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A estória da garota de queixo tatuado

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Olive Oatman nasceu em Illinois em 1837. Em 1850, quando ela tinha 14 anos, sua família (os pais Royce e Mary Oatman e suas sete crianças) se juntaram a uma caravana para viajar de Utah para a Califórnia. Depois de algumas confusões, a família se separou do grupo para viajar sozinha. E isso custo caro, pois no quarto dia eles foram atacados por índios que mataram todos, menos Olive e sua irmã, que foram levadas como escravas.

Porém, o irmão de Olive Lorenzo apesar de muito ferido, sobreviveu conseguindo chegar a uma vila e acabou retornando à caravana original. Ele voltou ao local do ataque e enterrou os corpos de seus familiares.

Enquanto isso, Olive e Mary Ann, após um ano na tribo, foram vendidas aos Mohaves. Nessa aldeia, elas foram melhor tratadas e inclusive se deduziu que elas foram adotadas pelo chefe. Os mohave costumavam tatuar os queixos e apesar de alguns dizerem que uma marca dos escravos, se sabe que eles faziam isso para conseguir uma “boa passagem” para o outro mundo no momento da morte.

Por volta de 1855, quando Olive tinha 19 anos, houve uma seca violenta e Mary Ann morreu de fome, juntamente com muitos mohaves. Neste momento, começaram a surgir rumores de uma mulher branca vivendo entre os índios. Um mensageiro chegou à aldeia pedindo o retorno dela, e, após intensas negociações, da qual ela fazia parte, foi acertado  que ela iria viajar para Fort Yuma. Quando ela chegou, Olive teve de trocar suas tradicionais roupas mohaves (que constitua apenas uma espécie de saia e nada mais além da cintura) por roupas de branco. Depois de alguns dias ela descobriu que seu irmão Lorenzo estava procurando por ela

Mas vale a pena dizer que ela não queria voltar, mas provavelmente, ela foi forçada a isso. Se conta que ela chorou uma noite inteira ao chegar ao forte, e é descrita como muitos como uma garota triste. Também se sabe que o chefe dos mohaves sempre disse lhe disse que ela era livre, e que eles só não a deixaram com os “brancos” antes porque tinham muito medo de represálias.

Olive tornou-se uma celebridade instantânea. Em 1857, a Royal B. Stratton escreveu o livro ”A Vida Entre os Índios”  sobre Olive e Mary Ann que se tornou-se um best-seller e com esse dinheiro ela pagou por seus estudos e o de seu irmão. Em 1865 casou-se com John B. Olive Fairchild, um pecuarista, eles adotaram uma menina. Fairchild acabou queimando todos os livros de Stratton e mandou que ela parasse suas palestras. Mais tarde, ela teria ido para Nova York para falar com um líder Mohave sobre “os velhos tempos.” Ela sempre manteve um frasco de avelãs, como uma lembrança de sua experiência. Ela morreu em 1903, com 65 anos

traduzido de: http://mashable.com/2015/02/28/olive-oatman-capture/

Para ler mais (em inglês):

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2010920/True-Grit-How-abducted-Texan-frontier-woman–abducted-aged-9–gave-birth-Comanche-Indian-commander.html

http://www.truewestmagazine.com/jcontent/history/history/history-features/2999-10-myths-about-olive-oatman

traduzido de: http://mashable.com/2015/02/28/olive-oatman-capture/

Goola-willeel, o Pombo de Topete

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Goola-willeel, o pombo de penacho australiano

O jovem Goola-willeel costumava sair para caçar todos os dias. Sua mãe e as irmãs sempre esperavam que ele trouxesse canguru e para elas. Mas a cada dia ele chegava em casa sem qualquer caça. Perguntaram-lhe o que ele fazia no mato já que evidentemente ele não ia caçar.

Ele disse que caçava.

“Então, por que” elas perguntaram, ” que você não traz nada pra casa?

‘Eu não posso pegar e matar o que eu estou seguindo”, ele disse:” Vocês me ouviram gritar quando eu encontrava canguru ou emu: não é verdade?”

“Sim, todo dia nós ouvimos você chamar quando encontrava alguma coisa, e a cada dia que nós preparamos o fogo , esperando que você traga para casa algo que você matou, mas você não traz nada.”

“Amanhã ‘, disse ele , “você não ficarão desapontadas. Vou trazer-lhe um canguru.”

Todos os dias , em vez de caça, Goola – willeel juntava goma de acácia , e com isso ele estava esculpindo um canguru -um modelo perfeito de um, com rabo, orelhas e tudo o mais. Assim, no dia seguinte, ele veio para o acampamento levando este canguru feito de goma . Ao vê-lo chegando, e também ao ver que ele estava carregando o canguru prometido, sua mãe e irmãs disseram: “Ah , Goola – willeel falou a verdade. Ele manteve sua palavra e agora nos traz um canguru. Empilhem o fogo. Hoje à noite vamos comer carne.

Cerca de cem metros de distância do acampamento Goola-willeel largou o canguru de mentira e foi até lá sem ele. Sua mãe gritou: “Onde está o canguru que você trouxe para casa?”

“Oh , ali.” e ele apontou para onde ele o havia deixado.

As irmãs correram para pegá-lo, mas voltaram dizendo: “Onde ele está? Nós não conseguimos vê-lo.”

“Lá!”, disse ele , apontando novamente.

“Mas esta é apenas uma grande figura de goma.”

“Bem, eu disse que era algo além disso? Eu não disse que era de chiclete?”

“Não, você não disse. Você disse que era um canguru” .

“E é um canguru . Um lindo canguru que eu mesmo fiz”. e ele sorriu muito orgulho ao pensar no belo canguru que ele tinha feito.

Mas sua mãe e irmãs não sorriram. Elas o agarraram e deram-lhe uma boa surra por enganá-las . Disseram-lhe que ele nunca mais deveria caçar sozinho, pois ele só brincava em vez de caçar, embora soubesse que elas estavam morrendo de fome. Elas sempre iriam com ele no futuro.

E por isso os Goola-willeels, os pombos de penacho, sempre saem em bandos, nunca sozinhos, em busca de alimento .

A.W. Reed, Aboriginal Fábulas e Contos lendárias ( Aboriginal Library)

Fonte:

http://www.artistwd.com/joyzine/australia/dreaming/topknot.php#.UwMzUvldWFU

A Mulher Bufálo Branco

Este é um mito central das tribos das planícies, especialmente o Lakota, ou Sioux. Ela conta como os lakotas receberam pela primeira vez o seu cachimbo sagrado e como foi ensinado o cerimonial para usá-lo. A lenda foi relatadas diversas vezes pelos lakotas Black Elk, Lame Deer e Looks for Buffalo.

Nos dias de antigamente os lakotas  tinham cavalos que eram usados para caçar o búfalo,  mas a comida era muitas vezes escassa. Um verão em especial, quando a nação lakota tinha acampado junta e havia muito pouco para comer, dois jovens do ramo Itazipcho – os “Sem Arco’- decidiram que iriam levantar cedo e procurar por caça. Eles deixaram o acampamento enquanto os cachorros ainda bocejavam, e se lançaram através da planície, acompanhados apenas pelo canto da cotovia amarela.

Depois de um tempo o dia começou a esquentar. Os grilos faziam barulho na grama, cães da pradaria disparavam de seus buracos quando os guerreiros se aproximavam, mas ainda não havia sinal de caça. Assim, os jovens foram no sentido de uma pequena colina de onde eles iriam ver melhor através da vasta pradaria. Alcançando-a, eles apertaram os olhos e esquadrinharam a distância, mas o que eles viram saindo da crescente névoa de calor foi algo brilhante, que parecia caminhar em duas pernas, não em quatro. Em pouco tempo eles viram que era uma mulher linda, e que brilhava em seu traje branco.

Búfalo

Búfalo

À medida que a mulher se aproximava, eles notaram que seu manto de peles era maravilhosamente decorada com  ornamentos sagrados feitos de espinhos cor de arco-íris do porco-espinho. Ela carregava um embrulho nas costas, e um odor de sálvia perfumada exalava de sua mão. Seu cabelo negro estava solto, com exceção de um único fio amarrado com pele de búfalo. Seus olhos estavam cheios de luz e poder, e os jovens ficaram paralisados.

De súbito, um dos homens foi tomado por um desejo ardente. “Que mulher!”, disse ele de lado para  seu amigo. “e sozinha nesta  pradaria. Eu vou me aproveitar ao máximo disso! ‘

‘Insensato’, disse o outro. “Esta mulher é santa!”

Mas o tolo tinha tudo planejado, e quando a mulher o chamou, ele não precisou de um segundo convite. Assim que ele estendeu a mão para ela, os dois foram envolvidos em uma grande nuvem. Quando a nuvem se dissipou, a mulher permaneceu ali, enquanto aos seus pés não havia nada além de uma pilha de ossos com cobras terríveis contorcendo-se entre eles.

“Contemple”, disse a mulher ao jovem. “Eu vim para o seu povo com uma mensagem de Tatanka Oyate, a Nação do Búfalo. Retorne ao chefe Standing Hollow Horn  e diga-lhe o que você  viu. Diga a ele para preparar uma grande tenda  suficiente para todo o seu povo, e se preparem  para a minha vinda. ”

O jovem correu de volta pela pradaria e ofegava quando ele alcançou seu acampamento. Com uma pequena multidão de pessoas já o seguindo, ele achou Standing Hollow Horn  e disse-lhe o que tinha acontecido, e que a mulher estava chegando. O chefe ordenou que várias tendas fossem combinadas em uma  grande o suficiente para todos. As pessoas esperavam ansiosas pela chegada da mulher.

Depois de quatro dias, os olheiros que foram mandados para esperá-la, viram alguma coisa de belas formas chegando através da pradaria. Então, de repente, a mulher apareceu na grande tenda, e começou a andar  na direção horária. Ela parou diante de Standing Hollow Horn e colocou o embrulho que ela trazia diante dele.

‘Olhe para isso “, disse ela,” e sempre ame  e respeite isso. Ninguém  impuro deve  tocar neste embrulho, pois contém o cachimbo sagrado. ”

Ela desenrolou a  pele e tirou um cachimbo, e uma pequena pedra redonda que ela colocou no chão.

“Com este cachimbo você vai andar sobre a terra, que é a sua avó e sua mãe. A terra é sagrada, e é sagrado cada passo que você dá em cima dela. A boca do cachimbo é de pedra vermelha; representa a terra. Esculpido dentro dele e no centro está o bezerro de búfalo, em pé nas quatro patas. O cabo é de madeira, que representa tudo o que cresce sobre a terra. Estes doze penas suspensas da águia manchada representam todas as criaturas aladas. Todas as coisas vivas do universo são os filhos da Mãe Terra. Vocês todos são unidos como uma família, e você vai ser lembrado disso quando o fumar. Trate este cachimbo e a Terra com respeito, e seu povo irá crescer e prosperar. ”

A mulher disse-lhes que os sete círculos esculpidos na pedra representavam os sete ritos em que as pessoas iriam aprender a usar o cachimbo sagrado. O primeiro foi para o rito de “manter a alma”, que ela agora ensinava. Os demais ritos eles aprenderiam no devido tempo.

A mulher fez menção de deixar a tenda, mas, em seguida, virou-se e falou com Standing Hollow Horn  novamente. “Este cachimbo vai ficar com você até o fim. Lembre-se que em mim há quatro séculos. Estou indo agora, mas vou olhar por seu povo em todas as épocas, e no final, eu voltarei. ”

Ela agora caminhou lentamente em sentido horário ao redor da tenda. As pessoas ficaram em silêncio e cheias de temor. Mesmo as crianças famintas a observavam, com os olhos cheios de admiração. Em seguida, ela foi embora. Mas depois de caminhar uma curta distância, ela encarou o povo novamente e sentou-se na pradaria. As pessoas que a seguiam ficaram surpresos ao ver que, ao levantar, ela havia se tornado um bezerro de búfalo vermelho e marrom. O bezerro adentrou a pradaria, e depois se deitou e rolou, olhando para as pessoas.

Quando ela se levantou ela era um búfalo branco. O búfalo branco caminhou  até que se tornou  uma mancha brilhante na planície distante, e, em seguida, virou-se de novo, e tornou-se um búfalo preto. Este búfalo foi embora, parou, curvou-se para as quatro direções da terra, e, finalmente, desapareceu sobre o monte.

http://www.livingmyths.com/Native.htm

Links relacionados:

http://www.lightningmedicinecloud.com/legend.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Lame_Deer

http://en.wikipedia.org/wiki/Black_Elk

Notas:

1) Black Elk e Look for Buffalo são médicos ou “pajés” de origem lakota e Lame Deer foi um conhecido vice-líder dessa tribo.

Viracocha e a Chegada dos Incas

Os nativos destas terras afirmam que, no início, e antes que deste mundo ser criado, havia um ser chamado Viracocha . Ele criou um mundo escuro, sem sol, lua ou estrelas . Devido a esta criação foi nomeado Viracocha Pachayachachi, que significa ” Criador de todas as coisas . ” E quando ele criou o mundo , ele formou uma raça de gigantes de grandeza desproporcional pintados e esculpidos, para verificar se ele fiaria bem fazer os homens reais daquele tamanho. Ele, então, criou o homem à sua semelhança como são agora, e viveram na escuridão.

Deus Inca

Viracocha ordenou que estas pessoas que vivessem sem brigas , e que eles deveriam conhecê-lo e servi-lo. Ele deu-lhes certas regras que eles precisavam observar sob pena de serem confundidos se eles as quebrassem. Mantiveram esses preceitos, por algum tempo, mas não foi mencionado o que eram. Mas, como surgiu entre eles os vícios do orgulho e da cobiça, eles transgrediram o preceito de Viracocha Pachayachachi e caíram, através deste pecado, vítimas de sua fúrias, ele confundiu todos e os amaldiçoou . Em seguida, alguns foram transformados em pedras, outros em outras coisas, alguns foram engolidos pela terra, outros pelo mar, e sobre tudo , veio uma inundação geral que eles chamaram unu pachacuti, que significa “água que engole a terra” Dizem que choveu 60 dias e noites  que se afogaram todas as criaturas da criação, e que só permaneceu alguns vestígios daqueles que foram transformadas em pedras, como um memorial do evento, e como exemplo para a posteridade, os edifícios de Pucara , que estão a 60 léguas de Cuzco.

Algumas das nações, além da Cuzcos, também dizem que alguns foram salvos desta inundação para deixar descendentes para uma época futura . Cada nação tem sua fábula especial que é contada por seu povo, de como os seus primeiros antepassados ​​foram salvos das águas do dilúvio. Que as idéias que criaram em sua cegueira podem ser entendidas, vou apresentarr apenas uma, contada pela nação dos Cañaris, uma terra de Quito e Tumibamba, a 400 léguas de Cuzco e muito mais.

Dizem que na época do dilúvio chamado unu pachacuti havia uma montanha chamada Guasano na província de Quito e perto de uma cidade chamada Tumipampa. Os nativos ainda a encontram. Para esta montanha foram dois dos Cañaris chamados Ataorupagui e Cusicayo. A medida que as águas aumentavam, a montanha também continuava subindo e se mantendo acima da inundação, de tal maneira que nunca seria coberta pelas águas do dilúvio. Desta forma, os dois Cañaris escaparam. Estes dois, que eram irmãos, quando as águas diminuíram depois do dilúvio, começaram a semear. Um dia, quando eles estavam no trabalho, no retornar à sua casa, encontraram nele alguns pequenos pedaços de pão e uma jarra de chicha, que é a bebida usada nesse país em lugar de vinho, feito de milho cozido. Eles não sabiam quem havia trazido, mas eles deram graças ao Criador, comeram e beberam dessa provisão. No dia seguinte, a mesma coisa aconteceu. Como eles se maravilhou com esse mistério, eles estavam ansiosos para descobrir quem trouxe as refeições . Então, um dia eles se esconderam para espiar os provedores de seus alimentos. Enquanto eles estavam vigiando eles viram duas mulheres Cañari preparar os alimentos e colocá-los no lugar de costume. Quando estavam prestes a ir embora,os dois homens tentaram pegá-las, mas elas evitaram seus captores e fugiram. Os Cañaris, vendo o erro que cometeram em molestar aquelas que os haviam feito o bem, ficaram tristes e oraram a Viracocha pelo perdão dos seus pecados , pedindo-lhe para deixar as mulheres voltar e dar-lhes as refeições habituais . O Criador concedeu seu desejo. As mulheres voltaram e disseram aos Cañaris :”O Criador pensou que seria bom que retornássemos para vocês, para evitar que você morresem de fome.” Elas trouxeram-lhes comida. Em seguida, se iniciou uma amizade entre as mulheres e os irmãos Cañari, e um dos irmãos Cañari tinha uma conexão com uma das mulheres. Então, como o irmão mais velho, morreu afogado em um lago que estava próximo, o sobrevivente se casou com uma das mulheres, e fez da outra sua concubina. Através delas, ele teve dez filhos, que formaram duas linhagens de cinco cada, e aumentando em números chamaram uma linhagem de Hanansaya que é o mesmo que dizer que é a casta superior , e a outra era Hurinsaya, ou a casta menor. Destas linhagens descendem todos os Cañaris .

Da mesma forma todas as outras nações têm fábulas de como algumas de suas pessoas foram salvas, de quem eles têm sua origem e descendência. Mas os Incas e a maioria daqueles de Cuzco, entre aqueles que se acredita saber mais, dizem que ninguém escapou da inundação, e que Viracocha criou os homens de novo, como será explicado mais à frente. Mas uma crença é comum entre todas as nações desta parte do mundo, todos eles fam de um grande dilúvio, que eles chamam de unu pachacut . A partir daí podemos entender claramente que, se, por estas bandas eles têm uma tradição da grande inundação, que falam de uma grande massa das ilhas flutuantes que mais tarde chamaríamos de Atlândita, quer dizer que nas Índias de Castela, ou América, chegou uma população que veio de longe, logo após o dilúvio, embora, do seu jeito, os detalhes que ele contam são diferentes daqueles que as verdadeiras Escrituras nos ensinam. Isto deve ter sido feito pela Providência divina, através dos primeiros colonos chegadas à terra da ilha do Atlântico (Américas). Então os nativos, embora bárbaros, deram as razões para a origem desse antigos assentamentos, ao relatar do dilúvio, mas não há necessidade de deixar de lado as Escrituras, citando autoridades para estabelecer essa origem. Agora vêm aqueles que  relacionam os eventos da segunda era, após a inundação.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/nam/inca/inca01.htm

Links:

http://www.godchecker.com/pantheon/incan-mythology.php?deity=VIRACOCHA

http://en.wikipedia.org/wiki/Ca%C3%B1aris_District

http://mapcarta.com/19743558

http://en.wikipedia.org/wiki/Cajamarca%E2%80%93Ca%C3%B1aris_Quechua

http://www.firstpeople.us/FP-Html-Legends/TheFestivaloftheSun-Inca.html

http://journalperu.com/myths-and-legends-guarded-by-peru%E2%80%99s-amazon-rainforest/

inca

Ruínas Inca

O Goanna e Suas Listras

Novamente foi nos dias em que os animais andavam sobre duas pernas e eram em todos os sentidos iguais aos seres humanos. Havia duas tribos que viviam juntas, Mungoongali os Goannas (1) e Piggiebillah os Équidnas (2). Era uma associação desconfortável, pois seus antepassados, que vieram de terras distantes no oeste, eram de diferentes espécies. Os Goannas nasceram ladrões, enquanto os porcos eram uma tribo muito mais auto-suficientes, e eram caçadores especializados.

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Os goanas mandaram os équidnas dormir, assaram a comida e depois queriam roubar tudo, subindo com a caça nas árvores

 

Na planície oriental para a qual as duas tribos tinham migrado, os Piggiebillahs ou équidnas ocupavam-se da caça, mas a comida dos Mungoongalis ou goanas comiam somente os favos das abelhas nativas, que eles coletavam subindo em árvores, e comida que roubavam da aldeia dos dos Porcos.

É triste relatar que suas depredações ia além disso, pegando as crianças desprotegidas dos équidnas que eram mortas e comidas em segredo.

Em certa ocasião, os goannas convidaram seus vizinhos para se juntar a eles em uma expedição de caça. Os porcos riram com desdém.

‘Vocês se tornaram especialistas na perseguição desde ontem, ou no dia anterior? eles perguntaram ‘Obrigado por sua oferta, mas vamos fazer muito melhor sem vocês. “

“Por favor, venha com a gente”, pediram. “Nós sabemos que não podemos caçar, mas enquanto vocês estiverem ocupados, vamos reunir favos de mel das árvores,” um dos équidnas mais jovens disse ao seu povo:  “isto pode funcionar. Vamos nos juntar a eles?

“Tendo em conta o fato de que somos notoriamente mal sucedidos em subir em árvores, eu acho garoto que você está mostrando mais do que sua sagacidade habitual”, o équidna mais velho observou ao jovem sarcasticamente.

Os homens das duas tribos saíram juntas. Os équidnas fizeram uma grande matança, mas no final do dia, e os goannas não haviam catado um único favo de mel. Embora fossem hábeis em escalada de árvores, eles estavam com preguiça de trabalhar sob o sol quente. Quando eles viam que estavam sendo observados, eles fingiam fazer buracos nos troncos das árvores para subir, mas tão logo os équidnas lhes davam as costas, eles se deitavam e dormiam.

“Não importa”, os goannas disseram no final do dia. ‘Favos estão escassos neste ano. Agora é hora de vocês descansarem. Vamos cozinhar a caça. Vão dormir. Vamos chamá-lo quando a comida estiver pronta.”

“A luz do fogo piscavam sobre as folhas das árvores e sobre as formas adormecidas dos équidnas. De vez em quando um deles se virava e perguntava sonolento: “A janta não está pronta ainda?”

“Ainda não. Vão dormir. Vamos acordá-los quando estiver pronta. “

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Os équidnas partiram pra cima deles pra recuperar a caça!

 

Quando a comida ficou pronta os goanas correram até as árvores e se esconderam nas folhagens. Um deles ficou para trás e jogou os corpos assados dos animais um por um para seus companheiros nas árvores. Mas fazendo isso ele passou muito perto do fogo, batendo contra um tronco queimado de modo que caiu sobre um sobre um équidna, que acordou com um grito. Os outros ficaram de pé e viram a comida desaparecer entre as árvores.

Um dos équidnas pegou um pedaço de lenha acesa e atacou o goana. As cinzas caíram sobre seu corpo dourado, queimando a carne e deixando um rastro de listras pretas e amarelas, que tem sido desde a coloração que distingue os goannas de outros lagartos monitores.

Não é de estranhar, portanto, que os goanas e équidnas se evitem, pois eles não tem os pensamentos mais felizes um sobre o outro.

Nota:

1) Tipo de lagarto monitor australiano;

2) Os équidnas são mamíferos que põe ovos que habitam a Austrália.

Fonte:

http://www.artistwd.com/joyzine/australia/dreaming/goanna.php#.UjB72z8iz5k

Site da imagem do goana:

http://www.flickr.com/photos/81715383@N00/5013128806/

O Violiono do Macaco

A fome e a necessidade de satisfazê-la forçou o macaco a abandonar a sua terra e procurar outro lugar entre estranhos para o tão necessário trabalho. Bulbos, feijões da terra, escorpiões, insetos, e estavam completamente extintas em sua própria terra. Mas, felizmente, ele recebeu, por enquanto, abrigo com um tio-avô dele, Orangotango, que morava em outra parte do país.

Quando ele tinha trabalhado durante certo tempo ele quis voltar para casa e, como recompensa seu tio deu-lhe um violino e um arco e flecha e lhe disse que com o arco e flecha, ele poderia acertar e matar qualquer coisa que ele desejasse, e com o violino ele poderia obrigar qualquer coisa a dançar.

O primeiro que ele encontrou em seu retorno para a sua terra foi o irmão lobo.  Este velho companheiro disse-lhe todas as novidades e também que ele estava desde cedo tentado perseguir um cervo, mas tudo em vão.

Então macaco disse para ele todas as maravilhas do arco e flecha que ele carregava nas costas e lhe garantiu que se avistasse o cervo, ele iria acertá-lo para ele. Quando o lobo mostrou-lhe o veado, macaco estava pronto e derrubou o cervo.

Macaco

O macaco que era sabido que só pegou o violiona, enfeitiçou todo mundo e obrigo o leão a retirar a sentença

 

Eles fizeram uma boa refeição juntos, mas em vez do lobo ser grato, o ciúme se apoderou dele e ele pediu para o arco e flecha. Quando o macaco recusou-se a lhe dar, ele usou sua força para ameaçá-lo, e assim, quando passaram pelo jacal o lobo disse que macaco tinha roubado o seu arco e flecha. O chacal tendo ouvido falar do arco e flecha, declarou-se incompetente para resolver o caso sozinho, e ele propôs que eles levassem a questão para o Tribunal do Leão, Tigre, e os outros animais. Nesse meio tempo, ele declarou que iria ficar tomando conta do que tinha sido a causa de sua discussão, de modo que seria mais seguro, como ele disse. Mas o chacal imediatamente tirou da tudo o que era comestível,  e isso gerou um longo período de matança, antes que o macaco e o lobo concordassem em levar o caso para o tribunal.

As evidências do macaco era frágeis, e para piorar, o testemunho de chacal foi contra ele.  Ele pensou que desta forma seria mais fácil obter o arco e flecha para si mesmo.

E assim a sentença foi contra macaco. O roubo foi encarado como um grande crime: ele seria enforcado.

O violino ainda estava ao seu lado, e ele recebeu como um último desejo do tribunal o direito de tocar uma música nele.

Ele era um mestre dos truques de sua época, e além disso, tinha o maravilhoso poder de sua rabeca encantada. Assim, quando ele emitiu a primeira nota do “Canto do Galo” no violino, o tribunal começou logo a mostrar uma vivacidade incomum e espontânea, e antes de terminar a primeira estrofe da valsa da velha canção toda a corte estava dançando como um redemoinho.

Mais e mais, mais rápido e mais rápido, tocou a melodia do “Canto do Galo” no violino encantado, até que alguns dos bailarinos, exaustos, caíram, embora ainda mantendo seus pés em movimento. Mas o macaco, músico como ele era, ouvi e não vui nada do que tinha acontecido à sua volta. Com a cabeça colocada carinhosamente contra o instrumento, e seus olhos meio fechados, ele tocou, mantendo a cadência com o seu pé.

O lobo foi o primeiro a gritar em tom suplicante, sem fôlego, “Por favor, pare, primo macaco! Pelo amor de Deus, por favor, pare!”

Mas o macaco nem conseguiu sequer ouvi-lo. Mais e mais a valsa “Canto do Galo” parecia irresistível.

Depois de um tempo o leão mostrou sinais de fadiga e, quando ele rodava mais uma vez com a leoa, ele rosnou quando passou do macaco, “Todo o meu reino é vosso, macaco, se você parar com essa música!”

“Eu não quero isso”, respondeu macaco “, mas retire a sentença e devolva o arco e flecha, e você, lobo, reconheça que você o roubou de mim!”

“Eu reconheço, reconheço!” gritou o lobo, e o leão no mesmo instante, chorou anulando a punição.

O macaco ainda deixou-os girando mais uma vez ao som da valsa, e depois recolheu seu arco e flecha, e sentou-se no alto da árvore de espinhos mais próxima.

A corte e outros animais estavam com tanto medo que ele pudesse começar de novo que apressadamente correram para outras partes do mundo.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/saft/sft05.htm

Site da foto:

http://www.flickr.com/photos/lbdphotos/5890475604/sizes/z/in/photostream/

A mensagem perdida

A formiga teve desde tempos imemoriais muitos inimigos, e porque ela é muito pequena e destrutiva, tem havido um grande número de mortes entre elas. Não só a maioria das aves são suas inimigas, mas o tamanduá se alimenta quase que exclusivamente só de formigas, e a centopéia ficava tocaiando elas em todas as oportunidades e lugares que tivessem chance.

Então entre algumas delas surgiu a idéia de fazer um conselho e juntos eles imaginarem uma solução para ver se eles podiam ser mudar para um lugar seguro, quando atacados por pássaros e animais ladrões.

Mas na conferência as opiniões foram as mais discordantes possíveis, e eles não chegavam a nenhuma decisão.

As formigas não se entendiam e cada uma resolveu fazer sua casa onde bem entendesse

 

Lá estavam a formiga vermelha, a formiga do arroz, a formiga preta, a formiga alvéola, a formiga cinza, a formiga brilhante, e outras variedades. A discussão foi uma verdadeira babel de diversidades, que continuou por um longo tempo e não deu em nada.

Uma parte desejava que todos fossem morar em um pequeno buraco na terra, e viver lá, outra parte queria ter uma casa grande e forte construída no chão, onde ninguém pudesse entrar, além de formigas; ainda outros queriam morar nas árvores , de modo a se livrar do tamanduá, esquecendo completamente que eles seriam a presa das aves; outra parte parecia inclinada a ter asas e voar.

E, como já foi dito, não houve acordo quanto a nada, e cada partido resolveu ir trabalhar de sua própria maneira, e sob sua própria responsabilidade.

As facções se dividiram em pequenas partes separadas e se espalharam em todo lugar do mundo, e cada um tinha a sua própria tarefa, e cada uma fez o seu trabalho de forma regular e bem. E todos trabalharam juntos no mesmo caminho. Dentre eles, escolheram um rei, e devemos dizer que alguns dos grupos fez e eles dividiram o trabalho para que tudo corresse tão bem como podia.

Mas cada grupo fez de sua própria maneira, e nenhum deles pensou em se proteger contra o ataque de pássaros ou tamanduá.

As formigas vermelhas construíram sua casa sobre a terra e viveram sobre ela, mas o tamanduá jogou no chão em um minuto o que lhes custou muitos dias de trabalho precioso. As formigas do arroz viviam debaixo da terra, e, com eles, não houve sorte melhor. Pois quando eles saíram, o tamanduá apareceu, tirando eles do buraco e metendo numa mochila. As formiga alvéola fugiram para as árvores, mas em muitas ocasiões a centopéia estava esperando por eles, ou os pássaros os devoravam. As formigas cinza tinha a intenção de salvar-se de extermínio, alçando vôo, mas isso também não lhes valeu de nada, porque o lagarto, a aranha caçadora, e as aves foram muito mais rápidos do que eles.

Quando a formiga rei ouviu que não chegariam a acordo nenhum, ele lhes mandou uma unidade de formigas em segredo, com a mensagem de trabalharem em conjunto. Mas, infelizmente, ele escolheu o besouro como mensageiro, e até hoje ele não chegou às formigas, de modo que eles ainda hoje são a personificação da discórdia e, conseqüentemente, a presa dos inimigos.

Fonte:

http://www.sacred-texts.com/afr/saft/

Foto da formiga:

http://www.flickr.com/photos/tonivc/

Uma Segunda Estória de Canguru

Uma segunda estória de Canguru

Lá longe no Kowmung e ao redor dos picos escarpados em que se encontram os grandes filões contendo a  prata de Yarranderie(1), vagavam uma tribo de negros que têm a sua própria estória do primeiro canguru.

Essas pessoas diziam que certo dia uma mulher se escondeu do marido. Esse homem era um caçador muito inteligente. Seu bumerangue infalível derrubava todos os goanna (2). Os bumerangues que ele fazia só para diversão, voavam às distâncias mais longas, e voltavam e giravam uma e outra vez por cima da cabeça do lançador antes de pousar rapidamente a seus pés, e foi o que ele fez como uma arma e, claro, não voltaria, poie era o mais pesado e mais mortal, seja na caça ou na guerra.

Ele poderia habilmente virar o porco-espinho e não erraria um pássaro se ele tentasse derrubá-lo. Portanto, a bolsa de sua esposa estava sempre cheio de caudas de goannas, com grandes porcos-espinhos,  pássaros e larvas, embora a mulher tivesse ela mesmo catado as larvas, bem como as raízes de samambaia. As larvas eram de uma bela cor branca e se encontravam em buracos de troncos podres e eram chamados de “nuttoo”.

Se diz que o primeiro canguru era uma grande besta e era capaz de comer pequenas crianças. Se uma criança caminhava para longe de seu tapete ou sua caminha de folhas sua sua mãe sempre a ameaçava com o chamado do canguru gigante.

Agora, a mulher com a sacola carregada se rebelou. Ela jogou fora o saco pesado e saiu correndo. Ela estava de pé, também, para que ninguém pudesse pegá-la.

Ao redor dessa parte do país se encontram muitas áreas pantanosas, que são densamente arborizadas com o Melaleuca Maideni (3) e foram igualmente cobertas com essas árvores nos dias distantes do primeiro canguru.

A esposa fugitiva se escondeu atrás do tronco de uma das maiores dessas árvores. Sua casca era branca, e em manchas largas, suave, irregular e com aparência de papel. E descascava em grandes pedaços.

O marido dela, muitas vezes conseguia alcançá-la e ela tinha que ser muito, muito rápida quando saia do esconderijo e começava a correr.

Dias se passaram e ela ainda não tinha sido capturado. Mas ela estava ficando cansada, e ela começou a pensar que carregar um pesado saco de carne estragada não era uma tarefa tão terrível como a ficar brincando de esconde-esconde pela vida inteira, em que ela era obrigada a fazer constantemente.

Se ela não tivesse sido uma das mulheres que tinham aprendido os segredos que apenas os homens deveriam possuir, ela nunca teria tido coragem de se rebelar. Se as coisas ficassem ainda pior ela poderia invocar a ajuda do espírito, e algo aconteceria a seu favor. Ela sabia onde o barro que era necessário para a magia podia ser encontrado. O único problema era que ela não tinha conhecimento do paradeiro de seu povo. No entanto, ela arriscou tudo, e ao escalar o lado íngreme do monte, viu fumaça de fogueira.

Ela estava muito feliz ao perceber que ele estava na direção da montanha agora chamada de “Werong” (4), escapando sob as “Rochas de Alum.” E entre ela e as Rochas de Alum havia um depósito de argila  vermelho, amarelo, e branco. E lá foi ela, e logo ela que ela marcou um local cuidadosamente, colocando ainda o algodão selvagem nas linhas da argila para ter certeza de que ela iria receber a ajuda que ela precisava.

Por essa altura já era noite, e ela dormiu.

Pela manhã os alimentos vieram para ela. A larva de nuttoo enfiou a cabeça no tronco da árvore grama, e ela não teve dificuldade em atraí-lo para fora, e, torrado, ele a larva era muito doce. O sabor da larva nuttoo, que quase sempre podem ser encontrados em acácias,  a fez querer muito mais.

É bem conhecido que um grande número de insetos muito destrutivos habitam as acácias. O eucalipto ou coolibah(5), também, é outro hospedeiro para larvas de pragas. E acácias e coolibabs crescem em abundância, pois em menos de duas horas ela tinha recolhido um saco enorme, em logo em seguida, ela procurou um lugar para fazer um outro fogo.

Este fogo foi sua ruína. A fumaça foi logo vista por seu marido. Ele era persistente e nunca deixou de observar e procurar por ela.

Com toda a sua astúcia, ele aproximou-se das pequenas espirais azuis de fumaça.

Mas a mulher não era de forma nenhuma irresponsável. Seus ouvidos estavam atentos, e ela ouviu claramente um galho se quebrando e o roçar de olhas mortas perturbando o ar. A mulher então apelou ao Espírito, batendo nos seus seios ao mesmo tempo. Entre ela e o homem rastejando furtivamente havia um toco de árvore do chá. O topo tinha sido arrancado por uma ventania e ele caira morto no chão. Ela se lançou ao tronco, e se endireitando ela apertou os braços ao redor dele, suplicando ao Espírito, ao mesmo tempo, para protegê-la e guiá-la.

O toco de árvore ganhou vida. Ele pulsava. Tinha quase se separado de suas raízes, pois havia muito tempo desde que o seus ramos tinham sido arrancados dele.

O homem viu isso muito claramente. Para ele era só um toco de árvore do chá. Os grandes pedaços de casca eram bastante visíveis para ele.

Portanto, ele não viu nada de mais. Ele foi se aproximando até que ele pudesse ver o fogo ardente e suas narinas se enchessem do cheiro da refeição a cozinhar. Não havia nenhum sinal de sua esposa.

Bem, pensou ele, não importa neste momento. Ele iria comer sua refeição e, em seguida, ele iria espionar as trilhas e segui-la.

Ele passou a poucos metros do toco do árvore de chá, e assim ele estava tão distraído de sua guarda e estava prestes a começar a refeição, quando o toco saltou. Ele lançou um olhar para a ele.  A surpresa o manteve paralisado. Lá, agarrado ao tronco, o que quer que fosse, estava sua esposa.

Ele teve um vislumbre das linhas brancas do tronco, e ele desistiu da idéia de o seguir.

Portanto, desde que o tempo é difícil dizer distinguir um canguru de um toco. Quando ele ainda está de pé no mato pode-se facilmente imaginar que é uma mulher aborígene, coberta nas costas com barro e algodão selvagems. As patas dianteiras escuras do canguru são seus braços. A  costa escura é o seu corpo. Sua cabeça escura é seu rosto. Mas sua frente desgrenhada e branca é toco da árvore.

A obsessão do canguru por bebês aborígenes,  nasceu dessa mulher fugitiva que originou o seu ser. Alguns acreditam que ele os come, mas outros negam isso, mas esse mistério nunca será desvendado.

Mesmo sem acreditar, as mães aborígenes assustam seus filhos com essa estória, dizendo que o canguru o faz.

Fonte:

 

http://www.sacred-texts.com/aus/peck/peck14.htm

Notas:

(1) http://en.wikipedia.org/wiki/Yerranderie

Yerranderrie é uma cidade fantasma localizada próximo do Kanangra-Boyd National Park de New South Wales, Australia em Wollondilly Shire.

Yerranderie era antes uma cidade mineira de aproximadamente duas mil pessoas, mas a indústria da mineração entrou em em 1927, e, desed 1959,  a cidade não teve mais acesso direto para a cidade de  Sydney pelas terras da represa de Warragamba e o lago Lake Burragorang. O posto do correio de Yerranderie abriu em 1 de novembro de 1899 e fechou em 1958.

Agora a cidade é dividida em duas partes, as adjacências residenciais próximas a uma pista de pouso e o sítio histórico um quilômetro mais a oeste. A área é cercada por relíquias e entradas de minas abandonadas. Acessada principalmente por uma estrada de terra de Oberon, New South Wales 70 km ao oeste, embora haja uma rota raramento utilizada através do Oakdale ao leste. Aviões voam ocasionalmente vindos do aeroporto de Camden . A cidade foi fundada nos arredores do Pico de Yerranderrie Peak, que são os restos de um dique vulcânica dique e a fonte da riqueza mineral da região. Yerranderrie provém de duas palavras aborígenes,  que significa encosta e topo.

(2) Tipo de lagarto monitor encontrado na Austrália. Das trinta espécie conhecidas, vinte e cinco são australianas.

http://en.wikipedia.org/wiki/Goanna

(3)

Tipo de árvore:  http://www.prowebcanada.com/taxa/displayspecies.php?&species_name=Melaleuca%20maidenii

(4) Monte localizado no Blue Mountains National Park.

http://nexttriptourism.com/blue-mountains-tourism-in-australia/

(5) É um tipo de eucalipto de zonas alagadas que é encontrado por toda a Austráilia. A árvore é comumente chamada de  coolibah or coolabah.

http://en.wikipedia.org/wiki/Eucalyptus_coolabah

 

A estória da criação: mitos dos maias

A história da criação

O início deste livro interessante é retomada com a história Kiche da criação, e o que ocorreu diretamente depois da criação do mundo. Dizem-nos que o deus Hurakan, O Poderoso Vento, uma divindade em quem podemos dizer um equivalente Kiche para Tezcatlipoca, flutuou sobre o Universo, ainda envolto em trevas. Ele gritou “Terra!”, e a terra sólida apareceu.

Em seguida, os principais deuses fizeram um conselho entre si quanto ao próximo passo. Estes foram Hurakan, Gucumatz ou Quetzalcoatl, e Xpiyacoc e Xmucane, a mãe e o pai deuses. Eles concordaram que os animais deveriam ser criados. Isto foi feito, e depois se voltou a atenção para a como deveria ser a forma do homem. Eles fizeram uma série de homúnculos esculpidos em madeira. Mas estes eram irreverentes e provocaram a ira dos deuses, que resolveu eliminá-los.

Então Hurakan (O Coração dos Céus) fez as águas correrem, e uma inundação poderosa veio sobre os homúnculos. Também uma chuva grossa resinosa desceu sobre eles.

A ave Xecotcovach arrancaram seus olhos, o pássaro Camulatz  cortou suas cabeças, o pássaro Cotzbalarn pássaro devorou ​​suas carnes, a ave Tecumbalam quebrou seus ossos e tendões e os reduziu a pó. Então todos os tipos de seres, grandes e pequenos, abusaram dos homúnculos. Os utensílios domésticos e animais domésticos zombavam deles, e fizeram deles sua caça. Os cães e galinhas, disseram: “Vocês fizeram muita mal a todos nos e nos moderam, agora nós vamos morder vocês…”

A pedra falou disse: “Muito fomos atormentados por você, diariamente, noite, dia e dia, vocês nos usavam e era guincho, guincho, guincho, holi, holi, huqi, huqi, por sua causa.  Agora você deve sentir a nossa força, e  vamos moer sua carne e fazer comida de seus corpos. “E os cães rosnaram para as imagens infelizes porque não tinham sido alimentados, e as rasgaam com os dentes. Os copos e pratos, disseram: “A dor e a miséria que você nos deram, nos usando nosso corpos, cozinhando-nos sobre o fogo, queimando e ferindo-nos como se não tivéssemos nenhum sentimento Agora é sua vez, e você queimarão”. Os homúnculos infelizes correram lá e cá em seu desespero.

Eles montaram em cima dos telhados das casas, mas as casas desmoronaram sob seus pés, eles tentaram escalar até o topo das árvores, mas as árvores atiravam eles para baixo, eles foram repudiados até pelas cavernas, que fecharam diante deles. Assim, esta raça malfadada foi finalmente destruída e derrubada, e os únicos vestígios que permanecem são alguns dos seus descendentes, os macaquinhos que habitam na floresta.

fonte: http://www.sacred-texts.com/nam/mmp/index.htm

http://www.sacred-texts.com/nam/mmp/mmp08.htm

Quando os leões podiam voar

O leão, segundo se conta, tinha a capacidade de voar, e naquele tempo nada escapava dele.  Como ele não queria que os ossos de suas presas fossem quebrados em pedaços, ele fez com que um par de corvos brancos vigiasse os ossos, deixando-os para trás no seu covil, enquanto ele ia para a caça. Mas um dia Sapo Grande foi até lá, e quebrou todos os ossos em pedaços, e disse: “Por que os homens e animais não podem viver muito?” E acrescentou estas palavras: “Quando ele vier, diga a ele que eu vivo naquele lago, se ele quiser me ver, ele deve vir aí.”

O Leão, estava caçando na floresta, e quis voar, mas ele descobriu que não podia voar. Então ele ficou com raiva, pensando que alguma coisa no covil  estava errado, e voltou para casa. Quando ele chegou, ele perguntou: “O que você fez que eu não voasse?” Então, respondendo, os corvos disse: “Alguém veio aqui, quebrou os ossos em pedaços, e disse: “Se ele me quiser, ele pode procurar por min naquele lago lá longe!” O Leão se foi, e chegou quando sapo estava sentado na margem, e ele tentou saltar furtivamente em cima dele. Quando ele estava prestes a pegarele, o Grande Sapo dissee: “Ah!” e mergulhou, foi até o outro lado da piscina, e sentou-se lá. O Leaõ o perseguiu, mas como ele não conseguiu,  ele voltou para casa.

A partir desse dia, se diz, o Leão caminhou somente sobre seus pés, e também começou a se arrastar (quando espreitava e caçava), e os Corvos Brancos tornou-se totalmente mudos desde o dia em que disseram: “Nada pode ser dito sobre esse assunto.”

Fonte: http://www.sacred-texts.com/afr/saft/sft37.htm

Mais contos sobre leões: Sacred-Texts

 

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