Lendas e Contos

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O túmulo de Red Mike

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

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Glen coe

“Red Mike, sua excelência, era o único filho da viúva O´Flaherty. Ele era um ser estranho desde seu nascimento, e isso não é de se admirar, porque a primeira coisa que viu foi a luz entre o crepúsculo e o anoitecer no dia do Halloween(1). Dizem que se um beber nascer nessa noite ele poderá ser possuído por algum espírito ou coisa maligna;  o que pode até não ser verdade,  estou certo de que não se é capaz de dizer que tais coisas são verdade ou não, mas devo dizer que Mike O’Flaherty era diferente dos outros desde o começo.

Ele estava sempre pronto para jogar, ele nunca fazia algo de bom, ou pelo menos nunca ouvi que fizesse. Ele mentia e quebrava promesas feitas para homens e mulheres, contava com má reputação entre padres e magistrados. Assim viveu até que atingiu a maioridade aos vinte anos,  quando o julgamento de Deus veio sobre ele.

Em um dia de Halloween esta estava na casa dos  Flannigans, perto de Glen Creachan (2). Ele estava cortejando Mary Flannigan, embora cada um de nós soubessémos que ela não “dava duas palhas” (3) por ele, mas amava perdidamente a  Larry O’Rourke, um carregador de Limerick (4). Bem, era o costume nessas festas as crianças correrem no campo de repolhos por diversão e pegarem um talo de repolho dando nome de pessoas conhecidas. Feito isso, eles dançavam ao redor do lugar, gritando:

“Um, dois, três, um até sete;
Se todos são brancos, todos vão para o céu;
Se um é negro como o mal de Murtagh,
Ele vai em breve vai gritar com o diabo”.

“Não, meu senhor”, respondeu O’Hara à minha pergunta,” Eu não sei o que significa o mal de Murtagh, e nem mesmo o que significa Murtagh”, nem ninguém no nosso tempo sabia  de qualquer maneira – eu mesmo cantei esses versos quando era um guri. Bem, como eu estava prestes a dizer-vos, os filhos de Flannigan’s, tendo terminado sua canção, correram para a casa e pediram para todos verem seus talos.

Flannigan puxou o talo do repolho, e a senhora Flannigan o dela, e o jovem Tim Flannigan, e  a senhora dele, e a linda Mary Flannigan o dela,  e  Larry O’Rourke o dele, até que veio a vez de Mike O’Flaherty. As hastes de todos os outros tinham saído brancas e puras, mas quando a Red Mike puxou a sua, era preta e tinha vermes e lesmas, e um mau cheiro terrível. Larry O’Rourke riu, e Mary Flannigan gargalhou e outros ficaram preocupados. Mike olhou para ele por um momento, mais parecendo touro louco (5) mas não um cristão.  Então ele levanta e diz: ” Vocês podemrir, mas não vão rir por muito tempo, e você pode zombar, Mary, mas ainda vai chorar muitos dias, quando o seu amado estiver debaixo da terra, como ele vai estar antes desse ano terminar. Quanto a você, velho Flannigan, você e seu filho e tudo que vocês tem será amaldiçoado desde esse dia em que vocês zombaram de Rede Mike, assim como vocês me chamam. Vocês esquecem que nasci no Halloween! Eu tenho o dom da visão, simm eu tenho, e nesse dia minha maldição vai cair sobre quem eu escolher. O que mais Red Mike falou eu não sei, mas nesse momente o padre O’Connor veio até onde todos estavam em pé”. “Maldições virão para quem aqui pernoitar “, disse ele para O’Flaherty, nuam voz decidida ele disse” você é quem vai sofrer, Mike O’Flaherty, mais ninguém aqui. Vá embora ou vou amaldiçoar você! “

“Eu vou quando quiser, padre  O’Connor”, disse Red Mike indiferente. Nesse momento, o padre puxou um crucifixo da batina, dizendo para O’Flaherty que mesmo que ele estivesse em conluio com o diabo, ele não poderia enfrentálo. Mike deu um uivo como uma besta selvagem, virou-se e correu para o vale tão rápido quanto podia. O velho Thady King, o encanador (agora morto, que Deus a sua alma!), estava atravessando o pântano, naquela noite, e viu Red Mike dançando e gritando como um louco, em seu medo mortal.

“Mike! Mike! ” chorou o velho Thady, mas O’Flaherty não prestou atenção nele, e continuou uivando e às vezes gritando: “Meu tempo acabou! Meu tempo acabou! ” De repente, virou e correu como o vento, deu um grande salto, e desapareceu no chão como se ele tivesse pulado no mar.

Nada mais se viu de Red Mike, pelo menos como homem.

E é por usso que o grande pântano lá distante é chamado de túmulo de Red Mike.”

Notas:

(1) O Halloween ou All Hallows E´ven ou Hallowmas Eve siginifica Véspera de Todos os Santo;

(2) Glen: gaélico escocês gleann, e do irlândes clássico glenn; significa vale profundo e pequeno.

(3) “não dava duas palhas” (didn´t care two straws): não estava nem aí para ele.

(4) Limerick é um condado da Irlanda.

(5) no original “more like a mad bull or a haythin Turk”… Ou seja, mas como um touro louco ou um “haythin” turco; não consegui traduzir haythin e a frase sendo um tanto preconceituosa e possivelmente ofensiva, deixe-a de fora da traduação final. Basta saber que ele deve ter ficar vermelho de ódio!

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Os dois jovens no monte das fadas

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

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Fada

Dois jovens, estavam voltando para casa numa noite de Halloween, cada um com um barril de uísque. De repente, ouviram música e vendo uma casa aberta, toda iluminada e com dança e risos vindo de lá, foram na direção dela e entraram.

Um dos dois se juntou ao grupo que dançava, assim que ele colocou no chão o pacote que levava. O outro, suspeitando do lugar e das pessoas, espetou uma agulha na porta assim que ele entrou, e foi embora quando ele quis. Passaram-se vinte meses e ele voltou procurando por seu companheiro e o encontrou ainda dançando com o barril de uísque nas costas. Embora estivesse mais vivo do que morto, o dançarino enfeitiçado implorou que ele deixasse terminar a dança. Quando ele saiu ele era apenas pele e osso.

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Pendurando as chuteiras

Outubro 23, 2009 · Deixe um comentário

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Evidência de lançamento de sapatos em Edmonton, Canada. Foto de Nick Wiebe

Já pensou nas coisas que você vê no dia-a-dia mas realmente você não vê? Ontem eu notei que nos fios próximos a uma garagem de ônibus têm uma quantidade enorme de sapatos pendurados…

Afinal qual o significado disso? Bem, essa questão me veio à cabeça quando lembrei do filme Big Fish com Ewan McGregor.  Em determinada cena do filme de Tim Burton, Edward Bloom, nosso herói, atravessa uma floresta de árvores ensandecidas e chega à cidade de Espectro.

Mal chega lá, seus estranhos e sorridente habitantes, tentam a qualquer custo saber o nome dele. Isso é feito enquanto ele saboreia uma típica torta americana. Não pude deixar de ter uma sensação de estranhamento diante daquelas felizes pessoas tentando “arrancar” o nome dele.  Parecia que quando ele dissesse, ele ficaria à mercê deles. Bem, só que nesse meio tempo, uma garotinha lhe rouba os sapatos e joga nos fios em frente à cidade.

Você têm a certeza que Ed agora está preso. Afinal, como é dito pra ele, “ele não pode ir embora sem os sapatos”.

Mas resumindo a conversa, quais seriam os significados dos sapatos pendurados nos fios?

Pesquisando na literatura e internet, pouca coisa encontrei sobre o assunto, mas uma das teorias reafirma a minha visão sobre o filme, vamos lá:

  • Eles são o memorial para alguém morreu ali perto, muitas vezes uma criança. Os sapatos pertencem à pessoa morta;
  • São uma sinal de comemoração, um rito de passagem, marcando o final de uma ano escolar ou de acampamento, um casamento, um noivado. Marcam o final ou o começo de algo. Na Escócia, quando um jovem faz isso, que dizer que ele perdeu a virgindade e está anunciado isso para os seus colegas;
  • Militares jogam sapatos no fio, pintados de laranja ou outra cor, para demonstrar que terminaram seu treinamento básico;
  • Significa que drogas são vendidas ali perto e/ou que estão marcando o território de uma gangue;
  • Sinal de bullying.  Ali tem uma turma de garotos que roubam os sapatos de outro e jogam nos fios;
  • Alguém comprou sapatos novos e resolveu jogar os velhos ali. Só isso.

Então, decididamente eles marcam realmente o início e o fim de algo ou são a marca registrada de alguém. Uma maneira do ser humano dizer que “ele está ali”, para o bem ou para mal.  Ou um memorial  para alguém que foi muito amado por seus amigos e parentes.

No caso de Peixe Grande e Suas Estórias Extraordinárias, deve significar que ele “pendurou as chuteiras”, ou seja, ele está no limbro, outro mundo, céu ou inferno e os sapatos indicam que lá ele entrou e não pode sair. Ou ainda, que  é um rito de passagem, já que Edward Bloom tem só 18 anos, e ali  ele tem o seu despertar sexual, quando ele vê a sereia/espectro nadando no rio.

Fontes:

http://wiker.net/newsletter/sneakers.php

http://en.wikipedia.org/wiki/Shoe_tossing

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O “Poço das Cabeças”

Outubro 7, 2009 · Deixe um comentário

O “poço das cabeças” ou Tobar nan Ceann é o local onde se situa um poço seco.  Ele é sinalizando porque tem um estátua que representa sete cabeças juntas por um punhal. Esse monumento marca o local onde, segundo a lenda, foram mortos Alaister Buidhe e seus seis filhos em 1663. A morte deles foi um punição por ele ter matado aqueles que seriam os sucessores do clã, Alaisder Mcdonnel e seu irmão.

Durante algum tempo, ninguém se atreveu a punir Alaister, que ficou confortavelmente como chefe dos Keppoch MacDonalds, até que Sir James MacDonald of Sleat mandou homens para capturar e matar os culpados.

Eles tiveram as cabeças decepadas e banhadas nas águas do poço do Loch Oich antes de serem trazidas pra MacDonell of Glengarry no castelo de Macdonell_of_Glengarry_(R._R._McIan)Glengarry.

Após alguns anos, se descobriu sete corpos sem cabeça numa elevação próximo do local.

As ruínas do castelo estão numa posição privilegiada do lago e era de lá que os MacDonnel gritavam seu brado de guerra. Além disso, o loch é local de aparição de monstros, assim como em todos os lagos da região.

fontes:

http://www.mysteriousbritain.co.uk/scotland/invernesshire/folklore/the-well-of-heads-tobar-nan-ceann.html

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Cães Negros Guardiães do Outro Mundo

Outubro 7, 2009 · Deixe um comentário

Black_Dog_Pub_Sign,_Bouley,_JerseyMais uma vez tenho de mencionar a série sobrenatural, pois em vários de seus episódios são mencionados os “cães do inferno” que vêm buscar a alma das pessoas condenadas, como no episódio dedicado a Robert Johnson, Crossroads Blues. Eles são recorrentes na série e toda vez que chega “a hora” de alguém que vendeu a alma, eles vêm levá-los.

A figura do cachorro através da mitologia mundial parece ter sofrido uma evolução até chegar na figura do guardião do mundo inferior.

Na mitologia pré-islmâmica há três interessantes representaçoes do cachorro. Primeiro como fiel companheiro do homem. Em uma lenda ele é criado por Deus para proteger Adão e  e Eva dos outros animais, que foram convocados por Satanás para atacá-los. Em outra, ele é feito do mesmo barro que Adão, tanto é assim que a palavra sag (dog) deriva do termo she-yak (o terceiro, um terceiro) que indica o senso de humanidade do animal. Mas um outro mito o traz como resultado do pecado.

Isso começa a conectar o cão com forças ocultas. Já no Antigo Egito Anubis que é o guardião e condutor para o outro mundo.  Essa associação também aparece no épico Mahabarata e entre os gregos, pois a deusa Hecate tem como bichinho de estimação o cão Cérbero, guardião dos portais do inferno.

A idéia do cachorro como guardião de almas já vem de observações de sítios arqueológicos, pois parece que o homem primitivo usava o cachorro para destruir corpos. Isso deve ter conectado a idéia de que o cão também estava devorando a alma do morto.

Já para os Parsis indianos e escoceses das ilhas Orkney, fazer os cães devorarem a carne de mortos fazia parte dos ritos funerários. Para os romanos ele eram usados para os mortos sem nenhuma importância que nao mereciam um enterro melhor.

O cachorro, principalmente o de cor negra, passou a ter uma percepção muito negativa. Havia um decreto do profeta Maomé que mandava matar todos os cães que fossem totalmente negro. E com o desenvolvimento do cristianismo, ele passou a ser associado com pecado, prostitiução, o mal.

Não é de admirar então que cães negros passaram a ser associados com o mal encarnado.

Na tradição anglo-saxã ele pode ter vários nomes * que sempre são associados com a treva. Eles é descrito como tendo olhos vermelhos brilhantes, pêlo eriçado, são enormes e tem cheiro de enxofre. Eles são vistos em locais isolados, como trilhas, encruzilhadas, sítios pré-históricos, igrejas abandonadas.  Eles passam através de objetos sólidos, desaparecem ou se auto-incendeiam.

O relato mais antigo data de 1127, quando dois padres viram caçadores negros montados em cavalos ou bodes negros,seguidos por uma matilhas de cães negros com horríveis olhos enormes.

O pior relato é de 1157, quando houve ataques durante duas missas. Em ambos os locais houveram mortes e sinais de arranhões nas portas das igrejas.

A evolução do cão negro como figura sombria e punitiva continua com o advento da literatura gótica, como no conto de Ian McEwan, Cães Negros, uma metáfora da tristeza interior e perda da esperança.

Notas:

1) * Nomes a ele atribuído:  Barghest, Barghaist, Barguest, Barguest, Barn-ghaist, Skriker (Yorkshire), Shuck, Black Shuck, Old Shuck (Norfolk), Witch Hounds (Sul da Inglaterra), Kirkgrim (Escandinávia), Gwyllgi, o cachorro das trevas (Gales), Padfoot (Devon), Old Shock, Shucky Dog, Black Shuck, o Monstro Shug (East Anglia), Scarfe, Gally-trot, Gallytrot, Galley Trot, Moddey Dhoe (Suffolk),  Moddey Dhoo,que significa “cão negro” e é pronunciado “Mauther Thoo”  em gaélico de Manx  (Isle of Man), Trash, Guytrash, Skriker (Lancashire), CappelWestmorland), hooter (Warwickshire), Jack Peludo (Lincolnshire), shag dog (Leicestershire),  Gurt Dog ou ‘cachorro grande’ (Somerset), cachorro negro conhcido como o Muckle Black Tyke e gaélico como Choin Dubh. Cu Sith ou cachorro das fadas mais comumente verde ou branco (Escócia).

2) cachorros sem cabeça foram vistos em in Dartmoor, Cumbria, Sussex, Shropshire, Suffolk, Devon e Norfolk (Bord & Bord, 1985; Brown, 1958; Farson, 1978). Cachorros de duas cabeças são visto ocasionalmente  (Bord & Bord, 1985; Brown, 1958). Algumas vezes os cães negros tem cabeça e pernas de outros animais ou humanas sendo relatadas que às vezes também lhes faltam algumas partes (Brown, 1958; McEwan, 1986).

3) “Le Tchan de Bouôlé” (figura acima) significa cachorro de Bouley, sua aparição  é um presságio de tempestades e é vistona Baía de Bouley, Jersey, nas Ilhas Channel.

traduzido de:

www.blackdoginstitute.org.au/docs/Raphael.pdf

Outros sites:

http://www.indigogroup.co.uk/edge/bdogfl.htm

http://www.mysterymag.com/earthmysteries/?page=category&subID=74

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Estórias de trolls

Outubro 2, 2009 · Deixe um comentário

800px-Troll1figura: Placa norueguesa avisando que ali é uma travessia de trolls…

autor: Hesse1309

O troll é uma criatura sobrenatural do folclore escandinavo (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Ilhas Faroe, Groelândia e Islândia) . Eles podem ser tanto amigáveis como hostis ao homem. Seu tamanho e descrição varia bastante, tanto podem se gigantes como anões, Podem ser peludos, ter mais de uma cabeça, ter um terceiro olho na cabeça, olhos brilhantes.

Também podem ser parecidos com o homem, muitas vezes se apresentando como um rapaz ou moça muito bonitos e elegantes.  Há até lendas em que se eles casam com humanos, so que nada é falado sobre o que nasce dessa relação.

Se por um acaso você estiver passeando na floresta e der de cara com um homem ou mulher elegante tome cuidado, principalmente se tiver pés peludos, um rabo. Isso é um troll. Há tambémquem diga que o troll é igual ao ser humano, a única diferença é que ele nunca entra na igreja e foge de todos os símbolos cristãos.

Às vezes, caminhando pela floresta, se sente o cheio de comida vindo do nada, então a casa de algum troll deve estar por perto. De qualquer jeito, dizem que eles dão ótimos vizinhos às vezes, é só tratá-los com respeito… Eles comem mais ou menos o que comemos, salvo aqueles trolls que comem gente…

O legal de ter um como vizinho é que eles mantém a prosperidade da casa. Você empresta um pão e eles te trazem trigo de ótima qualidade e por aí vai.

Parece que a lenda dos trolls se originou de algum tipo de cultos aos antepassados que era popular até a introdução do cristianismo nos séculos 10 e 11. O culto era praticado nos bosques e florestas. Uma das coisas que as pessoas faziam no culto era sentar a noite toda no túmulo do antepassado, talvez como uma forma de tentar entrar em contato.  Foi baixada uma lei que proíbia alguém de acordar em lápides…

Uma das precauções que se deve ter é evitar que o troll tenha algo que te pertença, algo pessoal. Se ele conseguir, ele terá total poder sobre você.

Algumas vezes eles podem raptar bebês e mulheres para se tornarem seus escravos.  Eles podem colocar os seus próprios bebês no lugar do raptado, só que a criança nunca se desenvolve mentalmente e fisicamente. Alguma crianças ainda acreditam neles e mães advertem os filhos a escovar bem os dentes senão os pequenos “troll do dentes” vão aparecer e fazer buracos neles.

Eles habitam na flroesta, em cavernas e debaixo de pedras e quando são surpreendidos pela luz do dia se transformam em pedra. Aliás eles podem se transformar em troncos, pedaços de madeiras, gatos e cachorros, para passar desapercebidos aos humanos. O aço e ferro são usados para afugentá-los e quando se quer deixar o bebê a salvo deles se põe um objeto desses metais debaixo da porta, assim ele não pode ultrapassá-la.

Atualmente, o mito do troll mudou um pouquinho, descrevendo-os como espíritos da Natureza que defendem o meio-ambiente contra a ganância dos seres humanos.

fontes:

http://www.answers.com/topic/troll

http://www.educypedia.be/education/mythology.htm

http://www.trollmoon.com/

http://www.tjatsi.fo/?sprog=&side=85bb0b0084ed7c75787b5c9d466a13ca

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O fantasma de Ruthven Barracks

Setembro 25, 2009 · Deixe um comentário

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À medida que você desce a Rua Queen e você vê Ruthven Barracks (Barrack significa quartel), você poderá ver o fantasma que aparece todo dia 1 de setembro e anda por toda a área, que muito antes do edifício se construído, foi acidentada e cheia de cardos. A construção desse local foi ordenada após a batalha de 1746, com o objetivo de melhor vigiar o sul da Escócia. Também é dessa época a abolição do uso do kilt, visto que ele era considerado um dos símbolos dos orgulhosos highlanders.

Use a imaginação e volte para o tempo da Batalha de Culloden, para o Pântano de Drumossie. Era 16 de abril de 1746. O dia estava triste. Uma neve fina era soprada por um vento forte. A batalha estava terminada em poucas horas. Os highlanders famintos, sobre o comando de Lord George Murray, estavam exaustos por causa da longa marcha antes da batalha. As cartas que ele escreveu para sua mulher e filha diziam que suas forças não eram páreo para o “casaca vermelhas” do duque de Cumberland.

Três filhos de MacGregor Callum, James & John de Glengairn estavam servindo no regimento de Monaltrie. John, de 16 anos, estava ferido no campo e foi morto pelos ingleses, enquanto seus irmãos observavam tudo de um esconderijo sob as árvores. No caminho para casa James morreu, deixando Callum sozinho. Ele era um homem bonito, bom espadachim e tinha uma faca. Ele era casado com uma moça chamada Nettie, mas poucos sabiam de seu casamento porque ela não era católica como os MacGregors.

Eles tinham o costume de se encontar em um bosque onde hoje se encontra Ruthven Barracks e Callum prometeu que ele voltaria lá,. Toda noite, uma hora antes da meia-noite, ela esperava por ele.

Depois de Culloden, casas foram incendiadas, inclusive o lar dos Macgregor em Glengairn. Ballater não existia nesta época. Nettie visitava o bosque regularmente, trazendo sua filhinha com ela. Ela ficou mais esperançosa quando alguns highlanders começaram a aparecer no lugar. Ela ouviu que Callum estava vivo. No dia 1 de setembro ela esperou por quase uma hora. Dois soldados apareceram: um a segurou e outro roubou seu bebê. Ela gritou – e coincidência – Callum apareceu de um esconderijo nos arbustos.


Exausto e ferido, ele enfrentou o primeiro soldado e finalmente o matou. Enquanto isso sua esposa gritava e batia com as mãos no outro soldado. Este usou sua espada contra ela. Callum lutou contra ele e foi vitorioso. Ele segurou sua esposa moribunda em seus braços e jurou que ele encontraria sua filha mesmo que isso levasse toda a eternidade. Mais soldados apareceram e Callum acabou decapitado.


Cada dia 1 de setembro um highlander sem cabeça aparece, louco de fúria, cabelo em desalinho e desarrumado, com seu kilt e claymore (espada) ensaguentados, várias feridas sangrando. Ele volta para o lugar onde sua esposa morreu. Ela vêm também – com suas vestes cobertas de sangue – para encontrar seu marido. Eles se abraçam e permanecem no local – agora Barracks – até as primeiras horas da manhã, então eles vão embora à procura de seu bebê.

De acordo com a lenda, um piedoso soldado resgatou a criança e a devolveu para seus avós. Há um registro de uma criança chamada Euphemia Gordon, nome da mãe de Nettie.

fontes:

http://www.mysteriousbritain.co.uk/scotland/invernesshire/hauntings/ruthven-barracks.html

http://www.undiscoveredscotland.co.uk/ballater/ballater/index.html

fotos:

http://travel.webshots.com/album/77977625KrBrrp


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Glastonbury e o Dragão

Agosto 28, 2009 · Deixe um comentário

Zmey

As “linhas do campo” de Glastonbury, são linhas imaginárias de energia que atravessam o planeta. Diz-se que todo o planeta tem essas linhas, que são linhas ou rodovias de energia que atravessam o planeta e que são invisiveis a olho nu. Essas energias eletromagnéticas atravessam Glastonbury em três lugares: as ruínas do mosteiro de Abbey, entre o altar principal e tuba de Guinevere’s tomb. os jardins do poço de Chalice, e o Glastonbury Tor). As linhas são masculinas (Michael) e feminina (Mary) they merge together near the High Altar in the Abbey.

No Tor se encontram várias espirais, sendo que esas simbolizam a serpente ou dragão, criatura sagrada da velha religião. O dragão é a energia primária da terra e do céu – poder que deve ser usado com sabedoria e reverência.  If visualizarmos o morro como o dragão símbolo da “Mãe Original” o lugar seria palco de cerimoniais de renascimento e iniciação, onde os participantes se encontrariam cara a cara com a “Mãe”, entrando em seus subterrâneos escuros, e renascendo pelos seus poderes vitais.

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Quem assistiu ao filme de 1981, “Excalibur” viu que em uma das cenas, quando Arthur pergunta a Merlin onde está o dragão, ele responde “aqui, ali, em todo lugar”… Você não vê nenhum dragão no filme, mas percebe que ele está em todo o lugar, e é a força do poder de Merlin e ao mesmo tempo sua maldição, quando Morgana usa o poder do dragão para o aprisionar. E esse poder que dizem está multiplicado nesse lugar, já que as linhas do dragão se encontram três vezes em Glastonbury.

A paisagem do lugar já passou por várias mudanças, naturais e provocadas Challice Well by Daharjapelo homem, como  no tempo dos romanos. Mas até hoje prevalece um misto de terra seca com áreas inundadas, o que confere ao lugar um tom mágico, que acrescentado a lenda de ser um lugar cheio de energia, chama a atenção de muitos, turistas e hippies. É comum ver hippies cantarolando e fumando nos pontos de encontro energético, principalmente no alto do morro de Tor.

Há dois mil anos atrás, o mar alcançava o Tor (pedra, pilha, marco) de Glastonbury, formando uma pequena ilha ao redor da colina. Aos poucos, o mar virou um lago. Nessa época, o Tor deveria parecer um ilha de qualquer ponto que se olhasse, por isso o nome céltico para Glastonbury é Ynys-witrin, a Ilha de Vidro.

Glastonbury_Abbey_03A Ilha de Avalon, muitas vezes identificada como Glastonbury, se origina de uma lenda céltica do sem semi-deus Avalloc or Avallach, governador do submundo. No folclore celta, Avalon era uma ilha encantada e era o ponto de encontro para os mortos e onde eles passavam para um outro nível de existência. O Tor era considerado o lar de Gwyn ap Nudd, Senhor do Submundo, e o lugar onde viviam as fadas.

Um dos maiores mistérios são os setes níveis ou terraçosque circulam a colina. Não se sabe se foram feitos pelo homem ou com que propósito, mas foram datados do tempo Neolítico. Alguns acreditam que era um labirinto ritual e que seu formato corresponde a um diagrama mágico.

A lenda mais antiga sobre o Tor de Glastonbury é um estória do século treze sobre São Patrick (387-460), que  narra que ele se tornou um líder de ermitões depois que ele voltou da Irlanda e descobriu um antigo oratório depois de escalar uma densa floresta. Diz a lenda que o oratório foi construído por José de Arimatéia quando ele chegou lá depois da crucifixão de Cristo.

Outra lenda citada por  Llancarfan, em Vida de São Gildas, e escrita por volta de 1130, diz que o santo interveio entre o rei Artur e o rei Melwas da “Terra do Verão”, quando este rei raptou Guinevere, ferindo Sir Keu (Cei) no processo e a aprisionando em sua fortaleza em Glastonbury. Arthur foi buscá-la e o santo convenceu Melwas a soltá-la, promovendo a paz entre todos. A estória também pode ser lida no poema gal~es conhecido como O Diálogo de Melwas e Gwenhwyfar (Guinivere), o manuscrito data do século 16.

São dezenas de lendas relacionadas ao lugar, que o torna , como já citado, atraente para turistas, hippies e além disso local de peregrinação. No verão, os católicas fazem o percurso até as ruínas do mosteiro de Glastonbury, começando pelo Tor. Além disso há um festival de música e artes, que inclui até a aparição de um dragão.

Sendo um lugar de magia e governado pelo dragão da terra, ele não poderia deixar de aparecer…

www.dragoncircle.co.uk/page3.html

http://www.sacred-destinations.com/england/glastonbury-tor

http://www.bbc.co.uk/somerset/content/articles/2005/09/14/earth_energies_in_glastonbury_feature.shtml

http://www.celtnet.org.uk/gods_m/melwas.html

http://www.gothicimage.co.uk/books/makerofmyths1.html

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Mais dragões

Maio 15, 2009 · Deixe um comentário

Estive lendo sobre os dragões novamente… Sim, porque de acordo com a marioria de textos que li o Wirm também é um tipo de dragão. Hoje eu encontrei um blog interessante, o Farofa de Batata, que também fala sobre a lenda.

E tem muita coisa pra ler no site archive.org… Hoje fiz o download de um livro sobre dragões chinese. Talvez se der tempo, eu vou fazer um resumão do livro.

Parece que os dragões nunca vão sair de moda. Isso desde o tempo em que se viu ossos de dinossauro e os homens pensaram que era alguma besta mitológica. Por isso, segundo os cientistas, há sempre um relato sobre o animal em toda parte do mundo, justamente por causa desses ossos.

Queria aproveitar pra responder a um email que recebi aqui no post. Ninguém é muito de comentar, mas adorei o email que recebi. Quanto a de onde tirei os textos, é tudo uma mistureba de tudo que li na internet. Os contos são de domínio público, já tem mais de centenas de anos… Quanto Às outras versões sobre o Verme de Linto, realmente têm muitas versões… A minha foi traduzida de um dos sites e sim, os ingleses têm um dragão tipo verme também, só que ele atacava em Lambton… E como é mencionado em vários sites, essa cidade é muito próxima da outra (Linton).

Será que ele realmente andou por ali? Pode até ser, afinal pra quê o padre (ou seja lá quem for) ia mandar esculpir aquele cena de luta bem em cima da entrada da igreja… No mínimo, seria uma forma de marketing. Não, não posso esquecer que as lendas sempre se confundiram com a realidade… E isso é que as torna imortais.

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