Lendas e Contos

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A Colônia Perdida de Raleigh

Novembro 10, 2009 · Deixe um comentário

RoanokeIsland

Mostra a área da ilha de Roanoke, incluindo Croatan, Roanoke e a enseada de Pamlico

  • A postagem é parte traduzida e resumida do livro “A Colônia Perdida de Sir. Walter Raleigh” que aos poucos pretendo colocar no site. Todas as partes anteriores até esta correspondem ao capítulo I, páginas 5 a 12 do livro. Seguindo com a estória…

A partir da história do governador White, é evidente que Croatan estava situada a sul da Ilha de Roanoke e ao longo da costa, porque os veleiros aportavam lá vindo do mar aberto.

É provável que a ilha mencionada esteja dentro do Condado de Carteret no presente.  Ela é vista nos mapas mais antigos, datados de 1666. Em um mapa publicado pelo ordem dos Lordes Proprietários em 1671, a península dentro do condado de  Dare é chamado Croatan.  O nome da ilha ocupada
pela tribo amiga era Croatoan, enquanto outras localidades ao redor são
chamado Croatan.

A diferença entre os dois nomes que não podemos explicar, possivelmente só a forma de pronunciar é diferente.  Devemos lembrar que os ingleses deram esse nome à tribo, que provavelmente era de origem cherokee .

Mas nada confirma que eles viviam no local, aparantemente qualquer tribo ficava lá para caçar e pescar. A palavra escrita no tronco, deu a entender a White que eles tinham se dirigido para lá. Como ele disse:  “Manteo nasceu lá e os selvagens(1) da ilha são nossos amigos.”

Segundo o mapa Scrocter de localidades da Carolina do Norte, a distância de Ilha de Roanoke para Croatan é de cerca de sessenta e cinco milhas em uma linha direta a partir da enseada de Pamlico.

Para se chegar Croatan por mar a distância era grande e os navios tinham de passar pelo cabo Hatteras, perigoso para a navegação.  Esta ilha era chamada de “Ilha do Meu Senhor Almirante”, por Mestre Ralf Lane, em sua carta a M. Hakluyt.

Havia um entedimento entre White e os colonos de que a ilha de Croatan estava a cinquenta milhas de Roanoke, se esse entendimento era verdade, então os colonos estavam se preparando mover-se em território hostil, para a região a oeste de Roanoke, povoada de tribos inimigas.

Mas para que os índios iriam levar os colonos dentro de território hostil se esse lugar não era sua aldeia apenas uma estação de caça e pesca?

Na verdade, o fato deles dizerem “cinquenta milhas daqui” demonstra que sim, havia um lugar onde eles deveriam ficar com mais frequência. Esse ponto fica na região do chamada de Secotan, entre os rios Keuse e  Pamlico e que era ocupada por uma tribo chamada Mandoags ou Doegs(1), como veremos.

Notas:

(1) Selvagens, era apra a época a maneira mais comum para se referir às tribos. Mesmo mencionando uma tribo amiga, White usa o termo.

(2) Também chamados de 06637210000171, Dogues, Taux, Dogi, Tacci. Eles podem ser um ramo da tribo Nanticoke.

O Capitão John Smith visitou o rio Potomac em 1608, e indicou que eles viviam naquela área, acima de um racho de nome Aquia, sua capital era Tauxenent, localizada na  “Doggs Island” (também conhecida como Miompse ou May-Umps, agora Mason Neck, Virginia), onde eles viviam da pesca e da plantação de milho. Outras vilas ficavam em Pamacocack (depois anglicizado para “Quantico”), perto do rio Quantico, Yosococomico (agora rio Powell) e Niopsco (rio Neabsco).

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Maoris na Primeira Grande Guerra

Outubro 30, 2009 · Deixe um comentário

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Inscrições feitas por maoris em uma trincheira de Gallipoli, Turquia. Foto por Bean, Charles Edwin Woodrow, em 25 July 1915

Quando procurava por uma determinada foto no site do Memorial de Guerra Australiano, encontrei essa estranha foto. Insrições maoris em um barranco? A foto foi tirada em Gallipoli, um lugar da Turquia que descobri que existia através do filme de mesmo nome, estrelado por Mel Gibson. Então, resolvi fazer esse post, meio fora do assunto principal.

Apesar de muitos maoris se oporem ao Império Britânico, alguns se juntaram ao batalhões que foram para os campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. A política imperial se opunha a ida dos voluntários maoris, eles não queriam nativos entre os homens brancos. Mas enfim, as baixas começaram a ser grandes e eles foram obrigados a ceder.

Um contingente nativo deixou a Nova Zelândia em 1915. Eles combateram em Gallipoli antes de serem mandados para o front ocidental.

No final da guerra, 2227 maoris e 458 nativos do Pacífico tinham servido no Maori Pioneer Battalion (Batalhão dos Pioneiros Maoris). Destes, 336 morreram em combate e 734 foram feridos. Os maoris atuaram em outros batalhões.

Os maoris fazem gravuras em madeira para representar seus ancestrais e deuses. Talvez a figura no barranco seja a de um deus guardião, ou um deus da guerra. O simbolismo de suas gravuras é muito complexo e interessenta. Pretendo voltar a falar sobre ele em um outro tópico.

Mas o que realmente me atraiu na figura foi como ela parece fantasmagórica, evocando um passado distante. Quem seriam aqueles maori que evocaram seu deus ou antepassado num momento tão crítico quanto esse?

Jamais saberemos, mas suas almas estão gravadas nessa foto.

Fontes:

http://www.nzhistory.net.nz/war/maori-in-first-world-war/introduction

http://christchurchcitylibraries.com/Heritage/WarsAndConflicts/WorldWar1/MaoriAndPacificIslander/

http://www.woodcarving.co.nz/maori-wood-carving

Sobre Gallipoli:

http://en.wikipedia.org/wiki/Gallipoli_%281981%29

http://en.wikipedia.org/wiki/Gallipoli

http://en.wikipedia.org/wiki/Gallipoli_Campaign

http://www.anzacsite.gov.au/

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Como a zebra ficou listrada

Outubro 16, 2009 · Deixe um comentário

Como a Zebra Ficou Listrada

Uma Lenda dos Bushmen do Kalahari

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http://commons.wikimedia.org/wiki/User:Pro2

Há muito tempo atras havia um Babuíno arrogante que se autodenominava “O Senhor das Águas”. Ela vigiava uma das únicas fontes que  não secava durante a seca, um pequeno poço na verdade. Ele impedia que os outros animais bebessem lá.

Mas um dia a Zebra e seu filho foram atá a fonre. O tempo estava seco e quente demais, e não havia água em canto nenhum. Eles já iam beber quando uma voz gritou: “Caiam fora! Eu sou o Senhor das Águas e esse é o meu poço!”. As zebras olharam, pararam, e viram o Babuíno zangado sentado ao lado do fogo.

800px-Baboon_buttocks

Foto: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Baboon_buttocks.jpg

“As águas pertencem a todos, não apenas a você, cara de macaco!”, gritou a jovam Zebra. “Então você deve lutar comigo pela água se quiser beber” desafiou, e atacou. Os dois lutaram pelo que parecia ser uma eternidade até que um coice selvagem da jovem Zebra arremesou o Babuíno através do ar até que ele caiu de traseiro sentado entre as rochas. Até o dia de hoje, o Babuíno tem um inchaço vermelho nesse lugar.

A Zebra estancou e caiu sobre a fogueira, chamuscando seu pelo branco e deixando listras negros nela. As Zebras assustadas correram de volta para as planícies onde elas permanecen até hoje.

O arrogante Babuíno e sua família ficaram morando entre as rochas e passam seus dias desafiando os intrusos, erguendo suas caudas o quanto podem para aliviar a a dor na parte pelada de pele onde eles aterrisaram.

Assim é essa a lenda de como a Zebra ficou listrada.

Notas:

Bushmen (povo da mata) – chamados de Bushmen, San, Sho, Basarwa, Kung, or Khwe. São caçadores e coletores do sudeste da África, cujo território inclui também parte da África do Sul.

Mais lendas africanas nesse site

Fonte:

http://www.colours-of-the-rainbow.com/african-legends.html

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A Origem da Procriação

Outubro 16, 2009 · Deixe um comentário

Há muito tempo atrás quando apenas os animais viviam sobre a Terra, um homem e uma mulher vieram dos céus. Ao mesmo tempo outro homem e outra mulher vieram dos subterrâneos. Nesse tempo o homem e a mulher não se desejavam. Eles comiam frutas e observavam os animais brincando com seus filhotes, mas não sabiam anda da procriação e do processo de nascimento. O Senhor dos Céus então enviou uma grande Píton* para viver no rio.800px-Liasis_mackloti_savuensis_2

A serpente Píton perguntou aos humanos, “Onde estão suas crianças, se todos os outros animais têm as suas?” Os humanos disseram que eles não tinham nenhuma. “Se vocês quiserem ter filhos, eu posso mostrar como” disse a Píton, e os conduziu para o rio.

Quando eles chegaram às margens do rio ele disse para o homem e a mulher ficaram olhando um para o outro. Ele foi para o rio, e assim que retornou, espalhou um punhado de água em suas barrigas, dizendo “Kuss, Kuss”. Essas palavras são ainda usadas nos rituais das tribos hoje em dia.

A Píton então disse ao homem e à mulher que voltassem para a casa e deitassem juntos. A mulher então concebeu e deu à luz crianças. As crianças que nasceram adotaram o espírito do rio onde a Píton vivia como o seu espírito tribal, e a Píton é considerada sagrada por essas tribos até hoje. Ninguém deve matar uma serpente Píton, pois isso trará uma maldição, e se uma Píton é achada já orta, eles devem cobrir o corpo com barro branco para santificá-lo e dar a ela o apropriado enterro.

Notas:

* o conto se refere a serpente como “he”, ele, então é uma serpente macho.

Fonte

http://www.colours-of-the-rainbow.com/african-legends.html

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Os Sete Gigantes dos Urais

Outubro 9, 2009 · Deixe um comentário

clipped from sovietrussia.co.uk
The giants of Man-Pupu-Nyor (????-????-???) during different times of the year
One solitary giant observes the others
View of the group of giants of Man-Pupu-Nyor
An excursionist by the solitary giant
Snowmobile by the solitary giant
blog it

Uma tribo do distrito de Khantia-Mansia, os Mansi tem uma lenda muito interessante para explicar a formação de Man-Pupu-Nyor ou “pequena montanha dos deuses”. Dizem que as sete formações são o resultado de uma luta entre seis gigantes e filho do líder da tribo.

Tudo começou quando o gigante Torev, que andava caçando com seus irmãos nos arredores da montanha Hariz, ficou sabendo da beleza da filha do chefe da tribo dos Mansi e desejou-a para si.

Kuuschay era o seu líder e ele tinha um filho e uma filha. Os homens dessa tribo eram conhecidos por serem ótimos caçadores e corredores e os espíritos da montanha Yalping. Nyeri os protegiam porque ele era um chefe muito justo e sábio.

Aproveitando-se que Pygrychum, o filho do chefe estava ausente caçando com seus guerreiros Torev foi até lá exigir que a bela jovem fosse lhe dada em casamento. Claro seu pai recusou, e os gigantes resolveram atacar para raptá-la.

O velho chefe desesperado suplicou aos deuses que os ajudassem, pois as muralhas da cidade estavam para cair diante da força dos gigantes. Em resposta um nevoeiro espesso cobriu toda a cidade no mesmo momento em que Torev a golpeou com sua maça. Pedacinhos da muralha se espalharam na planície por causa do vento forte que soprava.

Eles decidiram esperar até amanhacer para atacar, mas para azar deles o jovem Pygrychum,havia voltado com seus guerreiros e vinha portando um escudo e uma poderosa espada, que ao ser banhada pelo sol projetou um raio de fogo nos olhos de Torev. Ele enfurecido atacou junto com seus irmãos. De repente, os movimentos dos gigantes começaram a se tornar lentos e a luz se tornou uma cúpula que cobriu os gigantes e o próprio Pygrychum. Quando ela se dissipou os guerreiros viram que o jovem e os seis gigante haviam se tornando pilares de pedra.

E lá eles estão até hoje, como lembrança de uma estória de bravura e sacrifício.

Notas:

A formação geológica fica em em plateau de difícil acesso, recomendado que somente aventureiros mais experientes viagem até lá. Calcula-se que as formações demorar 200 milhões de anos para chegar a esse formato. Sua altura varia de 30 a 42 metros.

Espalhadas pela planícia se vêem milhares de pedrinhas, que segundo a lenda se originaram dos pedaços da muralha da cidade que foi atingida pelo tacape do gigante.

clipped from ru.wikipedia.org
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  blog it

Veja mais em:

http://tejiendoelmundo.wordpress.com/2009/10/07/man-pupu-nyor-la-colina-de-los-gigantes-de-piedra/

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A Lenda do Cervo Branco

Outubro 7, 2009 · Deixe um comentário

Virginia_dare_stampMuitas lendas surgiram devido ao desaparecimento da colônia inglesa de Roanoke. Livros, contos, quadros, séries, filmes falam sobre o assunto.

O livro de Sallie Southall Cotten, “O Cervo Branco: O Destino de Virgina Dare” é uma tentativa de explicar o destino da colônia e de Virgina Dare,a primeira criança de descendência inglesa nascida nas Américas.

Quanto à chegada de europeus à província de Terra Nova, no Canadá, há muito já se descobriu que os vikings foram os primeiros a chegar aqui, 500 anos antes de Colombo.  Graças às pesquisas de Helge Ingstad, descobriu-se as ruínas de L’Anse aux Meadows no Canadá, e segunda os contos nórdicos, uma mulher de nome Gudrun deu à luz um filho que seria o primeiro descendente de europeus nessa terra…

Mas voltando ao livro, ele narra como Virginia cresceu na tribo de Manteo, winona significa “primeira filha” em Sioux e ska, significa branca. Ela cresceu e se tornou uma linda mulher. Okisko um jovem chefe índio queria casar com ela, só que Chico um velho feiticeiro também queria a mesma coisa.

O velho tentou em vão convencê-la a se casar com ele. Rejeitado ele lançou um feitiço sobe ela e a transformou em um cervo branco.604px-Doe_1_(PSF)

Okisko estava decidido a reverter a maldição e pediu ajuda a um feiticeiro do bem chamado Wenokan. Okisko fez um flecha com uma concha de ostra e Wenokan a banhou em uma fonte mágica, transformando-a em uma pérola. Para quebrar o feitiço Okisko deveria acertar a flecha mágica no cervo branco e ela se tornaria novamente Winona-Ska.

Nesse meio tempo, o jovem Wanchese, filho daquele que foi à Inglaterra com Manteo, resolveu matar o cervo encantando para ter fama. Para matar esse animal especial seria necessário uma flecha de prata. Por coincidência o pai dele tinha ganhado uma da rainha Elizabeth I quando ele visitou a Inglaterra.

Um dia, Okisko viu o cervo branco próxima das ruínas de Fort Raleigh, na ilha de Roanoke. Mais que depressa ele apontou sua flecha de pérola para o animal. Infelizmente, Manteo também disparou sua flexha de prata no cervo.

As duas flechas acertaram o cervo ao mesmo tempo. A flecha de Okisko transformou-o em uma linda mulher novamente, só que a flecha de Manteo também acertou seu coração.  Okisko correu até ela, mas Virginia morreu em seus braços.

Desesperado ele corre até a fonte mágica e banha as duas flechas nas águas, implorando pela vida de Winona. Quando ele voltou para o local, não havia sinal nem de Virginia, nem de cervo. Mais tarde, o cervo branco reaparece olhando para ele com olhos lindos e tristes. Então ela corre para as matas.

Desde esse dia, até hoje muitas pessoas dizem que vêem um cervo branco fantasmagórico próximo da área onde a Colônia Perdida fez seu primeiro assentamento.

E essa foi uma das lendas sobre Virgina Doe, talvez o mistério nunca seja explicado, nem mesmo com o projeto de análise do DNA dos índios da área, mas talvez seja mais interessante imaginar o que teria sido feito de todos…

Fonte:

http://www.learnnc.org/lp/pages/1647

Notas:

Para os indígenas norte-americanos o branco tem um significado muito especial. Animais brancos são manifestações sagradas do Grande Espírito ou Criador (Wakan Tanka, Tankashilah). É um símbolo de pureza, vida, renovação, bondade e paz.

Palavra ska:

http://www.geocities.com/cheyenne_language/origin.htm

Cidade de Wanchese:

http://wapedia.mobi/en/Wanchese,_North_Carolina

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O Casulo da Mariposa

Setembro 23, 2009 · Deixe um comentário

Atlasmoth_keralaUm caçador de Queensland partiuem uma longa viagem, levando seu filho pequeno com ele. Foi difícil para o menino para acompanhar seu pai, e cada dia ele ficou mais magro e fraco. Depois vieram as chuvas. Eles caminharam sem parar, até que os rios subiram e a terra se tornou um grande pântano. O menino ficou doente. A única coisa que seu pai pôde fazer foi construir um abrigo rústico de casca e galhos de árvores para mantê-lo abrigado da chuva.  Seus suprimentos de comida tinha acabado há muito tempo, e o homem sabia que seu filho iria morrer se ele não conseguisse alimento rapidamente.

Ele enfiou o menino em um saco de dormir de pele de canguru e se embrenhou no meio do pântano em busca de caça. Não foi fácil se orientar nos terrenos alagados, mas depois de vários dias, ele encontrou um gambá e matou-o com sua lança. Ele correu de volta para o gunyah * que ele havia construído, com medo que ele pudesse encontrar seu filho morto de fome.

Ele chegou à clareira, que reconheceu pelos galhos quebrados de árvores e o montículo que aparecia acima da água, mas do gunyah e seu filho não havia nenhum sinal. Ele não conseguia entender o que tinha acontecido. Ele estava preparado tudo para encontrar o corpo do filho, mas a última coisa que ele imaginava era que ele, e gunyah que o abrigava, iria desaparecer como que por magia.

Ele se encostou numa árvore. Sua mão tateou uma ponta solta da casca e galhos no tronco.. Ele olhou para ela de braços cruzados e, em seguida, com uma súbita sensação de choque, viu que mais de perto, era uma réplica do gunyah que ele havia construído para abrigar seu filho. Dentro do casulo estava o corpo branco de um verme, e ele sabia que os espíritos tinham ficado com pena do menino e o salvaram da morte.

e grub of the case-moth always has a gunyah which it builds to protect it, and remind it of how, long ago, a father cared enough for his son to build a shelter for him while he sought for food. Desse dia em diante as larvas das mariposas sempre tem um casulo para e lembrá-las de como, há muito tempo, um pai se importou tanto com o seu filho que construiu um abrigo para ele, enquanto ele procurava por comida.

Notas:

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Sylar

Setembro 15, 2009 · Deixe um comentário

Uma da grande perguntas para quem assiste ao seriado Heroes, desde que vilão Sylar  (Zachary Quinto) fez sua aparição é: Ele é canibal? Ele come o cérebro de suas vítimas?

Sylar (o verdadeiro nome é Gabriel Gray). Um dia ele descobriu que poderia absorver a habilidades de outros “heroes” quando comia o cérebro destes… Apesar da se supor isso, nunca se viu uma cena em que ele “canibalizava” alguém. Porém quem assiste ao seriado vê que sempre que ele mata alguém a caixa craniana está aberta, mas parecendo que ele realmente praticou o canibalismo com a finalidade de se tornar mais poderoso.

sylar

Depois de algumas temporadas a personagem Mohinder concluiu que Sylar, ao examinar o cérebro das vítimas,  descobria a conexão do cérebro com o poder, assim absorvendo a habilidade das vítimas. O fato de ele ser um relojoeiro habilidoso é uma metáfora para a sua habilidade de absorção de poderes.

Mas essa idéia de comer partes humanas para sugar poder, coragem  e habilidade é nova?

Na verdade, além de usar a carne humana para matar a fome, em casos de extrema necessidade  há o canibalismo ritual, que pode ser praticado tanto pelo amor ao morto, como nos casos dos Wari no Brasil, como para adquirir o seu poder.

Nesse casos o consumo de partes humanas traria habilidades especiais a quem consome, como no caso dos “homens-leopardo” africanos. O culto ao leopardo é praticado desde  Egito Antigo, o leopardo era associado com o Deus Osíris e para muitos tribos africanas ele é um totem poderoso, que seria o guia dos mortos para outra vida.

Na África, o culto ao leopardo era praticado principalmente em Serra Leoa e Nigéria. Os membros do culto matavam suas vítimas com facas e garras de aço. Depois bebiam o sangue na frente dos outros membros. Eles acreditava que consumindo a carne e o sangue eles ganhariam superpoderes e poderiam eles mesmos se transformam em leopardos. Comer a carne de um inimigo era um meio de absorver a força vital ou o espírito deste, quanto mais corajoso mais valorizada a carne. No século 20 o culto ainda existia. Houveram várias matanças, durante a Primeira Guerra Mundial e em 1946 eles mataram 48 pessoas em um só ano.

Fora os casos citados, há várias culturas que acreditam que praticar canibalismo seria uma forma de adquirir poderes….

No caso do vilão mais amado de Heroes, talvez não seja uma verdade. Mas sabiamente os roteiristas insinuaram esse que é um dos maiores tabus da humanidade.

Notas:

Canibal:

O termo canibal deriva de Carib ou Caniba, uma tribo que supostamente praticava o canibalismo. Esse costume é muito antigo na estória humana, e tem sido encontrado entre várias pessoas na maior parte dos continentes.

O canibalismo é um assunto considerado tabu, mesmo entre os antropologistas. Quando os europeus colonizaram as Américas, eles diziam que o canibalismo era a expressão da selvageria dos povos que viviam aqui, e isso servia de justificativa para usar métodos violentos para subjugar esses povos. Por isso o papa Inocêncio IV tratou de dizer que era pecado e dizendo que todos aqueles que fossem canibais podiam ser escravizados…

Mas os próprios europeus praticavam um tipo de canibalismo. Haviam remédios feitos de sangue, que era usado para epilepsia e partes humanas (de criminosos executados) eram ingredientes para remédios contra artrite, dificuldade de reprodução e outras. Muito popular era improtar parte de múmias para a produção de medicamentos.

Canibalismo por escassez de comida:

O canibalismo pode acontecer por diversas razões, entre elas o homem pode atacar outro pela falta de outra presa. Isso aconteceu em várias ocasiões durante a estória.

Foi comprovado que durante a grande fome no Egito no ano 1064-1072 antes de Cristo. Os cruzados praticaram o canibalismo após o cerco de Ma’arrat al-Numan em 1098.

Na Europa, haviam relatos de casos de canibalismo no século 14, mas eles eram sempre desacreditados. Mas quem pode afirmar que não eram verdadeiros? O homem quando acossado pela fome, acaba por esquecer o que é socialmente aceitável e pode retornar ao canibalismo. Isso seria uma questão de sobrevivência. Por isso, a fome é sempre motivo para comer carne humana.

Nos tempos mais modernos, houveram dois casos famosos de naufrágio e prática canibal: s sobreviventes do navio francês Medusa em 1816 praticaram o canibalismo após quatro dias à deriva. Assim como os sobreviventes do balleiro Essex também concordaram com a prática.

Nos Estados Unidos, em 1870, Alfred Packer matou e comeu seus companheiros de viagem. Ele acabou sendo solto por falta de provas, mas muito tempo depois a evidência forense provou que ele realmente tinha cometidos os crimes.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foram citados muitos casos de canibalismo entre outros entre os russos e japoneses. Na União Soviética, devido ao isolamento provocado pela guerra, muitas aldeias ficaram sem abastecimento de comida. Houveram relatos de corpos de pessoas achados sem partes da carne. Também há o casos dos militares japoneses que executaram e comeram prisioneiros norte-americanos.

Um dos casos mais famosos é do time de rúgbi uruguaio, que após a queda do avião nos Andes foram obrigados a comer carne humana. Nesse caso, até o papa os perdoou.

Links:

http://en.wikipedia.org/wiki/Carib

http://exploration.vanderbilt.edu/news/news_cannibalism_pt2.htm

http://www.unexplainedstuff.com/Secret-Societies/The-Leopard-Men.html

http://www.warriors.egympie.com.au/cannibalism.html

http://www.experiencefestival.com/cannibalism_dictionary

http://en.wikipedia.org/wiki/Cannibalism

http://en.wikipedia.org/wiki/Sylar

http://www.zacharyquinto.com/

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A garotinha e o wendigo

Setembro 10, 2009 · Deixe um comentário

wendigo

figura: http://zweihander2.deviantart.com/

A Garotinha e o Wendigo

Um belo dia as chaleiras começaram a tremer e todos na tribo ficaram assustados. Eles correram por toda a vila para ver se alguém era forte o bastante para enfrentar o wendigo, mas não encontraram ninguém. No fim da vila encontraram uma velinha e sua neta e a velha disse: “Alguém está vindo e vamos todos morrer.” A garotinha perguntou se alguém poderia trazer para ela um par de varas de sumac* longas como o seu braço e descascadas. Eles arranjaram as varas e ela voltou para casa.

De repente ficou tão frio que eles puderam ouvir algo quebrando. De manhã, a garota disse para a avó colocar uma chaleira cheia de gordura no fogo. Foi ficando cada vez mais frio lá fora. Quando eles perceberam, viram um wendigo tão alto quanto uma árvore. À medida que ele caminhava as árvores quebravam e gelo se formava sobre o lago.

Ele caminhou direito pelo caminho de gelo formado no lago. A garota tinha dois cachorros. Ele tinha um. Então os cachorros mataram o cachorro do wendigo. Ela cresceu mais e mais. Ela pegou a vara, que se transformou em metal e nocauteou o wendigo. Então acertou ele com a outra vara e o matou. Ela bebeu a gordura e ficou menor e menor.A tribo cortou o wendigo em pedaços. Ele era todo de gelo, exceto no centro, onde havia apenas um homem. As pessoas ficaram felizes e deram à garotinha tudo que ela queria.

Conto de John Mink, coletado em Court Oreilles, 1941 por Joseph

Casagrande.

Nota:

* Sumac: Arbustos ou pequenas árvóres do gênero Rhus.

Fonte: Wisconsin Chippewa Myths & Tales: And Theur Relation to Chippewa Life

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Amytiville

Agosto 25, 2009 · Deixe um comentário

800px-Pequot_warimagem: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pequot_war.jpg

Em 1644, as relações entre os ingleses e os holandeses em Long Island, Nova Iorque, eram próximas, e um dos problemas dos problemas era que os dois grupos não conseguiam chegar a um acordo de como lidar com os índios Massapequa, o chefe deles afirmava que ele não tinha vendido a terra para eles, mas apenas “emprestado”… Os holandeses então mandaram John Underhill para resolver a questão. Ele tinha comandado o massacre de Mystic River, em 1637, durante a Guerra Pequot, onde morreram 400íindios, entre homens, mulheres e crianças.

Nessa nova ação, em 1953,  ele matou 120 índios e enterrou os corpos em uma fossa comum. O capitão Underhill e seus homens pegaram os ossos e jogaram nos pés de uma colina, e sentaram-se lá para comer sua refeição. Os ossos de 24 foram encontrados durante uma obra de um ferrovia em forte Neck Essa ferrovia passava justamente em cima do local onde estavam enterrados e lá a terra tinha uma coloração muito mais vermelha.

Coincidência ou não, os locais próximos são conhecidos como locais assombrados. Em Amytiville, em 1958, a família Herrmanns. A atividade sobrenatural ocorreu em com muitas testemunhas como um repórter de  Newsday repórter, um detetive, a família e outros. Coisas estranhas aconteciam como tampas de garrafa pulando no ar, coisas quebravam e voavam pela casa. A estória se espalhou rápido como haviam muitas testemunhas.

Em 1958, a família Herrmanns. A casa ficava em Seaford, Long Island, na Travessa . A atividade sobrenatural ocorreu em com uitas testemunhas como um repórter de  Newsday repórter, um detetive, a família e outros. Coisas estranhas aconteciam como tampas de garrafa pulando no ar, coisas quebravam e voavam pela casa. A estória se espalhou rápido como haviam muitas testemunhas.

Em outro endereço, 112 da Avenia Ocean, Butch DeFeo matou seus pais e cinco irmãos, em 14 de novembro de 1974, ele alegou que tinha sido possuído pelo espírito de um chefe índio. Os Lutzes, outra família que vivia ali, mudaram-se para lá em dezembro de 1975. Depois de 28 dias, eles fugiram depois de um mês, assustado com atividades paranormais como crucifixos virados de cabeça pra baixo. Além disso, acharam um quarto secreto no porão, que não estava na planta original e tinha um mau cheio insuportável.

Há quem diga que todas essas estórias foram inventadas, por um motivo ou por outro, quem sabe até para atrair turistas para a cidade. De qualquer forma, parece que muitos lugares onde ocorreram massacres ficam “malditos” ou pelo menos para muitos há uma energia estranha no lugar e talvez seja melhor não mexer com essa energia.

Fontes:

http://aslendasemitos.blogspot.com/2009/05/verdadeira-historia-sobre-terror-em.html

http://historicpelham.blogspot.com/2006/11/signature-of-captain-john-underhill.html

http://truelegends.info/amityville/poltergeist.htm

http://www.ghostvillage.com/legends/2005/legends36_04122005.shtml

http://www.historicpelham.com/

http://truelegends.info/amityville/indians.htm

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