A Colônia Perdida de Sir Walter Raleigh Capítulo II

Continuação do livro “Sir Walter Raleigh Lost Colony”, agora o capítulo mencionado vários documentos oficiais que relatam encontros com possíveis descendentes de colonos ingleses entre os índios norte-americanos

Enseada de Pamlico nos dias atuais

Mas o que realmente aconteceu? O que se sabe é o que o local estava abandonado e muitos documentos oficiais relatam algumas estórias intrigantes.  Em documentos vindos da Virgínia, provavelmente do capitão Francis Nelson que deixou a Virgínia em 2 de junho de 1608, ele relata o que ouviu de homens que vinham de Roanoke e estavam indo para Ocanahawan. Os nativos relataram de pessoas que se vestiam como eles e que construiam casa com paredes de pedras, além de domesticar perus.

Essas pessoas viviam na região entre Peecaracamnick e Ocanahwan. Uma área perto dos rios Tar, Neuse e Roanoke, provavemente Ocamahowan ficava próxima do rio Neuse.

As lendas dessa carta data do ano 1608 e relata incidentes quea conteceram 21 anos após a colônia ter deixado em Roanoke e apontam para o fato de que os homens brancos de Roanoke estavam vivos em Ohanahowan no rio Neuse e em Passarapanick na mesma região, tendo casas de pedra de dois, perus domesticados, minas de sal e outras evidências de civilização, e Machumps diz expressamente que esse povo foram ensinados nessas técnicas pelos colonos que escaparam do massacre em Roanoke. O que significa esse massacre de Roanoke não é sabido, pois como se sabe, não havia sinal de que os colonos tenham deixado sinais que tenham partido às pressas, então se supõe que esses homens brancos sejam outras pessoas.

O nome de Pananiock é mencionado em diversos documentos.  No mapa de DeBry da Expedição Lane Pananiock é escrito como Pomeiock e é  dito que se localiza entre o lago Paquipe ou Mattamuskeet e a enseada de Pamlico, no município atual de Hyde. No mapa de Scroeter de localidade indígenas  há um território designado como Pomouik na parte sudeste do atual condado de Craven.

Baldwin diz : “supõe-se que Madog fixou-se em algum lugar da Carolina, e que sua colônia, sem suporte da Europa, e com as comunicações cortadas desse lado do ocerano, tornou-se vulnerável e, depois de ter sido muito reduzida, foi destruída ou absorvida por alguma poderosa tribo de índios.

Em um documento de 1608, do embaixador espanhol Zuniga, e publicada por Alexandre Brown em “Genêsis dos Estados Unidos” é mencionado um rio que entende-se ser o Neuse e nesse rio está localizado Passarapanick no lado sul de Ohanahowan, onde segundo a lenda “moram quatro homens que vieram de Roanoke”. Essa localidade se localizava no território de Secotan.

De um documento publicado em 14 de dezembro de 1609, em  Londres,”Verdadeira e Sincera Declaração”, se lê o seguinte: “Mas, para explicar o que acontece; o que parece abater ou abalar nossos estoques de suprimentos; o problema nasce a partir de duas fontes principais, das quais uma era é causa da outra: primeiro, a tempestade, e qual homem pode esperar uma resposta para isso? Em seguida, a ausência do governador White, um efeito da primeira, para a ausência dele nos deixa no suspense e não sabemos de sua segurança e temos algumas dúvidas, e nas mãos de Deus repousa a todos na Terra. Agora, se essas duass serão as únicas cruzes, que desconcertam o lógico, consideram-se que nas três viagens sempre se encontrou o caminho e que todas  dependem desta, os homens estão em desgoverno, doentes, a espera pela frota e não há retorno. Há de se considerar outras alternativas, vantagens e desvantagens (…) podemos adentrar cinquenta milhas do nosso forte, como foi testemunhado por dois de nossos colônia enviados para averiguar, e, embora negada pelos nativos, encontraram cruzes e letras e caracteres e que garantiram ser testemunhos de cristãos recém esculpidos em cascas de árvores, se considerarmos a certeza de acomodações, vinhos, sabonete, cinzas, para todos os usos da madeira, ferro, aço, cobre, foi encontrada em grande abundância na casa de suas sepulturas. ”

O trecho mostra que haviam vários relatos dos “homens de Raleigh” eram correntes entre os o povo da Inglaterra. De 1609 até 1660 não há mais menção sobre eles.

Em “Antiga América” de Baldwin, na página 285, encontramos um relato de galeses na América. A história da migração de Madog do País de Gales está relacionado em apoio à teoria de que uma colônia galesa foi criado na Carolina do Norte. Baldwin diz : “supõe-se que Madog fixou-se em algum lugar da Carolina, e que sua colônia, sem suporte da Europa, e com as comunicações cortadas desse lado do ocerano, tornou-se vulnerável e, depois de ter sido muito reduzida, foi destruída ou absorvida por alguma poderosa tribo de índios.

Após um conselho, os indios resolveram executá-los na manhã seguinte. O missionário, desgostoso, fala em galês: “escapei de tantos perigos e agora vou morrer como um cão”. Ou ouvir isso, um chefe (sachem) dos Doegs da tribo diz a ele, em galês, que eles não iriam morrer.

Nos tempos de colônia e, mais tarde, não há falta de relatos sobre relíquias dos galeses de Madog que foram descobertas entre os índios, mas geralmente não se dá nenhum crédito a isso.

O único documento que se considera mas legítimo é do rev. Morgan Jones, de 1686, em uma carta relatando suas aventuras entre os Tuscaroras. Esses índios eram mais claros que os de outras tribos, e essa particularidade era bem perceptível que eles eram freqüentemente mencionados como “índios brancos “.

Ele relato como foi mandado para Port Royal, e em seguida a frota foi enviada para rio acima para um lugar chamado Oyster Point. Faltaram suprimentos e ele e mais cinco homens foram a floresta. Acabaram sendo pegos pelos índios, porque eles foram dizer que eram de Roanoke. Após um conselho, os indios resolveram executá-los na manhã seguinte. O missionário, desgostoso, fala em galês: “escapei de tantos perigos e agora vou morrer como um cão”. Ou ouvir isso, um chefe (sachem) dos Doegs da tribo diz a ele, em galês, que eles não iriam morrer. O sachem vai até o imperador e este resolve salvá-los. Os seis passam quatro meses na tribo e quando vão embora, os índios lhe fornecem suprimentos.

Esse relato foi feito por um ministro da Igreja da Inglaterra, algumas centenas de anos após o desaparecimento da colônia e foi escrita em suporte à estória da emigração do princípe Madgog or Madoc, escrita nas crônicas preservadas nos mosteiros de Conway e Strat Flur em Gales. Essa localidade é descrita como situada no rio Pontigo e perto de Cape Atross. O nome Pontigo é agora conhecido como Pamlico. O velho nome índio é Pamtico. O cabo mencionado agora é Hatteras.

Esses fatos foram citados para demonstrar que em tempos passados colônias foram estabelecidas, e no curso do tempo foram negligenciadas e esquecidas pelos países-mãe e foram absorvidas pelas tribos nativas. Se esta teoria for aceita, responderá por tradições de navios naufragados, prevalente entre os índios, e descrito por Harriot, bem como como a sua fé religiosa, tão diferente do que comumente encontra-se entre os nativos.

O historiador pergunta: “quanto dos remanescentes da colônia do princípe Madog é representado por esses  tuscaroras doegues? Ele é muito explícito ao afirmar sobre a linguagem. Eles entenderam o galês.  Ele foi capaz de
conversar com eles e pregar em galês, se ele tinha uma explicação para a existência da linguagem galesa entre eles ou se procurou algo disso na história tradicional deles, ele omitiu totalmente.

Se tiver localizadou os tuscaroras corretamente, eles residiam ao oeste dos Doegs e habitavam o última fronteira da região conhecida como Secotan. Se os colonos Inglês mudaram-se a cinqüenta milhas da Ilha Croatan eles devem ter habitada a região onde o rev.  Jones encontrou o Doegs.

Em um dos antigos mapas menciona-se uma tribo de índios que viviam nesta
mesma região, que foram chamados Mandoags,  e Doags e Mandoags pode ter sido a mesma tribo.  Os Mandoags poderiam ser remanescente da colônia de Madog.  O nome Madog, no intervalo de quatrocentos e noventa anos, pode ter sido mudado para Mandoag.

O Rev. Jones estava vivendo e pregando para falante da língua inglesa, antes antes dessa experiência entre os tuscaroras, e é razoável inferir que o intérprete que estava com ele compreendia tanto o inglês, quanto a língua nativa.

A crônica galesa diz que Madog deixou País de Gales em 1170 com alguns navios, indo do sul da Irlanda e navegando para o oeste. Ele descreveu uma região agradável e fértil onde um assentamento foi estabelecida. Deixando de 120 pessoas, ele voltou ao País de Gales, preparou dez navios, juntando uma grande companhia, alguns dos quais eram irlandeses e partiu novamente para a América.

A crônica galesa diz que Madog deixou País de Gales em 1170 com alguns navios, indo do sul da Irlanda e navegando para o oeste. Ele descreveu uma
região agradável e fértil onde um assentamento foi estabelecida. Deixando de 120 pessoas, ele voltou ao País de Gales, preparou dez navios, juntando uma grande companhia, alguns dos quais eram irlandeses e partiu novamente para a América.

Nós não podemos deduzir da declaração do rev. Jones se os doegs eram uma parte da tribo tuscarora. Da sua pregação nos deduzimos que eles tiveram algum contato com a religião cristã antes de seu aparecimento entre eles. A história dessa tribo, como descrito por Morgan Jones é interessante e digna de nota. Harriot, que acompanhou a expedição de Lane até a Virgínia, nos descreve os índios do local: “Eles são pessoas vestidas com camisas soltas feitas de peles de veado e aventais do mesmo material em torno de suas cinturas,  de tal diferença de estatura como nós da Inglaterra, não tendo nenhuma ferramentas ou armas de ferro ou aço para nos ferir, nem sabem como fazê-las.”

“A linguagem de cada tribo das outras, e quanto maior a distância, maior é a diferença.  Eles acreditam que há muitos deuses, que eles chama Mantoac convite, mas de diferentes tipos e graus, um único grande Deus, que tem sido desde toda a eternidade.

Eles também acreditam na imortalidade da alma, após esta vida, assim como a alma abandona o corpo, que ou é levada para o céu, a morada dos deuses, lá para desfrutar a felicidade perpétua e felicidade, ou então para um grande poço ou abismo, que eles pensam estar em outra parte do mundo em direção ao sol, lá para lá queimar perpetuamente, o lugar que eles chamam de Popogusso “.

Ao ler este relato da religião dos índios que com quem Harriot entrou em contato, podemos habilmente concluir que em algum período eles tiveram de comunicação com raças civilizadas do Oriente, que lhes deram alguma idéia de fé mais exaltada do que a comum entre os  selvagens. Alguns podem estar dispostos a aceitar os absurdos da fantasia do pregador e facilmente acreditar que eles sejam descendentes de ”tribos perdidas “, que tenham retido alguma coisa da antiga fé judaica. A diferença de cor, idioma e outras
características torna difícil aceitar tal teoria.

O conhecimento das terras ocidentais é tão antigo como o tempo de Platão e Sólon, que mencionou uma ilha no oeste chamado Atlantis. Dr. McCausland, em “Adão e as Adamite”  diz que os persas estabeleceram uma colônia nas Índias Ocidentais mil anos atrás, que, “abstendo-se de todo o contato com os os aborígenes, pouco difere de seus progenitores no país de origem, “Muito antes” da descoberta América por Colombo, os bascos enviaram navios de pesca essa parte norte da América.

Os registros dos vikings descreve viagens para a costa americana, relatando fatos e datas que são confirmadas pelas crônicas irlandesas e árabes, e também pelo registro em Woman´s Island, no nosso litoral norte, na data de de 25 de abril de 1135 (vide Antiguidades Nórdicas de Mallett).

Se forem desacreditados esses relatos de viagens da Europa para a América, nós podemos desacreditar qualquer coisa registrads na história. A sílaba sânscrita ap e a raiz latina ak, ambos significando água, são detectados em
centenas de nomes de rios e baías da costa atlântica de frente à Europa, onde os navios impulsionada pelos ventos alísios provavelmente atingiriam as costas americanas.

Esses fatos foram citados para demonstrar que em tempos passados colônias foram estabelecidas, e no curso do tempo foram negligenciadas e esquecidas pelos países-mãe e foram absorvidas pelas tribos nativas. Se esta teoria for aceita, responderá por tradições de navios naufragados, prevalente entre os índios, e descrito por Harriot, bem como como a sua fé religiosa, tão diferente do que comumente encontra-se entre os nativos.

Prescott, como citado pelo Dr. Hawks, ao falar dos índios encontrados na costa atlântica da América do Norte, diz: ‘eles tinham atingido a concepção sublime de um Grande Espírito, o criador do universo, que, indiferente em sua própria natureza, não era para ser desonrado por uma tentativa de visível representação, e que, permeia todo o espaço, e não era para ser
circunscrito dentro das paredes de um templo. ”

(continua…)

Capítulo I:

https://casadecha.wordpress.com/category/a-colonia-perdida-de-sir-walter-raleigh/

https://casadecha.wordpress.com/2009/06/08/a-colonia-perdida-croatoan/

https://casadecha.wordpress.com/2009/11/10/a-colonia-perdida-de-raleigh/

http://www.archive.org/stream/genesisunitedst03browgoog/genesisunitedst03browgoog_djvu.txt

http://www.archive.org/stream/historynorthcar01ashegoog/historynorthcar01ashegoog_djvu.txt

Sobre shironaya

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Publicado em junho 7, 2010, em A Colônia Perdida de Sir Walter Raleigh, espanha, estados unidos, Inglaterra, lendas e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

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