Lendas e Contos

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A Lenda do Cervo Branco

Outubro 7, 2009 · Deixe um comentário

Virginia_dare_stampMuitas lendas surgiram devido ao desaparecimento da colônia inglesa de Roanoke. Livros, contos, quadros, séries, filmes falam sobre o assunto.

O livro de Sallie Southall Cotten, “O Cervo Branco: O Destino de Virgina Dare” é uma tentativa de explicar o destino da colônia e de Virgina Dare,a primeira criança de descendência inglesa nascida nas Américas.

Quanto à chegada de europeus à província de Terra Nova, no Canadá, há muito já se descobriu que os vikings foram os primeiros a chegar aqui, 500 anos antes de Colombo.  Graças às pesquisas de Helge Ingstad, descobriu-se as ruínas de L’Anse aux Meadows no Canadá, e segunda os contos nórdicos, uma mulher de nome Gudrun deu à luz um filho que seria o primeiro descendente de europeus nessa terra…

Mas voltando ao livro, ele narra como Virginia cresceu na tribo de Manteo, winona significa “primeira filha” em Sioux e ska, significa branca. Ela cresceu e se tornou uma linda mulher. Okisko um jovem chefe índio queria casar com ela, só que Chico um velho feiticeiro também queria a mesma coisa.

O velho tentou em vão convencê-la a se casar com ele. Rejeitado ele lançou um feitiço sobe ela e a transformou em um cervo branco.604px-Doe_1_(PSF)

Okisko estava decidido a reverter a maldição e pediu ajuda a um feiticeiro do bem chamado Wenokan. Okisko fez um flecha com uma concha de ostra e Wenokan a banhou em uma fonte mágica, transformando-a em uma pérola. Para quebrar o feitiço Okisko deveria acertar a flecha mágica no cervo branco e ela se tornaria novamente Winona-Ska.

Nesse meio tempo, o jovem Wanchese, filho daquele que foi à Inglaterra com Manteo, resolveu matar o cervo encantando para ter fama. Para matar esse animal especial seria necessário uma flecha de prata. Por coincidência o pai dele tinha ganhado uma da rainha Elizabeth I quando ele visitou a Inglaterra.

Um dia, Okisko viu o cervo branco próxima das ruínas de Fort Raleigh, na ilha de Roanoke. Mais que depressa ele apontou sua flecha de pérola para o animal. Infelizmente, Manteo também disparou sua flexha de prata no cervo.

As duas flechas acertaram o cervo ao mesmo tempo. A flecha de Okisko transformou-o em uma linda mulher novamente, só que a flecha de Manteo também acertou seu coração.  Okisko correu até ela, mas Virginia morreu em seus braços.

Desesperado ele corre até a fonte mágica e banha as duas flechas nas águas, implorando pela vida de Winona. Quando ele voltou para o local, não havia sinal nem de Virginia, nem de cervo. Mais tarde, o cervo branco reaparece olhando para ele com olhos lindos e tristes. Então ela corre para as matas.

Desde esse dia, até hoje muitas pessoas dizem que vêem um cervo branco fantasmagórico próximo da área onde a Colônia Perdida fez seu primeiro assentamento.

E essa foi uma das lendas sobre Virgina Doe, talvez o mistério nunca seja explicado, nem mesmo com o projeto de análise do DNA dos índios da área, mas talvez seja mais interessante imaginar o que teria sido feito de todos…

Fonte:

http://www.learnnc.org/lp/pages/1647

Notas:

Para os indígenas norte-americanos o branco tem um significado muito especial. Animais brancos são manifestações sagradas do Grande Espírito ou Criador (Wakan Tanka, Tankashilah). É um símbolo de pureza, vida, renovação, bondade e paz.

Palavra ska:

http://www.geocities.com/cheyenne_language/origin.htm

Cidade de Wanchese:

http://wapedia.mobi/en/Wanchese,_North_Carolina

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A colonia perdida: Croatoan

Junho 8, 2009 · 1 Comentário

Antes da partida de White, os índios Croatoan visitaram a ilha de Roanoke e convidaram os colonos a morarem com eles. Os colonos aceitaram a proposta e disseram a white. Então combinaram o seguinte: se eles tivessem de partir escreveriam a palavra CROATOAN em uma árvore e se por acaso, a partida fosse feita sob condições hostis e adversas, escreveriam uma cruz acima de CROATOAN (portanto, não há nada de misterioso nessa palavra, mas com certeza a venda de livros aumenta se semear o mistério).

Em 27 de agosto de 1590, ele partiu e encontrou um cenário de guerra na Inglaterra. Todos foram convocadas para a defesa da Inglaterra. E sob o comando de Raleigh, a Armada Formidável da Espanha foi derrotada.

Em 22 de abril de 1588, White retornou para o Novo Mundo, mas no caminho foi orbigado a retornar devido a um embate com navios de guerra. Nenhuma nova tentativa foi feita até 20 de março de 1590, quando eles voltaram con três veleiros. Eles só alcançaram Roanoke em agosto.

Agora, de acordo com o relatórios da viagem, escrita pelo escritor Richard Hakluyt, “durante a tarde de 15 de agosto eles ancoraram em * Hattorask, a uma profunidade de 9,15 metros longe da margem. Assim que eles aportaram, White viu uma grande coluna de fumaça vinda do lugar onde ele deixou a colônia em 1587. Na manhão seguinte, dois botes com White e os capitães Cook e Spicer foram à terra. Ele deu instruções ao mestre canhonheiro para deixar prontos dois * minions e um falcão para disparar, dentro de um certo espaço de tempo entre um tiro e outro, assim avisando aos remanescentes da colônia que eles estavam chegando.

Eles rumaram com os botes na direção da grande fogueira, até que eles resolveram soltar a âncora próximo da praia. Então eles chamaram, tocaram trombetas, cantaram e nada de resposta.

Quando amanheceu eles ancoraram e encontraram grama e árvores queimadas de onde vinha a luz. Continuaram até Dasamonguepeuk,  caminhando próximo à praia, até o lado norte da ilha. Durante todo o caminho eles viram pegadas de nativos, de dois ou três tipos.

Quando eles atingiram um banco de areia, encotraram misteriosas palavras romanas escritas na árvore, C.R.O., de acordo com um código secreto entre eles e o governador, assim ele saberia que eles se mudaram para um local cinquenta milhas longe dali. Ele ficou preocupado, mas como não encontrou nenhuma cruz acima das siglas, então eles tinham partid sem maiores problemas. Rumando para o vilarejo, ele encotrou as casas demolidas e tudo  cercado por uma grande paliçada, como se fosse uma fortaleza. E em um dos troncos usados na paliçada, encontraram a palavra CROATOAN. Feito isso, entraram no lugar, onde encontraram diversos objetos e barras de metal espalhados pelo chão, quase cobertos por grama e ervas daninhas.

E apesar dele ter ficado desgostoso “com toda a mercadoria espalhada por ai”, ele se alegrou que eles tivessem se dirigido para Croatoan, que era o lugar onde Manteo tinha nascido e onde eles tinham amigos.

Um tempo ruim obrigou-os a voltar para o veleiro e devido a perda de três âncoras, fora uma eles decidiram abandonar a idéia de ira naquele instante para Croatoan e foram para a ilha de Saint John. Então passaram o inverno nas Índias Ocidentais e depois rumaram para Croatoan. Um dos veleiros voltou para a Inglaterra, pois estava em péssimas condições.

Os outro dois veleiros ficaram um tempo procurando saquear navios espanhóis, até que em voltaram para a Inglaterra e aportaram em Plymouth em 24 de outubro de 1590.

* Alguns estudiosos dizem que Croatoan era o nome do lugar, e que os ingleses deram esse nome depois aos índios que lá moravvam.  O verdadeiro nome da tribo seria Hatteras (ou Hattorask, como chamam os croatoans.) Esses índios estavam em Roanoke quando a colônio aportou. Os indios não moravam na ilha, na verdade lá seria um acampamento de caça e pesca ou talvez um local mais fresco para ficarem durante o verão.

Minion e Falcão – dois tipos de canhões do século 15 e 17.

Dasamonguepeuk, no lado ocidental de Croatoan, parece ser o condado de Dare hoje em dia. Era possivelmente a sede da tribo de Roanoke, os quais devem ter uma vaga conexão com Chowanoke e Secotan.

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A Colônia Perdida de Sir Walter Raleigh

Junho 3, 2009 · Deixe um comentário

Nessas andanças pela internet esse livro encontrei no archive.org um livro muito bom sobre a estória da “colônia perdida” de Roanolke, mas conhecida por Croatoan, apesar de Croatoan não ser o nome do lugar mas apenas uma palavra escrita se referindo a um lugar.

Se você quiser ler o original a url é http://www.archive.org/details/sirwalterraleigh00mcmil

Croatoan? Mas que mistério é esse? A primeira vez que ouvi isso foi numa estória em quadrinhos de um escocês. Não me admira os escoceses, assim como os bretões em geral, tem fama de estar ligados a esse sobrenatural  bem intimamente… Por exemplo, estórias de fantasmas: parece que toda a população de fantasmas foi morar na Grã-Bretanha e não sobrou nenhum por resto do mundo…

Essa estória também é fantasmagórica: aonde foram parar 114 pessoas? Sir Walter voltou para resgatá-los e nada sobrou, além da palavra escrita na árvore. No quadrinhos, Sete Soldados da Vitória, eles se miscigenaram com um tipo de raça demoníaca e deram origem a uma vila de bruxos nos subterrâneos da terra.

Mas e a estória real? Foi isso que encontrei nesse livro de 1888, e pensei em compartilhar um pouquinho aqui. Pela curiosidade e pra me lembrar depois do que li. Mas vou logo dizendo que não se trat de estórias de fantasmas, mas uma interessante estória do destino da colônia.

Tudo começou em 1583, a Inglaterra de Elizabeth estava num período turbulento, ela tinha rejeitado a proposta de matrimônio do rei Felipe da Espanha e tinha sido favorável a Holanda, que estava em guerra com Espanha,f ornecendo armas e exércitos para que eles reconquistassem o território holandês.

Enquanto a Inglaterra se preparava para a eminente guerra, a rainha deu a Sir Walter uma carta em que tornava ele dono de territórios na América do Norte, isso tudo por ele ser um militar altamente qualificado.  Durante as preparações para o conflito, ele organizou uma expedição para a América, que foi comandada por Philipe Amadas and Arthur Barlowe. Lá eles aportaram e tomaram posse de várias áreas, inclusive a ilha de Roanoke. Eles voltaram para a Inglaterra com os nativos Manteo e Wanchese, a intenção deveria ser impressionar eles com a grandiosidade da Inglaterra, além claro de estabelecer relações amigáveis e conseguir ajudar para colonizar as terras.

Eles retornaram noutra expedição. Manteo se tornou Lord de Roanoke e Dasanguepeuk. Já Wanchese  se tornou um ferrenho inimigo dos ingleses. Hoje em dia existe uma cidadezinha com o nome dele dentro do condado de Dare (por sinal Dare é o sobrenome da primeira criança “inglesa” nascida no território americano).

A segunda expedição foi em 1585, sob o comando de Sir Richard Grenville. Ele voltou com seis veleiros e chegou em Roanoke no mês de julho de 1585. Levou uns quatro meses para chegar, se ele saiu em 9 de abril. As viagens era realmente demoradas… Ao retornar em agosto, ele deixou uma colônia na ilhade Roanoke, sob o comando de Ralf Lane.

O problema é que apesar de ter feito muitas descobertas, os colonos se sentiram abandonados e embarcaram de volta para a Inglaterra com Frances Drake, que tinha dado uma parada ali e estava retornando para a Grã Bretanha e deu uma carona a eles.  Com isso, não ficou nenhum inglês nas terras americanas.

Depois de um mês que os colonos partiram, chega Richard Grenville com suprimentos e não encontrando ninguém, deixou por lá quinze homens. Eles nunca mais foram vistos.

Mas Raleigh não desistiu e mando John White para lá,  junto com outros colonos, eles tinham o encargo de comandar e assistir na fundação da cidade de Raleigh, que deveria ser fundada na baía de Chesapeak.

Mas os comandantes do navio estavam mais preocupados em ir para as Índias ocidentais e ir até a baía custava tempo, então “convenceram” o governador a ficar na Ilha de Roanoke.

De acordo com seus relatórios, eles batizaram Manteo, que dali em diante se tornou senhor de Dasamonguepeuk, pelos seus inestimáveis serviços. Ao mesmo tempo nascida a neta do governador nasceu, filha de Eleanor e Ananias Dare. Foi batizada como Virgínia, por ser a primeira criança a nascer no territória da Virgínia.

Mas aconteceu que em 21 de agosto daquele ano,  1585, um violenta tempestade que destruiu um dos veleiros. Os colonos pediram que ele voltasse para pedir suprimentos e interceder por eles.

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Quem eram os Croatoan?

Abril 30, 2009 · Deixe um comentário

Fort Raleigh National Historic Site

Fort Raleigh National Historic Site marks the location of the first
English colony in what is now the United States.

  blog it

 

Desde que eu li “Sete Soldados da Vitória” eu tomei conhecimento do nome Croatoan… que eram as inexplicáveis palavras encontradas pelo governador John White em uma árvore. A única coisa que sobrou de uma colônia inteira. Bem, ele deduziu que eles tinham se mudado para a ilha Croatoan, distante 80 quilômetros dali… Bem, mas quando ele não encontrou ninguém, surgiram uma série de lendas a respeito do caso e se espalharam todas muito tenebrosas…Tem até um episódio do Sobrenatural sobre isso (alguém assiste à série Sobrenatural?).

Mas parece que dar um ar de mistério ao caso nada mais é, segundo alguns estudiosos, racismo… Isso porque na verdade esses colonos, por algum motivo, talvez ataque de índios hostis, tenha se juntado aos índios de Croatoan para se refugiarem e daí não voltaram mais, acabando por se misturar a eles. O que alguns afirmam é que muitos estudiosos e curiosos preferem acreditar que demônios levaram a colônia a admitir que eles se miscigenaram com os índios.

Os Lumbee atuais são descendentes dos índios Croatoan e além disso eles são uma mistura de muitas raças, inclusive mulatos. Eles são tão miscigenados que eles não foram enviados para Oklahoma com os outros nativos americanos da Carolina do Norte, em 1820 e 30. A Carolina do Norte não era o lugar mais agradável para se viver no século 19 se você não era branco. Tanto que surgiu um chamado “Robin Hood” dos índios, o herói Henry Berry Lowrie em 1860. Lowrie, se tornou justiceira para vingar a morte de sua família, passou toda a década fazendo justiça contra aqueles que ameaçavam índios e mestiços e distribuindo o ganho de seus roubos para os seus. Ele nunca foi capturado, e sua lenda – corajoso, orgulhoso, perigoso quando provocado, e acima de tudo livre – continua a ser uma poderosa metáfora tribal.

  http://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Berry_Lowrie 

 http://www.native-languages.org/lumbee.htm

 http://www.strikeatthewind.com/HenryBerryLowrie.htm

 

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Croatoan

Junho 4, 2008 · 2 Comentários

A foto acima são de índios de Sampson County, que pertencem à tribo de Croatoan, o site é de um tese de George Edwin Butler e tem muitas fotos interessantes.

A lenda de Croatoan começa com as tentativas de se estabelecer uma colônia em terras americanas.

Os ingleses precisavam fundar assentamentos se quisessem manter a posse sobre essas terras. Mas pense o quanto isso era difícil, se hoje tudo em matéria de informação e viagens é uma coisa rápida, nesse séculos as viagens demoravam meses. E para voltar a um determinado local poderia se levar meses, anos, e imagine se houvesse uma guerra ou piratas atrapalhando.

Os ingleses, para demarcar território, mandaram colonos para o Novo Mundo. Essa foi a primeira colônia inglesa, composta apenas por homens. Eles ficaram lá por algum tempo, mas devido à falta de condições e enfrentar vários invernos rigorosos, eles voltaram para a Inglaterra, abandonando o assentamento, voltando de carona com o capitão Francis Drake.

Mas os ingleses não desistiram. Em 26 de abril de 1587, dois barcos partiram, um com colonos e outro com suprimentos. Dessa vez, eles levaram mulheres e crianças porque eles realmente queriam estabelecer uma colônia permanente. Eles chegaram lá e reconstruíram as casas que foram deixadas pelos antidos colonos e que já estavam tomadas pelo mato.

Nesse meio tempo, no dia 18 de agosto, nasce a neta do governador, Virginia Dare , a primeira criança “inglesa” a nascer em solo americano.

Após alguns dias, mais precisamente no dia 27 de agosto, o governador John White voltou à Inglaterra a pedido dos colonos, pois eles queriam que ele intercedesse pela colônia, buscando ajuda e suprimentos. Mesmo relutante, talvez em abandonar a filha e neta, ele partiu.

Mas quando chegou na Grã Bretanha eles não pode mais voltar, os ingleses tinham sido atacados pela “Armada Invencível” do rei Felipe II da Espanha e a guerra impediu qualquer tentativa de voltar ao Novo Mundo.

Muitos anos depois, ele retornou em 1.590, a única coisa que ele encontrou foi a cidade vazia, totalmente tomada pelo mato, coisas espalhadas pelo chão. Ninguém. Nem corpos, nem sangue. Nada. Somente uma palavra escrita em um tronco de árvore, “Croatoan”.

O estranho desaparecimento e a palavra Croatoan deram origem à muitas e muitas lendas. No imaginário norte-americano eles foram todos abduzidos ou levados por alguma coisa e com certeza seria uma coisa maligna.

DEMÔNIO ÍNDIGENA

A palavra Croatoan é ligada muitas vezes a croaton, um tipo de demônio indígena. Mas não pude ver mais detalhes porque a única coisa que encontrei na internet foi “Buffalo child (Croaton) Curse on Arrowhead” algo a ver com búfalo e ponta de flecha. Nada mais.

croatoan

SOBRENATURAL

Croatoan também ser refere a um episódio da série Sobrenatural, o nono da segunda temporada.  Nesse episódio Sam tem uma visão de Dean atirando em um homem e fica muito perturbado. Eles vão parar na cidade de Rivergrover. De súbito, os cidadãos começa a se matar e eles percebem que o demônio de olhos amarelos os contaminou com um vírus que faz a pessoa matar indiscriminadamente. Sam é contaminado, mas apesar disso ele não se torna uma assassino… Dean resolve então contar o segredo que o pai deles tinha revelado. O episódio aproveita a idéia de algo aterrador que fará com que uma cidade inteira suma do mapa, ou pelo menos, os seus habitantes.

klarion

SETE SOLDADOS DA VITÓRIA

Nos quadrinhos, Sete Soldados da Vitória, do escocês Grant Morrisson, também é mencionada a cidade. Morrison, sendo escocês, cresceu ouvindo muitas estórias. Na mitologia bretão, muito se ouve das sidhe, que seriam as fadas

No universo do quadrinhos, os colonizadores se “mesclaram” com seres de outro mundo e envergonhados das crias que geraram, fugiram para um submundo, chamado Croatoan. A colônia se tornou uma cidade de bruxos, onde todos praticam magia negra. Klarion é um desses habitantes, ele é um adolescente que não quer saber de obedecer ordens e parte para o mundo exterior. Politicamente incorreto e com uma personalidade cheia de nunces, ele não mede esforços e nem considerar o que é certo ou errado para atingir os seus objetivos.

Concluindo

Quanto aos fatos históricos, duas coisas foram omitidas, primeiro que o próprio White deixou instruções para que, se eles tivessem de deixar o lugar, escrevem em uma palavra para onde iriam.Se houvesse algum perigo deveriam escrever uma cruz junto com a palavra. Como não havia cruz com a palavra Croatoan, então partiram sem perigo nenhum.

Segundo, eles já tinham decidido que o lugar mais seguro seriam com a ilha Croatoan, onde vivia tribo de Manteo, índio que se tornou amigos deles e que talvez estivesse diposto a ajudá-los.

Atualmente, há um projeto chamado de “Projeto DNA da Colônia Perdida” que vai tentar encontrar traços europeus nos índios de Roanoke.

E quanto aos índios Croatoan, possivelmente eles já tivessem genes do homem branco, pois uma lenda diz que eles seriam descendentes de marujos croatas que naufragaram no Cabo Hatteras em 1498. Muitos estudos apontam que eles tem palavra em sua língua muito semelhantes à língua dos croatas. Como se vê, o mistério é ainda maior do que se pensa.

Então a estória de algum demônio índigena ou força sobrenatural é apenas uma versão romântica da coisa. Lendas para tornar a coisa ainda mais extraordinária. Apesar de ser ficção, não deixa de fascinar muitos norte-americanos e pessoas ao redor do mundo. Talvez a imagem que muitos ainda tenham na imaginação, seja a desses colonos, sumindo pouco a pouco nas brumas. Seja para a salvação. Seja para uma alguma outra dimensão sombria.

Notas:

Croatoan também é o nome do álbum de 2005 do grupo Starkweather.

Site interessante

http://www.swans.com/library/art7/mgc044.html

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