Lendas e Contos

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Cães Negros Guardiães do Outro Mundo

Outubro 7, 2009 · Deixe um comentário

Black_Dog_Pub_Sign,_Bouley,_JerseyMais uma vez tenho de mencionar a série sobrenatural, pois em vários de seus episódios são mencionados os “cães do inferno” que vêm buscar a alma das pessoas condenadas, como no episódio dedicado a Robert Johnson, Crossroads Blues. Eles são recorrentes na série e toda vez que chega “a hora” de alguém que vendeu a alma, eles vêm levá-los.

A figura do cachorro através da mitologia mundial parece ter sofrido uma evolução até chegar na figura do guardião do mundo inferior.

Na mitologia pré-islmâmica há três interessantes representaçoes do cachorro. Primeiro como fiel companheiro do homem. Em uma lenda ele é criado por Deus para proteger Adão e  e Eva dos outros animais, que foram convocados por Satanás para atacá-los. Em outra, ele é feito do mesmo barro que Adão, tanto é assim que a palavra sag (dog) deriva do termo she-yak (o terceiro, um terceiro) que indica o senso de humanidade do animal. Mas um outro mito o traz como resultado do pecado.

Isso começa a conectar o cão com forças ocultas. Já no Antigo Egito Anubis que é o guardião e condutor para o outro mundo.  Essa associação também aparece no épico Mahabarata e entre os gregos, pois a deusa Hecate tem como bichinho de estimação o cão Cérbero, guardião dos portais do inferno.

A idéia do cachorro como guardião de almas já vem de observações de sítios arqueológicos, pois parece que o homem primitivo usava o cachorro para destruir corpos. Isso deve ter conectado a idéia de que o cão também estava devorando a alma do morto.

Já para os Parsis indianos e escoceses das ilhas Orkney, fazer os cães devorarem a carne de mortos fazia parte dos ritos funerários. Para os romanos ele eram usados para os mortos sem nenhuma importância que nao mereciam um enterro melhor.

O cachorro, principalmente o de cor negra, passou a ter uma percepção muito negativa. Havia um decreto do profeta Maomé que mandava matar todos os cães que fossem totalmente negro. E com o desenvolvimento do cristianismo, ele passou a ser associado com pecado, prostitiução, o mal.

Não é de admirar então que cães negros passaram a ser associados com o mal encarnado.

Na tradição anglo-saxã ele pode ter vários nomes * que sempre são associados com a treva. Eles é descrito como tendo olhos vermelhos brilhantes, pêlo eriçado, são enormes e tem cheiro de enxofre. Eles são vistos em locais isolados, como trilhas, encruzilhadas, sítios pré-históricos, igrejas abandonadas.  Eles passam através de objetos sólidos, desaparecem ou se auto-incendeiam.

O relato mais antigo data de 1127, quando dois padres viram caçadores negros montados em cavalos ou bodes negros,seguidos por uma matilhas de cães negros com horríveis olhos enormes.

O pior relato é de 1157, quando houve ataques durante duas missas. Em ambos os locais houveram mortes e sinais de arranhões nas portas das igrejas.

A evolução do cão negro como figura sombria e punitiva continua com o advento da literatura gótica, como no conto de Ian McEwan, Cães Negros, uma metáfora da tristeza interior e perda da esperança.

Notas:

1) * Nomes a ele atribuído:  Barghest, Barghaist, Barguest, Barguest, Barn-ghaist, Skriker (Yorkshire), Shuck, Black Shuck, Old Shuck (Norfolk), Witch Hounds (Sul da Inglaterra), Kirkgrim (Escandinávia), Gwyllgi, o cachorro das trevas (Gales), Padfoot (Devon), Old Shock, Shucky Dog, Black Shuck, o Monstro Shug (East Anglia), Scarfe, Gally-trot, Gallytrot, Galley Trot, Moddey Dhoe (Suffolk),  Moddey Dhoo,que significa “cão negro” e é pronunciado “Mauther Thoo”  em gaélico de Manx  (Isle of Man), Trash, Guytrash, Skriker (Lancashire), CappelWestmorland), hooter (Warwickshire), Jack Peludo (Lincolnshire), shag dog (Leicestershire),  Gurt Dog ou ‘cachorro grande’ (Somerset), cachorro negro conhcido como o Muckle Black Tyke e gaélico como Choin Dubh. Cu Sith ou cachorro das fadas mais comumente verde ou branco (Escócia).

2) cachorros sem cabeça foram vistos em in Dartmoor, Cumbria, Sussex, Shropshire, Suffolk, Devon e Norfolk (Bord & Bord, 1985; Brown, 1958; Farson, 1978). Cachorros de duas cabeças são visto ocasionalmente  (Bord & Bord, 1985; Brown, 1958). Algumas vezes os cães negros tem cabeça e pernas de outros animais ou humanas sendo relatadas que às vezes também lhes faltam algumas partes (Brown, 1958; McEwan, 1986).

3) “Le Tchan de Bouôlé” (figura acima) significa cachorro de Bouley, sua aparição  é um presságio de tempestades e é vistona Baía de Bouley, Jersey, nas Ilhas Channel.

traduzido de:

www.blackdoginstitute.org.au/docs/Raphael.pdf

Outros sites:

http://www.indigogroup.co.uk/edge/bdogfl.htm

http://www.mysterymag.com/earthmysteries/?page=category&subID=74

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Variedades de Dragão Chinês

Setembro 21, 2009 · Deixe um comentário

Variedades de Dragão Chinês
Para a maioria das pessoas a palavra “dragão” denota um só animal. Há, no entanto, pelo menos oito espécies de animais a que se atribuem esse nome: Lung Wang, Shen Lung, Li Lung, Chiao Lung, Ying Lung, Chiu Lung, Tsao Lung e TuLung. Todos pertencem ao gênero dragão (Lung), mas cada um tem uma ou mais características que o diferencia dos demais.

Lung Wang

Por exemplo, Li Lung ou Chih Lung, como também é conhecido tem e é a única espécie possui asas. Vamos considerar agora somente a espécie Shen Lung, que é a mais conhecida. Shen Lung ou espírito dragão, seria o dragão real, mencionados desde o tempo de Yao e Shun. Dr. Williams, em seu “Reino Médio”, menciona apenas três variedades e diz que estes são, respectivamente, os dragões do céu, do mar, e de pântanos. No entanto, mas os chineses catalogam muito mais espécies

DSC09367Eles consideram que Shen Lung controla todas essas três esferas. A maioria dos outros  variedades são criaturas menores que são praticamente desconhecidas. A exceção é Wang Lung, o rei dragão. A diferença desta espécie para outras é que seus membros possuem uma cabeça de dragão e um corpo humano. Por isso é que alguns dizem que esse dragão chinês é a versão do Netuno da mitologia ocidental.
Todos os dragões verdadeiros são de dois tipos: aqueles que são de tal ordem pelo nascimento e aqueles que se

foto por: http://picasaweb.google.com/quanshijei

tornaram dragões por se transformarem de peixes das espécies carpa para dragões.

Esta variedade de dragões (originados de carpas) transformaram-se ao saltar as águas de uma catarata de um determinado córrego das montanhas ocidentais.  Um grande número de carpas faz isso uma vez por ano e  esta cachoeira é conhecida como “Portal do Dragão”. Lá elas tentam pular, mas poucas tem sucesso porque a altura é muito grande.

Esse fato, o das carpas tentarem saltar a cachoeira, é conhecido de todos os chineses, e se tornou parte da cultura popular. Há um ditado a respeito dos escolares que passam de ano que eles “passaram o Portal do Dragão”.

Essa figura é usada para ilustrar o quão difícil deve ser ultrapassar as altas águas de uma cachoeira, assim como deve ser difícil passar nesses exames… E acrescentando, é bom saber que mesmo uma carpa comum pode se tornar um poderoso dragão. Isso quer dizer que todos nós podemos alcançar um objetivo que se poderíamos ver como “impossível”.

Para finalizar temos o “dragão preguiçoso”, cuja tarefa seria conduzir nuvens de chuva pelo céu para criar chuva. Só que em vez disso, eles podem preferir mudar de tamanho até ficar pequeninos, descer até à superfície da terra e se esconder em árvores, sob telhados das casas e até em roupas de camponeses.

Quando o deus do trovão descobre que eles abandonaram seus postos, manda mensageiros procurar por eles e os extermina com rajadas de raios, à maneira do deus grego Zeus. Isso explicaria a destruição de vidas e bens durante tempestades. Tudo isso porque o Lan Lung ou dragão preguiçoso estaria se escondendo naquele local.

As cores dos dragões variam bastante, mas no caso do dragão chiao type suas costas tem uma faixa verde,  as laterais amarela, e vermelho na barriga.

As nove características de um dragão do tipo lung incluem cabeça de camelo, chifres de veado, olhos de lebre, orelhas de touro, pescoço de iguana, barriga de sapo, escamas de carpa, patas de tigre, e garras de águia. Longos caninos na mandíbula superior. A longa barba deve ter a função de tatear o caminho em locais lamacentos.

No restante, as cores variam de verde ao dourado, com uma série de espinhos longas Ou pequenas vindo das costas até a cauda, sendo maiores os da cauda. Uma espécie tem asas, e caminha sobre as águas. Outra sacode sua juba pra lá e pra cá fazendo barulhos como o som de uma flauta.

Dragões com cabeças de vaca são comuns. Um de dez pernas, encontrado nos bancos de areais de do rio Yang Tsé era diferente porque tinha sobracenlhas grossas e longas. Uma variedade do rio Yan Tsé vista nas margens em 1920 por um professor chinês era azul e grande como cinco vacas. Ambas as espécies, engatinham sobre as águas assim que começa a chover.

Fontes: http://www.crystalinks.com/chinadragons.html

HAYES, Newton. The Chinese Dragon. 3rd. Edition. 1923.

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Jormungand A Serpente de Midgard

Setembro 1, 2009 · Deixe um comentário

Quando o fogo e o gelo se encontram as conseqüências podem ser nefastas. Loki, deus do fogo casou com a deusa Angrboda. Da união com Angrboda nasceram Fenrir, um lobo gigantesco com força extraordinária; Jormungand (ou Jormungandr), uma serpente gigante e Hel, a rainha do Inferno.

Odin, o pai dos deuses, os pegou e levou para sua fortaleza, temeroso do que eles pudessem fazer. Decidiu ele atirar Jormungand (que significa serpente lobo) em Midgard, ou seja a Terra. Caindo no oceano, lá ela ficou, sem que ninguém ousasse incomodá-la… Cresceu cada vez mais, tanto que seu corpo dá a volta ao mundo… Os marinheiros a chamaram de serpentede de Midgard, a serpente que mora na Terra, o local entre a morada dos deuses e a terra dos mortos.

Em um desses encontros, a serpente foi transformada em gato gigante pelo rei gigante Útgarða-Loki que desafiou Thor a levantá-la… Ele tentou mas o máximo que conseguiu foi erguer o gato o bastante para tirar um de suas quatro patas do chão, mesmo assim o gigante reconheceu que foi um grande feito!

Segundo o poema escandinavo Edda, quando chegar o Apocalipse (Ragnarok) ela vai ser cuspida do mar de volta à terra, onde vai envenenar os céus. Thor vai acertar sua cabeça com seu martelo, mas antes de morrer Jormungand vai cuspir veneno no deus do trovão, que vai caminhar exatos nove passos e morrer. Com todos os antigos deuses mortos, outros vão nascer para ocupar seus lugares.

Fontes:

en.wikipedia.org/wiki/Jörmungandr

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Sobre gatos

Agosto 28, 2009 · Deixe um comentário

Arensnuphis (Ari-hes-Nefer, Arsnuphis, Harensnuphis)

Um deus benigno da Núbia e Egito.

Ele tinha um templo em Philae, onde era conhecido como o companheiro de Ísis, a principal divindade local. Ele é representado sob a forma de um leão, ou como um homem usando uma coroa de plumas.

Bast Bast

A deusa egípcia da lua,  gatos e sexualidade, ela é representada tanto como um gato com cabeça de mulher ou como um gato.

Dedun (Dedwen) Dedun (Dedwen)

O deus  núbio e/ou egípcio da riqueza e do incenso.

Ele está associado com as terras do sul. Dedun (Dedwen) é normalmente representado na forma humana, mas também como um leão.

Freya (or Freija) Freya (ou Freija)

Freya, deusa nórdica do amor e da beleza, tinha uma carruagem puxada por dois enormes gatos cinzentos. Ela é freqüentemente retratada com gatos brincalhões.

Grimalkin Grimalkin

O gato cinza de poderes mágicos da tradição celta. Apontado em várias fonte como familiar  às bruxas.

Mafdet Mafdet

Uma deusa egípcia em formato felino, possivelmente de uma pantera. Ela foi observada, principalmente, como um destruidor de serpentes e escorpiões.

Mahes Mahes

A personificação egípcio do calor do verão, chamado de “Senhor do massacre”. Ele é representado como um leão ou um homem com uma cabeça de leão. Ele era adorado principalmente na área do Delta do Nilo.

Malaysia Malásia

Malaios venerado o gato como uma criatura divina que conduziria a sua vida futura viagem do inferno ao paraíso. Anyone who killed a cat was required to carry and stack as many coconut tree trunks as the cat had hairs. Qualquer um que matasse um gato era obrigada a transportar e empilhar troncos de coqueiro no mesmo número de pelos da gato morto.

Menhit (Menchit) Menhit (Menchit)

Uma antiga deusa leoa, e uma deusa da guerra. Ela é a esposa do deus Chnum Deus, e seu filho é o deus Hike. Os três eram adorados como uma tríade de Latopolis (a Esna atual), no Alto Egito.  Seu nome significa “ela que abate”.

Narasinha Narasinha

O homem-leão, quarta encarnação de Vishnu.

Para Pará

Antigo espíritos familiares finlandês que aparecem na forma de um gato, cobra, lebre, ou sapo.

Eles multiplicam a quantidade de comida e dinheiro que eles roubam da casa.

Ra Ra

O deus egípcio do Sol, Ra, transformou-se em um gato para fazer guerra à escuridão-serpente.

Raiju Raijū

Um demônio japonês cujo nome significa “animal trovão”. É um demônio do relâmpago na forma de um gato, um texugo ou fuinha. Durante trovoadas, torna-se extremamente agitado e salta de árvore em árvore. If a tree shows the marks of lightning, people say that Raiju’s claws have scratched it open. Se uma árvore mostra as marcas de raios, as pessoas dizem que que as garras do raijū a arranharam.

Sakhmet, Sekhmet Sakhmet, Sekhmet

Deusa da guerra com cabeça de leão.

Siam Siam

Deuses-rei siameses que usaram um gato para transportar suas almas além da morte. It was believed that the soul rested for the cat’s natural life span before entering Paradise. Acreditava-se que a alma descansaria pois a vida natural do gato aumentava antes de entrar de entrar no Paraíso.

Singa Singa

Um dragão mítico do povo indonésio Batak que vivem nas montanhas no norte de Sumatra. Singa aparece na forma de um leão e mostra muitas semelhanças com os benéficos Nagas hindu.

Tjilpa Tjilpa

O homem-gato totêmico ancestral dos aborígenes da Austrália.

Tsun-Kyanske Tsun-Kyanske

Esta Deusa birmanês da transmutação das Almas, foi venerado por sacerdotes e os seus gatos, acreditava se que os animais podiam  se comunicar diretamente com a deusa.

fonte wuzzle.org/cave/catbits.html

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Glastonbury e o Dragão

Agosto 28, 2009 · Deixe um comentário

Zmey

As “linhas do campo” de Glastonbury, são linhas imaginárias de energia que atravessam o planeta. Diz-se que todo o planeta tem essas linhas, que são linhas ou rodovias de energia que atravessam o planeta e que são invisiveis a olho nu. Essas energias eletromagnéticas atravessam Glastonbury em três lugares: as ruínas do mosteiro de Abbey, entre o altar principal e tuba de Guinevere’s tomb. os jardins do poço de Chalice, e o Glastonbury Tor). As linhas são masculinas (Michael) e feminina (Mary) they merge together near the High Altar in the Abbey.

No Tor se encontram várias espirais, sendo que esas simbolizam a serpente ou dragão, criatura sagrada da velha religião. O dragão é a energia primária da terra e do céu – poder que deve ser usado com sabedoria e reverência.  If visualizarmos o morro como o dragão símbolo da “Mãe Original” o lugar seria palco de cerimoniais de renascimento e iniciação, onde os participantes se encontrariam cara a cara com a “Mãe”, entrando em seus subterrâneos escuros, e renascendo pelos seus poderes vitais.

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Quem assistiu ao filme de 1981, “Excalibur” viu que em uma das cenas, quando Arthur pergunta a Merlin onde está o dragão, ele responde “aqui, ali, em todo lugar”… Você não vê nenhum dragão no filme, mas percebe que ele está em todo o lugar, e é a força do poder de Merlin e ao mesmo tempo sua maldição, quando Morgana usa o poder do dragão para o aprisionar. E esse poder que dizem está multiplicado nesse lugar, já que as linhas do dragão se encontram três vezes em Glastonbury.

A paisagem do lugar já passou por várias mudanças, naturais e provocadas Challice Well by Daharjapelo homem, como  no tempo dos romanos. Mas até hoje prevalece um misto de terra seca com áreas inundadas, o que confere ao lugar um tom mágico, que acrescentado a lenda de ser um lugar cheio de energia, chama a atenção de muitos, turistas e hippies. É comum ver hippies cantarolando e fumando nos pontos de encontro energético, principalmente no alto do morro de Tor.

Há dois mil anos atrás, o mar alcançava o Tor (pedra, pilha, marco) de Glastonbury, formando uma pequena ilha ao redor da colina. Aos poucos, o mar virou um lago. Nessa época, o Tor deveria parecer um ilha de qualquer ponto que se olhasse, por isso o nome céltico para Glastonbury é Ynys-witrin, a Ilha de Vidro.

Glastonbury_Abbey_03A Ilha de Avalon, muitas vezes identificada como Glastonbury, se origina de uma lenda céltica do sem semi-deus Avalloc or Avallach, governador do submundo. No folclore celta, Avalon era uma ilha encantada e era o ponto de encontro para os mortos e onde eles passavam para um outro nível de existência. O Tor era considerado o lar de Gwyn ap Nudd, Senhor do Submundo, e o lugar onde viviam as fadas.

Um dos maiores mistérios são os setes níveis ou terraçosque circulam a colina. Não se sabe se foram feitos pelo homem ou com que propósito, mas foram datados do tempo Neolítico. Alguns acreditam que era um labirinto ritual e que seu formato corresponde a um diagrama mágico.

A lenda mais antiga sobre o Tor de Glastonbury é um estória do século treze sobre São Patrick (387-460), que  narra que ele se tornou um líder de ermitões depois que ele voltou da Irlanda e descobriu um antigo oratório depois de escalar uma densa floresta. Diz a lenda que o oratório foi construído por José de Arimatéia quando ele chegou lá depois da crucifixão de Cristo.

Outra lenda citada por  Llancarfan, em Vida de São Gildas, e escrita por volta de 1130, diz que o santo interveio entre o rei Artur e o rei Melwas da “Terra do Verão”, quando este rei raptou Guinevere, ferindo Sir Keu (Cei) no processo e a aprisionando em sua fortaleza em Glastonbury. Arthur foi buscá-la e o santo convenceu Melwas a soltá-la, promovendo a paz entre todos. A estória também pode ser lida no poema gal~es conhecido como O Diálogo de Melwas e Gwenhwyfar (Guinivere), o manuscrito data do século 16.

São dezenas de lendas relacionadas ao lugar, que o torna , como já citado, atraente para turistas, hippies e além disso local de peregrinação. No verão, os católicas fazem o percurso até as ruínas do mosteiro de Glastonbury, começando pelo Tor. Além disso há um festival de música e artes, que inclui até a aparição de um dragão.

Sendo um lugar de magia e governado pelo dragão da terra, ele não poderia deixar de aparecer…

www.dragoncircle.co.uk/page3.html

http://www.sacred-destinations.com/england/glastonbury-tor

http://www.bbc.co.uk/somerset/content/articles/2005/09/14/earth_energies_in_glastonbury_feature.shtml

http://www.celtnet.org.uk/gods_m/melwas.html

http://www.gothicimage.co.uk/books/makerofmyths1.html

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Kongamato

Agosto 18, 2009 · 1 Comentário

A primeira menção do nome Kongamato, foi no ano de 1923, quando viajante pelo nome de Frank H. Melland estava trabalhando para uma vez em Zâmbia, recolhendo relatos de nativos sober uma misteriosa ave, sem pelos, que atacava os nativos naquela região. Eles a chamavam de “Kongamato” (siginificando “dominador de barcos”).

kongamato

Essa palavra é parte de um encantamento usado pelos Koandes para se proteger contra enchentes, que dizem ser provocadas por essa criatura. Eles usam o amuleto chamado “muchi wa Kongamato” para os os proteger quando atravessam certos rios habitados pela criatura. Dr. J.L.B. Smith, que ficou famoso por sua participação no descobrimento do celacanto, escreveu sobre lendas de dragões alados que habitam no Monte Kilimanjaro. Sua idéia é de que espécies extintas podem ser descoberta nos lagos, pântanos, rios e selvas da África do Sul. Marjorie Courtenay-Latimer, que descobriu o fóssil vivo celacanto compilou diversas estórias de répteis da Namímbia. De acordo com esse rumores, esses dragões voadores deixavam um cheiro de grama queimada quando eles pousavam.

Em 1920, o chefe da tribo Kanyinga morador da área de Jiwundu Swamp próximo da fronteira do Zaire identificou uma figura do pterodátilo como um Kongamato… Em 1958, o jornalista científico Maurice Burton escreveu para uma revista que vários relatos na África diziam de uma criatura parecida como um pterodátilo que vivia nos pântanos de Bangweulu. Ela vive nos pântanos de Jiundu até o oeste de Zâmbia, Congo e Angola e há muitos relatos de ataques contra os nativos. Criaturas similares são encontradas no Camarão, onde são chamadas de Olitiau, e em Gana são denominadas de Sasabonsam. Alguns dizem que ele tem a habilidade de brilhar à noite. Suas cores variam, mas é dito que é principalmente de cor vermelha ou negra, tanto que muitos cientistas dizem que se trata na verdade é de um morcego ou uma cegonha, mas que os criptologistas teimam em dizer que é um pterodátilo.

Também é descrito como um dragão voador de mais ou menos 1,22 m, em cores que variam de verde a azulado, mas em linhas gerais é sempre descrito como de corpo alongado, com pés pequenos, e grandes asas semelhantes a de um morcego. Algumas tribos os adoram como deuses. Imaginação ou não, houve até um estudante do Kenya que ligou para dizer que esses reptéis voadores não estavam extintos, descrevendo-os perfeitamente e dizendo que ele eram considerados pragas, semelhantes aos urubus e que se não se enterrasse profundamente os cadáveres ele os desenterravam para comer os restos de nativos e animais mortos. Eles não acreditavam que seja uma coisa sobrenatural como um demônio (molumbe), as algo muito real como um leão ou um búfalo.

Lendas de pterodátilos que tenham sobrevivido não é incomum, tanto é assim que dizem que um garoto de nome Oliver Thomas foi raptado por um deles… Isso aconteceu em 1909, ele foi até um poço pegar água quando da casa, todos ouviram seus gritos desesperados. Quando correram eles não vira nada lá fora, mas conseguiram ouvir seus gritos cada vez mais distantes… Depois se verificou que as pegadas iam até um determinado ponto e de lá sumiam! E mais adiante encontraram o balde, como se ele tivesse soltado de uma determinada altura… Para esse sumiço, há até quem culpe o Wendigo, lendário monstro faminto das lendas dos índios algonquinos.

Há inclusive em um dos sites, um pterodátilo abatido durante a guerra civil. Muito interessante e logo se vê que é uma montagem da época. Para finalizar há muitos relatos de criaturas aladas estranhas que sobrevoam também a América do Norte, descritas como grande pássaros, abutres, demônios, como o Homem Mariposa, que foi visto várias vezes e em 1966, provocou uma histeria coletiva no oeste da Virgínia e o caso foi mote do filme Mothman Propehecies, com Richard Gere… Mas isto é outra estória….

http://pt.wikipedia.org/wiki/Algonquinos http://pt.wikipedia.org/wiki/Wendigo

http://tejiendoelmundo.wordpress.com/2009/01/22/el-enigma-de-oliver-thomas/

http://everything2.com/index.pl?lastnode_id=124&node=kongamato&searchy.x=1&searchy.y=1

www.genesispark.com/genpark/konga/konga.htm

http://www.trueauthority.com/cryptozoology/kongamato.htm

http://www.unknownexplorers.com/kongamato.php Homem mariposa:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mothman http://www.imdb.com/title/tt0265349/

Mais sobre o Kongamato:

http://xfilesmisterioso.blogspot.com/2009/07/kongamato-dominador-de-barcos-tambem-em.html

Mais sobre monstros perdidos nos pântanos da África:

http://casadecha.wordpress.com/2009/05/08/mokele-mbembe-e-mapinguari/

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O Dragão na Mitologia Ocidental

Maio 20, 2009 · Deixe um comentário

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O Dragão na Mitologia Ocidental

O dragão não é um conceito apenas dos chineses. Ele ocupa um lugar de destaque nas lendas e literatura da maior parte dos países da Europa. Cicero em seu” de Divinatione ” Capítulo, parágrafo 30), Euripides em seu ‘Thilostratus”(Capítulo I, parágrafo 2), e Homero em “Íliada” (Capítulo II, parágrafo 309), todos mencionam dragões. A Bíblia, tem vinte e duas referências no Velho Testamento e trinta no Novo Testamento, e se refere ao dragão tanto alegoricamente ou como um animal real; entretanto, em muitos destas passagens, especialmente no Novo Testamento, a palavra “dragão” é um conceito infeliz, pois é evidente que em muitas das citações os autores das Escrituras evidentemente tinham a concepção de um animal que muito provavelmente se tratava do jacal.

Os mitos e lendas da Europa tem lugar para diversas estórias de dragão com o qual somos mais ou menos familiares. Entre outras está a lenda de Perseu, que salvou Andrômeda de um dragão e a estória de São Jorge e o Dragão; o conto de Sigfried, que matou um dragão em Worms e a estória de Beowulf, que no primórdios da História, despachou um dragão depois de matar Grendel.

O Rei Artur que foi chamado de temível Pendragon,” é descrito por Tennyson, em seu “Idills of the King”, sentado em um autêntico trono de dragão o qual rivalizaria em esplender àqueles do imperadores Manchu. A imaginação vívida do poeta nos deu essa descrição:

“A coroa real o dragão dourado sustentava
E embaixo no seu manto o dragão contorciam-se em ouro
E do entalhe atrás do trono surgem
Dois dragões ornados, deslizando para fazer
Braços para seu trono, enquanto o resto deles
Através de laços e fitas e dobraduras inumeráveis
Passando sobre os entalhes até se encontrarem
A nova forma na qual eles se perdiam.”

Muitas cidades costeiras e localizadas perto de rios na Inglaterra, França, Itália, Egito ainda recontam orgulhosamente suas lendas locais de dragões crués que foram mortos, após batalhas amgníficas, perto de bancos de rios ou do mar. Nós podemos ler sobre o Dragão Verde de Mordiford, o Dragão de Norwich, o Grande Dragão de Pittempton, o Dragão de Naples, o Dragão de Aries, o Dragão de Lyons, o Dragão de Marselha, Sebec, o Dragão do Nilo e muito mais. Estas estórias são orgulhosamente guardadas como tradições sagradas de suas cidades e países.

A concepção chinesa dos dragões apresenta uma criatura muito diferente destas nações na fronteira do Mediterrâneo e Atlântico. É verdade que há alguns pontos de semelhança, mas vamos chamar a atenção de apenas um, aquele à respeito sua visão aguçada. Ambos os tipos são dotados com uma ótima visão. O dragão chinês é surdo e isso explica, porque seus olhos, através de uma compensação natural, tenham alcançado um poder extraordinário. Sua visão é tão boa que ele pode facilmente distinguir um pedaço de grama milhas adiante. Em adição a isso é interessante lembrar que a palavra “dragão” em inglês é derivado do grego “drakon”, que significa “encarar” ou “ver”, e os clássicos mais que uma vez se referem ao animal como “dotado de aguda visão”. Nós não sabemos quem primeiro ligou o nome inglês “dragon” à concepção chinesa de dragão, lung, mas é dificilmente aceitável ao mestre Oriental dos mares ser identificado com o estigma que acompanha o seu companheiro inglês. Desde a recente revolução, muitos religiosos tem sido ouvidos para expressar sua grande satisfação em ver que a bandeira do dragão desapareceu para sempre.

O erro do uso da palavra dragão fez com que as pessoas confundisse o monstro maligno mencionado no livro das Revelações com o animal tão reverenciado pelos chineses. O dragão chinês da idéia ocidental generalizada em três pontos principais: na aparência, na personalidade e em consideração ao que se acredita. Na aparência, a concepção européia varia muito pouco da criatura da qual é o seu provável protótipo, salvo pela adição de um par de asas. As espécies chinesas estão em um patamar mais alto. O último tem uma cabeça maciça de onde emergem dois chifres galhados. Estas espécies, com a exceção de Chib Lung, ou Li Lung, não tem asas mas viagem de lugar em lugar pelas nuvens. Ainda, umas das grandes diferenças entre as duas variedades está na personalidade. O europeu é geralmente retratado com um monstro cruel, a personificação de tudo que é mal e inimigo do homem. A arte cristã o representa como o oposto da lei, harmonia e progresso e símbolo do pecado e paganismo. Nesse sentido alegórico, ele é retratado lutando contra São Jorge, São Miguel e São Silvestre, o qual personificavam a cristandade e a iluminação. Santos e mártires são retratados no ato de esmagar dragões sob seus pés. Ao passo que os dragões chineses, são sua antítese. É uma criatura benéfica, um amigo do homem. Ela traz a chuva que produz as colheitas e que por sua vez, traz comida. O terceiro ponto de distinção entre os dois dragões reside na consideração dispensada a eles. As espécies ocidentais eram criaturas horríveis, abjetas, evitadas e temidas pelos mortais, enquanto que os dragões asiáticos são objetos de reverência e mesmo culto pelos chineses. Esta criatura é de fato tão reverenciada que um dos mais sagrados títulos concedidos aos imperados era “O Dragão Verdadeiro”.

Mais sobre dragões:

http://www.crystalinks.com/chinadragons.html

http://casadecha.wordpress.com/2009/09/21/variedades-de-dragao-chines

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Mais dragões

Maio 15, 2009 · Deixe um comentário

Estive lendo sobre os dragões novamente… Sim, porque de acordo com a marioria de textos que li o Wirm também é um tipo de dragão. Hoje eu encontrei um blog interessante, o Farofa de Batata, que também fala sobre a lenda.

E tem muita coisa pra ler no site archive.org… Hoje fiz o download de um livro sobre dragões chinese. Talvez se der tempo, eu vou fazer um resumão do livro.

Parece que os dragões nunca vão sair de moda. Isso desde o tempo em que se viu ossos de dinossauro e os homens pensaram que era alguma besta mitológica. Por isso, segundo os cientistas, há sempre um relato sobre o animal em toda parte do mundo, justamente por causa desses ossos.

Queria aproveitar pra responder a um email que recebi aqui no post. Ninguém é muito de comentar, mas adorei o email que recebi. Quanto a de onde tirei os textos, é tudo uma mistureba de tudo que li na internet. Os contos são de domínio público, já tem mais de centenas de anos… Quanto Às outras versões sobre o Verme de Linto, realmente têm muitas versões… A minha foi traduzida de um dos sites e sim, os ingleses têm um dragão tipo verme também, só que ele atacava em Lambton… E como é mencionado em vários sites, essa cidade é muito próxima da outra (Linton).

Será que ele realmente andou por ali? Pode até ser, afinal pra quê o padre (ou seja lá quem for) ia mandar esculpir aquele cena de luta bem em cima da entrada da igreja… No mínimo, seria uma forma de marketing. Não, não posso esquecer que as lendas sempre se confundiram com a realidade… E isso é que as torna imortais.

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Rei Verme

Maio 13, 2009 · Deixe um comentário

the lindworm by ~aztonic on deviantART

Rei Verme
Dinamarca, Swen Grundtvig
Era uma vez  um rei que tinha uma bela rainha. Na primeira noite do seu casamento, nada estava escrito na sua cama quando se retiraram, mas quando eles acordaram, estava escrito que eles não teriam filhos. O rei ficou muito triste, e mais ainda a rainha. Ela achou muito lamentável que não haveria nenhum herdeiro para o trono.

Um dia, perdida em pensamentos, ela vagava por um local remoto. Lá ela encontrou uma anciã, que perguntou a ela porque ela estava tão triste. A rainha olhou para cima e disse: “Oh, não adianta dizer nada para. Você não pode me ajudar.”
“Mas talvez eu possa”, disse a velha, e pediu à rainha para que ela contasse a sua história. Então, a rainha concordou, e falou da sua noite de casamento e de como havia aparecido uma mensagem escrita na sua cama dizendo que ela não teria filhos. Por isso que ela estava tão triste. A velha mulher disse que ela poderia ajudá-la a ter filhos. Esta noite ao pôr do sol ela deveria colocar um prato de cabeça para baixo no canto noroeste do jardim. Na manhã seguinte, ao amanhecer, ela deveria tirar o prato. Debaixo que ela iria encontrar duas rosas, uma vermelha e uma branca.

“Pegue a vermelho e coma, se você quiser um menino, se pegar a cor branca,  vai ser uma menina. Mas não deve comer as duas”, disse a anciã.

A rainha voltou para casa e fez o que a velha tinha dito a ela para fazer. Na manhã seguinte, quando o sol estava chegando, ela correu para o jardim e pegou o prato. Havia duas rosas, uma vermelha e uma branca. Ela não sabia qual das duas ela deveria comer. Se fosse a vermelha, ela teria um menino, e ele poderia ir para a guerra e ser morto e, de novo, ela não tem nenhum filho. Então, ela decidiu comer a branca, então seria uma menina que iria ficar em casa com ela e, em seguida, se casar e se tornar rainha em outro reino.

Assim, ela pegou a branca  comeu. Mas era tão gostosa que ela pegou a rosa vermelha e comeu ela também.

Agora por esse dias, o rei andava afastado na guerra. Quando a rainha notou que ela estava grávida escreveu para ele saber, e ele ficou muito satisfeito. Quando o tempo do nascimento chegou, ela deu à luz um verme. Logo que ele nasceu, rastejou para  debaixo da cama do quarto, e ficou por lá. Algum tempo mais tarde chegou uma carta do rei anunciando que em breve ele iria voltar para casa. Quando sua carruagem chegou na frente do castelo e a rainha saiu para recebê-lo, o vermezinho saiu também pois queria saudá-lo. Ele saltou para dentro da carruagem, dizendo, “Bem-vindo de volta, papai!”

“O quê???!”, Disse o rei. “Eu sou seu pai?”

“Sim, e se você não vai ser o meu pai, eu devo destruir o castelo e você também!”

O rei teve de concordar. Eles foram para o castelo juntos, e a rainha teve de confessar o que tinha acontecido entre ela e a anciã. Alguns dias mais tarde, todas as pessoas importantes da cidade e o conselho real tinham se reunido para receber o rei e para felicitá-lo pela vitória sobre seus inimigos. O vermezinho apareceu também e disse: “Pai, é tempo para eu me casar!”

“O que você está pensando? Quem ia querer você?” disse o rei.

“Se você não encontrar uma esposa para mim, seja ela jovem ou velha, grande ou pequena, rica ou pobre, então eu devo destruir você e todo o castelo também.”

Então o rei escreveu a todos os reinos, perguntando se alguém não casaria com seu filho. Uma linda princesa respondeu, mas ela achou muito estranho que não pudesse ver seu futuro marido antes de entrar na sala onde o casamento iria acontecer. Só então é que o verme apareceu, tomando o seu lugar ao lado dela. Os festejos do casamento chegaram ao fim, e já era tempo para se retirar aos aposentos nupciais. Mal eles entraram, ele comeu ela viva.

Tempos mais tarde, o aniversário do rei chegou. Eles estavam todos sentados à mesa, quando o vermezinho apareceu e disse, “Pai, eu quero me casar!”

“Que tipo de mulher ia querer você?” perguntou o rei.

“Se você não encontrar uma esposa para mim, seja ela quem for, vou comer você,  assim como todo o castelo!”

Então o rei escreveu a todos os reinos, perguntando se alguém não iria casar com seu filho. Mais uma vez uma bela princesa veio de longe. Ela também não foi autorizada a ver o seu noivo até que ela estava na sala onde iriam se casar. O verme entrou e tomou o seu lugar ao lado dela. Quando os festejos acabaram, e eles foram para o quarto,  o verme a matou.

Tempos depois, no aniversário da rainha, eles estavam todos sentados à mesa, quando o vermezinho veio e disse mais uma vez, “Pai, eu quero me casar!”

“Eu não posso te arranjar uma outra mulher”, respondeu o rei. “Os dois reis cujas filhas eu lhe dei agora estão em guerra contra mim. O que vou fazer?”

“Deixe eles vir! Enquanto estiver ao seu lado, basta deixá-los vir, mesmo se houvesse dez deles! Mas se você não encontrar uma esposa para mim, seja jovem ou velha, grande ou pequena, rico ou pobre, então eu devo destruir você e também o castelo!”

O rei tinha de concordar, mas ele não estava feliz com isso. Então, um dos pastores do rei, um homem velho que vivia em uma casinha na floresta, tinha uma filha. O rei foi até ele e disse: “Olha, meu querido homem. Você não quer me dar a sua filha em casamento para o meu filho?”

“Não, eu não posso fazer isso. Tenho apenas a uma criança para cuidar de mim agora que estou velho, e ainda, se o príncipe não cuidou das belas princesas ele não vai cuidar da minha filha, o que seria um pecado. ” Mas o rei insistiu e o velho teve de ceder.

O velho pastor foi para casa e contou tudo à sua filha. Ela ficou muito triste e, mergulhada em  pensamentos, foi andar pela floresta. Lá ela encontrou a anciã, que tinha ido para a floresta para recolher bagas silvestres e maçãs. Ela estava usando uma saia vermelha e uma jaqueta azul.

“Por que estás tão triste?” a velha perguntou.

“Tenho todas as razões para estar triste, mas não há qualquer razão para dizer a você, porque você não pode me ajudar.”

“Mas talvez eu possa”, disse ela. “Diz-me!”

“Bem, eu tenho de casar com o filho do rei, mas ele é um verme que já matou duas princesas, e eu sei de certeza que ele vai matar-me também.”

“Se você me escutar, talvez eu posso ajudá-la”, disse a anciã.

A menina estava ansiosa por ouvir o seu conselho. “Quando você for para o quarto após a cerimônia, você deve ter dez camisolas. Se você não tiver tantas, então você deve emprestar alguns. Peça para um balde de água cáustica, uma balde de leite adocicado, e uma porção de fios. Todas estas coisas devem ser levadas para o quarto. Quando ele aparecer, ele vai dizer, ‘Linda donzela, tire sua camisola! ” Então você deve dizer, ‘Rei Verme, tire a sua pele! Vocês vão dizer isso uns aos outros até que você tenha tirado as nove camisolas e ele nove peles. Até então, ele não terá outra pele, mas ainda assim você terá uma camisola. Então você deve  segurar ele. Ele nada vai ser nada além de uma trouxa de carne ensanguentada. Mergulhe os fios na água cáustica e bata nele até que ele tenha quase caído em pedaços. Então você deve banhá-lo no leite doce, enrole-o nas nove camisolas, e abrace-o. Você irá então adormecer, mas apenas por um curto período de tempo.”

A moça agradeceu-lhe o bom conselho, mas ela ainda estava com medo, por isso era na verdade uma perigosa empreitada com tal sinistra criatura.
O dia de casamento chegou. Um grande e magnífico coche trouxe duas serviçais que preparam a menina para o casamento. Então ela foi levada para o castelo e para a capela. O verme apareceu, tomou o seu lugar ao lado dela, e eles casaram. Quando chegou à noite, e foi tempo para ir para a cama, a noiva pediu uma balde de água cáustica, uma balde de leite doce, e uma porção de fios. Os homens todos riram dela, dizendo que era uma espécie de superstição camponesa fruto de sua imaginação. Mas o rei disse que ela deveria ter o que ela pediu, e eles trouxeram a ela. Antes de ir para o quarto, ela colocou as nove camisolas sobre a que ela já estava vestindo.

Quando ambos estavam no quarto o verme disse, “Linda donzela, tire sua camisola!”

Ela respondeu, “Rei Verme, tire a sua pele!”

E assim continuou até que ela havia retirado nove camisolas e ele tinha retirado nove peles. Ela encontrou nova coragem, pois ele já estava deitado ao chão com o sangue escorrendo livremente a ele mal capaz  de se mover. Então ela pegou os fios, mergulhou na água cáustica, e bateu forte como ela poderia até haver praticamente só um ramo entre as varas.

Então ela o mergulho no leite e o aninhou em seus braço. Ela dormiu, pois era tarde, e quando ela acordou, ela estava deitada nos braços de um belo príncipe.

Quando a manhã veio, ninguém se atreveu a olhar para o quarto, porque todos acreditavam que tinha acontecido com ela o mesmo que aconteceu com as outras duas. Finalmente, o rei quis olhar, e assim que ele abriu a porta ela disse, “Pode entrar! Tudo está bem!” Ele entrou e se encheu de alegria. Ele buscou a rainha e os outros, e houve uma grande celebração sobre no leito nupcial que nenhum outro tinha visto antes. Os jovens noivos se levantaram e foram para outra sala para se vestir, porque o quarto estava numa terrível confusão. Então, o casamento foi celebrado com pompa e alegria novamente. O rei e a  rainha adoraram a jovem rainha. Eles não podiam tratá-la melhor pois ela tinha resgatado sue vermezinho.

Tempos mais tarde ela engravidou. Houve outra guerra, e o velho rei e rei Verme foram para o campo de batalha. Quando sua hora chegou, e ela deu à luz dois belos meninos. Nesta época, o Cavaleiro Vermelho estava na Corte. Eles pediram-lhe para levar uma carta ao rei anunciando o nascimento de dois belos meninos. Ele se afastou a uma curta distância e abriu a carta e, em seguida, a mudou para que se lesse que ela tinha dado à luz dois cachorrinhos. O rei recebeu a carta e ficou muito triste. Ele achou incrível que ela tivesse dado à luz cães, embora não surpreendesse pois ele mesmo tinha sido um verme ou algo parecido. Ele respondeu que deveriam permitir que as criaturas vivessem livres até que ele voltasse para casa, isto é, se elas poderiam ser mantidas vivas. O Cavaleiro Vermelho foi mandado para entregar esta carta, mas a uma curta distância ele abriu e escreveu que a rainha e seus filhos deveriam ser queimados vivos.

A rainha mãe ficou muito triste com esta carta, para que ela gostava muito da jovem rainha. Pouco depois chegou uma outra carta, anunciando o regresso do rei. A rainha ficou assustada e não sabia o que fazer. Ela não podia imaginar vê-los queimados. Ela mandou as duas crianças a viver com uma ama de leite, pois ela esperava que o rei pudesse mudar de idéia quando ele voltasse para casa. Ela deu à jovem rainha algum dinheiro e comida e mandou-a para a floresta.

Ela vagou na floresta para dois dias e estava em grande necessidade. Ela foi até uma montanha alta,  que subiu sem parar. No topo, haviam três bancos. Ela sentou no do meio e espremeu o leite do seu peito, pois ela estava em grande sofrimento, não tendo os filhos com ela. Em seguida, duas grandes aves, um cisne e uma garça, voaram baixo e sentaram ao lado dela, e ela pressionou o seu leite em seus bicos. Eles estavam bem perto com ela. E no mesmo instante que sentaram lá, os dois transformaram-se nos mais belos príncipes que se pode imaginar, a montanha e virou o mais belo castelo, com servos e animais e de ouro e prata e de tudo o que deveria haver lá. Eles haviam sido encantados, o feitiço e nunca teria sido quebrado se não tivessem bebido o leite de uma rainha que tinham dado à luz apenas dois meninos. Ela foi com eles, com o Rei Garça e o Rei Cisne. Cada um queria casar com ela, para ela tinha resgatado os dois.

Entretanto Rei Verme chegou em casa e perguntou sobre a rainha. “É verdade!” Disse a velha rainha. “Você deveria estar perguntando sobre ela! Quem você pensa que você é?! Você não prestou atenção para o fato dela tê-lo salvado da maldição. Você foi em frente e escreveu-me que ela e as crianças devem ser queimados vivos. Pela vergonha! “

“Não!” o Rei Verme respondeu. “Você escreveu para mim que ela tinha dado à luz dois cãezinhos. E eu respondi que você deve deixar que as criaturas vivessem até que eu voltasse para casa.”

Eles falaram e falaram durante muito tempo e, finalmente, perceberam que havia sido o Cavaleiro Vermelho estava por detrás da traição. Ele foi capturado, e ele teve de confessar. Eles o fecharam em um barril recheado de pregos, prenderam-no em quatro cavalos, que correram com ele pelas montanhas e vales.

O rei estava cheio de desespero sobre a sua esposa e filhos, quando ele descobriu que eram dois lindos meninos. A antiga rainha disse-lhe, “Não se preocupe, os meninos estão bem cuidados. Eles ficaram com amas, mas não sei como ela está passando. Eu dei-lhe alguma comida e dinheiro e mandei-a para a floresta, e, desde então, não temos ouvido nada dela.”

O rei ordenou que as crianças deveriam ser trazida de volta. Então ele tomou pegou alguma comida e algum dinheiro e foi para o bosque procurar por ele. Ele vagou cerca de dois e, em seguida, três dias procurando por ela, mas ele não conseguiu encontrá-la. Finalmente ele foi para o castelo na floresta. Ele perguntou se as pessoas não tinha visto uma donzela estranha na floresta, mas não tinham visto ninguém. Então ele entrou no castelo para ver que tipo de realezas viviam por lá. Ele foi para dentro. Assim que ele entrou, ele a viu, mas ela estava com medo, por que ela pensou que ele tinha vindo para queimá-la viva, e fugiu.

Os dois príncipes vieram. Eles conversaram e se tornaram bons amigos. Eles convidaram-lhe para o jantar. Ele mencionou a bela donzela e perguntou de onde ela era. Eles responderam que ela era uma pessoa adorável e que ela tinha libertado os dois. Ele queria saber o que do que ela tinha libertado eles, e eles disseram-lhe toda a história. Então ele disse que gostava muito dela e perguntei-lhes se eles não puderam chegar a um acordo sobre ela. Ele propôs que o jantar deveria ser muito salgado, e que a pessoa a quem ela pedisse uma bebida em sua saúde deveria ficar com ela. Os príncipes concordaram com este acordo, pois isso permita determinar qual dos dois ficaria com ela, pois eles não acreditavam que ela iria pedir a um estranho uma bebida à sua saúde.

Eles foram jantar, e ela disse:

A comida está muito salgada para mim,
Rei Cisne sentou ao meu lado,
Rei Garça é bom para mim,
Rei Verme bebas comigo.

Ele pegou a caneca de cerveja e bebeu a sua saúde. Os outros beberam a sua própria saúde, mas então eles tinham que beber à saúde dela, bem, e mesmo assim eles não estavam satisfeitos com o resultado. Então o Rei Verme disse que ela tinha salvado eles antes deles serem resgatados por ela. Por isso ele era o mais próximo a ela. Depois de ouvir isto, os dois príncipes afirmaram que se ele tivesse dito isso em primeiro lugar, que eles teriam a entregado para ele. Mas ele disse que não podia ter tido certeza disso.

Então o Rei Verme voltou para casa com a rainha. E nesse meio tempo, as crianças também tinham sido levadas de volta. O Rei Cisne manteve o castelo na floresta e casou uma princesa de outro reino. E o Rei Garça foi para um país diferente, onde se casou. Assim, cada um deles tinha alguém. O Rei Verme e a sua rainha foram grandemente honrados, enquanto eles viveram. Eles foram muito felizes e tiveram muitos filhos.

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O dragão de diamante de Susanoo

Abril 30, 2009 · Deixe um comentário

Susanoo o conhecido irmão problema de Amaterasu, vivia em guerra contra diversos deuses. Cheio do mais puro ódio, ele pegou um diamante para criar um dragão que lhe serveria de montaria e que usaria para detruir os exércitos dos outros deuses.

Tão cheio de ódio e rancor ele estava que o dragão nascido do diamante se tornou negro, daí o nome kuro (negro) e naya (diamante).

Após algum tempo, ele repensou tudo o que tinha feito e resolveu destruir o dragão maléfico… Mas as deusas que nasceram da espada kusanagi imploraram para ele não fazer isso. Então ele pediu aos seus filhos que purificassem o dragão. Kuronaya então se tornou Shironaya, que quer dizer diamante branco, pois foi purificado de todo o mal que nele habitava.

Essa é a estória de como o dragão de diamante de Susanoo se tornou branco (puro)… Não é diferente dos outros posts que encontrei na net, mas resolvi colocar minha própria versão.

No wikipedia havia uma figura muito legal representando o dragão, mas foi solicitado que ela fosse deletada… Acho que é minha missão fazer minha própria versão do dragão.

Para os que lembrar de um desenho antigo da Toei  sobre o Susanoo e quiser relembrar o link está abaixo… É um bom anime, mas gostaria de ver um dia um que mostrasse o Susanoo adulto (como na lenda) e não como adolescente.  De qualquer forma, aquele dragão de oito cabeças me assustou à beça quando era criança :) )

http://en.wikipedia.org/wiki/Wanpaku_Ouji_no_Orochi_Taiji

http://en.wikipedia.org/wiki/Susanoo

http://www.bookrags.com/eb/kusanagi-eb/

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