Lendas e Contos

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Lendas do Santuário das Angústias

Outubro 15, 2009 · Deixe um comentário

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Na Espanha, em uma cidade chamada Cuenca, havia um moço tão bonito que nenhuma moçoila da cidade resistia a seus encantos. Ele era filho do ouvidor da cidade. Era um moço de bom coração, mas ao mesmo tempo era um farrista, mentiroso e que causava alguns pequenos incidentes na cidade.

Os pais e outros lhe perdoavam imaginando que um dia criaria juízo. Ele nem pensava em se aquieta e continuava caçando as moças da cidade sem sentir um mínimo de sentimento por elas.

Mas todo mundo tem seu dia de caça, e umdia, uma lindíssima jovem chamada Diana chegou de mudança à cidade. Todos ficaram enfeitiçados pela sua beleza, até as mulheres olhavam para trás quando ela passava de tão linda que era. Os homens então corriam para encontrar com ela par dar ao mesnos um bom dia, que ela retribuia com uma leve inclinação e sorriso.

Um dia o nosso moço sedutor resolveu se apresentar a ela. Ela claro, o achou lindo e se apresentou como Diana. Depois desse dia, ele ficou mais e mais apaixonado e obcecado por ela. Passaram a se encontrar, mas ela vendo suas intenções,  não deixava que ele ultrapassasse certo ponto na relação.

Ele nçao conseguia mais se conter. A queria para si como nunca desejou ninguém.  De repente, na véspera de todos os santos, dia 1 de novembro, ela manda uma carta para ele, dizendo para encontrar com ele no Dia de Todos os Santos, no local chamado “portal das Angústias”". Ela seria dele no Dia dos Mortos.

Ele ficou totalmente transtornado de paixão. Botou as melhores roupas e perfumes e mal se conteve até o dia combinado. Só que caiu uma tremenda tempestade nessa noite,mas isso não o impediria de ir até ela.

Ela estava lá, ainda mais linda. Eles se abraçaram e beijaram e no auge da paixão ele levantou o seu vestido. Caíam raios e trovões, mas eles não ligava. De repente, quando os raios iluminaram as pernas dela, ele viu que eram peludas e ela tinha pés e cascos de bode.

Horrorizado ele fugiu e podia se ouvir as risadas da besta ecoando na solidão do local.  Ele fugiu, mas o diabo lançava raios sobre ele. Em desespero ele agarrou a antiga cruz que havia no santuário ao mesmo tempo em que o demônio se lançou sobre ele. De súbito, tudo ficou silencioso, e ele viu que havia ficado ferido de raspão e que havia ficado uma marca na cruz de pedra.

Os monges vieram ver o que estava acontecendo e o levaram para a igreja. De lá, ele nunca mais saiu e viveu uma vida de recolhimento e oração.

Dizem que as pessoas da cidade, sabendo do causo, foram até a casa dos pais de Diana, mas só encontraram três bodes mortos. A casa foi queimada.

E assim terminou a vida de conquistador do mais belo moço que já pisou na cidade de Cuenca.

Nota:

O santuário antigo data de XIV, mas a atual igreja foi construída no século XVIII.

Fontes:

http://www.cofradiaangustiascuenca.es/Historia.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cuenca_%28Espanha%29

http://tejiendoelmundo.wordpress.com/2009/10/02/la-leyenda-de-la-cruz-del-diablo-en-cuenca/#more-8369

http://lanaveva.wordpress.com/2009/04/19/paseo-en-cuenca-puerta-san-juan-a-plaza-de-las-angustias-y-la-leyenda-del-diablo/

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As bruxas de Zugarramurdi

Outubro 13, 2009 · Deixe um comentário

A Inquisição é cheia de estórias a respeito de pessoas que foram perseguidas por um ou outro motivo, como suas crenças religiosas. Em determinada região do nordeste da Espanha, em  Navarra, há uma cidade chamada Zugarramurdi, que guarda uma dessa estórias.800px-Zugarramurdi_cueva

Essa típica cidade medieval foi palco do assassianto de quarenta mulheres no ano de 1610. Dizia-se que essas mulheres praticacam a bruxaria na famosa caverna de mesmo nome, Zugarramurdi. Todas foram queimadas na fogueira, Na verdade, tratavam-se de mulheres que conheciam o uso das ervas para a cura dos mais diversos males e doenças.

O começo da perseguição se deu com a mudança de  Maria Ximilegui para a cidade. Recém chegada ao local, ela começou a frequentar as reuniões, mas algum tempo depois começou a contar o que se passava lá pra as autoridades locais. Ou como se acredita, que inventava estórias para incriminar quem se reunia na caverna.

A caverna também é chamada de Cueva de los Aquelarres, porque segundo os locais, lá habitava um grande bode que se transformava em pessoa durante essa reuniões.

Na verdade, essas perseguições religiosas seria motivadas por rixas entre as mulheres desse local e de outra cidade. Além disso, a mulher naquela época, deveria ser submissa a tudo e todos e essas que se atreviam a quebrar tabus e fazendo reuniões com certeza era vistas como uma ameaça à sociedade e uma maneira de expurgar e dar exemplo a outras, era considerar todas bruxas.

Hoje em dia, há o Museu das Bruxas, que funciona em um hospital próxima da caverna, onde se pode ouvir mais da estória do local.

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A Lenda da Princesa Sainte Enimie

Setembro 18, 2009 · Deixe um comentário

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Enimie era a filha do rei Dagoberto*, um merovíngio, e diziam quer era a donzela mais bela de todas. Ela era muito piedosa e desejou de todo coração se tornar freira. Infelizmente seu pai quis casá-la com um de seus muitos pretendentes, para formar uma aliança e ter vantagens daí como era comum na época. Ela se sentiu muito desgostosa e pediu a Deus que a ajudasse em suas orações. Por azar, ou sorte, ela foi contraiu hanseníase e claro, se cancelou o casamento.

Após algum tempo, talvez fruto de suas orações fervorosas, Enimie teve uma visão de uma fonte milagrosa que iria devolver-lhe a saúde. Ela reuniu um grupo de cavaleiros, e acompanhado de seu noivo e de seu pai, iniciou sua jornada. Após dias de viagem, eles encontraram ravina onde viram uma fonte jorrando da encosta e pararam para beber. Enimie bebeu e na mesma hora as chagas de sua doença começaram a se curar.

Curada, ela retornou para enfrentar o pai e noivo mas, logo que chegou à boca do desfiladeiro a doença retornou. Isso aconteceu não uma ou duas vezes, mas várias vezes, até que ficou claro para ela que Deus quis ela pra ficasse naquele lugar para viver uma vida de oração. Ela fundou uma abadia e viveu lá como abadessa até sua morte no ano de 628.

Em homenagem a ela, a aldeia passou a se chamar Sainte Enimie.

Fontes:

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sainte-Enimie-Gorges_du_Tarn-Frankreich.jpg

http://www.causses-cevennes.com/tourisme/information/Ste-Enimie2-UK.htm

http://en.sunfrance.com/discover/destinations/cities_towns_villages/the_most_beautiful_villages/sainte_enimie2

http://www.lozere-uk.com/ddl/presse/

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Glastonbury e o Dragão

Agosto 28, 2009 · Deixe um comentário

Zmey

As “linhas do campo” de Glastonbury, são linhas imaginárias de energia que atravessam o planeta. Diz-se que todo o planeta tem essas linhas, que são linhas ou rodovias de energia que atravessam o planeta e que são invisiveis a olho nu. Essas energias eletromagnéticas atravessam Glastonbury em três lugares: as ruínas do mosteiro de Abbey, entre o altar principal e tuba de Guinevere’s tomb. os jardins do poço de Chalice, e o Glastonbury Tor). As linhas são masculinas (Michael) e feminina (Mary) they merge together near the High Altar in the Abbey.

No Tor se encontram várias espirais, sendo que esas simbolizam a serpente ou dragão, criatura sagrada da velha religião. O dragão é a energia primária da terra e do céu – poder que deve ser usado com sabedoria e reverência.  If visualizarmos o morro como o dragão símbolo da “Mãe Original” o lugar seria palco de cerimoniais de renascimento e iniciação, onde os participantes se encontrariam cara a cara com a “Mãe”, entrando em seus subterrâneos escuros, e renascendo pelos seus poderes vitais.

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Quem assistiu ao filme de 1981, “Excalibur” viu que em uma das cenas, quando Arthur pergunta a Merlin onde está o dragão, ele responde “aqui, ali, em todo lugar”… Você não vê nenhum dragão no filme, mas percebe que ele está em todo o lugar, e é a força do poder de Merlin e ao mesmo tempo sua maldição, quando Morgana usa o poder do dragão para o aprisionar. E esse poder que dizem está multiplicado nesse lugar, já que as linhas do dragão se encontram três vezes em Glastonbury.

A paisagem do lugar já passou por várias mudanças, naturais e provocadas Challice Well by Daharjapelo homem, como  no tempo dos romanos. Mas até hoje prevalece um misto de terra seca com áreas inundadas, o que confere ao lugar um tom mágico, que acrescentado a lenda de ser um lugar cheio de energia, chama a atenção de muitos, turistas e hippies. É comum ver hippies cantarolando e fumando nos pontos de encontro energético, principalmente no alto do morro de Tor.

Há dois mil anos atrás, o mar alcançava o Tor (pedra, pilha, marco) de Glastonbury, formando uma pequena ilha ao redor da colina. Aos poucos, o mar virou um lago. Nessa época, o Tor deveria parecer um ilha de qualquer ponto que se olhasse, por isso o nome céltico para Glastonbury é Ynys-witrin, a Ilha de Vidro.

Glastonbury_Abbey_03A Ilha de Avalon, muitas vezes identificada como Glastonbury, se origina de uma lenda céltica do sem semi-deus Avalloc or Avallach, governador do submundo. No folclore celta, Avalon era uma ilha encantada e era o ponto de encontro para os mortos e onde eles passavam para um outro nível de existência. O Tor era considerado o lar de Gwyn ap Nudd, Senhor do Submundo, e o lugar onde viviam as fadas.

Um dos maiores mistérios são os setes níveis ou terraçosque circulam a colina. Não se sabe se foram feitos pelo homem ou com que propósito, mas foram datados do tempo Neolítico. Alguns acreditam que era um labirinto ritual e que seu formato corresponde a um diagrama mágico.

A lenda mais antiga sobre o Tor de Glastonbury é um estória do século treze sobre São Patrick (387-460), que  narra que ele se tornou um líder de ermitões depois que ele voltou da Irlanda e descobriu um antigo oratório depois de escalar uma densa floresta. Diz a lenda que o oratório foi construído por José de Arimatéia quando ele chegou lá depois da crucifixão de Cristo.

Outra lenda citada por  Llancarfan, em Vida de São Gildas, e escrita por volta de 1130, diz que o santo interveio entre o rei Artur e o rei Melwas da “Terra do Verão”, quando este rei raptou Guinevere, ferindo Sir Keu (Cei) no processo e a aprisionando em sua fortaleza em Glastonbury. Arthur foi buscá-la e o santo convenceu Melwas a soltá-la, promovendo a paz entre todos. A estória também pode ser lida no poema gal~es conhecido como O Diálogo de Melwas e Gwenhwyfar (Guinivere), o manuscrito data do século 16.

São dezenas de lendas relacionadas ao lugar, que o torna , como já citado, atraente para turistas, hippies e além disso local de peregrinação. No verão, os católicas fazem o percurso até as ruínas do mosteiro de Glastonbury, começando pelo Tor. Além disso há um festival de música e artes, que inclui até a aparição de um dragão.

Sendo um lugar de magia e governado pelo dragão da terra, ele não poderia deixar de aparecer…

www.dragoncircle.co.uk/page3.html

http://www.sacred-destinations.com/england/glastonbury-tor

http://www.bbc.co.uk/somerset/content/articles/2005/09/14/earth_energies_in_glastonbury_feature.shtml

http://www.celtnet.org.uk/gods_m/melwas.html

http://www.gothicimage.co.uk/books/makerofmyths1.html

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O Demônio Também Chora

Agosto 20, 2009 · Deixe um comentário

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Na série “Devil May Cry” nós acompanhamos a estória de Dante, meio-homem, meio-demônio.  Sua herança demoníaca é ao mesmo tempo uma vantagem e uma maldição. Ele é um híbrido, fruto de um casamento entre o demônio Sparda e a humana Eva.  Ele é dotado de poderes extraordinários que só aumentam quando ele “encarna” o lado demoníaco que tem dentro de si.

Mas o tema de híbridos não é novidade no campo das lendas, é só lembrar dos nefilins, fruto de casamentos entre anjos caídos e humanas. “E os filhos de Deus vendo que as filhas dos  homens eram belas, tomaram para si esposas entre as que mais lhe agradaram” (Gênesis 16: 1-4)… Muitos interpretam que esse versículo fala dos anjos que se casaram com mulheres e daí geraram nefilins. Se eles eram “caídos” então eram demônios que geraram os primeiros híbridos dessa “raça”.

Então a estória desse tipo de cruzamento não é novidade e foi aproveitada como mote para o game… No Tv Tropes, se tem uma interminável lista dessas hibridizações e muitas outras! Até mesmo de humanos com dragões…Quem passeia pela cultura japonesa sabe que as games e animes estão cheios desse tipo de criatura.  A aproximação entre humanos e outros entes é muito comum na cultura japonesa. A raposa (kitsune) está sempre circulando entre humanos e casando-se com eles.

Como é explicado no Tv Tropes, parece que ser um ser meio-algo com alguma coisa dá muitos poderes para a descendência, mesmo que os filhos se queixem de sua má sorte de um ter um pai ou mãe sobrenatural. E em toda a literatura que tive acesso parece que é muitos mais comum a mãe ser uma humana e o pai, um ser sobrenatural. Já é muito difícil que o pai seja um humano e mãe uma entidade qualquer.

Uma exceção é a lenda de Lilith, no livro Tree of Souls: the mythology of Judaism, se explica a lenda de Lilith e como ela seduz homens e dá nascimento a seres meio humano e meio demônio. Essas “crianças” escolhem um lugar da casa para morar, como um guarda-roupa e lá ficam até a morte do pai, quando eles seguem o cortejo fúnebre. Inclusive, diz-se que é preciso despistar as híbridos para que eles não o sigam até o cemitério.

Dante em sua forma demoníaca

Outra personagem lendário, Merlin, também era apontada como filho de uma freira com um íncubus... Segundo a tradição, sendo gerado por uma serva de Deus e por um demônio, ele possuia sabedoria e poderes sem iguais, vindos de duas forças opostas,  Deus e o diabo. Diz-se que para impedir que a bebê manifeste seu lado demoníaco, é necessário banhá-lo em água benta assim que nascer. Provavelmente foi o que fizeram com Merlin, para que ele continuasse poderoso, sem se transformar em demônio.

No caso de Dante, ele precisa se transformar em demônio, para ganhar mais poder ainda.  Mas ele mantém o seu lado humano, o que pode ser encarado tanto como fraqueza como virtude. Interessante notar que tanto em lendas, como em games ou filmes, geralmente o híbrido sempre está tentanto matar o seu lado não-humano ou caçando seus parentes não-humanos, como D, de Vampire Hunter D.

D, segundo o primeiro anime da série, datado de 1985, dá a entender que ele seria o próprio Drácula, porque no confronto final, o vampiro olha para um quadro muito antigo e percebe que D é muito mais velho do que ele, insinuando-se que talvez D seja Drácula. Já no segundo filme, a “mão falante” diz bem claramente que ele seria fruto de um relacionamento entre uma humana e um vampiro.

Parece que os híbridos tentam se agarrar a sua parte humana, assim como o personagem Hellboy, fruto de uma união com uma bruxa e um princípe infernal. Ele é outro híbrido que também caça os seus parentes do inferno e tenta desesperadamente não deixar que a sua parte negra o arraste para o outro lado (se bem que Dante é totalmente cínico e não fica tão desesperado assim quando o seu lado infernal vem à tona).

Assim como Dante e outros, o seu lado humano sempre vence, mesmo que o poder herdado de seu pai os faça sobrehumanos, é o seu lado materno que lhes confere a humanidade e o coração, que os liga ao resto dos seres humanos.

Tanto é assim que em Devil May Cry 2, já no final do game, Dante chora pelo seu irmão Virgil, que ficou preso no inferno… Ao ver isso, Mary (Lady), pegunta se ele está chorando. Ele afirma que não, é a chuva. Ela conclui, que “até mesmo o diabo pode chorar…”

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Murgen – Uma Santa Sereia?

Setembro 11, 2008 · Deixe um comentário

Mesmo antes dos marinheiros se lançarem às águas do mar, as sereias fazem parte do imaginário coletivo. Elas podem ser tanto seres encantadores como demônios.

Colombo afirmou que viu três sereias em sua primeira viagem para as Américas. Em 4 de janeiro de 1493, o capitão diz ter observado no mar formas femininas encantadoras e registrou no seu diário. Provavelmente eram golfinhos ou manatis, afinal um dos livros favoritos era o “Imago Mundi” do Cardeal Pieere D´Ailly onde eram descritos o mundo desconhecido como cheio de amazonas, selvagens com cara de cachorro, pigmeus e gigantes. Nessa época haviam muitos relatos fantásticos sobre os lugares do mundo que os europeus ainda não haviam chegado.

Como os marinheiros passavam muito tempo no mar, não era difícil povoar a imaginação com seres fantásticos provindos de sua solidão, cansaço e das estórias ouvidas no porto. Mas não devemos esquecer de que não há somentes estórias de marinheiros a respeito de sereias.

Para o dramaturgo espanhol Tirso de Molina, as sereias (sirens) são ‘metade mulher, metade peixe”. Em seus dicionário clássico, Lempriere as chama de ninfas,; para Quicherat’s, eles são monstros, e para Grimal’s, demônios.

Aqui chegamos na lenda da sereia Murgen, que foi capturada no norte do País de Gales e, em certos calendários antigos é referida com o nome de Santa Murgen. Essa lenda é uma das mais bizarras dentro do catolicismo, mais ainda que aquela à respeito da cabeça de cachorro de São Cristóvão. Ela é mencionada nos Anais do Reino da Irlanda, do século dezessete, como Santa Murgen de Inver Ollarba. Antes de mais nada é preciso esclarecer que na verdade ela não é reconhecido como santa pela igreja Católica.

Alguns estudiosos afirma que há uma confusão com relação ao termo, que foi levado muito literalmente com o passar do tempo, na verdade os termos mer-man and mer-woman se refeririam aos homens e mulheres que viveriam em lugares muito isolados como a Ilha de Iona, Caldey, ou Skellig. Talvez a mencionada Murgen tenha sido uma ermitão vivendo numa dessas ilhas e que acabou “virando uma sereia” como modo da população ou dos abades locais chamar a atenção para si e acabar ganhando uns fiéis no processo.

Murgen começou a vida como uma garota chamada Liban. Ela parece ter tido a mistura de humano com Daoine Sidhe. Um dia ela estava perto de mar e acabou sendo arrastada para uma caverna, junto com seu cachorro. Ela pediu a uma deusa que a ajudasse, transformando-a em peixe para sair de lá nadando. Ela foi atendida, só que a deusa transformou só metade dela em salmão e o cachorrinho virou uma lontra.

Segundo outra lenda, em 390 ou 558, um navio que iria para Roma a tirou do mar. O clérigo Beoc, estava a bordo, e ela implorou a ela para deixa-la em Inver Ollarba. Após alguma disputa, ela acabou indo para a paróquia de Beoc e dada a ela duas escolhas: ou ela seria batizada, morreria e iria direito para o Céu ou viveria mais trezentos anos como sereia e depois iria para o Céu. Ela escolheu a primeiro opção e a ela foi dado o nome de Murgen (nascida do mar). Dizem que a igreja de Beoc ainda é um lugar de muitos milagres.

E apesar de meus esforços, não consegui localizar nenhuma referência na internet a respeito dessa igreja, digo fotos ou um link que comprovasse que a igreja existe realmente. De acordo com os textos, só sei que fica na Irlanda.

http://forums.catholic.com/showthread.php?t=24304

http://members.cox.net/mermaid31/merhist.htm

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