ameaçá-lo, e assim, quando passaram pelo jacal o lobo disse que macaco tinha roubado o seu arco e flecha. O chacal tendo ouvido falar do arco e flecha, declarou-se incompetente para resolver o caso sozinho, e ele propôs que eles levassem a questão para o Tribunal do Leão, Tigre, e os outros animais. Nesse meio tempo, ele declarou que iria ficar tomando conta do que tinha sido a causa de sua discussão, de modo que seria mais seguro, como ele disse. Mas o chacal imediatamente tirou da tudo o que era comestível,  e isso gerou um longo período de matança, antes que o macaco e o lobo concordassem em levar o caso para o tribunal.

As evidências do macaco era frágeis, e para piorar, o testemunho de chacal foi contra ele.  Ele pensou que desta forma seria mais fácil obter o arco e flecha para si mesmo.

E assim a sentença foi contra macaco. O roubo foi encarado como um grande crime: ele seria enforcado.

O violino ainda estava ao seu lado, e ele recebeu como um último desejo do tribunal o direito de tocar uma música nele.

Ele era um mestre dos truques de sua época, e além disso, tinha o maravilhoso poder de sua rabeca encantada. Assim, quando ele emitiu a primeira nota do “Canto do Galo” no violino, o tribunal começou logo a mostrar uma vivacidade incomum e espontânea, e antes de terminar a primeira estrofe da valsa da velha canção toda a corte estava dançando como um redemoinho.

Mais e mais, mais rápido e mais rápido, tocou a melodia do “Canto do Galo” no violino encantado, até que alguns dos bailarinos, exaustos, caíram, embora ainda mantendo seus pés em movimento. Mas o macaco, músico como ele era, ouvi e não vui nada do que tinha acontecido à sua volta. Com a cabeça colocada carinhosamente contra o instrumento, e seus olhos meio fechados, ele tocou, mantendo a cadência com o seu pé.

O lobo foi o primeiro a gritar em tom suplicante, sem fôlego, “Por favor, pare, primo macaco! Pelo amor de Deus, por favor, pare!”

Mas o macaco nem conseguiu sequer ouvi-lo. Mais e mais a valsa “Canto do Galo” parecia irresistível.

Depois de um tempo o leão mostrou sinais de fadiga e, quando ele rodava mais uma vez com a leoa, ele rosnou quando passou do macaco, “Todo o meu reino é vosso, macaco, se você parar com essa música!”

“Eu não quero isso”, respondeu macaco “, mas retire a sentença e devolva o arco e flecha, e você, lobo, reconheça que você o roubou de mim!”

“Eu reconheço, reconheço!” gritou o lobo, e o leão no mesmo instante, chorou anulando a punição.

O macaco ainda deixou-os girando mais uma vez ao som da valsa, e depois recolheu seu arco e flecha, e sentou-se no alto da árvore de espinhos mais próxima.

A corte e outros animais estavam com tanto medo que ele pudesse começar de novo que apressadamente correram para outras partes do mundo.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/saft/sft05.htm

Site da foto:

http://www.flickr.com/photos/lbdphotos/5890475604/sizes/z/in/photostream/

A mensagem perdida

A formiga teve desde tempos imemoriais muitos inimigos, e porque ela é muito pequena e destrutiva, tem havido um grande número de mortes entre elas. Não só a maioria das aves são suas inimigas, mas o tamanduá se alimenta quase que exclusivamente só de formigas, e a centopéia ficava tocaiando elas em todas as oportunidades e lugares que tivessem chance.

Então entre algumas delas surgiu a idéia de fazer um conselho e juntos eles imaginarem uma solução para ver se eles podiam ser mudar para um lugar seguro, quando atacados por pássaros e animais ladrões.

Mas na conferência as opiniões foram as mais discordantes possíveis, e eles não chegavam a nenhuma decisão.

As formigas não se entendiam e cada uma resolveu fazer sua casa onde bem entendesse

 

Lá estavam a formiga vermelha, a formiga do arroz, a formiga preta, a formiga alvéola, a formiga cinza, a formiga brilhante, e outras variedades. A discussão foi uma verdadeira babel de diversidades, que continuou por um longo tempo e não deu em nada.

Uma parte desejava que todos fossem morar em um pequeno buraco na terra, e viver lá, outra parte queria ter uma casa grande e forte construída no chão, onde ninguém pudesse entrar, além de formigas; ainda outros queriam morar nas árvores , de modo a se livrar do tamanduá, esquecendo completamente que eles seriam a presa das aves; outra parte parecia inclinada a ter asas e voar.

E, como já foi dito, não houve acordo quanto a nada, e cada partido resolveu ir trabalhar de sua própria maneira, e sob sua própria responsabilidade.

As facções se dividiram em pequenas partes separadas e se espalharam em todo lugar do mundo, e cada um tinha a sua própria tarefa, e cada uma fez o seu trabalho de forma regular e bem. E todos trabalharam juntos no mesmo caminho. Dentre eles, escolheram um rei, e devemos dizer que alguns dos grupos fez e eles dividiram o trabalho para que tudo corresse tão bem como podia.

Mas cada grupo fez de sua própria maneira, e nenhum deles pensou em se proteger contra o ataque de pássaros ou tamanduá.

As formigas vermelhas construíram sua casa sobre a terra e viveram sobre ela, mas o tamanduá jogou no chão em um minuto o que lhes custou muitos dias de trabalho precioso. As formigas do arroz viviam debaixo da terra, e, com eles, não houve sorte melhor. Pois quando eles saíram, o tamanduá apareceu, tirando eles do buraco e metendo numa mochila. As formiga alvéola fugiram para as árvores, mas em muitas ocasiões a centopéia estava esperando por eles, ou os pássaros os devoravam. As formigas cinza tinha a intenção de salvar-se de extermínio, alçando vôo, mas isso também não lhes valeu de nada, porque o lagarto, a aranha caçadora, e as aves foram muito mais rápidos do que eles.

Quando a formiga rei ouviu que não chegariam a acordo nenhum, ele lhes mandou uma unidade de formigas em segredo, com a mensagem de trabalharem em conjunto. Mas, infelizmente, ele escolheu o besouro como mensageiro, e até hoje ele não chegou às formigas, de modo que eles ainda hoje são a personificação da discórdia e, conseqüentemente, a presa dos inimigos.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/saft/

Foto da formiga:

http://www.flickr.com/photos/tonivc/

Quando os leões podiam voar

O leão, segundo se conta, tinha a capacidade de voar, e naquele tempo nada escapava dele.  Como ele não queria que os ossos de suas presas fossem quebrados em pedaços, ele fez com que um par de corvos brancos vigiasse os ossos, deixando-os para trás no seu covil, enquanto ele ia para a caça. Mas um dia Sapo Grande foi até lá, e quebrou todos os ossos em pedaços, e disse: “Por que os homens e animais não podem viver muito?” E acrescentou estas palavras: “Quando ele vier, diga a ele que eu vivo naquele lago, se ele quiser me ver, ele deve vir aí.”

O Leão, estava caçando na floresta, e quis voar, mas ele descobriu que não podia voar. Então ele ficou com raiva, pensando que alguma coisa no covil  estava errado, e voltou para casa. Quando ele chegou, ele perguntou: “O que você fez que eu não voasse?” Então, respondendo, os corvos disse: “Alguém veio aqui, quebrou os ossos em pedaços, e disse: “Se ele me quiser, ele pode procurar por min naquele lago lá longe!” O Leão se foi, e chegou quando sapo estava sentado na margem, e ele tentou saltar furtivamente em cima dele. Quando ele estava prestes a pegarele, o Grande Sapo dissee: “Ah!” e mergulhou, foi até o outro lado da piscina, e sentou-se lá. O Leaõ o perseguiu, mas como ele não conseguiu,  ele voltou para casa.

A partir desse dia, se diz, o Leão caminhou somente sobre seus pés, e também começou a se arrastar (quando espreitava e caçava), e os Corvos Brancos tornou-se totalmente mudos desde o dia em que disseram: “Nada pode ser dito sobre esse assunto.”

Fonte: http://www.sacred-texts.com/afr/saft/sft37.htm

Mais contos sobre leões: Sacred-Texts

 

O Grito do Papagaio

Meu tio John era um tenente da força aérea (1), servindo na RAF (Royal Air Force) durante a guerra e foi enviado para a Gâmbia.

Uma parte da floresta havia sido desmatada para colocar criar uma pista de pouso para aviões pesados ​​e havia tendas para acomodar os homens. John dormia em uma barraca dormitório com alguns dos outros pilotos, enquanto outros estavam treinando ou em missões. Eles nunca estavam todos reunidos os mosquitos infernizavam todo mundo e mesmo que eles tomassem doses diárias de quinino a maioria deles pegava malária. Mais assustador do que a malária era o pensamento de pegar a “febre da água negra” (2).

Um dos pilotos havia comprado papagaio africano cinza para servir de mascote e ele o pôs para morar em uma vara na tenda. Eles são de um tipo pequeno, bem inteligente e segundo se diz, os que melhor aprender a falar.

No início da manhã, quase de madrugada, a aeronave que havia saído naquela noite tinha voltado zumbido muito, um após o outro, os pilotos adormecidos acordaram com o barulho.  Aqueles na tenda não conseguiam distinguir um motor do outro, mas a Polly conhecia o som do avião de seu dono. Quando ele o ouviu se aproximando, ela desceu do seu poleiro, para fora da tenda, e começam a andar à beira da pista. Quando o seu piloto saía do carro e entregava o avião para a equipe de terra, ele encontrava a Polly à espera e logo ela subia em seu ombro.

John tinha aprendido a dormir com o barulho dos vôos retornando.  Uma manhã, a Polly estava ouvindo  uma aeronave após outra, e em seguida, ouviu o que ela estava procurando e começou a descer de seu pedestal.  Naquele momento, o motor parou e foi seguido por um estrondo. O papagaio gritou um som sobrenatural que nunca ninguém tinha ouvido antes. John acordou assustado. Anos depois, quando ele me falou, ele disse que ele ainda acordado no meio da noite, por vezes, ao som de gritos.  O avião caiu, pegou fogo e todas as vidas foram perdidas.

Os outros pilotos passaram a cuidar do papagaio e quando a guerra acabou, infelizmente, a única coisa que se arranjou para ele foi ir para o zoológico de Londres. Após isso sempre que algum deles esteva em Londres iam ver o papagaio. Eles podiam sumir por anos, mas o papagaio sempre os reconhecia de longe e começam a dançar com alegria para frente e para trás em seu poleiro. E  ela só fazia isso para eles.

Notas:

(1) uma patente de RAF, intermediário entre oficial de vôo e líder de esquadrão, de uma pessoa de uma pessoa no comando de aeronaves.

(2) Essa febre é uma complicação da malária caracterizada por hemólise intravascular, hemoglobinúria e insuficiência renal. É causada por parasitismo pesados ​​dos glóbulos vermelhos por Plasmodium falciparum. Houve pelo menos um caso, no entanto, atribuída ao Plasmodium vivax.

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‘WW2 People’s War é um arquivo online archive de meórias de guerra e contribuição de membros do público reunido pela  BBC. O arquivopode ser encontrado no site http://www.bbc.co.uk/ww2peopleswar.

Estória de  ‘heathlibrary, WW2 People’s War’

A tartaruga com uma linda filha

Era uma vez um rei que era muito poderoso. Ele tinhae grande influência sobre as feras e os animais. Nessa época, a tartaruga era encarada como o mais sábio entre homens e  animais. Este rei tinha um filho chamado Ekpenyon, a quem ele deu cinqüenta jovens como esposas, mas o príncipe não gostava de nenhuma delas. O rei ficou muito irritado com isso, e baixou uma lei que, se algum homem tivesse uma filha que fosse mais bela  do que as esposas do príncipe, e que achasse graça aos olhos do seu filho, a moça e seu pai e sua mãe deveriam ser mortos.

Por coincidência, a tartaruga e sua esposa tinham uma filha que era lindíssima.  A mãe achava que não era seguro manter uma criança tão bela, porque o príncipe poderia se apaixonar por ela, então ela disse ao marido que a filha deveria ser morta e o corpo jogado no mato. A tartaruga, porém, não estava disposto, e a escondeu até que ela tivesse três anos. Um dia, quando tanto a tartaruga e sua esposa estavam ausentes em sua fazenda, aconteceu do filho do rei estar caçando perto da casa deles, e viu um pássaro empoleirado no topo da cerca em volta da casa. O pássaro estava observando a menina, e estava tão encantado com sua beleza que ele não percebeu o príncipe chegar. O príncipe matou o pássaro com o seu arco e flecha, e o corpo caiu dentro da cerca, de modo que o príncipe mandou o seu servo para pegá-lo. Enquanto o servo estava olhando para o pássaro se deparou com a menina e ficou tão impressionado com suas formas, que ele imediatamente voltou ao seu mestre e lhe disse que ele tinha visto. O príncipe, então, pulou a cerca e encontrou a criança, e se apaixonou de imediato por ela. Ele ficou e conversou com ela por um longo tempo, até que finalmente ela concordou em se tornar sua esposa. Ele então foi para casa, mas escondeu de seu pai, o fato de que ele tinha se apaixonado pela bela filha da tartaruga.

Mas na manhã seguinte, ele foi até a tesouraria, e pegou sessenta peças de roupa e trezentos rods, [1] e os enviou para a tartaruga. Então, no início da tarde ele foi até a casa da tartaruga, e disse que ele desejava se casar com sua filha. A tartaruga viu imediatamente que o que ele temia veio a acontecer, e que sua vida estava em perigo, então ele disse ao príncipe que se o rei soubesse, ele ia matar não só ele (a tartaruga), mas também sua esposa e filha. O príncipe respondeu que ele preferiria morrer a permitir que a tartaruga , sua esposa e filha fossem mortos. Eventualmente, depois de muita discussão, a tartaruga consentiu, e concordou em entregar a mão de sua filha para o príncipe, para que ela casasse com ele quando ela chegasse na idade adequada. Então o príncipe voltou para casa e contou à mãe o que tinha feito. Ela se afligiu grandemente ao pensar que ela iria perder o filho, de quem era muito orgulhosa, pois ela sabia que, quando o rei ouvisse da desobediência do filho, ele o mataria. No entanto, a rainha, embora soubesse da raiva que marido teria, queria que seu filho se casasse com a moça por quem ele tinha se apaixonado, e assim ela foi para a casa da tartaruga e deu-lhe algum dinheiro, roupas, inhame, e óleo de palmeira como dote  em nome de seu filho, para que a tartaruga não desse a sua filha para outro homem. Pelos próximos cinco anos, o príncipe visitava constantemente a filha da tartaruga, cujo nome era Adet, e quando ela estava prestes a ser posta na casa engorda, [2], o príncipe disse ao pai que ele iria tomar Adet como sua esposa . Ao ouvir isso o rei ficou muito zangado e ordenou a todo o seu reino que todas as pessoas devem vir em um dia determinado para o mercado local para ouvir o seu pronunciamento. Quando o dia marcado chegou o mercado estava lotado, e as pedras que pertencem ao rei e a rainha foram colocados no meio da praça do mercado.

Quando o rei e a rainha chegaram todo o povo levantou-se e o cumprimentou, e depois eles sentaram em suas pedras. O rei então disse a seus servos [3] para trazer o menina Adet diante dele. Quando ela chegou, o rei ficou bastante surpreso com sua beleza. Ele então disse ao povo que ele os havia chamado para lhes dizer que ele estava irritado com seu filho por sua desobediência e por ter tomado Adet como sua esposa, sem seu conhecimento, mas que agora que ele mesmo a tinha visto ele tinha de reconhecer que ela era extremamente bela, e que seu filho tinha feito uma boa escolha. Ele seria, portanto, perdoado.

Quando o povo viu a garota eles concordaram que ela era muito fina e muito digna de ser esposa do príncipe, e imploraram ao rei para cancelar a lei por completo, e o rei concordou, e como a lei tinha sido feita sob o título ” Egbo lei “, ele mandou um aviso para oito Egbos , e disse-lhes que o decreto estava cancelado em todo o seu reino, e que no futuro ninguém seria morto porque tinha uma filha mais bonita do que as esposas do príncipe, e deu aos Egbos vinho de palma e dinheiro para cancelar a lei, e , os dispensou. Então, ele declarou que a filha da tartaruga, Adet, deveria se casar com seu filho, e ele os fez  casar no mesmo dia. Uma grande festa foi dada então, que durou cinqüenta dias, e o rei matou cinco vacas e deu a todas as pessoas muito foo foo [3] e óleo de palmeira, e colocou um grande número de potes de vinho de palma nas ruas que o povo bebesse à vontade. As mulheres fizeram uma grande dança no complexo do rei, e lá ficaram cantando e dançando dia e noite durante todo o tempo. O príncipe e seus companheiros também festejaram na praça do mercado. Quando a festa acabou, o rei deu a metade de seu reino para a tartaruga governar, e trezentos escravos para trabalhar em sua fazenda. O príncipe também deu a seu sogro duas centenas de mulheres e cem meninas para trabalhar para ele, e foi assim que a tartaruga se tornou um dos homens mais ricos do reino. O príncipe e sua esposa viveram juntos por muitos anos até que o rei morreu, e o príncipe se tornou rei em seu lugar. E tudo isso mostra porque a tartaruga é a mais sábia de todos os homens e animais.

Moral.- Sempre tenha filhas bonitas, pois não importa quão pobres você seja, há sempre a chance de que o filho do rei se apaixonar por elas, e você pode assim tornar-se membros da casa real e obter muita riqueza.

Notas de Rodapé:

[1] antiga moeda corrente do país, ainda em uso em Cross River

[2] A casa engorda é uma cabana onde uma garota é mantida por algumas semanas antes do casamento. Ela é dada  abundância de alimentos, para que ela fique o mais gorda possível, pois a gordura é vista como um grande atrativo pelo povo Efik.

[3] Foo foo = inhame amassado e cozido.

Links:

http://en.wikipedia.org/wiki/Efik_people

http://goodlife.com.ng/gltourism.php?gltourism=read&id=151

http://esopefik.tripod.com/efiktradition.html

O Caso do hipopótamo e da tartaruga ou por que o hipopótamo vive na água

Muitos anos atrás, o hipopótamo, cujo nome era Isantim, foi um dos maiores reis da terra, perdendo apenas para o elefante. O hipopótamo tinha sete mulheres gordas, de quem ele gostava muito. De vez em quando ele dava uma grande festa para o seu povo, mas uma coisa curiosa era que, embora todo mundo conhecesse o hipopótamo, ninguém, exceto suas sete esposas, sabia seu nome.

Em uma das festas, quando as pessoas estavam prestes a se sentar, o hipopótamo disse: “Vocês vieram para comer em minha mesa, mas nenhum de vocês sabe o meu nome. Se você não puderem advinhar o meu nome, vocês todos devem ir embora sem o seu jantar.”

Como não podiam adivinhar o seu nome, eles tiveram que ir embora e deixar toda aquela comida boa pra trá.  Mas antes de saírem, a tartaruga se levantou e perguntou o que hipopótamo faria se ela dissesse seu nome na próima festa? De pronto, o hipopótamo respondeu que ficaria com tanta vergonha de si mesmo, que ele e toda sua família deixaria a terra, e no futuro eles habitariam a água.

Naquela época era o costume do hipopótamo e suas sete mulheres descer todas as manhãs e à noite para o rio para tomar banho e beber água.  A tartaruga sabia desse hábito.  O hipopótamo costumava caminhar na frente e suas sete mulheres o seguiam.  Um dia, quando eles tinham ido até o rio para se banhar, a tartaruga fez um pequeno buraco no meio do caminho, e então esperou.  Quando o hipopótamo e suas esposas retornaram, duas das esposas estavam a alguma distância  atrás, de modo a tartaruga saiu de onde estava escondida,  metade enterrado no buraco que havia cavado, deixando a maior parte de seu casco exposto.  Quando as duas mulheres do hipopótamo vieram, a primeiro bateu o pé contra o casco da tartaruga, e imediatamente chamou seu marido,  “Oh! Isantim, meu marido, eu machuquei meu pé.”  Ouvindo isso, a tartaruga ficou muito contente, e foi alegremente para casa, pois havia descoberto o nome do hipopótamo.

Quando a próxima festa do hipopótamo aconteceu, ele fez a mesma pergunta sobre seu nome, assim a tartaruga se levantou e disse: “Você promete que não vai me matar se eu te disser o seu nome?” e o hipopótamo prometeu.  A tartaruga então gritou tão alto quanto ele foi capaz, “Seu nome é Isantim”, então uma grande ovação veio de todos, e então eles se sentaram para o jantar.

Quando a festa acabou, o hipopótamo, com suas sete esposas, de acordo com sua promessa, desceram para o rio, e eles viveram na água a partir desse dia até agora, e apesar de sair do rio para se alimentar à noite , você nunca encontrará um hipopótamo na terra durante o dia.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/fssn/fsn24.htm

O coração do chacal não deve ser comido

Chacal dourado (Canis aureus bea), Serengeti National Park, Tanzania. Os bosquímanos não deixam crianças comer o coração de um chacal. O chacal é um animal medroso e eles acreditam que se uma criança comer o coração dele, vai se tornar uma pessoa medrosa.

Eles (os bosquímanos) consideram que uma criança não deva ser tímida, por isso, as crianças não devem comer coração de chacais “, porque o chacal é muito medroso e foge de medo.

O coração do leopardo é que deve ser comido pelas crianças, pois ele não teme a nada, portanto, se uma criança torna-se covarde por causa do coração do chacal,  e vai ter medo de tudo.

Portanto, nós não damos a uma criança o coração do chacal, porque sabemos que o chacal costuma para fugir, mesmo quando ainda não nos viu, apenas quando ele ouve o farfalhar de nosso pé, ele foge, mesmo quando ainda não nos avistou.

Nota adicionada pelo narrador.

O meu avô, Tssatssi, havia comprado um bando de cães de  gappem-ttu, e ele lhe deu um cão.  E ele pegou o cachorro,  amarrou e levou ele embora, segurando a corda com a qual ele tinha amarrado o cachorro.  Num primeiro momento, ele manteve o cão amarrado, mas depois o soltou para farejar e ele matou alguns chacais.

Ele (meu avô) esfolou os chacais, e minha avó costurou a pele deles e as vestiu.

Ele matou depois outro  chacal e um Lalandii Olocyon, ele os trouxe para casa para os esfolar.

E ele fez uma kaross (1) para gappem -ttu, um kaross de pele de chacal, enquanto ele ficou com o karossos de Otocyon, a pele do Otocyon.

E levou o kaross para gappem-ttu, o kaross de chacais, porque o gappem-ttu foi o único que lhe deu um cachorro. Portanto, ele fez uma kaross para gappem-ttu em troca do cachorro que ganhou. Então gappem-ttu lhe deu um pote em troca do kaross. E meu avô voltou para casa.

Então, meu avô costumava agir dessa maneira, quando ele estava cozinhando um chacal, ele dizia: “Você pensa que nós comemos corações de chacais?  Se fizéssemos isso seríamos covardes, portanto não comemos os corações dos chacais.

Pois, o meu avô não costumava comer o chacal, ele só o cozinhava  para seus filhos.

Nota:

(1)  Kaross é uma casaco feito de pele de carneiro, ou de outros animais, e que mantém o pêlo deles.  Não tem mangas e é usado pelos khoikhoi e bosquímanos da África do Sul. Esses casacos pode ser substituídos por um lençol.  Os chefes dessas tribos usam karosses de peles de gatos selvagens, leopardos ou caracais. A palavra pode ser empregada para designar também aqueles de pele de leopardo usados por chefes e pessoas ilustres da tribo kaffir.  Kaross é provavelmente uma palavra de origem khoikhoi, ou ainda uma adaptação do holandês kura, um cuirass.  No vocabulário datado de  1673 karos é descrita como uma corruptela de uma palavra holandesa. Hoje em dia o kaross é uma lembrança comum para turista, sendo até feito de pele de vaca. O termo é comumente aplicado para designar lençóis de pele vendido como colchonete.

fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/sbf/sbf74.htm

Kongamato

A primeira menção do nome Kongamato, foi no ano de 1923, quando viajante pelo nome de Frank H. Melland estava trabalhando para uma vez em Zâmbia, recolhendo relatos de nativos sober uma misteriosa ave, sem pelos, que atacava os nativos naquela região. Eles a chamavam de “Kongamato” (siginificando “dominador de barcos”).

kongamato

Essa palavra é parte de um encantamento usado pelos Koandes para se proteger contra enchentes, que dizem ser provocadas por essa criatura. Eles usam o amuleto chamado “muchi wa Kongamato” para os os proteger quando atravessam certos rios habitados pela criatura. Dr. J.L.B. Smith, que ficou famoso por sua participação no descobrimento do celacanto, escreveu sobre lendas de dragões alados que habitam no Monte Kilimanjaro. Sua idéia é de que espécies extintas podem ser descoberta nos lagos, pântanos, rios e selvas da África do Sul. Marjorie Courtenay-Latimer, que descobriu o fóssil vivo celacanto compilou diversas estórias de répteis da Namímbia. De acordo com esse rumores, esses dragões voadores deixavam um cheiro de grama queimada quando eles pousavam.

Em 1920, o chefe da tribo Kanyinga morador da área de Jiwundu Swamp próximo da fronteira do Zaire identificou uma figura do pterodátilo como um Kongamato… Em 1958, o jornalista científico Maurice Burton escreveu para uma revista que vários relatos na África diziam de uma criatura parecida como um pterodátilo que vivia nos pântanos de Bangweulu. Ela vive nos pântanos de Jiundu até o oeste de Zâmbia, Congo e Angola e há muitos relatos de ataques contra os nativos. Criaturas similares são encontradas no Camarão, onde são chamadas de Olitiau, e em Gana são denominadas de Sasabonsam. Alguns dizem que ele tem a habilidade de brilhar à noite. Suas cores variam, mas é dito que é principalmente de cor vermelha ou negra, tanto que muitos cientistas dizem que se trata na verdade é de um morcego ou uma cegonha, mas que os criptologistas teimam em dizer que é um pterodátilo.

Também é descrito como um dragão voador de mais ou menos 1,22 m, em cores que variam de verde a azulado, mas em linhas gerais é sempre descrito como de corpo alongado, com pés pequenos, e grandes asas semelhantes a de um morcego. Algumas tribos os adoram como deuses. Imaginação ou não, houve até um estudante do Kenya que ligou para dizer que esses reptéis voadores não estavam extintos, descrevendo-os perfeitamente e dizendo que ele eram considerados pragas, semelhantes aos urubus e que se não se enterrasse profundamente os cadáveres ele os desenterravam para comer os restos de nativos e animais mortos. Eles não acreditavam que seja uma coisa sobrenatural como um demônio (molumbe), as algo muito real como um leão ou um búfalo.

Lendas de pterodátilos que tenham sobrevivido não é incomum, tanto é assim que dizem que um garoto de nome Oliver Thomas foi raptado por um deles… Isso aconteceu em 1909, ele foi até um poço pegar água quando da casa, todos ouviram seus gritos desesperados. Quando correram eles não vira nada lá fora, mas conseguiram ouvir seus gritos cada vez mais distantes… Depois se verificou que as pegadas iam até um determinado ponto e de lá sumiam! E mais adiante encontraram o balde, como se ele tivesse soltado de uma determinada altura… Para esse sumiço, há até quem culpe o Wendigo, lendário monstro faminto das lendas dos índios algonquinos.

Há inclusive em um dos sites, um pterodátilo abatido durante a guerra civil. Muito interessante e logo se vê que é uma montagem da época. Para finalizar há muitos relatos de criaturas aladas estranhas que sobrevoam também a América do Norte, descritas como grande pássaros, abutres, demônios, como o Homem Mariposa, que foi visto várias vezes e em 1966, provocou uma histeria coletiva no oeste da Virgínia e o caso foi mote do filme Mothman Propehecies, com Richard Gere… Mas isto é outra estória….

http://pt.wikipedia.org/wiki/Algonquinos http://pt.wikipedia.org/wiki/Wendigo

http://tejiendoelmundo.wordpress.com/2009/01/22/el-enigma-de-oliver-thomas/

http://everything2.com/index.pl?lastnode_id=124&node=kongamato&searchy.x=1&searchy.y=1

http://www.genesispark.com/genpark/konga/konga.htm

http://www.trueauthority.com/cryptozoology/kongamato.htm

http://www.unknownexplorers.com/kongamato.php Homem mariposa:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mothman http://www.imdb.com/title/tt0265349/

Mais sobre o Kongamato:

http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2009/07/kongamato-dominador-de-barcos-tambem-em.html

Mais sobre monstros perdidos nos pântanos da África:

https://casadecha.wordpress.com/2009/05/08/mokele-mbembe-e-mapinguari/

Mokele Mbembe e Mapinguari

Mokele_Mbembe_in_the_News

O assunto aqui são duas criaturas míticas. O mokele mbembe e o mapinguari. Um assombra as selvas do Congo e outro as selvas da Amazônia. Os dois foram “vistos” por muitas pessoas ou ouvidos e dizem até que eles já fizeram pessoas de refeição… Dizem.

Nas selvas do Congos, bem lá no fundo dos pântanos existe uma criatura parecida com o elefante e que deixa pegadas redondas. Alguns dizem que parece um dinossauro… Ele ganhou o nome de Mokele Mbembe… Segundo a língua Lingala é “aquele que para o curso dos rios”, mas também pode ser interpretado de diversas maneiras: aquele que come o topo das árvores, animal monstruoso, meio-deus,meio-besta e por aí vai… Já ouvi falar dessas lenda em vários programa de tv, mas comecei a pensar nela novamente ontem, quando falava do Mapinguari…

Interessante, mas esse relato de criaturas estranhas existem em todo o lugar do mundo… Mas to fugindo do assunto… Vamos voltar para o brontossauro… Dizem que ele tem pele lisa, cor cinza amarronzada ou nestes tons e que os pigmeus e os ocidentais que já o “viram” dizem que o bichinho se alimenta de um tipo de castanho e que se esconde ou moro em buracos no rio e pântanos, qualquer lugar coberto de água e longe da presença humana. Há mais de duzentos anos se fala dessa criatura tipo brontossauro e por mais que alguém seja incrédulo, acho difícil alguém não ter visto alguma coisa muito estranha pra surgir esse boato… Principalmente se foi visto por mais de uma pessoa.

Várias expedições que estiveram nessa região da África Ocidental, estudando outras coisas que não tem anda a ver com o mokele fazem relatos sobre a criatura, sons e visões de algo que parece um dinossauro. Uma das mais interessantes é do relato de Ivan T. Sanderson e Gerald Russel, que dizem ter ouvido um som assustador e depois ter visto a critatura, que saiude algum lugar de dentro do rio e ficou encarando os dois, por segundos que pareceu uma eternidade.”

Em 1981 a expedição de Herman Regusters voltou com material tipo pegadas e até o som de um animal desconhecido… Que você pode ouvir aqui: http://www.genesispark.com/genpark/mokele/mokelesound.wav… Mas, sinceramente, esse som é muito parecido com o uivo do vento, você decide.

Aqui na Amazônia, onde moro, é muito comum a gente ouvir as estórias do Mapinguari, o homem coisa com uma enorme boca na barriga… A estória é que ele seria peludo e vermelho, mas já houve gente que disse que ele tem uma carapaça de tartaruga nas costas, ou a pele de jacaré… Cada um tem sua versão. Quando anda, deixa pegadas redondas no mato, devem ser parecidas com as de elefante e são bem grandes, por volta de 40 cm ou 50. Já houveram também expedições procurando por ele, mas nada se encontrou… Penso que se uma criatura está escondida, deve querer permanecer desconhecida.

Muitos já disseram que se trata talvez de uma preguiça gigante pré histórica, que ainda vive nas matas. Os relatos dos índios há muito tempo falam dele, mas se acha que se havia algum remanescente já deve ter morrido. Provavelmente as antigas gerações indígenas talvez tenham convivido com o animal, daí o surgimento das lendas. Cientistas dizem que os índios criaram a estória quando viram grandes ossos de animais, daí deduziram a existência do monstro, mas há quem creia (eu também) que eles realmente viram alguma coisa.

Nos dias atuais, a lenda já está morrendo, na cidade grande ninguém acredita, mas no interior do Amazonas ainda existe a crença. Sei de gente, avô de alguém, tio-avô que já viveu algo muito estranho e é essa estória que quero contar no meu próximo post… Mesmo sendo um “bicho da cidade” ainda acredito no fantástico e nada é mais maravilhoso do que as estórias que o povo conta.

Por isso, todas as criaturas míticas desse mundo ainda vão viver muito tempo. Quem sabe um dia viveremos para ver o mokele mbembe do Congo ou o mapinguari. Assim como vivemos para ver que o celacanto ainda existia.

http://www.trueauthority.com/cryptozoology/mokele.htm

www.genesispark.org/genpark/mokele/mokele.htm

Mais informações sobre monstros perdidos na África:

https://casadecha.wordpress.com/2009/08/18/kongamato/