Lendas e Contos

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Bem vindo ao lar irmão

Novembro 5, 2009 · Deixe um comentário

Quão díficil é esperar por alguém? Será que o corpo precisa ser enterrado para que a alma descanse?

15th_AF_B-24_Liberator

Um avião do tipo B-24 Liberator

Era dia 1 de setembro de 1944, e o bombadeiro Liberator B-24 J, o “Babes in Arms”(1), estava numa de suas missões para atingir alvos japoneses no arquipélago de Palau, Oceano Pacífico.

Um de seus tripulantes era o sargento Robert Stinson, de 24 anos, um dos seis filhos de Vella Stinson. Ele tinha se juntando à Aeronáutica mal terminou o segundo grau e já havia sido condecorado várias vezes, sendo quase um vetereno de guerra àquela altura. Mas o destino está traçado e desta vez eles foram atingidos. O B-24 com 11 pessoas a bordo caiue dos seus tripulantes, oito morreram e três conseguiram saltar a tempo, um deles sem pára-quedas.

A partir daí, pacientemente, por duas vezes ao mês sua mãe escreveu a governo. Esperava por notícias. Esperava que ele fosse encontrado.  Porém a resposta era sempre negativa.  Foram-se então 65 anos. Nesse meio tempo, ela morreu, e nunca soube o que mais queria.

Seus irmãos não conseguiam descansar. Uma esperança vã dizia que talvez ele fosse um desses três que pularam do avião e que estivesse vivo por aí. Mas dizem que os três sobreviventes foram capturados pelos japoneses e executados.

Em 1994, um grupo de aventureiros e mergulhadores, chamado BentProp,  iniciou sua própria busca nas águas de Koror, a maior ilha de Palau. Todos os anos por um mês inteiro eles fazem buscas nessa área, procurando por 200 aviões desaparecidos durante a Segunda Guerra. Os restos estão espalhados por 300 pequenas ilhas.

Eles se reuniram com veterenos do esquadrão de Stinson que disseram o local onde viram o avião cair. Eles procurarm por seis anos até que em 2000 eles acharam fotos antiga feita por um tripulante de outra aeronave, momentos antes do avião dele cair. Afinal para que as fotos se somente se fotografam os locais que seriam bombardeados? Eles pensaram que alguém queria tentar registrar onde o aeroplano tinha caído.

Graças a essas fotos, eles restringiram as buscas a oito milhas de onde eles estiveram procurando. Aí a sorte veio na figura de um velho pescador que, quinze anos anos, tinha visto restos de um avião naquela área. O grupo fio para lá e logo descobriu um motor do  B-24 a 9 metros e então o avião quebrado em dois pedaços.

Dentro do avião, sepultado no mar por todos esses anos estava restos de um óculos, uma corda de pára-quedas, um sapato, uma identificação de um cachorro, um cadarço e vários pequenos fragmentos de ossos, entre outras dezenas de itens.

Amostras de DNA de Edward e Richard Stinson foram tiradas em 2006 e se confirmaou que dois pedaços de ossos da perna pertenciam ao irmão deles. Outros quatro membros foram identificados. Três ficaram sem identificação e serão enterrados juntos no cemitério de Arlington.  Stinson será enterrado no Cemitério Nacional de Riverside, no dia 30 de outubro.

Nas palavras de Richard: “Finalmente isso vai terminar. Nós nunca esperamospor isso. Nós sabíamos que três tinham saltado e… Você sempre tem a esperança de que ele foi um deles e sobreviveu”.

As memórias do irmão vêm, coisas que foram ditas sobre ele, que gostava de jogar pôquer, que era brincalhão. Parece que para que ele tivesse paz, ele precisaria ser resgatado de onde estava, para que seus restos fossem enterrados, como se de alguma forma sua alma estivesse pairando em algum lugar e não pudesse repousar.

Essa estória é ao mesmo tempo estranha e comovente. Talvez na verdade fossem os vivos que não estivessem em paz.(2)

Agora Richard sabe que seu irmão estava sozinho no fundo do oceano, mas agora ele vai descansar em paz. “Ele não esteve só nessas duas, três semanas. Ele emergiu.”

“Bem vindo ao lar, irmão”

Notas:

(1)

O avião era o 42-73453 do  Grupo Bombardeiro 307, Esquadrão 424.

O piloto era Jack Arnett e os outros tripulantes: William B. Simpson, Frank J. Arhar, Arthur J.  Schumaker, Robert J.  Stinson, Jimmie  Doyle, Charles T. Goulding, John Moore, Leland J. Price, Earl E. Yoh, Alexander R. Vick

(2)

Muitas culturas acreditam que é necessário um enterro e ritos funerários.  É uma maneira de demonstrar respeito e prevenir que aquele corpo volte a vida, como um morto-vivo ou como um fantasma. Acredita-se também que é uma maneira de encerrar o ciclo daquela pessoa nesse mundo, e com o sepultamento,  a pessoa segue para um outro plano de existência.

Fontes:

http://www.wavy.com/dpp/military/military_ap_california_Remains_of_WWII_airman_welcomed_home_20091028

http://www.capeargus.co.za/index.php?fArticleId=5223281

http://forum.armyairforces.com/m148619-print.aspx

http://www.307bg.org/

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Os dois jovens no monte das fadas

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

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Fada

Dois jovens, estavam voltando para casa numa noite de Halloween, cada um com um barril de uísque. De repente, ouviram música e vendo uma casa aberta, toda iluminada e com dança e risos vindo de lá, foram na direção dela e entraram.

Um dos dois se juntou ao grupo que dançava, assim que ele colocou no chão o pacote que levava. O outro, suspeitando do lugar e das pessoas, espetou uma agulha na porta assim que ele entrou, e foi embora quando ele quis. Passaram-se vinte meses e ele voltou procurando por seu companheiro e o encontrou ainda dançando com o barril de uísque nas costas. Embora estivesse mais vivo do que morto, o dançarino enfeitiçado implorou que ele deixasse terminar a dança. Quando ele saiu ele era apenas pele e osso.

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Pendurando as chuteiras

Outubro 23, 2009 · Deixe um comentário

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Evidência de lançamento de sapatos em Edmonton, Canada. Foto de Nick Wiebe

Já pensou nas coisas que você vê no dia-a-dia mas realmente você não vê? Ontem eu notei que nos fios próximos a uma garagem de ônibus têm uma quantidade enorme de sapatos pendurados…

Afinal qual o significado disso? Bem, essa questão me veio à cabeça quando lembrei do filme Big Fish com Ewan McGregor.  Em determinada cena do filme de Tim Burton, Edward Bloom, nosso herói, atravessa uma floresta de árvores ensandecidas e chega à cidade de Espectro.

Mal chega lá, seus estranhos e sorridente habitantes, tentam a qualquer custo saber o nome dele. Isso é feito enquanto ele saboreia uma típica torta americana. Não pude deixar de ter uma sensação de estranhamento diante daquelas felizes pessoas tentando “arrancar” o nome dele.  Parecia que quando ele dissesse, ele ficaria à mercê deles. Bem, só que nesse meio tempo, uma garotinha lhe rouba os sapatos e joga nos fios em frente à cidade.

Você têm a certeza que Ed agora está preso. Afinal, como é dito pra ele, “ele não pode ir embora sem os sapatos”.

Mas resumindo a conversa, quais seriam os significados dos sapatos pendurados nos fios?

Pesquisando na literatura e internet, pouca coisa encontrei sobre o assunto, mas uma das teorias reafirma a minha visão sobre o filme, vamos lá:

  • Eles são o memorial para alguém morreu ali perto, muitas vezes uma criança. Os sapatos pertencem à pessoa morta;
  • São uma sinal de comemoração, um rito de passagem, marcando o final de uma ano escolar ou de acampamento, um casamento, um noivado. Marcam o final ou o começo de algo. Na Escócia, quando um jovem faz isso, que dizer que ele perdeu a virgindade e está anunciado isso para os seus colegas;
  • Militares jogam sapatos no fio, pintados de laranja ou outra cor, para demonstrar que terminaram seu treinamento básico;
  • Significa que drogas são vendidas ali perto e/ou que estão marcando o território de uma gangue;
  • Sinal de bullying.  Ali tem uma turma de garotos que roubam os sapatos de outro e jogam nos fios;
  • Alguém comprou sapatos novos e resolveu jogar os velhos ali. Só isso.

Então, decididamente eles marcam realmente o início e o fim de algo ou são a marca registrada de alguém. Uma maneira do ser humano dizer que “ele está ali”, para o bem ou para mal.  Ou um memorial  para alguém que foi muito amado por seus amigos e parentes.

No caso de Peixe Grande e Suas Estórias Extraordinárias, deve significar que ele “pendurou as chuteiras”, ou seja, ele está no limbro, outro mundo, céu ou inferno e os sapatos indicam que lá ele entrou e não pode sair. Ou ainda, que  é um rito de passagem, já que Edward Bloom tem só 18 anos, e ali  ele tem o seu despertar sexual, quando ele vê a sereia/espectro nadando no rio.

Fontes:

http://wiker.net/newsletter/sneakers.php

http://en.wikipedia.org/wiki/Shoe_tossing

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Leszy O Espírito da Floresta

Outubro 13, 2009 · Deixe um comentário

Leshi

Vindo do folclore eslavo, o Leszy ou leshi é um espírito protetor da floresta e animais, assim como o brasileiro curupira. Muitas vezes é apontado com elfo ou troll da floresta. Ele é conhecido por uma dezena de nomes incluindo lesiy, leshy, lesovik, lesij, or leshii. É aparentado do homem selvagem (woodwose) da Europa Oriental e do Basajaun da República Basca. Tem a habilidade de mudar de forma, sendo portanto um tipo de metamorfo (ser capaz de alterar sua forma), podendo se transformar em qualquer animal e planta. Aliás, uma de suas formas preferidas é de um pequeno cogumelo falante, que apesar de parecer engraçado, não é, pois se ele perceber que o intruso é uma ameaça para ele ou a floresta, ele o mata rapidamente.

A sua aparência é de um homem alto, mas pode virar uma monte de grama ou uma árvore alta. O cabelo e a barba são feitos de grama e vinhas. Pode ter cauda, cascos e chifres de cervo. Tem pele pálida contrastando com brilhantes olhos verdes. Mais do que ver um você pode ouvir um, assoviando, chorando, gritando, cantando. Esse tipo de truque é o ideal para enganar pessoas e também é utilizado pelo wendigo. Ele imita a voz de alguém conhecido, atraindo as pessoas para de suas cavernas e batendo nelas até quase matá-las. Também tem o poder de te deixar tonto e doente. A gênese da lenda seriam fantasmas de ermitões e pessoas que tiveram morte súbita em florestas.

Ele comanda ursos e tem uma espécie de ligação com os lobos. Se você encontrar com um, para enganá-lo basta colocar todas as roupas ao contrário e trocar os sapatos de pé. Fazê-lo rir também funciona e também sacrifícios. Se isso não bastar, incendiar a floresta serve de distração também, pois ele vai tentar apagar o fogo dando tempo de você fugir.

Como muitos espíritos protetores da floresta, eles não são essencialmente maus,mas gostam de atormentar humanos com brincadeiras de mau gosto, como sumir com o gado e ovelhas, fazer camponeses se perderem e raptar mulheres jovens…

Estranhamente, pessoas podem fazer pactos com eles. Basta entregar cruzes a ele ou partilhar da comunhão após sair da igreja.  Após esse pacto ele terá prosperidade em suas terras e o camponês irá aprender tipos de mágica com o espírito.

http://en.wikipedia.org/wiki/Wose

http://forum.shrapnelgames.com/showthread.php?t=26830

leszy

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O “Poço das Cabeças”

Outubro 7, 2009 · Deixe um comentário

O “poço das cabeças” ou Tobar nan Ceann é o local onde se situa um poço seco.  Ele é sinalizando porque tem um estátua que representa sete cabeças juntas por um punhal. Esse monumento marca o local onde, segundo a lenda, foram mortos Alaister Buidhe e seus seis filhos em 1663. A morte deles foi um punição por ele ter matado aqueles que seriam os sucessores do clã, Alaisder Mcdonnel e seu irmão.

Durante algum tempo, ninguém se atreveu a punir Alaister, que ficou confortavelmente como chefe dos Keppoch MacDonalds, até que Sir James MacDonald of Sleat mandou homens para capturar e matar os culpados.

Eles tiveram as cabeças decepadas e banhadas nas águas do poço do Loch Oich antes de serem trazidas pra MacDonell of Glengarry no castelo de Macdonell_of_Glengarry_(R._R._McIan)Glengarry.

Após alguns anos, se descobriu sete corpos sem cabeça numa elevação próximo do local.

As ruínas do castelo estão numa posição privilegiada do lago e era de lá que os MacDonnel gritavam seu brado de guerra. Além disso, o loch é local de aparição de monstros, assim como em todos os lagos da região.

fontes:

http://www.mysteriousbritain.co.uk/scotland/invernesshire/folklore/the-well-of-heads-tobar-nan-ceann.html

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Cães Negros Guardiães do Outro Mundo

Outubro 7, 2009 · Deixe um comentário

Black_Dog_Pub_Sign,_Bouley,_JerseyMais uma vez tenho de mencionar a série sobrenatural, pois em vários de seus episódios são mencionados os “cães do inferno” que vêm buscar a alma das pessoas condenadas, como no episódio dedicado a Robert Johnson, Crossroads Blues. Eles são recorrentes na série e toda vez que chega “a hora” de alguém que vendeu a alma, eles vêm levá-los.

A figura do cachorro através da mitologia mundial parece ter sofrido uma evolução até chegar na figura do guardião do mundo inferior.

Na mitologia pré-islmâmica há três interessantes representaçoes do cachorro. Primeiro como fiel companheiro do homem. Em uma lenda ele é criado por Deus para proteger Adão e  e Eva dos outros animais, que foram convocados por Satanás para atacá-los. Em outra, ele é feito do mesmo barro que Adão, tanto é assim que a palavra sag (dog) deriva do termo she-yak (o terceiro, um terceiro) que indica o senso de humanidade do animal. Mas um outro mito o traz como resultado do pecado.

Isso começa a conectar o cão com forças ocultas. Já no Antigo Egito Anubis que é o guardião e condutor para o outro mundo.  Essa associação também aparece no épico Mahabarata e entre os gregos, pois a deusa Hecate tem como bichinho de estimação o cão Cérbero, guardião dos portais do inferno.

A idéia do cachorro como guardião de almas já vem de observações de sítios arqueológicos, pois parece que o homem primitivo usava o cachorro para destruir corpos. Isso deve ter conectado a idéia de que o cão também estava devorando a alma do morto.

Já para os Parsis indianos e escoceses das ilhas Orkney, fazer os cães devorarem a carne de mortos fazia parte dos ritos funerários. Para os romanos ele eram usados para os mortos sem nenhuma importância que nao mereciam um enterro melhor.

O cachorro, principalmente o de cor negra, passou a ter uma percepção muito negativa. Havia um decreto do profeta Maomé que mandava matar todos os cães que fossem totalmente negro. E com o desenvolvimento do cristianismo, ele passou a ser associado com pecado, prostitiução, o mal.

Não é de admirar então que cães negros passaram a ser associados com o mal encarnado.

Na tradição anglo-saxã ele pode ter vários nomes * que sempre são associados com a treva. Eles é descrito como tendo olhos vermelhos brilhantes, pêlo eriçado, são enormes e tem cheiro de enxofre. Eles são vistos em locais isolados, como trilhas, encruzilhadas, sítios pré-históricos, igrejas abandonadas.  Eles passam através de objetos sólidos, desaparecem ou se auto-incendeiam.

O relato mais antigo data de 1127, quando dois padres viram caçadores negros montados em cavalos ou bodes negros,seguidos por uma matilhas de cães negros com horríveis olhos enormes.

O pior relato é de 1157, quando houve ataques durante duas missas. Em ambos os locais houveram mortes e sinais de arranhões nas portas das igrejas.

A evolução do cão negro como figura sombria e punitiva continua com o advento da literatura gótica, como no conto de Ian McEwan, Cães Negros, uma metáfora da tristeza interior e perda da esperança.

Notas:

1) * Nomes a ele atribuído:  Barghest, Barghaist, Barguest, Barguest, Barn-ghaist, Skriker (Yorkshire), Shuck, Black Shuck, Old Shuck (Norfolk), Witch Hounds (Sul da Inglaterra), Kirkgrim (Escandinávia), Gwyllgi, o cachorro das trevas (Gales), Padfoot (Devon), Old Shock, Shucky Dog, Black Shuck, o Monstro Shug (East Anglia), Scarfe, Gally-trot, Gallytrot, Galley Trot, Moddey Dhoe (Suffolk),  Moddey Dhoo,que significa “cão negro” e é pronunciado “Mauther Thoo”  em gaélico de Manx  (Isle of Man), Trash, Guytrash, Skriker (Lancashire), CappelWestmorland), hooter (Warwickshire), Jack Peludo (Lincolnshire), shag dog (Leicestershire),  Gurt Dog ou ‘cachorro grande’ (Somerset), cachorro negro conhcido como o Muckle Black Tyke e gaélico como Choin Dubh. Cu Sith ou cachorro das fadas mais comumente verde ou branco (Escócia).

2) cachorros sem cabeça foram vistos em in Dartmoor, Cumbria, Sussex, Shropshire, Suffolk, Devon e Norfolk (Bord & Bord, 1985; Brown, 1958; Farson, 1978). Cachorros de duas cabeças são visto ocasionalmente  (Bord & Bord, 1985; Brown, 1958). Algumas vezes os cães negros tem cabeça e pernas de outros animais ou humanas sendo relatadas que às vezes também lhes faltam algumas partes (Brown, 1958; McEwan, 1986).

3) “Le Tchan de Bouôlé” (figura acima) significa cachorro de Bouley, sua aparição  é um presságio de tempestades e é vistona Baía de Bouley, Jersey, nas Ilhas Channel.

traduzido de:

www.blackdoginstitute.org.au/docs/Raphael.pdf

Outros sites:

http://www.indigogroup.co.uk/edge/bdogfl.htm

http://www.mysterymag.com/earthmysteries/?page=category&subID=74

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A Lenda do Cervo Branco

Outubro 7, 2009 · Deixe um comentário

Virginia_dare_stampMuitas lendas surgiram devido ao desaparecimento da colônia inglesa de Roanoke. Livros, contos, quadros, séries, filmes falam sobre o assunto.

O livro de Sallie Southall Cotten, “O Cervo Branco: O Destino de Virgina Dare” é uma tentativa de explicar o destino da colônia e de Virgina Dare,a primeira criança de descendência inglesa nascida nas Américas.

Quanto à chegada de europeus à província de Terra Nova, no Canadá, há muito já se descobriu que os vikings foram os primeiros a chegar aqui, 500 anos antes de Colombo.  Graças às pesquisas de Helge Ingstad, descobriu-se as ruínas de L’Anse aux Meadows no Canadá, e segunda os contos nórdicos, uma mulher de nome Gudrun deu à luz um filho que seria o primeiro descendente de europeus nessa terra…

Mas voltando ao livro, ele narra como Virginia cresceu na tribo de Manteo, winona significa “primeira filha” em Sioux e ska, significa branca. Ela cresceu e se tornou uma linda mulher. Okisko um jovem chefe índio queria casar com ela, só que Chico um velho feiticeiro também queria a mesma coisa.

O velho tentou em vão convencê-la a se casar com ele. Rejeitado ele lançou um feitiço sobe ela e a transformou em um cervo branco.604px-Doe_1_(PSF)

Okisko estava decidido a reverter a maldição e pediu ajuda a um feiticeiro do bem chamado Wenokan. Okisko fez um flecha com uma concha de ostra e Wenokan a banhou em uma fonte mágica, transformando-a em uma pérola. Para quebrar o feitiço Okisko deveria acertar a flecha mágica no cervo branco e ela se tornaria novamente Winona-Ska.

Nesse meio tempo, o jovem Wanchese, filho daquele que foi à Inglaterra com Manteo, resolveu matar o cervo encantando para ter fama. Para matar esse animal especial seria necessário uma flecha de prata. Por coincidência o pai dele tinha ganhado uma da rainha Elizabeth I quando ele visitou a Inglaterra.

Um dia, Okisko viu o cervo branco próxima das ruínas de Fort Raleigh, na ilha de Roanoke. Mais que depressa ele apontou sua flecha de pérola para o animal. Infelizmente, Manteo também disparou sua flexha de prata no cervo.

As duas flechas acertaram o cervo ao mesmo tempo. A flecha de Okisko transformou-o em uma linda mulher novamente, só que a flecha de Manteo também acertou seu coração.  Okisko correu até ela, mas Virginia morreu em seus braços.

Desesperado ele corre até a fonte mágica e banha as duas flechas nas águas, implorando pela vida de Winona. Quando ele voltou para o local, não havia sinal nem de Virginia, nem de cervo. Mais tarde, o cervo branco reaparece olhando para ele com olhos lindos e tristes. Então ela corre para as matas.

Desde esse dia, até hoje muitas pessoas dizem que vêem um cervo branco fantasmagórico próximo da área onde a Colônia Perdida fez seu primeiro assentamento.

E essa foi uma das lendas sobre Virgina Doe, talvez o mistério nunca seja explicado, nem mesmo com o projeto de análise do DNA dos índios da área, mas talvez seja mais interessante imaginar o que teria sido feito de todos…

Fonte:

http://www.learnnc.org/lp/pages/1647

Notas:

Para os indígenas norte-americanos o branco tem um significado muito especial. Animais brancos são manifestações sagradas do Grande Espírito ou Criador (Wakan Tanka, Tankashilah). É um símbolo de pureza, vida, renovação, bondade e paz.

Palavra ska:

http://www.geocities.com/cheyenne_language/origin.htm

Cidade de Wanchese:

http://wapedia.mobi/en/Wanchese,_North_Carolina

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O fantasma de Ruthven Barracks

Setembro 25, 2009 · Deixe um comentário

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À medida que você desce a Rua Queen e você vê Ruthven Barracks (Barrack significa quartel), você poderá ver o fantasma que aparece todo dia 1 de setembro e anda por toda a área, que muito antes do edifício se construído, foi acidentada e cheia de cardos. A construção desse local foi ordenada após a batalha de 1746, com o objetivo de melhor vigiar o sul da Escócia. Também é dessa época a abolição do uso do kilt, visto que ele era considerado um dos símbolos dos orgulhosos highlanders.

Use a imaginação e volte para o tempo da Batalha de Culloden, para o Pântano de Drumossie. Era 16 de abril de 1746. O dia estava triste. Uma neve fina era soprada por um vento forte. A batalha estava terminada em poucas horas. Os highlanders famintos, sobre o comando de Lord George Murray, estavam exaustos por causa da longa marcha antes da batalha. As cartas que ele escreveu para sua mulher e filha diziam que suas forças não eram páreo para o “casaca vermelhas” do duque de Cumberland.

Três filhos de MacGregor Callum, James & John de Glengairn estavam servindo no regimento de Monaltrie. John, de 16 anos, estava ferido no campo e foi morto pelos ingleses, enquanto seus irmãos observavam tudo de um esconderijo sob as árvores. No caminho para casa James morreu, deixando Callum sozinho. Ele era um homem bonito, bom espadachim e tinha uma faca. Ele era casado com uma moça chamada Nettie, mas poucos sabiam de seu casamento porque ela não era católica como os MacGregors.

Eles tinham o costume de se encontar em um bosque onde hoje se encontra Ruthven Barracks e Callum prometeu que ele voltaria lá,. Toda noite, uma hora antes da meia-noite, ela esperava por ele.

Depois de Culloden, casas foram incendiadas, inclusive o lar dos Macgregor em Glengairn. Ballater não existia nesta época. Nettie visitava o bosque regularmente, trazendo sua filhinha com ela. Ela ficou mais esperançosa quando alguns highlanders começaram a aparecer no lugar. Ela ouviu que Callum estava vivo. No dia 1 de setembro ela esperou por quase uma hora. Dois soldados apareceram: um a segurou e outro roubou seu bebê. Ela gritou – e coincidência – Callum apareceu de um esconderijo nos arbustos.


Exausto e ferido, ele enfrentou o primeiro soldado e finalmente o matou. Enquanto isso sua esposa gritava e batia com as mãos no outro soldado. Este usou sua espada contra ela. Callum lutou contra ele e foi vitorioso. Ele segurou sua esposa moribunda em seus braços e jurou que ele encontraria sua filha mesmo que isso levasse toda a eternidade. Mais soldados apareceram e Callum acabou decapitado.


Cada dia 1 de setembro um highlander sem cabeça aparece, louco de fúria, cabelo em desalinho e desarrumado, com seu kilt e claymore (espada) ensaguentados, várias feridas sangrando. Ele volta para o lugar onde sua esposa morreu. Ela vêm também – com suas vestes cobertas de sangue – para encontrar seu marido. Eles se abraçam e permanecem no local – agora Barracks – até as primeiras horas da manhã, então eles vão embora à procura de seu bebê.

De acordo com a lenda, um piedoso soldado resgatou a criança e a devolveu para seus avós. Há um registro de uma criança chamada Euphemia Gordon, nome da mãe de Nettie.

fontes:

http://www.mysteriousbritain.co.uk/scotland/invernesshire/hauntings/ruthven-barracks.html

http://www.undiscoveredscotland.co.uk/ballater/ballater/index.html

fotos:

http://travel.webshots.com/album/77977625KrBrrp


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A garotinha e o wendigo

Setembro 10, 2009 · Deixe um comentário

wendigo

figura: http://zweihander2.deviantart.com/

A Garotinha e o Wendigo

Um belo dia as chaleiras começaram a tremer e todos na tribo ficaram assustados. Eles correram por toda a vila para ver se alguém era forte o bastante para enfrentar o wendigo, mas não encontraram ninguém. No fim da vila encontraram uma velinha e sua neta e a velha disse: “Alguém está vindo e vamos todos morrer.” A garotinha perguntou se alguém poderia trazer para ela um par de varas de sumac* longas como o seu braço e descascadas. Eles arranjaram as varas e ela voltou para casa.

De repente ficou tão frio que eles puderam ouvir algo quebrando. De manhã, a garota disse para a avó colocar uma chaleira cheia de gordura no fogo. Foi ficando cada vez mais frio lá fora. Quando eles perceberam, viram um wendigo tão alto quanto uma árvore. À medida que ele caminhava as árvores quebravam e gelo se formava sobre o lago.

Ele caminhou direito pelo caminho de gelo formado no lago. A garota tinha dois cachorros. Ele tinha um. Então os cachorros mataram o cachorro do wendigo. Ela cresceu mais e mais. Ela pegou a vara, que se transformou em metal e nocauteou o wendigo. Então acertou ele com a outra vara e o matou. Ela bebeu a gordura e ficou menor e menor.A tribo cortou o wendigo em pedaços. Ele era todo de gelo, exceto no centro, onde havia apenas um homem. As pessoas ficaram felizes e deram à garotinha tudo que ela queria.

Conto de John Mink, coletado em Court Oreilles, 1941 por Joseph

Casagrande.

Nota:

* Sumac: Arbustos ou pequenas árvóres do gênero Rhus.

Fonte: Wisconsin Chippewa Myths & Tales: And Theur Relation to Chippewa Life

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Desaparecendo na Quarta Dimensão

Agosto 26, 2009 · Deixe um comentário

On February 5, 1923, six hundred inhabitants of the settlement Hoer-Verde in Brazil disappeared. The police thoroughly examined the small town. At the town school, they found a gun, which was apparently used the day before, lying on the floor and the words “there is no salvation” written on a blackboard.

English version after the portuguese

O trecho acima eu copiei de um site na internet sobre estórias verdadeiras de fantasmas, http://www.trueghosttales.com/paranormal/vanishing-into-the-4th-dimension/, nesse post em particular são mencionados vários desaparecimentos desde um prisioneiro prussiano que foi desaparecendo do pátio, até ficar somente seus grilhões jogados no chão até uma aldeia inteira de esquimós que sumiu do mapa.

Mas o que mais chamou minha atenção e me fez crer que realmente a internet está cheia de lendas fabricadas é esse caso de um tal assentamento chamado Hoer-Verde. Mais de 600 habitantes sumiram, a polícia não encontrou nada, os únicos vestígios foram uma arma, que pareceu ter sido disparada no dia anterior e as palavras “não há salvação” escritas num quadro negro… Isso me lembrou a lenda de Croatan, estranho que até o detalhe da mensagem gravada na árvore (no caso o quadro) é igual…espantado

Claro, fiquei abismada, mas procurei mais sobre o assunto na internet. Se você digitar hoer verde, do jeito que for, junto, separado, acrescentados mais termos para filtrar resultados, vai sempre achar os mesmos tipos de sites, com nenhuma informação adicional à do site anterior que mencionei…

Muito estranhio, não? Ao que parece o tal desaparecimento foi fabricado e muitos só fazem copiar e colar, acrescentando ou subtraindo alguma coisa, mas o texto é sempre o mesmo.

Assim, se criou uma lenda que nunca ouvi mencionar em lugar algum em jornais do Brasil… Talvez seja ignorância minha. Talvez tenha acontecido esse mistério e falte um blogueiro pra postar aqui e me esclarecer… Será?

Abandoned_Building_(158612937)Só sei que lá fora, em sites em inglês, o tal assentamento realmente sumiu e está deixando muitos blogueiros de fora chocados… Postei meu comentário, e alguém me respondeu realmente aconteceu, e que tinha ouvido sobre numa visita a um museu no Brasil. Só que esqueceu o nome do museu e que informações sobre o caso são raras.

Hmmmmm…. Por essas e por outras, é que se deve confiar desconfiar de certas lendas…

English Version

The above excerpt I found in a website about “true stories of ghosts”, http://www.trueghosttales.com/paranormal/vanishing-into-the-4th-dimension/ in the post they mentioned strange disappearances as a prisoner Prussian or an entire village of Eskimos …
But what really caught my attention and made me really believe internet is full of silly legends made is that one about Hoer-Verde settlement called Hoer-Verde. More than 600 people disappeared, no trace, only saw a lost gun and, which appeared to have been shot the day before and the words “no salvation” written on a chalkboard … It reminded me of the legend of Croatan, remind the words written in the tree?
If you type hoer green, hoer-green, separately, add more terms to filter results, you’ll always find the same information, with no additional information to the previous site I mentioned … Strange,no? It´s a kind of  endless “copy and past”.
Everything I know is out there on sites in English, there´s no mention of this in any brazilian site, in my school days I never heard of this. We never saw in radio, televison, books… What is happening???

I went to “true ghost tales” site and post a comment. Someone told me this is true and herad about in a visit to a museum in Brazil. When I asked the name of museum, it was said he (or maybe she)  forgot the name of the museum. It was said the information about Hoer Verde is a quite rare…  Rare??? There´s no information!!!

So, my friend, take care of what you read in internet… Maybe it´s only a legend.

Thanks to the site http://thesop.org/ and R.J. Smith

Some sites about:

http://thesop.org/paranormal/2009/10/21/mass-disappearances-what-really-happened

http://english.pravda.ru/science/19/94/377/12624_Holes.html

http://aboutfacts.net/Mysterious54.htm

http://www.trueghosttales.com/paranormal/vanishing-into-the-4th-dimension/

http://www.analogsf.com/aspnet_forum/messages.aspx?TopicID=111

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