O mistério de Everett Ruess

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No filme “Na Natureza Selvagem”, conta-se a estória de Christopher McCandless. Ele era um rapaz que se achava insastisfeito com tudo e procurou na natureza, um sentido para sua vida, morrendo no Alasca aos 24 anos. Mas, antes dele houve outro sonhador romântico que também procurava por um sentido na solidão selvagem. Ele era Everet Ruess, um artista e explorador americano. Ele nasceu em 28 de março de 1914 em Los Angeles, California,  filho de um pastor e uma dona de casa. Sua família se mudava constantemente e ainda criança, ele esculpia em carvão e barro e desenhava.

Ao se formar na escola secundária, em Hollywood, ele percebeu que não era isso que queria pra sua vida. Aparentemente, ele encontrou consolo de sua tristeza na vasta solidão dos Estados Unidose passou a viajar muito, invariavelmente sozinho. Ele cruzava o país de uma ponta a outra, a pé, mandando cartas apaixonadas para sua família, e amigos, narrando suas aventuras e descrevendo a beleza natural dos caniôns de Colorado. Ele tinha uma admiração muito grande pela região de Monument Valley e  Escalante area, e desenhou muitas paisagens em madeira.

Ele morava na Califórnia durante os meses de inverno e foi amigo de Edward Weston, Ansel Adams, Dorothea Lange, e do pintor Maynard Dixon.  Todos viram que ele muito talentoso e o encorajaram a seguir carreira.

No outono de 1934, com a idade de 20 anos, Ruess viajou para Escalante no sudete de Utah. Ele pretendia ir para o sul do Arizona para passar  inverno, porém em fevereiro de 1935 seu burrico foi encontrado em Davis Gulch. Seu último acampamento provavelmente foi em Cottonwood Canyon. O corpo dele nunca foi encontrado.

Mas segundo a lenda, sua morte foi testemunhada por um jovem navajo chamado, Aneth Nez, que depois de 37 anos disse a sua neta, Daisy Johnson, o que ele testemunhou. Ele estava em Comb Ridge perto da fronteira de Utah com  Arizona quando viu três índios Utes assassinando um jovem branco e levando suas mulas.  Ele pediu a sua enta para levá-lo até o local onde ele tinha enterrado o corpo numa fenda.  Ele precisava pegar uma mecha do cabelo para fazer uma cerimônia de cura.

Testes de DNA concluíram que os restos era dele, entretanto em junho de 2009, o arqueólogo Kevin Jones, verificou que os restos do crânio não correspondiam ao registros dentários de Ruess. Novos testes conduzidos pel Instituto de Patologia das Forças Armadas mostraram que os restos não eram dele, e família de Ruess teve de aceitar os novos resultados.

Seu desaparecimento continua ummistério, e apesar dele não ser considerado um suicida, ele sempre se mostrou muito desconfortável entre os homens, preferindo estar sozinho, vagando. Segundo o pai, ele escreveu a palavra “Nemo” em uma caverna e uma casa Moqui – ele vivia com uma mulher navajo… E essa palavra sempre assombrou o pai dele, pois ele pensava que o significado dela talvez o ajudasse a entender o que aconteceu… Era um jovem sonhador, talvez com um futuro brilhante como escritor, mas algo no destino dele dizia que o caminho dele não seria muito longo…

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Ruess, devia ser uma espécie de espírito livre, pois mesmo amando a vida, ele também não sentia medo de morrer… Ele talvez procurasse por alguém para partilhar esses seus anseios, como ele mesmo falou, mas segundo ele, ele nunca achou ninguém que se interessasse por ele. Ele queria alguém para partilhar, alguém que lhe segurasse a mão e estivesse com ele, mas ele não achava que alguém que no mundo fosse capaz de o aconselhar e às vezes, ele tinha medo dele mesmo. E penso que nem sua própria mãe o entendia, porque muito do que ele escreveu foi apagado por ela, e nunca saberemos de tudo que ele realmente deixou para a posteridade.

Ele é lembrado por seu espírito aventureiro e por seus escritos, tais como: “Há uma esplêndida liberdade na solidão, e depois de tudo, é pela solidão que eu vou para as montanhas e desertos, e não para a civilização. Na solidão, eu posso desnudar a minha alma para as ousadas montanhas. Eu posso trabalhar ou pensar, agir ou reclinar pela minha vontade, e nada se interpõe entre mim e a Natureza.”

http://www.media.utah.edu/UHE/r/RUESS,EVERETT.html

http://www.footnote.com/page/93442123_everett_ruess/

http://www.angelfire.com/sk/syukhtun/everett.html

http://www.nationalgeographic.com/adventure/9904/story.html

http://articles.latimes.com/2009/may/02/science/sci-ruess2

http://adventure.nationalgeographic.com/2009/04/everett-ruess/david-roberts-text

http://en.wikipedia.org/wiki/Everett_Ruess

http://pt.wikipedia.org/wiki/Christopher_McCandless

Sobre shironaya

web 2.0 addict, crazy about legends, stories, drawing, cinema, painting. adoro web 2.0, lendas, estórias, desenho, cinema, pintura.

Publicado em abril 5, 2011, em casos reais, estados unidos, filmes, lendas e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Acabo de ler Na Natureza Selvagem. A história deste jovem é surpreendente.

    Busquei maiores informações e descobri seu blog!

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