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Quando os leões podiam voar

O leão, segundo se conta, tinha a capacidade de voar, e naquele tempo nada escapava dele.  Como ele não queria que os ossos de suas presas fossem quebrados em pedaços, ele fez com que um par de corvos brancos vigiasse os ossos, deixando-os para trás no seu covil, enquanto ele ia para a caça. Mas um dia Sapo Grande foi até lá, e quebrou todos os ossos em pedaços, e disse: “Por que os homens e animais não podem viver muito?” E acrescentou estas palavras: “Quando ele vier, diga a ele que eu vivo naquele lago, se ele quiser me ver, ele deve vir aí.”

O Leão, estava caçando na floresta, e quis voar, mas ele descobriu que não podia voar. Então ele ficou com raiva, pensando que alguma coisa no covil  estava errado, e voltou para casa. Quando ele chegou, ele perguntou: “O que você fez que eu não voasse?” Então, respondendo, os corvos disse: “Alguém veio aqui, quebrou os ossos em pedaços, e disse: “Se ele me quiser, ele pode procurar por min naquele lago lá longe!” O Leão se foi, e chegou quando sapo estava sentado na margem, e ele tentou saltar furtivamente em cima dele. Quando ele estava prestes a pegarele, o Grande Sapo dissee: “Ah!” e mergulhou, foi até o outro lado da piscina, e sentou-se lá. O Leaõ o perseguiu, mas como ele não conseguiu,  ele voltou para casa.

A partir desse dia, se diz, o Leão caminhou somente sobre seus pés, e também começou a se arrastar (quando espreitava e caçava), e os Corvos Brancos tornou-se totalmente mudos desde o dia em que disseram: “Nada pode ser dito sobre esse assunto.”

Fonte: http://www.sacred-texts.com/afr/saft/sft37.htm

Mais contos sobre leões: Sacred-Texts

 

O São Jorge de Hertfordshire

O dragão de Hatfield Park, Hertfordshire. Por coincidência, essa rocha se encontra na mesma cidade da lenda. Talvez seja o dragão petreficado...

A seguir, é a tradução completa do livro “A Hertfordshire St. Jorge” de W. B Gerish de 1905. 

Variantes de São Jorge e o Dragão, o verme de Lambton, Laidley e Dragão de Linton ou lendas sobre vermes são, penso eu, mais raras na parte leste e sul da Inglaterra do que no norte. No “Folk-Lore Record”, vol. i. 1878, p. 247-249, casos isolados de lendas de dragões e serpentes são apontadas em de Essex, Herefordshire, Oxfordshire e Sussex, e provavelmente há outros. As matas e pântanos que existiam nos tempos ancestrais, na porção norte do país, onde essas bestas parcialmente mitológicas, poderiam refugiar-se, parecem ter produzido tais relatos em grande abundância e detalhe.

Brent Pelham (1) ou Pelham Arsa, que um incêndio destruiu durante o reinado do rei Henrique I, ou Pelham Sarners (a) é uma pequena aldeia situada a cerca de cinco quilômetros de distância da estação ferroviária de Buntingford, e 10 milhas de Bishop’s Stortford.  O herói da história, O Piers Shonks, viveu na mansão, e era o senhor da casa, que ainda leva seu nome, e diz-se que floresceu  ” Anno a Conquiestu 21. ” (b) O único registro de qualquer descendente de mesmo nome, nos arredores é Gilbert Sank, o qual no décimo sexto ano do rei Eduardo I,  foi penhorada por Simon de Furneaux, lorde de Pelhams, por sua “Lealdade e Serviço e quarenta xelins e seis pences alugar ao ano, jurado e acordado no Tribunal de Pelham Arsa de três semanas a três semanas.(c)

A Tumba de O Piers Shonkes em Brent Pelham

Entre as doações da igreja é uma parcela das florestas chamadas de Beches e Shonks (d), e, de acordo com Weever(e), “a velha casa decadente, com fosso, chamada de O. Piers Shonkes,” existia em seu tempo. Nos tempos de Salmon(f)  (1728) havia um celeiro neste lugar protegido chamado celeiro Shonks, e que o escritor afirma que a mansão paga proteção ao bispo de Stortford,  uma relíquia do sistema feudal, que é, creio eu, paga ao lorde da propriedade de Stortford atualmente.  Pode ser que Shonks fosse o titular de uma mansão nos tempos saxões, e que ele foi substituído por Godfrey de Beche, um normando, de modo que a propriedade foi posteriormente conhecida como Beches e Shonkes. É provável que o nome Piers Shonks era o mais adotado pelo povo e, possivelmente, o nome do fundador da igreja, cujo edifício saxão original foi queimado com o resto da vila, como anteriormente mencionado. O lugar onde o túmulo de Shonks está agora está se dizia ser uma antiga entrada(g), provavelmente da estrutura original, mas isto é, penso eu, equivocado. Há, porém, uma antiga entrada bloqueada mais ao oeste, exatamente sob a janela central norte. O arco do túmulo não é diferente de uma porta de arco, e era de uma altura suficiente para ser, provavelmente, uma entrada.  Salmono engenhosamente sugere que Gilbert Sank poderia ser o pai de Peters ou Piers (devemos desconsiderar a uma diferença de dois séculos para isso), que “sendo oprimidos pelo poder tirânico de De Furneaux, seu filho pode tomar a causa para si e mostrar as que exigências do seu adversário eram injustificáveis, e combatê-lo através da lei. Pelo qual ele poderia estar a serviço da comunidade, e salvá-los dessas mesmas imposições exorbitantes. E isso foi suficiente para canonizá-lo.” Se bem me lembro, algo semelhante aconteceu ao gigante Hickathrift de Norfolk(h).

Salmon conclui seu relato afirmando que ele precisa sair terminar o seu “O argumento Nisi Prius (2)  com a relação ao caso me foi dada por um velho agricultor na freguesia, que se vangloriava a si mesmo por ter nascido no mesmo ar que respirava Shonk. Ele disse, ‘Shonk era um gigante que habitava neste comarca, que lutou com um gigante de Barkway chamado Cadmus(i) e derrotou ele, e por causa disso Barkway pagou uma quantia (3)a Pelham desde então(j).  Então essa regra de Horácio (4) ainda é observada em Pelham.

“Aut scqucre famam, aut sibi convcnicntia fingc “.

(ou uso o boato, ou supunho por minha própria conveniência)

Sir Henry Chauncy (1700), além da alusão antes mencionada, não tem nada a dizer a respeito da lenda, mas apenas cita as inscrições em latim e inglês no túmulo. Cussans (1872), nosso historiador mais atual dá o o relato a seguir.

“O mais intrigante registro monumental na igreja de Pelham Brent é o sepulcro num altar dentro do recesso de arcos da parede norte, que dizem ter sido erguido por um tal de Piers Shonks, que morreu no ano de 1086. A tumba é de grande antiguidade (apesar de pouco mais antiga que 1300 e, provavelmente, mais posterior), mas foi, evidentemente, construído muitos anos depois do período que se atribui a morte do Shonks. É constituída por uma grossa laje de mármore de Petworth, na qual está esculpida em relevo uma representação emblemática da ressurreição. À frente estão São Marcos e São João, com São Mateus e São Lucas, em ambos os lados, simbolizadas na forma usual. (l)  No centro está uma cruz floral, cuja haste está entrando na boca de uma figura grotesca, ao pé da laje, o que significa o triunfo do cristianismo sobre o pecado(m). Simples e belos como estes símbolos são, eles deram órigem às tradições mais absurdas. A mais popular é que Piers Shonks (em cuja memória é dito ter sido erguido o monumento) era um poderoso caçador, e sempre era acompanhado, em suas expedições por um servo e três cães favoritos,

tão rápida de pés que eram dito serem alados, e é assim são representados no túmulo(n). Esperando a chance de um dia matar um dragão, que parecia estar sob a proteção direta de Satanás, este último declarou que iria se vingar de Shonks, e pegaria sua alma na morte, se esse fosse enterrado dentro ou fora da igreja.  Shonks, para evitar o seu destino, determinou que ele não deveria ser enterrado nem dentro nem fora do edifício sagrado, mas na parede, e sentindo-se perfeitamente seguro nessa posição, ordenou que uma representação de seu feito deveria ser gravadas em seu túmulo. Na parede do fundo da tumba é pintada esta inscrição, que dizem ter sido escrita pelo reverendo Raphael Keen, que morreu em 161 4.  Ele foi Vigário pora setenta e cinco anos e meio.”

Tantum Fama manet  Cadmi Sanctique Georgii,

Posthuma Tempus edax Ossa sepulchra vorat.

Hoc tamen, in Mura tutus qui perdidit Anguem

Invito positus, Demone, Shonkus crat.

O Piers Shonkes

Quem morreu no ano de 1086.

Nada de Cadmus, nem São Jorge, os nomes

de grande renome, não sobrevivems, mas suas famas,

O tempo foi tão cruel que não deixou nem os ossos dele,

Nem mesmo seus monumentos de pedra,

Mas Shonks uma serpente mata, para os outros desafiar,

E nesta parede, como numa fortaleza, ele jaz

É possível que o último verso possa ter dado origem ao tradição, ou o autor, o reverendo, possa ter incorporado a crença à ele.

As estórias locais variam em detalhes, como acontece normalmente.  A variante principal é que, quando Piers estava em seu leito de morte, ele pediu pelo seu arco e uma flecha, e atirou a esmo pela janela, ordenando que ele deveria ser enterrado onde a flecha caisse(5).  A flecha atravessou uma das janelas da igreja e se fixou na parede aonde está o túmulo agora.

Cerca de trinta ou quarenta anos atrás, um velho patriarca da vila dosse  a Mr. W.H.N., de Watford, que ele se lembrava ou ouviu dizer que em uma escavação que foi feita sob a parede perto do monumento, que ossos, que provavelmente eram de Shonks, foram encontradas, e por suas proporções teriam pertencido a um homem de 2,80 a 3 metros de altura.  Se estes tinha sido colocados ou não no túmulo ou não, ele não sabia.

O relato a seguir, escrito há alguns anos pelo então vigário de Brent Pelham (o Rev. W. Wigram, MA), vale a pena citar aqui. Ele diz:

“O local da casa do herói é marcada pelo fosso que antes o cercava, em uma pastagem ainda chamada de Jardim de Shonkcs acima de  Beeches  Farm. O túmulo está na parede norte da igreja e do estilo do século treze.  A cruz está direcionada como uma lança através da boca do dragão. Na folhagem da cruz há uma figura pequena, aparentemente bem ferida, o que pode representar a alma humana.  A capela-mor da igreja foi reconstruída cerca de quarenta anos atrás, e agora está em uma linha reta com a nave. A ntigamente era tão inclinada para o norte que havia uma pequena sacristia, cosntruída no espaço entre a parede norte original (que foi deixado como estava) e a linha da parede norte hoje existente, daí que a janela sul da capela-mor olhava diretamente através do arco da capela, e uma seta entrando na janela sul poderia apontar para a parede norte da nave.

Um dragão terrível habitava sob um teixo que se situava entre o que foi depois de dois campos chamados Great e Little Pepsells, e o entrada para o no caminho que atravessava eles foi feita na haste do desta árvore, quando ela foi dividida ao meio, tais árvores de extrema antiguidade. Este dragão foi morto por Shonkes e enquanto a fera morria, Satanás em pessoa  levantou-se e reinvidicou o corpo e a alma de Shonkes por matar seu dragão. O cavaleiro cristão desafiou ele, respondendo de imediato que sua alma estava sob a guarda do Céu, e que seu corpo deveria descansar onde a flecha, atirade de seu arco, deveria cair.  Ele atirou conforme disse, e a flexha entrou na janela sul da capela mor, atravessou o arco do cruzeiro e atingiu a parede norte, no lugar em que ainda repousa Shonkes(6).

“Invito Daemone.”

Desafio o Mal

Em épocas posteriores o teixo foi cortado por um camponês conhecido de meu informante. O homem começou a trabalhar na parte da manhã, mas parou na hora do almoço, e ao retornar, descobriu que a velha árvore que tinha caído, desmoronando em uma grande cavidade debaixo de suas raízes.

Que tais buracos foram encontrados em velhos teixos em outras ocasiões me foi dito. Se este foi simplesmente ampliado pelo dragão para sua própria conveniência, ou se foi cavada pelas garras da criatura não há nenhuma evidência que mostre. Eu conto a estória como foi contada para mim e aponta para a parede da capela-mor de idade e para o túmulo como provas.”

É esta  lenda de Shonks e o Dragão meramente uma história alegórica do triunfo do cristianismo sobre o paganismo, ou é uma metáfora da estória da aldeia de Hampden que suportava o pequeno tirano da vila, tal como sugerido pelo historiador Salmon? Ou era o dragão uma realidade concreta, atacando, como o tigre indiano faz, aterrorizando a  aldeia, até que um, mai valentes e inteligente que o resto, por uma estratégia supera a besta repugnante e depois é para sempre idolatrado como um herói pelos aldeões. Restos fósseis de animais extintos foram frequentemente encontrados nos poços de barro de Hertfordshire oriental, nenhum dos quais é de uma data tão recente como os séculos X ou XI. Mas a estória pode ser, como eu acho que possivelmente, muito mais antiga, que remontam, talvez, a tempos pré-históricos, mas, mais provavelmente ao período celta. A história, portanto, transmitida de pai para filho acabou se tornando ligada de forma habitual à a monumental laje, auxiliada durante os últimos dois séculos, como diz Cussans, pelo epitáfio(p).

Vale a pena notar que grandes cruzes de Malta são cortadas na aduelas de pedra do norte dos dois contrafortes no exterior do igreja, entre os quais a tumba de Shonks está situado. Eles são muito recentes e foram, eu penso, remodelados na restauração.

Para Canon Wigram e Ed. Exton Barclay sou erternamente grato pela valiosa assistência na elaboração deste trabalho.

Fonte: GERISH, W.B. A Hertfordshire St. Jorge. 1905. 

Notas do livro:

(a) Sarners era o intermediário do bispo de Londres no reinado de William I.

(b) Isso não é corroborado pelo Domesday Book.

(c) Veja o livro Chauncy´s “History of Herts,” ‘Chauncy 1700, vol. i. p. 278.

(d) Canon Wigram é um condado que pagava o dízimo a Beeches (outro condado), nada mais. Havia talvez quarenta acres de terra perto daquela fazenda

(e) ver livro   Weever. “Funeral Monuments”, p. 549

(f) ver livro Salmon. ” History of Herts”, p. 289.

(g) Veja a ilustração.

(h) “Gentleman’s Magazine” de janeiro de 1896.

(i) O Cadmus que é citado nesse4 livro, não era o gigante que vivia na cidade, mas o lendário matador de dragões fenício.

(j) Tipo de pagamento a senho feudal.

(l) Os símbolos são o leão, o anjo, o touro e a águia

(m) Veja ilustração

(n) Os quatro símbolos evangélicos, como citados acima (leão, anjo, touro, águia).

(o) essa passagem é idêntica à estória da morte de Robin Hood;

(p) Salmon diz certamente “E a fama de Shonk … poderia influenciar as pessoas a idolatrá-lo, e a lenda de que ele matou o draqgão, tornaria a coisa mais “visível”(7), e através dessa estória a fama dele seria transmitida para a posteridade.”

Notas do post:

(1) Brent Pelham é uma vila ou freguesia em Hertfordshire, Inglaterra. A aldeia é uma das cidades apelidadas de Pelhams, juntamente com Stocking Pelham e Furneaux Pelham. Perto da igreja St Mary’s há antigos casebres que poderiam acomodar até três pessoas de uma vez.[1] Um moinho de vento abandonado ainda sobrevive na aldeia.

(2) É uma expressão usada para designar os tribunais inferiores (assim chamado de “tribunais de jurisdição original”), onde o caso era ouvido pelo juiz e do júri, independentemente do local onde está sendo julgado agora. Um significado comum é “a menos que antes”.

(3) A renda paga por um homem livre por serviços, feitos a um senhor feudal.

(4) Utilizada com freqüência durante o século XIX: “as noções transmitidas através da visão seriam sedimentadas de maneira mais rápida e eficaz na memória, enquanto aquelas adquiridas por meio da audição seriam facilmente esquecidas”

(5) Essa parte do livreto me lembra o filme “Robin e Marian” com Sean Connery, de 1976. Na cena final, quando Robin está em seu leito de morte, com a também moribunda Marian, ele pede por seu arco e flecha, atira a esmo e pede a Little John para que enterre o corpo dele e de Marian aonde a flecha cair. A câmera segue a flecha, mas não mostra aonde ela cairá… Assim, segundo a lenda, foi que Robin Hood morreu, “a ele foi permitido sangrar até a morte nos braços da prioresa de Kirkless, onde, usando de suas últimas forças, ele desferiu uma flecha para determinar aonde ele deveria ser sepultado(…)

(6) A tumba de Shonkes está na igreja de St. Mary The Virgin em Brent Pelham, a tumba está lá para quem quiser ver. Não há fotos atuais sem copyright, mas se você quiser dar uma olhada clique aqui.

(7) Quer dizer, que o túmulo seria visível e que seria prova da veracidade da lenda, fazendo como que cresse e o saudasse como santo.

Links:

Animação da estória do dragão de Hertfordshire

https://casadecha.wordpress.com/2008/09/18/o-verme-de-linton/

http://en.wikipedia.org/wiki/Hertfordshire

Os Sapos Arautos

Quando Baiame deixou de viver nesta terra e voltou pelo caminho que o levava para Bullima, subindo a escada de pedra espiral até o cume do Oobi Oobi, a Montanha Sagrada, apenas os wirinuns, ou homens sábios, foram autorizados a dirigir-lhe a palavra e apenas através de seu mensageiro, Walla-guroon-bu-um.

Pois Baiame estava agora fundido à rocha de cristal onde ele sentava em Bullima, e assim também estava Birra nulu, sua esposa. A parte superior dos seus corpos permaneciam como tinham sido na terra, mas as partes inferiores estavam mergulhadas no cristal de rocha.

Somente Walla-guroon-bu-um e Beili Kunnan foram autorizados a aproximar-se deles e transmitir seus comandos para os outros.

Birra-nulu, a primeira esposa, era a criadora das inundações. Quando os riachos estavam secando e os wirinuns queriam uma inundação viesse, estes homens subiam até o topo da Oobi Oobi e aguardavam em um dos círculos de pedra a vinda de Walla-guroon-bu-um. Ouvindo o que eles queriam, ele ia e dizia a Baiame.

Baiame dizia a Birra nulu, que, se ela estivesse disposta a dar sua ajuda, ele iria enviar Kunnan-Beili aos wirinuns, dizendo para avisar lhes: “Depressa diga a tribo Bun-yun  Bun-yun para ficar pronta. A bola de sangue serão enviadas para rolar em breve. ”

Ouvindo isto, os wirinuns iriam rapidamente descer a montanha e atravessar os woggi, ou planícies, abaixo, até chegaram a Bun-yun Bun-yun, ou Rãs, uma poderosa tribo com braços fortes para arremessar e vozes incansáveis.

Esta tribo ficaram esperando, ao comando dos wirinuns, ao longo das margens de cada lado do rio seco, a partir de sua fonte a alguma distância. Eles fizeram grandes fogueiras, e colocaram essas pedras enormes para gerar calor. Quando estas pedras se aqueceram os Bun-yun Bun-yun colocaram algumas nas cascas, diante de cada homem.

Então eles ficavam na expectativa, aguardando a bola de sangue alcançá-los. Logo que vi essa bola de vermelho-sangue de tamanho fabuloso rolando na entrada para o rio, cada homem se abaixava, pegava uma pedra quente e, gritando, jogava com toda sua força contra a bola. Em tal quantidade e com toda a força eles jogavam as pedras e quebravam a bola.

De dentro corria um riacho de sangue fluindo rapidamente para o leito do rio. Cada vez mais alto e alto levantava-se o clamor dos Bun-yun Bun-yun, que carregavam pedras com eles, seguindo o fluxo do rio, que passava correndo. Eles corriam aos trancos e barrancos ao longo das margens, lançando pedras e gritando sem cessar.

Aos poucos, o fluxo de sangue, purificado pelas pedras quentes, se transformava em enchente, e os gritos dos Bun-yun Bun-yun alertava as tribos da enchente, para que eles pudessem mover os seus acampamentos para terrenos elevados antes que a água chegou até eles.

Enquanto a enchente corria, os Bun-yun Bun-yun não apravam de gritar em em voz alta. Até hoje, quando uma inundação está por vir, são ouvidas as suas vozes, e ouvindo-lhes os Daens, ou Aborígenes, dizem, “O Bun-yun Bun-yun estão chorando. A inundação deve estar chegando.” Então, “o Bun-yun Bun-yun estão chorando. Águas de inundação está aqui.”

E se a água da inundação vem grossa, vermelha e com  lama, os Daens dizem que os Bun-yun Bun-yun ou rãs-de-inundações deixaram as águas passar sem purificá-las.

Fonte:

A.W. Reed, Aboriginal Fables and Legendary Tale

http://www.aboriginalartcentre.com.au/dreamtime%20stories/frog.htm

Outros links:

http://www.artistwd.com/joyzine/australia/dreaming/frog.php

O Coiote e a Tartaruga

Uma noite, o Bebê Tartaruga estava com muita fome então ele decidiu deixar a segurança do rio em busca de alimento.

Logo ele encontrou um cacto com frutas muito doces.

O bebê tartaruga andou sozinho, comendo e rindo.

O sol forte se levantou e começou a bater no deserto.

Quando o Bebê Tartaruga procurava por mais comida,  percebeu que estava perdido.

A tartaruguinha começou a chorar.

O coiote ouviu o choro e foi investigar.  O Bebê Coiote estava escondido debaixo de um arbusto e  rapidamente o coiote fez planos para o jantar.

“Era uma canção bonita que você estava cantando. Por favor, continue enquanto eu faço uma grande fogueira para cozinhar você”

“Eu não estava cantando. Enfim, meu casco é muito duro. Mesmo o fogo mais quente não pode penetrá-la.”

“Bem, então, eu vou levá-lo ao topo da mais alta montanha e deixá-lo cair sobre as rochas abaixo.”

“Pff! Eu já lhe disse. Meu casco é tão espesso que eu vou simplesmente quicar nas rochas e fugir.”

Coiote pensou muito sobre como botar o Bebê Tartaruga em sua barriga.

“Eu vou te levar para o rio, afogá-lo, e então eu vou te comer.”

“Oh não, por favor, me afogar no rio. Tudo menos isso!”

“Ha! Eu sabia disso.”

“Por favor, continue cantando, é muito agradável”.

“Eu não estou cantando.”

Logo ele que chegou ao rio, o Bebê Coiote jogou a tartaruga na água.

“Coiote bobo. Obrigado por me trazer para casa.”

O coiote tinha sido enganado pelo Bebê Tartaruga. Ele ficou tão irritado que ele pulou no rio, mas a corrente era tão forte que levou o coiote rio abaixo.

O Bebê Tartaruga estava seguro agora e nunca se afastou demais das das margens do rio.

fonte:

Coyote and Turtle Story

Notas:

A Estória do Coiote e da Tartaruga foi um vídeo feito por Tim F. Salinas da tribo Navajo e colocado no YouTube.com em 10 de dezembro de 2006.  Não se sabe exatamente o local onde foi gravado, mas aparentemente uma equipe do Pasadena City College fez a gravação em 2003.

Como outras histórias nativos americanos, a história do Coiote e da Tartaruga tem uma lição para o público. As crianças também podem aprender que não é sábio se desviar para longe do local onde você está seguro, e esta lição é voltada principalmente para crianças, onde se compara elas com a tartaruguinha, que também era inexperiente e acaba por afastar-se do rio. Todas as tradições orais servem a um propósito na sua cultura, e além de entretenimento, essa estórias ensinam muitas lições.

A Borboleta nas Estórias Tradicionais dos Navajos

O Garoto Chuva atingiu o Garoto Borboleta com seu machado de raio, e da cabeça aberta do Garoto Borboleta saíram todas as borboletas do mundo

Borboleta nas estórias tradicionais dos navajos

Borboleta: Devido à beleza natural de suas asas, a borboleta é muitas vezes considerada inútil. No entanto, na mitologia navajo, a borboleta é que traz a pedra sagrada para os cascos do cavalo. Na lenda da divindade, o Garoto Borboleta foi curado de sua vaidade ao ser atingida por um raio que saiu do machado do Garoto Chuva. Depois disso, sua cabeça se abriu e dela vieram todas as borboletas do mundo. O efêmero pó das asas da borboleta é visto como prova de que tal beleza não é eterna durável. Pg. 191

Lagarta: na crença Navajo, a lagarta é sagrada por causa de sua habilidade de se transformar em borboleta, o coletor do sílex sagrado. No entanto, apesar da borboleta não ser sempre confiável por causa de sua vaidade, a lagarta é simples, o caminhante de muitas pernas através da vida. Como verme, ele pode dar conselhos a seus “superiores.” Pg. 191
“The Giftt of Gila Monster, Navajo Cerimonial Tales, 1993, Gerald Hausman.

Garoto Chuva e Garoto Borboleta

Há um grande arco de pedra colorida na terras dos navajos, o qual é chamdo de Rainbow Bridge (Ponte do Arco-Íris). A fim de alcançá-lo você deve andar a cavalo durante dias através do deserto e a terras de rocha nuas e através de grandes cânions de rochas vermelhas.  Muitas pessoas não vão lá.  Em tempos antigos era a casa do Garoto Chuva, um deus muito poderoso, cuja arma era o relâmpago e que viajava tão rápido como o vento em seu arco-íris.

Um dia, há muito tempo ele teve que sair em viagem. Ele deixou a esposa e a filha em casa na Ponte do Arco Íris e disse-lhes que não importasse o que aconteceu elas não estavam a sair à luz do sol.

“Vamos obedecer-lhe, Garoto Chuva”, disseram as duas mulheres, e quando ele saiu, elas se sentaram ao lado da porta aberta e pegaram sua tecelagem.  Ambas eram habilidosas tecelãs.  Quando eles precisavam de um novo desenho elas iam olhar do lado de fora da porta até que viam uma coisa linda.  Um dia, o desenho eram de uma folha, outro dia, de um pássaro de penas adequadas às suas necessidades. Mas hoje elas não podiam ver nada que lhes agradassem.

Enquanto isso acontecia, O Garoto Borboleta Branca tinha voado de sua parte do país vindo de sua casa, em Chaco Canyon, onde jaziam as ruínas dos mortos.  O Garoto Borboleta se parecia um com um navajo, exceto que ele tinha asas. Ele possuía um outro grande poder.  Ele podia se transformar quando quisesse em uma borboleta branca.  Então, quando ele chegou a Rainbow Bridge, ele viu a bela esposa e filha do Garoto Chuva olhando para fora da porta de sua casa.

“Elas são lindas. Gostaria de falar com eles”, disse para si mesmo, mas ele tinha ouvido falar que o Garoto Chuva não permitia que elas falassem com estranhos e as proibia de deixar a casa quando ele estava fora. Então Garoto Borboleta armou um plano, ele se transformaria em uma borboleta branca e voaria baixo na soleira da porta.

“Ah, que bela criatura”, exclamou a mãe. “Que esplêndido desenho que ela vai ser para o nosso trabalho.”

“Vamos pegá-la”, disse a filha.

Mas quando elas esticaram as suas mãos, Garoto Borboleta Branca abriu suas asas e vôou para uma flor-de-cera a alguma distância da casa.  As mulheres se esqueceram a sua promessa ao Garoto Chuva e correram para fora da casa sob a luz do sol, onde perseguiram a borboleta de branco espuma, cada vez que chegavam perto o suficiente para capturá-lo, ele voava longe, mais longe da casa.  Quatro vezes ele voôu, e na quarta vez,  ele acendeu um pendão do milho de seda no jardim do Garoto Chuva.  Grandes abóboras amarela ele enrolou seus braços entre os pés de milho, e quando as mulheres correram para o jardim, as abóboras cercaram elass, e então elas não puderam sair de lá.  Então Garoto Borboleta se transformou em um homem de asas.

“Agora”, disse ele. “eu tenho vocês.  Agora vocês vão vir morar comigo em Chaco Canyon”.

Ele as levou para longe sobre o deserto e cânions até que chegaram à terra das habitações desertas.  Aqui, há muito tempo, as pessoas viveram, mas agora nada havia, somente os mortos permaneciam, e eles foram enterrados fundos sob as areias.

Então, voltando o Garoto Chuva de sua viagem, e encontrando o lugar vazio, ele procurou lá fora por pistas. Nas areias perto da casa viu pegadas de sua esposa e filha, que levavam para o jardim e entre as videiras de abóbora, onde desapareciam. Foi aqui que Garoto Borboleta Branca tinha se transformado em um homem com asas, e com a esposa de Garoto Chuva num braço, e a filha no outro, ele tinha voado de volta para sua casa, em Chaco Canyon. Depois de olhar com cuidado entre os pés de milho, Garoto Chuva enviou uma raio do relâmpago para apontar a direção que eles tomaram.  O raio caiu perto de Chaco Canyon.  Garoto Huva montou em seu arco-íris e voou pelos céus até a casa de Garoto Borboleta Branca. Lá ele encontrou sua esposa e filha, que estavam presas nas casas dos povos antigos. Garoto Chuva estava muito zangado com elas por desobedecido a ele, mas ele estava ainda mais zangado com Garoto Borboleta Branca por sua traição.

Quando Garoto Borboleta Branca chegou voando em casa à noite, Garoto Chuva disse: “eu te desafio para uma corrida. Se você ganhar, você pode ficar comr a minha esposa e filha. Se você perder, você morre.”

“Eu concordo”, disse Garoto Borboleta Branca.

“Vamos correr para o Monte Taylor”, disse Garoto Chuva. “Prepare-se. Quando eu mandar meu raio vamos começar.”

O Garoto Borboleta não tinha nada no mundo para correr, mas as próprias asas, então eles as abriu as suas asas com orgulho e lá se escondia a sua única arma que era um machado mágico que poderia matar quem o segurasse, em um sopro de ar.

Garoto Chuva decolou em seu relâmpago e desapareceu instantaneamente. Garoto Borboleta bateu suas asas tão rápido o quanto pôde, mas ia levar muito tempo até chegar ao Monte Taylor. No caminho, ele viu o Beija Flor equilibrado no ar diante de uma flor.

Não há nada no mundo que Garoto Borboleta gostasse mais do que se divertir. Sobre sua garganta estava pendurado um sino de prata minúsculo. Ele queria saber como a campainha soaria na garganta do Beija Flor enquanto ele fosse de flor em flor, assim que ele tirou o sino de sua própria garganta e jogou-o no ar. Ele caiu com um tilintar no pescoço de Beija Flor, e este é o ruído que se ouve hoje, quando o Beija Flor voa em cima de uma flor.

Logo após o atraso com o Beija Flor, Garoto Chuva chegou ao Monte Taylor.  Lá estava sentado o Garoto Chuva  na extremidade de um raio.

“Eu ganhei”, gritou Garoto Chuva. “Agora vamos correr de volta.”

“Tudo bem”, disse Garoto Borboleta cansado. Ele já estava exausto, mas ele era alegre e não desistia.  Novamente, ele abriu as lindas asas.

“Pronto?” Garoto Chuva gritou, e desta vez ele subiu aos céus em um grande arco-íris.  Garoto Borboleta se esforçou para voar, mas foi um longo caminho até chegar à sua casa em Chaco Canyon.  Lá esperava sentado o Garoto Chuva, no fim do arco-íris, e sua esposa e filha estavam esperando ao lado dele.

“Eu ganhei novamente,” disse Garoto Chuva, e levantando a cabeça, ele proclamou: “agora você vai morrer”

“Espere”, disse Garoto Borboleta. “Por favor, você não poder matar-me com meu próprio machado? Isso me deixaria muito feliz,  morrer pela lâmina que eu carrego em todas as minhas jornadas.”

Mas o Garoto Chuva sabia que o machado de Garoto Borboleta era um machado mágico. Em um sopro de ar de seu mestre ela voaria para trás e mataria o homem que segurava.

“Não”, ele disse, “eu vou matar você com meu próprio machado.” E novamente ele se levantou acima de sua cabeça. Mas Garoto Borboleta pediu quatro vezes, e pela quarta vez Garoto Chuva tirou o machado de Garoto Borboleta que estava preso no cinto e pegou o machado mágico em suas mãos. Mas ele não tinha sido enganado. Ele tinha um esquema em mente.

“Agora”, disse o esperto Garoto Chuva, “feche seus olhos.”

Tão logo Garoto Borboleta fechou suas pálpebras  Garoto Chuva mudou os machados e, segurando sua própria arma confiável ele deu um golpe mortal na cabeça de Garoto Borboleta. O crânio rachou, e Garoto Borboleta estava morto em um golpe só, e de dentro da rachadura no crânio veio uma rede de borboletas, todos com asas luminosas e encantadoras. Longe elas voaram para se espalhar sobre o céu, e é assim que as bonitas borboletas bonitas nasceram. Pgs. 65-69

Sitting on the Blue-Eyed Bear, Navajo Myths and Legends, 1975, Gerald Hausman.

Butterfly (ka’logi ‘) e mariposas são símbolos da tentação e loucura, tão desprezíveis que o seu comportamento, que agir como uma “mariposa”, significa loucura, a punição por quebrar tabus.

O herói de Mountain Chant adquiriu o poder de criar alimentos do Povo da borboleta.

Fonte:

w.twinrocks.com/legends/9-butterfly-in-navajo-traditional-stories.html

mitologia dos navajos:

http://www.terramistica.com.br/index.php?add=Artigos&file=print&sid=111

Muito obrigada ao site Twin Rocks, através de Barry,  por permitir o uso do material do site e por compartilhar a lenda

O homem que saiu para pescar em um barco Huldu

O pessoal da aldeia de Gasadalur, não tinham barcos, porque o lugar ficava em um grande despenhadeiro. Então eles pescavam com os homens da aldeia vizinha, Bour.

Uma noite, um homem de Gásadalur fui ao promontório de Akranes, onde um barco de Bour iria pegá-lo.  Enquanto ele estava em seu caminho, viu uma embarcação indo para o despenhadeiro, e como ele não quis esperar por eles, ele correu para o barco.  Ele notou que havia sete homens lá, e havia um assento livre em um dos bancos. Ainda assim, ele não podia enxergar bem os seus ocupantes, porque ainda estava escuro. Ele não suspeitou de nada e pulou no barco, que logo deixou a costa, rumo ao mar aberto.

Assim que ele sentou em seu lugar, ele viu que tinha entrado em um barco huldu, porque não reconheceu nenhum dos homens, mas escondeu o seu medo para que eles não notasse, pegando um remo.

Eles navegaram longe até um banco de besca chamado Vágoy, lá os homens huldu se preparam para pescar, colocando isca nos seus anzóis e lançando-os ao mar. O homem de Gásadalur não fez nada, ele apenas ficou quieto e olhou para baixo. Ele trouxe sua linha de pesca, mas seus anzóis e iscas ainda estava em Bour.

De repente, o chefe do barco perguntou por que ele não estava pescando, eo homem respondeu que era porque não tinha anzol ou isca.
O huldu deu tudo o que ele precisava e, assim que ele lançou a isca, o homem sentiu que havia algo no anzol. Ele puxou um grande peixe do mar, e logo que ele o matou, o chefe o marcou e assim o fez com cada peixe que o homem pegou naquela manhã.

Por fim, o barco estava cheio de peixe, e remaram para terra. Eles desembarcaram em Akranes, o mesmo lugar de onde ele embarcou, e eles jogaram todos os peixes que ele tinha pego na terra.

Quando o homem desembarcou, ele percebeu que tinha esquecido a faca no barco. Ele gritou ao huldu, dizendo:

“A coisa afiada  (1) ainda está a bordo!”

O hulduman pegou a faca e jogou em cima dele, mas não o acertou.

O huldu gritou:

“Maldito seja, seu sortudo. Você se comporta como um cão, e eu não ouvi você agradecer-nos por levá-lo a bordo. ”

Notas:

Se você encontrar os huldufólk, você não deve chamar uma faca, espada, machado etc, pelo seu próprio nome. Em vez disso, você tem que usar outras palavras, por exemplo, se referir a uma faca como “coisa pontuda”.

Também é perigoso de agradecer ao huldufolk pelos seus favores, porque se fizer isso, eles vão ter poder sobre você.

Similar lendas são contadas sobre um homem da aldeia de Strendur e um homem de Eiði, que ambos pescavam em conjunto com huldumen. O homem de Eiði navegou com a huldumen para um inverno inteiro

Foto de Gasadalur por Skygge Von Helvetesdalen

fonte:

http://www.tjatsi.fo/index.php?sprog=&side=23b8f72dad918e3a24af38feea927ac3

atenção o site acima foi descontinuidade, existe somente um backup no webarchive:

http://web.archive.org/web/20111110104716/http://www.tjatsi.fo/?side=78af618ccbcea6b098cdad7fa5cfe106


Mais em:

Huldufolk

Land of the Huldufolk

Fotos de Faroé

Jutuls e os Gigantes das Montanhas

Torhatten visto de perto

O Jutul (gigante, também chamado de Jotul, e Jutun, e assim definido no filme Thor) é grande e forte, e habita as mais altas montanhas, onde ricos e preciosos tesouros são encontrados em abundância. Ele é mau por natureza, odeia igrejas e o som de sinos, e, tem ganância por sangue cristão. Quando uma tempestade está acontecendo, ou o redemoinho rodopia entre as rochas, ele se joga contra a montanha, tanto que os potes e chaleiras vibram, nos quais sua esposa Gyvri ou Giogra prepara a comida deles. Por todas as tradições do país se encontra relatos desse monstruoso ser. Marcas de suas pegadas são vistas muitas vezes nas montanhas.

De todos os seres sobrenaturais do Norte, nenhum outro mostra marca mais evidente de grande antiguidade como os gigantes Jutuls. As tradições a respeito deles sempre os mostram como monstruosidades, e se harmonizam com as montanhas enevoadas entre as quais eles habitam. Se comparadas com as tradições da mitologia vulgar com a velha mitologia, nós encontramos uma grande similaridade entre elas, e logo reconhecemos nos Jutuls e Rosers (giants) os Jotuns e Risar, os inimigos dos deuses e dos homens, nos quais Thor, o poderoso deus do trovão, encontrou um inimigo perigoso. O Jotuns na mitologia do Norte são considerados como seres caóticos, governando as regiões escuras e frias da Terra, temendo a luz do dia e os raios do sol que os fazem transformar em pedra.(1)

Em Hestmandoe na Nordlands há uma montanha que se assemelha à distância a um cavaleiro com um grande manto sobre ele. Esta montanha foi uma vez um Jutul  que morava no local. Doze quilômetros ao sul, em Lekoe em Nummedal, viveu ao mesmo tempo, uma donzela a quem ele jurou amor, mas a moça arrogante, que era hábil em todos os tipos de magia, não só rejeitou-o, mas transformou todos os seus mensageiros em pedra, que são essa pedras redondas que são vistas até hoje na parte norte da ilha. Exasperado com sua conduta, o Jutul pegou seu arco, para se vingar.

O Jutul quis se vingar da mulher, porque ela transformou seus mensageiros em pedra. Pegou seu arco e disparou a flecha que atravessou a montanha deixando um buraco que pode ser visto até hoje.

A  poderosa flecha voou e passou direto através da montanha sublime chamada Torgehat, onde ainda se vê um  grande buraco feito pela flecha através da rocha sólida. “Que a palha fique no caminho”, exclamou o Jutul. Sendo afetada por algo em seu vôo, por forçar seu caminho através do Torgehat, a seta não logrou chegar ao seu destino, mas caiu aos pés da moça do lado norte da Lekoe, onde ainda está,  na forma de uma pedra enorme e comprida. Por ambos usarem suas magias, acabaram os dois se transformando pedra, e assim irão permanecer, olhando um para o outro até o Juízo Final. Mesmo na época atua, um nortista raramente navega sem antes tirar o chapéu para a donzela de Lekoe.

Em Spirillen, na maré baixa, uma espécie de ponte de pedra pode ser vista, mais ou menos a um oitavo de uma milha de distância. Ele deve sua origem a um Jutul que morava em Elsrudkolle. Este Jutul cortejou uma Huldra em Engerkolle, que morava na margem oposta. Para que pudesse visitá-la sem se molhar, o que dexava sua amada aborrecida, ele resolveu construir uma ponte, ele se partiu em pedaços, quando o sol surgiu e o surpreendeu em seu trabalho.

Se você gostou desse post leia também:

https://casadecha.wordpress.com/2011/04/29/tradicoes-relacionadas-a-thor/

Notas:

(1)

Quem assistiu ao “Senhor dos Anéis – Sociedade do Anel” , pode ver uma cena onde há dois trolls transformados em pedra, quando a sociedade pára para descansar em uma clareira. No livro é explicado claramente que o troll vira pedra, se atingido pela luz solar.

Mais sobre os Huldu/Huldra:

http://www.tjatsi.fo/index.php?side=1a9fe70161bab408838374b28c54a8dd

Outros links:

Linguagem nórdica

http://www.freefictionbooks.org/books/d/22031-due-north-or-glimpses-of-scandinavia-and-russia?start=54

Viagem pelos países escandinavos

Os Gigantes

Tradições relacionadas a Thor

O gigante golpeou Thor, que revidou com seu martelo, matando a criatura. Agora o corpo dele jaz sob uma grande pedra."A Batalha de Thor com os Ettins" (1872), pintura de Mårten Eskil Winge.

Thor,assim como Odin, O Ancião, chegou ao norte através da imigração, que em tempos remotos tiveram lugar na Ásia e Asgard. Aqui ele teve de lutar com os primeiros habitantes da terra, que por causa de seus esconderijos em montanhas e tocas, bem como de sua estatura gigantesca e ferocidade, eram chamados de Jattar (Giants), Trolls e Bergs-boar (moradores das montanhas). Daí vindo todas as tradições sobre gigantes e coisas do gênero.  Aquelas pedras lisas, em forma de cunha, que às vezes são encontrados na terra, são chamadas Thorwiggar, isto é, cunhas de Thor: segundo se conta, por estas terem sido arremessadas por Thor em algum troll. Em muitos lugares onde as pradarias são vizinhas das montanhas, histórias eram contadas de como trolls se enchiam de terror quando trovejava, e como eles, então, trasformados em diversas formas, embora a maioria freqüentemente como grandes bolas ou novelos, rolavam das montanha, procurando abrigo entre os camponeses,
que, bem ciente do perigo, sempre os mandavam de volta com suas foices; e em diversas ocasiões acontecia que o trovão golpeava e estremecia a foice, e assim o trolll com um gemido, voltava para a montanha.

Meteoritos são encontradas em muitos lugares e são monumentos a Thor. Embora nem sempre de grande magnitude, eles são, no entanto, tão pesado que quase nenhum homem pode levantá-los.  Estes, diz-se, Thor usa como brinquedos.  Dos meteoritos em Linneryd em Smaland
se diz, que Thor, passando por ali com seu pajem, encontrou com um gigante, e perguntou a ele para onde ele ia. ”Para Valhalla”, respondeu o gigante,” para lutar com Thor, que com seu raio queimou meu gado e casa.”

“É pouco aconselhável para ti, para medir forças com ele,” Thor respondeu,”porque eu não posso imaginar que tu és o homem o bastante para levantar essa pequena pedra em cima dessa maior.” O gigante indignado, pegou a pedra com toda sua força, mas não foi capaz de tirá-la do chão, pois Thor tinha jogado um encanto sobre ela. O pajem de  Thor, em seguida, fez uma tentativa, e levantou a pedra como se tivesse sido uma luva. O gigante desferiu um golpe em Thor que o deixou de  joelhos, mas Thor com seu martelo revidou e matou o gigante. Ele agora jaz  sob a grande pilha de pedras do lugar.

Thor era adorado na alta Gothland junto com outros deuses. O Thorbagge (Stercorarius scarabseus) era sagrado para ele. Existe uma supertição relativo a este besouro que ainda existe, que tem sido transmitida de pai para filho, que se qualquer um em seu caminho encontrar um thorbagge repousando desamparado em suas costas, e colocá-lo em seus pés, ele expiará sete pecados; isso porque Thor no tempo do paganismo foi considerado como um mediador com uma força sobrenatural, ou o Todo Poderoso. Na introdução do cristianismo, os sacerdotes se esforçaram para aterrorizar as pessoas no culto aos antigos deuses, dizendo a seus adeptos que eles eram maus espíritos pertencentes ao inferno.  E o pobre thorbagge pobres, foi então renomeado como Thordjefvul ou Thordyfvel (o diabo de Thor), nome pelo qual ainda é conhecida na Suécia. Ninguém agora pensa em Thor, quando encontra a criatura indefesa descansando em seus costas, mas o compatriota de boa índole raramente pensa em passá-lo a seus pés, tentando a expiação de seus pecados “.

Bohuslän

Que a lembrança e a veneração por Thor eram longamente  retidas na Noruega e em Bohuslän, aparece de muitas tradições. De alguns marujos de Bohuslän, cerca de cem anos desde atrás, é relatado, que, enquanto a serviço de um navio holandês de Amsterdam, caçando baleiras perto da Groenlândia, eles foram afastados de seu curso conhecido, e  observaram por muitas noites luzes de uma fogueira em uma ilha ou na terra, e entre alguns dos marinheiros, estavam homens de Bohuslän, que foram tomados pelo desejo de visitar o local e ver o que as pessoas faziam lá. Assim, tomaram o bote do navio barco e remaram para o local.

Tendo desembarcado e se aproximado do fogo, eles encontraram um velho sentado se aquecendo perto da fogueira, que imediatamente perguntou-lhes onde eles vieram.

“Da Holanda”, respondeu o homem de Bohuslän.

‘Mas de que lugar de lá você veio?” perguntou o velho.

” De Safve em Hisingen” respondeu o marinheiro.

“Tu conheces Thorsby?”

“Sim, também.”

“Sabes onde fica Ulfveberg ‘

” Sim, muitas vezes tenho passado por lá, porque há um caminho direto de Gotemburgo para Marstrand através Hisingen para Thorsby.”

“Aquelas grandes pedras e montes de terra ainda estão em seus lugares?”

”Sim, todos, mas uma das pedra que está prestes a cair”

“Conte-me mais” –  disse o velho pagão – “Tu sabe onde o altar de Glosshed está e se ele ainda está são e salvo?”

Ao ouvir do marinheiro que não, o velho disse:

“Faça com que o povo em Thorsby e Thores-bracka não destruam as pedras e os montes sob  Ulfveberg e  acima de tudo mantenham  o altar Glosshed seguro e intacto, e assim terás um bom vento para o local para o qual viajas.”

Tudo isso o marujo prometeu cumprir na sua volta para casa.  Ao perguntar ao velho o seu nome, e por que ele tão ansiosamente perguntava por esses objetos, ele respondeu o marinheiro:

“Meu nome é Thorer Brack, e minha morada é lá, mas agora sou um fugitivo.  No grande monte ao lado de Ulfvesberg minha raça inteira está enterrada, e no altar de Glosshed nós realizamos nossa adoração aos deuses.”

Eles então se separaram do velho e tiveram ventos favoráveis de volta para casa.

O Poço de Thor

Desde a época do paganismo existe um poço em Smaland, na freguesia de Skatelof (2), que é notável para um deplorável evento. No local onde o poço está agora, uma moça, diz-se, encontrava-se com seu amante, e de depois de suspeitar de sua infidelidade, o assassinou. O deus Thor fez com que o poço cuspisse o sangue de suas águas.

Em conseqüência da mudança que a religião pagã tinha sofrido na cabeça  das pessoas (3), o nome do deus Thor foi mudado para “Hehge Thor” (Santo Thor), o festival da Ascensão de Nosso Salvador(1), foi chamado de “Helig Thor’s-dag” , literalmente Holy Thor ‘s-day, Dia Sagrado de Thor, (Quinta-feira Santa), e Skatelofs Kalla foi chamado de ‘Helige Kalle Thor.

Pesquisa em documentos antigos, apontam que uma determinada música  era cantada nas cercanias desse poço, quando a população do país, toda véspera de quinta-feira Santa, reuniam-se ali para jogar e fazer oferendas.

Fonte:

[item image]

Northern mythology : comprising the principal popular traditions and superstitions of Scandinavia, North Germany, and the Netherlands, compilado por Benjamin Thorpe. Londre, 1851.

Links:

Tradução Sueco para Inglês

Northern mythology : comprising the principal popular traditions and superstitions of Scandinavia, North Germany, and the Netherlands

http://www.walkingworld.com/home/index.asp?id=33&nid=195

http://nordiskamytologin.blogg.se/2010/january/jattejattar.html

O que são meteoritos?

http://www.iconkuznetsov.com/index.php?sid=342

Significado de Quinta-Feira, inglês

http://www.godchecker.com/pantheon/norse-mythology.php?deity=THOR

Notas:

(1)

A Ascensão do Senhor é um dos doze festas cristãs estabelecidas depois da memória da Ascensão do Salvador. O Festival está relacionada com o Ciclo da Páscoa e celebrada no quadragésimo dia após a Ressurreição de Cristo (Páscoa). O Festival da “Ascensão de Cristo” é uma introdução e preparação para as festividades relacionadas com a descida do Espírito Santo, para o dia da Santíssima Trindade .

(2)

Pouca coisa existe sobre Skatelof na internet, indica que é uma paróquia da Suécia, e só.  Mais alguma coisa é citado no livro “Swedish Legends e Folktale”, página 98.

(3)

Explica-se que a mudança da religião pagão na cabeça das pessoas quer dizer que o catolicismo fez com que eles mudassem aspectos do paganismo adaptando ao cristianismo, ou seja, pelo sincretismo.

A estória da criação

Uma lenda dos Pimas

Introdução:
O ancião, Comalk Hwak-Kih (Carmurça Fina) começou dizendo que estas eram estórias que ele costumava ouvir seu pai contar, sendo passada de pai para filho, e quando ele era pequeno ele não dava muita atenção, mas quando ele se tornou homem ele decidiu que iria aprendê-las, e pediu a seu pai que as ensinasse, o que o seu pai fez, e agora ele sabia todas elas.

A estória da criação

No começo, não havia terra, água – nada. Havia apenas uma Pessoa, Juh-wert-a-Mai-kai (O Curandeiro da Terra).

Ele apenas flutuava, pois nã havia lugar para ele pisar. Não havia sol, nem luz, e ele apenas flutuava na escuridão, que era a própria Escuridão.

Ele vagava por lugar nenhum até que ele decidiu que já tinha vagado demais. Então ele esfregou em seu peito e  tirou moah-hahttach, que é a respiração, ou terra gordurosa. Isto ele esfregou na palma e sua mão e equilibrou. Ela caiu três vezes, mas na quarta vez ficou suspensa no meio do ar e lá permanece até agora como o que chamamos de Terra.

O primeiro arbusto ele criou foi o arbusto greasewood (1).

E ele fez formigas, formigas pequeninas, para viver naquele arbusto, sobre a seiva que saia de seu tronco.

Mas essas formiguinhas não faziam nada de bom, então ele criou as formigas brancas, e estas trabalhavam e aumentavam a Terra; e elas a mantinham crescendo, maior e maior, até que que ficou grande o suficiente para ele permanecer sobre ela.

Então ele cirou a Pessoa. Ele o fêz de seu olho, tirado da sombra de seus olhos, para o ajudá-lo, para ser como ele, e para ajudá-lo a criar árvores e seres humanos e tudo o que estava sobre a Terra.

O nome deste ser era Noo-ee (o Abutre).

A Nooee foi dado todo o poder, mas ele não trabalhou para o que ele foi criado. Ele não ligava em ajudar Juhwertamahkai, mas ele o deixou por sua própria conta.

E assim o Curandeiro da Terra criou ele mesmo as montanhas e tudo o que foi semeado e bom de comer. Pois se ele tivesse criado os seres humanos primeiro eles não teriam nada para se sustentar.

Mas depois de fazer Nooee e antes de fazer as montanhas e sementes para comida, Juhwertamahkai fez o sol.

A fim de fazer o sol ele primeiro fez a água, e então ele a colocou num vaso oco, como um prato de barro (hwas-hah-ah) para ficar duro como gelo. E esta bola dura ele colocou no céu. Primeiro ele colocou ela no Norte, mas isso não funcionou; então ele a colocou no Oeste, mas isto não funcionou; então ele a colocou no Sul, mas isto não funcionou; então ele a colocou no Oeste e lá ele funcionou como ele queria.

E a lua ele fez do mesmo jeito e ele tentou nos mesmo lugares, como os mesmos resultados.

Mas quando ele fez as estrelas ele encheu a boca de água e cuspiu nos céus. Mas na primeira noite as estrelas não iluminaram o bastante. Então ele pegou a Pedra Curandeira (diamante), o tone-dum-hw-teh, e a despedaçou, e pegou os pedaços e os jogou nos céus para se misturar com a água nas estrelas, e então houve luz bastante.

E assim Juhwertamahkai, esfregou o seu peito novamente, e dessa subtância ele obteve dois bonequinhos, e ele os colocou na Terra. E eles eram seres humanos, homem e mulher.

E assim por um tempo as pessoas se multiplicaram até que encheram a Terra. Pois os primeiros pais era perfeitos, e não havia doença e nem morte. Mas quando a Terra se encheu, então não havia nada para comer, então eles mataram e comeram uns aos outros.

Mas Juhwertamahkai não gostou do jeito que seu povo agiu, matando-se uns aos outros, e então ele deixou que o céu caísse sobre eles e os matasse. Mas quando o céu caiu ele pegou uma estaca e quebrou um buraco nele, através do qual ele e Nooee emergiram e escaparam, deixando atrás deles toda a gente morta.

E Juhwertamahkai, estando agora no topo do céu caído, fez de novo o homem e a mulher, do mesmo jeito que antes. Mas esse homem e mulher ficaram cinzas quando velhos, e suas crianças ficaram cinzas mesmo jovens, e seus filhos ficaram cinzas ainda mais jovens, e assim foi até que os bebês ficaram cinzas ainda no berço.

E Juhwertamahkai não gostou disso, e deixou o céu cair de novo, e criou tudo de novo do mesmo jeito, e dessa vez ele criou a tera como é hoje.

Mas no início a inclinação do mundo estava para o ocidente, e não havia montanhas subindo dessa inclinação e não havia verdadeiros vales, e toda a água cáia e não havia água para o povo beber. Então Juhwertamahkai mandou Nooee para voar entre as montanhas, e sobre a terra, para cortar vales com suas asas, assim a água poderia ser contida e distribuída e haveria bastante para as pessoas beberem.

Assim o sol era macho e a lua era fêmea e eles se encontravam uma vez por mês. E a lua se tornou mãe e foi para uma montanha chamda Tahs-my-et-tahn Toe-ahk (montanha do sol maravilhoso) e lá deu à luz a um bebê. Mas ela tinha tarefas para fazer, virar-se e prover luz, assim ela fez um cantinho para sua criança juntando arbustos de ervas daninhas e o deixou lá. E a criança, não tendo leite, foi nutrida pela terra.

E essa criança era o coiote, e quando ele cresceu, ele saiu para caminhar e nessas andanças ele chegou até a casa de Juhwertamahkai e Nooee, onde ele ficou vivendo.

E quando ele chegou lá Juhwertamahkai reconheceu ele e o chamo de Toe-hahvs, porque ele esta deitado nos arbustos com esse nome.

Mas agora lá do Norte veio outro poderoso personagem, que tinha dois nomes, See-ur-huh e Ee-ee-toy.

Assim Seeurhuh significa irmão mais velho, e quando esse personagem veio até Juhwertamahkai, Nooee e Toehahvs ele chamou eles de seus irmãos mais novos. Mas eles afirmara que eles estavam aqui primeiro e eram mais velhos que ele, e havia uma disputa entre eles, Mas finalmente ele insistiu tanto, e apenas para agradá-lo, eles o deixaram ser chamado de irmão mais velho.

Fonte:  LLOYD, J. Williams. Aw-Aw-Tam Indian Nights, 1911.

Links:

http://www.sacred-texts.com/nam/sw/ain/index.htm

http://www.nativeamericanembassy.net/SACRED_TEXTS/www.sacred-texts.com/stbib.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Pima

http://www.gilariver.org/

Estórias de coiote:

http://www.mesacc.edu/~tomshoemaker/mourningdove/

Notas:

Greasewood é um arbusto encontrado em solos alcalinos e salinos desde o Canadá até o México. Os indígenas usam as sementes e folhas como alimento, pois tem gosto salgado. Os Hope e outros antivos as usam para combustível e varas de plantação. que tem gosto Indians used the seeds and leaves, which taste salty, for food (Elmore, 1976). The Hopi and other Native Americans use greasewood for fuel and for planting sticks (USDA Plant Profiles). No Parque Histórico Nacional da Cultura Chaco é utilizado para a construção, especialmente de vergas, de combustível, sendo uma das madeira preferida para fogueiras usado pelo povo Kiva.

http://www.explorenm.com/plants/Chenopodiaceae/Sarcobatus/vermiculatus/

O Goblin de Adachigahara

Oni - Goblin Japonês

Oni - Goblin Japonês

Muito, muito tempo atrás, havia uma grande planície chamada de Adachigahara, localizada na província de Mutsu no Japão. Dizem que este lugar era assombrado por um goblin canibal que tomou a forma de uma anciã. De tempos em tempos, muitos viajantes desapareciam e nunca mais se ouvia falar, e as mulheres idosas contavam estórias ao redor da foguerira à noite, e as moças que lavavam o arroz recém-colhido nos poços de manhã, sussurravam estórias horríveis de como pessoas desaparecidas tinham sido atraídas para a cabana do goblin e devorados, porque ele vivia apenas de carne humana. Ninguém se atrevia a passar perto do local assombrado depois do pôr-do-sol, e todos aqueles que podiam, o evitavam também de dia, e todos os viajantes eram avisados do terrível lugar.

Um dia, o sol estava se pondo, e um monge atravessava a planície. Ele era um viajante tardio, e seu manto mostrava que ele era um peregrino budista viajando a pé´de santuário a  santuário para rezar por uma bênção ou para alcançar o perdão dos pecados.  Ele tinha aparentemente perdido o seu caminho, e como já era tarde ele não encontrou ninguém que pudesse lhe mostrar a estrada ou avisá-lo do local assombrado. Ele tinha andado o dia inteiro e agora estava cansado e com fome, e as noites eram frias, pois era o final do Outono, e ele começou a ficar muito ansioso para encontrar alguma casa onde ele pudesse conseguir passar a noite. Ele se encontrou perdido no meio da vasta planície, e olhou em volta, em vão por algum sinal de habitação humana.
Finalmente, depois de perambular por algumas horas, ele viu um grupo de árvores à distância, e através das árvores, avistou o brilho de um único raio de luz. Ele exclamou com alegria:

“Oh, certamente que é uma casa de campo onde eu poderei conseguir hospedagem por uma noite! ”

Mantendo a luz diante de seus olhos, ele arrastou o seu pés cansados e doloridos tão rapidamente como podia para cehgar ao local, e logo chegou a uma casinha miserável.  Quando chegou perto, viu que estava em uma condição muito rium, a cerca de bambu estava quebrado e as ervas daninhas e a grama invadiam tudo através das aberturas. As divisórias de papel, que servem como janelas e portas no Japão, estavam cheias de buracos, e os postes da casa estvam dobrados com a idade e parecia pouco capaz de sustentar o telhado.  A cabana estava aberta, e se via uma velha ancião fiando à luz  uma lanterna velha.

O peregrino a chamou do outro lado da cerca de bambu e disse:

“Baa San (anciã), boa noite! Eu sou um viajante! Por favor me perdoe, mas eu perdi o meu caminho e não sei o que fazer, pois não tenho aonde descansar à noite. Peço-lhe para ser boa o suficiente para me deixar passar a noite sob seu teto. ”

A velha, logo que ela ouviu, parou de fiar, levantou-se da cadeira e aproximou-se do intruso.

“Eu estou muito triste por você. Você deve realmente estar aflito por ter perdido o seu caminho em um lugar tão solitário tão tarde da noite. Infelizmente eu não posso abrigar você, porque eu não tenho cama para lhe oferecer, e nem qualquer tipo de acomodação para um convidado neste lugar pobre! ”

“Oh, isso não importa”, disse o monge;. “Tudo que quero é um abrigo sob algum teto para a noite, e se você for generosa o suficiente apenas para me deixar deitar no chão da cozinha serei grato, estou cansado demais para andar à noite, então eu espero que você não recuse, caso contrário vou ter que dormir na planície gelada.

“E deste modo ele pressionou a velha mulher a deixá-lo ficar. Ela parecia muito relutante, mas finalmente ela disse:

“Muito bem, eu vou deixar você ficar aqui. Ofereço-lhe só uma boas-vindas muito pobre, mas entre agora e vou fazer uma fogueira, pois a noite é fria.”

O peregrino estava muito feliz de fazer o que lhe foi dito. Ele tirou as sandálias e entrou na cabana. A velha, em seguida, trouxe alguns pedaços de madeira e acendeu o fogo, e ordenou que seu convidado se aproximasse para se aquecer.

“Você deve estar com fome depois de sua longa caminhada”, disse a velha. “Eu irei e cozinhar uma ceia para você.” Ela então foi para a cozinha
para cozinhar arroz.

Depois que o monge tinha acabado o jantar, a velha sentou-se junto da lareira, e eles conversaram por um longo tempo. O peregrino pensou que tinha tido muita sorte para encontrar tal ancião tão bondosa e hospitaleira.  Logo a madeira acabou, e com isso o fogo morreu lentamente e ele começou a tremer de frio tal como tinha feito quando ele chegou.

“Vejo que você está com frio”, disse a velha, “vou sair e juntar lenha, pois nós usamos tudo. Você deve ficar e cuidar da casa enquanto estou fora.”

“Não, não”, disse o peregrino, “deixe-me ir em seu lugar, pois você está velha, e eu não consigo pensar em deixá-la sair para catar madeira para mim nesta  noite! ”

A velha abanou a cabeça e disse:

“Você deve ficar aqui tranquilo aqui, pois você é meu convidado.” Então, ela o deixou e saiu.

Em um minuto ela voltou e disse:

“Você deve sentar-se onde você está e não se mover, e aconteça o que acontecer, não se aproxime ou olhe para o interior da sala. Agora, preste atenção ao que eu digo!”

Se você me disser para não chegar perto do quarto dos fundos, claro que eu não vou “, disse o monge, perplexo.

A velha, em seguida, saiu novamente, e o monge foi deixado sozinho. O fogo havia acabado, e a única luz na cabana era de uma pequena lanterna. Pela primeira vez naquela noite, ele começou a sentir que estava em um lugar estranho, e as palavras da velha: “O quer que faça, não abelhude o
no quarto dos fundos “, despertou sua curiosidade e medo.

Que coisa poderia estar escondida nesse quarto que ela não queria que ele visse? Por algum tempo, a lembrança de sua promessa para a velha
o conteve, mas no final ele já não podia resistir à sua curiosidade de espreitar o lugar proibido.

Ele se levantou e começou a se mover lentamente em direção ao quarto dos fundos. Então o pensamento que a velha ficaria muito irritada com ele se ele desobedecesse o fez voltar ao seu lugar junto à lareira.

Conforme os minutos foram passando devagar e a velha não voltasse, ele começou a sentir cada vez mais assustado, e a se perguntar qual o terrível segredo estava no quarto dos fundos.  Ele deveria descobrir.

“Ela não vai saber que eu olhei a menos que eu diga a ela. Vou apenas dar uma olhadela antes que ela volte”, pensou com ele mesmo.

Com essas palavras, ele se levantou sobre os pés (pois ele estava sentado o tempo todo na moda japonesa, com os pés debaixo dele) e furtivamente se arrastou para o local proibido. Com tremor nas mãos, ele empurrou para trás a porta de correr e olhou para dentro e o que ele viu fez o sangue gelar nas veias. O quarto estava cheio de ossos de mortos e paredes e o chão estavam salpicados e cobertos de sangue humano.

Em um canto crânio após crânio subiam até o teto, em outro estava um amontoado de ossos de braços, no outro um monte de ossos da perna. O cheiro nauseante o fez desmaiar. Ele caiu para trás com horror, e por algum tempo ficou imóvel assustado no chão, uma visão triste. Tremia todo e seus dentes batiam, e ele mal pode se arrastar para longe do terrível lugar.

“Como é horrível!” ele gritou. “A que terrível lugar eu cheguei nas minhas viagens? Possa Buda me ajudar ou eu estarei perdido. É possível que
essa boa e velha mulher é realmente um goblin canibal? Quando ela voltar, ela irá mostrar sua verdadeira aparência e comer-me de uma so vez! ”

Com estas palavras, a força dele voltou para ele e, agarrando o chapéu e bagagem, ele correu para fora de casa tão rápido quanto suas pernas podiam levá-lo. Pela noite afora ele corria, seu único pensamento era chegar o mais longe que podia da presença do goblin. Ele não tinha ido muito longe quando ouviu passos atrás dele e uma voz gritando: “Pare! Pare!”

Ele correu redobrando a velocidade, fingindo não ouvir. Enquanto corria, ouviu passos atrás dele vindo cada vez mais perto e perto, e e finalmente, ele reconheceu a voz da anciã, que ficava cada vez mais alto, à medida que ela se aproximava.

“Pare! Pare, você homem ímpio, por que você olhou para o quarto proibido?”

O padre esqueceu completamente como ele estava cansado e seus pés sobrevoaram o solo mais rápido do que nunca. O medo lhe deu força, pois sabia que, se o goblin o pegasse logo seria uma de suas vítimas. Com todo o seu coração, ele repetiu a oração a Buda:

Namu Amida Butsu, Namu Amida Butsu”.

E logo ele deixou a terrível bruxa para trás, os cabelos voando ao vento, e seu rosto mudando com raiva para o demônio que ela era.
Na mão levava uma grande faca manchada de sangue, e ela ainda gritou atrás dele: “Pare! Pare!”

Enfim, quando o padre sentia que podia não correr mais, o amanhecer surgiu, e com ela a escuridão da noite e o goblin desapareceram e ele estava seguro.

O monge já sabia que ele tinha encontrado o Goblin de Adachigahara, a história de quem tinha ouvido muitas vezes, mas nunca acreditou ser verdade.

Ele achava que ele devia sua fuga maravilhosa à proteção de Buda a quem ele orou pedindo ajuda, então ele tirou o rosário e curvando sua cabeça enquanto o sol nascia, ele disse as suas orações e fez o seu agradecimento com sinceridade. Ele, então, peregrinour para outra parte do país, apenas muito feliz de deixar a planície assombrada por trás dele.

fonte: OZAKI, Yei Theodora. Japanese Fairy Tales, 1908.

http://www.archive.org/stream/japanesefairytal04018gut/jpnft10.txt

Links:

http://en.wikipedia.org/wiki/Goblin

http://japanese.about.com/library/weekly/aa110400.htm

http://japanese.about.com/library/weekly/aa102800.htm

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