Normandia Negra

A LCVP (Desembarque de Pessoal e Veículo - Landing Craft, Vehicle, Personnel) navio USS Samuel Chase da guarda costeira americana desembarca tropas da 1a. divisão do exército americanos no dia D (manhã de 6 de junho de 1944) em Omaha Beach.

Essa estória é uma das estórias “reais” que encontrei no site Castelo dos Espíritos. Como em muitos relatos lá encontrados, a pessoa não se identifica, mas vamos ao começo…

De acordo com ele, no ano de 2000, o navio em que trabalhava como marinheiro estava em Le Havre, França. Estavam carregando e descarregando e por volta das 23:45 da noite, quase meia noite ele foi até a ponte para render o companheiro. Essa troca de turno é muitas vezes chamada de troca do túmulo (graveyard shift) na marinha. Acho que dão esse nome por que acontece um pouco antes da meia-noite, hora dos fantasmas…

Ao entrar na ponte, viu o companheiro e o mestre matutando sobre informes metereológicos, o mestre lembrou que não tinha lançado âncora e e estavam esperando ventos fortes para a madrugada. Ele também queria evitar que o navio batesse em algum resto de navio da segunda guerra mundial, ou outra relíquia qualquer dessa guerra, já que haviam muitas espalhadas na área.

O mestre disse a ele que ele ficaria de vigia, já que falava um inglês fluente e seria a melhor pessoa para se comunicar com o porto e ouvir informes e instruções deles, se fosse o caso.

Então começou o turno dele, o tempo passou.  Passada algumas horas, ele recebeu uma chamado do controle portuário. Estranho é que o operador do porto falou com ele em inglês, e ele não esperava por isso. Talvez ele (o operador) pensasse que ele fosse americano… Não sei. Depois da comunicação pelo rádio, e recebido os informes, ele foi para o merecido descanso.

Entãso ele sonhou um tipo de sonho vívido, que segundo ele, não é normal ele ter, assim como não foi normal ele ter lembrado de tudo depois. No sonho ele viu um pelotão de cinco ou seis homens vestidos em uniformes americanos da segunda guerra, e jaquetas padrão de inverno. Era uma tarde um pouco nebulosa, e muito tranquila. Não havia sinais de conflito armado em qualquer lugar, corpos, casas queimadas, tanques destruídos, nada. Era apenas uma estrada enlameada com as árvores altas, em uma pacífica zona rural e este pequeno grupo de soldados marchando.

Eles estavam marchavam de forma relaxada e casual. Um deles era um oficial, ele percebeu isso por causa da faixa branca na parte frontal do capacete . Eram todos jovens, ninguém acima dos 25. Todos estavam armados, com exceção do oficial.

Os soldados tinham expressões graves e sombrias.  Parecia que eles tinham os olhos fixos em algo à frente, além da estrada. Eles não parecia percebê-lo e  eles estavam marchando lentamente para ele.   O pelotão chegou cada vez mais perto, e então parou. O oficial o olhos nos olhos e disse de forma clara, calma e baixa: ” Normandia Negra”.

Segundo ele, ele nunca esteve na França antes, mas podia jurar que pelo local, vegetação que era a França e que os soldados eram marines. Então, o cenário mudou, ele viu algo que parecia base americana, e ele sabia que estava em algum lugar da França. Ele viu cerca de 150 soldados, divididos em três colunas, totamente alertas.  No sonho, eles estava a uns 50 metros de distância, à esquerda.  Enquanto olhava, eles gritaram alto: “Glória! Glória! Glória.”

Após esse estranho sonho, ele pensou que nada se encaixava.  Primeiro, ele não era um nativo da língua inglesa, ele não americano, britânico, ou o que valha. Mas o sonho foi em inglês! E ele não sonhava em inglês, que lembrasse. Segundo ele, nem mesmo se lembrava de sonhos.

A teoria é que os fantasmas dos soldados americanos de alguma forma o ouviram falar em inglês para o operador de rádio do porto e eles decidiram aparecer e dizer “Olá”.

Talvez eles estivessem com saudades de casa, ou ansiosos para enviar um recado de que “ainda estamos aqui”?

Talvez eles ainda não saibam que a guerra acabou. Uma coisa é certa embora: alguns deles, pelo menos,  ainda estão lá.

De qualquer forma, ao contar essa experiência, ele se sente melhor, porque para ele, é incompreensível porque soldados mortos há mais de 60 anos iam gritar “glória, glória, glória” ou dizer “Normandia Negra”.

Ele nunca mais sonhou em inglês. Nunca mais sonhou com a França e Le Havre. Nunca mais sonhou com soldados da segunda guerra. Mas se eles queriam passar um recado, talvez agora eles consigam através dele.

Fonte:

http://www.castleofspirits.com/stories04/blacknormandy.html

Sobre shironaya

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Publicado em setembro 17, 2010, em casos reais, estados unidos, europa, França, Segunda Guerra Mundial e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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