Lendas e Contos

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Os Sons das Profundezas

Outubro 19, 2009 · Deixe um comentário

Desde o colapso da antiga União Soviética em 1989, muitos bizarros arquivos secretos da KGB foram inspecionados tanto pelos Estados Unidos quando pela Inglaterra. In 1990, um desses arquivos antigos foi enviado por fax ao Departamento D11 do Serviço Secreto em Whitehall London, mas o que o dossiê continha era tão extraordinário e inacreditável, que a informação vazou.

A informação contida naquele arquivo, incluindo informação colhida do artigo de uma revista finlandesa chamada Ammennusatia, é mostrada abaixo.

Em 2006, o projeto Kola na estação Zapolyarny perto de Murmansk, no Ártico comemorou o seu vigésimo quinto aniversário. Apesar de ter alcançado uma profundidade de 12 quilómetros em 1983, levou-se mais dez anos para perfurar outro 262 metros.

Kola_zaliv

Baía de Kola: Copyright by Autotravel.org.ru.

Os cientistas já tinham descoberto dezenas de fósseis de microrganismos a uma grande profundidade, e então para surpresa de todos, a uma profundidade de quatro quilômetros, eles perceberam que todos os estudos estvam errados pois não havia basalto  mas uma grande quantidade de granito e a temperatura era muito maior do que se previa.

A uma profundidade de dez quilômetros os cientistas descobriram depósitos fantásticos de ouro e diamantes. A temperatura a uma profundidade de doze quilômetros era de 220 graus Celsius, e havia uma grande quantidade de radiação que destruiu dezenas de brocas de titânio.

Todos os projetos em todo o mundo que procuraram cavar buracos até o centro da Terra parou a três quilômetros. Cerca de 600 tentativas foram feitas pelos norte-americanos, alemães e  japoneses, mas logo que chegavam à “maldita profundidade” coisas estranhas começaram a acontecer. Às vezes as brocas queimavam misteriosamente, às vezes eram puxadas para baixo por forças invisíveis e desapareciam.

Em todo o mundo apenas cinco buracos foram perfurados além de três quilômetros, quatro destes foram feitos na antiga União Soviética. Dos buracos, todos furados em áreas de depósitos de petróleo e gás, só o buraco Kola foi mais além de sete quilômetros.

Nessa profundidade levou  cerca de setenta horas para se trazer amostras do material da terra. Os dados sobre a temperatura, radiação e ruído levaram um minuto para chegar à superfície. Além de tudo isso, muitos incidentes estranhos ocorreram logo que o superburaco de Kola atingiu uma profundidade de dez quilômetros.

Em duas ocasiões, as pontas de broca derreteram, apesar do fato de que as pontas de titânio só derretem se as temperaturas foram iguais às da superfície do sol. Várias vezes a broca parecia ser arrastada para baixo e quebrada, nunca as pontas de broca foram encontradas. E estes foram apenas alguns dos incidentes inexplicáveis.

Em 1994, quando a broca atingiu treze quilômetros e eles estavam prestes a cobrir as sondas de perfuração e a broca, o dr Azzakov resolveu enviar um microfone ultrassensível para captar os ruídos das placas tectônicas.  Ele reuniu sua equipe de pesquisadore em uma sala para verificar a gravação. Em em vez de ruído de placas, se escutou a voz de milhões de pessoas gritando. Eles tentatam ajustar a gravação, achando que era algum erro, mas o ruído permanecia. Fizeram novas gravações e o resultando era o mesmo. O dr Azzakov disse que todas as vezes se podia se ouvir claramente uma voz gritando de dor e desespero, e no fundo milhões de outras…

Todos ficaram muito assustados e logo, metade dos cientistas deixaram o projeto por causa do medo. O líder da equipe, dr. Azzakov, disse que devem haver pessoas lá embaixo, mas isso não seria possível!

Ele disse que enquanto ateísta não acredita em Deus e no Céu, mas como cientista, ele disse que agora acreditava no Inferno. Ele afirmou que com certeza, eles “atingiram os Portões do Inferno” quando cavaram a tão distante profundidade.

Segundo outra lenda a respeito do caso teria se ouvido uma enorme e inexplicável explosão e um demônio que teria saído das profundezas da Terra pelo buraco.  As escavações foram canceladas em 1995 quando perfuradores se recusaram a trabalhar por mais tempo, porque “demônios estavam subindo do fundo da Terra”. Os trabalhadores diziam apavorados dizem que os sons que vinham até a superfície se assemelhavam a gritos e berros.

Além disso, os soviéticos temiam que essa descoberta confirmasse a existência do Inferno fazendo ruir as teorias ateístas do seu regime. Hoje apenas cinco cientistas vive na estação de pesquisa em Kola, onde está o mais profundo buraco no planeta, mas o trabalho é apenas analisar as amostras que já tinham sido retiradas durante a escavação.

Na primavera deste ano cientistas do Instituto de Geofísica foram para Kola e fizeram outra descoberta surpreendente: a uma profundidade de três quilômetros  os sons da atividade humana pode ser ouvidos lá embaixo.  Sons da superfície estão tão altos que abafam o ruído da atividade geoacústica do planeta.

Em outras palavras, aqueles que vivem no inferno sabem exatamente o que está acontecendo entre os seres humanos na superfície do planeta.

Curiosamente, há uma outra lenda que diz que Jacques Costeau desistiu de explorar cavernas subaquáticas nas profundezas do oceano porque ao explorar uma delas ouviu sons como o grito dos condenados. Dizem que um de seus homens teve experiência semelhante quando explorava fendas nos Triângulo das Bermudas e se assustou tanto que pediu para ser retirado imediatamente do mar. O que le ouviu? Sons de pessoas gritando de dor.

Traduzido por Fr. Andrew do artigo “Eles cavaram até os demônios” da revista Argumenty Nedeli (circulação 570.000), n º 34 (60) 26 julho – 1 agosto de 2007, com o acréscimo das saguintes fontes:

1) http://www.orthodoxengland.org.uk/demonsscr.htm

2) http://www.monitor.co.ug/artman/publish/sunday_life/Did_Russian_scientists_drill_into_hell_93131.shtml

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Os Sete Gigantes dos Urais

Outubro 9, 2009 · Deixe um comentário

clipped from sovietrussia.co.uk
The giants of Man-Pupu-Nyor (????-????-???) during different times of the year
One solitary giant observes the others
View of the group of giants of Man-Pupu-Nyor
An excursionist by the solitary giant
Snowmobile by the solitary giant
blog it

Uma tribo do distrito de Khantia-Mansia, os Mansi tem uma lenda muito interessante para explicar a formação de Man-Pupu-Nyor ou “pequena montanha dos deuses”. Dizem que as sete formações são o resultado de uma luta entre seis gigantes e filho do líder da tribo.

Tudo começou quando o gigante Torev, que andava caçando com seus irmãos nos arredores da montanha Hariz, ficou sabendo da beleza da filha do chefe da tribo dos Mansi e desejou-a para si.

Kuuschay era o seu líder e ele tinha um filho e uma filha. Os homens dessa tribo eram conhecidos por serem ótimos caçadores e corredores e os espíritos da montanha Yalping. Nyeri os protegiam porque ele era um chefe muito justo e sábio.

Aproveitando-se que Pygrychum, o filho do chefe estava ausente caçando com seus guerreiros Torev foi até lá exigir que a bela jovem fosse lhe dada em casamento. Claro seu pai recusou, e os gigantes resolveram atacar para raptá-la.

O velho chefe desesperado suplicou aos deuses que os ajudassem, pois as muralhas da cidade estavam para cair diante da força dos gigantes. Em resposta um nevoeiro espesso cobriu toda a cidade no mesmo momento em que Torev a golpeou com sua maça. Pedacinhos da muralha se espalharam na planície por causa do vento forte que soprava.

Eles decidiram esperar até amanhacer para atacar, mas para azar deles o jovem Pygrychum,havia voltado com seus guerreiros e vinha portando um escudo e uma poderosa espada, que ao ser banhada pelo sol projetou um raio de fogo nos olhos de Torev. Ele enfurecido atacou junto com seus irmãos. De repente, os movimentos dos gigantes começaram a se tornar lentos e a luz se tornou uma cúpula que cobriu os gigantes e o próprio Pygrychum. Quando ela se dissipou os guerreiros viram que o jovem e os seis gigante haviam se tornando pilares de pedra.

E lá eles estão até hoje, como lembrança de uma estória de bravura e sacrifício.

Notas:

A formação geológica fica em em plateau de difícil acesso, recomendado que somente aventureiros mais experientes viagem até lá. Calcula-se que as formações demorar 200 milhões de anos para chegar a esse formato. Sua altura varia de 30 a 42 metros.

Espalhadas pela planícia se vêem milhares de pedrinhas, que segundo a lenda se originaram dos pedaços da muralha da cidade que foi atingida pelo tacape do gigante.

clipped from ru.wikipedia.org
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  blog it

Veja mais em:

http://tejiendoelmundo.wordpress.com/2009/10/07/man-pupu-nyor-la-colina-de-los-gigantes-de-piedra/

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A Cobra D´água – Russia, A. A. Erlenvein

Março 7, 2008 · 1 Comentário

Era uma vez uma senhora que tinha uma filha, uma dia a garota desceu à lagoa para tomar banho com outras meninas. Elas se despiram e caíram na água. Então uma cobra surgiu e se escondeu em suas roupas. Depois de um tempo, todas saíram, e começaram a se vestir, bem como a filha da anciã, mas quando ela quis botar as roupas descobriu a cobra deitada sobre elas. Ela tentou se livrar dela, mas ele se agarrou e não se moveu. Então, a serpente disse: “Se você casar comigo, vou eu devolvo suas roupas.”

Ela não estava nem um pouco inclinada a se casar com ele, mas as outras meninas disse, “Como se fosse possível você se casar com ele! Diga que vai!”

Então ela disse: “Muito bem, caso.” Então, a serpente largou as roupas e foi direto para a água. A menina vestiu-se e foi para casa. E logo que ela chegou lá, ela disse à sua mãe, “Mãe! Mãe! Aconteceu isso e isso, e então uma serpente pegou minhas roupas e disse,”Case comigo ou não vou deixar você mudar suas roupas!” e eu disse: “Caso”.


“Que besteira você está dizendo, sua bocó! Como se fosse possível você casar com uma cobra!” E assim tudo voltou ao normal e o assunto foi esquecido.

Uma semana se passou por, e um dia elas viram muitas cobras, como nunca tinham visto antes, uma enorme tropa deles, se arrastando até a casa delas. “Ah, mãezinha, salve-me, salve-me!” chorava a menina, e sua mãe bateu a porta e barrou a entrada, o mais rapidamente possível. As cobras correram até a entrada, mas a porta foi fechada; elas teriam corrido até a fresta, mas essa foi fechada também. Então, em um momento elas se enrolaram até formar uma bola, se arremessaram contra a janela, que foi feita em pedaços e formaram um só corpo que entrou na sala. A menina chegou junto ao fogão, mas eles a seguiram, se arrastaram para baixo dela, a puxaram para fora da casa e atravessar das portas. Sua mãe seguia ela, chorando como louca.

Levaram a menina até a lagoa, e mergulharam direto na água com ela. E lá se transformaram em homens e mulheres. A mãe permaneceu durante algum tempo sobre o dique, lamentou-se um pouco, e depois foi para casa.

Três anos passaram. A moça vivia lá, e tinha dois filhos, um filho e uma filha. Agora ela frequentemente pedia ao seu marido para que deixar ela ir ver a mãe. Então, finalmente, um dia em que ele levou ela até a superfície da água, e a deixou em terra. Mas ela perguntou-lhe antes de sair ele, “O que devo dizer quando quiser que você venha?”

“Diga, ´Osip, [Joseph] Osip, vem aqui! ” E eu virei “, ele respondeu.

Então ele mergulhou novamente debaixo de água, e ela foi ver a mãe, carreganda a menina no seu braço e levando seu menino pela mão. Logo saiu a mãe para recebê-la. Ela ficou tão feliz por vê-la!

“Bom dia, mãe!” Disse a filha.

“Você está bem, vivendo lá embaixo?” Perguntou a mãe.

“Muito bem, mãe. Minha vida lá é melhor do era aqui.”

Eles sentaram e conversam um pouco. Sua mãe tinha o jantar pronto para ela, e ela jantou. “Qual é o nome do seu marido?” Perguntou a mãe.

“Osip”, ela respondeu.

“E como é que vocês vão voltar para casa?”

“Vou ir à represa, e aí chamo: ” Osip, Osip, vem aqui! ” E ele vai vir. “

“Deite um pouco, filha, e descanse”, disse a mãe.

Assim, a filha deitou e dormiu. A mãe imediatamente pegou um machado e o amolou, e desceu até a represa com ele. E quando ela chegou, começou a chamar: “Osip, Osip, vem aqui!”

Nem bem Osip mostrou sua cabeça que a velha mulher pegou o machado e cortou ela fora. E água do lago ficou escura com o sangue.

A anciã foi para casa. E quando a velha chegou, sua filha acordou. “Ah! Mãe”, diz ela, “Estou ficando cansada de ficar aqui, quero voltar para minha casa.”

“Durma esta noite aqui, filha; talvez você não tenha outra chance de ficar comigo.”

Assim, a filha ficou e passou a noite ali. Pela manhã, ela acordou e sua mãe aprontou um pequeno lanche para ela; ela comeu e em seguida disse adeus para a mãe e foi embora, carregando sua menina em seu braço, enquanto o menino seguiu atrás dela. Ela chegou à represa, e gritou: “Osip, Osip, vem aqui!”

Ela chamou e pediu, mas ele não veio. Então ela olhou para a água, e lá viu uma cabeça flutuando. Então ela adivinhou o que tinha acontecido.

Ai! Minha mãe o matou! ” Ela chorava.

Lá na margem ela chorou e lamentou. E, em seguida, para sua filinha ela gritou “Voe como uma andorinha, agora e para sempre!”

E ao seu menino chorava ela, “Voe como uma cotovia, meu menino, agora e para sempre!”

“Mas eu”, disse ela, “voarei como um cuco, chorando ‘Cuckoo! Agora e para sempre!

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