Lendas e Contos

A Colônia Perdida de Sir Walter Raleigh

Junho 3, 2009 · Deixe um comentário

Nessas andanças pela internet esse livro encontrei no archive.org um livro muito bom sobre a estória da “colônia perdida” de Roanolke, mas conhecida por Croatoan, apesar de Croatoan não ser o nome do lugar mas apenas uma palavra escrita se referindo a um lugar.

Se você quiser ler o original a url é http://www.archive.org/details/sirwalterraleigh00mcmil

Croatoan? Mas que mistério é esse? A primeira vez que ouvi isso foi numa estória em quadrinhos de um escocês. Não me admira os escoceses, assim como os bretões em geral, tem fama de estar ligados a esse sobrenatural  bem intimamente… Por exemplo, estórias de fantasmas: parece que toda a população de fantasmas foi morar na Grã-Bretanha e não sobrou nenhum por resto do mundo…

Essa estória também é fantasmagórica: aonde foram parar 114 pessoas? Sir Walter voltou para resgatá-los e nada sobrou, além da palavra escrita na árvore. No quadrinhos, Sete Soldados da Vitória, eles se miscigenaram com um tipo de raça demoníaca e deram origem a uma vila de bruxos nos subterrâneos da terra.

Mas e a estória real? Foi isso que encontrei nesse livro de 1888, e pensei em compartilhar um pouquinho aqui. Pela curiosidade e pra me lembrar depois do que li. Mas vou logo dizendo que não se trat de estórias de fantasmas, mas uma interessante estória do destino da colônia.

Tudo começou em 1583, a Inglaterra de Elizabeth estava num período turbulento, ela tinha rejeitado a proposta de matrimônio do rei Felipe da Espanha e tinha sido favorável a Holanda, que estava em guerra com Espanha,f ornecendo armas e exércitos para que eles reconquistassem o território holandês.

Enquanto a Inglaterra se preparava para a eminente guerra, a rainha deu a Sir Walter uma carta em que tornava ele dono de territórios na América do Norte, isso tudo por ele ser um militar altamente qualificado.  Durante as preparações para o conflito, ele organizou uma expedição para a América, que foi comandada por Philipe Amadas and Arthur Barlowe. Lá eles aportaram e tomaram posse de várias áreas, inclusive a ilha de Roanoke. Eles voltaram para a Inglaterra com os nativos Manteo e Wanchese, a intenção deveria ser impressionar eles com a grandiosidade da Inglaterra, além claro de estabelecer relações amigáveis e conseguir ajudar para colonizar as terras.

Eles retornaram noutra expedição. Manteo se tornou Lord de Roanoke e Dasanguepeuk. Já Wanchese  se tornou um ferrenho inimigo dos ingleses. Hoje em dia existe uma cidadezinha com o nome dele dentro do condado de Dare (por sinal Dare é o sobrenome da primeira criança “inglesa” nascida no território americano).

A segunda expedição foi em 1585, sob o comando de Sir Richard Grenville. Ele voltou com seis veleiros e chegou em Roanoke no mês de julho de 1585. Levou uns quatro meses para chegar, se ele saiu em 9 de abril. As viagens era realmente demoradas… Ao retornar em agosto, ele deixou uma colônia na ilhade Roanoke, sob o comando de Ralf Lane.

O problema é que apesar de ter feito muitas descobertas, os colonos se sentiram abandonados e embarcaram de volta para a Inglaterra com Frances Drake, que tinha dado uma parada ali e estava retornando para a Grã Bretanha e deu uma carona a eles.  Com isso, não ficou nenhum inglês nas terras americanas.

Depois de um mês que os colonos partiram, chega Richard Grenville com suprimentos e não encontrando ninguém, deixou por lá quinze homens. Eles nunca mais foram vistos.

Mas Raleigh não desistiu e mando John White para lá,  junto com outros colonos, eles tinham o encargo de comandar e assistir na fundação da cidade de Raleigh, que deveria ser fundada na baía de Chesapeak.

Mas os comandantes do navio estavam mais preocupados em ir para as Índias ocidentais e ir até a baía custava tempo, então “convenceram” o governador a ficar na Ilha de Roanoke.

De acordo com seus relatórios, eles batizaram Manteo, que dali em diante se tornou senhor de Dasamonguepeuk, pelos seus inestimáveis serviços. Ao mesmo tempo nascida a neta do governador nasceu, filha de Eleanor e Ananias Dare. Foi batizada como Virgínia, por ser a primeira criança a nascer no territória da Virgínia.

Mas aconteceu que em 21 de agosto daquele ano,  1585, um violenta tempestade que destruiu um dos veleiros. Os colonos pediram que ele voltasse para pedir suprimentos e interceder por eles.

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