Siegfried e o Dragão

Foto: Image:BürgerPark Bremen 21-04-2006 0044.jpg by Rami Tarawneh

Os contos de fadas estão cheios de estórias de príncipes e dragões. Hoje me veio à mente a estória de Siegfried… Na verdade existem uma dezena de versões para esse personagem. Ele até inspira o nome de um dos personagens de um famoso anime.

Ele é aquele que mata o dragão Fafnir e se banha em seu sangue. Só que para azar dele uma folinha cai e deixa um lugar vulnerável, nas costas… Muito semelhante à estória de Aquiles, só que o lugar vulnerável do herói grego era o calcanhar. Fafnir na verdade era um anão transformado em dragão, e era o filho do rei Hreidmar e irmão de Regin e Ötr.

Na verdade existem dois poemas épicos, a Saga dos Volsungos e o Anel dos Nibelungos. A Saga dos Volsungos, data do século 13 e é baseado em poemas mais antigos, um deles a Prose Edda. Vale lembrar que os vikings não tinham escrita e tudo era transmitido oralmente. Nessa saga o nome do herói matador de dragões é Sigurd, filho póstumo de Sigmund com a segunda esposa, Hiordis. O poema tem 42 capítulos.

Já o Anel dos Nibelungos é um poema alemão do século 13 e o nome de Sigurd é mudado para Siegfried. O poema tem 39 capitulos.

Gostaria de traduzir tudo, ou pelo menos a versão alemão dos tempos medievais… Mas é muita coisa, acho que seria interessante traduzir a estória de Sigurd, que é a versão escandinava (viking) para Siegfried.

A saga dos Volsungos é uma saga legendária, uma interpretação do século 13 para o conto islandês a respeito da origem e declínio do clã Volsung (e aí se incluem a estória de Sigurd e Brynhild e a destruição dos Burgundianos). É baseada na poesia épica. A representação mais conhecida está na forma pictórica do inscrições de Ramsund, na Suécia, que datam de 1.000 antes de cristo.

O tema é considerado bem antigo e é vagamente baseado em eventos reais ocorridos na Europa no século 5 e 6

Vale a pena cita a famosa ópera de Vagner, O Anel dos Nibelungos, que se inspirou nesse contos, mas deu uma roupagem apropriada para os interesses nacionalistas da Alemanha da época. A ópera se tornou a sagração do orgulho nacional e estereotipou os vikings. Vale dizer que os contos originais não são racistas, mas sim a ópera de Wagner. Moral da estória: tudo pode ser uma arma… Inclusive contos.

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