Lendas e Contos

Bem vindo ao lar irmão

Novembro 5, 2009 · Deixe um comentário

Quão díficil é esperar por alguém? Será que o corpo precisa ser enterrado para que a alma descanse?

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Um avião do tipo B-24 Liberator

Era dia 1 de setembro de 1944, e o bombadeiro Liberator B-24 J, o “Babes in Arms”(1), estava numa de suas missões para atingir alvos japoneses no arquipélago de Palau, Oceano Pacífico.

Um de seus tripulantes era o sargento Robert Stinson, de 24 anos, um dos seis filhos de Vella Stinson. Ele tinha se juntando à Aeronáutica mal terminou o segundo grau e já havia sido condecorado várias vezes, sendo quase um vetereno de guerra àquela altura. Mas o destino está traçado e desta vez eles foram atingidos. O B-24 com 11 pessoas a bordo caiue dos seus tripulantes, oito morreram e três conseguiram saltar a tempo, um deles sem pára-quedas.

A partir daí, pacientemente, por duas vezes ao mês sua mãe escreveu a governo. Esperava por notícias. Esperava que ele fosse encontrado.  Porém a resposta era sempre negativa.  Foram-se então 65 anos. Nesse meio tempo, ela morreu, e nunca soube o que mais queria.

Seus irmãos não conseguiam descansar. Uma esperança vã dizia que talvez ele fosse um desses três que pularam do avião e que estivesse vivo por aí. Mas dizem que os três sobreviventes foram capturados pelos japoneses e executados.

Em 1994, um grupo de aventureiros e mergulhadores, chamado BentProp,  iniciou sua própria busca nas águas de Koror, a maior ilha de Palau. Todos os anos por um mês inteiro eles fazem buscas nessa área, procurando por 200 aviões desaparecidos durante a Segunda Guerra. Os restos estão espalhados por 300 pequenas ilhas.

Eles se reuniram com veterenos do esquadrão de Stinson que disseram o local onde viram o avião cair. Eles procurarm por seis anos até que em 2000 eles acharam fotos antiga feita por um tripulante de outra aeronave, momentos antes do avião dele cair. Afinal para que as fotos se somente se fotografam os locais que seriam bombardeados? Eles pensaram que alguém queria tentar registrar onde o aeroplano tinha caído.

Graças a essas fotos, eles restringiram as buscas a oito milhas de onde eles estiveram procurando. Aí a sorte veio na figura de um velho pescador que, quinze anos anos, tinha visto restos de um avião naquela área. O grupo fio para lá e logo descobriu um motor do  B-24 a 9 metros e então o avião quebrado em dois pedaços.

Dentro do avião, sepultado no mar por todos esses anos estava restos de um óculos, uma corda de pára-quedas, um sapato, uma identificação de um cachorro, um cadarço e vários pequenos fragmentos de ossos, entre outras dezenas de itens.

Amostras de DNA de Edward e Richard Stinson foram tiradas em 2006 e se confirmaou que dois pedaços de ossos da perna pertenciam ao irmão deles. Outros quatro membros foram identificados. Três ficaram sem identificação e serão enterrados juntos no cemitério de Arlington.  Stinson será enterrado no Cemitério Nacional de Riverside, no dia 30 de outubro.

Nas palavras de Richard: “Finalmente isso vai terminar. Nós nunca esperamospor isso. Nós sabíamos que três tinham saltado e… Você sempre tem a esperança de que ele foi um deles e sobreviveu”.

As memórias do irmão vêm, coisas que foram ditas sobre ele, que gostava de jogar pôquer, que era brincalhão. Parece que para que ele tivesse paz, ele precisaria ser resgatado de onde estava, para que seus restos fossem enterrados, como se de alguma forma sua alma estivesse pairando em algum lugar e não pudesse repousar.

Essa estória é ao mesmo tempo estranha e comovente. Talvez na verdade fossem os vivos que não estivessem em paz.(2)

Agora Richard sabe que seu irmão estava sozinho no fundo do oceano, mas agora ele vai descansar em paz. “Ele não esteve só nessas duas, três semanas. Ele emergiu.”

“Bem vindo ao lar, irmão”

Notas:

(1)

O avião era o 42-73453 do  Grupo Bombardeiro 307, Esquadrão 424.

O piloto era Jack Arnett e os outros tripulantes: William B. Simpson, Frank J. Arhar, Arthur J.  Schumaker, Robert J.  Stinson, Jimmie  Doyle, Charles T. Goulding, John Moore, Leland J. Price, Earl E. Yoh, Alexander R. Vick

(2)

Muitas culturas acreditam que é necessário um enterro e ritos funerários.  É uma maneira de demonstrar respeito e prevenir que aquele corpo volte a vida, como um morto-vivo ou como um fantasma. Acredita-se também que é uma maneira de encerrar o ciclo daquela pessoa nesse mundo, e com o sepultamento,  a pessoa segue para um outro plano de existência.

Fontes:

http://www.wavy.com/dpp/military/military_ap_california_Remains_of_WWII_airman_welcomed_home_20091028

http://www.capeargus.co.za/index.php?fArticleId=5223281

http://forum.armyairforces.com/m148619-print.aspx

http://www.307bg.org/

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Gykia, a heroína de Quersonesos

Novembro 4, 2009 · Deixe um comentário

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Sino de Quersonesos foto por Dmitry A. Mottl

Lamachos era um rico morador da cidade de Quersonesos. Era tão rico que seu gado tinha uma porta exclusiva para entrar na cidade. Ele tinha uma filha única, de nome Gykia, ela era a mais linda e inteligente da cidade, tendo o seu pai se esmerado em educá-la com os mais sábios professores.Gykia era uma boa moça e queria de alguma forma ser útil pra a sua cidade.

Entretanto, na província de Bósporo reinava Asandros, que louco de ganância queria a cidade de Quersonesos para si. Ele tinha tentando tomar à força uma vez, só que falhou. Então armou o plano de casar seu filho com Gykia, assim quando Lamacho morresse o filho dele governaria e depois seu neto.

Tudo aconteceu de acordo com a o plano, Gykia casou com o filho de Asandros. Mas havia uma cláusula que dizia que se o marido saísse da cidade para encontrar o pai, seria executado. Gykia amava o marido sinceramente. Ele parecia ser uma boa pessoa, um fiel cidadão e era cheio de boas ações. Só que Lamachos morreu dois anos mais tarde e o Conselho da cidade decidiu entregar o governo não para o seu marido, mas para Zethos, um cidadão de destaque da cidade. O marido não desistiu, e ficou esperando uma oportunidade para tomar o poder.

No aniversário da morte de seu pai, Gykia organizou uma comemoração, regada a muita comida e bebida. O marido dela resolveu usar um dos aniversários de morte do sogro para tomar a cidade. Ele enviou um escravo dedicado a Panticapaion (a capital do reino do Bósforo) com uma mensagem que ele tinha encontrado uma maneira de tomar o controle sobre Quersonesos.

O pai enviou navios a seu filho com guerreiros dentro, como se eles estivessem trazendo presentes para a festa. Os barcos bósforo chegaram na Baía de Símbolos, e o filho de Asandros enviou cavalos para eles. Eles foram a cidade, entregaram os presentes, e alguns ficaram escondidos na casa de Gykia, enquanto os remadores partiam dando a impressão de que eles tinham partido.

Os escravos que o filho de Asandros trouxe de Bósporos o ajudaram, dizendo para todos que eles tinha deixado a cidade e dando comida e água para eles. Tudo foi feito secretamente. Gykia não suspeitava o que estava acontecendo em sua própria casa.

O prazo para o cumprimento do plano era o terceiro aniversário da morte Lamachos. Por dois anos ele reuniu em segredo cerca de duzentos guerreiros de Bósporos. O filho de Asandros supôs que no dia da comemoração todos iriam divertir-se até tarde da noite e ficar totalmente bêbados, e quando dormissem, ele levaria seus guerreiros para realizar seu ato traiçoeiro. Nessa altura, a frota de seu pai estaria pronta para o ataque contra Quersonesos.

A trama foi descoberta por acidente, isso porque uma das servas de Gykia estava de castigo em um aposento, e sem querer deixou cair um grampo, quando foi pegá-lo no chão, ele viu os soldados escondidos no andar de baixo. Imediatamente ele pediu para alguém trazer sua patroa e falou a ela o que estava acontecendo. Gykia não teve dúvidas, o amor pela cidade era maior que qualquer coisa, e decidiu matar a todos, inclusive seu próprio marido, que acabou por ser um traidor.

Ela pediu a seus parentes para reunir os mais valentes cidadãos. Ela fez eles jurarem que se tudo fosse verdade, depois da morte dela, ela deveria ser enterrada dentro d perímetro da cidade. Eles juraram cumprir seu desejo, Gykia satisfeita revelou a traição do marido. Quando eles ouviram a estória, congelaram de medo.

Ela combinou que as comemorações deveriam ocorrer de maneira normal. Todos beberiam, dançariam, cantariam, mas de maneira comedida e sem esquecer o perigo. Deveriam também juntar mato em suas casas. Assim, quando a festa terminasse, os portões seriam fechados e todos iram para suas casas, pegariam os galhos e folhas e iriam a casa dela, colocariam tudo lá e ateariam fogo, assim que ela saísse, é claro. Cuidando para que ninguém mais saísse vivo de lá.

Como havia sido combinado, no dia do memorial de Lamachos , os habitantes da cidade se divertiram durante todo o dia nas ruas. Gykia generosamente distribuiu vinho na festa em sua casa, entreteve seu marido, mas ela mesma não bebeu e ordenou o mesmo de sua servas. Gykia bebia água de uma tigela púrpura que parecia vinho.

Quando a noite chegou, e os cidadãos retornaram a suas casas e Gykia convidou seu marido para dormir. Ele concordou prontamente. Ela ordenou que os portões e entradas fossem fechadas, como de costume, e imediatamente enviou servas de confiança para levar roupas, ouro e decorações diversas para fora da casa.

Tudo ficou silencia na casa e o marido bêbado adormeceu, então Gykia saiu do quarto, fechou a porta atrás de si, e chamando de servas, deixou a casa. Na rua, ela disse que ateassem fogo em cada lado da sua casa. Logo a casa estava envolta em chamas. Os guerreiros bósforos tentaram fugir, mas foram imediatamente mortos. Em um instante todos os conspiradores foram executados.

Desta forma Gykia manteve Quersoneso fora do perigo, os cidadãos ergueram duas estátuas em sua homenagem.

Quando, mais tarde, Gykia lembrou o conselho da cidade sobre a sua promessa de enterrá-la dentro do perímetro da cidade , mas alguns ficaram contra dizendo que a necrópole de Quersonesos estava longe das muralhas da cidade, e eles nunca enterravam os mortos em bairros residenciais. Em vez disso, eles propuseram reconstruir a casa dela, em troca.

Ela não desistiu. Alguns anos mais tarde a sábio Gykia decidiu testar se seus concidadãos se eles iriam manter sua palavra na prática. Ela disse a seus escravos para espalhar a notícia de que ela tinha morrido. Todos ficaram tristes. As pessoas lotaram a praça da casa de Gykia. Seus escravos e parentes prepararam o corpo para o rito fúnebre.

Após uma longa reunião da anciãos eles decidiram não infringir o rito antigo dos gregos, e sim quebrar o juramento, e ordenaram levar o corpo dela para fora da cidade e para enterrá-la na necrópole.

Quando o cortejo parou diante do túmulo aberto, Gykia levantou-se do sarcófago, e começou a acusar os cidadãos amargamente. Os anciãos ficaram envergonhados e juraram pela terceira vez realizar o seu desejo. Ela foi autorizada a encontrar um local de sepultamento dentro da cidade, que foi marcado com um busto em cobre dourado da heroína.

E aqueles que quisessem admirar a beleza dela, poderiam escova o pó do busto de cobre e ler na placa a estória de seu feito corajoso.

Tradução do grego por N. Khrapunov

fonte: http://www.chersonesos.org/?p=history_tls1&l=eng

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Maoris na Primeira Grande Guerra

Outubro 30, 2009 · Deixe um comentário

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Inscrições feitas por maoris em uma trincheira de Gallipoli, Turquia. Foto por Bean, Charles Edwin Woodrow, em 25 July 1915

Quando procurava por uma determinada foto no site do Memorial de Guerra Australiano, encontrei essa estranha foto. Insrições maoris em um barranco? A foto foi tirada em Gallipoli, um lugar da Turquia que descobri que existia através do filme de mesmo nome, estrelado por Mel Gibson. Então, resolvi fazer esse post, meio fora do assunto principal.

Apesar de muitos maoris se oporem ao Império Britânico, alguns se juntaram ao batalhões que foram para os campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. A política imperial se opunha a ida dos voluntários maoris, eles não queriam nativos entre os homens brancos. Mas enfim, as baixas começaram a ser grandes e eles foram obrigados a ceder.

Um contingente nativo deixou a Nova Zelândia em 1915. Eles combateram em Gallipoli antes de serem mandados para o front ocidental.

No final da guerra, 2227 maoris e 458 nativos do Pacífico tinham servido no Maori Pioneer Battalion (Batalhão dos Pioneiros Maoris). Destes, 336 morreram em combate e 734 foram feridos. Os maoris atuaram em outros batalhões.

Os maoris fazem gravuras em madeira para representar seus ancestrais e deuses. Talvez a figura no barranco seja a de um deus guardião, ou um deus da guerra. O simbolismo de suas gravuras é muito complexo e interessenta. Pretendo voltar a falar sobre ele em um outro tópico.

Mas o que realmente me atraiu na figura foi como ela parece fantasmagórica, evocando um passado distante. Quem seriam aqueles maori que evocaram seu deus ou antepassado num momento tão crítico quanto esse?

Jamais saberemos, mas suas almas estão gravadas nessa foto.

Fontes:

http://www.nzhistory.net.nz/war/maori-in-first-world-war/introduction

http://christchurchcitylibraries.com/Heritage/WarsAndConflicts/WorldWar1/MaoriAndPacificIslander/

http://www.woodcarving.co.nz/maori-wood-carving

Sobre Gallipoli:

http://en.wikipedia.org/wiki/Gallipoli_%281981%29

http://en.wikipedia.org/wiki/Gallipoli

http://en.wikipedia.org/wiki/Gallipoli_Campaign

http://www.anzacsite.gov.au/

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O túmulo de Red Mike

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

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Glen coe

“Red Mike, sua excelência, era o único filho da viúva O´Flaherty. Ele era um ser estranho desde seu nascimento, e isso não é de se admirar, porque a primeira coisa que viu foi a luz entre o crepúsculo e o anoitecer no dia do Halloween(1). Dizem que se um beber nascer nessa noite ele poderá ser possuído por algum espírito ou coisa maligna;  o que pode até não ser verdade,  estou certo de que não se é capaz de dizer que tais coisas são verdade ou não, mas devo dizer que Mike O’Flaherty era diferente dos outros desde o começo.

Ele estava sempre pronto para jogar, ele nunca fazia algo de bom, ou pelo menos nunca ouvi que fizesse. Ele mentia e quebrava promesas feitas para homens e mulheres, contava com má reputação entre padres e magistrados. Assim viveu até que atingiu a maioridade aos vinte anos,  quando o julgamento de Deus veio sobre ele.

Em um dia de Halloween esta estava na casa dos  Flannigans, perto de Glen Creachan (2). Ele estava cortejando Mary Flannigan, embora cada um de nós soubessémos que ela não “dava duas palhas” (3) por ele, mas amava perdidamente a  Larry O’Rourke, um carregador de Limerick (4). Bem, era o costume nessas festas as crianças correrem no campo de repolhos por diversão e pegarem um talo de repolho dando nome de pessoas conhecidas. Feito isso, eles dançavam ao redor do lugar, gritando:

“Um, dois, três, um até sete;
Se todos são brancos, todos vão para o céu;
Se um é negro como o mal de Murtagh,
Ele vai em breve vai gritar com o diabo”.

“Não, meu senhor”, respondeu O’Hara à minha pergunta,” Eu não sei o que significa o mal de Murtagh, e nem mesmo o que significa Murtagh”, nem ninguém no nosso tempo sabia  de qualquer maneira – eu mesmo cantei esses versos quando era um guri. Bem, como eu estava prestes a dizer-vos, os filhos de Flannigan’s, tendo terminado sua canção, correram para a casa e pediram para todos verem seus talos.

Flannigan puxou o talo do repolho, e a senhora Flannigan o dela, e o jovem Tim Flannigan, e  a senhora dele, e a linda Mary Flannigan o dela,  e  Larry O’Rourke o dele, até que veio a vez de Mike O’Flaherty. As hastes de todos os outros tinham saído brancas e puras, mas quando a Red Mike puxou a sua, era preta e tinha vermes e lesmas, e um mau cheiro terrível. Larry O’Rourke riu, e Mary Flannigan gargalhou e outros ficaram preocupados. Mike olhou para ele por um momento, mais parecendo touro louco (5) mas não um cristão.  Então ele levanta e diz: ” Vocês podemrir, mas não vão rir por muito tempo, e você pode zombar, Mary, mas ainda vai chorar muitos dias, quando o seu amado estiver debaixo da terra, como ele vai estar antes desse ano terminar. Quanto a você, velho Flannigan, você e seu filho e tudo que vocês tem será amaldiçoado desde esse dia em que vocês zombaram de Rede Mike, assim como vocês me chamam. Vocês esquecem que nasci no Halloween! Eu tenho o dom da visão, simm eu tenho, e nesse dia minha maldição vai cair sobre quem eu escolher. O que mais Red Mike falou eu não sei, mas nesse momente o padre O’Connor veio até onde todos estavam em pé”. “Maldições virão para quem aqui pernoitar “, disse ele para O’Flaherty, nuam voz decidida ele disse” você é quem vai sofrer, Mike O’Flaherty, mais ninguém aqui. Vá embora ou vou amaldiçoar você! “

“Eu vou quando quiser, padre  O’Connor”, disse Red Mike indiferente. Nesse momento, o padre puxou um crucifixo da batina, dizendo para O’Flaherty que mesmo que ele estivesse em conluio com o diabo, ele não poderia enfrentálo. Mike deu um uivo como uma besta selvagem, virou-se e correu para o vale tão rápido quanto podia. O velho Thady King, o encanador (agora morto, que Deus a sua alma!), estava atravessando o pântano, naquela noite, e viu Red Mike dançando e gritando como um louco, em seu medo mortal.

“Mike! Mike! ” chorou o velho Thady, mas O’Flaherty não prestou atenção nele, e continuou uivando e às vezes gritando: “Meu tempo acabou! Meu tempo acabou! ” De repente, virou e correu como o vento, deu um grande salto, e desapareceu no chão como se ele tivesse pulado no mar.

Nada mais se viu de Red Mike, pelo menos como homem.

E é por usso que o grande pântano lá distante é chamado de túmulo de Red Mike.”

Notas:

(1) O Halloween ou All Hallows E´ven ou Hallowmas Eve siginifica Véspera de Todos os Santo;

(2) Glen: gaélico escocês gleann, e do irlândes clássico glenn; significa vale profundo e pequeno.

(3) “não dava duas palhas” (didn´t care two straws): não estava nem aí para ele.

(4) Limerick é um condado da Irlanda.

(5) no original “more like a mad bull or a haythin Turk”… Ou seja, mas como um touro louco ou um “haythin” turco; não consegui traduzir haythin e a frase sendo um tanto preconceituosa e possivelmente ofensiva, deixe-a de fora da traduação final. Basta saber que ele deve ter ficar vermelho de ódio!

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Os dois jovens no monte das fadas

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

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Fada

Dois jovens, estavam voltando para casa numa noite de Halloween, cada um com um barril de uísque. De repente, ouviram música e vendo uma casa aberta, toda iluminada e com dança e risos vindo de lá, foram na direção dela e entraram.

Um dos dois se juntou ao grupo que dançava, assim que ele colocou no chão o pacote que levava. O outro, suspeitando do lugar e das pessoas, espetou uma agulha na porta assim que ele entrou, e foi embora quando ele quis. Passaram-se vinte meses e ele voltou procurando por seu companheiro e o encontrou ainda dançando com o barril de uísque nas costas. Embora estivesse mais vivo do que morto, o dançarino enfeitiçado implorou que ele deixasse terminar a dança. Quando ele saiu ele era apenas pele e osso.

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Pendurando as chuteiras

Outubro 23, 2009 · Deixe um comentário

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Evidência de lançamento de sapatos em Edmonton, Canada. Foto de Nick Wiebe

Já pensou nas coisas que você vê no dia-a-dia mas realmente você não vê? Ontem eu notei que nos fios próximos a uma garagem de ônibus têm uma quantidade enorme de sapatos pendurados…

Afinal qual o significado disso? Bem, essa questão me veio à cabeça quando lembrei do filme Big Fish com Ewan McGregor.  Em determinada cena do filme de Tim Burton, Edward Bloom, nosso herói, atravessa uma floresta de árvores ensandecidas e chega à cidade de Espectro.

Mal chega lá, seus estranhos e sorridente habitantes, tentam a qualquer custo saber o nome dele. Isso é feito enquanto ele saboreia uma típica torta americana. Não pude deixar de ter uma sensação de estranhamento diante daquelas felizes pessoas tentando “arrancar” o nome dele.  Parecia que quando ele dissesse, ele ficaria à mercê deles. Bem, só que nesse meio tempo, uma garotinha lhe rouba os sapatos e joga nos fios em frente à cidade.

Você têm a certeza que Ed agora está preso. Afinal, como é dito pra ele, “ele não pode ir embora sem os sapatos”.

Mas resumindo a conversa, quais seriam os significados dos sapatos pendurados nos fios?

Pesquisando na literatura e internet, pouca coisa encontrei sobre o assunto, mas uma das teorias reafirma a minha visão sobre o filme, vamos lá:

  • Eles são o memorial para alguém morreu ali perto, muitas vezes uma criança. Os sapatos pertencem à pessoa morta;
  • São uma sinal de comemoração, um rito de passagem, marcando o final de uma ano escolar ou de acampamento, um casamento, um noivado. Marcam o final ou o começo de algo. Na Escócia, quando um jovem faz isso, que dizer que ele perdeu a virgindade e está anunciado isso para os seus colegas;
  • Militares jogam sapatos no fio, pintados de laranja ou outra cor, para demonstrar que terminaram seu treinamento básico;
  • Significa que drogas são vendidas ali perto e/ou que estão marcando o território de uma gangue;
  • Sinal de bullying.  Ali tem uma turma de garotos que roubam os sapatos de outro e jogam nos fios;
  • Alguém comprou sapatos novos e resolveu jogar os velhos ali. Só isso.

Então, decididamente eles marcam realmente o início e o fim de algo ou são a marca registrada de alguém. Uma maneira do ser humano dizer que “ele está ali”, para o bem ou para mal.  Ou um memorial  para alguém que foi muito amado por seus amigos e parentes.

No caso de Peixe Grande e Suas Estórias Extraordinárias, deve significar que ele “pendurou as chuteiras”, ou seja, ele está no limbro, outro mundo, céu ou inferno e os sapatos indicam que lá ele entrou e não pode sair. Ou ainda, que  é um rito de passagem, já que Edward Bloom tem só 18 anos, e ali  ele tem o seu despertar sexual, quando ele vê a sereia/espectro nadando no rio.

Fontes:

http://wiker.net/newsletter/sneakers.php

http://en.wikipedia.org/wiki/Shoe_tossing

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Sir Parsival e o Sagrado

Outubro 21, 2009 · Deixe um comentário

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Castelo de Tintagel, local de nascimento do rei Arthur

Existem centenas de filme sobre a epoca medieval e os cavaleiros. Eles ainda fazem parte da fantasia romântica de muitas pessoas.

Um dos meus favoritos é “Excalibur” de John Boorman. Não entrarei em detalhes, mas uma das cenas que resumem o filme é Sir Parsival, um dos cavaleiros de Arthur, sendo jogado ao rio por Lancelot e afundando lentamente em suas águas. Estava assistindo o filme em uma sessão na Universidade. Claro, algumas cenas foram alvos de diversas piadas e intermináveis risos… Afinal, estou numa universidade. Nem quero comentar as piadas.

Mas tal foi o silêncio nessa cena que citei que não se ouvia nada no auditório. Nada. As pessoas pararam num momento solene para ver Parsival se despir de sua armadura e voltar à vida, emergindo do rio.

Só ouvimos uma voz: “ele precisa se despir da condição de cavaleiro…”

Sangreal

O Graal - Sangreal

Essa é a essência da cena. Era uma das metáforas mais poderosas que já vi. Dita por uma voz desconhecida, era isso o que pensávamos.  Ele abandona a condição de cavaleiro para alcançar o Graal, que é a chave para curar o seu seu rei . Ele tem de se despir do que é mundano para alcançar o sagrado.

Afinal, penso como o “pai” daquele famoso personagem... O Graal é a busca pelo sagrado dentro de todos nós.

Foto:

álbum do Google Picasa, autor Anthony.

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Mitos sobre sapos

Outubro 19, 2009 · Deixe um comentário

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Dendrobates_azureu por Michael Gäbler

Mitos sobre sapos

Sapos e Tempo

As rãs têm sido associadas com o clima em muitas culturas antigas.

Alguns aborígenes australianos e indígenas americanos acreditavam que os sapos são os causadores da chuva.

Na Índia, se acredita que o sapos personificam o trovão no céu. A palavra “sapo” também significa “nuvem”, em sânscrito!

Na China, eles vêem o “Sapo” (em muitas tradições as pessoas dizem que vêm um homem na superfície da Lua), e não o “homem” da lua. O sapo também é considerado “um dos cinco venenos de yin”. Eles dizem que os eclipses ocorrem quando o sapo que mora na lua tenta engolir a própria Lua!

Sapos e Sorte

Às vezes, as culturas associam com boa ou má sorte.

No Japão, as rãs são os símbolos da boa sorte. Um mito diz que os sapos boi são descendente de um sapo monstruoso que podia engolir todos os mosquitos de um lugar só comuma única respiração!

Alguns mitos são menos favoráveis para as rãs e sapos. Alguns folcloristas * alegaram que “Se o primeiro sapo que você vê na primavera está sentado no chão seco, significa que durante o mesmo ano que você vai derramar tantas lágrimas quanto o sapo exigiria para nadar a essa distância” Se, por outro lado, o primeiro sapo que você vê na primavera der saltos para a água, você experimentará desgraça todo o ano! No entanto, se a primeiro sapor vier pulando na sua direção, você terá muitos amigos e, se ele pular para longe de você, você vai perder alguns.

Sapos para algumas pessoas menos esclarecidas são associadas a encarnações do ma, demônios ou o próprio diabo!

Os sapos e verrugas

Alguns dizem que você pega verrugas se tocar rãs e sapos, mas a pele de rãs e sapos é assim para mantê-los úmidos, para camuflagem e alguns sapos e rãs têm glândulas que secretam veneno para sua proteção e que que podem causar irritações na pele e pode ser venenoso para algumas espécies de animais.

Os franceses e os sapos

Por alguma razão, o francês tem o apelido de sapos (frogs)… Há muitas teorias diferentes sobre o fato:

1)  O apelido de data do século 18, quando Paris foi cercado por muitos pântanos …  A nobreza francesa que iria visitava Versailles, aparentemente, se referia aos parisienses como sapos por causa do arredores pantanosos …E mais tarde é que os outros países começaram a estender o apelido para descrever os franceses em geral.
2) Outra história que é de soldados americanos adptaram o apelido para os franceses durante a II Guerra Mundial, porque eles comiam pernas de rã e escondiam muito bem quando camuflados

3) De acordo com algumas lendas, diz-se que no batismo de Clóvis, rei da França, por  St-Remi, os sapos da bandeira se transformaram em flor-de-lis e ela se tornou o emblema real da França. Também é dito que certas características dos sapos são encontradas na personalidade dos franceses, com ser enterrado por longo período sem ar, e ser capaz de reviver novamente.

4) Outra lenda diz que Elizabeth I da Inglaterra adorava sapos e se referia a quem ela amava e amigos mais próximos como “meus queridos sapinhos. Então, o jovem e belo embaixador da França, pelo qual ela tinha se apaixonado perdidamente quando ela era jovem, era chamado por ela como “meu querido sapo”. Isto é encontrado nos livros de história ingleses.

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Me lambe e lhe mostro o caminho

O ato de lamber o sapo era usado para entrar em contato com os deus, isso porque a toxina liberada por ele tinha efeitos alucinógenos.  Depois de algum tempo a Igreja Católico proibiu esse costumo dizendo que era coisa do diabo e afirmando que o sapo era amigo das bruxas.

Já os ciganos acreditavam que sapos e rãs podiam proteger de pragas, trazer boa sorte ao casamento, trazer chuva e seriam o espírito dos não-nascidos e dos mortos prematuramente. Então,  eram um símbolo da ressurreição.

fontes:

http://allaboutfrogs.org/weird/general/frenchfrogs.html

http://allaboutfrogs.org/weird/general/myths.html

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Os Sons das Profundezas

Outubro 19, 2009 · Deixe um comentário

Desde o colapso da antiga União Soviética em 1989, muitos bizarros arquivos secretos da KGB foram inspecionados tanto pelos Estados Unidos quando pela Inglaterra. In 1990, um desses arquivos antigos foi enviado por fax ao Departamento D11 do Serviço Secreto em Whitehall London, mas o que o dossiê continha era tão extraordinário e inacreditável, que a informação vazou.

A informação contida naquele arquivo, incluindo informação colhida do artigo de uma revista finlandesa chamada Ammennusatia, é mostrada abaixo.

Em 2006, o projeto Kola na estação Zapolyarny perto de Murmansk, no Ártico comemorou o seu vigésimo quinto aniversário. Apesar de ter alcançado uma profundidade de 12 quilómetros em 1983, levou-se mais dez anos para perfurar outro 262 metros.

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Baía de Kola: Copyright by Autotravel.org.ru.

Os cientistas já tinham descoberto dezenas de fósseis de microrganismos a uma grande profundidade, e então para surpresa de todos, a uma profundidade de quatro quilômetros, eles perceberam que todos os estudos estvam errados pois não havia basalto  mas uma grande quantidade de granito e a temperatura era muito maior do que se previa.

A uma profundidade de dez quilômetros os cientistas descobriram depósitos fantásticos de ouro e diamantes. A temperatura a uma profundidade de doze quilômetros era de 220 graus Celsius, e havia uma grande quantidade de radiação que destruiu dezenas de brocas de titânio.

Todos os projetos em todo o mundo que procuraram cavar buracos até o centro da Terra parou a três quilômetros. Cerca de 600 tentativas foram feitas pelos norte-americanos, alemães e  japoneses, mas logo que chegavam à “maldita profundidade” coisas estranhas começaram a acontecer. Às vezes as brocas queimavam misteriosamente, às vezes eram puxadas para baixo por forças invisíveis e desapareciam.

Em todo o mundo apenas cinco buracos foram perfurados além de três quilômetros, quatro destes foram feitos na antiga União Soviética. Dos buracos, todos furados em áreas de depósitos de petróleo e gás, só o buraco Kola foi mais além de sete quilômetros.

Nessa profundidade levou  cerca de setenta horas para se trazer amostras do material da terra. Os dados sobre a temperatura, radiação e ruído levaram um minuto para chegar à superfície. Além de tudo isso, muitos incidentes estranhos ocorreram logo que o superburaco de Kola atingiu uma profundidade de dez quilômetros.

Em duas ocasiões, as pontas de broca derreteram, apesar do fato de que as pontas de titânio só derretem se as temperaturas foram iguais às da superfície do sol. Várias vezes a broca parecia ser arrastada para baixo e quebrada, nunca as pontas de broca foram encontradas. E estes foram apenas alguns dos incidentes inexplicáveis.

Em 1994, quando a broca atingiu treze quilômetros e eles estavam prestes a cobrir as sondas de perfuração e a broca, o dr Azzakov resolveu enviar um microfone ultrassensível para captar os ruídos das placas tectônicas.  Ele reuniu sua equipe de pesquisadore em uma sala para verificar a gravação. Em em vez de ruído de placas, se escutou a voz de milhões de pessoas gritando. Eles tentatam ajustar a gravação, achando que era algum erro, mas o ruído permanecia. Fizeram novas gravações e o resultando era o mesmo. O dr Azzakov disse que todas as vezes se podia se ouvir claramente uma voz gritando de dor e desespero, e no fundo milhões de outras…

Todos ficaram muito assustados e logo, metade dos cientistas deixaram o projeto por causa do medo. O líder da equipe, dr. Azzakov, disse que devem haver pessoas lá embaixo, mas isso não seria possível!

Ele disse que enquanto ateísta não acredita em Deus e no Céu, mas como cientista, ele disse que agora acreditava no Inferno. Ele afirmou que com certeza, eles “atingiram os Portões do Inferno” quando cavaram a tão distante profundidade.

Segundo outra lenda a respeito do caso teria se ouvido uma enorme e inexplicável explosão e um demônio que teria saído das profundezas da Terra pelo buraco.  As escavações foram canceladas em 1995 quando perfuradores se recusaram a trabalhar por mais tempo, porque “demônios estavam subindo do fundo da Terra”. Os trabalhadores diziam apavorados dizem que os sons que vinham até a superfície se assemelhavam a gritos e berros.

Além disso, os soviéticos temiam que essa descoberta confirmasse a existência do Inferno fazendo ruir as teorias ateístas do seu regime. Hoje apenas cinco cientistas vive na estação de pesquisa em Kola, onde está o mais profundo buraco no planeta, mas o trabalho é apenas analisar as amostras que já tinham sido retiradas durante a escavação.

Na primavera deste ano cientistas do Instituto de Geofísica foram para Kola e fizeram outra descoberta surpreendente: a uma profundidade de três quilômetros  os sons da atividade humana pode ser ouvidos lá embaixo.  Sons da superfície estão tão altos que abafam o ruído da atividade geoacústica do planeta.

Em outras palavras, aqueles que vivem no inferno sabem exatamente o que está acontecendo entre os seres humanos na superfície do planeta.

Curiosamente, há uma outra lenda que diz que Jacques Costeau desistiu de explorar cavernas subaquáticas nas profundezas do oceano porque ao explorar uma delas ouviu sons como o grito dos condenados. Dizem que um de seus homens teve experiência semelhante quando explorava fendas nos Triângulo das Bermudas e se assustou tanto que pediu para ser retirado imediatamente do mar. O que le ouviu? Sons de pessoas gritando de dor.

Traduzido por Fr. Andrew do artigo “Eles cavaram até os demônios” da revista Argumenty Nedeli (circulação 570.000), n º 34 (60) 26 julho – 1 agosto de 2007, com o acréscimo das saguintes fontes:

1) http://www.orthodoxengland.org.uk/demonsscr.htm

2) http://www.monitor.co.ug/artman/publish/sunday_life/Did_Russian_scientists_drill_into_hell_93131.shtml

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Como a zebra ficou listrada

Outubro 16, 2009 · Deixe um comentário

Como a Zebra Ficou Listrada

Uma Lenda dos Bushmen do Kalahari

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http://commons.wikimedia.org/wiki/User:Pro2

Há muito tempo atras havia um Babuíno arrogante que se autodenominava “O Senhor das Águas”. Ela vigiava uma das únicas fontes que  não secava durante a seca, um pequeno poço na verdade. Ele impedia que os outros animais bebessem lá.

Mas um dia a Zebra e seu filho foram atá a fonre. O tempo estava seco e quente demais, e não havia água em canto nenhum. Eles já iam beber quando uma voz gritou: “Caiam fora! Eu sou o Senhor das Águas e esse é o meu poço!”. As zebras olharam, pararam, e viram o Babuíno zangado sentado ao lado do fogo.

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Foto: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Baboon_buttocks.jpg

“As águas pertencem a todos, não apenas a você, cara de macaco!”, gritou a jovam Zebra. “Então você deve lutar comigo pela água se quiser beber” desafiou, e atacou. Os dois lutaram pelo que parecia ser uma eternidade até que um coice selvagem da jovem Zebra arremesou o Babuíno através do ar até que ele caiu de traseiro sentado entre as rochas. Até o dia de hoje, o Babuíno tem um inchaço vermelho nesse lugar.

A Zebra estancou e caiu sobre a fogueira, chamuscando seu pelo branco e deixando listras negros nela. As Zebras assustadas correram de volta para as planícies onde elas permanecen até hoje.

O arrogante Babuíno e sua família ficaram morando entre as rochas e passam seus dias desafiando os intrusos, erguendo suas caudas o quanto podem para aliviar a a dor na parte pelada de pele onde eles aterrisaram.

Assim é essa a lenda de como a Zebra ficou listrada.

Notas:

Bushmen (povo da mata) – chamados de Bushmen, San, Sho, Basarwa, Kung, or Khwe. São caçadores e coletores do sudeste da África, cujo território inclui também parte da África do Sul.

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Fonte:

http://www.colours-of-the-rainbow.com/african-legends.html

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